Empregados da Caixa levam reivindicações à representante no Conselho de Administração

A conselheira representante dos trabalhadores no Conselho de Administração (CA) da Caixa Econômica Federal, Fabiana Uehara, participou de uma série de reuniões com empregadas e empregados do banco, de São Paulo, no último dia 5 de dezembro. Durante os encontros foram discutidos temas como condições de trabalho, mudanças nos modelos de atuação e impactos de programas recentes sobre o dia a dia nas unidades. Além dos trabalhadores, também participaram das reuniões dirigentes da Fenae, da Apcef/SP e da Agecef/SP. Entre os temas, destaque para o Super Caixa, os problemas enfrentados pelo segmento Pessoa Jurídica (PJ) e os desafios do atendimento digital. A conselheira observou que as reuniões evidenciaram a necessidade do diálogo permanente. “As contribuições mostram que há conhecimento, compromisso e vontade de fazer a Caixa funcionar melhor. Cabe à empresa transformar essa escuta em mudanças concretas, valorizando quem sustenta o banco todos os dias”, concluiu Fabiana. *Fonte: Contraf-CUT
Movimento sindical lança campanha para promover mudanças no Super Caixa

A campanha “Vendeu/Recebeu” está sendo lançada, nesta segunda-feira (15), pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), pela Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) e pelas Apcefs. A iniciativa chega acompanhada de um abaixo-assinado que reivindica mudanças no atual regramento do Super Caixa, programa de premiação da rede de varejo e atacado do banco, responsável pelo pagamento por desempenho dos empregados. A medida visa envolver os empregados na luta por mudanças nas regras do Super Caixa, que vem gerando insatisfação desde o seu lançamento. O Super Caixa substitui mecanismos anteriores, como o Bônus Caixa e o TDV (Time de Vendas). O programa foi criado para incentivar empregados da rede de varejo e atacado da Caixa Econômica Federal a comercializarem produtos de seguridade (seguros, previdência, consórcios, capitalização etc.) nas redes de Varejo e Atacado, premiando empregados “indicadores” e gestores que superarem metas estabelecidas (bloco sinergia). Também é um programa de premiação de gestores da rede de Varejo e Atacado por desempenho superior, considerando experiência do cliente, resultado financeiro e fidelização de clientes. Porém, o modelo vigente gera sensação de desvalorização e incerteza. Muitos empregados relatam que o esforço não é recompensado de forma proporcional, o que impacta na motivação, no bem-estar e até na qualidade do atendimento. A mudança é necessária para garantir mais equilíbrio e transparência para os empregados. *Fonte: Contraf-CUT
Santander terá agenda de final de ano para empregados

O expediente de final de ano para as trabalhadoras e os trabalhadores do Santander seguirá uma agenda específica, divulgada pelo banco. Nos dias 24 e 31 de dezembro a jornada será até o meio-dia (12h). De acordo com orientação do banco, ao bater o ponto eletrônico, nessas datas, os funcionários devem escolher nas justificativas a opção “OUTROS ABONOS” e, no espaço para indicar o motivo, escrever “Expediente final do ano”. Para quem precisar trabalhar mais de quatro horas, o banco orienta ainda que será obrigatório realizar o intervalo. Caso o funcionário tenha combinado com a liderança a ausência nos dias 24 e 31 de dezembro, a orientação é que utilize a opção “DESMEMBRAR” no ponto eletrônico e, em seguida: – Até às 12h: justificar como “HORAS COMPENSADAS”– Após às 12h: justificar como “OUTROS ABONOS” Atendimento ao público, de acordo com o Banco Central e a Fenaban: 24/12:– Estados com horários iguais ao de Brasília-DF – 9h às 11h– Estados com diferença de 1 hora em relação a Brasília-DF – 8h às 10h (horário local) ou 9h às 11h (horário de Brasília)– Estados com diferença de 2 horas em relação a Brasília-DF – 8h às 10h (horário local) ou 10h às 12h (horário de Brasília) 31/12:Não haverá atendimento ao público, sendo necessário manter apenas as rotinas internas nas agências. *Fonte: Contraf-CUT
Movimento sindical aponta falta de transparência e aumento de pressão no Super Caixa

