Empregados fazem abaixo-assinado por manutenção de modelo de custeio sustentável para o Saúde Caixa

Trabalhadores são contrários à aplicação da resolução 23 da CGPAR A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) e o Grupo de Trabalho (GT) Saúde Caixa lançam, na noite desta terça-feira (13), um abaixo-assinado para os empregados e usuários do plano de assistência à saúde expressarem apoio à manutenção de um modelo de custeio economicamente sustentável e financeiramente viável para o Saúde Caixa. Para participar do abaixo-assinado, clique aqui. Desde 2017, o Saúde Caixa, concebido com a ideia de custeio de 70% da empresa e 30% do empregado, vem sofrendo ataques, como mudanças no Estatuto da Caixa para limitar o investimento em saúde, tentativas de impor a resoluções como a 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR), entre outras ações dos governos para enfraquecer os planos de autogestão das estatais. Recentemente, representantes da Caixa informaram, em reunião do GT, que a gestão Pedro Guimarães pretende aplicar a Resolução 23 da CGPAR nas propostas de modelos de custeio do plano. Na prática, significa que 50% dos custos assistenciais e administrativos serão financiados pela empresa e os outros 50%, pelos empregados, alterando o formato atual de 70%/30%. “Entendemos que as limitações para o custeio do plano pela empresa, em especial a prevista pela resolução 23 da CGPAR, comprometem a manutenção de um modelo de custeio que seja acessível a todos os empregados, como ocorre atualmente”, afirmou Fabiana Uehara Proscholdt, coordenadora da CEE da Caixa e do GT Saúde Caixa e secretária da Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Projeções realizadas na última negociação coletiva, de 2020, indicam que a aplicação deste limitador irá elevar as mensalidades dos usuários a níveis que seriam impraticáveis para milhares de empregados da ativa e aposentados, tirando-lhes a assistência de um plano de saúde ainda mais neste momento sanitário delicado pelo qual atravessa nosso país. “Em momentos recentes da história de nossa empresa, os empregados e a direção negociaram direitos que estavam em patamares superiores aos previstos por resoluções do governo. O próprio Saúde Caixa é um exemplo deste fato, já que nasceu, em 2004, suplantando as limitações de custeio previstas à época, que eram similares às previstas pela CGPAR 23. Assim, defendemos que a direção da empresa de fato valorize seus empregados e não aplique a resolução 23 da CGPAR, instrumento este que não possui força de lei”, completou Leonardo Quadros, membro do GT e presidente da Apcef/SP. O abaixo-assinado é apoiado pela Contraf-CUT, pela Federação Nacional das Associações da Caixa Econômica Federal (Fenae), pela Federação Nacional das Associações dos Gestores da Caixa (Fenag), pela Federação Nacional das Associações de Aposentados e Pensionistas da Caixa Econômica Federal (Fenacef), pela Associação Nacional dos Engenheiros e Arquitetos da Caixa (Aneac), pela Associação dos Advogados da Caixa Econômica Federal (Advocef) e pela Social Caixa. Deputados aprovam PDC 956 A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (13) o Projeto de Decreto Legislativo 956/18, da deputada Erika Kokay (PT-DF), que suspende os efeitos da Resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR). Foram 365 votas favoráveis e 39 contrários. O texto aprovado segue para o Senado. “A aprovação foi muito importante para os trabalhadores. Agora, a pressão é sobre o Senado. Vamos nos mobilizar para conseguir a aprovação também pelos senadores”, afirmou o secretário de Relações de Trabalho e responsável da Contraf-CUT pelo acompanhamento da tramitação dos projetos de interesses da categoria no Congresso Nacional, Jeferson Meira, o Jefão. Fonte: Contraf-CUT
Deputados aprovam PDC 956

