Funcionários do Santander negociam adiamento da compensação de horas negativas

Proposta de Acordo Aditivo será submetida a análise e aprovação, por meio de assembleias virtuais A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander negociou nesta quinta-feira (28) o adiamento do início da compensação das horas negativas, inicialmente previsto para janeiro. O novo prazo, inicialmente indicado para março, está condicionado a análise futura das condições da pandemia de coronavírus, com a possibilidade de nova prorrogação. A proposta para um Acordo Aditivo com o adiamento da compensação será submetida a análise e aprovação dos bancários do Santander, por meio de assembleias virtuais, nos próximos dias. A proposta amplia o período para a compensação de 12 para 18 meses, sendo vetado desconto em folha de pagamento até encerrado este prazo. Em caso de demissão sem justa causa ou aposentadoria, também é vetado o desconto das horas não compensadas. Acordo “Esse acordo traz um pouco de tranquilidade para os trabalhadores que têm banco de horas negativas, uma vez que o acordo anterior previa o início da compensação agora em janeiro. Como a pandemia aumentou, o acordo vai postergar esse início, além de ampliar o prazo para compensação”, avaliou Mario Raia, secretário de Assuntos Socioeconômicos e representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) na COE. Em setembro do ano passado, a COE negociou com a direção do banco o acordo de banco de horas negativas. Na ocasião, foi previsto o início da compensação em janeiro. “Porém, com a continuidade e o agravamento da pandemia, não é seguro o retorno dos bancários ao trabalho presencial e o aumento de jornadas para compensação de horas negativas. Entendemos que o grande avanço que conquistamos nas negociações, que resultaram nesta proposta de acordo, é o compromisso do Santander de não convocar os bancários para imediata compensação de horas. Essa flexibilização, diante do atual cenário da pandemia, é fundamental para preservar a saúde e a vida dos trabalhadores, sobretudo daqueles incluídos no grupo de risco. Entretanto, seguindo a tradição democrática do Sindicato e demais entidades representativas, a decisão final sobre o acordo cabe aos bancários”, enfatiza a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Lucimara Malaquias. Home office A adoção do teletrabalho/home office para funcionários que estejam em trabalho presencial foi uma medida debatida. “Cobramos que o banco atue no sentido de oferecer funções para estes trabalhadores exercerem de forma remota, evitando assim o aumento do banco de horas negativas a ser compensado”, acrescentou Lucimara Malaquias. A COE vai acompanhar ao longo do ano a compensação das horas negativas. Caso ocorram problemas, novas conversas com o banco serão realizadas. Também serão cobradas do banco medidas mais eficazes em relação a prevenção da Covid-19. “As federações e sindicatos continuam em diálogo permanente com o banco para que não seja o trabalhador prejudicado por essa situação”, lembrou Mário Raia. Os representantes dos funcionários do Santander vão estar atentos a casos de redução do número de trabalhadores atuando de forma presencial. “A pandemia está avançando com força e o banco tem responsabilidade com a saúde e a vida de seus funcionários e clientes. O teletrabalho não pode ser encarado como privilégio. É uma questão de saúde coletiva, necessária para diminuir a circulação do vírus e preservar vidas”, concluiu Lucimara Malaquias. A orientação aos funcionários do Santander é que problemas relativos às medidas de controle da pandemia sejam comunicados aos sindicatos de suas bases. Resumo da proposta de Acordo Aditivo para compensação de horas negativas: – Início da compensação será adiado de janeiro para março, com a possibilidade de nova prorrogação a depender do cenário da pandemia de coronavírus. – Ampliação do prazo de compensação de 12 para 18 meses. – Vetado desconto em folha de pagamento até encerrado o prazo de 18 meses para compensação. – Em caso de demissão sem justa causa ou aposentadoria, é vetado o desconto das horas negativas não compensadas. Fonte: Com informações da Assessoria de Imprensa do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região
Bancários do BB aprovam indicativo de paralisação de 24 horas em todo país na sexta-feira, 29

