Gestão Bolsonaro no BB: apadrinhamentos e negacionismos

morreu de Covid-19, será que a direção do BB sairá do negacionismo e começará a cobrar que todos, sem distinção de cargos, usem máscaras de proteção e, além disso, permita que funcionários sejam alocados em home office?”, questionou Fukunaga, se referindo ao falecimento, no dia 24 de janeiro, do guru da família Bolsonaro, que diversas vezes negou a existência da pandemia e questionou a eficácia das vacinas. Desmonte calculado Uma reportagem de Geralda Doca, no jornal O Globo, publicada na última segunda-feira (24), confirma o que o movimento sindical já vem alertando ao destacar que, em menos de um ano no cargo, Fausto Ribeiro caiu nas graças de Bolsonaro. Apesar de não mais falar abertamente em privatização, a política de desmonte do BB segue em andamento. Ribeiro concluiu o programa de reestruturação, iniciado na gestão anterior, de André Brandão, e que resultou no fechamento de 361 unidades. O banco ainda utilizou a reestruturação para manter salários rebaixados sem reduzir a responsabilidade de gerentes. “Podemos resumir desta maneira a gestão atual do Banco do Brasil: fechamento de unidades, enxugamento no número de funcionárias e funcionários e sobrecarga dos que ficam”, pontuou Fukunaga. “Além de tudo isso, registramos o aumento da contratação de terceirizados para fazer triagem nas filas da sala de autoatendimento, sem acesso aos mesmos equipamentos de proteção individual contra a Covid-19 que os trabalhadores concursados do banco possuem. Em suma, estamos assistindo ao desmonte do banco e o objetivo dessa precarização calculada para o futuro nós já conhecemos: a privatização”, alertou o coordenador da CEBB. Fonte: Contraf-CUT

Sem base científica, portaria altera regras de afastamento do trabalho por Covid-19

Governo federal edita medida para favorecer os negócios em detrimento da vida e saúde “Contrariando a necessária seriedade diante de um grave momento da pandemia, com uma variante que está infectando muita gente, lotando hospitais e causando mortes, o governo Federal edita medida para favorecer os negócios em detrimento da vida e saúde”, esta é a avaliação de Mauro Salles, secretário de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) sobre a diminuição de 15 para dez dias o prazo de afastamento dos trabalhadores com casos confirmados do novo coronavírus, suspeitos ou que tiveram contato com casos suspeitos, anunciado pelo Ministério da Saúde na terça-feira (25). A Portaria, assinada em conjunto com o Ministério do Trabalho e Previdência, diz ainda que o período de afastamento pode ser reduzido para sete dias, caso o funcionário apresente resultado negativo em teste por método molecular (RT-PCR ou RT-LAMP) ou teste de antígeno a partir do quinto dia após o contato. A redução para sete dias também vale para os casos suspeitos desde que o trabalhador esteja sem apresentar febre há 24 horas, sem tomar remédios antitérmico e com a melhora dos sintomas respiratórios. Para o sanitarista Cláudio Maierovitch, ex-presidente da Anvisa, os estudos que avaliam o tempo em que as pessoas eliminam vírus mostram que a chance de transmissão anda é alta depois do quinto dia desde que começaram os sintomas. “Somente no décimo dia é possível afirmar que a grande maioria das pessoas com Covid-19 deixa de transmitir. A mudança para cinco dias não tem uma base científica sólida. Parece que realmente é só para diminuir o tempo de afastamento, sem levar em conta o risco.”O sanitarista ainda reforça: “Embora teste com resultado negativo aumente a segurança, ainda assim, o prazo mínimo, em minha opinião, deveria ser de sete dias de isolamento com esse resultado feito no fim desse prazo. Mesmo máscaras de boa qualidade não são capazes tampouco de eliminar a possibilidade de transmissão, apesar de serem muito importantes.” As novas regras alteram uma portaria de junho de 2020, que trouxe regras para a adoção prioritária do regime de teletrabalho, entre outros pontos. O documento atual diz que, na ocorrência de casos suspeitos ou confirmados da covid-19, o empregador pode adotar, a seu critério, o teletrabalho com uma das medidas para evitar aglomerações. No caso dos trabalhadores com 60 anos ou mais ou que apresentem condições clínicas de risco para desenvolvimento de complicações da covid-19, o texto diz que eles devem receber atenção especial e também coloca a adoção do trabalho remoto como uma medida alternativa para evitar a contaminação, a critério do empregador. Antes, a indicação do governo era de que o trabalho remoto deveria ser priorizado. Pela portaria, as empresas devem prestar informações sobre formas de prevenção da doença, como o distanciamento social, e reforçar a necessidade de procedimentos de higienização correta e frequente das mãos com utilização de água e sabonete ou, caso não seja possível a lavagem das mãos, com sanitizante adequado como álcool a 70%. As empresas também devem disponibilizar nos locais de trabalho recursos para a higienização das mãos, incluído água, sabonete líquido, toalha de papel descartável e lixeira, cuja abertura não demande contato manual, ou sanitizante adequado para as mãos, como álcool a 70%. O texto diz que as empresas devem adotar medidas para evitar aglomerações nos ambientes de trabalho, como a manutenção da distância mínima de um metro entre os trabalhadores e entre os trabalhadores e o público, além do uso de máscara. A portaria determina ainda que as empresas devem manter registro atualizado à disposição dos órgãos de fiscalização sobre as medidas tomadas à adequação dos ambientes de trabalho para a prevenção da covid-19 e também sobre os casos suspeitos; casos confirmados; e trabalhadores que tiveram contato com casos confirmados no ambiente de trabalho. Nessa última situação, os trabalhadores que tiveram contato próximo de caso suspeito da covid-19 “devem ser informados sobre o caso e orientados a relatar imediatamente à organização o surgimento de qualquer sinal ou sintoma relacionado à doença”. “Outra medida que consta na portaria trata de forma subjetiva critérios para detectar os contatantes, no qual prevê que seja caracterizado como tal quem teve contato durante mais de quinze minutos a menos de um metro de distância, com um caso confirmado, sem ambos utilizarem máscara facial ou a utilizarem de forma incorreta. É uma lógica de forçar a barra para manter todo mundo trabalhando, sem segurança e controle do contágio”, completou Mauro Salles. Fonte: contraf-CUT

