
O debate sobre os direitos das pessoas com deficiência (PcDs) deu início às negociações da pauta de diversidade específica dos funcionários do Banco do Brasil, nesta sexta-feira (17), na mesa entre a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e a direção do banco.
A pauta de reivindicações inclui a cumulatividade dos benefícios destinados às pessoas com deficiência com o auxílio-creche/babá, a concessão de licença de até 15 dias por ano para acompanhamento de dependentes com deficiência, sem limite de idade, em consultas e tratamentos médico-odontológicos, a realização de um Censo da Pessoa com Deficiência no Banco do Brasil para identificar esse público e suas necessidades, a ampliação das possibilidades de teletrabalho para PcDs que necessitem dessa modalidade e que haja o acompanhamento para garantir a adaptação dos trabalhadores.
Além disso, os trabalhadores querem o abono das horas necessárias para tratamentos, terapias, consultas médicas.
O incentivo à participação feminina na área da Tecnologia também foi um dos pontos apresentados na reunião. Ainda sobre as mulheres foi pedida a ampliação da proteção às mulheres em situação de violência doméstica, com a garantia de afastamento de até seis meses, sem necessidade de encaminhamento ao INSS e com preservação do cargo no retorno ao trabalho.
As entidades pediram também a criação de licença parental para cada pessoa de referência da criança ou do adolescente, limitada a duas pessoas, sem prejuízo do emprego ou da remuneração, garantindo condições para o exercício da parentalidade.
A equiparação da união estável ao casamento para fins de concessão dos benefícios previstos no acordo coletivo também fez parte das reivindicações.
As reivindicações apresentadas foram recebidas de forma positiva pelo banco, que ficou de avaliar as propostas antes de apresentar uma resposta.
A direção afirmou que trabalha com a meta de alcançar a paridade de gênero nos cargos de liderança até 2030.
Quanto ao endividamento, a proposta da representação dos funcionários foi a criação de uma alternativa efetiva para a renegociação de dívidas dos empregados junto ao Banco do Brasil.
A resposta da direção do banco foi que também se preocupa com essa questão e estuda alternativas para enfrentar o problema.
Outro ponto levantado foi a melhoria das condições de trabalho com a revisão dos mecanismos de monitoramento da produtividade.
*Fonte: Contraf-CUT


