Dirigentes sindicais participam de reuniões estratégicas em Brasília

Dirigentes sindicais da categoria bancária estiveram em Brasília, nesta terça-feira (19), acompanhando a agenda do deputado federal Luiz Cláudio Marcolino em reuniões estratégicas nos ministérios do Trabalho, da Previdência e na Secretaria-Geral da Presidência da República. Participaram das agendas a representante da Fetec-SP, Rosângela Lorenzetti; da Fetec PR, Vanderleia de Paula; do Sintraf ZM e Sul de Minas, Taiomara Neto de Paula; do Seeb SP, Silmara Antônia da Silva; do Seeb Jundiaí, Pâmela Leite; e do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, Miguel Pereira. No Ministério do Trabalho, a comitiva foi recebida pelo ministro Luiz Marinho, acompanhado do secretário de Inspeção do Trabalho, Luiz Felipe Brandão de Mello, e do secretário de Relações do Trabalho, Marcos Perioto. A principal denúncia apresentada tratou da contratação fraudulenta no Banco Santander, prática que precariza as relações de trabalho e fere a Convenção Coletiva da categoria. O ministro reconheceu a gravidade da situação e demonstrou disposição para aprofundar o tema. No Ministério da Previdência, os dirigentes dialogaram com a equipe do ministro Wolnei Queiroz. Estiveram presentes a coordenadora-geral da Assessoria de Assuntos Parlamentares e Federativos (Aspar/MPS), Aline Kelly Dias Silva, e a coordenadora-geral de Perícias Médicas, Marília Gava. Foram apresentadas denúncias sobre as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores bancários junto ao INSS, entre elas: • Indeferimento indevido de benefícios por perda da qualidade de segurado; • Não aplicação do NTEP; • Negação do caráter acidentário em doenças ocupacionais, mesmo com emissão de CAT; • Impossibilidade de reabertura de CAT no sistema; • Falhas nos aplicativos Atestmed e Meu INSS; • Demora excessiva na análise de benefícios e no julgamento de recursos. Os dirigentes também defenderam a retomada dos atendimentos presenciais, ressaltando que a atual política fragiliza a comprovação de doenças relacionadas ao trabalho. A assessoria informou que o ministério já contratou novos peritos e que o ministro reconhece a urgência em aprimorar os sistemas digitais. Na Secretaria-Geral da Presidência da República, foi entregue a proposta de criação de um grupo de trabalho interministerial para debater a saúde mental da categoria bancária, tema cada vez mais urgente diante do adoecimento causado pelas metas abusivas e pela pressão nas agências. Ao final da agenda, o deputado Luiz Cláudio Marcolino e os dirigentes sindicais avaliaram positivamente as reuniões, considerando os encontros um passo importante na luta em defesa dos direitos da categoria. A expectativa agora é acompanhar os desdobramentos e cobrar a efetividade dos encaminhamentos assumidos pelos representantes do governo federal. *Foto: Divulgação/MTE
Câmara promove audiência pública sobre valor de plano de saúde para aposentados do Itaú

Nesta terça-feira (19), está sendo realizada uma audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília, para tratar dos valores abusivos cobrados no plano de saúde dos aposentados do Itaú. O secretário de Saúde e Promoção Social do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, Miguel Pereira, também está acompanhando a audiência. Atualmente, os aposentados enfrentam mensalidades que chegam a R$ 2.135,71 por pessoa, podendo ultrapassar R$ 4.271,42 para um casal, após o fim do período em que o banco contribui parcialmente para o custeio, conforme previsto na Convenção Coletiva de Trabalho. Para a maioria dos aposentados, o plano se torna inviável nestas condições. O debate vem se arrastando desde outubro do ano passado, em um processo mediado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Recentemente, o tema foi debatido em audiências públicas nas Assembleias Legislativas do Rio de Janeiro e de São Paulo. Os trabalhadores reivindicam que as mensalidades sejam compatíveis com a renda dos aposentados e que seja garantida isonomia em relação aos funcionários da ativa, com os mesmos critérios de subsídios e custeio aplicados pelo Itaú, pela Fundação Itaú Unibanco de Previdência Complementar e pela Fundação Saúde Itaú. *Fonte: Sindicato dos Bancários de Brasília
Sul Fluminense marca presença na 5ª CNSTT, em Brasília