Contraf-CUT quer esclarecimentos sobre escalada de Covid-19 no Banco do Brasil

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) enviou um ofício à direção do Banco do Brasil solicitando uma mesa de negociação para abordar os altos índices de contaminação de funcionários por Covid-19. “O Comando Nacional dos bancários solicitou à Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) que cada banco realizasse reuniões com as respectivas comissões de funcionários para tratar do assunto. Estamos, agora, cumprindo o nosso dever e aguardando do banco o interesse de dialogar para proteger a vida dos funcionários”, explicou João Fukunaga, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB). Na última quarta-feira (19), dia em que a Contraf-CUT enviou o ofício ao BB, somente a base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região havia conformado mais de 500 casos de Covid-19 ou Influenza, número que pode ser ainda maior, uma vez que nem todos os funcionários adoecidos comunicam o fato aos sindicatos. Entenda As entidades sindicais pedem o retorno imediato do home office para os funcionários com comorbidades e para todos que podem exercer suas atividades de maneira remota. Os trabalhadores e trabalhadoras também exigem o cumprimento do Manual de Trabalho, que dita os protocolos de segurança sanitária para reduzir as chances de contágio pela Covid-19 em suas unidades. O banco, entretanto, tem se mostrado resistente às demandas. Em dezembro, mesmo diante do cenário de festas de fim de ano, que trariam como consequência o aumento de contaminação em todo o país, a direção do BB insistiu em terminar com o home office. E, no início de janeiro, em decisão unilateral, divulgou um novo Manual de Trabalho retirando o item que previa o encerramento do expediente em unidades, na hipótese de confirmação de trabalhador contaminado nas últimas 72h. No dia 19 de janeiro, atendendo ao pedido de tutela de urgência do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, a 28ª Vara do Trabalho de São Paulo condenou o Banco do Brasil a retomar o Manual de Trabalho Presencial vigente até o dia 4 de janeiro e a encaminhar para home office todos os empregados que trabalham em departamentos de prédios comerciais, sem atendimento ao público. Nos últimos dias, os funcionários e funcionárias vêm realizando uma série de encontros para discutir o cenário da pandemia. Eles também preparam um Dia Nacional de Luta para exigir do banco respeito à saúde de trabalhadores e clientes. Fonte: contraf-CUT