Projeto susta os efeitos da CGPAR 23; pressão agora é no Senado A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (13) o Projeto de Decreto Legislativo 956/18, da deputada Erika Kokay (PT-DF), que suspende os efeitos da Resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR). Foram 365 votas favoráveis e 39 contrários. O texto aprovado segue para o Senado. “A aprovação foi muito importante para os trabalhadores. Agora, a pressão é sobre o Senado. Vamos nos mobilizar para conseguir a aprovação também pelos senadores”, afirmou o secretário de Relações de Trabalho e responsável da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) pelo acompanhamento da tramitação dos projetos de interesses da categoria no Congresso Nacional, Jeferson Meira, o Jefão. Antes da aprovação, em entrevista concedida à Contraf-CUT, a deputada Erika Kokay (PT/DF), autora do PDC 956, explicou os motivos pelos quais a CGPAR 23 deve ser barrada. Após a aprovação a deputada gravou um vídeo falando sobre essa conquista dos trabalhadores. Fonte: Contraf-CUT
Comando Nacional dos Bancários continua na luta pela vacinação de todos os bancários

Apesar de anúncio do ministro, Ministério da Saúde ainda não emitiu nota técnica sobre o tema O Comando Nacional dos Bancários continua com todos os esforços para garantir vacinação prioritária para todos os bancários. A luta, que começou há muito tempo, conquistou – na semana passada – o anúncio do Ministério da Saúde da inclusão da categoria bancária entre as prioridades do Plano Nacional de Imunização (PNI) contra a Covid-19. Entretanto, a batalha continua, como explica Mauro Salles, secretário de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). “Houve o compromisso do ministro da Saúde de emitir nota técnica até a última sexta-feira. Mas, até agora nada. Estamos cobrando o compromisso.” Mauro lembrou ainda que os sindicatos e federações de bancários de todo o Brasil também estão dialogando com prefeituras e governos estaduais para que agilizarem o cumprimento desta definição. “Cada dia de atraso, pode significar prejuízos à saúde e à preservação da vida. Também estamos em contato permanente com os bancos para fornecer as informações necessárias para efetivar a vacinação”, completou. Fonte: Contraf-CUT
Cassi Essencial é proposta indecente para novos funcionários e para egressos de bancos incorporados

Plano viola o princípio de solidariedade e isonomia que pautam os funcionários do BB A alta administração do Banco do Brasil e atual diretorias e conselhos da Cassi tratam com insensibilidade e desconsideração os funcionários egressos da Nossa Caixa, que por muitos anos ajudaram na construção do BB, e também os novos e futuros funcionários, ao oferecer um plano de mercado como o Cassi Essencial, violando o princípio de solidariedade e isonomia que pautam a todos os colegas do BB. “Na verdade, deixa de ser desrespeito e já está passando para o campo da indecência esta oferta do Cassi Essencial”, diz o dirigente sindical da Fetec/CUT-SP e integrante da CEBB, Getúlio Maciel. Ele lembra que está na mesa da diretoria do BB desde outubro de 2020, com pleno conhecimento da Cassi, proposta apresentada pelo movimento sindical, durante as negociações do ACT BB vigente, de oferta de Cassi e Previ para todos, sem discriminação. “Houve tentativa moralmente criminosa, já no início deste ano, de expurgar os aposentados ex-BNC do Plano Novo FEAS ao não permitir adentrar no plano após aposentaria e disponibilizar outro plano de mercado chamado Economus Futuro. Este, inclusive, não conseguiu a adesão necessária para sua manutenção devido ao alto custo, uma vez que o funcionalismo não é bobo e merece respeito, fazendo com que a direção e conselho deliberativo do Economus voltassem atrás da decisão”, lembra o dirigente. Ele destaca ainda que o Banco do Brasil quer resolver a situação sem conversar com os trabalhadores representados por seus sindicatos, e sem cumprir o compromisso de negociar a situação dos bancários incorporados. A Contraf-CUT, a Fetec-SP e a Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB) reiteradas vezes, e através de ofício inclusive para o Presidente do BB, Fausto Ribeiro, solicitou a imediata reabertura de mesa de negociação para tratar o tema. “Lamentamos mais essa decisão e postura demonstradas pela empresa”, afirma “É preciso ressaltar que, não somente os sindicatos, mas também as diversas associações ligadas aos funcionários, estão também desestimulando essa adesão pela imoralidade e a forma muito negativa que está sendo conduzido um assunto tão sério”, ressalta Antonio Saboia, secretário de Bancos