Impactos da digitalização sobre trabalhadores do sistema financeiro é tema de encontro de sindicalistas

Encontro promovido pela Uni Américas Finanças, em Buenos Aires, na Argentina, reuniu dirigentes de sindicatos de trabalhadores do ramo financeiro da Argentina, Uruguai e Brasil. Durante o evento, foram debatidas questões sobre os impactos da digitalização no sistema financeiro sobre a classe trabalhadora. O encontro ocorreu nos dias 15 e 16 de maio. O vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT), Vinícius Assumpção, falou sobre a importância do debate internacional em torno dos problemas enfrentados pelos trabalhadores do ramo financeiro. “Estamos observando um movimento acelerado, a partir da digitalização do sistema financeiro, de pulverização desses trabalhadores em diversas categorias, sem os direitos conquistados. Então, mais do que nunca, precisamos buscar, coletivamente, ações para combater os impactos negativos sobre o mercado de trabalho. Afinal, o que afeta os trabalhadores do setor no Brasil, também afeta na Argentina, Uruguai e demais países. A velocidade é grande nas transformações e o sistema age globalmente. Por isso, a importância de agirmos da mesma forma, globalmente”, analisou. Durante explanação sobre Digitalização, Uber Financeiro e Plataformização, a economista Catia Uehara, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), fez um alerta sobre como as tecnologias atuais podem afetar os empregos. “Ao contrário das revoluções industriais anteriores, que tiveram impacto muito notadamente em empregos de baixa qualificação, as tecnologias do momento atual têm capacidade potencial para afetar também empregos de alta qualificação, como advogados, médicos e bancários, por exemplo”, ressaltou a economista. Para o secretário de Formação da Contraf-CUT, Rafael Zanon, que participou da mesma mesa de debates, o grau de difusão setorial das novas tecnologias também consiste em elemento novo a ser considerado. “Se antes o trabalhador que atuava em determinado setor específico impactado pela inovação tecnológica tinha a possibilidade de buscar emprego em outro setor de atividade econômica, hoje esse caminho parece mais difícil na medida em que muitos setores estão passando por processos de transformação intensa”, disse. Também foram realizadas palestras sobre o que foi discutido na primeira reunião tripartite na Organização Mundial do Trabalho (OIT) a respeito do impacto da digitalização do sistema financeiro; os desafios dos sindicatos na reestruturação financeira; e caminhos para lidar com a disruptura financeira. Esses temas foram apresentados por representantes da Asociación de Bancarios del Uruguay (AEBU) e da La Bancária – Sociedad de Empregados de Banco da Argentina. “É importante parabenizar a Uni Américas Finanças por promover um debate tão importante para a classe trabalhadora, notadamente do setor financeiro, que tem sido extremamente impactada por esses processos de digitalização. Estamos assistindo, nestes últimos anos, o fechamento de postos de trabalho e de agências, num movimento acelerado. Então, é cada vez mais importante fazer debates para encontrarmos soluções para essas novas faces da empregabilidade, para reduzir o impacto da digitalização no setor de finanças”, observou a presidenta da UNI Finanças Mundial, Rita Berlofa, que também é secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT. Só no Brasil, foram mais de 77 mil postos de trabalho cortados pelos bancos, entre 2013 e 2023. Num período um pouco mais longo, entre 1994 e 2021, o peso da categoria bancária no emprego formal no ramo financeiro do país caiu de 80% para 44%. E, entre 2022 e 2019, a sindicalização no ramo financeiro brasileiro sofreu queda de 45,5% para 19,5%. Esses foram alguns dados apresentados no encontro. “A digitalização, ou seja, as inovações tecnológicas todas não podem acontecer somente para impactar a classe trabalhadora, rendendo lucros para os acionistas. Por isso temos cobrado a responsabilidade dos bancos na manutenção dos empregos. Para isso, nada melhor do que a redução da jornada de trabalho, não apenas para garantir os