COE Santander pede ao banco que suspenda demissões

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander enviou à direção do banco uma manifestação formal pedindo a suspensão imediata de um processo de demissões em massa. Os desligamentos estariam atingindo funcionários de diversas regiões do país, principalmente trabalhadores do cargo de Especialista de Atendimento. Os relatos chegaram até a COE na última terça-feira (2) e as demissões teriam ocorrido sem nenhuma comunicação prévia ou negociação com a representação dos trabalhadores. A medida é considerada um desrespeito ao compromisso de diálogo permanente estabelecido entre as partes por meio do Comitê de Relações Trabalhistas, previsto no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Segundo a representação dos trabalhadores, o tema foi levado à mesa de negociação na última reunião com o banco, realizada em 13 de maio. Na ocasião, o negociador do Santander afirmou categoricamente que não havia qualquer processo de extinção do cargo e que eventuais movimentações seriam pontuais. A COE espera a resposta do banco e reitera que continuará acompanhando o caso e adotando todas as medidas necessárias para defender os empregos, o respeito à negociação coletiva e os direitos dos trabalhadores do banco. *Fonte: Contraf-CUT
Santander antecipa pagamento da primeira parcela do 13º salário

O pagamento da primeira parcela do 13º salário dos funcionários do Santander será realizado no próximo dia 29 com a folha salarial do mês de maio. A informação foi divulgada, nesta sexta-feira (22), pelo banco. Têm direito à antecipação os trabalhadores admitidos até 31 de dezembro de 2025 e que não tiveram a primeira parcela do 13º antecipada durante as férias. O valor corresponde a 50% do salário bruto. Os trabalhadores admitidos depois de 31 de dezembro de 2025 vão receber em novembro, sendo o valor proporcional ao período trabalhado desde a data de admissão. O demonstrativo de pagamento estará disponível no Portal Pessoas e no aplicativo Pessoas a partir do dia 28 de maio de 2026. *Fonte: Contraf-CUT
“Conduta Certo”, novo programa do Santander, preocupa movimento sindical

Em reunião virtual, na última quarta-feira (20), a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander participou com representantes do banco da apresentação do programa “Conduta Certo”. Os representantes da COE avaliaram que a apresentação foi feita de forma superficial pelo banco. Segundo eles, não houve um detalhamento adequado sobre o funcionamento do programa e seus impactos sobre os trabalhadores. Durante a apresentação, o banco tentou mostrar o programa como ferramenta de “qualidade” e “segurança”. Entretanto, a representação dos trabalhadores se mostrou preocupada com o aprofundamento da cultura de cobrança, vigilância e punição dentro do Santander. “Mais uma vez o banco implementa uma mudança que afeta diretamente os trabalhadores sem nenhuma negociação com o movimento sindical. A sensação dos bancários é que este programa foi atualizado para impactar na remuneração variável que esses trabalhadores teriam que receber. Existe muita preocupação sobre como essas avaliações serão utilizadas no dia a dia e quais consequências poderão trazer para os funcionários”, afirmou a coordenadora da COE Santander, Ana Marta de Lima. A COE Santander vai continuar acompanhando a implementação do “Conduta Certo” e cobrando transparência, respeito às condições de trabalho e garantias de que o programa não seja utilizado como instrumento de perseguição ou aumento da pressão sobre os bancários. *Fonte: Contraf-CUT
COE e direção do Santander debatem fechamento de agências e sobrecarga de trabalho

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander se reuniu com a direção do banco, nesta quarta-feira (13), na sede da Contraf-CUT, em São Paulo. O objetivo foi debater os impactos do fechamento acelerado de agências e o aumento da sobrecarga enfrentada pelos bancários. Segundo os trabalhadores, a rede física já opera no limite e não comporta novos cortes. De acordo com os relatos, regiões antes atendidas por várias unidades passaram a contar com apenas uma agência, concentrando milhares de clientes, ampliando filas e elevando a pressão sobre os empregados. Ana Marta Lima, coordenadora da COE Santander, ressaltou que há impactos diretos também nas avaliações de desempenho. “Mesmo quando o atendimento é adequado, as longas filas influenciam negativamente o NPS — indicador utilizado pelo banco para medir a satisfação do cliente — contribuindo para o adoecimento da categoria, que já registra índice de afastamentos pelo INSS três vezes superior à média nacional”, afirmou a coordenadora. Demonstrações financeiras do Santander mostram o fechamento de 575 unidades entre agências e pontos de atendimento no ano passado. No primeiro trimestre deste ano, 63 unidades foram fechadas. Desde 2019, o banco encerrou 2018 postos de atendimento, sendo 1460 agências. Atualmente, restam 868 agências e 754 PABs, segundo dados do banco. Durante o encontro, os sindicatos alertaram para uma mudança estrutural no sistema financeiro: entre 2016 e 2025, o país perdeu 7593 agências bancárias (-34%), enquanto cooperativas de crédito ampliaram presença ao ocupar espaços deixados pelos grandes bancos. “Isso mostra que os clientes ainda querem atendimento presencial”, afirmou a secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT, Rita Berlofa. Também foi destaque na reunião o envio de um comunicado de “Atualização do Contrato de Trabalho” a empregados classificados pelo banco como “hipersuficientes”, com remuneração superior a dois tetos do Regime Geral de Previdência Social e diploma de nível superior. Rita Berlofa fez um alerta: “Insistimos para que esses acordos sejam anulados e não voltem a existir, pois contrariam o que foi pactuado entre a Fenaban e o Comando Nacional dos Bancários, que prevê a não utilização da lei que permite acordos individuais. Hoje o banco descumpre esse compromisso e, no futuro, qual outro deixará de cumprir? Isso gera muita insegurança para todos os trabalhadores.” Em relação ao documento, Ana Marta reforçou a orientação da COE de que os trabalhadores não devem assinar o termo e devem denunciar ao sindicato qualquer tipo de pressão. *Fonte: Contraf-CUT
Movimento sindical denuncia retirada de direitos com acordo proposto pelo Santander

