Funcionários fazem manifestações em defesa do Saúde Caixa nesta segunda (30)

Empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal participam, nesta segunda (30), de manifestações em agências e departamentos administrativos do banco por todo o país. O movimento é devido ao impasse nas negociações para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do Saúde Caixa, cujo prazo termina em dezembro. Nas redes sociais também haverá manifestações, principalmente das 11h às 12h, horário em que está marcado um tuitaço com a hashtag #QueremosSaúdeCaixa . A orientação é para que todos que participem das manifestações usem roupas brancas, façam fotos e vídeos para postar as imagens nas redes sociais, usando a hashtag acima e marcando a Contraf-CUT (@Contraf_CUT) e a Caixa (@Caixa). A escolha do dia 30 é uma referência ao histórico 30 de outubro de 1985, quando praticamente 100% dos empregados da Caixa paralisaram as atividades, reivindicando jornada de seis horas e direito à sindicalização. Segundo a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) e do Grupo de Trabalho que discute soluções para o plano de saúde, Fabiana Uehara Proscholdt, as negociações para renovação do acordo começaram em junho. Mas a Caixa vem endurecendo as negociações e não se posiciona quanto à exclusão do teto de custeio do plano pelo banco, definido no estatuto da Caixa em 6,5% da folha de pagamentos. “Pior do que isso, o banco não apresenta propostas para o Saúde Caixa e se nega a negociar outras pautas enquanto não há acerto para o acordo do plano de saúde. Além disso, o banco apresentou projeções para o futuro do plano com pressões para o estabelecimento da cobrança por faixa etária”, criticou Fabiana. Para a coordenadora, “isso é um ataque aos princípios da solidariedade e ao pacto intergeracional do Saúde Caixa, que foi criado de forma que todos possam ter acesso ao plano, desde o início da carreira até à aposentadoria. A cobrança por faixa etária transforma o Saúde Caixa em mais um plano de mercado, inacessível aos empregados com mais idade e aos aposentados”. Sem qualquer tipo de negociação com os empregados e sua representação sindical, em 2017, a Caixa alterou seu Estatuto Social, impondo um teto de custeio que limita os gastos da empresa com a saúde dos seus empregados em até 6,5% da folha de pagamento. Entretanto, o ACT específico do Saúde Caixa define que o banco deve ficar com os 70% dos custos do plano de saúde. O teto de 6,5%, imposto pelo Estatuto, limita os gastos da Caixa e a impede de cumprir o modelo de custeio 70/30 (70% de responsabilidade do banco e 30% dos empregados) definido no ACT. Com isso, as despesas excedentes são transferidas para os empregados. Essa despesa vinha sendo coberta pelo fundo de reserva do plano, o que não poderá ser feito mais. As projeções realizadas pela Caixa apontam que o aumento médio das mensalidades dos empregados seria de 85% em 2023 e 107% em 2024. Desta forma, voltam as pressões para que a Caixa adote a cobrança por faixa etária, que foi implementada nas demais estatais por força da CGPAR 23. Só que a cobrança por faixa etária não resolve o problema da redução da participação da Caixa no custeio. Seu efeito seria a quebra dos princípios da solidariedade e do pacto intergeracional, instituídos desde a criação do plano para garantir o direito ao plano de saúde para as empregadas e empregados da ativa e aposentados. O Saúde Caixa foi concebido como uma política de assistência à saúde. Não é apenas um plano. Sua sustentabilidade passa pelo aumento da participação da Caixa no custeio e pela manutenção de seus princípios de solidariedade e do pacto intergeracional, para que se torne economicamente sustentável e financeiramente viável aos empregados.

Fórum: movimento sindical precisa estar forte para defender direitos dos trabalhadores

