Sindicato festeja Dia Internacional da Mulher neste sábado (9)

Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 8 de março, o Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense organizou uma programação especial e está convidando todas as suas associadas. A comemoração será neste sábado (9) na sede campestre, com recreadores para cuidar dos seus filhos enquanto você participa dos bate-papos, com temas importantes e atuais. O esposo também será bem-vindo. O almoço está garantido, com churrasco e bebidas a preço de custo na churrasqueira principal. Além disso, haverá música ao vivo com a cantora Lorena Costa. Confira a programação completa: 10h – Brinquedos com monitores 10h30 – Recreação com Tio Leandro 12h30 – Churrasco e bebidas a preço de custo na churrasqueira principal 10h – Bate-papo com Juliana Ribeiro Tema: Esgotamento mental na mulher multitarefas. Quais metas devo cumprir? 11h30 – Bate-papo com Jane Lameira Tema: Autoconhecimento, poder do auto Amor 12h30 – Música ao vivo com Lorena Costa A sede campestre fica na Estrada Governador Chagas Freitas, 3.780, Colônia Santo Antônio, em Barra Mansa.
Estudo do Dieese mostra saldo negativo em emprego bancário

Dados divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), mostram que houve saldo negativo de empregos bancários em 11 dos 12 meses do ano passado. O único mês com saldo positivo foi outubro com 271 postos de trabalho. Segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, os bancos admitiram 36.142 bancários, mas demitiram 42.457. Foram fechados 6.315 postos de trabalho durante o ano de 2023. Para o secretário de Assuntos Socioeconômicos da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Walcir Previtale, os dados são preocupantes. “Isso traz prejuízo para a economia, que gira mais devagar, aos clientes, que têm menos bancários para atendê-los, e principalmente aos trabalhadores, que veem o número de contas e de clientes aumentar juntamente com a sobrecarga de trabalho e o consequente adoecimento”, afirmou. Entre as ocupações mais afetadas estão as de nível gerencial: das dez principais ocupações com maiores saldos negativos, cinco são do nível gerencial, com destaque para Gerente de Contas – Pessoa Física e Jurídica, que perdeu 2.954 postos de trabalho. O levantamento fez uma análise segmentada por regiões geográficas e mostra que, em 2023, houve abertura de vagas nas regiões Norte (+140 vagas) e Nordeste (+307vagas) e fechamento nas regiões Centro-Oeste (-100 vagas), Sul (-363 vagas) e Sudeste (-6.299 vagas). São Paulo (-4.220 vagas) e Rio de Janeiro (-1.156 vagas) lideram o ranking de postos eliminados. Houve maior abertura de vagas no Rio Grande do Sul (+289 vagas), Bahia (+84 vagas) e Sergipe (+78 vagas). Quanto a sexo, faixa etária, raça/cor (nomenclatura utilizada nas bases de dados do Ministério do Trabalho, cujo registro parte de autodeclaração do trabalhador) e remuneração, os dados mostram que a categoria é composta por 48% de mulheres. Em 2023, do total de contratados, 54,3% são homens. Esse percentual sobe quando se trata de tecnologia da informação, onde 75,7% dos contratados são homens. Em relação à faixa etária, o saldo positivo fica nas faixas etárias até 29 anos (+7.628 vagas) e negativo para faixas a partir de 30 anos (-13.943 vagas). Quanto à raça/cor, os dados apontam que, em 2023, o saldo para pessoas pretas e pardas foi positivo em 1.317 vagas, sendo 24% do saldo atribuído às mulheres. O estudo mostra ainda que o salário mensal médio de um bancário admitido em dezembro de 2023 foi de R$ 6.174,35, enquanto o do desligado foi de R$ 7.845,89. Isto significa que o salário médio do admitido correspondeu a 78,7% do desligado.
Bancos fecham 6 mil postos de trabalho mesmo com lucro bilionário

Segundo dados da pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (novo Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego, houve crescimento do emprego formal e da renda no ano passado, como um todo. Entretanto, segundo Neiva Ribeiro, uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, o emprego bancário ficou na contramão. A informação é de que foram eliminadas mais de 20 mil vagas do setor nos últimos cinco anos. Só em 2023, foram fechados mais de seis mil postos de trabalho. No ano passado, os três maiores bancos privados do país, Bradesco, Itaú e Santander, conquistaram lucros bilionários. O Itaú registrou lucro de R$ 35,6 bilhões. O Bradesco teve lucro líquido de R$16,3 bilhões e Santander alcançou os R$9,3 bilhões. A sindicalista explica que os bancos investem em tecnologia e acabam eliminando empregos e fechando agências físicas. “Os acionistas recebem cada vez mais, os trabalhadores adoecem e a população sofre com um atendimento cada vez mais precarizado”, afirmou Neiva. Vale lembrar ainda que, além de reduzir o número de agências, os bancos também demitem para contratar pagando salários menores. Dados do Caged apontam que o salário médio do trabalhador admitido corresponde a 78,7% do trabalhador demitido. *Foto de Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Santander vai pagar PLR dia 29 de fevereiro

Trabalhadoras e trabalhadores do Santander vão receber a segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) dia 29 de fevereiro. O banco também informou que o pagamento será realizado junto com a variável semestral e o PPRS. O valor este ano será de R$ 2.902. A coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados do Santander, Wanessa Queiroz, explicou que “o PPRS é uma conquista importante dos trabalhadores do Santander, fruto da negociação do movimento sindical e garantida no Acordo Coletivo de Trabalho do Santander”. Os funcionários que recebem até R$ 11 mil terão direito a receber 2,2 salários além da parcela adicional. “É uma boa notícia para os bancários, especialmente aqueles que recebem até R$ 11 mil, pois o banco vai manter o pagamento de 2,2 salários mais a parcela adicional, mesmo sofrendo impacto do aumento da PDD e com a queda no resultado”, afirmou Wanessa acrescentando que nos próximos dias será disponibilizado um simulador para os bancários saberem o valor que receberão. PLR O valor da PLR é determinado pelo lucro anual do banco. O pagamento é feito em duas parcelas, com a primeira sendo efetuada até 30 de setembro e a segunda até 1º de março do ano seguinte. A segunda parcela da PLR dos bancários é calculada pela fórmula “Regra Majorada menos a antecipação”. Além da Regra Básica/Majorada também há a distribuição de 2,2% do lucro líquido de forma linear a todos os trabalhadores, com um teto a ser definido em cada negociação.
Bancos começam a anunciar data de pagamento da PLR

Seguindo solicitação do movimento sindical, a maioria dos bancos antecipa o pagamento da segunda parcela da Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) de 2023. Dessa forma, alguns bancos vão começar a pagar na próxima semana. De acordo com a Convenção Coletiva de Trabalho (CLT) da categoria, o prazo final é 1º de março. Mas os bancos públicos têm regras definidas em acordos específicos. A Caixa tem até 31 de março e o Banco do Brasil até dez dias após a distribuição de dividendos aos acionistas. Porém, este ano, o BB já anunciou que pagará a PLR no dia 1º de março. A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, afirmou que “a PLR é uma das maiores conquistas da categoria, que foi a primeira a conquistar este direito.” “O valor recebido como PLR ajuda muito, porque, diferentemente de outras categorias, que recebem um valor fixo, a PLR dos bancários é definida a partir do lucro obtido pelos bancos. Contribuímos para os resultados e temos direito a uma fatia do lucro obtido, além de uma parcela adicional”, ressaltou Juvandia. Entre os bancos que já anunciaram a data do pagamento estão o Bradesco (19/02), o Banco do Brasil (1º de março), o Santander (29/02), o Ouribank (15/02), o City (21/02), Safra e JP Morgan (ambos no dia 23/02). Os bancos devem pagar até 15% do lucro líquido obtido no ano dividido em Regra Básica e na Parcela Adicional. Regra Básica – o bancário recebe 90% do salário-base, com verbas fixas de natureza salarial e mais o valor fixo de R$ 3.194,80. O teto individual é de R$ 17.138,56. O valor total da regra básica tem o teto máximo de 12,8% e mínimo de 5% do lucro líquido. Se o valor total da “Regra Básica” da PLR for inferior a 5% do lucro líquido do banco, o valor individual deverá ser majorado até alcançar 2,2 salários do empregado, limitado a R$ 37.704,79. Parcela Adicional – neste caso o valor é definido pela divisão linear e em partes iguais da importância equivalente a 2,2% do lucro líquido do exercício de 2023, pelo número total de empregados elegíveis, até o limite individual de R$ 6.634,44.
Santander: COE debate reestruturação na rede de agências

