Santander: minuta de reivindicações é entregue ao banco

A minuta de reivindicações construída coletivamente durante o Encontro Nacional dos Trabalhadores do Santander foi entregue ao banco, na manhã desta segunda-feira (22). A entrega foi realizada por funcionárias e funcionários do banco na sede da instituição em São Paulo e marca o início da fase de negociações e mobilizações em torno das pautas prioritárias dos trabalhadores do Santander na Campanha Nacional dos Bancários 2026.. A pauta contém prioridades como a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), a valorização das remunerações e a melhoria das condições de trabalho. As reivindicações incluem, ainda, medidas para combater o fechamento de agências e a redução dos postos de trabalho, além de ações voltadas à diminuição da sobrecarga enfrentada pelos trabalhadores. “Temos grande expectativa para a Campanha Nacional dos Bancários 2026. A minuta construída coletivamente pelos delegados e delegadas reflete as necessidades dos trabalhadores do Santander e será a base das negociações e das mobilizações para garantir avanços e preservar direitos”, afirmou Ana Marta Lima, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander. *Fonte: Contraf-CUT

Encontro Nacional do Santander debate desafios da categoria

Representantes dos trabalhadores do Santander se reuniram em São Paulo, nesta sexta-feira (19), para o Encontro Nacional dos Funcionários do banco. As 75 delegadas e delegados tiveram a missão de discutir os desafios da categoria, preparar a 28ª Conferência Nacional dos Bancários e consolidar as propostas que integrarão a minuta de reivindicações da Campanha Nacional 2026. A conjuntura política, econômica e social e seus reflexos para a categoria bancária foi o tema dos debates da primeira mesa. As técnicas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) Rosângela Vieira e Paula Reisdorf participaram do encontro. Os estudos apresentados por elas mostram que, mesmo em um cenário econômico de crescimento moderado e juros elevados, o banco tem mantido elevados níveis de rentabilidade ao mesmo tempo em que acelera a digitalização, fecha unidades físicas e reduz postos de trabalho. De acordo com Rosângela Vieira, embora o Santander tenha registrado lucro líquido recorrente de R$ 3,8 bilhões no primeiro trimestre de 2026, a estratégia adotada pela instituição está baseada em um modelo mais seletivo e automatizado, voltado aos clientes de alta renda e sustentado por uma forte redução de custos. Rosângela observou que o Santander fechou, somente em 2025, 323 agências e 256 postos de atendimento, além de reduzir em 10% o número de empregados efetivos, enquanto ampliou em 11% o contingente de terceirizados. A mudança estrutural ocorrida no grupo Santander ao longo da última década foi destaque na apresentação de Paula Reisdorf. “Em 2015, cerca de 90% dos trabalhadores do grupo eram bancários. Hoje, essa proporção caiu para aproximadamente 50%. O banco criou ou adquiriu dezenas de empresas e deslocou uma parcela importante das atividades para estruturas com custos menores e direitos reduzidos”, explicou a técnica. Ana Marta Lima, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, afirmou que o encontro reforçou a importância da construção coletiva das reivindicações e do fortalecimento da mobilização para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. “Este encontro mostrou, mais uma vez, a capacidade de organização dos trabalhadores do Santander. Conseguimos construir uma pauta que dialoga com os desafios atuais da categoria, incorporando novas demandas relacionadas à saúde, defesa do emprego e às condições de trabalho. Agora, nosso compromisso é transformar essas reivindicações em avanços concretos na renovação do Acordo Coletivo, fortalecendo direitos e ampliando conquistas para todos os bancários”, concluiu a coordenadora. A minuta específica de reivindicações dos trabalhadores do Santander será entregue ao banco na segunda-feira (22). *Fonte: Contraf-CUT

Copa: Santander exige compensação de horas

Trabalhadoras e trabalhadores do Santander ficaram frustrados com a decisão do banco de exigir a compensação das horas não trabalhadas nos dias dos jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. “A ganância do Santander mais uma vez fala mais alto. Enquanto os demais grandes bancos compreenderam a importância de permitir que seus funcionários acompanhassem os jogos da Seleção Brasileira sem prejuízo, o Santander preferiu impor a compensação das horas”, observa a coordenadora da COE, Ana Marta Lima. De acordo com a coordenadora, é uma postura que ignora um momento de integração e descontração vivido por todo o país e que gera indignação entre os trabalhadores. “Em vez de reconhecer o empenho de quem sustenta seus lucros bilionários, o banco escolhe penalizar os funcionários e reforçar uma política permanente de desvalorização”, lamenta Ana Marta. Para a Contraf-CUT, a decisão do Santander destoa do espírito de valorização dos bancários e reforça a necessidade de ampliar o diálogo com o banco sobre temas relacionados às condições de trabalho e ao reconhecimento dos empregados. *Fonte: Contraf-CUT