O Fórum Sindical Internacional sobre a Digitalização Financeira, em seu segundo dia, concluiu que é preciso fortalecer o movimento sindical para enfrentar as mudanças no mundo do trabalho provocadas pela digitalização. O fórum, que reúne representantes do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, México, Paraguai e Peru, está sendo realizado em São Paulo, na sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), e termina neste sábado (28). De acordo com a secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT e ex-presidenta da UNI Finanças Global, Rita Berlofa, “o processo de digitalização no sistema financeiro está reduzindo os empregos de qualidade, ampliando a terceirização de vagas e, com isso, reduzindo salários em todos esses países.” Sergio Garcion Torres, representante da Argentina, de La Bancária Sociedad de Empleados de Banco, disse que em seu país, há dez anos, um trabalhador bancário administrava, em média, 360 contas. Hoje em dia, cada trabalhador bancário administra cerca de 1.390 contas. “Essa mudança ocasionou uma transferência de recursos não para os trabalhadores, que passaram a cuidar de mais clientes, mas para o setor empresarial”, explicou Garcion. Já a secretária General do Sindicato Único Nacional de Trabajadores de Nacional Financiera (SUNTNAFIN) do México, Jocabeth Galindo Diego, destacou a necessidade de ampliar o diálogo com os jovens. “O que vemos são os aposentados lutando contra a retirada de direitos, mas não vemos os jovens. E isso acontece porque os jovens já entram no banco com todos os direitos e, por isso, no sabem o quanto foi preciso lutar para conquistá-los”, afirmou Jocabeth. A importância da formação sindical também foi ressaltada durante o fórum, como método para reforçar na sociedade a conscientização sobre a importância dos movimentos trabalhistas na defesa e garantia de direitos. E também como uma maneira de aumentar o ingresso de sindicalizados nas entidades. A representante da Contraf-CUT explicou que a classe trabalhadora “não pode aceitar que a digitalização do sistema financeiro tenha, como consequências, o fim do emprego de qualidade, como assistimos em todo o mundo. “Por isso, eventos como este fórum internacional são muito importantes porque, nesta troca, somos capazes de articular nossa luta em âmbito local e mundial. Entre as medidas que defendemos, estão redução da jornada de trabalho, fortalecimento dos sindicatos e valorização dos acordos coletivos. Não teremos um mundo melhor e mais seguro para todos e todas, sem essas mudanças”, concluiu Rita Berlofa. *Foto: Seeb/SP

Senado realiza audiência pública sobre adoecimento dos bancários

A pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), foi realizada uma audiência pública pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal, nesta quinta-feira (26), sobre as condições as condições de trabalho nos bancos e os índices de adoecimento dos bancários. A solicitação foi feita à senadora Augusta Brito e a presidenta da Contraf-CUT e vice-presidenta da CUT Nacional, Juvandia Moreira ressaltou a importância de ter uma mulher conduzindo o trabalho. “Nos sentimos representadas. Somos 52% da população brasileira e no parlamento temos uma presença pequena ainda. Nós esperamos que essa realidade mude e que, de fato, todos os espaços representem o que é a sociedade brasileira”, afirmou Juvandia. A senadora explicou que o debate foi importante para a construção de ações de combate à violência contra as mulheres. Ela lamentou que algumas pautas sempre prejudiquem as mulheres. “Ela [a mulher] é sempre julgada, em qualquer espaço que seja, e percebi que também entre os bancários isso acontece. Como ela se veste, como pinta o cabelo, se faze a unha, se fala alto, se fala baixo, como se comporta. Esse julgamento sobre nós, mulheres, e a nossa participação, seja em qual espaço for, é um fator que adoece, por ser uma grande violência contra nós”, afirmou. Juvandia falou também sobre a importância de debater o tema no Senado e lembrou que os trabalhadores do ramo financeiro têm uma mesa única de negociação para debater a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que é complementada por reuniões temáticas para acompanhar a evolução dos problemas de saúde na categoria. Já o secretário de Saúde da Contraf-CUT, Mauro Salles, disse que a audiência é importante também pela falta de visibilidade do tema. “É um tema que não tem a visibilidade necessária, não só na nossa categoria, mas em toda a sociedade. Acidente de trabalho e doenças ocupacionais não têm a visibilidade necessária e mata mais do que outras doenças”, ressaltou. Assédio A diretora de Políticas Sociais da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Rachel de Araújo Weber, apresentou uma pesquisa mostrando o agravamento da situação de saúde dos empregados da Caixa, entre 2018 e 2022. Pesquisadora da Fundacentro, Maria Maeno, lembrou que “para muitos segmentos sociais, os bancários podem parecer trabalhadores privilegiados, na comparação com outros, que enfrentam perigos e insalubridade tradicionais. No entanto, estudos mostram que os trabalhadores do banco, ao longo dos últimos mais de 30 anos, são vítimas diretas de sistemas econômico-financeiros onipresentes em nossa sociedade, que também penalizam a maioria dos segmentos sociais”. Para a procuradora do Trabalho Cirlene Luiza Zimmermann, representante da Coordenadoria Nacional de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho (Codemat), do Ministério Público do Trabalho (MPT), “a saúde dos trabalhadores dessa categoria é algo que nos tem preocupado muito, especialmente num cenário em que o setor é ainda caracterizado com um grau de risco 1, mesmo sendo o oitavo setor com o maior número de afastamento acidentários pelo INSS”. Também presente à audiência, a auditora-Fiscal do Trabalho Odete Reis, representante do Ministério do Trabalho e Emprego, disse que, até o ano passado, nunca tinha visto um programa de saúde e segurança do trabalho que abordasse fatores de risco psicossociais. “Por isso, precisamos chamar atenção para o assédio moral organizacional, que é a forma de gestão adotada pela empresa, pautada por cobrança de metas abusivas e aspectos que geram adoecimento dos trabalhadores”, disse. Já Luciene de Aguiar Dias, coordenadora-geral de Vigilância em Saúde do Trabalhador do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador, do Ministério da Saúde, lamentou a falta de eficácia do método de trabalho para o controle de notificações de doenças dos trabalhadores nos últimos anos. “Para debater a questão do adoecimento dos trabalhadores do setor bancário, demanda uma abordagem muito maior do que a abordagem atual. Também é preciso fazer o reconhecimento de que a saúde no trabalho é um direito humano”, afirmou.

