Movimento sindical promove tuitaço contra metas abusivas do Bradesco nesta quarta-feira (31)

Nesta quarta-feira (31), a partir de 11h, será realizado mais um tuitaço contra demissões, metas abusivas e fechamento de agências impostas pelo Bradesco. Os trabalhadores reivindicam ainda mais segurança nas unidades de negócio e mais contratações para melhorar o atendimento aos clientes e usuários do banco. A mobilização nacional é promovida pelo movimento sindical e para participar use a hashtag #AVergonhaContinuaBradesco. No último tuitaço, promovido dia 24, foi registrado um forte engajamento nas redes sociais. O objetivo da mobilização é expor a irresponsabilidade do banco, que apesar de lucrar alto, corta empregos e atende mal a usuários e correntistas. Vale lembrar que no primeiro trimestre deste ano, o balanço do banco registrou lucro de R$ 4,3 bilhões.
Banco do Brasil: trabalhadores reivindicam avanço no combate ao assédio

Em reunião entre a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e representantes do BB, trabalhadores reivindicaram combate ao assédio e avaliação da Gestão de Desenvolvimento por Competências (GDP). A reunião ocorreu nesta terça-feira (30). A suspensão do descomissionamento até que o banco implemente correções em distorções que tornam a GDP um instrumento de assédio foi uma das propostas apresentadas pelos trabalhadores. “Tanto a cobrança de metas quanto a cobrança de desempenho caminham muito próximo ao assédio moral praticado dentro do banco. Os parâmetros da GDP, por exemplo, precisam ser claros para os funcionários, para que não continue sendo uma ferramenta punitiva e não de aprimoramento”, ressaltou Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB). Os trabalhadores também reivindicaram a criação de um comitê paritário para debater casos de assédio moral. “Esse instrumento é para avançar de forma mais eficiente na identificação e resolução de casos de assédio no banco, construir saídas conjuntas e que realmente combatam a cultura do assédio”, explicou Fernanda Lopes. Com base nas reivindicações do movimento sindical, o banco informou que estão sendo promovidos encontros de lideranças e que serão realizados treinamentos, visando a capacitação de gestores para que não reproduzam e combatam as práticas de assédio moral. Além disso, estudos estão em andamento para melhorar os canais da Ouvidoria, que teve a estrutura reduzida no período anterior. “Nós pedimos celeridade do banco na conclusão e apresentação desses estudos. Entendemos que é preciso muito trabalho para acabar com a cultura do assédio dentro do banco e que isso leva tempo. Porém, a mudança precisa ser implementada imediatamente. A saúde das trabalhadoras e dos trabalhadores não pode esperar. A GDP virou um instrumento de assédio, quando deveria ser um instrumento de aprimoramento”, reforçou Fernanda. Agenda das mesas permanentes temáticas: 21/06 – Caixas e demais comissionados que estão no sistema da Plataforma de Suporte Operacional (PSO); 12/07 – Centrais de Relacionamento do Banco do Brasil (CRBB); 20/07 – Promoção da Diversidade/Igualdade de Oportunidade; 11/09 – Plano de Cargos e Salários e Programa Performa; 28/09 – Caixa de Assistência dos funcionários do Banco do Brasil (Cassi). *Fonte: Contraf-CUT
Portal UOL publica reportagem que repercute denúncias feitas pela Contraf-CUT sobre uso eleitoreiro da Caixa