Trabalhadores e entidades sindicais estão preocupados com um comunicado enviado pelo Santander aos empregados com diploma de nível superior e remuneração acima de dois tetos do Regime Geral de Previdência Social, considerados pelo banco como “hipersuficientes”. De acordo com denúncias recebidas por sindicatos, o documento propõe alterações importantes nas condições de trabalho, sem negociação coletiva prévia, podendo gerar retirada de direitos historicamente garantidos à categoria bancária. Exclusão do controle de jornada e do pagamento de horas extras, além da tentativa de enquadramento dos trabalhadores na exceção do artigo 62, II da CLT, afastando o regime tradicional de controle de horário fazem parte do documento. Além disso, o Instrumento particular de livre estipulação das relações contratuais de trabalho, como é chamado o documento, prevê que eventuais conflitos trabalhistas sejam resolvidos por arbitragem privada, restringindo o acesso direto à Justiça do Trabalho, e estabelece vigência por prazo indeterminado durante todo o vínculo empregatício. Segundo a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Ana Marta Lima, o documento representa uma afronta à negociação coletiva e cria riscos concretos para os trabalhadores. “Orientamos todos os trabalhadores a não assinar o termo e denunciar ao sindicato qualquer tipo de pressão pela adesão. Este documento abre precedentes para o banco retirar outros direitos, como PLR, PPRS e demais conquistas históricas da categoria”, afirmou a coordenadora. *Fonte: Contraf-CUT
Santander divulga balanço com queda no lucro líquido gerencial

O lucro líquido gerencial do Santander Brasil ficou em R$ 3,788 bilhões, no primeiro trimestre deste ano. O resultado mostra uma queda de 1,9% na comparação anual e de 7,3% em relação ao quarto trimestre de 2025. Segundo balanço divulgado, nesta quarta-feira (29), pelo banco, o retorno sobre patrimônio (Return on Equity, ROE) ficou em 16%, uma redução de 1,5 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025. Em relação à inadimplência, o índice de empréstimos com atraso acima de 90 dias atingiu 3,3% no trimestre, alta de 0,2 ponto percentual em relação ao quarto trimestre de 2025 e de 0,6 p.p. na comparação anual. Neste caso, a consequência direta é a provisão para devedores duvidosos, que totalizou R$ 6,344 bilhões no trimestre, registrando alta de 3,9% em relação ao quarto trimestre do ano passado. No entanto, o banco informou, segundo matéria na Revista Exame, que as despesas gerais ficaram estáveis no trimestre, com um crescimento de 0,9% ao ano, abaixo da inflação. Outro dado positivo é a margem de clientes, que avançou 4,8% no ano. *Fonte: Revistas Forbes e Exames
Santander inicia vacinação contra a gripe

Começou nesta segunda-feira (27) a campanha anual de vacinação contra a gripe destinada aos empregados do Santander. Até o dia 30 de junho o acesso será gratuito para funcionários, estagiários e jovens aprendizes. O objetivo é ampliar a proteção dos trabalhadores no período do ano em que aumentam os casos de doenças respiratórias, ajudando na preservação da saúde coletiva nos locais de trabalho. Quem não realizou previamente a adesão à campanha pelo Portal Pessoas, mas deseja se vacinar, deve abrir um protocolo de atendimento por meio do link:https://sgc.vacinar.com.br/add-patient?c=CAMPANHABANCOS2026&u=38 As dúvidas podem ser tiradas através do e-mail vacina@santander.com.br ou pelo FAQ disponível no Portal Pessoas. Os trabalhadores afastados ou sem acesso ao portal também poderão pedir ajuda ou esclarecimentos pelo mesmo endereço eletrônico. O movimento sindical orienta que os bancários aproveitem a campanha e garantam a imunização, reforçando os cuidados com a saúde e a prevenção no ambiente de trabalho. *Fonte: Contraf-CUT
SantanderPrevi: participantes já podem alterar perfil de investimento