Ato é contra as medidas de ataque e desmonte anunciadas pela Diretoria do Banco do Brasil, que trará diversos prejuízos aos bancários e à sociedade Os funcionários do Banco do Brasil na Região Sul Fluminense referendaram o indicativo de paralisação de 24h em assembleia virtual, realizada no último dia 25/01. A iniciativa é um protesto contra a reestruturação proposta pela direção do banco que, se implementadas, prevêem o fechamento de 112 agências, a transformação de 243 agências em postos de atendimento, ocasionando perdas de funções, o fim da função de caixas executivos e a demissão de cinco mil trabalhadores. Na região, são 25 agências da instituição bancária, com 304 funcionários que serão impactados por essas medidas. Os resultados certamente prejudicarão o atendimento aos clientes e usuários, gerar sobrecarga de trabalho aos demais e retração das atividades econômicas nas regiões, uma vez que muito dos investimentos públicos nas comunidades acontecem por intermédio das agências do BB. A paralisação de 24 horas é um movimento legítimo dos trabalhadores, que se sentem ameaçados na retirada de seus direitos em plena crise sanitária da Covid-19 e se vêem na obrigação de defender o papel público do Banco do Brasil, responsável principalmente pelos financiamentos à produção agrícola, agricultura familiar, pequenas e micro empresas, às prefeituras. Enfim, mesmo sendo um banco comercial, que disputa espaços de mercado, o BB é responsável por uma série de serviços públicos, o que o faz altamente lucrativo, revertendo anualmente bilhões de lucro à União. Em várias regiões do país o BB é o único a manter agências pioneiras para atender à população. E a intenção do governo ao anunciar as medidas é justamente fragilizar a atuação do banco público, aumentando espaços para a concorrência exercida pelos banqueiros privados. Só a mobilização dos funcionários do BB e o apoio da comunidade poderão impedir que as medidas ocorram. Dentre as atividades já realizadas, no dia 15 de janeiro aconteceu o Dia Nacional de Luta e de Luto, com manifestações em várias agências. No Sul Fluminense, os protestos ocorreram nas cidades de Volta Redonda, Resende, Porto Real e Piraí. Na ocasião, foi distribuída Carta Aberta à População e veiculado informações em carro de som sobre os impactos que a proposta causará na vida dos trabalhadores, clientes e da população. Menos bancários significará maior tempo de espera no atendimento. O calendário de lutas segue a orientação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro(Contraf-CUT) e o objetivo das paralisações no próximo dia 29 visa acumular forças nesse enfrentamento. No Congresso Nacional também já foram protocolados pedidos de explicação ao Ministério da Economia a respeito dos impactos e dos prejuízos dessas medidas. Fonte: Sind. Bancários do Sul Fluminense
Comando Nacional dos Bancários vai cobrar volta do home office da Fenaban

Encontro vai ocorrer dia 2 e preocupação é com a intensificação das medidas protetivas diante da segunda onda O Comando Nacional dos Bancários se reúne na próxima terça-feira (2) com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) com a finalidade de buscar a adoção de medidas preventivas para proteger a categoria diante do aumento da segunda onda da Covid-19 que atinge todo o Brasil. Um dos pontos a ser tratado no encontro, que se dará de forma virtual, será a retomada e mesmo a ampliação do home office, que deixou de ser adotado por alguns bancos. “O centro dessa reunião do dia 2 é chamar a Fenaban e os bancos à responsabilidade diante da gravidade do momento. A segunda onda está com contágio muito mais elevado e se não forem tomadas medidas, a tragédia vai ser grande”, alertou o secretário de Saúde do Trabalhador da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Mauro Salles Machado. O secretário lembra que no primeiro semestre do ano passado, no início da pandemia, o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban firmaram um acordo com medidas protetivas que foi importante. “Tivemos medidas fortes quando começou a pandemia. Flexibilizar as medidas protetivas neste momento é uma tremenda irresponsabilidade. Os bancos que não levarem em conta a gravidade do momento podem ser responsáveis pelo aumento da doenças e do número de mortes na categoria. Estamos passando pelo pior momento da pandemia. Não tem sentido argumentar