atuais empregos, mas também para que os bancos e as empresas do ramo financeiro cumpram seu papel social”, destacou Rita. Uberização A “uberização”, modelo de trabalho onde as plataformas digitais obtêm o máximo de lucro com a mão de obra sem que haja qualquer vínculo empregatício, também foi abordada na mesa de debates sobre Digitalização, Uber Financeiro e Plataformização. “Nós mostramos que, apesar de se apresentarem como mais flexíveis e darem mais liberdade aos trabalhadores, as empresas detentoras dos aplicativos devem ser responsabilizadas em termos de relações de trabalho no campo do direito trabalhista”, destacou Zanon. Os palestrantes observaram, ainda, que a relação de subordinação empregado-empregador se dá por meio da gestão dos algoritmos, justamente definida pela empresa-plataforma. “A gestão algorítmica estabelece uma relação de subordinação dos trabalhadores e trabalhadoras: regras e ritmo de trabalhos, jornadas, bonificação etc. A falta de regulação da atuação dessas empresas tem produzido relações de trabalho precarizadas, tem resultado em subtributação [tributação reduzida] dessas empresas-plataforma, com destaque para a seguridade social, com custos que são financiados pela sociedade/Estado sem a contrapartida da empresa”, ressaltou Cátia Uehara. Os expositores brasileiros destacaram que, no Brasil, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) criou um grupo de trabalho, tendo como premissa inicial as Convenções Internacionais do Trabalho, para debater propostas de regulamentação dos serviços das plataformas e garantia de direitos aos trabalhadores. Também lembraram que o Ministério do Trabalho e Emprego do governo Lula criou um grupo de trabalho tripartite, com prazo máximo de 300 dias, para discutir o assunto. “A premissa inicial da proposta da CUT é que as empresas-plataforma precisam de uma regulação adequada, de acordo com a atividade econômica que de fato realizam. Essa regulação adequada permite, além da cobrança da tributação pertinente ao risco da atividade e às demais externalidades sociais e econômicas por ela causadas, o cumprimento do arcabouço trabalhista já definido para determinada atividade”, concluiu a economista do Dieese. *Fonte: Contraf-CUT
Estudo do Dieese aponta saldo negativo de emprego em setor bancário pelo sexto mês consecutivo

Dados de levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base no Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), apontam que o setor bancário eliminou postos de trabalho pelo sexto mês consecutivo. Somente no mês de março deste ano, foram extintas 1.474 vagas – o maior número desde novembro de 2020, quando mais de 2 mil vagas foram fechadas em consequência da pandemia de Covid-19. No primeiro trimestre de 2023, os bancos eliminaram 2.662 vagas na categoria. No mesmo período do ano passado, ocorreu a abertura de 3.160 vagas. Excluindo a categoria bancária, em sentido contrário, o ramo financeiro apresentou saldo positivo em março, com abertura de 925 postos de trabalho – número 68,5% inferior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. Nos últimos 12 meses, foram criados 28,5 mil postos de trabalho, uma média de criação de 2,3 mil postos por mês. As atividades financeiras que mais criaram postos em março foram: crédito cooperativo (831 vagas); holdings de instituições não-financeiras (351); e outras sociedades de participação, exceto holdings (92). Movimentação por áreas Para melhor compreensão da movimentação de emprego por áreas, a partir da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), o Dieese separou a categoria pelas seguintes áreas específicas: administração e afins, atendimento ao público, tecnologia da informação; e bancária/financeira. Em todas, observou-se saldo negativo para o mês de março e para o primeiro trimestre de 2023. O setor que mais eliminou vagas foi área bancária/financeira, com variação negativa de 2.092 postos de trabalho nos primeiros três meses do ano, e 1.165 em março. O agrupamento área administrativa e afins eliminou no trimestre 478 vagas. O setor de tecnologia da informação, também apresentou queda das contratações, com