Reportagem publicada nesta segunda-feira (29), pelo portal Uol, afirma que “Bolsonaro provocou calote bilionário na Caixa em tentativa de reeleição”. Segundo a matéria, Jair Bolsonaro editou duas medidas provisórias para criar linhas de crédito na Caixa Econômica Federal para devedores com nome sujo e para beneficiários do Auxílio Brasil, com fins eleitoreiros. O dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e empregado da Caixa, Rafael de Castro, lembrou que a denúncia já havia sido feita pela Contraf-CUT. Segundo ele, a reportagem ajuda a dar maior repercussão à denúncia. “E o uso da Caixa com finalidades eleitorais continuou após a saída de Pedro Guimarães. Logo após assumir a presidência do banco, Daniella Marques lançou o ‘Caixa Pra Elas’, nos mesmos moldes dos dois programas citados pelo portal, visando melhorar a imagem de Bolsonaro entre o público feminino, também com grande rejeição a Bolsonaro”, ressaltou. Para Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT, Bolsonaro usou o banco politicamente e eleitoralmente de forma irresponsável. “O problema só não foi maior porque a Caixa é um banco sólido e conta com trabalhadores concursados e preparados. E, passada a eleição, o banco rapidamente parou de conceder esses créditos eleitoreiros”, disse. O Uol, em sua reportagem, confirma que a Caixa suspendeu os empréstimos para pessoas com nome sujo assim que Pedro Guimarães deixou a presidência da Caixa e que, logo após as eleições, também parou de conceder crédito para beneficiários do Auxílio Brasil. As denúncias Pedro reincidenteNo dia 19 de maio de 2022, a Contraf-CUT publicou o texto “Caixa continua sendo usada em campanha eleitoral antecipada”, que trazia a denúncia de empregados da Caixa Econômica Federal contra o então presidente do banco, Pedro Guimarães, que tinha como base o vídeo “Caixa: mudança histórica de postura garante investimentos a quem mais necessita”, postado do canal pessoal no Youtube do presidente da República, com depoimento do presidente da Caixa. “Não era a primeira vez que Pedro Guimarães usava a Caixa para fazer campanha eleitoral para Bolsonaro. Em 2021, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) reconheceu que, já naquela ocasião, havia evidências de uso pessoal da Caixa para esta prática”, observou a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt. Endividamento das famílias e PMEsAlém do uso eleitoreiro da Caixa, os empregados também denunciavam que a “arapuca do consignado mantém risco de assédio na Caixa”. O texto, publicado no dia 19 de julho de 2022, ressaltava que a possibilidade de realizar empréstimos consignados às famílias, por meio do Auxílio Brasil, e às pequenas e microempresas, pelo Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), somada ao aumento do percentual de comprometimento da renda para até 40%, poderia ampliar o endividamento dos brasileiros, mas também o assédio moral e a sobrecarga de trabalho dos empregados da Caixa. Daniella Marques continuaLogo após a saída de Pedro Guimarães da presidência do banco, no dia 14 de setembro de 2022, a Contraf-CUT denunciou: “Caixa é usada para propaganda política”. O texto mostrava ainda que, além do uso político-eleitoral, a gestão de Daniella Marques impunha um “descabido aumento de metas de vendas” aos empregados. Nada para os empregadosNo segundo turno das eleições, no dia 19 de outubro de 2022, a Contraf-CUT no texto “Caixa reduz verbas para agências” denunciava que o banco buscava compensar a “mão-aberta” para os empréstimos eleitoreiros, com o corte de verbas para materiais essenciais ao funcionamento das agências. Após as eleições Em novembro de 2022, por ocasião da divulgação do balanço do terceiro trimestre da Caixa, a Contraf-CUT publicou um texto utilizando dados do próprio balanço do banco, no qual denunciava que o crescimento considerável de oferta de crédito que a Caixa Econômica, registrado no período, apontava para a instrumentalização do banco na tentativa frustrada de reeleger Bolsonaro. O texto mostrava ainda que esta política levou à queda do índice de liquidez de curto prazo, o que levou o banco a praticamente deixar de ofertar crédito após as eleições. *Fonte: Contraf-CUT
Mesa permanente de negociações sobre saúde será retomada