que os bancários não devem votar ao home office. Vamos cobrar fortemente isso, mas também outras medidas que foram flexibilizadas, como rodízio e controle de atendimento nas agências”, completou Mauro Salles. “O número de casos no Brasil voltou a aumentar e já é maior do que nos piores momentos da pandemia. Além disso, estamos vendo diversos países avançarem na vacinação, enquanto ainda não estamos perto de vacinar nem sequer os que fazem parte dos grupos prioritários, devido à incompetência e ao descaso criminosos do governo federal. Por isso, vamos cobrar dos bancos que voltem a adotar medidas protetivas como no início da pandemia. A ampliação do home office é fundamental para proteger a vida dis bancários e de suas famílias”, destaca a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Ivone Silva, uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários. O movimento sindical bancário defende que a vacina seja gratuita, para todos os brasileiros e aplicada pelo SUS. O alerta de Ivone para a incompetência do governo federal para enfrentar a crise tem uma trágica combinação com o aumento do desemprego. A taxa de desemprego no Brasil no último trimestre do ano passado chegou a 14,3%, recorde desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para piorar o cenário, desde o início de janeiro milhões de trabalhadores ficaram sem o auxílio emergencial, que garantiu um mínimo de sobrevivências a muitas famílias e garantiu que a economia não despencasse ainda mais em 2020. O governo Bolsonaro se mostrou incapaz de conseguir um estoque de vacinas para proteger a população. A tragédia de mortes em Manaus pela Covid, que só comprovou a incapacidade do governo para enfrentar a pandemia. Ao mesmo tempo, assistimos ao um aumento assustador do número de mortes pela doença nos principais centros urbanos. Nos aproximamos de 220 mil mortes causadas pelo coronavírus e a média diária de óbitos completou, na segunda-feira (25), cinco dias com mais de mil ocorrências. “A pandemia mostrou que os bancos não tiveram problemas de lucratividade com essas medidas protetivas. Eles continuaram fazendo negócios. Agora, podem ser responsabilizados por essa tragédia que está na nossa porta”, declarou Mauro Salles. Fonte: Contraf-CUT
Bancário do Bradesco é reintegrado à função pelo Sindicato do Sul Fluminense

Perícia do INSS constatou que trabalhador estava inapto para atividades no curso do aviso prévio O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense continua atuando sistematicamente para garantir o emprego dos bancários, assim como seus direitos trabalhistas. Neste período de pandemia, embora tenham assumido publicamente o compromisso de não demitirem, alguns bancos estão dispensando os trabalhadores. Até outubro de 2020, segundo levantamentos da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) mais de 12 mil bancários foram demitidos. No Sul Fluminense, a realidade não é diferente, levando o Departamento Jurídico e de Saúde da entidade sindical, a garantirem judicialmente a reintegração dos bancários demitidos. O caso mais recente é do bancário Carlos Henrique Simões Correa, do Bradesco. Embora estivesse sob concessão de auxílio-doença pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) foi demitido pelo banco. ENTENDA O CASO – Carlos Simões trabalhava na agência do Bradesco do Aterrado, em Volta Redonda. Em 14 de outubro de 2020 foi dispensado sem justa causa. Porém, no dia 28 deste mesmo mês, a perícia do INSS o considerou inapto para o trabalho, no curso do aviso prévio. Diante deste fato, o advogado do Sindicato, Murilo Cesar Reis Baptista, ajuizou Reclamação Trabalhista requerendo a reintegração do bancário em sua função, tendo em vista sua demissão ter ocorrido com percepção de benefício previdenciário no curso do aviso prévio, que integra o contrato de trabalho. A ação teve como base a Súmula nº 371, do Tribunal Superior do Trabalho, a qual dispõe que os efeitos da dispensa só se concretizam depois de expirado o benefício previdenciário, razão pela qual deve o mesmo ser reintegrado imediatamente no emprego. – A ação teve a tutela de urgência indeferida. Na sequência, impetramos um Mandado de Segurança contra essa decisão, que também teve a tutela indeferida. Todavia, em sede de embargos de declaração, foi deferido em parte, liminar para conceder, em sede de tutela