Sindicato participa do Dia de Luta contra Demissões no Bradesco

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense participou, nesta terça-feira (12), das ações pelo Dia Nacional de Luta contra as Demissões e o Fechamento de Agências do Bradesco. Os integrantes do Sindicato, tendo à frente o presidente Júlio Cunha, estiveram nas agências de Campos Elíseos, em Resende, e Amaral Peixoto, de Volta Redonda, onde distribuíram o informativo e conversaram os funcionários e clientes, conscientizando sobre a realidade do dia a dia do banco. De acordo com o informativo, nos últimos cinco anos o Bradesco fechou mais de 25 mil postos de trabalho e 1.800 agências, promovendo a demissão de trabalhadores e a precarização no atendimento ao público. Só nos primeiros seis meses de 2025 foram mais de 2.400 demissões em todo o país, de acordo com dados das federações fornecidos à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Apesar de o banco afirmar que está contratando, o volume de admissões é inferior ao de desligamentos. A cada balanço divulgado, o saldo de empregos diminui. Sobre o fechamento das unidades, o Bradesco informa que realiza estudos periódicos sobre sua rede física e que tem trabalhado para reduzir o custo de servir. Entretanto, não apresenta nenhum prazo para encerrar os fechamentos. Outro destaque é a pressão e a sobrecarga sobre os funcionários que permanecem no trabalho.
Banco do Brasil realiza congresso nacional dos funcionários dias 21 e 22 de agosto

O Banco do Brasil realiza, nos dias 21 e 22 de agosto, seu 35º Congresso Nacional dos Funcionários. O evento acontecerá no Holiday Inn Parque Anhembi, em São Paulo. Durante o encontro, bancárias e bancários de todo o país vão debater temas fundamentais como o papel do Banco do Brasil no desenvolvimento nacional, os planos de saúde e previdência dos funcionários, e os desafios da categoria frente ao cenário político e econômico atual. O tema do encontro será “Futuro justo, sustentável, inclusivo e democrático. BB fortalecendo o Brasil! Sempre!” O objetivo do evento, que será realizado de forma presencial, é construir propostas e fortalecer a organização dos trabalhadores, especialmente em um momento decisivo para a manutenção e ampliação dos direitos da categoria. “O Banco do Brasil é um patrimônio do povo brasileiro, e esse congresso é uma oportunidade de reafirmarmos nosso compromisso com um banco público forte, a serviço da sociedade, afirmou a coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes. A coordenadora acrescentou que também será o momento de discutir temas urgentes, como o custeio da CASSI, a gestão da PREVI e a valorização dos trabalhadores do BB. A abertura do evento será em conjunto com os encontros nacionais dos trabalhadores da Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e Banco da Amazônia, para reforçar a unidade da classe trabalhadora do sistema financeiro público. *Fonte: Contraf-CUT
Itaú registra lucro de R$ 22,6 bilhões no primeiro semestre deste ano

O Banco Itaú alcançou lucro líquido gerencial de R$ 22,6 bilhões no primeiro semestre de 2025, uma alta de 14,1% em relação ao registrado no mesmo período de 2024 e de 3,4% em comparação ao trimestre anterior. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROE), no Brasil, foi de 23,9%, registrando crescimento de 0,9 ponto percentual em um ano. Houve crescimento também das receitas com seguros, previdência e capitalização (+16,7%), além da expansão de 4,3% nas receitas de serviços, com ênfase na emissão de cartões, administração de recursos e serviços de pagamentos e recebimentos. O desempenho financeiro foi impulsionado pelo aumento da margem financeira com clientes (+14,7%), resultado de uma carteira de crédito mais rentável, maior remuneração do capital de giro próprio e melhores margens com passivos. Entretanto, o lucro bilionário e a queda na inadimplência não foram suficientes para evitar o avanço da política de cortes do Itaú. O banco fechou 518 postos de trabalho em doze meses, sendo 504 deles apenas no segundo trimestre deste ano. O número total de empregados caiu para 85.775 no país. No mesmo período, foram encerradas 223 agências físicas. Porém, a base de clientes do banco cresceu em 665 mil no semestre, totalizando 99,9 milhões de pessoas. *Fonte: Contraf-CUT
Movimento sindical quer respeito à mesa de negociação na Caixa

Na última terça-feira (5), a Confederação Nacional do Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) enviou um ofício à Caixa Econômica Federal. O documento cobra a participação da representação sindical das empregadas e dos empregados nas discussões sobre os novos rumos definidos pela empresa, principalmente na questão da transformação da Caixa em um banco digital. No texto, a Contraf-CUT pede “providências em relação às recentes modificações no modelo de trabalho e gestão da empresa, as quais impactam diretamente os trabalhadores.” O documento ressalta que “tais alterações estão integralmente vinculadas ao processo de digitalização da atividade bancária, que, por meio do uso intensivo de tecnologia da informação e inteligência artificial, busca implementar uma nova modalidade de prestação do trabalho bancário.” Felipe Pacheco, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, observa que não há intenção de impedir a inserção do trabalho bancário na vanguarda tecnológica. “enfatizamos que a participação prévia da representação sindical dos empregados está definida na Cláusula 49 do nosso Acordo Coletivo de Trabalho, que é amparada pela Constituição Federal de 1988 e por convenções e recomendações da OIT”, afirmou o coordenador. *Fonte: Contraf-CUT
Justiça dá 15 dias para Banco do Brasil cumprir decisão sobre incorporação de gratificações

Uma decisão judicial determina que o Banco do Brasil mantenha ou restabeleça o pagamento das gratificações/comissões aos empregados que as receberam por 10 anos ou mais, considerando-as incorporadas aos salários. Entretanto, o banco vem descumprindo a determinação, estabelecida por meio de tutela antecipada confirmada em sentença de primeiro grau. A ação foi movida pelo movimento sindical em defesa dos trabalhadores afetados pela reestruturação promovida pela instituição em 2016, que suprimiu comissões e gratificações de funcionários que as recebiam há mais de 10 anos. A medida inclui ainda os reflexos nas verbas trabalhistas como o Repouso Semanal Remunerado (RSR), férias acrescidas de 1/3, 13º salário, horas extras, anuênios, PLR, FGTS e contribuições para a PREVI. A multa em caso de descumprimento é de R$ 1.000,00 por dia, por empregado. O prazo concedido pela Justiça expirou no início de julho deste ano, mas o banco não efetuou o pagamento nem implementou os valores nos contracheques dos funcionários até a data limite de 20 de julho. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e as Federações – autoras da Ação Civil Pública – ingressaram com cumprimento provisório de sentença, no qual foi determinada a comprovação do cumprimento da tutela antecipada no prazo de 15 dias. O banco teve ciência da decisão no dia 1º de agosto de 2025 e, como a contagem é feita em dias úteis, o período se encerra em 25/08/2025. A Contraf-CUT disponibilizou um formulário online para facilitar a verificação de quem tem direito à incorporação prevista na tutela. *Fonte: Contraf-CUT
Caixa: 40º Conecef contará com Caderno de Subsídios sobre atuação do banco

O 40º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef) será realizado nos dias 21 e 22 de agosto, com participação de delegados eleitos por todos os estados. O evento contará com um material informativo que fornecerá subsídios para os debates. Prepara pela Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), em parceria com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), o Caderno sw Subsídios apresenta dados sobre um panorama geral da atuação financeira e social da Caixa Econômica Federal no Brasil. A publicação conta apenas com formato on-line e mostra dados relevantes sobre a Caixa, que conta com 83.307 empregadas e empregados para atender mais de 153 milhões de clientes em todo o país (pessoas físicas e jurídicas). Destaque para a atuação social do banco. Só em 2024 foram pagos mais de R$ 404,1 bilhões em benefícios sociais. Foram 20 milhões de famílias beneficiadas pelo programa Bolsa Família, com um repasse de R$ 170 bilhões; R$ 150 bilhões foram pagos ao INSS; R$ 24,5 bilhões em abono salarial; R$ 52 bilhões pagos em seguro-desemprego; e R$ 5,6 bilhões de financiamento aos estudantes atendidos pelo programa Pé-de-Meia. *Fonte: Contraf-CUT com informações da Fenae
GT Caixa do Futuro se reúne pela primeira vez

Formado por empregadas e empregados indicados pelas entidades sindicais e por representantes da Caixa Econômica Federal, o Grupo de Trabalho Caixa do Futuro teve sua primeira reunião, na última quinta-feira (31). O objetivo do grupo é refletir sobre soluções de defesa do caráter público banco, valorização e manutenção dos direitos dos empregados e para o bom atendimento aos clientes. O coordenador da representação das empregadas e empregados, Rafael de Castro, destacou a importância do diálogo franco e aberto entre o banco e as entidades sindicais. “Nesta mesa de negociações, somos todos empregados Caixa. Precisamos trabalhar em conjunto para resolver as questões que afetam o dia a dia de trabalho nas unidades e prejudicam o desempenho do banco junto aos clientes”, observou Rafael. O banco fez uma apresentação sobre sua “cultura organizacional”, ressaltando que o propósito da Caixa é “transformar a vida das pessoas”, sendo indispensável ao Brasil, atuando com agilidade, eficiência e centralidade no cliente. E que, nesta cultura organizacional, “cooperar é melhor do que competir”. O GT Caixa do Futuro deve voltar a se reunir no dia 3 de setembro, de forma remota, por videoconferência. Já nos dias 14 e 15 de agosto, acontecerão as reuniões de negociações sobre o Saúde Caixa e das demais questões pendentes, respectivamente, no Rio de Janeiro. *Fonte: Contraf-CUT
Lucro do Bradesco é de R$ 11,9 bi no primeiro semestre do ano