Liminares e manifestações impedem trabalho do Santander no sábado

O movimento sindical conquistou liminares em diversas regiões do Brasil para impedir o trabalho aos sábados no banco Santander. Em alguns locais, o banco conseguiu cassar a liminar, mas, na maior parte deles, elas foram mantidas, com decisões favoráveis aos trabalhadores. Também houve manifestações sindicais em diversos locais. “Mais uma vez, o Santander descumpre leis brasileiras, desrespeita o movimento sindical e, principalmente, os trabalhadores, que já estão expostos ao vírus da Covid-19 durante toda a semana e, agora, são forçados a se expor também aos sábados, o que aumenta o risco de contágio deles e de suas famílias” disse a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Lucimara Malaquias, se referindo à Lei 4178/1962, que extinguiu o funcionamento de bancos aos sábados, e à nova disparada dos casos de Covid-19 no país. Desendivida de verdade Sem consultar o movimento sindical ou os trabalhadores, que são os maiores prejudicados, o banco lançou uma campanha que supostamente tem o objetivo de promover o desendividamento dos clientes e colocou os bancários para atender estes clientes aos sábados. “Ao invés de prejudicar seus funcionários, bastava reduzir tarifas e juros, parar de direcionar o crédito para clientes ‘rentáveis’, parar de demitir funcionários e aumentar seu contingente de pessoal para atender os clientes durante a semana. Esta seria a verdadeira campanha de desendividamento”, explicou a coordenadora da COE/Santander. Ação sindical Após as tentativas infrutíferas de negociar com o banco, onde não foi possível impedir a abertura das agências com ações judiciais, houve manifestações nas imediações das agências. Em muitos casos, os trabalhadores acabaram sendo dispensados e voltaram para suas casas. Além de forçar os trabalhadores a trabalharem no sábado, o banco não quer nem pagar as horas extras. Quer que as mesmas sejam compensadas durante a semana. Os sindicatos estudam ações para que haja o pagamento de horas extras para quem trabalhou, ou se colocou à disposição do banco no sábado. “Entendemos que todo trabalho deve ser remunerado e não compensado. O trabalho aos sábados é extraordinário e, portanto, é obrigação mínima do banco remunerar esses trabalhadores”, defendeu Lucimara. “Não concordamos com o trabalho aos sábados e existe lei que impede a abertura de agências bancárias aos sábados. O banco tem que entender que neste país existe lei”, disse. Com o chapéu alheio Para a coordenadora da COE/Santander, o banco procura fazer cortesia com o chapéu alheio. “Se o banco tem interesse em promover uma ação social de desendividamento, deve procurar alternativas que garantam os direitos dos trabalhadores e mantenham as condições de trabalho adequadas, condizentes com o momento sanitário atual do país. Não dá para ajudar os clientes em detrimento dos funcionários. O banco deve assumir o ônus de sua campanha, não seus funcionários”, observou. “Além disso, vendo algumas propostas de renegociação feitas pelo banco, não há redução de juros, apenas um parcelamento maior da dívida. Ou seja, mesmo num momento crítico, o banco ganha de todo lado. Promove uma responsabilidade social ‘pra inglês ver’”, concluiu

CEE reforça importância dos protocolos sanitários na Caixa

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), por meio da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal, está alertando os empregados sobre a importância deles conhecerem, respeitarem e, se for preciso, denunciarem o descumprimento dos mesmos por gestores ou pelo banco. “A pandemia não acabou. Ao contrário, vemos a volta do aumento dos casos de infecção, internações e mortes por Covid-19 no país, com o agravante do aparecimento de um surto de gripe (Influenza) em diversos estados. Por isso, é importante que os colegas mantenham-se alertas para o cumprimento dos protocolos de segurança sanitária e denunciem aos seus respectivos sindicatos casos de desrespeito por gestores ou pelo banco”, ressaltou a coordenadora da CEE, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária de Cultura da Contraf-CUT. Cards e comunicado A pedido da CEE, a Caixa elaborou imagens ilustrativas com informações sobre os protocolos de segurança sanitária para prevenção do contágio e dos sintomas de Covid-19 e de Influenza. “Estamos contribuindo com a divulgação dos cards elaborados pela Caixa para ajudar a propagar as informações. É importante que os colegas leiam e ajudem a difundir as informações. Quem sabe mais, luta melhor. E, neste caso, a luta é contra os vírus”, disse a coordenadora da CEE. Os cards foram o conteúdo mais visualizado durante esta semana no perfil da Contraf-CUT no Instagram. O banco também emitiu um comunicado (leia a íntegra) dando instruções aos gestores e para os empregados sobre os procedimentos a serem adotados, tanto para aqueles que estão em trabalho presencial, quanto para aqueles que exercem suas atividades de maneira remota. Fonte: contraf-CUT