antecipatória, que o Banco mantenha os benefícios da cláusula 29 (complementação salarial), cláusula 14 (auxílio alimentação) e cláusula 42 (plano de saúde), da Convenção Coletiva dos bancários, nos limites da vigência dessa norma coletiva ou da cessação do benefício previdenciário, o que primeiro ocorrer – explicou o advogado. Com o recurso dos Embargos de Declaração, ao bancário teve seu direito reconhecido e no último dia 18, foi convocado a comparecer a agência para tratar do retomar ao trabalho. IMPORTANTE – O Sindicato dos Bancários orienta que os casos de demissão sejam comunicados imediatamente a entidade. Fonte: Sind. Bancários Sul Fluminense
Presidente da Caixa, Pedro Guimarães, é recebido com protesto em João Pessoa

Empregados da Caixa denunciam metas abusivas, más condições de trabalho e falta de respeito Enquanto os empregados da Caixa Econômica Federal se desdobram para dar conta das filas e de metas abusivas em plena pandemia, o presidente do banco, Pedro Guimarães, viaja pelo país posando para fotos, promovendo aglomerações e fazendo chamadas de vídeo para o presidente Jair Bolsonaro. Na última sexta-feira (22), ele cumpriu agenda em João Pessoa, na Paraíba, onde se encontrou com o prefeito Cícero Lucena e visitou agências da Caixa. A limpeza foi reforçada nas unidades e os gestores convocados para dar as boas-vindas ao presidente e sua comitiva. Enquanto isso, dois empregados lotados em unidades da Capital seguem na UTI lutando contra a Covid-19. Ano passado, um empregado infectado pelo Coronavírus morreu e dezenas foram contaminados em todo o país. Na agência Trincheiras, no centro da cidade, Pedro Guimarães abraçou clientes e posou para fotos, descumprindo as recomendações de distanciamento social. “Ele adora os holofotes e faz de conta que está tudo às mil maravilhas. Até parece que o empregado Caixa é imune a essa doença. Como justificar que após dez meses de pandemia, parte dos colegas da linha de frente não tenha guichês com vidros protetores para evitar o contato direto com o cliente? Como explicar que os protocolos foram modificados de tal maneira que inviabilizaram o fechamento de agências para higienização e isolamento das pessoas que tiveram contato com colegas infectados? A impressão que dá é a de que estamos num barco à deriva à espera de uma bússola que nunca chegará”, desabafou uma empregada. “Eles querem mostrar uma realidade que não existe. Os empregados estão fartos dessa gestão que não respeita a gente, que não se importa com as nossas vidas. Não adianta limpar as agências e mandar os gerentes colocarem terno e gravata para mascarar o que acontece de fato. Estamos exaustos, sobrecarregados e doentes”, disse outra empregada. No final do ano passado, o próprio Pedro fez questão de divulgar os números do auxílio emergencial: 535 milhões de pagamentos para 67,9 milhões de pessoas. Uma operação que somou R$ 298 bilhões e muitos transtornos para clientes e empregados. No início do isolamento, com apenas 30% dos empregados nas agências (o resto foi para home office), o governo insistiu em concentrar o pagamento do auxílio na Caixa. O resultado foi desastroso: pessoas se amontoando do lado de fora das agências porque o Caixa Tem (aplicativo criado para pagar o auxílio) não funcionava, clientes xingando os empregados, sistemas inconsistentes, funcionários contaminados pelo coronavírus. O orgulho de trabalhar na Caixa cedeu lugar à angústia, ao medo e à tristeza. “Enquanto a maioria dos profissionais estava se resguardando do coronavírus, nós trabalhávamos com a equipe reduzida e sem a segurança que precisávamos para ficar cara a cara com esse vírus. Fomos chamados de ‘heróis de crachá’, mas nosso sentimento é de que nossa vida não tem valor algum para a empresa a qual nos dedicamos. O orgulho de ajudar o povo brasileiro no momento mais difícil da história perdeu lugar para o medo e a exaustão física e emocional. Antes, eu sentia orgulho de trabalhar na Caixa, hoje só sinto tristeza”, disse uma empregada que atua na linha de frente. Além do auxílio emergencial, o banco lançou o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm) e antecipou o pagamento do Pis e do FGTS. Somados a outros benefícios sociais, os pagamentos resultaram em mais de 120 milhões de pessoas atendidas em menos de nove meses. Pedro Guimarães se orgulha desses números, mas ignora as