
Mesmo depois de quase dois meses da reunião entre a Caixa Econômica Federal e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), sobre a questão da proteção às mulheres vítimas de violência, a representação dos trabalhadores continua sem respostas do banco.
As propostas apresentadas em 31 de março pela CEE destinam-se a fortalecer a proteção às mulheres vítimas de violência doméstica, institucional e de assédio no ambiente de trabalho. O movimento sindical já cobrou as respostas em abril.
Os pontos apresentados pela CEE incluem a garantia de que empregadas vítimas de violência que precisem ser transferidas de unidade para preservar sua integridade física e psicológica não sofram prejuízos financeiros ou profissionais.
Também prevê a manutenção da remuneração de função, da referência salarial e das condições relacionadas ao porte da unidade de origem, evitando que a proteção à vítima resulte em perda de renda ou rebaixamento funcional.
A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria bancária possui cláusulas específicas voltadas ao enfrentamento à violência contra as mulheres, incluindo mecanismos de acolhimento, proteção e orientação às trabalhadoras vítimas de violência doméstica.
A representação dos empregados reafirma que é preciso avançar para que esses instrumentos sejam efetivos também na realidade da Caixa.
*Fonte: Contraf-CUT