As entidades de representação das empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal continuam criticando o Super Caixa, programa implementado pelo banco para o 2º semestre de 2025. Apresentado como “prêmio por liberalidade”, o modelo alterou regras de habilitação, cálculo e distribuição da premiação, ampliou exigências e dificultou ainda mais o acesso ao benefício, principalmente para quem atua diretamente nas agências. A Confederação Nacional das Trabalhadoras e Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) vem denunciando, através da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, federações e sindicatos, que o programa aumenta a pressão sobre as equipes. Além disso, o modelo baseia-se em indicadores complexos, penaliza unidades inteiras e impacta diretamente a renda de trabalhadoras e trabalhadores, sem que tenha havido qualquer negociação coletiva prévia. “O Super Caixa não reconhece a realidade de quem trabalha na ponta. É inadmissível que um programa que impacta a renda de milhares de empregados seja construído sem negociação, com regras que penalizam quem já sofre com sobrecarga e falta de pessoal”, afirma o coordenador da CEE/Caixa, Felipe Pacheco, acrescentando que o modelo precisa ser revisto para garantir justiça e transparência. Diante das inconsistências e dos impactos negativos do modelo, a Contraf-CUT, por meio da CEE/Caixa, segue cobrando:• Negociação efetiva das regras;• Simplificação dos critérios;• Transparência nos indicadores;• Proteção à saúde mental;• Previsibilidade na remuneração;• Respeito às condições de trabalho da categoria. *Fonte: Contraf-CUT
Proposta do BB para fortalecer a Cassi fica abaixo do esperado pelos trabalhadores

Nesta quarta-feira (10), representantes das entidades que compõem a comissão de negociação da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) e a direção do BB se reuniram para debater o fortalecimento financeiro da entidade. Os trabalhadores pediram ao banco o adiantamento de dez valores referentes ao 13º salário e a antecipação das despesas administrativas, referentes aos 12 meses de 2026, já em janeiro. O pedido foi negado pelos representantes do banco, cuja contraproposta previa apenas a antecipação de três valores do 13º salário, sem o adiantamento das taxas administrativas. A justificativa é que já seria suficiente para a construção conjunta de uma proposta futura a ser apresentada e aprovada pelo corpo de associados. Segundo a direção da Cassi, esses valores cobririam o caixa até julho de 2026. Porém, os representantes das entidades temem que esse prazo não será suficiente para uma proposta de equalização das contas, que demanda medidas complexas. *Fonte: Contraf-CUT
Saúde Caixa: déficit mostra que aprovação do ACT foi decisão acertada

Composto por representantes dos empregados e da direção da Caixa Econômica Federal, o Grupo de Trabalho (GT) Saúde Caixa se reuniu para debater o acompanhamento trimestral do plano e os números projetados até novembro. O coordenador da representação das empregadas e dos empregados no GT, Leonardo Quadros, explicou que segundo as informações compartilhadas pelo banco, o resultado projetado para 2025 indica um déficit de aproximadamente R$ 560 milhões, considerando as receitas e despesas acumuladas. Até novembro, as despesas totais já somavam R$ 4,005 bilhões, contra R$ 3,445 bilhões em receitas. Com esses resultados, a representação dos empregados ressaltou que a aprovação do novo ACT foi fundamental para impedir que o desequilíbrio financeiro fosse transferido para as trabalhadoras e trabalhadores. O acordo garantiu reajuste zero para titulares e dependentes; manutenção dos limites de coparticipação e do teto anual; e mecanismos de governança e transparência que ampliam o acompanhamento do plano. “O Saúde Caixa é uma conquista histórica, e seu equilíbrio depende de responsabilidade, diálogo e compromisso da empresa com a saúde de quem constrói o banco todos os dias”, destacou Leonardo Quadros. O coordenador reforçou a necessidade do fim de do teto de gastos da Caixa com a saúde dos empregados, fixado no Estatuto Social da Caixa em até 6,5% da folha salarial. “Somente com o fim do teto, o modelo de custeio 70/30 poderá ser aplicado de forma plena, para que nosso plano de saúde tenha viabilidade financeira”, afirmou o coordenador. A retomada das negociações sobre o fim do teto de gastos da Caixa com a saúde dos seus empregados e a igualdade de direitos após a aposentadoria para quem foi contratado a partir de setembro de 2018 está prevista para fevereiro de 2026. *Fonte: Contraf-CUT
Movimento sindical orienta que empregados não assinem termo enviado pela Caixa