O processo de reestruturação na rede nacional de agências do Santander, denominado Multicanalidade, tem sido motivo de preocupação para trabalhadoras e trabalhadores do banco. Na última terça-feira (6), a Comissão de Organização dos Empregados (COE) cobrou explicações sobre o processo durante reunião com a direção do banco. Em comunicado, publicado dia 22 de janeiro último, o Santander informou que os gerentes Van Gogh e os gerentes de empresa, não frequentarão mais as agências. O banco explicou que os gerentes Empresas passarão a maior parte do tempo visitando seus clientes e os Van Gogh farão visitas e atendimentos pela plataforma digital. Também foi comunicada uma mudança na carteira de clientes. O Santander alega que o cenário do sistema financeiro está sendo reconfigurado por causa da mudança de perfil dos clientes e dos meios de pagamento. Segundo a coordenadora da COE, Wanessa Queiroz, é preciso respeitar as cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). “É um desrespeito do Santander com os trabalhadores e o movimento sindical, por não priorizar as negociações e a comunicação também com os clientes. Haja vista que a reestruturação já está acontecendo. São muitas mudanças e de alto impacto para as condições de trabalho e para a saúde dos trabalhadores”, ressaltou Wanessa. Durante o encontro, a COE apresentou várias questões preocupantes como a falta de treinamento para os Gerentes de Negócios e Serviços (GNS), que ficarão nas agências para atender os clientes que preferirem o atendimento presencial. Já o Santander disse que vai contratar 600 bancários para o cargo de GNS em todo o país, oferecendo treinamentos para os novos e para os que já atuam nos segmentos Van Gogh e Empresas. O movimento sindical também questionou as condições de segurança para os gerentes Van Gogh e Empresas. “Eles andarão a todo momento perto das suas casas. Todo mundo saberá quem eles são e qual o cargo que ocupam. Além disso, eles precisam de condições para fazer o trabalho, como um chip ou celular exclusivo do banco, uma mochila para carregar todo o equipamento necessário e convênio no Uber Corporativo para a realização das visitas aos clientes”, observou Wanessa. O banco se comprometeu a responder a todas as reivindicações na próxima reunião, marcada para 22 de fevereiro. Mas já sinalizou a disposição de fornecer um chip ou um aparelho celular, uma mochila de transporte adequada, um plano de Uber Corporativo e criar alguns pontos de encontro em diversas localidades, nomeados de hub, para que os gerentes possam trabalhar de lá.
Sede campestre ficará aberta durante o Carnaval

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense informa que seus associados poderão desfrutar das áreas de lazer da sede campestre durante o período de carnaval. O horário de funcionamento será das 9h às 18h no sábado (10/02), domingo (11/02), segunda (12/02) e terça-feira (13/02). Na Quarta-feira de Cinzas (14/02) o funcionamento será a partir das 13h.
Santander: transformar agência em ‘loja’ preocupa movimento sindical

O movimento sindical ficou preocupado com as declarações do presidente do Santander, Mario Leão, sobre a priorização do banco como empresa de varejo, em detrimento do compromisso com o atendimento bancário de qualidade. As declarações foram publicadas, nesta segunda-feira (5), em reportagem do jornal Valor Econômico. A secretária de Relações Internacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Rita Berlofa, absurdas as declarações. “Um banco de varejo que não quer atender pobre. Ao mesmo tempo que não quer atender, ele contribui com a redução de renda de seus funcionários com a política agressiva e fraudulenta, ou seja, efetua a transferência de trabalhadores bancários para outras empresas do conglomerado, reduzindo direitos e aumentando as demissões”, lamentou Berlofa. Já Wanessa Queiroz, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, disse que equiparar a agência a uma “loja” é uma desvalorização do atendimento bancário. Segundo Wanessa, priorizar a imagem de “melhor empresa de consumo” pode resultar na perda de foco nas necessidades específicas dos clientes bancários, comprometendo a qualidade dos serviços oferecidos. “A proposta de segmentação com especialistas responsáveis por grupos de clientes pode gerar preocupações sobre a continuidade do atendimento personalizado e acessível a todos”, observou. O presidente do Santander falou em reorganizar o atendimento do Van Gogh, conferindo um conceito mais regionalizado. A dúvida do movimento sindical é sobre a acessibilidade e disponibilidade dos serviços para os clientes, já que os gerentes não atenderiam mais nas agências, só realizando o atendimento remoto. Wanessa ressaltou que o sistema bancário deve priorizar tanto a excelência varejista quanto a qualidade no atendimento, garantindo que todos os clientes tenham acesso a serviços bancários essenciais. “O movimento sindical estará sempre defendendo os interesses dos trabalhadores e clientes bancários”, finalizou a coordenadora da COE.
Assédio sexual: aprenda a se defender

De acordo com informações do Ministério Público do Trabalho (MPT), somente no primeiro trimestre do ano passado foram registradas 831 denúncias de assédio sexual no Brasil. O número ficou acima do dobro de registros feitos no mesmo período de 2022, que teve 393 notificações. O assédio sexual ocorre de maneira frequente (mais do que se imagina) no ambiente de trabalho e nem sempre é através de contato físico. Muitas vezes, as vítimas se calam com medo de demissão. Porém, é preciso denunciar e o primeiro passo é procurar orientação jurídica nos sindicatos. Fernanda Lopes, secretária da Mulher da Confederação Nacional dos Trabalhadores Financeiros (Contraf-CUT), afirmou que o número de casos de assédio na categoria bancária é elevado, sendo as mulheres as maiores vítimas. “Por isso, temos o projeto ‘Basta! Não irão nos calar!’, com assessoria a federações e sindicatos para a implantação de canais de atendimento jurídico especializado para mulheres em situação de violência doméstica e familiar”, lembrou a coordenadora. Fernanda disse ainda que devido à sua importância, “na campanha nacional deste ano, o tema voltará à mesa de negociação com os bancos, quando o movimento sindical exigirá iniciativas que tornem o ambiente de trabalho mais seguro a todos, mas especialmente às mulheres”. Já a secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT, Elaine Cutis, ressaltou que o atual governo demonstra sensibilidade para essa questão, mas que os números continuam a crescer. Segundo ela, é fundamental “desenvolver um sistema de prevenção ao assédio sexual mais eficaz, incluindo a elaboração de uma legislação mais rigorosa para combater esse crime”. O assédio Para a trabalhadora ou trabalhador se defender do assédio sexual é importante conhecer as situações mais comuns em que a agressão se materializa. Exemplos disso são as promoções condicionadas a favores sexuais; toque, abraços ou carícias sem consentimento; elogios com conotação maliciosa ou sexual aos atributos físicos; stalking (monitoramento da vida privada), inclusive por telefone e redes sociais; brincadeiras inconvenientes; e apelidos de cunho sexual. O assédio pode ocorrer entre chefia e subordinados (mais comum), entre colegas, entre subordinado e chefia e até entre pessoas sem relação de trabalho, como clientes e prestadores de serviço. Mas vale lembrar que só é considerado crime quando praticado por superior hierárquico com o objetivo de obter vantagem ou favorecimento sexual. Neste caso, a pena é de um a dois anos de prisão, podendo ser ampliada em até um terço se a vítima for menor de 18 anos. Além de buscar orientações jurídica nos sindicatos, a vítima pode procurar as instâncias internas da empresa. O Ministério Público do Trabalho também recebe denúncias e oferece a opção de sigilo em todo o processo.
Multicanalidade: novo projeto será debatido entre COE e Santander

Na próxima terça-feira, 6 de fevereiro, a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander terá uma reunião com a direção do banco. Na pauta, a Multicanalidade. O projeto visa oferecer aos consumidores diferentes canais de atendimento, devendo gerar a reestruturação da rede de agências, já implementada pelo banco para 2024. Segundo a coordenadora da COE Santander, Wanessa Queiroz, o objetivo é que o banco respeite as cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e mostre como será essa fusão de agências. “O processo já está em expansão e certamente cria ansiedade entre os trabalhadores. Também precisamos saber como fica o atendimento descentralizado dos gerentes, que já tem intensificado as metas e gerando sobrecarga para os trabalhadores das agências’’, ressalta Wanessa. O movimento sindical quer saber se haverá formação e suporte para quem fica nas agências para atender essa demanda de pessoas jurídicas dos gerentes, e como será a assistência a esses trabalhadores, que vão circular fora das agências. Durante a reunião também será debatida a questão das horas negativas geradas na pandemia. Segundo a coordenadora, já foram realizados três acordos para a compensação das horas com redutores conforme as horas pagas pelos trabalhadores, com acordo vigente até 31 de março deste ano.