Públicos da Fetec/CUT-SP. “O plano Cassi Essencial tem mensalidade bem mais cara que o Economus Futuro, igualmente desinteressante. Ambos possuem reajustes por mudança de faixa etária e também anual, por índice atuarial que considera inflação do segmento de saúde, que é maior que a inflação geral. Ambos também têm coparticipação e franquias por internação hospitalar. São situações que impossibilitam aos trabalhadores manterem esses planos, e que desrespeitam o que é estendido aos demais funcionários do BB por meio do plano de Associados da Cassi”, acrescenta Getúlio. O dirigente lembra que, em ação civil pública que garante aos bancários incorporados o acesso à Cassi e à Previ, o BB já havia sido condenada na primeira e na segunda instâncias da Justiça Trabalhista a proceder a não discriminação entre funcionários. Essa ação já tramita em fase de conclusão junto ao TST, havendo apenas apreciação de agravos de instrumento colocados pela Previ e pelo BB. Fonte: Contraf-CUT
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Live vai debater Saúde Caixa nesta terça-feira (13)

O evento será transmitido pelos canais no Youtube e no Facebook da Contraf-CUT. Assista e mobilize-se para manter o Saúde Caixa sustentável e viável para todos os empregados ativos e aposentados A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) e o Grupo de Trabalho (GT) Saúde Caixa realizam, na noite desta terça-feira (13), um debate sobre o Saúde Caixa, às 19h. A ideia é reforçar a importância da mobilização dos empregados, ativos e aposentados, para a manter o plano com seu caráter sustentável, solidário e para todos. Além de informar sobre os debates que estão ocorrendo no grupo de trabalho do Saúde Caixa. O evento será transmitido pelos canais da Contraf-CUT do Youtube e no Facebook e no Facebook da Fenae. Desde 2017, o Saúde Caixa, concebido com a ideia de custeio de 70% da empresa e 30% do empregado, vem sofrendo ataques, mudanças no Estatuto da Caixa para limitar o investimento em saúde, imposição de resoluções como a 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR), entre outras ações dos governos para enfraquecer os planos de saúde das estatais. A Caixa informou, em reunião do GT, que vai aplicar a Resolução 23 da CGPAR nas propostas de modelos de custeio do plano. Na prática, significa que 50% dos custos assistenciais e administrativos serão financiados pela empresa e os outros 50%, pelos empregados, alterando o formato atual de 70%/30%. Fabiana Uehara Proscholdt, coordenadora da CEE da Caixa e do GT Saúde Caixa, fez questão de esclarecer a posição dos representantes dos empregados. “Nossos representantes deixaram claro sua posição contrária a essa imposição da empresa e nossa disposição de mobilizar os empregados para lutar para que esse benefício continue a ser sustentável e viável para todos os trabalhadores”, disse Fabiana, que também é secretária da Cultura da Contraf-CUT. “O que a direção da Caixa precisa entender é que o nosso plano de saúde foi construído lá atrás, após um amplo debate entre empresa e empregados. Defendemos a manutenção do modelo atual (70/30) não somente porque é bom para o empregado, como também para a Caixa. Como gestora do plano, a empresa pode, através dos dados dos empregados, realizar ações preventivas para que não ocorra adoecimentos. Também é um benefício que atrai e faz com que profissionais bons permaneçam na empresa”, afirmou Fabiana. Outro ataque à viabilidade do Saúde Caixa para todos os empregados aconteceu em dezembro de 2017. O Conselho de Administração da Caixa alterou o estatuto do banco e incluiu um item que impõe a limitação de sua contribuição para a assistência à saúde dos empregados a 6,5% da folha de pagamento, retomando a velha fórmula que não garante sustentabilidade ao plano. Contrária à medida, a representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa, Rita Serrano, votou contra a alteração. O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, alega que a Caixa e o Governo tentam impor restrições no Saúde Caixa há anos e as entidades, juntamente com os trabalhadores, têm impedido a aplicação das medidas com a força da mobilização. “Somente dessa forma vamos conseguir impedir