saldo negativo de 94 vagas. Segundo o Dieese, isso “sugere o esgotamento das contratações ou mesmo o agravamento das terceirizações”. O único saldo positivo no agrupamento foi o classificado como “demais”, com 147 novos postos de trabalho. Considerado o período de 12 meses, o saldo negativo de empregos no setor bancário foi de 3.166 vagas. Em todas as atividades bancárias ocorreu saldo negativo no primeiro trimestre de 2023 e no mês de março. No documento, o Dieese ressalta que, no resultado de março para o setor bancário, ocorreu elevado número de demissões, “39,5% superior à média de desligamentos do ano de 2022, e baixo número de contratações, 16,5% inferior à média de admissões do ano de 2022”. Faixa etária, sexo e remuneração média No recorte de gênero, o saldo foi negativo tanto entre homens quanto entre mulheres. No entanto, o número de admissões entre os homens foi 11,7% superior em relação ao de mulheres. Enquanto os desligamentos foi 6,1% superior entre os homens em relação às mulheres. Em relação à faixa etária, foi observado saldo positivo apenas nas faixas até 24 anos, com ampliação de 269 vagas. Para as demais faixas, a partir de 25 anos, o fechamento foi de 1.743 vagas. A remuneração média também sofreu movimentação para baixo. O salário médio do bancário admitido em março foi de R$ 6.728,48, enquanto o valor médio do grupo de desligados foi de R$ 8.063,40. Logo, o salário médio do admitido correspondeu a 83,44% do desligado. Falta responsabilidade do setor O secretário de Assuntos Socioeconômicos da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Walcir Previtale falou sobre a situação e criticou o comportamento dos bancos. “Os bancos continuam eliminando postos um momento em que, apesar de leve melhora no mercado de trabalho, o país continua com altos índices de desemprego. Temos que lembrar que o sistema financeiro continua obtendo altos lucros no país. E aqui entra também a nossa crítica ao Banco Central com manutenção da Selic em 13,75% – a mais alta do mundo, uma vez que também influencia na cobrança dos juros das operações de crédito dos bancos no Brasil”, observa o secretário. Ele lembra que só o Bradesco cortou mais de 2 mil empregos no primeiro trimestre de 2023. “Mesmo na alta lucratividade, cada vez mais o sistema financeiro vai diminuindo o número de empregados”, completou Walcir. Segundo a Pesquisa de Juros da Associação Nacional de Executivos (Anefac), em janeiro, pessoas físicas pagavam em média no Brasil juros de 124% ao ano em operações de crédito. Já as pessoas jurídicas, 61% ao ano. “Os números do Caged, que apontam para uma mudança estrutural no mercado de trabalho bancário, com o fechamento de postos de trabalho, de agências, mudança do perfil salarial para baixo e menos mulheres no setor bancário, apenas confirmam que o sistema financeiro não está cumprindo a sua obrigação com o país, conforme o artigo 192 da Constituição, que prevê a responsabilidade desse setor na promoção do desenvolvimento equilibrado do Brasil e em servir aos interesses da coletividade. Historicamente, o movimento sindical sempre ressaltou essa responsabilidade do setor financeiro, e continuaremos lutando contra o fechamento de agências e pela abertura de unidades em muitos lugares onde, sabemos, não há nenhum tipo de atendimento bancário à população. Na propaganda, os bancos colocam números maravilhosos, mas na prática a gente assiste uma alteração no perfil do mercado de trabalho que compromete o futuro do país”, destacou ainda Walcir. Os dados completos estão na Pesquisa do Emprego Bancário – Número 22 – Maio/2023, elaborada pelo Dieese. *Fonte: Contraf-CUT
Bancários do Sul Fluminense realizam ação contra fechamento de agências e por atendimento presencial nos caixas