Federa-RJ leva palestra sobre ramo financeiro ao Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense

A Federa-RJ realizou uma palestra sobre ramo financeiro, nesta quarta-feira (25), na sede do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense. Os dirigentes sindicais que não puderam comparecer ao sindicato, participaram de forma online. Dividida em módulos, a palestra foi apresentada pelo secretário executivo do Ramo Financeiro da Federa-RJ, Carlos Arthur (Boné), e por Millena Alves, técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), da subseção da Federação. Segundo o secretário executivo e de Formação da Federa-RJ, Luiz Otávio, o objetivo é iniciar o debate em todos os sindicatos da base da Federação e levar conteúdo para aperfeiçoar ações e debates sobre como melhor atuar na construção do ramo financeiro. “Com isso, acreditamos que vamos conseguir maior representatividade para lutar pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras”, afirmou. O presidente do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense e vice da Federa-RJ, Júlio Cunha, agradeceu e reconheceu a importância do debate.

Santander: balanço aponta lucro de R$ 7,2 bilhões em nove meses

De acordo com o balanço do terceiro trimestre, o Santander alcançou lucro líquido recorrente de R$ 7,2 bilhões nos nove primeiros meses deste ano.  Houve queda de 36% em relação ao mesmo período de 2022, e crescimento de 18,2% no trimestre. O lucro líquido recorrente no terceiro trimestre foi de R$ 2,7 bilhões, frente aos R$ 2,3 bilhões do trimestre anterior. A apuração pelo lucro líquido recorrente exclui efeitos extraordinários. O balanço aponta ainda que a rentabilidade (retorno sobre o patrimônio do banco – ROE) foi de 13,1%, o que representou uma baixa de 7,4 pontos percentuais (p.p.) em 12 meses. No Brasil, até setembro de 2023, o lucro do banco representou 17,5% do lucro global, que foi de € 8,143 bilhões, com alta de 11,3% em 12 meses. Segundo a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Wanessa de Queiroz, o lucro poderia ter sido maior. “A primeira observação é que o banco teve um lucro altíssimo de R$ 7,2 bilhões em nove meses. E esse lucro poderia ser ainda maior, mas o banco, mesmo com uma taxa de inadimplência de apenas 3% e em queda, optou por aumentar a provisão para créditos de liquidação duvidosa, a chamada PDD. E isso impacta negativamente no resultado”, explicou Wanessa. Quanto à criação de empregos, Wanessa criticou o balanço. Segundo dados apresentados pelo Santander, a holding encerrou o terceiro trimestre com 55.739 empregados, 4.525 postos de trabalho a mais do que tinha no final de setembro de 2022 e 568 a mais do que tinha em julho deste ano. Wanessa explicou que estes números são referentes ao grupo Santander, “incluindo bancários que trabalham nas outras empresas do grupo, que o banco insiste em falar que não são bancários. Mas, na hora do balanço, para dizer que está criando novas vagas, estes trabalhadores são incluídos no total. O banco deveria divulgar quem ele considera bancário separado de quem ele não considera bancário”. “Estes trabalhadores são precarizados e a Justiça vem dando decisões contra as terceirizações ilegais promovidas pelo Santander”, observou a coordenadora. Tudo pelo lucro A secretária de Relações Internacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Rita Berlofa, que também é bancária do Santander, lamenta que o banco continue demitindo os trabalhadores, apesar o lucro altíssimo. “Não podemos aceitar que o Santander coloque sua ganância por lucros cada vez maiores em prejuízo dos trabalhadores, que estão sobrecarregados e adoecidos devido à cobrança abusiva de metas inatingíveis que são impostas pelo banco”, disse Rita. A dirigente ressaltou que os avanços tecnológicos não podem ser usados apenas em benefício do banco, precisam também favorecer os trabalhadores e a sociedade. “Precisa haver uma contrapartida social das empresas, e neste caso do Santander, para a manutenção do emprego e da economia. A solução passa pela redução da jornada de trabalho, pela semana de quatro dias, enfim, o trabalhador e a sociedade também têm que usufruir dos benefícios dos avanços tecnológicos. Eles não podem ser apropriados apenas pelos donos do capital”, afirmou. Segundo Rita, “o Santander, ao invés de melhorar as condições de trabalho e valorizar seus funcionários, caminha no sentido contrário. Demite seus funcionários e os recontrata de forma terceirizada em outras empresas de sua holding, para poder pagar salários menores e reduzir os direitos que são garantidos pela CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) da categoria bancária”. Veja, abaixo, a tabela do Santander, referente ao terceiro trimestre de 2023:

Troca na presidência da Caixa não agrada movimento sindical

A substituição de Rita Serrano por Carlos Antonio Vieira Fernandes na presidência da Caixa Econômica Federal recebeu críticas do movimento sindical. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (25), pelo Palácio do Planalto em uma nota oficial. A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) lembrou que as mulheres foram responsáveis por cerca de 60% dos votos de Lula nas últimas eleições. Segundo ela, trocar uma mulher por um homem não foi bom. Juvandia ressaltou que será uma mulher a menos no governo. “Não vamos aceitar que a política do governo passado seja implementada na empresa, como o desmonte da empresa e da sua função de banco público. Nem retrocessos na política da gestão de pessoas”, afirmou Juvandia. Fabiana Uehara Proscholdt, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, também criticou a saída de Rita, que vinha tentando mudar o cenário de assédio implementado no banco na gestão anterior. “Após as drásticas gestões do banco durante o governo anterior, que implementou uma política de assédio moral e sexual contra as empregadas e empregados, Rita vinha tentando mudar e melhorar o cenário. Tínhamos nossas críticas, mas a gestão era aberta ao diálogo”, lamentou a coordenadora. Fabiana explicou que as mudanças demoram a acontecer em uma  instituição como a Caixa. “Infelizmente ocorreu a substituição quando as mudanças estavam em andamento”, disse a coordenado, ressaltando ainda que a Caixa não deveria ser usada como moeda de troca. O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Sergio Takemoto, também criticou a mudança. “A Fenae, em defesa dos seus empregados e do crescimento do banco como motor para geração de emprego e renda seguirá atenta contra a entrega da Caixa àqueles que enxergam a instituição como moeda de troca, com a promoção de interesses pessoais e de seus aliados”, afirmou o presidente da Fenae, Sergio Takemoto.

Programa de metas do Santander será debatido em reunião com a COE

A cobrança excessiva de metas vem afetando a saúde dos trabalhadores da categoria bancária. Por isso, no próximo dia 13 de novembro, será realizada uma reunião da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander e representantes do banco, em um Grupo de Trabalho (GT) de saúde, onde serão discutidos os programas de metas. No encontro, serão apresentadas as reivindicações e as queixas dos empregados sobre a cobrança exagerada no cumprimento de metas. Segundo as informações, o banco tem metas mensais, bimestrais e semestrais. Porém, os gestores usam os aceleradores para exigir que os trabalhadores cumpram além do que foi estabelecido e ainda entreguem resultados antes do final do mês. Os trabalhadores reclamam que essa cobrança excessiva gera uma série de impactos negativos na saúde mental. O resultado é que muitos ficam doentes, com transtorno de ansiedade, depressão, síndrome do pânico e síndrome de burnout. A coordenadora da COE Santander, Wanessa de Queiroz, ressaltou que entre os objetivos do GT de saúde, além de reforçar as denúncias dos trabalhadores, está a apresentação, por parte do banco, dos programas de metas. “Queremos melhores condições de trabalho, para evitar adoecimentos nos trabalhadores”, concluiu Wanessa.

