Atualização da NR-1 já está em vigor

A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) entrou em vigor nesta terça-feira (26). A medida amplia a responsabilidade das empresas sobre a saúde mental dos trabalhadores e fortalece a fiscalização das condições de trabalho no país. Aprovada em 2024, a atualização da NR-1 determina que chamados riscos psicossociais passem a integrar oficialmente o gerenciamento de riscos ocupacionais das empresas. A partir de agora, entram no radar da fiscalização as metas abusivas, jornadas exaustivas, assédio moral e sexual, pressão excessiva, sobrecarga, conflitos interpessoais e falhas na organização do trabalho. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), as empresas deverão incluir os riscos psicossociais em seus Programas de Gerenciamento de Riscos (PGR), adotando medidas concretas para prevenir o adoecimento relacionado ao trabalho. O MTE esclarece que a fiscalização poderá analisar metas, jornadas, cobranças, canais de denúncia, processos internos e relações entre chefias e funcionários. “A entrada em vigor da nova NR-1 abre uma importante discussão sobre a responsabilidade das empresas pelo adoecimento mental relacionado ao trabalho. A participação dos trabalhadores e das entidades sindicais será decisiva para impedir que a norma seja reduzida a um simples protocolo empresarial, sem mudanças reais nas condições de trabalho”, observou o secretário de Saúde da Contraf-CUT, Mauro Salles. *Fonte: Contraf-CUT

Sindicato apresenta estudo sobre saúde mental do bancário na 6ª Conferência Estadual

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense participou, neste fim de semana (22 e 23/5), da 6ª Conferência Estadual da Federa-RJ. Representando o sindicato na mesa de Saúde, o Prof. Dr. Fernando Faleiros apresentou o estudo sobre Saúde Mental dos Trabalhadores Bancários, realizado no Sul Fluminense em uma parceria entre o sindicato e a Universidade Federal Fluminense. A mesa também contou com a presença de Douglas Gil, diretor do sindicato. O estudo traça um Raio-X do Trabalhador Bancário do Sul Fluminense, com uma amostra clínica de 658 profissionais, sendo 54,9% de mulheres, maioria entre 40 e 59 anos. Desse total, 91,8% possuem Ensino Superior. Dentro deste universo, 49,2% já registraram ao menos um afastamento médico ao longo da carreira bancária. outro dado importante é que 36,9% de todos os afastamentos registrados foram motivados por transtornos psíquicos. O estudo mostra ainda que 19,6% da força de trabalho ativa possui, atualmente, um diagnóstico psiquiátrico estabelecido. A conclusão é que o volume de transtornos mentais deixou de ser uma anomalia estatística para se tornar uma característica intrínseca do setor. O estudo destaca, ainda, que o adoecimento é visto pelo sistema como sinal de fraqueza ou falta de comprometimento com as metas. Com isso, 36,9% dos trabalhadores já tiveram atestados médicos em mãos, mas escolheram não apresenta-los com medo de não ter apoio e sofre algum tipo de punição velada. Segundo o estudo, oito em cada dez bancários trabalham em estado de esgotamento profissional grave ou crítico. A fadiga mental superou amplamente os danos físicos históricos da profissão. Para enfrentar a situação, o estudo ressalta que é preciso quebrar o silêncio, debatendo a saúde mental em todos os locais de trabalho e desmantelando ativamente o estigma tóxico associado aos atestados médicos. O estudo também conclui que ações paliativas de bem-estar não bastam, é preciso intervir de forma direta e incisiva nas condições e na organização mecânica do trabalho, revendo metas, pausas e ritmos. Além disso, é necessário construir redes de confiança, desenvolvendo uma autêntica cultura organizacional que reflita verdadeiro comprometimento com a qualidade de vida. Um ambiente onde a gestão e as lideranças acolham o trabalhador vulnerável, em vez de puni-lo sistematicamente.

Atenção: pedido urgente de doação de sangue

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense pede a todos os bancários que doem sangue para o amigo André Luis de Carvalho Gomes, que se encontra internado no CTI do Complexo Hospitalar de Niterói (CHN). André precisa com urgência dessa ajuda. Os tipos sanguíneos pedidos são A positivo, O positivo e O negativo. As doações podem ser feitas no CHN – Unidade IV. O endereço é Rua Almirante de Teffé, 594, Centro de Niterói. A doação também pode ser feita na Unidade Nova Iguaçu, na Rua Cirilo, 183, Juscelino, Mesquita, Rio de Janeiro. Confira os dados no card abaixo:

Coletivo Nacional de Saúde traça metas para enfrentar adoecimento dos trabalhadores

Na última quinta-feira (27), o Coletivo Nacional de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) fez uma reunião de planejamento. O compromisso do Coletivo é fortalecer a defesa da saúde dos trabalhadores e trabalhadoras do sistema financeiro, em um cenário marcado por profundas transformações no setor bancário. “Em um contexto em que a intensificação do trabalho, a pressão por metas, a vigilância digital e o avanço das tecnologias ampliam o adoecimento físico e mental, reafirmamos nossa missão: colocar a vida, a dignidade e os direitos dos bancários no centro da ação sindical. Estamos aqui para enfrentar as causas do sofrimento e também para garantir acolhimento e proteção a quem já foi atingido pelo adoecimento”, afirmou o secretário de Saúde da Contraf-CUT, Mauro Salles. Segundo o Coletivo, os bancos não têm uma política efetiva de prevenção. Seus serviços médicos permanecem subordinados à lógica da produtividade e não à promoção da saúde. Bancários adoecidos enfrentam dificuldades para acessar tratamento; quando retornam ao trabalho, sofrem discriminação e estigmatização. Com isso, o movimento sindical tem os desafios de enfrentar as causas estruturais do adoecimento; e garantir proteção, acolhimento e reparação aos trabalhadores atingidos. Em 2026 haverá renovação da Convenção Coletiva de Trabalho e o Coletivo que será o momento de buscar avanços concretos nas cláusulas de saúde, consolidando conquistas e introduzindo novos mecanismos efetivos de prevenção, fiscalização e controle social. Cobrar atuação dos órgãos públicos responsáveis por promover e fiscalizar a saúde (MPT, INSS, MS, MT) é um dos objetivos estratégicos para 2026, assim como negociar mudanças estruturais na gestão de metas dos bancos. *Fonte: Contraf-CUT

Sindicato participa de audiência na Câmara sobre adoecimento da categoria bancária

A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados realizou, nesta terça-feira (23), uma Audiência Pública em alusão ao Setembro Amarelo. Durante o encontro foram apresentados dados alarmantes sobre o adoecimento psíquico dos bancários. Participaram do evento representantes sindicais da categoria bancária, do Ministério Público do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego, do Ministério da Saúde, além do especialista e assessor sindical, André Guerra. Os bancos foram representados pelo diretor de Políticas de Relações Trabalhistas e Sindicais, Adauto de Oliveira Duarte. O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense foi representado pelo diretor Miguel Pereira. Estudioso na questão, André Guerra observou que os adoecimentos não ocorrem por acaso. Todos concordaram que a causa do adoecimento da categoria está na atual forma de organização e divisão do trabalho bancário, com cobrança de metas abusivas, falta de condições adequadas de trabalho, associadas à gestão por medo e assédios moral e sexual, além de uma intensa precarização do trabalho com jornadas extensas e terceirização das atividades bancárias. Somente a representação da Fenaban discordou desses motivos, culpando o NTEP – Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário e o AtestMed do INSS, pelo apontamento de dados que não corresponderiam à realidade, uma vez que a base de enquadramento dos benefícios seria a “imprevisibilidade”. “Porém, essa é justamente uma das brigas da categoria com a Perícia Médica do INSS, que não utiliza o NTEP nas suas decisões para o estabelecimento do nexo causal e o reconhecimento da natureza acidentária da grande maioria dos benefícios concedidos. Imaginem os números, caso essa metodologia cientificamente incorporada aos procedimentos oficiais da Previdência Social, fosse de fato aplicada”, ressaltou Miguel Pereira. Várias medidas foram sugeridas para reversão da epidemia, com destaque para a urgente revisão do modelo organizacional e a atuação da chamada prevenção primária: criação de equipes multidisciplinares, todos os afastamentos médicos devem ser analisados, todos os casos suspeitos de relação com o trabalho devem ser notificados ao INSS, conforme prevê a lei. Além disso, o INSS deve aplicar o NTEP na concessão documental dos benefícios, quando o retorno ao trabalho deve ser assistido e que haja efetivamente a promoção de ambientes de respeito. Na audiência também foi denunciada a mercantilização da área de Medicina do Trabalho, cujas empresas são contratadas apenas para a caracterização de “apto” aos trabalhadores bancários, independente do quadro de saúde. “Também aproveitamos para dar publicidade e garantir o grau de veracidade de nossas afirmações do relatório final da pesquisa, realizada em parceria com o Departamento de Psicologia da UFF/VR, apontando que cerca de 80% dos bancários do Sul Fluminense afirmaram estar passando pelo esgotamento profissional. Outros 40% já apresentaram algum sintoma psíquico diagnosticado; e 39% não tinham entregue atestado aos bancos. Uma cópia do relatório foi entregue ao secretário da Câmara, deputado Carlos Veras, solicitando que fosse organizada e intermediada uma reunião com o ministro da Previdência, para tratar dos problemas relacionados às perícias médicas. De acordo com Miguel, a avaliação da audiência foi positiva e produtiva. “Aproveitamos para denunciar o processo de expulsão dos clientes e usuários das agências bancárias, com o falso argumento de escolha de canais alternativos de atendimento, principalmente para os mais pobres e aposentados do INSS, onde citamos o absurdo da Caixa, que tem exigido renda de R$ 5 mil para o atendimento presencial”, concluiu Miguel.