que estas diretrizes tão nocivas ao Saúde Caixa sejam aplicadas. Nossa força sempre esteve na mobilização e precisamos nos unir para barrar esses ataques aos direitos dos empregados”, reforçou Takemoto. Os dirigentes lembram que a união da categoria e das entidades já conquistou um avanço. No último dia 8, a Câmara aprovou o regime de urgência na votação do PDC 956/2018, da deputada Erika Kokay (PT/DF), que anula os efeitos da CGPAR 23. Com a aprovação, a matéria pode ser pautada a qualquer momento pelo Plenário. Live Saúde Caixa Data: 13 de julho Horário: 19h Transmissão: Youtube e Facebook da Contraf/CUT e Facebook da Fenae Fonte: Contraf-CUT
Aprovada urgência na tramitação de projeto que barra a CGPAR 23

Com 354 votos favoráveis e 20 contra, a Câmara dos Deputados aprovou, na tarde desta quinta-feira (8), o requerimento de urgência na tramitação do Projeto de Decreto Legislativo 956/2018, de autoria da deputada federal Érika Kokay (PT-DF), que susta os efeitos da resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR). “Esta resolução ilegal traz grandes prejuízos aos empregados de empresas públicas, inclusive dos bancos públicos. Foi muito importante a aprovação da tramitação em regime de urgência do PDC 956, que barra os descalabros que estão sendo cometidos contra os planos de saúde do funcionalismo”, afirmou o secretário de Relações de Trabalho e responsável da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) pelo acompanhamento da tramitação dos projetos de interesses da categoria no Congresso Nacional, Jeferson Meira, o Jefão. “Mas, ainda não acabou. Agora, temos que manter a articulação e a pressão sobre os deputados para que o PDC seja aprovado e encaminhado ao Senado para que se encerrem os ataques aos planos de saúde das empresas públicas”, completou. Em entrevista concedida à Contraf-CUT, a deputada Erika Kokay explicou os motivos pelos quais a CGPAR 23 deve ser barrada. “Uma resolução não pode se contrapor ao regramento legal. Ela é absolutamente abusiva e ilegal. A CGPAR 23 busca retirar direitos e desconstrói ou enfrenta os contratos de trabalho”, disse a deputada. “Entramos com um projeto de decreto legislativo para impedir que esta resolução venha a solapar direitos dos trabalhadores”, completou a deputada. Fonte: Contraf-CUT
Primeira turma faz a oficina de redes sociais da Contraf-CUT
Foi realizada nesta quinta-feira (8) a primeira oficina de redes sociais da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). A primeira turma da oficina contou com a participação de dirigentes sindicais bancários de 11 federações, além de sindicatos da categoria de todo o país, bem como de trabalhadores da área de comunicação dessas entidades. A oficina foi dada pelo jornalista Rafael Cali, que atua há sete anos como administrador de redes sociais (social media). A apresentação foi aberta pelo secretário de Comunicação da Contraf-CUT, Gerson Pereira, que lembrou o momento difícil com as mais de 520 mil morte provocadas pela pandemia, que inclusive vitimou inúmeras pessoas na categoria. “Com essas oficinas, queremos melhorar nossa atuação digital e ampliar o alcance de nossas campanhas junto à categoria e à sociedade de forma geral”, disse Gerson Carlos Pereira. Queremos fazer uma rede de comunicação forte para tocar nossas ações nas redes sociais e mobilizar rapidamente os dirigentes e a categoria. Isso vai fortalecer nossa ação e contribuir para que façamos uma grande campanha salarial no ano que vem”, completou. Antes de mostrar como fazer memes com ferramentas grátis, criar um twitter e agir na plataforma, além de criara estruturas de monitoramento e distribuição de conteúdo Rafael Cali fez uma breve explanação da conjuntura e da história da comunicação política digital, mostrou como funciona as estruturas da direita e como podemos nos apropriar das técnicas utilizadas; apresentou signos, simbologias e apropriações de temas, design emergencial. Segunda turma Uma segunda turma da oficina de redes sociais será realizada nesta sexta-feira (9). As vagas para a primeira turma se encerraram em menos de um dia. Ainda há vagas para a segunda turma, que terá início às 10h e se estenderá até as 13h. A oficina será inteiramente online, realizada pelo aplicativo Zoom. Os interessados devem fazer sua inscrição antecipada. Após a inscrição, um link para acesso individual será enviado para a pessoa interessada. Fonte: Contraf-CUT