consequenciais trazidas pela demanda criada pelo governo. “Atender mais da metade da população foi um trabalho hercúleo feito pelos empregados da Caixa, que encararam a missão mesmo com todos os receios da pandemia e as péssimas condições de trabalho. Os trabalhadores estão esgotados, doentes e com jornadas estafantes. E para piorar, não têm o devido reconhecimento e valorização por parte da direção do banco, que continua assediando e cobrando metas desumanas”, disse Fabiana Uehara, coordenadora da Comissão Executiva de Empregados da Caixa (CEE/Caixa) e secretária de Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Desde o lançamento do auxílio emergencial, a CEE/Caixa, a Contraf-CUT e a Fenae defenderam a distribuição do pagamento entre os outros bancos, mas o governo ignorou. “No início do pagamento do auxílio emergencial defendemos que as operações fossem descentralizadas devido ao volume gigantesco do socorro à população. No entanto, não fomos atendidos. Nesta gestão, o diálogo com a direção do banco é muito difícil. O pagamento não foi descentralizado porque os bancos privados não querem os pobres dentro de suas agências, ao contrário da Caixa, que sempre esteve de portas abertas para esse público, aliás, desde que acolhia as poupanças das pessoas escravizadas para compra da liberdade”, disse Sérgio Takemoto, presidente da Fenae. Metas abusivas No início da pandemia, somente os serviços essenciais eram realizados, com foco nopagamento do auxílio emergencial e outros benefícios sociais. Mas isso durou pouco e a prioridade passou a ser o lucro. A ordem é correr atrás de negócios, bater as metas inatingíveis (que triplicaram na pandemia, segundo os empregados) e deixar as agências no “azul” (isso só é possível se a unidade atingir, no mínimo, 100% das metas). “Enquanto poucos funcionários tentam atender centenas de clientes, um número maior se reúne em salas fechadas para tentar bater metas em plena pandemia. Respeito, reconhecimento e zelo por nossa vida? Zero! Essa é a certeza que temos a cada minuto dessa pandemia, inclusive nas intermináveis horas extras que somos obrigados a fazer para dar conta de todos os clientes que esperam por horas em filas imensas”, disse uma empregada. “A palavra sozinha, no contexto em que vivemos, causa assombro. No momento em que o mundo mais precisou de união e solidariedade, a direção da Caixa lançou seus empregados numa operação de guerra, sem o mínimo de estrutura, para enfrentar algo desconhecido, com risco de morte. Levaremos anos para superar os momentos de pânico e tensão pelos quais
Na sexta-feira, 29, começa o segundo turno das eleições do Caref

Sindicato apoia e indica votação em Débora Fonseca De 29 de janeiro a 04 de fevereiro acontece o segundo turno das eleições para escolha dos representantes dos funcionários do Banco do Brasil junto ao Caref (Conselho de Administração do BB). O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense apóia e recomenda o voto em Débora Fonseca (F2331616). A votação será feita pelo SISBB, sistema interno do banco, e somente funcionários da ativa podem votar, ainda que estejam de férias ou afastados. No primeiro turno, Débora Fonseca foi a primeira colocada na eleição, com 10.907 votos. Débora Fonseca tem como principal plataforma a defesa do BB como instituição pública. É contrária a privatização e o enfraquecimento do Banco do Brasil e a venda de suas subsidiárias, como defendem o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o governo. A candidata defende o fortalecimento da atuação do BB como agente de crédito para reativar amplos setores da atividade econômica, sobretudo a agricultura familiar e o agronegócio, principal pauta exportadora e geradora de divisas para o Brasil. Apesar de ser impedida, pela legislação, de votar em pautas que envolvam questões funcionais no Conselho de Administração, Débora Fonseca defende a valorização dos trabalhadores do Banco do Brasil, em consonância com as demandas dos funcionários e das entidades sindicais. Débora Fonseca é candidata à reeleição Nestes dois anos de mandato, fez o contraponto às teses privatistas no Conselho de Administração e participou de inúmeras atividades em defesa do BB como instituição pública, procurando apoio junto a parlamentares, membros do Poder Executivo, associações e entidades de classe de trabalhadores e empresariais.
