CEE cobra respostas da Caixa sobre proteção às mulheres vítimas de violência

Mesmo depois de quase dois meses da reunião entre a Caixa Econômica Federal e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), sobre a questão da proteção às mulheres vítimas de violência, a representação dos trabalhadores continua sem respostas do banco. As propostas apresentadas em 31 de março pela CEE destinam-se a fortalecer a proteção às mulheres vítimas de violência doméstica, institucional e de assédio no ambiente de trabalho. O movimento sindical já cobrou as respostas em abril. Os pontos apresentados pela CEE incluem a garantia de que empregadas vítimas de violência que precisem ser transferidas de unidade para preservar sua integridade física e psicológica não sofram prejuízos financeiros ou profissionais. Também prevê a manutenção da remuneração de função, da referência salarial e das condições relacionadas ao porte da unidade de origem, evitando que a proteção à vítima resulte em perda de renda ou rebaixamento funcional. A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria bancária possui cláusulas específicas voltadas ao enfrentamento à violência contra as mulheres, incluindo mecanismos de acolhimento, proteção e orientação às trabalhadoras vítimas de violência doméstica. A representação dos empregados reafirma que é preciso avançar para que esses instrumentos sejam efetivos também na realidade da Caixa. *Fonte: Contraf-CUT

Sindicato participa de manifestação contra a escala 6 x 1

Milhares de trabalhadoras e trabalhadores participaram, nesta segunda-feira (25), da manifestação pelo fim da escala 6 x 1, no Centro do Rio de Janeiro. O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense também marcou presença com o presidente Júlio Cunha e seus diretores. A manifestação contou com a presença de representantes dos sindicatos filiados à Federa-RJ, bem como trabalhadores de outras categorias profissionais e movimentos sociais. Estiveram presentes os Sindicatos dos Bancários de Petrópolis, representado pelo presidente Sávio Barcellos; Rio, com o presidente José Ferreira; Sul Fluminense, com o presidente Julio Cunha; dirigentes do Bancários Niterói e a presidenta da Federa-RJ, Adriana Nalesso. A mobilização começou na Candelária, onde os manifestantes se concentraram, antes de seguirem em caminhada pela Avenida Rio Branco até a Cinelândia. A presidenta da Federa-RJ, Adriana Nalesso, lembrou que para as mulheres o fim da escala 6 x 1 tem importância adicional. “Para as mulheres, essa jornada é ainda mais desgastante, em função da tripla jornada. A redução da escala é essencial para que as mães tenham mais tempo para ficar com seus filhos e filhas”, observou Adriana. A presidenta da Federa-RJ destacou ainda que a votação do projeto está prevista para esta semana ainda e que a mobilização da classe trabalhadora é fundamental nas redes sociais e nas ruas. “Esse Congresso Nacional não tem compromisso com a classe trabalhadora e a gente precisa continuar mobilizado”, concluiu a sindicalista. *Fonte: Federa-RJ/Seeb Rio