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense realizou, nesta quinta-feira (11), uma ação contra o fechamento de agências e o não atendimento presencial aos clientes e usuários nos caixas, medida que afeta principalmente idosos e pessoas de baixa renda, que nem sempre dominam operações digitais e caixas eletrônicos. A ação faz parte da campanha da Federa-RJ e sindicatos filiados, lembrando que os bancos não podem negar atendimento presencial à população. Caso faça isso, a instituição financeira estará descumprindo a Resolução nº 4.746/2019, do Banco Central do Brasil. A campanha cita como exemplo o Bradesco, que demite funcionários em massa, extingue agências físicas e ainda reduz drasticamente o número de caixas eletrônicos das unidades, pressionando os empregados a não deixarem o usuário ir ao caixa físico para ser atendido. “Estamos juntos com você! A Federa-RJ e os sindicatos filiados estão nesta campanha, em defesa do direito do consumidor e da população de serem atendidos presencialmente e na preservação do emprego da categoria, inclusive, exigindo a contratação de mais bancários para melhor atender você e garantir condições dignas de trabalho para os funcionários. Exigir o fim do fechamento de agências e das demissões e cobrar mais bancários é bom para o cliente e também para o trabalhador que presta serviços nos bancos. Vem com a gente nessa luta. Você só tem a ganhar”, informa o texto da campanha. *Em atualização
Estudo da Unicamp aponta redução de capacidade de trabalho pós-covid em bancários

Estudo realizado pelo Departamento de Neurologia (DN) da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, com apoio do Departamento de Saúde Coletiva (DSC), com 607 bancários, mostra os efeitos pós-covid na categoria profissional. A pesquisa investigou os sintomas associados com a redução da capacidade para o trabalho em pessoas com síndrome da covid longa. De acordo com o estudo, dos bancários que sentiram os efeitos da covid-19 por mais de quatro dias, 62,5% apresentaram redução do Índice de Capacidade para o Trabalho (ICT). Os sintomas mais frequentemente associados com essa diminuição foram fadiga (93,2%), depressão (68,2%) e ansiedade (76,8%). Depois de um ano da primeira entrevista, foi realizada uma avaliação longitudinal com 180 trabalhadores. Desse total, 48% ainda apresentavam fadiga, 38% tinham sinais de ansiedade e 52% relataram problemas de memória. A professora de neurologia clínica, Clarissa Yasuda, explica que os trabalhadores foram avaliados depois de 200 dias, em média, após o diagnóstico de covid-19. “Tem sido cada vez mais importante avaliar os impactos dos chamados casos leves de covid-19 sobre a saúde e a capacidade de trabalhar, visto que esses casos representam a imensa maioria. No nosso estudo, 83% dos casos tinham tratamento domiciliar, sem hospitalizações, e os achados são bastante significativos”, afirma Yasuda. Marcia Bandini, professora da área de saúde do trabalhador do DSC, alerta para a necessidade de adoções de práticas terapêuticas multiprofissionais e políticas de proteção para aqueles que tiveram afetada sua capacidade para o trabalho. “O estudo trouxe informações relevantes para que sindicatos e empresas discutam e implementem ações de reconhecimento de casos de covid longa para adotar práticas terapêuticas multiprofissionais de reabilitação, tanto no sistema público quanto na saúde suplementar”, afirma Marcia, ressaltando ainda a importância de que diferentes categorias profissionais sejam estudadas. O estudo contou com o apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). O secretário de Saúde da entidade, Mauro Salles, destaca que “os resultados da pesquisa comprovaram nossa constatação no contato com os bancários, e o estudo tem nos ajudado na conscientização e tratamento dos colegas afetados”. Mauro lembrou que os resultados foram apresentados em reuniões de negociações com os bancos e agradeceu o trabalho e a parceria da Unicamp. Segundo ele, a relação entre a representação dos trabalhadores e o meio acadêmico mostrou-se muito importante na história da luta pela saúde dos trabalhadores. “Esse trabalho reforça esta importância. Saliento que procuramos apoio da universidade quando constatamos no dia a dia que muitos colegas apresentavam sintomas persistentes, que dificultavam o ato de trabalhar, depois de ter covid, na maioria das vezes não relacionando os fatores. Procuramos a Unicamp que estava desenvolvendo trabalho sobre esta situação e tivemos uma maravilhosa acolhida. Os resultados comprovam nossas suspeitas e tem nos ajudado na conscientização e tratamento dos colegas afetados. Também está sendo de grande valia nas negociações com os bancos. Agradecemos pelo trabalho apresentado e pela parceria”, ressaltou Salles. A pesquisa demonstrou que os sintomas neuropsiquiátricos da covid longa afetam negativamente a capacidade de trabalho, meses após a infecção. Esses achados apontam para a urgência de tratamentos específicos e multidisciplinares para os pacientes, a fim de minimizar a sobrecarga individual e a perda econômica global. *Fonte: Contraf-CUT
Inscrições para a Copa Contraf-CUT terminam nesta quinta (4)

A etapa carioca da Copa Contraf-CUT será realizada neste sábado (6) e quem ainda não se inscreveu tem que correr. As inscrições foram prorrogadas até esta quinta-feira (4), através do link https://forms.gle/oZCssXqyhNcQQyQh6. Este é o primeiro torneio de videogame para trabalhadores(as) do ramo financeiro sindicalizados(as) nos sindicatos filiados à Federa-RJ. O campeonato vai contar com premiação nas etapas regionais e nacionais. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) vai transmitir os jogos da semifinal, final e disputa de terceiro e quarto lugares pelos seus canais no Facebook e no Youtube. Os bancários e as bancárias que ficarem em primeiro, segundo e terceiro lugar da etapa regional vão disputar a fase nacional, com 32 equipes de todo Brasil. As partidas serão disputadas em locais escolhidos pelos jogadores. As plataformas permitidas são: Playstation 4, Playstation 5(na antiga geração), Xbox One (na antiga geração) e Xbox Series (na antiga geração). Serão duas partidas, cada uma com seis minutos. A disputa é em sistema de mata-mata, com partidas de ida e volta. O chaveamento do campeonato será definido após o final das inscrições de cada etapa regional, que tem o limite máximo de 64 participantes, e poderá ser acompanhado pelos inscritos. A organização é realizada pela equipe da SMU Games, que oferece todo o suporte durante o campeonato e um painel preparado para os competidores postarem os resultados dos jogos e acompanharem a tabela de classificação. *Fonte: Contraf-CUT
Bancários vão realizar Conferência Nacional em agosto

A Conferência Nacional dos Bancários deverá ser realizada de 4 a 6 de agosto, de forma presencial em São Paulo. A decisão foi tomada pelo Comando Nacional da categoria, nesta quarta-feira (3). A confirmação depende apenas da disponibilidade de local para a realização e hospedagem dos participantes. Também ficou definido que as conferências estaduais e/ou regionais devem ser realizadas em junho e julho, por ocasião da Consulta Nacional à categoria sobre as prioridades para o movimento, como a reforma tributária, o papel do sistema financeiro e do crédito para a geração de emprego renda, além da democratização e uso dos meios de comunicação e de questões que envolvem o futuro da categoria. Além disso, as mesas permanentes de negociação com os bancos sobre Igualdade de Oportunidades, Saúde e Segurança Bancária serão mantidas. O Comando também deliberou que as comissões de trabalhadores específicas de cada banco devem definir suas agendas de negociações permanentes e definir seus calendários de luta. #JurosBaixosJá A orientação do Comando é pela continuidade da campanha #JurosBaixosJá, pois, ao contrário do que o presidente do BC, Roberto Campos Neto afirma, a manutenção da alta da Selic não cumpre a promessa de reduzir a inflação e atrapalha o desenvolvimento do país. A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, falou sobre a posição do Banco Central. “É um absurdo a manutenção da Selic em 13,75%! É a maior taxa de juros reais do mundo! Ela deveria ter sido reduzida. O Banco Central está apostando contra o Brasil e o Congresso Nacional precisa tomar uma providência para tirar Campos Neto de seu comando”, afirmou Juvandia. Em março de 2021, a taxa básica de juros (Selic) estava em 2%. A partir de abril começou a subir e atingiu a taxa atual de 13,75%, mantida pela sexta vez, nesta quarta-feira (3), no encerramento da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. No mesmo período, a inflação subiu de 6,10%, chegou a 12,13% em abril de 2022, e as estimativas são de que feche 2023 em 6,05%. Além da política de juros do Banco Central, o Comando Nacional dos Bancários também definiu a luta: – pela regulamentação das redes sociais e democratização dos meios de comunicação; – pela reforma sindical; – pela regularização do trabalho realizado por trabalhadores de aplicativos, como entregadores, motoristas e outros; – por uma reforma tributária justa, com aumento da faixa de isenção de Imposto de Renda de Pessoa Física, assim como da faixa de isenção da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). *Fonte: Contraf-CUT
Copa Contraf-CUT Fifa 23 tem inscrições foram prorrogadas até quinta-feira (4)

Uma boa notícia para quem ainda não se inscreveu na etapa Rio da Copa Contraf-Cut Fifa 23, que será realizada no dia 6 de maio. As inscrições foram prorrogadas até o próximo dia 4, quinta-feira, pelo link https://forms.gle/oZCssXqyhNcQQyQh6. Este é o primeiro torneio de videogame para trabalhadores(as) do ramo financeiro sindicalizados(as) nos sindicatos filiados à Federa-RJ. O campeonato vai contar com premiação nas etapas regionais e nacionais. O objetivo do torneio é criar interatividade entre os associados do Sindicato dos Bancários, onde disputarão Torneio de FIFA 23 pelo vídeo Game Playstation 4 e 5 XBOX ONE, Series X e S. Participarão da disputa limitando 64 jogadores na modalidade fase de grupos e ou mata-mata. A modalidade de disputa poderá sofrer alterações caso haja alterações no número de competidores. As partidas serão disputadas em locais escolhidos pelos jogadores. Os bancários e as bancárias que ficarem em primeiro, segundo e terceiro lugar da etapa regional vão disputar a fase nacional, com 32 equipes de todo Brasil. Os jogos serão por mata-mata, em partidas de ida e volta. O chaveamento do campeonato será definido após o final das inscrições de cada etapa regional, que tem o limite máximo de 64 participantes e poderá ser acompanhado pelos inscritos. A organização é realizada pela equipe da SMU Games, que oferece todo o suporte durante o campeonato e um painel preparado para os competidores postarem os resultados dos jogos e acompanharem a tabela de classificação.
Trabalhadores do ramo financeiro realizam atos por mais saúde nesta sexta-feira (28)

Nesta sexta-feira (28), os trabalhadores do ramo financeiro vão promover atos para marcar o Dia Mundial de Segurança e Saúde no Trabalho e o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho. Segundo Mauro Salles, secretário da Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), “as diferentes iniciativas, com pequenas variações no nome, convergem na luta, que deve ser lembrada todos os dias, pela promoção do trabalho digno, seguro e saudável”. A Contraf-CUT publicou um folheto Infopress a respeito do tema, já disponível na área restrita do site da instituição, para uso das entidades sindicais. A categoria também vai se mobilizar nas redes sociais, a partir das 11 horas, com a #MenosMetasMaisSaúde. Adoecimento e morte Segundo dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, compilados pelo Dieese, no período de 2012 a 2021, 42.138 bancários receberam benefício acidentário do INSS e outros 156.670 foram afastados por doença comum. Cerca de 54% destes benefícios comuns referiam-se a doenças características do trabalho bancário, como transtornos mentais e LER/Dort. Os transtornos mentais e comportamentais se tornaram a principal causa de afastamentos na categoria bancária, desde 2013. Entre 2012 e 2021, no conjunto total dos trabalhadores, transtornos mentais foram responsáveis por 5% dos afastamentos por acidentes de trabalho e por 10% dos decorrentes de doenças comuns. No mesmo período, no setor econômico que inclui bancos e financeiras, causaram 39% dos afastamentos por acidentes e doenças do trabalho e 29% dos não reconhecidos como acidente ou doença do trabalho. “Já passou da hora de os bancos serem responsabilizados por esta prática agressiva e criarem um ambiente de trabalho que realmente respeite o ser humano”, concluiu Salles. *Fonte: Contraf-CUT