Começou nesta segunda-feira (18), em Brasília, a 5ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (5ª CNSTT). O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense está representado pelo seu secretário de Saúde e Promoção Social, Miguel Pereira. Organizado pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) e pelo Ministério da Saúde, o evento segue até a próxima quinta-feira (21), sob o tema “Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora como Direito Humano”. Durante o encontro, os participantes estão debatendo e deliberando diretrizes e propostas para a Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (PNSST). Marcam presença também no evento, delegados dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pará, Paraná e Rio Grande do Sul. A Conferência está estruturada em três eixos: – Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora;– As novas relações de trabalho e a saúde do trabalhador e da trabalhadora;– Participação popular na saúde dos trabalhadores e das trabalhadoras para o Controle Social.
Cassi: negociação sobre custeio ainda está sem acordo

Representantes das entidades que compõem a mesa de negociação e membros da Comissão de Empresa se reuniram para debater a pauta sobre o custeio do plano de associados da Cassi. O encontro ocorreu na última sexta-feira (15) pela manhã. Já na parte da tarde, a mesa de negociação foi instalada na sede da Cassi com representantes do Banco do Brasil e da assessoria da direção da caixa de assistência. O representante do banco reafirmou o objetivo de construir um modelo de custeio perene e informou que um grupo interno está avaliando alternativas. Também foi apresentada uma proposta de custeio híbrido, que mantém a solidariedade com base na remuneração. Porém, prevendo antecipação de contribuição, a partir de estimativas de gastos calculadas conforme tabela de custos definida pela ANS. Para Fernanda Lopes, coordenadora Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), o modelo precisa preservar a justiça e a solidariedade. “Defendemos a construção de um modelo que garanta sustentabilidade para a Cassi, mas não aceitaremos soluções que quebrem o princípio da solidariedade ou que onerem excessivamente os trabalhadores”, afirmou Fernanda. De acordo com a coordenadora, a proporção 70%/30% entre Banco e funcionários é essencial para manter o equilíbrio e assegurar o acesso à saúde de qualidade. “Também exigimos que haja cobertura para os egressos dos bancos incorporados e uma solução definitiva para os admitidos após 2018, que hoje estão sem perspectiva de assistência no pós-laboral”, concluiu Fernanda. No próximo dia 28 de agosto, a partir das 14h30, haverá mais uma rodada de negociações. *Fonte: Contraf-CUT
Após cobrança da CEE, Caixa garante que não haverá perdas financeiras com reestruturação

Depois de ser advertida pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE), a Caixa Econômica Federal garantiu que não haverá perdas financeiras com o processo de reestruturação, ou reposicionamento, apresentado durante a Mesa de negociação Permanente. A COE advertiu que a fusão de agências poderia gerar prejuízos para caixas e tesoureiros minuto e por prazo, realocados em caso de substituição pelos efetivos de unidades fechadas. A Caixa justificou a reestruturação argumentando que precisa se adequar à realidade, já que os clientes utilizam com mais frequência, no seu dia a dia, os canais digitais, reduzindo o volume de atendimento nas agências. “O banco não pode vir com o bolo pronto e servir. Ainda mais um tema desta relevância, que pode gerar impactos na vida dos empregados”, ressaltou Felipe Pacheco, coordenador da CEE. A diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Eliana Brasil, também criticou a falta de diálogo. Segundo ela, o problema vem se repetindo, sendo necessário maior valorização da mesa. O representante da Federa-RJ, Rogério Campanate, observou ser necessário uma comunicação efetiva antecipada, por parte da caixa, às representações dos trabalhadores, antes de colocar em prática essas mudanças. A Caixa respondeu que nenhum colega será prejudicado financeiramente e que a mesa de negociações será valorizada, com o banco chamando sempre para apresentação prévia de mudanças antes de elas serem feitas. O banco disse que está assegurando vagas a todos de agências que serão fechadas. Serão extintas 52 agências no país e 23 postos de atendimento bancário. *Fonte: Contraf-CUT com informações da Imprensa Seeb-Rio *Foto: Nando Neves/Seeb-Rio
Desafios e perspectivas para o futuro estão na pauta do encontro do Bradesco

Marcado para o próximo dia 22, o Encontro Nacional dos Funcionários do Bradesco já está com a programação definida. A reunião será no Hotel Holiday Inn Parque Anhembi, em São Paulo (SP) e contará com a participação de representantes da categoria de todo o país. Na pauta, os desafios e perspectivas para o futuro. De acordo com a coordenadora da COE Bradesco, Erica Oliveira, o encontro servirá para analisar os desafios e refletir sobre como o banco está inserido no atual cenário. “A situação não é boa: convivemos com muitas demissões e o fechamento de agências mês a mês. Nosso objetivo é proteger o emprego, preservar direitos e avançar em outras pautas importantes para a categoria. Este encontro será fundamental para fortalecer nossa luta”, disse a coordenadora. Confira, abaixo, a programação: *Fonte: Contraf-CUT
Encontro Nacional dos Funcionários do Santander vai definir estratégias para negociações

O Encontro Nacional dos Funcionários do Banco Santander será realizado nos próximos dias 21 e 22, no Hotel Holiday Inn Parque Anhembi, em São Paulo. Promovido pela Comissão de Organização dos Empregados (COE) do banco, o evento reunirá dirigentes sindicais e representantes da base de diversas regiões do país. Os debates serão sobre a conjuntura econômica, os desafios do sistema financeiro, as negociações da Campanha Nacional e a construção de um plano de luta unificado. “O Encontro Nacional é um momento estratégico para alinharmos as demandas dos trabalhadores, analisarmos o cenário em que estamos inseridos e definirmos ações concretas que fortaleçam nossa mobilização e assegurem avanços nas negociações com o Santander”, afirmou a coordenadora da COE, Wanessa de Queiróz Paixão. Para a secretária de Relações Internacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Rita Berlofa, é importante conectar as lutas no Brasil com o contexto internacional. “O Santander é um banco global e suas políticas têm impacto direto em trabalhadores de diversos países. É fundamental que estejamos articulados internacionalmente, trocando informações e estratégias com colegas de outras regiões para enfrentar práticas nocivas e pressionar por melhores condições de trabalho”, destacou Berlofa. Confira a programação: 21 de agosto de 2025 14h às 20h – Credenciamento15h – Início do check-in no Hotel Holiday Inn Parque Anhembi 22 de agosto de 2025 9h30 – Abertura10h15 às 11h30 – Mesa de Análise Econômica e Dados do Banco Santander12h às 13h – Intervalo para almoço13h às 14h30 – Mesa de Análise de Conjuntura do Sistema Financeiro Nacional e Perspectivas15h – Campanha Nacional Santander e Desdobramentos16h – Plano de luta17h – Encaminhamento e encerramento das propostas *Fonte: Contraf-CUT
Encontro Nacional dos Funcionários do Itaú será dia 22 em São Paulo