Contraf-CUT faz censo de formação com dirigentes e assessores sindicais

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), por meio da Secretaria de Formação, realizou um censo com os dirigentes e assessores sindicais de formação do ramo financeiro, em junho. A ação faz parte do projeto em parceria com o Instituto Lula e com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O objetivo é construir coletivamente um programa de formação com dirigentes e assessores sindicais para formar uma rede de lideranças comprometidas e com capacidade para desenvolver um trabalho de base qualificado e compor uma rede orgânica de comunicação. Para o secretário de Formação da Confederação, Walcir Previtale, o censo foi um sucesso, já que o questionário online foi respondido por 678 pessoas. “O Censo de Formação da Contraf-CUT nasce com a perspectiva da construção coletiva de um amplo programa de formação de dirigentes e assessores sindicais, visando formar uma rede de lideranças comprometidas e com capacidade para desenvolver um trabalho de base transformador e qualificado, compor uma rede orgânica de comunicação e que contribua para uma ação efetiva na complexa conjuntura do nosso país”, afirmou. O secretário explicou que a construção da formulação e da aplicação do Censo da Formação objetivou melhor compreender o perfil das pessoas que irão participar do processo formativo, bem como captar as demandas dos dirigentes e assessores sindicais do ramo financeiro no tema da formação. “Estamos no ano do centenário do educador Paulo Freire, que nasceu em 19 de setembro de 1921, no qual desenvolveu um trabalho na área da educação considerado clássico, porém, nos deixou um legado que transborda as fronteiras da educação. E é com esse espírito freiriano, o do esperançar, que pretendemos nortear o nosso processo formativo”, finalizou o dirigente sindical. Em breve a Contraf-CUT irá disponibilizar os resultados do Censo para todos os sindicatos e federações. Fonte: Contraf-CUT
Comando Nacional lança pesquisa sobre sequelas da Covid-19

Estudo será feito em parceria com a Unicamp e terá questionário online O Comando Nacional d@s Bancári@s lançou nesta quarta-feira (7) uma pesquisa a ser feita em parceria com a Universidade de Campinas (Unicamp) sobre as sequelas da Covid-19 na categoria bancária. A pesquisa será respondida por bancários já acometidos pela doença e que em um questionário online descreverão sintomas e outros efeitos que tenham permanecido após a cura. “A pesquisa é importante para sabermos como a Covid-19 afeta a categoria, mas também para fazer negociação com os bancos. No ano passado, fizemos negociação sobre teletrabalho a partir de uma pesquisa, que foi muito importante nas negociações”, explicou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional. A pesquisa a ser feita pela Unicamp visa mapear a saúde do trabalhador e vai dar elementos para pensar a política de saúde para a categoria e a população. Os dados fornecidos pelos entrevistados serão todos protegidos. Dez minutos A pesquisa vai focar na categoria bancária, com um questionário que leva em média 10 minutos para ser respondido. “As pesquisas da Unicamp mostraram que há muitas sequelas. Mesmo nos casos leves, houve registro de sequelas cognitivas, cardíacas, renais. Isso está sendo estudado no mundo todo e vai impactar nas políticas públicas, na sociedade. Temos colegas que estão voltando a trabalhar sem as condições adequadas e com sequelas, que podem gerar problemas no trabalho”, alerta o secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT, Mauro Salles. O bancário que responderá o questionário da pesquisa terá a segurança de que informações pessoais serão preservadas. Somente dados totalizados é que serão divulgados. Basicamente serão levantados sintomas tanto na fase mais branda da doença como na mais rigorosa. Bancários que foram acometidos duas vezes pela Covid-19 também terão algumas perguntas para responder. “A pesquisa é importante para a gente negociar. Vamos