Governo substitui Rita Serrano por Carlos Vieira na presidência da Caixa

No cargo desde janeiro, Rita Serrano foi demitida da presidência da Caixa Econômica Federal, na manhã desta quarta-feira (25), durante reunião no Palácio do Planalto. Rita é funcionária de carreira da Caixa desde 1989. O novo presidente será o economista, também funcionário da Caixa, Carlos Antonio Vieira Fernandes. Diretor da Funcef, fundo de pensão da Caixa, de 2016 a 2019, Vieira já ocupou cargos de confiança em ministérios de partidos do Centrão. Ele foi secretário-executivo dos ministérios das Cidades e da Integração Nacional durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff. A troca no comando da Caixa vinha sendo solicitada há algum tempo pelo Centrão, grupo de partidos que apoia o governo federal em troca de cargos e que também pretendem indicar os substitutos das vice-presidências da instituição. O Palácio do Planalto divulgou uma nota oficial. Confira: Nomeação de novo presidente da Caixa Econômica Federal O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta quarta-feira (24/10), com a presidenta da Caixa Econômica Federal, Rita Serrano, e agradeceu seu trabalho e dedicação no exercício do cargo. Serrano cumpriu na sua gestão uma missão importante de recuperação da gestão e cultura interna da Caixa Econômica Federal, com a valorização do corpo de funcionários e retomada do papel do banco em diversas políticas sociais, ao mesmo tempo aumentando sua eficiência e rentabilidade, ampliando os financiamentos para habitação, infraestrutura e agronegócio. Na gestão de Serrano foram inauguradas 74 salas de atendimento para prefeitos em todo o país, cumprindo um compromisso de campanha. O governo federal nomeará o economista Carlos Antônio Vieira Fernandes para a presidência do banco, dando continuidade ao trabalho da Caixa Econômica Federal na oferta de crédito na nossa economia e na execução de políticas públicas em diversas áreas sociais, culturais e esportivas. Secretaria de Imprensa SECOM *Foto: Câmara dos Deputados

Debate sobre violência contra a mulher lota auditório do sindicato

Bancárias e bancários lotaram o auditório do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, na noite desta terça-feira (24) para assistir ao debate sobre o Programa de Combate à Violência Contra a Mulher, o “Basta!”. O evento começou às 19h e, durante todo o tempo, prendeu a atenção de mulheres e homens, que permaneceram atentos à palestra sobre a discussão de violência e igualdade de gênero. A presidenta da Federa-RJ, Adriana Nalesso, explicou que esse assunto está na ordem do dia e precisa ser olhado com responsabilidade. “Combater toda e qualquer forma de violência é nossa missão”, afirmou Adriana. Responsável pela implantação do projeto nos sindicatos, a advogada Julia Alexim ressaltou que esse debate realizado nas bases da Federa-RJ ajuda a apresentar e expandir o projeto. Esse debate é um desdobramento do Curso Lideranças Femininas e tem o objetivo de esclarecer como a vítima deve proceder em caso de violência.

Audiência pública sobre adoecimento dos bancários será nesta quinta (26) no Senado Federal

As condições de trabalho insalubres nos bancos e o alto índice de adoecimento da categoria bancária serão temas de uma audiência pública, nesta quinta-feira (26), na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal. A audiência acontece depois que a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) ter enviado ofício ao Senado denunciando a situação e pedindo providências. Além da Contraf-CUT, também estarão presentes representantes do Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério Público do Trabalho, Ministério da Previdência Social (INSS), Ministério da Saúde, Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), além de outras entidades sindicais. A presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, falou sobre a importância da audiência para que a população conheça a realidade da categoria. “Precisamos acabar com os geradores do adoecimento que, sabemos, está ligado ao assédio moral e à cobrança abusiva de cumprimento de metas inatingíveis. Para isso, é fundamental que a população também conheça essa realidade dos bancos e os pressione a mudar”, afirmou  Juvandia. Para Mauro Salles, secretário de Saúde da Contraf-CUT, também falou sobre a questão do assédio. “Nossa categoria enfrenta problemas gravíssimos de saúde, com nível de adoecimento muito elevado. Dentro das agências envidraçadas com layout bem cuidado os bancários vivem dramas cotidianos. Os dados disponíveis, mesmo com a notória a subnotificação no Brasil, são alarmantes e mais elevados que a média das demais categorias”, pontuou Salles. Os índices Mesmo representando apenas 1% do emprego formal no Brasil, a categoria bancária conta com 24% dos afastamentos acidentários (B91) por doenças mentais e comportamentais no país, percentual que era de 12% em 2012. Nos últimos cinco anos, o número de afastamentos nos bancos aumentou 26,2%, enquanto no geral, essa variação foi de 15,4%. Isso significa que entre os bancários a variação foi 1,7 vezes maior do que na média dos outros setores. As doenças mentais e comportamentais passaram de 30% em 2012 para 55% em 2021 e as doenças nervosas saíram de 9% para 16%. Entre 1996 e 2005 foi registrado um suicídio a cada 20 dias entre os bancários. Muitas vezes, nos próprios locais de trabalho. As ações judiciais individuais e coletivas têm condenado os bancos em relação à pressão exagerada por resultados. Segundo Salles, isso mostra que o assédio moral virou ferramenta de gestão, comprovando que o adoecimento tem clara relação com as metas abusivas e o assédio moral. *Foto de Jonas Pereira/Agência Senado