Funcionários do BB de todo país vão discutir cenário da pandemia

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reunirá nos próximos dias com representantes das bases sindicais de todo o país para avaliar e debater o atual cenário de contaminação por Covid-19 e por Influenza entre os funcionários do banco. O objetivo é reforçar as ações para que o banco cumpra sua obrigação de proteger a saúde dos funcionários e dos clientes. “Estamos recebendo, de todo o país, registros de casos. Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região já foram confirmados mais de 500 casos de Covid-19 ou Influenza do início do ano até esta quarta-feira (19)”, informou o coordenador da CEBB, João Fukunaga. “Esse é o número de trabalhadores que procuraram o sindicato. Portanto, o total de infectados pode ser ainda maior. O banco precisa entender que vidas valem mais que as metas”, completou. Culpa do banco O movimento sindical aponta que o aumento exponencial de casos é resultado da irresponsabilidade do BB por ter convocado os funcionários para o retorno ao trabalho presencial, mesmo diante do cenário de pandemia. “Quando o banco aplicou o cronograma de retorno presencial dos que trabalham em departamentos de prédios comerciais, cumprido até o final de dezembro, desconsiderou completamente as recomendações amplamente divulgadas pelas autoridades de Saúde”, lembrou Fukunaga. “É claro que as festas de final de ano, em razão das confraternizações, têm impactos no aumento de casos, como os especialistas mesmo confirmam. Mas isto, o impacto das festas de final de ano, já era previsto. E, exatamente por esta razão, que o movimento sindical insistiu tanto para que os trabalhadores com comorbidades e os que podem executar suas tarefas em home office fossem mantidos trabalhando em casa”, completou. Nesta quarta-feira (19), a 28ª Vara do Trabalho de São Paulo condenou o Banco do Brasil a retomar o Manual de Trabalho Presencial vigente até o dia 4 de janeiro e a alocar para o home office todos os empregados que trabalham em departamentos de prédios comerciais. A decisão ocorreu em resposta à tutela de urgência protocolada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região contra o banco. Cronograma Nos próximos dias o movimento sindical realizará: Reunião com delegados sindicais para organizar formas de levar o debate aos locais de trabalho; A realização de plenárias junto aos funcionários para discutir a situação atual no BB; e Um Dia de Luta Nacional com o tema “Desplugue-se e lute! A vida vale mais” “A tentativa de reunião com a Diretoria de Pessoas, as Gepes (Gestão de Pessoas) em seus estados têm se demonstrado infrutífera para os sindicatos que querem proteger vidas. A situação do descaso e o constrangimento de muitos gestores de não conseguirem ter autonomia para fazer e zelar pelas vidas dos funcionários mostra que existe uma política imposta pelo governo federal à direção geral do BB”, avaliou a CEBB em mensagem encaminhada às bases. Fonte: contraf-CUT

Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense garante tutela antecipada que impede abertura do Banco Santander neste sábado, 22

Se a instituição de crédito descumprir a decisão cabe multa de R$ 50 mil por trabalhador O Departamento Jurídico do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense garantiu junto à 1ª Vara do Trabalho de Volta Redonda, através de Tutela de Urgência, a proibição da abertura e do funcionamento das agências do Banco Santander neste sábado, dia 22. A decisão foi assinada pelo juiz substituto, Gustavo Jacques Moreira da Costa. Até a decisão de mérito, o juiz vinculou que se eventualmente houver descumprimento da decisão, o banco será penalizado com multa no valor de R$50 mil por trabalhador revertida ao sindicato-autor. A ação pleiteia ainda que a instituição se se abstenha de abrir em todo e qualquer sábado, por ser dia não trabalhado pelos empregados de estabelecimento bancário. O Banco pretendia lançar neste dia a campanha “Desendivida”, oferecendo à população um dia de serviços fora do horário comum de atendimento bancário. Conforme análise da diretoria do Sindicato, o bancário possui regra própria regida pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) no que se refere à jornada de trabalho. “O expediente é de 6 horas diárias de segunda à sexta-feira perfazendo o total de 30 horas semanais. Pode haver prorrogação deste tempo para 8 horas diárias, desde que não ultrapasse 40 horas semanais”, enfatizaram. De acordo com o advogado da entidade sindical, Murilo Baptista, as determinações estão expressas nos artigos 224 e 225 da CLT. “Não pode o réu aumentar a jornada de trabalho dos seus empregados, regulamentada em lei, sem a participação do Sindicato da Categoria, garantia esta prevista no inciso XIII do artigo 7º da Constituição Federal. O lançamento da campanha pelo banco não configura excepcionalidade que possibilitaria o trabalho extra aos sábados dos seus empregados (art. 61 da CLT), o que poderia ser feito de segunda à sexta-feira prorrogando a jornada em  2 horas, com o pagamento de horas extras ou compensação de jornada, na forma prevista na Convenção Coletiva de Trabalho da Categoria”, detalhou O funcionamento dos estabelecimentos de crédito aos sábados é expressamente proibido na forma do artigo 1º da Lei 4.178/62. “Se o réu insistir nesta medida infringirá a norma cogente proibitiva ao abrir suas lojas aos sábados”, concluiu Murilo César. Fonte: Sind. Bancários Sul Fluminense

Sem negociar com trabalhadores, Santander abrirá agências no sábado (22)

O Santander decidiu abrir suas três mil agências em todo o Brasil, no próximo sábado (22), das 10h às 14h, sem qualquer negociação com a representação sindical dos trabalhadores. O banco se limitou a fazer uma ligação para a representação dos trabalhadores para informar sobre a decisão que já havia sido tomada, sem abrir possibilidades de negociações. “É importante que haja negociação antes da comunicação oficial, espaço para colocar a posição do trabalhador, as condições de trabalho, as dificuldades impostas pela abertura num sábado, mas o Santander insiste na postura antissindical e antitrabalhador”, criticou a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Lucimara Malaquias. Foram convocados para o trabalho no sábado os gerentes de negócios e serviços (GNS) de 8 horas; gerentes gerais; e gerentes PJ, PF e Van Gogh. Não trabalharão caixas, GNS de 6 horas e demais cargos não descritos acima. >>>>> Em carta aberta, funcionários questionam presidente do Santander abertura de agências no sábado Sem pagar horas-extras O banco negou o pagamento de horas extras alegando dificuldades sistêmicas para tal. Os bancários que trabalharem no dia 22 terão direito a folgar uma hora e meia para cada hora trabalhada. A compensação se dará na semana seguinte e não nos seis meses praticados por meio da Política Interna de Compensação de Horas, que não foi negociada com o movimento sindical. “Além de convocar para trabalhar em um sábado, durante a pandemia, o banco ainda se nega a pagar horas extras”, denunciou a coordenadora da COE/Santander. “Para abrir uma agência no sábado, o banco precisa fazer alterações sistêmicas e logísticas complexas e tudo isso foi feito em tempo recorde, mas quando se trata de beneficiar os funcionários, o banco sempre tem uma enorme dificuldade. Isso só aumenta a indignação dos trabalhadores”, completou. Endividamento é culpa dos bancos O banco alega que a inadimplência está alta e numa crescente, o que tem levado muitos clientes a serem negativados, e, por conta disto, ficarem sem crédito no mercado, num momento crítico de desemprego agravado pela crise econômica e sanitária no país. Para Lucimara, não adianta o banco fazer marketing para tentar se mostrar como “bonzinho”, como uma instituição preocupada com endividamento do brasileiro, mas, na prática, contribuir para a situação de crise econômica e financeira do país. “O Santander e o sistema financeiro de forma geral têm grande parcela de responsabilidade pelo endividamento da população e pela crise econômica e financeira no país, tendo em vista as tarifas e juros praticados e pelo direcionamento e segmentação do crédito apenas para públicos que despertam seu interesse por lucros”, criticou a coordenadora da COE/Santander. “Se o banco quer reduzir a inadimplência e a pobreza no país deve gerar empregos e parar as demissões; reduzir juros e tarifas; interromper a terceirização; deixar de apoiar projetos de leis que retiram direitos e reduzem a massa salarial da população; e incentivar o crédito para pequenas e médias empresas; além de oferecer crédito responsável para os clientes”, completou. Agravamento da pandemia O país vive o agravamento da pandemia do coronavírus, junto com um surto de Influenza (H3N2), o que tem causado aumento nas contaminações nas agências e prédios e prejudicado os bancários. Nesta situação específica, há uma questão social colocada: a campanha Desendivida pode ajudar milhares de clientes que já estão sem crédito ou prestes a negativarem, num momento em que mais de 14 milhões de pessoas estão desempregadas e sem perspectivas de retornarem ao mercado de trabalho. “Há formas mais eficazes para ajudar a população, uma delas é contratar bancários para que possam atender a demanda de segunda a sexta, das 10h às 16h”, sugeriu Lucimara. Os sindicatos constataram uma grande indignação dos trabalhadores em trabalharem no sábado, em meio a um momento crítico da pandemia de Covid-19 e do surto de influenza. Além disto, ao longo da pandemia, o Santander tem exposto bancários ao trabalho presencial, mantido protocolos frágeis contra Covid-19 e intensificado a terceirização que, na prática, significa retirada de direitos. O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região está fazendo uma pesquisa para aferir a insatisfação dos bancários. Participe! Fonte: Redação SPBancários, com edições da Contraf-CUT