O Lucro Recorrente do Bradesco no primeiro semestre deste ano foi de R$ 11,931 bilhões. Em relação ao mesmo período do ano passado, o crescimento foi de 33,7%. No segundo trimestre de 2025, o banco lucrou R$ 6,067 bilhões, um crescimento de 3,5% em relação ao primeiro trimestre do ano, quando foi registrado lucro de R$ 5,864 bilhões. Já o Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) chegou a 14,6%, com aumento de 3,5 pontos percentuais em doze meses. O banco atribui a melhora na rentabilidade ao desempenho das receitas, que alcançaram R$ 34 bilhões no trimestre, alta de 15,1% em relação ao ano anterior. Destaque para o crescimento da margem financeira total (+15,8%), das receitas com serviços (+5,3%) e dos resultados com seguros, que subiram 33,4% e registraram um ROE de 21,4%. Entretanto, apesar dos lucros, o banco continua cortando pessoal e unidades físicas de atendimento. Os dados mostram que em junho deste ano, o grupo tinha 82.147 funcionários em sua holding, 70.724 no Banco Bradesco, uma redução de 2.564 postos de trabalho em doze meses, sendo 1.218 deles apenas no último trimestre. Também foram fechadas 342 agências, 1.067 postos de atendimento (PA e PAE) e 127 unidades de negócios em doze meses. Em junho de 2025, o banco contava com 2.168 agências, 2.376 postos de atendimento e 682 unidades de negócios. Segundo o relatório do banco, a base de clientes também aumentou, com 1,1 milhão de novos correntistas em doze meses, totalizando 74 milhões de clientes. *Fonte: Contraf-CUT
Lucro do Santander não impede fechamento de agências e demissões

No primeiro semestre deste ano, o Santander obteve R$ 7,520 bilhões de lucro, crescendo 18,4% em comparação ao mesmo período do ano passado. Só no segundo trimestre do ano, o lucro foi de R$ 3,659 bilhões. O retorno sobre o patrimônio (ROE) anualizado ficou em 16,4%, com acréscimo de 0,9 ponto percentual em 12 meses. As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias somaram R$ 10,949 bilhões no semestre, permanecendo estáveis. Já as despesas de pessoal, incluindo PLR, aumentaram 4,0%, alcançando cerca de R$ 6,3 bilhões. O crescimento no semestre foi impulsionado pela expansão da margem financeira, que subiu 4,4% em 12 meses, puxada pela alta de 11,3% na margem com clientes. Mesmo com desempenho positivo, o banco fechou 1.173 postos de trabalho nos últimos 12 meses, sendo 1.385 somente no 2º trimestre deste ano, e fechou 561 pontos de atendimento. Ao final de junho de 2025, o Santander contava com 53.918 empregados, frente aos 55.091 de junho de 2024. Em doze meses, foram 1.173 demissões líquidas. No mesmo período, a base de clientes aumentou em 4,5 milhões, atingindo 71,7 milhões de pessoas. A coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Wanessa Queiroz, ressalta que a política de redução de custos agressiva implementada pelo Santander no Brasil não é observada nos demais países da América, tampouco na casa matriz na Espanha. “É importante destacar que grande parte das demissões realizadas no país afetaram as mulheres, que já representaram 59% do quadro de empregados e hoje, segundo o Relatório de Transparência do Governo Federal, somam apenas 43% da força de trabalho”, observou a coordenadora. *Fonte: Contraf-CUT
BB: trabalhadores de bancos incorporados terão direito à Cassi e à Previ

A Comissão de Empresa das Funcionárias e dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e a direção do banco se reuniram, nesta quarta-feira (30), para debater sobre a incorporação de trabalhadores oriundos de bancos incorporados aos planos de previdência da Previ e ao plano de saúde da Cassi. A reivindicação é que trabalhadores egressos do Banco Nossa Caixa (BNC), Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) e Banco do Estado do Piauí (BEP) tenham os mesmos direitos dos demais funcionários do Banco do Brasil. Os representantes do banco apresentaram a possibilidade de migração dos planos de previdência Previ BEP, Economus e Fusesc para a Previ, mantendo os direitos e características atuais. Entre as principais reivindicações do movimento sindical está a inclusão dos funcionários oriundos de bancos incorporados na parcela 2B da tabela PIP. Por enquanto, a única alternativa prevista é que aqueles que migrarem para o Previ Futuro possam pontuar na nova tabela, tornando-se aptos a contribuir para a 2B – a parcela em que o banco contribui na mesma proporção do participante. Porém, a efetivação da migração para a Previ dependerá de ajustes técnicos e atuariais, que terão acompanhamento da Comissão de Empresa. Em relação ao pós-laboral, a luta segue na mesa de custeio da Cassi. O estatuto vigente estabelece que os novos participantes do plano de associados só poderão permanecer na Cassi após a aposentadoria como autopatrocinados. A CEBB reafirma que a luta por isonomia plena permanece como uma bandeira central para o conjunto das trabalhadoras e trabalhadores do Banco do Brasil. A proposta dos trabalhadores para instalação de uma mesa permanente de acompanhamento mensal, com participação da Previ e da Cassi, para monitorar a implementação das mudanças foi aceita pelo banco. *Fonte: Contraf-CUT