A Caixa Econômica Federal está disponibilizando para assinatura dos empregados, o Termo de Ciência e Aceite – Opção pelo Intervalo para Repouso e Alimentação. Entretanto, não houve qualquer comunicação prévia ao movimento sindical, provocando a manifestação de grave preocupação na Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), através da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa. De acordo com matéria publicada pela Contraf-CUT, o documento é apresentado de forma individual aos trabalhadores como um formulário eletrônico. Nele, o empregado “manifesta expressamente seu desejo” de aderir ao intervalo intrajornada previsto no Acordo Coletiva do Trabalho (ACT) 2024–2026, reproduzindo trechos da cláusula coletiva. O documento afirma ainda que essa manifestação “ratifica os intervalos já usufruídos, desde a vigência do ACT 2020/2022” e que a adesão deve ser “acordada com o gestor”, sendo considerada válida com a homologação mensal do ponto eletrônico. A CEE entende que o texto do documento extrapola o que foi negociado nas mesas coletivas, introduzindo interpretações indevidas e criando potenciais riscos para os trabalhadores. Segundo parecer técnico da assessoria jurídica da Contraf-CUT, o termo apresentado pelo banco contém elementos que não encontram respaldo jurídico nem estão previstos no ACT. Devido às irregularidades apontas, segue a orientação da Contraf-CUT: “Os trabalhadores só devem firmar documentos que tenham sido analisados e validados pelas entidades sindicais. É assim que garantimos segurança jurídica e proteção de direitos. Nesse caso, a orientação é: não assine”, explica o coordenador da CEE, Felipe Pacheco. *Fonte: Contraf-CUT
Trabalhadores do Santander recebem a segunda parcela do 13º e o salário dia 19

A segunda parcela do 13º e o salário dos funcionários do Santander serão depositados no próximo dia 19. A antecipação foi anunciada pelo banco. Os valores vão ser divulgados no Portal Pessoas ou no app Santander, a partir do dia 18. *Fonte: Contraf-CUT
Centrais sindicais realizam protesto contra alta da Selic

As centrais sindicais marcaram um ato para esta terça-feira (9) em frente ao Comitê de Política Monetária (Copom), em São Paulo. A manifestação é pela redução da taxa básica de juros (Selic), que atualmente está em 15%, maior nível alcançado em 20 anos. O Copom define a Selic com base na avaliação do cenário econômico e na inflação. As reuniões acontecem a cada 45 dias. O Comitê já deu indícios de que deve manter a taxa básica de juros em 15% na reunião que acontece nesta semana. Para manter a Selic elevada, o Copom argumenta que é necessário controlar a inflação. Porém, o uso da taxa básica de juros para controlar a inflação é bastante questionado, já que os registros dos últimos anos apontam que o aumento de preços de bens e serviços seguem sob controle. *Fonte: Contraf-CUT
Comissão de Trabalho aprova volta de assistência sindical em rescisões trabalhistas

O Projeto de Lei que resgata a obrigatoriedade da assistência sindical nas rescisões de contrato de trabalho para empregados com mais de um ano de serviço foi aprovado, nesta quarta-feira (3), pela Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados. A iniciativa restabelece garantias essenciais no momento da rescisão contratual. O projeto determina que o termo de rescisão de trabalhadores com mais de um ano só será válido se homologado pelo sindicato da categoria ou, na impossibilidade, pelo Ministério do Trabalho. O texto aprovado prevê, ainda, procedimentos mais claros sobre prazos, transparência documental, multas por atraso no pagamento das verbas rescisórias, consignação de valores em caso de falecimento do trabalhador e reforça a necessidade de intervenção sindical prévia em dispensas imotivadas individuais, plúrimas ou coletivas. “A aprovação do projeto é um passo importante para recuperar um mecanismo essencial de proteção, especialmente em um momento em que trabalhadores enfrentam crescente desigualdade de poder nas negociações com as empresas e se contrapor às maldades da reforma trabalhista”, ressaltou Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidenta CUT Brasil. *Fonte: Contraf-CUT *Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil