Convites para Festa dos Bancários serão entregues a partir da próxima semana

A partir da próxima semana, uma equipe do sindicato percorrerá os postos de trabalho entregando os convites da tradicional Festa dos Bancários, que acontecerá no dia 26/08. Todos os associados e seus dependentes cadastrados poderão participar do evento. Importante ressaltar que o convite é pessoal e intransferível e será exigido um documento de identificação válido com foto para ingressar na festa. Caso o associado queira levar um convidado, deverá solicitar a troca dos convites dos dependentes através de um formulário especial. Já o bancário associado que não tiver dependentes terá direito a levar um convidado para o evento. Para isso, basta acessar o link https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdds0Jsv6-bIyPN24hVdldWh5f6556QcHDXAd68n36A5VX-DQ/viewform?usp=pp_url Mas, atenção: no caso do associado escolher levar um convidado, não poderá levar nenhum dependentes, independente de quantos sejam. Ele deverá trocar todos os convites de dependentes por apenas um convite para o convidado. Vale frisar que a entrada de menores de 18 anos está proibida. A festa será no Clube Comercial de Volta Redonda, a partir das 21h30 e contará com a animação da Banda São Paulo Show.
Redução da Selic podia ser maior, acredita presidente da Contraf-CUT

A taxa de juros básica da economia brasileira (Selic) passou de 13,75% para 13,25%, de acordo com anúncio foi feito, nesta quarta-feira (2), pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A redução do índice acontece pela primeira vez em três anos, o que resultou no aumento da pressão, em especial nos últimos meses, por parte de diversos setores da sociedade civil contra os juros altos praticados no país. A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira, falou sobre a redução da Selic. “Essa redução anunciada pelo BC hoje poderia ser maior, mas é melhor do que o mercado financeiro queria, que era o 0,25%. No último ano, o Banco Central manteve a Selic no patamar de 13,75%. Com isso, a entidade praticou o maior choque de juros, em 20 anos, limitando a atividade econômica do país”, destacou . Segundo Juvandia, com a Selic alta, fica mais alto o custo do crédito para as pessoas e para as empresas, significa pagar mais caro pela casa própria, pelo carro. “Logo o inverso também acontece: a Selic mais baixa dinamiza a economia e melhora a vida da população e do setor produtivo, com mais recurso para gastar e investir”, completou Juvandia. Impacto no orçamento federal O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudo Socioeconômicos (Dieese), Gustavo Cavarzan, explica que a Selic elevada também aumenta o custo do governo com o pagamento de juros dos títulos públicos, grande parte com vencimentos vinculados à taxa básica de juros. “Com a Selic em 13,75%, como esteve até agora, considerando o estoque da dívida do setor público no patamar de cerca de R$ 6 trilhões, e que cerca de 64,5% desse estoque têm a Selic como indexador, cada ponto percentual significa um aumento de custo da dívida anual de cerca de R$ 38 bilhões. Logo, a decisão do Copom de hoje libera do orçamento da União em cerca de R$ 19 bilhões“, pontuou. Segundo Gustavo Cavarzan, em janeiro de 2021, quando a Selic estava em 2%, o governo federal gastava em 12 meses cerca de R$ 316 bilhões, com juros da dívida (4,25% do PIB). “Em abril de 2023, quando a Selic já estava sendo mantida em 13,75%, o gasto de 12 meses com os juros subiu para R$ 659 bilhões (6,47% do PIB)”, completou. Para Juvandia, esse valor, mobilizado do orçamento do Estado com os detentores privados dos títulos da dívida pública, é um valor que deixou de ir para educação, saúde ou infraestrutura. “Por isso que o Brasil é chamado de paraíso dos rentistas e isso tem que acabar. Não vamos esquecer que os maiores credores da dívida pública são as instituições financeiras. Ou seja, os que ganham, na realidade, com a Selic elevadíssima, e não a população”, ressaltou Juvandia Moreira. CUT faz crítica Em nota sobre a decisão do Copom, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) avaliou como insuficiente a redução da Selic, “mantida em patamares superiores a 13% desde agosto de 2022”. “As medidas adotadas pelo governo do presidente Lula reduziram a inflação, valorizaram o real, aumentaram a produção interna e reduziram o desemprego para 8%, o menor percentual dos últimos oito anos. Além disso aprovou o novo arcabouço fiscal e a primeira fase da reforma tributária na Câmara dos Deputados. Neste contexto, é injustificável manter a taxa Selic em patamares superiores a 13%”, observou a entidade. *Fonte: Contraf-CUT
Caixa decide reduzir taxas de juros do crédito consignado para beneficiários e pensionistas do INSS

A partir desta quinta-feira (3), a redução da taxa Selic já começa a beneficiar a população. A Caixa Econômica Federal decidiu realizar alterações nas linhas de crédito, reduzindo as taxas de juros do Crédito Consignado para beneficiários e pensionistas do INSS. A taxa passa de 1,74% para a partir de 1,70% am, o que significa uma redução total de 2,3%. A presidenta da Caixa, Rita Serrano, explicou que a redução nas taxas de juros do consignado é o início de um processo para oferecer preços mais justos na concessão do crédito, promovendo a democratização do acesso aos recursos bancários. “A medida contribui com a organização das finanças dos clientes, em conjunto com as ações atuais vigentes do banco de negociação de dívidas, e para o crescimento da economia do país. Vamos fornecer aos nossos clientes taxas justas e adequadas à realidade do país, de desenvolvimento e crescimento”, afirmou Rita. A redução é resultado direto do reajuste da taxa Selic, repassando aos clientes as repercussões positivas das adequações da política monetária. Com a diminuição, em um contrato com valor líquido de R$ 10 mil, em 84 meses, o cliente passa a economizar um valor superior ao de uma prestação ao final do pagamento do contrato. *Fonte: Caixa Econômica Federal
Não é não: PL para combater assédio contra mulheres é aprovado na Câmara

A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei (PL) 3/2023, que cria o Protocolo “Não é Não”, nesta terça-feira (1º). O objetivo do protocolo é prevenir constrangimento e violência contra a mulher em locais que comercializam bebidas alcoólicas, como casas noturnas, boates, casas de espetáculos musicais e outros locais fechados. O PL, que foi proposto pela deputada Maria do Rosário (PT-RS), com a assinatura de outros 26 parlamentares, segue agora para apreciação do Senado. O texto aprovado, com relatoria da deputada Renata Abreu (Podemos-SP), exclui cultos ou outros eventos de natureza religiosa, mas também deve ser cumprido em competições esportivas. O projeto determina que pelo menos uma pessoa da equipe de cada estabelecimento seja qualificada para fazer valer o protocolo. A orientação de como acionar os recursos de proteção à mulher também deve ser mantida em locais visíveis, com informações como os telefones da Polícia Militar (PM) e da Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180). Pelo texto, constrangimento é qualquer insistência, física ou verbal à mulher depois de ela manifestar sua discordância com a interação. A violência é tipificada como o uso da força que cause lesão, morte ou dano psicológico, entre outras consequências. Para a secretária da Mulher da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fernanda Lopes, “a proposta é fundamental, pois combate constrangimento e violência contra a mulher numa situação muito comum, que é o momento de diversão”. Segundo a secretária, o protocolo também desmonta um argumento muito usado na defesa do agressor. “Essa história de que o desrespeito e a violência contra a mulher ocorrem, nesses locais, em decorrência do efeito do álcool é uma falácia, não há desculpas: se a mulher falou ‘não’, é não, e ponto final”, enfatizou. Fernanda ressaltou que a sociedade deve ficar atenta para que o protocolo seja cumprido. “Vamos acompanhar sua implementação e sua real funcionalidade, porque não adianta existir o instrumento legal sem funcionar da maneira como deve. A proposta é excelente, mas seria até ruim a pessoa confiar que vai ter a proteção, e quando precisar, isso não acontece, então vamos exigir que se torne de fato uma ferramenta de segurança para todas as mulheres”, garante a secretária. Para o secretário de Relações do Trabalho da Contraf-CUT, Jeferson Meira, o Jefão, que também é o responsável da entidade pelo acompanhamento das pautas de interesses dos trabalhadores no Congresso Nacional, “a aprovação desse importante projeto é um grande passo e vem se somar à luta histórica no combate à violência contra as mulheres, principalmente após derrotarmos nas urnas um projeto político que banalizava o assédio sexual e muitas vezes culpava as vítimas pelos crimes que sofriam”. Constrangimento e violência No constrangimento, o próprio estabelecimento deve adotar medidas para preservar a dignidade e a integridade física e psicológica da denunciante, dar suporte a órgãos de saúde e segurança pública que forem envolvidos, além de retirar o ofensor do local e impedi-lo de retornar. Também pode criar um código específico, a ser fixado nos sanitários femininos, para que as vítimas possam alertar um funcionário sobre a necessidade de ajuda, como pedir um drink específico, por exemplo. Em casos de violência, os estabelecimentos devem proteger a mulher, dar-lhe apoio, afastá-la do agressor (inclusive do alcance visual), colaborar na identificação de testemunhas, chamar a PM e isolar o local onde possam existir vestígios do fato para a perícia criminal. Caso haja câmeras de segurança, as imagens devem ser preservadas por pelo menos 30 dias, e o acesso a elas por autoridades de segurança e investigação, garantido. Princípios O Protocolo “Não é Não” define que quatro princípios devem ser observados: respeito ao relato da vítima; a preservação de sua dignidade, honra, intimidade e integridade física e psicológica; celeridade nas ações; e articulação de esforços públicos e privados para a questão. Um selo – “Não é Não – Mulheres Seguras” – será criado, para qualquer estabelecimento comercial não obrigado a cumprir as determinações do PL, mas que queiram aderir ao protocolo. Uma lista desses estabelecimentos com o selo será divulgada, classificando-os como local seguro para mulheres. *Fonte: Contraf-CUT
Para Fenae, revisão do estatuto da Funcef é urgente

Nesta terça-feira (1º), a Fundação dos Economiários da Caixa Econômica Federal (Funcef) completou 46 anos, sendo considerada uma das conquistas mais importantes dos empregados da Caixa. Além disso, é o terceiro maior fundo de pensão do país, com mais de R$ 95 bilhões em ativos e 140 mil participantes. O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Sergio Takemoto, falou sobre a história da fundação. “São 46 anos de história, mas precisamos lembrar que a gestão democrática na Fundação começou somente a partir de 2001 e foi consolidada em 2007, com o Estatuto construído pelos participantes. Foi com muita luta e mobilização que conquistamos a composição paritária entre representantes dos participantes e da patrocinadora nos conselhos e na diretoria da Funcef”, lembrou Takemoto. Para o presidente da Fenae, ainda há muitos desafios. Entre eles, está a revisão do atual estatuto, em vigor desde 2021. “As mudanças fragilizam a representação dos participantes e aumentam o poder da patrocinadora, criando facilidade para que a Caixa crie ou acabe com planos, retire o patrocínio e altere o limite de suas próprias contribuições, quebrando a paridade. A revisão é urgente”, disse. Outras mudanças foram a redução de seis para quatro diretorias e a alternância dos mandatos dos diretores, com substituição de metade dos integrantes a cada dois anos. As regras passaram a valer na primeira renovação de mandato depois de o Estatuto entrou em vigor; ou seja na eleição realizada em 2022. Com isso, diretores indicados pela Caixa serão maioria até 2025. Em reunião com a Funcef, a Fenae cobrou o aumento da participação das entidades nas discussões sobre a revisão do estatuto, já em estudo pela Funcef, e sobre equacionamento. “É fundamental uma discussão com a representação dos trabalhadores para tornar os processos transparentes para os verdadeiros donos desse patrimônio, que são os participantes”, observou. História Em 1977 aconteceu a extinção do Serviço de Assistência e Seguro Social dos Economiários (SASSE), por conta da Lei 6.430, de 07.07.1977. O resultado foi a transferência dos segurados para o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS). Em 1º de agosto de 1977, inicia-se a instituição da Fundação dos Economiários Federais (Funcef), com o objetivo de suplementar os benefícios do Regime Geral da Previdência Social aos empregados da Caixa. Segundo a Funcef, à época, a Caixa realizou um aporte inicial de Cr$ 134,4 milhões, a título de doação, sendo que as reservas necessárias no momento da instituição da entidade montam a Cr$ 921 milhões, a diferença desses valores foi convertida em dívida da Caixa. Foi apenas em 2001 que a sua gestão começou a ser democratizada com a implementação da Lei Complementar 108 e 109, de 2001. Alguns exemplos da importância das Leis Complementares 108 e a 109 para o setor são: eleições da Fundação pelos participantes, para membros dos Conselhos Deliberativo e Fiscal das entidades de previdência complementar, a preocupação com a transparência, solvência, liquidez e com os aspectos técnicos atuariais dos planos, a criação dos Institutos do Benefício Proporcional Diferido e da Portabilidade. *Fonte: Fenae
Em apenas dez dias, Grupo Banco do Brasil renegocia R$ 2,5 bi no Desenrola

Nos primeiros dez dias do Programa Desenrola Brasil, o Grupo Banco do Brasil (BB) renegociou R$ 2,5 bilhões, sendo mais de R$ 500 milhões referentes à Faixa 2 do programa. Mais de R$ 1,8 bilhão dizem respeito às renegociações especiais oferecidas pelo próprio banco e R$ 175 milhões foram renegociados por meio da empresa Ativos S.A, subsidiária do banco. Segundo informações do BB, 288 mil clientes refinanciaram débitos entre 17 e 28 de julho. Cerca de 150 mil renegociaram por meio do Banco do Brasil e 138 mil por meio da subsidiária. De acordo com informações da instituição, além das pessoas físicas com renda de até R$ 20 mil, foco da primeira fase do Desenrola, o Banco do Brasil estendeu as renegociações para os demais públicos inadimplentes, micro e pequenas empresas e pessoas físicas em geral. O BB renegociou mais de R$ 500 milhões de 65 mil pessoas físicas enquadradas na Faixa 2 do Programa Desenrola. O banco também refinanciou cerca de R$ 1,2 bilhão de 70 mil pessoas físicas em geral e R$ 550 milhões de cerca de 10 mil micro e pequenas empresas. A instituição oferece descontos de até 25% nas taxas de juros de renegociação, descontos de até 96% nas dívidas e prazo de até 120 meses para pagamento, para os públicos selecionados. Mais 138 mil clientes já foram beneficiados pela Ativos S.A, empresa pertencente ao Banco do Brasil que atua na aquisição e cobrança de operações de crédito com mais de 90 dias de atraso. A empresa oferece condições especiais como maior desconto nas operações e possibilidade de parcelamento em até dez vezes sem juros. Os clientes interessados em renegociar débitos com o Banco do Brasil podem usar o aplicativo ou o site da instituição. Para as pessoas físicas, o endereço da página na internet é www.bb.com.br/renegocie. As empresas devem fazer o pedido no endereço www.bb.com.br/renegociepj. Além disso, a renegociação também pode ser solicitada por telefone, nos números 4004 0001 (Capitais) e 0800-729-0001 (demais regiões). O cliente pode usar ainda o WhatsApp, enviando uma #renegocie para o número (61) 4004-0001 ou ir a qualquer agência do BB. O Programa O Desenrola Brasil, que começou a operar em julho, prevê três fases. As duas primeiras começaram no dia 17 de julho, com desnegativação de dívidas de até R$ 100 reais e renegociação de dívidas bancárias, podendo beneficiar mais de 30 milhões de pessoas. Além do grupo de beneficiados com dívidas de até R$ 100 (Faixa I), outro grupo de beneficiados com o Desenrola Brasil é formado por pessoas físicas com renda de até R$ 20.000,00 e dívidas em banco sem limite de valor (considerada a Faixa 2 do programa). Para essa categoria, os bancos oferecerão a possibilidade de renegociação de dívidas diretamente com os clientes, por meio de seus próprios canais. *Fonte: Agência Brasil e Catraca Livre
25ª Conferência Nacional reunirá 636 delegados de todo o Brasil a partir desta sexta-feira (4)

A 25ª Conferência Nacional d@s Trabalhador@s do Ramo Financeiro terá início nesta sexta-feira (4), em São Paulo. As atividades vão até domingo (6) com o tema “Brasil sempre democrático: com distribuição de renda, direitos, emprego decente e proteção ao meio ambiente”. O evento, que terá participação de 636 delegados de todo o Brasil, é organizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), federações e sindicatos filiados e o Comando Nacional dos Bancários. Cerca de 800 pessoas estarão envolvidas no trabalho durante o encontro. A presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, afirma que “a Conferência é um momento importante para o debate dos temas que já vêm sendo preparados pelas conferências estaduais, nos últimos dois meses”. “Como a categoria tem uma Convenção Coletiva de Trabalho válida por dois anos, e não há negociação com os bancos este ano, o evento é importante para a reflexão sobre a conjuntura do país, que passa por um momento decisivo, com pautas fundamentais, como a reforma tributária, e também os desafios atuais das trabalhadoras e trabalhadores da categoria bancária e do ramo financeiro”, ressalta Juvandia. Reconstrução do Brasil O tema “Reconstrução do Brasil: ações do governo federal” será apresentado pelo ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Alexandre Padilha, na abertura do evento, nesta sexta-feira (4). No sábado (5), os temas serão, na parte da manhã, “Conjuntura internacional”, com Moisés Marques (diretor da Faculdade 28 de Agosto) e “Regulamentação das plataformas digitais e inteligência artificial”, com o deputado federal do PCdoB Orlando Silva (relator do Projeto de Lei 2630/20, que trata do tema) e o biólogo Atila Iamarino (comunicador científico). Na parte da tarde, haverá dois outros debates. O primeiro, “Reforma tributária: progressiva e distributiva” será com o ex-ministro nos governos anteriores de Lula e de Dilma Rousseff, Ricardo Berzoini (que também foi presidente da Confederação Nacional dos Bancários – CNB e do Sindicato dos Bancários de São Paulo) e a economista Rosângela Vieira dos Santos (técnica do Departamento Intersindical de Estatística e estudos Socioeconômicos – Dieese). No encerramento dos trabalhos do dia, o tema “Transformações no mercado de trabalho e organização do ramo financeiro” será apresentado pelos economistas da subseção da Contraf-CUT do Dieese, Vivian Manchado e Gustavo Machado Cavarzan. Consulta Nacional Para o encerramento da Conferência, no domingo (6), estão programadas duas mesas. Na primeira delas, será feita a “Apresentação dos Resultados da Consulta Nacional dos Bancários 2023”, pela economista, técnica do Dieese, Catia Toshie Uehara. A mesa final será dedicada a “Falas das centrais e correntes políticas que compõem o Comando Nacional dos Bancários e aprovação das resoluções”. Programação Confira a seguir a programação oficial completa da 25ª Conferência Nacional d@s Trabalhador@s do Ramo Financeiro.
Copom se reúne sob pressão para baixar a Selic

A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC) começa nesta terça-feira (1) e termina na quarta (2), com a expectativa de que se inicie um ciclo de redução da taxa Selic. Ela está em 13,75% há quase um ano. A pressão sobre o BC para baixar a Selic vem sendo realizada pela cobrança dos movimentos sociais, da indústria e do governo, diante do cenário de desaceleração da atividade econômica, aperto monetário e juro real (taxa Selic descontada a inflação) bem acima do nível neutro adotado pela própria entidade monetária de 4,5%. A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira, explicou que mantendo a Selic elevada, o BC prejudica a economia brasileira. “Ao manter a taxa Selic elevada por tanto tempo, que é muito mais do que quase um ano (esse é só o período que manteve no patamar de 13,75%), o Banco Central prejudicou a economia brasileira. Isso porque juros altos aumentam a dívida do governo nos juros pagos com os títulos públicos, dinheiro que poderia ser utilizado para expandir infraestrutura e para ser investido em saúde e educação. Os juros altos também prejudicam as famílias e as empresas, porque o crédito e o financiamento ficam mais caros. Famílias e empresas endividadas consomem e investem menos, e com isso há menos geração de emprego”, ressaltou. Divulgada recentemente pelo IBGE, a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) mostra um recuo da taxa de desemprego de 8,8% para 8%, no segundo trimestre do ano. “Essa redução, tímida, seria ainda maior, não fosse a política monetária praticada pelo BC, que boicota a economia e, consequentemente, a geração de emprego”, afirmou Juvandia. Segundo a presidenta da Contraf-CUT, quanto maior a Selic, mais elevada a remuneração de quem compra títulos públicos. “Os maiores credores da dívida pública no Brasil, hoje, são as instituições financeiras. O que sobra para a população, no geral, são os efeitos perversos da Selic alta, que é um crescimento da economia travado e, consequentemente menor nível de emprego e da renda”, pontuou Juvandia. #JurosBaixosJá “É fato que Roberto Campos não tem mais como justificar a manutenção da Selic em 13,75%, assim como não tem justificativa para mantê-la na casa de dois dígitos. Por isso, vamos continuar pressionando o BC para reduzir a Selic, independentemente da decisão do Copom nesta semana”, disse o secretário de Assuntos Socioeconômicos da Contraf-CUT, Walcir Previtale. Ele lembrou que, desde fevereiro, a categoria bancária realiza protestos contra os juros altos e se juntou aos demais movimentos sociais e centrais sindicais na Jornada de mobilização contra a política monetária do BC, organizada desde junho. *Fonte: Contraf-CUT
SantanderPrevi: Patrícia Bassanin Delgado e Wanessa de Queiroz Paixão contam com apoio da Contraf-CUT nas eleições

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) apoia Patrícia Bassanin Delgado para o conselho deliberativo e Wanessa de Queiroz Paixão para o conselho fiscal, nas eleições do SantanderPrevi, que acontecem entre os dias 28 de agosto e 1º de setembro. Segundo a Contraf-CUT e demais entidades representativas dos trabalhadores, se forem eleitas, as duas deverão atuar no conselho em defesa do patrimônio dos participantes, e não dos interesses do Santander. “Em um eventual conflito de interesses, é muito provável que o voto de um conselheiro indicado pelo Santander seja em sintonia com os interesses do banco e não com o dos participantes. Logo, eleger representantes que visem maior transparência na gestão dos recursos é fundamental para a gestão dos planos”, afirma Wanessa de Queiroz Paixão, participante do plano SantanderPrevi e coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander. Confira as propostas: Lutar pela concessão de linhas de crédito aos participantes; lutar contra a interferência da patrocinadora na entidade; lutar por eleição de suplentes;trabalhar pela implantação de um comitê de investimentos; dar mais transparência ao plano; e lutar pela reabertura do plano a novos participantes. Currículos Wanessa é formada em Administração de Empresas com ênfase em finanças corporativas na Fecap. Possui pós-graduação em Economia do Trabalho na Unicamp. Atua como gerente de negócios no Santander. Está há 16 anos no banco. Conselheira deliberativa da Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão e dos Beneficiários de Saúde Suplementar de Autogestão (Anapar). Coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados do Santander. Dirigente executiva da Fetec-CUT/SP. Patrícia é graduada em Educação Física pela PUC Campinas. Possui curso de Extensão em Políticas Públicas de Emprego, pelo Instituto de Economia da Unicamp, além de outros relacionados ao sistema financeiro. Curso de Certificação CPA-20.Ingressou em 1991 no banco América do Sul, adquirido pelo Sudameris, depois Banco Real e Santander, ocupando os cargos de escriturária e assistente comercial. Entrou no meio sindical em 1996, atuando por duas gestões como conselheira fiscal do Sindicato dos Bancários de Campinas e Região. É diretora Financeira do Sindicato dos Bancários de Campinas e Região, onde também já foi diretora de patrimônio da entidade. *Fonte: Contraf-CUT
25ª Conferência Nacional dos Bancários será de 4 a 6 de agosto

A 25ª Conferência Nacional dos Bancários será realizada nos dias 4, 5 e 6 de agosto, em São Paulo. Em junho e julho foram realizadas as conferências estaduais. No Estado do Rio de Janeiro, a conferência estadual foi realizada em Niterói, no dia 15 de julho. Durante o encontro, que aconteceu no Clube Português, foram debatidos temas como a importância da unidade e da participação da categoria na campanha nacional para enfrentar os desafios dos impactos da tecnologia sobre o emprego, a necessidade de melhores condições de saúde e de trabalho, o fortalecimento dos bancos públicos para a retomada do desenvolvimento do país e a reforma sindical.