O Coletivo Nacional de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) vai se reunir, nesta segunda-feira (29) com a Comissão de Negociações da Federação Nacional dos Bancos (CN Fenaban) para retomar a mesa permanente de negociações sobre saúde. Durante a pandemia, a mesa permanente foi substituída por uma mesa específica sobre protocolos de segurança e prevenção à covid-19. O secretário de Saúde da Contraf-CUT, Mauro Salles, afirmou que é hora de buscar soluções para os desafios do setor. “Durante as campanhas nacionais, a saúde sempre foi um tema prioritário e continuou sendo debatido, mas agora é hora de avançar e buscar soluções para os desafios enfrentados pelo setor. O grande número de bancários adoecidos torna essas questões ainda mais urgentes”, afirmou Salles. O Coletivo de Saúde identificou algumas prioridades que serão abordadas na mesa permanente de negociações com a Fenaban. Mauro Salles destaca a necessidade da criação de canais de diálogo e acolhimento adequado. “É essencial que os bancos estabeleçam canais de comunicação efetivos com as entidades e os bancários, a fim de fornecer um acolhimento adequado. A avaliação é que, quando os bancários necessitam de tratamento de saúde, há desorientação, falta de informações corretas, dificuldade no fornecimento de documentação e descumprimento de cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT)”. Também necessário uma solução para o problema de endividamento devido ao adiantamento emergencial de salário nos períodos transitórios especiais de afastamento por doença. “É necessário discutir o parcelamento dos adiantamentos efetuados, garantindo que a parcela não ultrapasse 30% do salário dos bancários, a fim de evitar o endividamento excessivo”, explicou o secretário. O combate ao assédio moral e à pressão por resultados também faz parte da pauta. “Deve-se debater a cláusula 61 da CCT, que aborda os mecanismos de prevenção de conflitos nos ambientes de trabalho. É importante aprimorar esses mecanismos, incluindo a criação de canais específicos para denúncias, definição de fluxo de apuração transparente e participação dos sindicatos”, afirmou. Quanto ao Programa de Retorno ao Trabalho, conquista da categoria prevista na cláusula 43 da CCT, os trabalhadores que ficarem mais de 180 dias afastados, entram no programa automaticamente e os que ficarem menos de 180 dias, só entram no programa com indicação médica. “É fundamental garantir o cumprimento do acordado”, disse Salles. Mauro Salles destaca ainda o fornecimento de informações sobre a saúde dos bancários. “É necessário obter informações atualizadas e transparentes sobre a situação da saúde dos bancários, incluindo a elaboração de um relatório anual do PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional)”, explicou. Também foi convocada uma reunião prévia do Coletivo Nacional de Saúde, agendada para às 10h do mesmo dia, 29 de maio de 2023. A pauta será o debate será em busca de soluções concretas para as questões relacionadas à saúde dos bancários. *Fonte:Contraf-CUT
Contraf-CUT emite nota de repúdio à decisão de afastar Fukunaga da presidência da Previ

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) publicou uma nota de repúdio à decisão do juiz substituto da 1ª Vara Cível do Distrito Federal, Marcelo Gentil Monteiro. A decisão determina o afastamento do presidente da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ), João Fukunaga. Segundo a nota, a decisão atende ao pedido de um deputado e desrespeita os processos de elegibilidade do BB e da própria Previ, aprovados por órgão regulador. Segundo a nota, a decisão é política e sem base técnica. Além disso, é um ataque ao movimento sindical, já que Fukunaga é funcionário de carreira do Banco do Brasil, associado do Plano Previ e tem histórico de luta pelos direitos dos bancários nas entidades representativas da categoria. Confira a íntegra da nota: Nota de repúdio aos ataques à Previ A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) repudia decisão do juiz substituto da 1ª Vara Cível do Distrito Federal, Marcelo Gentil Monteiro, que atendeu a pedido de um deputado para afastar o presidente da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ), João Fukunaga, do cargo. Uma decisão que fere instâncias democraticamente instituídas como o Conselho Deliberativo do Banco do Brasil e a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), entidade pública responsável por gerenciar as operadoras de previdência privada no país, que habilitaram João Fukunaga para exercer o cargo. Todos os ritos de governança foram respeitados, desde a indicação até a posse de João Fukunaga, que atendeu às exigências previstas nos processos de elegibilidade tanto do Banco do Brasil, patrocinador do fundo de pensão, quanto da própria Previ. A decisão também é mais um ataque contra o movimento sindical, uma vez que Fukunaga, além de funcionário de carreira do Banco do Brasil e associado do plano Previ Futuro, tem histórico na luta pelos direitos dos trabalhadores bancários nas entidades representativas. A determinação pelo afastamento do dirigente, portanto, é absolutamente política, sem base técnica alguma. Além disso, coloca em risco o equilíbrio das instituições, desrespeitando órgãos reguladores, necessários para manutenção do sistema de freios e contrapesos, sem os quais não há Estado Democrático de Direito. Continuamos acreditando no Poder Judiciário e aguardamos pela revogação da liminar, dada a fragilidade jurídica da decisão que se configura como mais um ataque à Previ e ao futuro previdenciário de seus participantes. Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT)
Nova lei sobre racismo é tema de debate nesta sexta-feira (26)

