Conquista do movimento sindical: trabalhadores voltam a integrar categoria bancária no Santander

Cerca de 600 trabalhadores contratados de forma irregular pelo Santander voltaram a integrar a categoria bancária, após mobilização do movimento sindical. Foram anos de denúncias, negociações, manifestações e pressão das entidades representativas dos bancários. A conquista é um avanço na defesa dos direitos da categoria e reforça a importância da organização dos trabalhadores para combater práticas que precarizam as relações de trabalho e retiram direitos garantidos pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). A coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Ana Marta Lima, ressalta que, apesar do avanço, a luta continua. Criada para denunciar a substituição de bancários por trabalhadores terceirizados, a campanha “Exterminador do Futuro” segue mobilizando a categoria para que o Santander deixe de adotar qualquer modalidade de contratação irregular ou terceirização de atividades tipicamente bancárias. *Fonte: Contraf-CUT
COE leva reivindicações para mesa de negociações com o Santander

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander apresentou, nesta terça-feira (14), a pauta específica para negociação da Campanha Nacional dos Bancários 2026 com o banco. Os três eixos que compõem a pauta são a manutenção das cláusulas já existentes, o aperfeiçoamento de dispositivos que precisam de atualização e a inclusão de novas reivindicações. Entre as principais reivindicações estão a ampliação do programa de bolsas de estudo, a isenção de todas as tarifas bancárias para os funcionários, incluindo a anuidade dos cartões de crédito do titular e dos adicionais, condições diferenciadas para financiamento imobiliário e melhorias em outras linhas de crédito. Em relação aos trabalhadores PCDs e seus dependentes, a COE reivindicou a criação de um auxílio terapêutico para empregados com deficiência e para aqueles que tenham dependentes legais nessa condição, mediante apresentação de laudo médico e documentação comprobatória. Também foi solicitada a isenção da coparticipação no plano de saúde para empregados com doenças raras, crônicas, degenerativas, HIV/Aids ou deficiência, estendendo o benefício aos trabalhadores que tenham dependentes legais nas mesmas condições. Além disso, a COE quer a concessão de redução de 50% da jornada diária de trabalho para empregados com deficiência e para aqueles que tenham dependentes legais com deficiência, sem redução salarial. A COE defende, ainda, prioridade na concessão do teletrabalho ou trabalho remoto para empregados com deficiência e para aqueles que tenham dependentes com deficiência, conforme previsto na Lei nº 13.146/2015. As negociações vão continuar nos dias 22 de julho, no período da tarde, e 28 de julho, pela manhã. *Fonte: Contraf-CUT
Sindicato participa do Dia Nacional de Luta

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense participou, nesta segunda-feira (6), das atividades do Dia Nacional de Luta da categoria, que está iniciando sua Campanha Nacional 2026, Os sindicalistas visitaram todas as agências de Barra Mansa, levando faixas alusivas às reivindicações dos trabalhadores e entregando o primeiro boletim da campanha. O documento apresenta uma radiografia da realidade atual do setor, explicando que enquanto os bancos registram lucros bilionários, os trabalhadores enfrentam cortes de postos de trabalho e fechamento de agências. O objetivo da mobilização é pressionar os bancos, já que nesta terça-feira (7) haverá uma rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) sobre emprego. O boletim apresenta dados como o lucro líquido dos cinco maiores bancos, que chegou a R$ 124 bilhões somente em 2025. Entre 2020 e 2025, o crescimento do lucro líquido dos bancos privados foi de 114%. No mesmo período, os bancos públicos registraram crescimento do lucro na ordem de 46%. No entanto, de acordo com o boletim, desde 2016 já foram eliminados 83,5 mil postos de trabalho no setor. Além disso, foram fechadas 8,5 mil agências desde 2015. A queda na rede física chegou a 37%. A proteção do emprego é uma das prioridades na Campanha Nacional dos bancários em 2026. A minuta de reivindicações inclui garantir postos de trabalho, combater demissões imotivadas, impedir a precarização e assegurar que a tecnologia não seja usada para retirar direitos. A luta da categoria é também pelos clientes, para garantir que todos tenham atendimento presencial humanizado e acesso às agências bancárias.
Santander: minuta de reivindicações é entregue ao banco

A minuta de reivindicações construída coletivamente durante o Encontro Nacional dos Trabalhadores do Santander foi entregue ao banco, na manhã desta segunda-feira (22). A entrega foi realizada por funcionárias e funcionários do banco na sede da instituição em São Paulo e marca o início da fase de negociações e mobilizações em torno das pautas prioritárias dos trabalhadores do Santander na Campanha Nacional dos Bancários 2026.. A pauta contém prioridades como a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), a valorização das remunerações e a melhoria das condições de trabalho. As reivindicações incluem, ainda, medidas para combater o fechamento de agências e a redução dos postos de trabalho, além de ações voltadas à diminuição da sobrecarga enfrentada pelos trabalhadores. “Temos grande expectativa para a Campanha Nacional dos Bancários 2026. A minuta construída coletivamente pelos delegados e delegadas reflete as necessidades dos trabalhadores do Santander e será a base das negociações e das mobilizações para garantir avanços e preservar direitos”, afirmou Ana Marta Lima, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander. *Fonte: Contraf-CUT
Encontro Nacional do Santander debate desafios da categoria