Promoção por mérito: delta linear será para todos os empregados Caixa elegíveis
Além do delta linear, um segundo delta será distribuído para os empregados que atingirem a avaliação Excepcional no ciclo 2020 da GDP A Comissão Paritária da Promoção por Mérito aprovou em consenso a distribuição linear de um delta (promoção por progressão na carreira) para todos os empregados Caixa que não possuem impedimentos em 2020 previstos no RH 176. A decisão, baseada na primeira proposta dos empregados, aconteceu durante a reunião da Comissão nesta segunda-feira (25). A Caixa propôs um segundo delta, que será distribuído para os empregados que atingirem a avaliação Excepcional no ciclo 2020 da Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP), conforme dotação orçamentária. Diferente do que acontecia anteriormente, os segundos deltas serão distribuídos de forma global entre os empregados e não por unidade. depois de um ano difícil para os empregados, atendendo a mais de 120 milhões de pessoas com o pagamento dos benefícios emergenciais, a decisão da Promoção por Mérito foi uma boa notícia para os trabalhadores. Uma forma de reconhecimento por todo trabalho desenvolvido em 2020. A proposta foi um consenso entre a direção da Caixa e os representantes dos empregados. Após quatro propostas, o banco reavaliou a argumentação feita pelos empregados. Os pagamentos dos deltas para os empregados começarão a serem distribuídos em abril de 2021. Vale ressaltar ainda que o delta não é retroativo. A avaliação de que a aprovação dos critérios foi um avanço veio do coordenador da representação dos empregados no Grupo de Trabalho (GT) de Promoção, João Paulo Pierozan. “Fizemos um debate ampliado, nós do GT e da CEE/Caixa. Os representantes dos empregados definiram com um bom avanço as propostas. Foi uma grande resistência. Acredito que quem vai reconhecer isso serão os nossos colegas empregados da Caixa e vai fazer muita diferença. De fato, foi uma grande vitória”, afirmou. Para as avaliações de 2021, os representantes dos empregados solicitaram que as discussões para definir os critérios da sistemática precisam iniciar o quanto antes, já em abril. A Caixa assumiu um compromisso em ata para que o calendário seja antecipado neste ano. Para o representante da Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS) no GT de Promoção por Mérito, Marcelo Lima, o processo foi difícil e com muitas dificuldades por parte da Caixa. “Principalmente em ceder por pontos que eram importantes para nós empregados. Acho que o principal é que conseguimos um delta para todos os empregados. É uma ação de reconhecimento dos trabalhadores, que tiveram um ano tão difícil. Mas que merecimento é um reconhecimento. Além disso, garantimos a continuidade da promoção por mérito”, afirmou. Para a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) e secretária de Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fabiana Uehara Proscholdt, a aprovação foi uma construção de todos. “Tivemos um grande avanço na construção de uma proposta de consenso. Ambos os lados reviram posições para chegar nessa propositura. E temos alguns compromissos firmados com o banco para que o debate seja feito num calendário já a partir de abril e no qual vamos iniciar o debate da GDP”, ressaltou. Debate sobre a GDP Os representantes dos empregados reforçaram a importância do debate sobre a instalação da Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP), principalmente com uma pauta na mesa permanente de negociação. Os empregados reivindicam que a Caixa precisa ouvir os trabalhadores para então colocar os critérios da GDP em prática. Faltas Em outro ponto de debate, os representantes dos empregados solicitaram a manutenção de até duas faltas não justificadas. Mas a Caixa não aprovou. Sem reuniões Mesmo com a insistência dos empregados, a Caixa demorou a se reunir com os representantes para discutir as formas de avaliação. Após o calendário da Campanha Nacional dos Bancários de 2020, os empregados iniciaram os debates sobre