Sindicatos questionam abertura de agências do Santander no sábado

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e diversas outras entidades representativas da categoria bancária divulgaram, nesta quarta-feira (19), uma carta aberta ao novo presidente do Santander, Mario Roberto Opice Leão, desejando uma boa gestão à frente do banco –não só sob a ótica dos acionistas, mas também de trabalhadores e clientes– e questionando a abertura das agências do banco no próximo sábado (22), para o lançamento do projeto Desendivida.      >>>>> Sem negociar com trabalhadores, Santander abrirá agências no sábado (22)     >>>>> Alô, bancário do Santander: responda o questionário sobre o trabalho no sábado 22 Na carta, os trabalhadores argumentam que a abertura das agências no sábado viola a legislação trabalhista, a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria e atropela o processo negocial com a representação dos trabalhadores e ocorre em meio a uma explosão de casos de Covid-19 e da Influenza.      >>>>> Bancários querem que bancos aumentem segurança sanitária Leia abaixo a carta aberta na íntegra: Carta aberta ao Sr. Mario Roberto Opice Leão, novo presidente do Santander no Brasil Nós, trabalhadores do Santander de todo o país, organizados em nossas entidades representativas, viemos a público desejar boas-vindas ao novo presidente do Santander no Brasil, o senhor Mario Roberto Opice Leão, que assumiu o comando do banco em janeiro deste ano. Esperamos e desejamos que sua gestão seja pautada pela democracia, diálogo e respeito. Que seja uma gestão excelente não só para os acionistas do Santander, mas também para trabalhadores e clientes. Por outro lado, não podemos deixar de lhe apontar – e até mesmo alertá-lo, uma vez que acaba de assumir a presidência do banco – a justa indignação dos bancários do Santander com relação ao projeto Desendivida. No último domingo, 16 de janeiro, os trabalhadores do Santander foram surpreendidos com a veiculação de uma peça publicitária, em televisão aberta, que anunciava a abertura das agências no próximo sábado, 22 de janeiro, para o lançamento do projeto Desendivida, que tem como objetivo a renegociação de dívidas. Ou seja, os trabalhadores do Santander impactados pelo lançamento do projeto foram comunicados pela televisão, em pleno domingo, de que teriam de trabalhar no sábado, renunciando de forma abrupta e compulsória ao convívio familiar e ao lazer, sem o pagamento de horas extras, que serão compensadas. Um desrespeito por homens e mulheres, pais e mães de família, que constroem os resultados do banco diariamente e fazem do Brasil a operação mais lucrativa do Grupo Santander. A convocação de bancários para trabalho em agências no sábado – além de violar a legislação trabalhista, a Convenção Coletiva de Trabalho da categoria e atropelar o processo negocial com a representação dos trabalhadores – ocorre em meio a uma explosão de casos de Covid-19 e de Influenza, assim como seu subtipo H3N2. No último domingo, 16 de janeiro, mesmo dia em que o Santander anunciou o projeto Desendivida em televisão aberta, o Brasil registrou 31.629 novos casos conhecidos de Covid-19. Com isso, a média móvel de casos nos últimos sete dias foi de 69.235, a maior desde o dia 27 de junho de 2021. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +721%, indicando fortíssima tendência de alta nos casos da doença. É neste cenário que o Santander convoca bancários para trabalharem mais um dia na semana, aumentando a exposição ao vírus. Elogiamos sim a iniciativa de promover renegociações de dívidas, mas temos plena convicção de que esta ação seria possível de segunda a sexta-feira, em horário normal de atendimento. Entendemos que a abertura no sábado para o lançamento do projeto trata-se de mero marketing, que desrespeita direitos dos bancários impactados e também ignora de forma irresponsável a pandemia que assola o país e o mundo. É absurdo que o Santander privilegie uma ação de marketing em detrimento da saúde e da vida de seus funcionários. Respeitosamente, questionamos o novo presidente do Santander, Mario Roberto Opice Leão, se realmente é desta forma que ele gostaria de iniciar sua gestão à frente do banco? Por fim, reivindicamos que o Santander, na pessoa do seu novo presidente no Brasil, abra com urgência uma negociação com a representação dos trabalhadores e reveja o quanto antes a iniciativa de abrir as agências no sábado para o lançamento do projeto Desendivida. Nós, trabalhadores do Santander, merecemos respeito. Assinam esta carta: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e RegiãoSindicato dos Bancários do Rio de JaneiroContraf-CUT/SPFetec-CUT/SPFetec-CUT/SPFedera-CUT/RJFeeb SP/MSFeeb BA/SEDemais federações cutistasAfubesp Fonte: contraf-CUT

