Santander registra lucro de R$ 6,8 bi no primeiro semestre

No primeiro semestre deste ano, o Santander teve lucro líquido gerencial no Brasil de R$ 6,802 bilhões, uma queda de 9,5% em relação ao mesmo período de 2025. Se comparado ao primeiro trimestre deste ano, a queda chega a 20,4%, já que o banco registrou lucro de R$ 3,788 bilhões naquele período. Porém, 0 lucro liquido consolidado do grupo espanhol foi de 7,328 bilhões de euros no primeiro semestre de 2026, o que mostra que o banco pode atender as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores na Campanha Nacional dos Bancários. O Santander obteve receita de R$ 10,949 bilhões com tarifas bancárias no primeiro semestre, com alta de 4,5% em comparação ao mesmo período de 2025. Nas despesas com pessoal, o banco registrou queda de 2,5%, totalizando R$ 6,122 bilhões. O banco chegou ao final de junho de 2026 com 47.327 empregados, depois de fechar 6.591 postos de trabalho nos últimos 12 meses, sendo 2.334 vagas fechadas apenas no primeiro semestre deste ano. No mesmo período, a base de clientes cresceu em 3,5 milhões, chegando a 72,3 milhões de correntistas e clientes, enquanto o banco fechou 178 agências e 179 Postos de Atendimento Bancário (PABs). *Fonte: Contraf-CUT e Bancários Rio

Assistência médica e prevenção ao adoecimento marcam debate na terceira mesa do Santander

Na manhã desta terça-feira (28), a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander se reuniu com a direção do banco para a terceira rodada de negociações da pauta específica da Campanha Nacional dos Bancários 2026. Devolutivas O Santander apresentou informações sobre o programa de bolsas de estudo, informando que 90% das 2.500 bolsas oferecidas já estão sendo utilizadas e que a distribuição entre homens e mulheres é equilibrada. De acordo com o banco, a maior parte dos beneficiários está matriculada em cursos de pós-graduação e 5% das bolsas já são ocupadas por pessoas com deficiência (PCDs). A proposta de criação de um programa permanente de capacitação em tecnologia voltado prioritariamente para mulheres (cis e trans) e pessoas transgênero voltou a ser debatida. Os trabalhadores reivindicam que o banco ofereça bolsas integrais ou parciais para cursos nas áreas de programação, desenvolvimento de sistemas, ciência de dados, inteligência artificial e outras áreas correlatas. Solicitam ainda a adoção de políticas que incentivem a contratação e a movimentação interna dessas profissionais para vagas na área de tecnologia, contribuindo para reduzir a desigualdade de gênero e ampliar a diversidade no setor. O banco informou que estuda a possibilidade de incluir os cursos de tecnologia na cláusula que já prevê a concessão de bolsas de estudo aos empregados. A COE também reivindica o fornecimento de telefone celular corporativo a todos os empregados que atuam em atividades externas, a exemplo do BB1, com linha telefônica e pacote de dados suficientes para garantir a conexão compartilhada (Wi-Fi) com equipamentos de trabalho, como notebooks e tablets. Caso o empregado seja obrigado a utilizar seu telefone particular para o trabalho, o banco deve ressarcir as despesas com ligações, internet e o desgaste do equipamento pessoal. Saúde Os principais itens da pauta são a manutenção da assistência médica aos aposentados nas mesmas condições vigentes durante o contrato de trabalho, evitando que o custo do plano passe a ser integralmente arcado pelo ex-empregado após a aposentadoria, e a definição de limites para os custos das mensalidades e da coparticipação, de forma que os valores sejam compatíveis com a remuneração dos trabalhadores. Além disso, a COE reivindicou que os empregados possam escolher entre as duas operadoras de saúde já contratadas pelo Santander, de acordo com a disponibilidade de atendimento em sua região. O banco informou que, neste momento, a migração entre os planos não é possível por questões técnicas e contratuais. A criação de licença menstrual para empregadas que enfrentam dores severas, mediante a apresentação de relatório médico, também foi pedida. O Santander afirmou que não é possível incluí-la como cláusula do acordo específico, comprometendo-se apenas a orientar os gestores para que avaliem cada caso. Medidas de prevenção ao adoecimento, criação de um grupo paritário para discutir saúde e segurança, fortalecimento das ações de combate ao assédio moral e às metas abusivas, ampliação das políticas de proteção à saúde mental e atendimento às vítimas de violência no ambiente de trabalho, também foram destaque na reunião. As negociações vão continuar no próximo dia 12 de agosto. *Fonte: Contraf-CUT