Nesta sexta-feira (26) será realizado um debate sobre a nova lei número 14.532/2023, que tipifica o crime de injúria racial como uma modalidade de racismo. O secretário de Combate ao Racismo da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Almir Aguiar, está convidando a categoria bancária e toda a sociedade para o evento. “Queremos que a legislação combata, na prática, a discriminação racial. Basta de racismo!”, disse Almir Aguiar. Estão confirmados como palestrantes a secretária municipal de Meio Ambiente do Município do Rio de Janeiro, Tainá de Paula; o secretário Nacional de Combate ao Racismo do PT Martvos das Chagas; o vereador do Rio Edson Santos (PT) e o desembargador Siro Darlan, além do secretário de Combate ao Racismo da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Almir Aguiar. O encontro será realizado no auditório do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, a partir das 18h. O endereço é Avenida Presidente Vargas, 502, 21º andar. Fonte: Contraf-CUT e Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro
Contraf-Cut: dirigentes debatem prioridades do movimento sindical bancário em 2023 e aprovam balanço da entidade

A Direção Executiva Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) se reuniu para analisar os dados do balanço da entidade e debater sobre as prioridades do movimento sindical bancário em 2023. A reunião aconteceu na última terça-feira (23), em São Paulo. O balanço foi aprovado por unanimidade pelos membros da DN. O secretário de Finanças da Contraf-CUT, Luiz Cesar de Freitas, explicou que os demonstrativos já haviam sido aprovados pelo Conselho Fiscal e pela Executiva Nacional. “Os demonstrativos financeiros já haviam sido analisados e aprovados pelo Conselho Fiscal e pela Executiva Nacional. Convocamos os representantes das entidades e fizemos esta apresentação detalhada para a análise e deliberação final pela Direção Executiva Nacional, conforme determina nosso estatuto”, afirmou Luiz Cesar. A conjuntura social e política nacional também foi objeto de análise da Direção Nacional da Contraf-CUT, assim como outros temas de interesse da categoria e da classe trabalhadora. Segundo Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT, a classe trabalhadora, e principalmente as categorias do ramo financeiro, precisa focar sua atuação para obter avanços em temas prioritários. “Em 2022, assinamos um acordo de dois anos que já nos garante aumento real para este ano. Agora é fundamental concentrarmos nossa atuação em temas importantes não apenas para nós do ramo financeiro, mas para toda a classe trabalhadora, para ampliarmos o debate sobre a necessidade de uma reforma tributária que garanta mais justiça fiscal e social, com aumento da faixa de isenção do IR, tanto na tabela geral, quanto na específica da PLR”, disse a presidenta da Contraf-CUT. Juvandia também ressaltou a necessidade de manter a campanha pela redução da taxa de juros. “Também devemos continuar nossa campanha pela redução da taxa de juros e o debate sobre o papel do sistema financeiro e do crédito para a geração de emprego e renda, além de avançarmos rumo à organização do movimento sindical e outras questões que envolvem o futuro da categoria e do ramo financeiro”, completou Juvandia, acrescentando que estes também são os temas preliminares indicados para o debate na 25ª Conferência Nacional. A 25ª Conferência Nacional dos Bancários será realizada nos dias 4, 5 e 6 de agosto de 2023, em São Paulo, na quadra do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, no formato presencial. Antes disso, nos meses de junho e julho, os mesmos temas devem ser debatidos nas conferências estaduais/regionais. *Fonte: Contraf-CUT
Movimento sindical promove tuitaço contra abusos, demissões e fechamento de agências do Bradesco