Os funcionários do Banco Itaú-Unibanco, de diversas regiões do país, vão se reunir no próximo dia 22 de agosto, no Hotel Holiday Inn Parque Anhembi, em São Paulo, para o seu encontro nacional. O evento servirá para debater temas estratégicos, como o cenário político e econômico, os impactos da inteligência artificial na atividade bancária e questões relacionadas à saúde e condições de trabalho. De acordo com a coordenadora da COE Itaú-Unibanco, Valeska Fernanda Pincovai, o encontro será importante para fortalecer a organização da categoria. “Será a oportunidade de construirmos estratégias conjuntas, ouvirmos as demandas da base e definirmos pautas que garantam não só a preservação dos direitos, mas também a melhoria das condições de trabalho”, afirmou a coordenadora. Confira a programação: 9h – Abertura9h30 – Análise de conjuntura11h – Painel: Inteligência Artificial e o Banco Itaú-Unibanco – impactos na Atividade Bancária13h – Intervalo para almoço14h – Painel: Saúde e Condições de Trabalho16h – Encaminhamento e encerramento *Fonte: Contraf-CUT
Saúde Caixa tem negociação nesta quinta-feira (14)

Nesta quinta-feira (14), ocorre mais uma mesa de negociação entre a Comissão Executiva dos Empregados (CEE-Caixa) e a direção da Caixa Econômica Federal, para tratar das demandas referentes ao Saúde Caixa. O movimento sindical defende reajuste zero e a sustentabilidade do Saúde Caixa, garantindo o direito de acesso a todos os trabalhadores da estatal. De acordo com a Caixa, os dados referentes ao primeiro semestre deste ano, mostram um déficit de R$ 346,3 milhões no período. As projeções de aumentos nas mensalidades inviabilizariam o plano para muitos usuários. Confira as principais reivindicações da mesa desta quinta-feira (14): Reajuste zero nas mensalidades do plano; – Fim do teto de 6,5%; – Manutenção do pacto intergeracional, da solidariedade e do mutualismo; – Melhoria da qualidade da rede própria e compartilhamento das redes de outros planos; – Continuidade da contribuição da Caixa nas mensalidades de aposentados contratados após 2018; – Fortalecimento do Grupo de Trabalho (GT) Saúde Caixa e do Conselho de Usuários; – Participação dos usuários na gestão do plano; – Funcionamento efetivo dos comitês de credenciamento e descredenciamento; – Cumprimento do formato de custeio 70/30; – Aporte pela Caixa dos valores que deixou de contribuir nos últimos anos. Já nesta sexta-feira (15), haverá outra rodada de negociação sobre temas pendentes, como a reestruturação que tem resultado no fechamento de agências e no avanço das plataformas digitais; mudanças na bonificação, com a extinção de um modelo e a implantação do “Super Caixa”; retorno ao trabalho presencial de quem estava em home office, somado às dificuldades com o VPN; e outras questões relacionadas às condições de trabalho e à saúde dos empregados. *Fonte: Bancários do Rio *Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
COE do Itaú debate condições de trabalho, fechamento de agências e realocação de trabalhadores

Emprego, fechamento de agências, segurança, remuneração e condições de trabalho foram os temas debatidos na reunião, desta terça-feira (12), entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú e o banco. De acordo com o relatório apesentado pelo Itaú, foram 5.839 contratações e 4.475 demissões. Houve 1.800 pedidos de demissão, resultando em um total de saídas superior às admissões. A COE questionou os dados e solicitou que o Itaú informe, por região, a situação de cada funcionário realocado. Em relação ao fechamento de unidades, ainda segundo o banco, 197 agências já fechadas e 28 em processo de fechamento, envolvendo 1.720 trabalhadores (86% realocados, 12% sem realocação e 2% que pediram demissão). Outros 252 bancários ainda estão em fase de realocação. A COE cobrou medidas para garantir acompanhamento e melhores condições para os trabalhadores atingidos. Também foram debatidos temas como o impacto do fechamento de agências no atendimento a aposentados e questão da segurança. O novo modelo de remuneração variável do Smart Pro também foi apresentado pelo banco. Ele terá metas mensais e pagamento semestral. A COE questionou a falta de incorporação da remuneração variável do modelo anterior, o GERA, como havia sido informado anteriormente, especialmente para gestantes e trabalhadores em licença. A próxima reunião deve retomar as pendências e discutir no GT do GERA questões como problemas no SQV, avaliação de performance e treinamentos. *Fonte: Contraf-CUT