Bancários querem que bancos aumentem segurança sanitária

O Comando Nacional dos Bancários cobrou que os bancos mantenham os protocolos de segurança sanitária para garantir a saúde e a vida da categoria, assim como reduzir a propagação e o contágio da população pelo vírus da Covid-19 e suas variantes. A representação dos trabalhadores também solicitou a suspensão de visitas a clientes neste momento de alta de casos de infecção; a retomada do teletrabalho em home office; melhorias do atendimento em telemedicina; o compromisso com a não-demissão; e a volta do controle de acesso às agências bancárias, entre outras reivindicações. “Já havíamos falado com os bancos anteriormente sobre a necessidade da manutenção da segurança quando fosse retomada as atividades. Mas, neste momento em que a Covid-19 está se espalhando, tanto nas capitais quanto no interior dos estados, de uma forma muito rápida (e, juntamente com ela, a gripe –H3N2), os bancos retomaram as atividades e flexibilizaram os protocolos sem considerar este cenário, o que prejudica a segurança da categoria, dos clientes e de toda a população”, observou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, que também é uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários. “Os bancários com sintomas de gripe, ou de Covid-19 precisam ser afastados e a agência tem que ser sanitizada, essa é a regra! Além disso, tem que fazer testes em quem está com sintoma e nos seus colegas de trabalho”, completou. “Manter os protocolos é importante não apenas para garantir a saúde dos bancários, mas também para evitar o contágio da população e o surgimento de novas variantes”, acrescentou o secretário de Saúde da Contraf-CUT, Mauro Salles. EPIs e protocolos A presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva, que também é coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, lembrou que estamos vivendo, novamente, uma situação emergencial. “E, neste momento, precisamos ter a agilidade, a preocupação e atenção que tivemos no início da pandemia. Nós e os bancos precisamos nos manter firmes para que a categoria não seja contaminada e nem para que as agências sejam focos de propagação da doença. Alertamos para que os protocolos sejam mantidos e os bancos garantam a distribuição de EPIs e demais materiais de segurança e sanitização”, disse. Protocolos Sanitização das agências e unidades administrativas com casos confirmados; Afastamentos de bancários com casos confirmados e suspeitos até a saída do resultado do teste; Testagem dos bancários; Exigência do passaporte da vacina dos clientes; Distribuição de máscaras adequadas (PFF2/N95) para os funcionários; Protocolo unificado; Retomada do teletrabalho em home office; Controle de acesso de clientes; Redução do horário de atendimento para diminuir tempo de exposição; Garantia de álcool-gel nas agências e departamentos; Manutenção de marcação do distanciamento; Suspensão de visitas a clientes, pelo menos neste momento de alta de casos de infecção; Melhorar o atendimento da telemedicina; Compromisso com a não-demissão; Antecipação da vacinação contra a gripe. Próximas reuniões A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) vai reunir os bancos para analisar as demandas apresentadas pelo Comando Nacional dos Bancários e dará a resposta para representação dos trabalhadores. Uma nova reunião para tratar do assunto está prevista para ocorrer na semana que vem. Além disso, da parte dos trabalhadores, cada comissão específica de trabalhadores deve se reunir e buscar negociação com os respectivos bancos. Fonte: contraf-CUT