a avaliação por mérito, mas sem retorno da Caixa. Foram sucessivos cancelamentos e adiamentos por parte da Caixa e, a intransigência em relação a GDP fez com que a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) temesse um impasse que comprometesse o pagamento da promoção aos empregados. Os empregados reforçaram aos representantes da Caixa que a promoção por mérito está prevista no Acordo Coletivo 2020/2022. “A Caixa realizará sistemática de promoção por mérito em 2021, referente ao ano base 2020, dos empregados ativos em 31.12.2020 […], conforme regras negociadas com as Entidades Representativas dos Empregados”, diz a cláusula 51 do documento. Confira como ficou: 1º delta: distribuição de 1 delta linear para todos os empregados Caixa elegíveis e que não possuem impedimentos em 2020, previstos no RH 176. Os empregados não devem apresentar as situações abaixo: Menos de 180 dias de efetivo exercício. Aplicação de penalidade de suspensão. Censura ética. Advertência, tendo recebido outra nos últimos 5 anos. Contrato de trabalho suspenso. Contrato de trabalho extinto. Faltas não justificadas 2º delta: distribuído para os empregados Caixa, que estiverem enquadrados no resultado Excepcional, até o limite orçamentário. Em caso de empate, utiliza-se os critérios de desempate: Maior nota no eixo Resultado Maior nota no eixo Estilo Maior nota no bloco Competências Maior nota no bloco Capacitações Maior tempo de Caixa Maior Idade Fonte: Contraf-CUT
COE discute com Santander o agravamento da pandemia

Negociação com o banco não avança sobre redução do trabalho presencial A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander se reuniu nesta sexta-feira (22) com representantes do banco para discutir questões relacionadas ao agravamento da pandemia da Covid19. A COE reivindicou a retomada do trabalho em regime de teletrabalho, com rodízio das equipes, visando reduzir a aglomeração nos locais de trabalho, bem como um aditivo ao atual acordo de horas negativas. O Santander se recusou a discutir mudanças no teletrabalho. Uma nova reunião foi marcada para quinta-feira (28) para definir uma posição sobre o banco de horas negativas. “Vários trabalhadores dizem que o clima dentro do banco está normal. Muitos gestores não sabem o que fazer quando alguém da equipe está com suspeita de Covid-19. Há demora na tomada de decisão, o que pode implicar na morte de trabalhadores”, alertou Mario Raia, secretário de Assuntos Socioeconômicos e representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) na COE. “O banco se recusou a discutir a retomada do home office e reduzir o trabalho presencial. O Santander diminuiu as equipes de rodizio. É um atentado à saúde e à vida manter esse contingente no presencial quando alcançamos 210 mil mortos e piora a cada dia da pandemia. Vamos começar a responsabilizar o Santander pelas coisas que estão acontecendo. Na quinta-feira voltaremos a discutir. Queremos falar sobre o banco de horas negativas. Por enquanto, essa discussão está suspensa”, disse coordenadora da COE, Lucimara Malaquias. Visitas externas A COE cobrou dos representantes do banco o fato dos funcionários serem pressionados a fazerem visitas presenciais a clientes. Os representantes do banco disseram que a orientação é para as visitas a clientes serem feitas por vídeo e só ocorrem casos de visitas presenciais “quando é essencial”. Também foi apontado pela COE que o protocolo de ações contra a Covid-19 não está sendo cumprido em diversos locais de trabalho e que as recomendações e orientações acampam tendo interpretações diferentes pelos gestores. Fonte: Contraf-CUT
Santander inscreve até 26 de fevereiro para o programa de bolsa de estudos com 50% de desconto