Trabalhadores do Santander vão para a terceira rodada de negociação nesta terça (28)

A terceira rodada de negociação da Campanha Nacional dos Bancários 2026, entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander e a direção do banco, acontece nesta terça-feira (28), em São Paulo. O tema em pauta será a saúde, um dos eixos prioritários nas reivindicações dos trabalhadores. A manutenção da assistência médica aos aposentados nas mesmas condições vigentes durante o contrato de trabalho, a preservação da qualidade dos planos de saúde, limites para os custos de mensalidades e coparticipação, além da garantia de negociação prévia com as entidades sindicais antes de qualquer alteração nos benefícios estão entre os itens principais. Os trabalhadores reivindicam ainda a manutenção da assistência médica aos aposentados nas mesmas condições vigentes durante o contrato de trabalho, a preservação da qualidade dos planos de saúde, limites para os custos de mensalidades e coparticipação, além da garantia de negociação prévia com as entidades sindicais antes de qualquer alteração nos benefícios. A regulamentação do direito à desconexão digital, garantindo que os bancários não sejam acionados fora da jornada, salvo em situações excepcionais previstas em acordo também se destaca na pauta. Durante a reunião, a representação dos trabalhadores defenderá, ainda, propostas como licença menstrual para empregadas que enfrentam dores severas, redução temporária das metas para empregados que retornam de afastamento previdenciário, fortalecimento do Fórum de Saúde e Condições de Trabalho e aperfeiçoamento das regras relacionadas ao retorno ao trabalho após licença médica. *Fonte: Contraf-CUT

Santander: segunda rodada tem avanço em debate sobre inclusão

A segunda rodada de negociação da Campanha Nacional dos Bancários 2026 do Santander foi realizada, nesta quarta-feira (22), entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) e a direção do banco. Durante o encontro foram debatidos temas relacionados a direitos coletivos e contratuais, garantias de emprego, condições de trabalho, licenças, diversidade, inclusão e sustentabilidade. A representação dos trabalhadores cobrou respostas sobre os pontos apresentados na primeira rodada de negociação, reforçando a necessidade de respostas concretas às reivindicações da categoria. A COE defendeu que parte das bolsas de estudo oferecidas pelo banco seja destinada prioritariamente a empregados com deficiência e que seja mantida a isenção da coparticipação para os trabalhadores que aderirem ao programa Jeito Certo, mesmo durante o afastamento médico pelo INSS. O Santander também aceitou discutir uma melhor distribuição das vagas entre cursos de graduação, pós-graduação, MBA e especializações. Sobre a isenção de tarifas bancárias para os funcionários, inclusive a anuidade dos cartões de crédito do titular e dos adicionais, e sobre condições diferenciadas para financiamento imobiliário, o Santander disse que está revisando sua política de tarifas e descontos, mas descartou a concessão da isenção total, por enquanto. Entre os temas discutidos nesta quarta-feira, esteve a garantia de emprego, com a defesa de mecanismos que impeçam dispensas imotivadas, a suspensão de novos processos de terceirização nas empresas do Grupo Santander e a abrangência do acordo coletivo para todos os funcionários, independentemente do cargo ou da remuneração. A COE reivindicou que os empregados em teletrabalho ou em atividade externa continuem vinculados à mesma base territorial onde atuam, garantindo sua representação pelo sindicato da respectiva região. Sobre licenças e ausências, a reivindicação foi de cinco dias de ausências abonadas por ano, licença não remunerada para estudos, licença para acompanhamento de familiares em casos de doença grave ou internação e a possibilidade de parcelamento do adiantamento salarial das férias em dez parcelas. O banco respondeu que já mantém um programa de licença não remunerada de até 60 dias, com possibilidade de extensão por meio das férias, destinado à qualificação profissional no exterior, e afirmou que não há possibilidade de avançar na proposta dos cinco dias de ausência abonada neste momento. O fortalecimento das medidas de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica também fez parte da pauta. A proposta prevê o repúdio a qualquer forma de violência contra a mulher e o compromisso do Santander de oferecer apoio às empregadas que acionarem o banco, sempre com garantia de sigilo. Houve debates ainda de propostas sobre sustentabilidade, com reivindicações para que o banco reforce seus compromissos com a transição justa, o combate ao desmatamento e a adoção de critérios socioambientais na concessão de crédito. As negociações continuam no próximo dia 28. *Fonte: Contraf-CUT

Conquista do movimento sindical: trabalhadores voltam a integrar categoria bancária no Santander

Cerca de 600 trabalhadores contratados de forma irregular pelo Santander voltaram a integrar a categoria bancária, após mobilização do movimento sindical. Foram anos de denúncias, negociações, manifestações e pressão das entidades representativas dos bancários. A conquista é um avanço na defesa dos direitos da categoria e reforça a importância da organização dos trabalhadores para combater práticas que precarizam as relações de trabalho e retiram direitos garantidos pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). A coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Ana Marta Lima, ressalta que, apesar do avanço, a luta continua. Criada para denunciar a substituição de bancários por trabalhadores terceirizados, a campanha “Exterminador do Futuro” segue mobilizando a categoria para que o Santander deixe de adotar qualquer modalidade de contratação irregular ou terceirização de atividades tipicamente bancárias. *Fonte: Contraf-CUT

COE leva reivindicações para mesa de negociações com o Santander

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander apresentou, nesta terça-feira (14), a pauta específica para negociação da Campanha Nacional dos Bancários 2026 com o banco. Os três eixos que compõem a pauta são a manutenção das cláusulas já existentes, o aperfeiçoamento de dispositivos que precisam de atualização e a inclusão de novas reivindicações. Entre as principais reivindicações estão a ampliação do programa de bolsas de estudo, a isenção de todas as tarifas bancárias para os funcionários, incluindo a anuidade dos cartões de crédito do titular e dos adicionais, condições diferenciadas para financiamento imobiliário e melhorias em outras linhas de crédito. Em relação aos trabalhadores PCDs e seus dependentes, a COE reivindicou a criação de um auxílio terapêutico para empregados com deficiência e para aqueles que tenham dependentes legais nessa condição, mediante apresentação de laudo médico e documentação comprobatória. Também foi solicitada a isenção da coparticipação no plano de saúde para empregados com doenças raras, crônicas, degenerativas, HIV/Aids ou deficiência, estendendo o benefício aos trabalhadores que tenham dependentes legais nas mesmas condições. Além disso, a COE quer a concessão de redução de 50% da jornada diária de trabalho para empregados com deficiência e para aqueles que tenham dependentes legais com deficiência, sem redução salarial. A COE defende, ainda, prioridade na concessão do teletrabalho ou trabalho remoto para empregados com deficiência e para aqueles que tenham dependentes com deficiência, conforme previsto na Lei nº 13.146/2015. As negociações vão continuar nos dias 22 de julho, no período da tarde, e 28 de julho, pela manhã. *Fonte: Contraf-CUT

Sindicato participa do Dia Nacional de Luta

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense participou, nesta segunda-feira (6), das atividades do Dia Nacional de Luta da categoria, que está iniciando sua Campanha Nacional 2026, Os sindicalistas visitaram todas as agências de Barra Mansa, levando faixas alusivas às reivindicações dos trabalhadores e entregando o primeiro boletim da campanha. O documento apresenta uma radiografia da realidade atual do setor, explicando que enquanto os bancos registram lucros bilionários, os trabalhadores enfrentam cortes de postos de trabalho e fechamento de agências. O objetivo da mobilização é pressionar os bancos, já que nesta terça-feira (7) haverá uma rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) sobre emprego. O boletim apresenta dados como o lucro líquido dos cinco maiores bancos, que chegou a R$ 124 bilhões somente em 2025. Entre 2020 e 2025, o crescimento do lucro líquido dos bancos privados foi de 114%. No mesmo período, os bancos públicos registraram crescimento do lucro na ordem de 46%. No entanto, de acordo com o boletim, desde 2016 já foram eliminados 83,5 mil postos de trabalho no setor. Além disso, foram fechadas 8,5 mil agências desde 2015. A queda na rede física chegou a 37%. A proteção do emprego é uma das prioridades na Campanha Nacional dos bancários em 2026. A minuta de reivindicações inclui garantir postos de trabalho, combater demissões imotivadas, impedir a precarização e assegurar que a tecnologia não seja usada para retirar direitos. A luta da categoria é também pelos clientes, para garantir que todos tenham atendimento presencial humanizado e acesso às agências bancárias.

Santander: minuta de reivindicações é entregue ao banco

A minuta de reivindicações construída coletivamente durante o Encontro Nacional dos Trabalhadores do Santander foi entregue ao banco, na manhã desta segunda-feira (22). A entrega foi realizada por funcionárias e funcionários do banco na sede da instituição em São Paulo e marca o início da fase de negociações e mobilizações em torno das pautas prioritárias dos trabalhadores do Santander na Campanha Nacional dos Bancários 2026.. A pauta contém prioridades como a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), a valorização das remunerações e a melhoria das condições de trabalho. As reivindicações incluem, ainda, medidas para combater o fechamento de agências e a redução dos postos de trabalho, além de ações voltadas à diminuição da sobrecarga enfrentada pelos trabalhadores. “Temos grande expectativa para a Campanha Nacional dos Bancários 2026. A minuta construída coletivamente pelos delegados e delegadas reflete as necessidades dos trabalhadores do Santander e será a base das negociações e das mobilizações para garantir avanços e preservar direitos”, afirmou Ana Marta Lima, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander. *Fonte: Contraf-CUT

Encontro Nacional do Santander debate desafios da categoria

Representantes dos trabalhadores do Santander se reuniram em São Paulo, nesta sexta-feira (19), para o Encontro Nacional dos Funcionários do banco. As 75 delegadas e delegados tiveram a missão de discutir os desafios da categoria, preparar a 28ª Conferência Nacional dos Bancários e consolidar as propostas que integrarão a minuta de reivindicações da Campanha Nacional 2026. A conjuntura política, econômica e social e seus reflexos para a categoria bancária foi o tema dos debates da primeira mesa. As técnicas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) Rosângela Vieira e Paula Reisdorf participaram do encontro. Os estudos apresentados por elas mostram que, mesmo em um cenário econômico de crescimento moderado e juros elevados, o banco tem mantido elevados níveis de rentabilidade ao mesmo tempo em que acelera a digitalização, fecha unidades físicas e reduz postos de trabalho. De acordo com Rosângela Vieira, embora o Santander tenha registrado lucro líquido recorrente de R$ 3,8 bilhões no primeiro trimestre de 2026, a estratégia adotada pela instituição está baseada em um modelo mais seletivo e automatizado, voltado aos clientes de alta renda e sustentado por uma forte redução de custos. Rosângela observou que o Santander fechou, somente em 2025, 323 agências e 256 postos de atendimento, além de reduzir em 10% o número de empregados efetivos, enquanto ampliou em 11% o contingente de terceirizados. A mudança estrutural ocorrida no grupo Santander ao longo da última década foi destaque na apresentação de Paula Reisdorf. “Em 2015, cerca de 90% dos trabalhadores do grupo eram bancários. Hoje, essa proporção caiu para aproximadamente 50%. O banco criou ou adquiriu dezenas de empresas e deslocou uma parcela importante das atividades para estruturas com custos menores e direitos reduzidos”, explicou a técnica. Ana Marta Lima, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, afirmou que o encontro reforçou a importância da construção coletiva das reivindicações e do fortalecimento da mobilização para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. “Este encontro mostrou, mais uma vez, a capacidade de organização dos trabalhadores do Santander. Conseguimos construir uma pauta que dialoga com os desafios atuais da categoria, incorporando novas demandas relacionadas à saúde, defesa do emprego e às condições de trabalho. Agora, nosso compromisso é transformar essas reivindicações em avanços concretos na renovação do Acordo Coletivo, fortalecendo direitos e ampliando conquistas para todos os bancários”, concluiu a coordenadora. A minuta específica de reivindicações dos trabalhadores do Santander será entregue ao banco na segunda-feira (22). *Fonte: Contraf-CUT

Copa: Santander exige compensação de horas

Trabalhadoras e trabalhadores do Santander ficaram frustrados com a decisão do banco de exigir a compensação das horas não trabalhadas nos dias dos jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. “A ganância do Santander mais uma vez fala mais alto. Enquanto os demais grandes bancos compreenderam a importância de permitir que seus funcionários acompanhassem os jogos da Seleção Brasileira sem prejuízo, o Santander preferiu impor a compensação das horas”, observa a coordenadora da COE, Ana Marta Lima. De acordo com a coordenadora, é uma postura que ignora um momento de integração e descontração vivido por todo o país e que gera indignação entre os trabalhadores. “Em vez de reconhecer o empenho de quem sustenta seus lucros bilionários, o banco escolhe penalizar os funcionários e reforçar uma política permanente de desvalorização”, lamenta Ana Marta. Para a Contraf-CUT, a decisão do Santander destoa do espírito de valorização dos bancários e reforça a necessidade de ampliar o diálogo com o banco sobre temas relacionados às condições de trabalho e ao reconhecimento dos empregados. *Fonte: Contraf-CUT