pedir esse empenho aos sindicatos. É mais uma fase na luta pela proteção da categoria bancária. A gente conta que bancárias e bancários procurem seus sindicatos para responder essa pesquisa. Eles autorizam a divulgação dos dados gerais. A proteção da identificação está garantida. A gente espera apresentar essa pesquisa na Conferência Nacional da nossa categoria. Vai ser um marco porque a partir da conferência, teremos a mesa de negociação”, afirma Juvandia Moreira. Proteção da categoria “É bom lembrar que as pessoas poderiam estar todas vacinadas nesse momento. Mas agora é o momento de pensar que na nossa categoria várias pessoas vão ter sequelas. É importante fazer essa reflexão, além de tudo que temos feito. O estudo sobre a Covid-19 e a proteção da categoria é o mais importante”, destaca Ivone Silva, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e também coordenadora do Comando Nacional d@s Bancári@s. Para Hermelino Neto, presidente da Federação dos Bancários dos Estados da Bahia e Sergipe, a pesquisa é mais uma batalha a ser travada pela categoria contra a pandemia. “A gente tem que continuar e a nossa luta desde o ano passado foi justamente para garantir a vida, proteger a categoria bancária. Fizemos esse movimento e não medimos esforços para isso”, disse. Perdas Na abertura da reunião do Comando Nacional, Juvandia Moreira lembrou as perdas de dirigentes importantes da categoria, vítimas da Covid-19. Citou os óbitos do presidente do Sindicato dos Bancários de Rondônia, José Pinheiro de Oliveira, ocorrido em abril deste ano; de Jacir Zimmer, coordenador da Federação Estadual dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Santa Catarina (Fetrafi/SC), ocorrida no início de junho, e de Jeferson Boava, presidente da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS), ocorrida no final do mesmo mês. O secretário geral da Feeb SP/MS, Reginaldo Lourenço Breda, falou em nome da entidade e lembrou a morte de Jeferson Boava. “Agradecemos as homenagens de sindicatos de todo o Brasil que fizeram para o companheiro Jeferson e os outros companheiros. A gente está trabalhando forte e para chegar em um resultado que organizamos há um ano. Quero enaltecer o trabalho do Comando Nacional por incluir os bancários no Plano Nacional de Imunização (PNI). Mas é uma etapa e temos que convencer governadores e prefeitos para termos a vacina no braço. Tivemos semanas tristes, mas essa vitória do movimento sindical e também com a ida do povo para a rua, enaltece o trabalho das centrais, dos sindicatos e partidos políticos para que o povo enxergue o presidente que ri da cara de todo mundo e só pensa em fazer campanha eleitoral”, criticou Breda. Salvar vidas Para o diretor da Federação dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf RJ/ES), Carlos Pereira Araújo, foi importante ressalta o papel do Comando Nacional que buscou o tempo todo negociações para melhorar as condições de trabalho da categoria durante a pandemia. “O Comando Nacional operou dentro do possível e conseguiu salvar vidas. Mas infelizmente morreram muitos colegas. Há uma crise do sistema, há uma crise estrutural, que impacta mais no Brasil pelo perfil do governo. O governo Bolsonaro é expressão da elite, um setor atrasado que tem ranço escravagista, machista e homofóbico”, afirmou. A importância da pesquisa também foi destacada por Max Bezerra, secretário-geral da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf RJ/ES). “A imunização para a categoria é uma grande vitória. Nossa luta continua. Temos que continuar com a política de protocolos nos bancos. O novo coronavírus, diferente da gripe, tem ainda desconhecidos seus reflexos futuros. E a pesquisa vai mostrar quais são esses vários reflexos, as sequelas”, destacou. Unidade “Devemos manter a unidade no debate pela vacinação. Só conseguimos isso graças à existência desse Comando Nacional e da Contraf-CUT. Temos que pautar de forma coletiva esse processo de pressão para os governantes dos municípios e dos estados efetivem a vacinação”, ressaltou Marco Silvano, representante da Federação dos Trabalhadores em Instituições Financeiras de Santa Catarina (Fetrafi/SC). Ivone Colombo da Silva, atual presidenta do sindicato