Organizado nacionalmente, o movimento sindical promoveu um tuitaço, no final da manhã desta quarta-feira (24). O protesto foi pelo fechamento de agências, por segurança nas unidades de negócio, pelo fim das demissões e por mais contratações para melhorar o atendimento dos clientes e usuários do Bradesco. Com a hashtag #AvergonhaContinuaBradesco, o objetivo da mobilização foi expor a irresponsabilidade social do banco, que apesar de lucrar alto corta empregos e atende mal a usuários e correntistas. Foi registrado um forte engajamento e a mobilização ficou em quarto lugar entre os assuntos mais comentados durante a manhã. Além de denúncias de abusos, a mobilização nas redes sociais serviu para conscientizar a população sobre a realidade enfrentada pelos bancários. Vale lembrar que no primeiro trimestre deste ano, o balanço do banco registrou lucro de R$ 4,3 bilhões.
Caixa comunica contratação de 800 aprovados em concurso de 2014

A Caixa Econômica Federal enviou comunicado à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e à Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), informando que vai contratar 800 aprovados no concurso de 2014. O comunicado foi feito na noite desta terça-feira (23). A coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, lembrou que a recomposição do quadro é uma reivindicação antiga. “As empregadas e os empregados estão sobrecarregados. Há anos cobramos a recomposição do quadro de pessoal e, na nossa última reunião de negociação, ocorrida na sexta-feira (19), reiteramos a urgência do atendimento de nossa reivindicação, numa tentativa de sanar o problema de sobrecarga e dos costumeiros problemas de saúde que ela causa aos empregados. Além disso, com um quadro de trabalho maior, podemos atender melhor à população”, disse. Segundo o último balanço da Caixa,o banco encerrou o 1º trimestre de 2023 com 86.741 empregados, 109 a menos em um ano. Mas, além da queda no número de trabalhadores, houve aumento de aproximadamente cinco milhões de novos clientes no período, elevando, desta forma, o número de clientes a serem atendidos para 1.744 por empregado. Para o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, é preciso aumentar o teto de empregados. “Mais do que uma excelente notícia, a contratação de 800 aprovados no concurso é uma conquista do movimento. Com certeza ajuda a aliviar a sobrecarga. Mas é insuficiente para recompor o quadro de pessoal, que vem sendo reduzido no decorrer dos anos. Estas 800 contratações são bem-vindas, mas é preciso aumentar o teto de empregados e contratar mais”, afirmou Takemoto. Em 2014, quando o concurso foi realizado, a Caixa contava com 101.484 empregados. Considerando os números do balanço do primeiro trimestre de 2023, são 14.743 postos de trabalho a menos. *Fonte: Contraf-CUT
Após pressão do movimento sindical, Santander cancela patrocínio ao Campeonato Espanhol 2023/2024

Está confirmado: o banco Santander não será, na temporada 2023/2024, o detentor dos Naming Rights da LaLiga, campeonato espanhol de futebol. A informação foi confirmada nesta terça (23) pelo marketing da instituição. A medida foi tomada após a pressão nacional e internacional contra os atos de racismo cometidos pela torcida do Valencia, clube espanhol, contra o brasileiro Vinícius Junior, que repercutiram mundialmente. De acordo com o diretor de Marketing do Santander Brasil, Igor Pulga, a a falta de medidas concretas da LaLiga a fim de coibir atitudes discriminatórias de torcedores espanhóis também foi preponderante. “Esperamos que essa postura estimule outros patrocinadores a rever também os seus patrocínios à LaLiga. É preciso muita pressão e atingir as fontes de financiamentos de quaisquer instituições que se omitam ou permitam o racismo”, afirma Lucimara Malaquias, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados do Santander. Na última segunda (22), o movimento sindical questionou ao banco espanhol, através de uma carta de repúdio divulgada, qual medida seria adotada pela instituição. Vale lembrar que o Santander era o principal patrocinador do torneio, sendo detentor dos Naming Rights tanto da primeira quanto da segunda divisão do campeonato. “Avaliamos como positiva a decisão de cancelar o patrocínio da LaLiga, mas é importante que o banco siga se posicionando contrariamente a todas as formas de discriminação e de preconceitos, dentro e fora do banco, e intensifique a promoção da responsabilidade social e o seu papel como agente multiplicador nesta luta”, acredita Luciana.