O prazo para alteração no perfil dos participantes da SantanderPrevi vai de 23 de fevereiro até 24 de março de 2026, e a nova opção escolhida passará a valer após o encerramento da campanha. Caso não seja feito o pedido de alteração, o perfil será mantido. São realizadas duas campanhas de alteração de perfil por ano, sendo a escolha considerada uma decisão pessoal e estratégica porque influencia diretamente o saldo acumulado ao longo do tempo e o valor da aposentadoria complementar. Existem quatro opções com níveis diferentes de risco e expectativa de retorno. Confira: Conservador – 100% Juros Pós-Fixados Perfil de menor risco, com predominância de títulos públicos e privados de baixo risco de crédito, majoritariamente atrelados à taxa Selic e com alta liquidez. Indicado para quem prioriza previsibilidade, ainda que possa abrir mão de retornos maiores. Taxa de administração: 0,08% ao ano. Moderado sem Ações – 100% Renda Fixa Investe em títulos pós-fixados, prefixados e indexados à inflação, podendo incluir títulos privados. Apresenta risco de mercado e de crédito, especialmente em cenários de instabilidade, mas pode oferecer rentabilidade superior ao perfil exclusivamente pós-fixado. Taxa de administração: 0,10% ao ano. Moderado com Ações – até 25% em renda variável Busca rentabilidade superior aos perfis anteriores, podendo investir até 25% em ações e até 10% em investimentos estruturados. Está sujeito a oscilações e eventuais perdas em momentos de instabilidade. Taxa de administração: 0,22% ao ano. Agressivo – até 40% em renda variável Perfil com maior potencial de retorno e maior exposição ao risco. Pode investir até 40% em renda variável e até 10% em investimentos estruturados, estando sujeito a flutuações significativas. Taxa de administração: 0,25% ao ano. De acordo com a SantanderPrevi, antes de optar pela mudança é necessário avaliar o tempo restante até a aposentadoria, a disposição para assumir riscos e o grau de comprometimento com o planejamento financeiro. A mudança pode ser feita diretamente no site www.santanderprevi.com.br, seguindo três passos:
Santander anuncia pagamento da PLR para 27 de fevereiro

O pagamento da segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) para funcionários do Santander será feito no dia 27 de fevereiro, descontando o valor pago como antecipação em setembro do ano passado. Na mesma data, os bancários do Santander vão receber o PPRS (Programa Próprio de Resultados Santander), incluindo a parcela adicional, cujo valor foi reajustado para R$ 3.880,84. Serão creditados três importantes programas de remuneração: PLR, PPRS e PPE, além da folha de fevereiro. Lembrando que PLR e PPRS são conquistas dos trabalhadores, resultado de negociação do movimento sindical na Convenção Coletiva de Trabalho e no ACT do Santander. *Fonte: Contraf-CUT
Santander: lucro chega a R$ 15,615 bilhões em 2025

Com um lucro líquido gerencial de R$ 15,615 bilhões em 2025, o banco Santander registrou um crescimento de 12,6% em relação a 2024, de acordo com o levantamento do Dieese. O banco registrou lucro de R$ 4,086 bilhões só no quatro trimestre, sendo este o maior resultado trimestral dos últimos quatro anos. Impulsionado, entre outros fatores, pelo avanço das comissões (+4,3%), com destaque para cartões, seguros e administração de recursos, o retorno sobre o patrimônio (ROE) anualizado ficou em 17,6%. Em relação ao cenário global, o Brasil foi responsável pelo segundo maior resultado do grupo, somando € 2,168 bilhões, atrás apenas da Espanha. Mesmo com estes resultados, o Santander continuou reduzindo a sua estrutura operacional. A holding Santander encerrou 2025 com 49.661 empregados, após o fechamento de 5.985 postos de trabalho, sendo 2.086 cortes apenas no último trimestre. Cerca de 1,6 mil trabalhadores foram transferidos para a SSD, empresa do grupo, como parte da estratégia de reorganização interna. Também houve impacto na rede física. Em um ano, o Santander fechou 579 pontos de atendimento, incluindo lojas e PABs. Dados do Banco Central mostram que o número de agências físicas caiu de 2.430 em dezembro de 2024 para 1.695 em dezembro de 2025, uma redução de 735 unidades. *Fonte: Contraf-CUT