COE Santander pede ao banco que suspenda demissões

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander enviou à direção do banco uma manifestação formal pedindo a suspensão imediata de um processo de demissões em massa. Os desligamentos estariam atingindo funcionários de diversas regiões do país, principalmente trabalhadores do cargo de Especialista de Atendimento. Os relatos chegaram até a COE na última terça-feira (2) e as demissões teriam ocorrido sem nenhuma comunicação prévia ou negociação com a representação dos trabalhadores. A medida é considerada um desrespeito ao compromisso de diálogo permanente estabelecido entre as partes por meio do Comitê de Relações Trabalhistas, previsto no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Segundo a representação dos trabalhadores, o tema foi levado à mesa de negociação na última reunião com o banco, realizada em 13 de maio. Na ocasião, o negociador do Santander afirmou categoricamente que não havia qualquer processo de extinção do cargo e que eventuais movimentações seriam pontuais. A COE espera a resposta do banco e reitera que continuará acompanhando o caso e adotando todas as medidas necessárias para defender os empregos, o respeito à negociação coletiva e os direitos dos trabalhadores do banco. *Fonte: Contraf-CUT

Santander antecipa pagamento da primeira parcela do 13º salário

O pagamento da primeira parcela do 13º salário dos funcionários do Santander será realizado no próximo dia 29 com a folha salarial do mês de maio. A informação foi divulgada, nesta sexta-feira (22), pelo banco. Têm direito à antecipação os trabalhadores admitidos até 31 de dezembro de 2025 e que não tiveram a primeira parcela do 13º antecipada durante as férias. O valor corresponde a 50% do salário bruto. Os trabalhadores admitidos depois de 31 de dezembro de 2025 vão receber em novembro, sendo o valor proporcional ao período trabalhado desde a data de admissão. O demonstrativo de pagamento estará disponível no Portal Pessoas e no aplicativo Pessoas a partir do dia 28 de maio de 2026. *Fonte: Contraf-CUT

“Conduta Certo”, novo programa do Santander, preocupa movimento sindical

Em reunião virtual, na última quarta-feira (20), a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander participou com representantes do banco da apresentação do programa “Conduta Certo”. Os representantes da COE avaliaram que a apresentação foi feita de forma superficial pelo banco. Segundo eles, não houve um detalhamento adequado sobre o funcionamento do programa e seus impactos sobre os trabalhadores. Durante a apresentação, o banco tentou mostrar o programa como ferramenta de “qualidade” e “segurança”. Entretanto, a representação dos trabalhadores se mostrou preocupada com o aprofundamento da cultura de cobrança, vigilância e punição dentro do Santander. “Mais uma vez o banco implementa uma mudança que afeta diretamente os trabalhadores sem nenhuma negociação com o movimento sindical. A sensação dos bancários é que este programa foi atualizado para impactar na remuneração variável que esses trabalhadores teriam que receber. Existe muita preocupação sobre como essas avaliações serão utilizadas no dia a dia e quais consequências poderão trazer para os funcionários”, afirmou a coordenadora da COE Santander, Ana Marta de Lima. A COE Santander vai continuar acompanhando a implementação do “Conduta Certo” e cobrando transparência, respeito às condições de trabalho e garantias de que o programa não seja utilizado como instrumento de perseguição ou aumento da pressão sobre os bancários. *Fonte: Contraf-CUT

COE e direção do Santander debatem fechamento de agências e sobrecarga de trabalho

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander se reuniu com a direção do banco, nesta quarta-feira (13), na sede da Contraf-CUT, em São Paulo. O objetivo foi debater os impactos do fechamento acelerado de agências e o aumento da sobrecarga enfrentada pelos bancários. Segundo os trabalhadores, a rede física já opera no limite e não comporta novos cortes. De acordo com os relatos, regiões antes atendidas por várias unidades passaram a contar com apenas uma agência, concentrando milhares de clientes, ampliando filas e elevando a pressão sobre os empregados. Ana Marta Lima, coordenadora da COE Santander, ressaltou que há impactos diretos também nas avaliações de desempenho. “Mesmo quando o atendimento é adequado, as longas filas influenciam negativamente o NPS — indicador utilizado pelo banco para medir a satisfação do cliente — contribuindo para o adoecimento da categoria, que já registra índice de afastamentos pelo INSS três vezes superior à média nacional”, afirmou a coordenadora. Demonstrações financeiras do Santander mostram o fechamento de 575 unidades entre agências e pontos de atendimento no ano passado. No primeiro trimestre deste ano, 63 unidades foram fechadas. Desde 2019, o banco encerrou 2018 postos de atendimento, sendo 1460 agências. Atualmente, restam 868 agências e 754 PABs, segundo dados do banco. Durante o encontro, os sindicatos alertaram para uma mudança estrutural no sistema financeiro: entre 2016 e 2025, o país perdeu 7593 agências bancárias (-34%), enquanto cooperativas de crédito ampliaram presença ao ocupar espaços deixados pelos grandes bancos. “Isso mostra que os clientes ainda querem atendimento presencial”, afirmou a secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT, Rita Berlofa. Também foi destaque na reunião o envio de um comunicado de “Atualização do Contrato de Trabalho” a empregados classificados pelo banco como “hipersuficientes”, com remuneração superior a dois tetos do Regime Geral de Previdência Social e diploma de nível superior. Rita Berlofa fez um alerta: “Insistimos para que esses acordos sejam anulados e não voltem a existir, pois contrariam o que foi pactuado entre a Fenaban e o Comando Nacional dos Bancários, que prevê a não utilização da lei que permite acordos individuais. Hoje o banco descumpre esse compromisso e, no futuro, qual outro deixará de cumprir? Isso gera muita insegurança para todos os trabalhadores.” Em relação ao documento, Ana Marta reforçou a orientação da COE de que os trabalhadores não devem assinar o termo e devem denunciar ao sindicato qualquer tipo de pressão. *Fonte: Contraf-CUT