Representantes dos trabalhadores do Santander se reuniram em São Paulo, nesta sexta-feira (19), para o Encontro Nacional dos Funcionários do banco. As 75 delegadas e delegados tiveram a missão de discutir os desafios da categoria, preparar a 28ª Conferência Nacional dos Bancários e consolidar as propostas que integrarão a minuta de reivindicações da Campanha Nacional 2026. A conjuntura política, econômica e social e seus reflexos para a categoria bancária foi o tema dos debates da primeira mesa. As técnicas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) Rosângela Vieira e Paula Reisdorf participaram do encontro. Os estudos apresentados por elas mostram que, mesmo em um cenário econômico de crescimento moderado e juros elevados, o banco tem mantido elevados níveis de rentabilidade ao mesmo tempo em que acelera a digitalização, fecha unidades físicas e reduz postos de trabalho. De acordo com Rosângela Vieira, embora o Santander tenha registrado lucro líquido recorrente de R$ 3,8 bilhões no primeiro trimestre de 2026, a estratégia adotada pela instituição está baseada em um modelo mais seletivo e automatizado, voltado aos clientes de alta renda e sustentado por uma forte redução de custos. Rosângela observou que o Santander fechou, somente em 2025, 323 agências e 256 postos de atendimento, além de reduzir em 10% o número de empregados efetivos, enquanto ampliou em 11% o contingente de terceirizados. A mudança estrutural ocorrida no grupo Santander ao longo da última década foi destaque na apresentação de Paula Reisdorf. “Em 2015, cerca de 90% dos trabalhadores do grupo eram bancários. Hoje, essa proporção caiu para aproximadamente 50%. O banco criou ou adquiriu dezenas de empresas e deslocou uma parcela importante das atividades para estruturas com custos menores e direitos reduzidos”, explicou a técnica. Ana Marta Lima, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, afirmou que o encontro reforçou a importância da construção coletiva das reivindicações e do fortalecimento da mobilização para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. “Este encontro mostrou, mais uma vez, a capacidade de organização dos trabalhadores do Santander. Conseguimos construir uma pauta que dialoga com os desafios atuais da categoria, incorporando novas demandas relacionadas à saúde, defesa do emprego e às condições de trabalho. Agora, nosso compromisso é transformar essas reivindicações em avanços concretos na renovação do Acordo Coletivo, fortalecendo direitos e ampliando conquistas para todos os bancários”, concluiu a coordenadora. A minuta específica de reivindicações dos trabalhadores do Santander será entregue ao banco na segunda-feira (22). *Fonte: Contraf-CUT
Copa: Santander exige compensação de horas

Trabalhadoras e trabalhadores do Santander ficaram frustrados com a decisão do banco de exigir a compensação das horas não trabalhadas nos dias dos jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. “A ganância do Santander mais uma vez fala mais alto. Enquanto os demais grandes bancos compreenderam a importância de permitir que seus funcionários acompanhassem os jogos da Seleção Brasileira sem prejuízo, o Santander preferiu impor a compensação das horas”, observa a coordenadora da COE, Ana Marta Lima. De acordo com a coordenadora, é uma postura que ignora um momento de integração e descontração vivido por todo o país e que gera indignação entre os trabalhadores. “Em vez de reconhecer o empenho de quem sustenta seus lucros bilionários, o banco escolhe penalizar os funcionários e reforçar uma política permanente de desvalorização”, lamenta Ana Marta. Para a Contraf-CUT, a decisão do Santander destoa do espírito de valorização dos bancários e reforça a necessidade de ampliar o diálogo com o banco sobre temas relacionados às condições de trabalho e ao reconhecimento dos empregados. *Fonte: Contraf-CUT
COE Santander pede ao banco que suspenda demissões

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander enviou à direção do banco uma manifestação formal pedindo a suspensão imediata de um processo de demissões em massa. Os desligamentos estariam atingindo funcionários de diversas regiões do país, principalmente trabalhadores do cargo de Especialista de Atendimento. Os relatos chegaram até a COE na última terça-feira (2) e as demissões teriam ocorrido sem nenhuma comunicação prévia ou negociação com a representação dos trabalhadores. A medida é considerada um desrespeito ao compromisso de diálogo permanente estabelecido entre as partes por meio do Comitê de Relações Trabalhistas, previsto no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Segundo a representação dos trabalhadores, o tema foi levado à mesa de negociação na última reunião com o banco, realizada em 13 de maio. Na ocasião, o negociador do Santander afirmou categoricamente que não havia qualquer processo de extinção do cargo e que eventuais movimentações seriam pontuais. A COE espera a resposta do banco e reitera que continuará acompanhando o caso e adotando todas as medidas necessárias para defender os empregos, o respeito à negociação coletiva e os direitos dos trabalhadores do banco. *Fonte: Contraf-CUT
Santander antecipa pagamento da primeira parcela do 13º salário