Programa de bolsas é uma conquista da mobilização dos bancários do Santander, clausulada no Acordo Aditivo de Trabalho Os bancários do Santander têm até o dia 26 de fevereiro para se inscreverem no programa de bolsas de estudo de primeira graduação e pós-graduação. No total são 2.500 bolsas, sendo 1.000 para primeira graduação, 1.400 para primeira pós-graduação e 100 para primeira especialização MBA) de até 50% do valor dos cursos, com teto de R$ 654 por mês. A inscrição deve ser efetuada pelo Portal RH (Desenvolvimento e Carreira > Bolsas de Estudo > Solicitar Bolsa). São elegíveis funcionários com no mínimo seis meses de vínculo com o Santander. A direção do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense lembra que a concessão das bolsas de estudos é uma conquista da organização dos bancários e bancárias. Ela consta na cláusula décima do Acordo Aditivo de Trabalho. É uma conquista da negociação coletiva, da mobilização dos bancários e visa à igualdade e transparência no processo de aprovação e distribuição do benefício. A nota do feedback e produtividade não são critérios de elegibilidade para as bolsas de estudo. Fonte: Sind. Bancários Sul Fluminense, com informações do SP Bancários
Fórum Social Mundial Virtual: inscrições abertas

As inscrições para o Fórum Social Mundial Virtual, que será realizado de 23 a 31 de janeiro de 2021, já estão abertas. Para superar os obstáculos impostos pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o evento, que marca os 20 anos da primeira edição, em Porto Alegre, em 2001, será realizado totalmente online. As inscrições podem ser feitas individualmente ou coletivamente pela página do evento. É possível inscrever uma organização, movimento social ou coletivo, uma atividade ou ainda uma iniciativa mais duradoura. No site também é possível acompanhar a programação completa e conferir a relação completa de palestrantes, além de cadastrar propostas e iniciativas para serem discutidas. O Fórum Social Mundial é um contraponto ao Fórum Econômico Mundial, que reúne os grandes capitalistas do mundo e será realizado no mesmo período em Davos, na Suíça. Entre os participantes já confirmados estão nomes como o do ex-presidente Lula e da professora, filósofa, escritora e ativista antirracista norte-americana Angela Davis. O continente africano será representado pela escritora malinesa Aminata Traoré. Pela Europa, falará o ex-ministro de Finanças da Grécia, Yanis Varoufakis. Da Ásia se manifestarão o ambientalista indiano Ashish Kothari e a professora Leila Khaled, da Frente Popular pela Libertação da Palestina. Bancários presente! A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) irá participar do FSM com quatro oficinas: Basta! Não iremos calar! O Sindicato dos Bancários de São Paulo fará uma apresentação sobre o atendimento que fazem nos casos de violência doméstica sobre bancárias relacionando com a cláusula da nossa CCT. O teletrabalho e a aceleração das transformações tecnológicas nos bancos. A defesa da Caixa e do Banco do Brasil frente aos ataques neoliberais do governo Bolsonaro. O papel dos bancos públicos na retomada econômica e social pós-pandemia. A organização do evento criou no Facebook um evento para ampliar o movimento de adesão. A Contraf-CUT orienta os bancários a seguirem e compartilharem em seus perfis pessoais. Programação No primeiro dia haverá a tradicional marcha de abertura, que será virtual, com exibição de vídeos de lutas sociais no planeta. Também ocorrerá um painel global sobre o tema “Qual o mundo que queremos hoje e amanhã”, com a participação de conferencistas e ativistas de todo o mundo. Depois a abertura, serão realizados seis dias de discussões, com cinco painéis temáticos: Paz e Guerra; Justiça Econômica; Educação, Comunicação e Cultura; Feminismo, Sociedade e Diversidade; Povos Originários e Ancestrais; Justiça Social e Democracia; e Clima, Ecologia e Meio Ambiente. Os debates ocorrerão entre as 14h e 16h. Já no dia 30 será a vez das assembleias autônomas dos movimentos. E, no dia 31, acontecerá a realização das Ágoras de Futuros, que irão definir as lutas sociais para o próximo período, e a cerimônia de encerramento, que também anuncia a próxima edição do Fórum, planejada para o México, mas ainda sem data definida em função da pandemia. unção da pandemia. Fonte: Contraf-CUT