Movimento sindical denuncia retirada de direitos com acordo proposto pelo Santander

Trabalhadores e entidades sindicais estão preocupados com um comunicado enviado pelo Santander aos empregados com diploma de nível superior e remuneração acima de dois tetos do Regime Geral de Previdência Social, considerados pelo banco como “hipersuficientes”. De acordo com denúncias recebidas por sindicatos, o documento propõe alterações importantes nas condições de trabalho, sem negociação coletiva prévia, podendo gerar retirada de direitos historicamente garantidos à categoria bancária. Exclusão do controle de jornada e do pagamento de horas extras, além da tentativa de enquadramento dos trabalhadores na exceção do artigo 62, II da CLT, afastando o regime tradicional de controle de horário fazem parte do documento. Além disso, o Instrumento particular de livre estipulação das relações contratuais de trabalho, como é chamado o documento, prevê que eventuais conflitos trabalhistas sejam resolvidos por arbitragem privada, restringindo o acesso direto à Justiça do Trabalho, e estabelece vigência por prazo indeterminado durante todo o vínculo empregatício. Segundo a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Ana Marta Lima, o documento representa uma afronta à negociação coletiva e cria riscos concretos para os trabalhadores. “Orientamos todos os trabalhadores a não assinar o termo e denunciar ao sindicato qualquer tipo de pressão pela adesão. Este documento abre precedentes para o banco retirar outros direitos, como PLR, PPRS e demais conquistas históricas da categoria”, afirmou a coordenadora. *Fonte: Contraf-CUT

Santander divulga balanço com queda no lucro líquido gerencial

O lucro líquido gerencial do Santander Brasil ficou em R$ 3,788 bilhões, no primeiro trimestre deste ano. O resultado mostra uma queda de 1,9% na comparação anual e de 7,3% em relação ao quarto trimestre de 2025. Segundo balanço divulgado, nesta quarta-feira (29), pelo banco, o retorno sobre patrimônio (Return on Equity, ROE) ficou em 16%, uma redução de 1,5 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025. Em relação à inadimplência, o índice de empréstimos com atraso acima de 90 dias atingiu 3,3% no trimestre, alta de 0,2 ponto percentual em relação ao quarto trimestre de 2025 e de 0,6 p.p. na comparação anual. Neste caso, a consequência direta é a provisão para devedores duvidosos, que totalizou R$ 6,344 bilhões no trimestre, registrando alta de 3,9% em relação ao quarto trimestre do ano passado. No entanto, o banco informou, segundo matéria na Revista Exame, que as despesas gerais ficaram estáveis no trimestre, com um crescimento de 0,9% ao ano, abaixo da inflação. Outro dado positivo é a margem de clientes, que avançou 4,8% no ano. *Fonte: Revistas Forbes e Exames

Santander inicia vacinação contra a gripe

Começou nesta segunda-feira (27) a campanha anual de vacinação contra a gripe destinada aos empregados do Santander. Até o dia 30 de junho o acesso será gratuito para funcionários, estagiários e jovens aprendizes. O objetivo é ampliar a proteção dos trabalhadores no período do ano em que aumentam os casos de doenças respiratórias, ajudando na preservação da saúde coletiva nos locais de trabalho. Quem não realizou previamente a adesão à campanha pelo Portal Pessoas, mas deseja se vacinar, deve abrir um protocolo de atendimento por meio do link:https://sgc.vacinar.com.br/add-patient?c=CAMPANHABANCOS2026&u=38⁠ As dúvidas podem ser tiradas através do e-mail vacina@santander.com.br ou pelo FAQ disponível no Portal Pessoas. Os trabalhadores afastados ou sem acesso ao portal também poderão pedir ajuda ou esclarecimentos pelo mesmo endereço eletrônico. O movimento sindical orienta que os bancários aproveitem a campanha e garantam a imunização, reforçando os cuidados com a saúde e a prevenção no ambiente de trabalho. *Fonte: Contraf-CUT