O pagamento da primeira parcela do 13º salário dos funcionários do Santander será realizado no próximo dia 29 com a folha salarial do mês de maio. A informação foi divulgada, nesta sexta-feira (22), pelo banco. Têm direito à antecipação os trabalhadores admitidos até 31 de dezembro de 2025 e que não tiveram a primeira parcela do 13º antecipada durante as férias. O valor corresponde a 50% do salário bruto. Os trabalhadores admitidos depois de 31 de dezembro de 2025 vão receber em novembro, sendo o valor proporcional ao período trabalhado desde a data de admissão. O demonstrativo de pagamento estará disponível no Portal Pessoas e no aplicativo Pessoas a partir do dia 28 de maio de 2026. *Fonte: Contraf-CUT
“Conduta Certo”, novo programa do Santander, preocupa movimento sindical

Em reunião virtual, na última quarta-feira (20), a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander participou com representantes do banco da apresentação do programa “Conduta Certo”. Os representantes da COE avaliaram que a apresentação foi feita de forma superficial pelo banco. Segundo eles, não houve um detalhamento adequado sobre o funcionamento do programa e seus impactos sobre os trabalhadores. Durante a apresentação, o banco tentou mostrar o programa como ferramenta de “qualidade” e “segurança”. Entretanto, a representação dos trabalhadores se mostrou preocupada com o aprofundamento da cultura de cobrança, vigilância e punição dentro do Santander. “Mais uma vez o banco implementa uma mudança que afeta diretamente os trabalhadores sem nenhuma negociação com o movimento sindical. A sensação dos bancários é que este programa foi atualizado para impactar na remuneração variável que esses trabalhadores teriam que receber. Existe muita preocupação sobre como essas avaliações serão utilizadas no dia a dia e quais consequências poderão trazer para os funcionários”, afirmou a coordenadora da COE Santander, Ana Marta de Lima. A COE Santander vai continuar acompanhando a implementação do “Conduta Certo” e cobrando transparência, respeito às condições de trabalho e garantias de que o programa não seja utilizado como instrumento de perseguição ou aumento da pressão sobre os bancários. *Fonte: Contraf-CUT
COE e direção do Santander debatem fechamento de agências e sobrecarga de trabalho

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander se reuniu com a direção do banco, nesta quarta-feira (13), na sede da Contraf-CUT, em São Paulo. O objetivo foi debater os impactos do fechamento acelerado de agências e o aumento da sobrecarga enfrentada pelos bancários. Segundo os trabalhadores, a rede física já opera no limite e não comporta novos cortes. De acordo com os relatos, regiões antes atendidas por várias unidades passaram a contar com apenas uma agência, concentrando milhares de clientes, ampliando filas e elevando a pressão sobre os empregados. Ana Marta Lima, coordenadora da COE Santander, ressaltou que há impactos diretos também nas avaliações de desempenho. “Mesmo quando o atendimento é adequado, as longas filas influenciam negativamente o NPS — indicador utilizado pelo banco para medir a satisfação do cliente — contribuindo para o adoecimento da categoria, que já registra índice de afastamentos pelo INSS três vezes superior à média nacional”, afirmou a coordenadora. Demonstrações financeiras do Santander mostram o fechamento de 575 unidades entre agências e pontos de atendimento no ano passado. No primeiro trimestre deste ano, 63 unidades foram fechadas. Desde 2019, o banco encerrou 2018 postos de atendimento, sendo 1460 agências. Atualmente, restam 868 agências e 754 PABs, segundo dados do banco. Durante o encontro, os sindicatos alertaram para uma mudança estrutural no sistema financeiro: entre 2016 e 2025, o país perdeu 7593 agências bancárias (-34%), enquanto cooperativas de crédito ampliaram presença ao ocupar espaços deixados pelos grandes bancos. “Isso mostra que os clientes ainda querem atendimento presencial”, afirmou a secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT, Rita Berlofa. Também foi destaque na reunião o envio de um comunicado de “Atualização do Contrato de Trabalho” a empregados classificados pelo banco como “hipersuficientes”, com remuneração superior a dois tetos do Regime Geral de Previdência Social e diploma de nível superior. Rita Berlofa fez um alerta: “Insistimos para que esses acordos sejam anulados e não voltem a existir, pois contrariam o que foi pactuado entre a Fenaban e o Comando Nacional dos Bancários, que prevê a não utilização da lei que permite acordos individuais. Hoje o banco descumpre esse compromisso e, no futuro, qual outro deixará de cumprir? Isso gera muita insegurança para todos os trabalhadores.” Em relação ao documento, Ana Marta reforçou a orientação da COE de que os trabalhadores não devem assinar o termo e devem denunciar ao sindicato qualquer tipo de pressão. *Fonte: Contraf-CUT