Inscrições para a Copa Contraf-CUT Fifa 23 terminam nesta sexta-feira (28)

A etapa Rio da Copa Contraf-Cut Fifa 23 será realizada no dia 6 de maio. Este é o primeiro torneio de videogame para trabalhadores(as) do ramo financeiro sindicalizados(as) nos sindicatos filiados à Federa-RJ. O campeonato vai contar com premiação nas etapas regionais e nacionais. Mas atenção, as inscrições terminam nesta sexta-feira (28) e podem ser feitas pelo link https://forms.gle/oZCssXqyhNcQQyQh6. O objetivo do torneio é criar interatividade entre os associados do Sindicato dos Bancários, onde disputarão Torneio de FIFA 23 pelo vídeo Game Playstation 4 e 5 XBOX ONE, Series X e S. Participarão da disputa limitando 64 jogadores na modalidade fase de grupos e ou mata-mata. A modalidade de disputa poderá sofrer alterações caso haja alterações no número de competidores. As partidas serão disputadas em locais escolhidos pelos jogadores. Os bancários e as bancárias que ficarem em primeiro, segundo e terceiro lugar da etapa regional vão disputar a fase nacional, com 32 equipes de todo Brasil. Os jogos serão por mata-mata, em partidas de ida e volta. O chaveamento do campeonato será definido após o final das inscrições de cada etapa regional, que tem o limite máximo de 64 participantes e poderá ser acompanhado pelos inscritos. A organização é realizada pela equipe da SMU Games, que oferece todo o suporte durante o campeonato e um painel preparado para os competidores postarem os resultados dos jogos e acompanharem a tabela de classificação.
Bancários querem a manutenção das portas de segurança nas agências

O fim da obrigatoriedade de instalação de portas de segurança nas agências bancárias, previsto no Projeto de Lei 18.459/22, é uma preocupação para a categoria bancária e para toda a população. O projeto, que tramita na capital catarinense, está levando entidades de representação sindical da categoria bancária aos gabinetes dos vereadores para explicar a importância das portas de segurança para trabalhadores e clientes. O secretário de Políticas Sociais e coordenador do Coletivo de Segurança Bancária da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Elias Hennemann Jordão, ressalta que o momento para o debate é oportuno. “É bom que este projeto tenha sido trazido à pauta de discussões na Câmara Municipal de Florianópolis, pois as consequências da falta de segurança em locais de atendimento ao público estão vivas na memória de todos nós”, disse o dirigente da Contraf-CUT, lembrando a morte de quatro crianças após a invasão de uma creche em Blumenau, também em Santa Catarina. Elias observou que a aprovação do projeto será um contrassenso, já que neste momento o governador do estado e diversos municípios catarinenses e de todo o país estão propondo segurança armada em instituições educacionais, visando justamente aumentar a segurança da população. “É o momento de fazermos pressão para que esta proposta seja enterrada e nunca mais colocada em pauta, pois não é de agora que as agências bancárias são alvo de ataques armados e as vidas de bancários e clientes são colocadas em risco. Não defendemos uma sociedade armada. Defendemos a continuidade de dispositivos que ajudem profissionais capacitados na vigilância a manter a segurança e resguardar a vida da população”, afirmou Elias. O Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Sintrafi) de Florianópolis e a Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Fetraf) de Santa Catarina estão debatendo com os vereadores da capital catarinense os impactos que serão causados em toda população se o projeto for aprovado. “É importante que os vereadores conheçam os reflexos da alteração desta lei na sociedade e na categoria bancária. Estamos pedindo o apoio deles, para que o projeto não seja aprovado na Câmara Municipal”, observou o secretário de Finanças do Sintrafi Florianópolis, André Luiz Alves. Já o coordenador da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Fetrafi) de Santa Catarina, Marco Silvano, lembrou que “as autoridades públicas têm a responsabilidade de priorizar a vida dos cidadãos”. *Fonte: Contraf-CUT