Lula sanciona lei para oficializar campanha Setembro Amarelo

No último dia 8, o presidente Lula sancionou a lei que torna oficial a campanha Setembro Amarelo e institui o dia 10 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção do Suicídio e o dia 17 de setembro como Dia Nacional de Prevenção da Automutilação. O secretário de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Mauro Salles, ressaltou que é importante falar sobre o tema em toda a sociedade, especialmente no setor financeiro. “Os dados apontam que a categoria bancária é a mais afetada entre todos os trabalhadores por problemas relacionais à saúde mental”, observou o secretário. De acordo com levantamento do Dieese, nos anos de 2023 e 2024, 57,1% das licenças de trabalho concedidas a bancários foram consequências de transtornos mentais e comportamentais. Segundo Mauro Salles, o trabalho bancário sofreu mudanças e atualmente os bancários são obrigados a conviver com metas abusivas, assédio moral, vigilância digital e pressão constante. A lei assinada pelo presidente Lula determina que a campanha seja realizada “realizada anualmente, no mês de setembro, em todo o território nacional, por meio de ações relacionadas à prevenção da automutilação e do suicídio” e também que sejam realizadas atividades destinadas à conscientização sobre a saúde mental. *Fonte: Contraf-CUT

Sul Fluminense marca presença na 5ª CNSTT, em Brasília

Começou nesta segunda-feira (18), em Brasília, a 5ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (5ª CNSTT). O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense está representado pelo seu secretário de Saúde e Promoção Social, Miguel Pereira. Organizado pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) e pelo Ministério da Saúde, o evento segue até a próxima quinta-feira (21), sob o tema “Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora como Direito Humano”. Durante o encontro, os participantes estão debatendo e deliberando diretrizes e propostas para a Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (PNSST). Marcam presença também no evento, delegados dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pará, Paraná e Rio Grande do Sul. A Conferência está estruturada em três eixos: – Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora;– As novas relações de trabalho e a saúde do trabalhador e da trabalhadora;– Participação popular na saúde dos trabalhadores e das trabalhadoras para o Controle Social.

Sindicato leva estudo feito com a UFF sobre adoecimento mental à audiência no Paraná

O secretário de Saúde e Promoção Social do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, Miguel Pereira, participou nesta terça-feira (20) da audiência pública “Saúde Mental de Bancários e Financiários do Paraná. A audiência foi realizada na Assembleia Legislativa, em Curitiba, e contou com a participação de representantes da categoria, sindicatos, especialistas e autoridades para debater os impactos emocionais e psicológicos enfrentados pelos profissionais no ambiente de trabalho. O objetivo da audiência é levantar propostas de prevenção, acolhimento e promoção do bem-estar no setor. Miguel entregou o relatório sobre adoecimento mental feito em parceria com o Departamento de Psicologia da Universidade Federal Fluminense. Em seu discurso, Miguel pediu que seja realizada uma moção de repúdio à norma do Banco do Brasil, que pune com a perda da função o trabalhador que precisa se afastar por seis meses por adoecimento. Miguel explicou que é importante dar visibilidade ao debate sobre o adoecimento mental no trabalho, principalmente no trabalho bancário. Segundo ele, as novas formas de trabalho, as novas tecnologias intensificam o controle à produção e as exigências por metas. “É importante que a sociedade saiba que, se o trabalho está adoecendo, precisa de medidas de todas as formas e de todos os atores públicos e políticos para coibir e fazer repensar. Se a organização do trabalho mudou, todo arcabouço legal, jurídico precisa ser readequado. E a Assembleia Legislativa é um espaço importante para isso”, ressaltou Miguel. O secretário do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense explicou ainda que, segundo o Supremo Tribunal Federal (STF), tudo o que tiver interessa público as assembleias e as câmaras têm competência para legislar, não é uma questão exclusiva da União.

Nova NR-1 começa a valer dia 26 de maio, em caráter orientativo

A partir do próximo dia 26 de maio, as empresas deverão se adequar à nova Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que traz como principal avanço a inclusão de diretrizes voltadas à prevenção de riscos psicossociais no ambiente corporativo. Mesmo entrando em vigor em 2025, durante os 12 primeiros meses a fiscalização será apenas orientativa. A nova NR-1 marca uma mudança de paradigma ao reconhecer oficialmente que fatores como assédio moral, pressão excessiva por metas e desequilíbrio entre vida pessoal e profissional também impactam diretamente a saúde do trabalhador. O governo anunciou a criação de um grupo de trabalho tripartite, composto por representantes dos trabalhadores, empregadores e do próprio Ministério do Trabalho. O objetivo é garantir a implementação da nova norma. O ministério se comprometeu, ainda, a publicar um guia oficial de orientação, com informações práticas para empregadores, profissionais de saúde e segurança do trabalho e demais interessados. O novo texto da norma reforça a importância de uma abordagem ampliada sobre os riscos ocupacionais, incorporando questões que impactam diretamente o bem-estar dos trabalhadores. Confira os principais pontos: *Fonte: Contraf-CUT

Mesa de saúde: Contraf-CUT vai pressionar Fenaban contra adoecimento da categoria

A Mesa de Saúde entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) será realizada nesta sexta-feira (25), a partir das 10h. Na pauta, a saúde e as condições de trabalho das bancárias e bancários. No encontro, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) vai reforçar denúncias e cobrar soluções urgentes para o crescente adoecimento da categoria. Os bancários representam 0,8% do emprego formal no Brasil. Porém, concentram parcela expressiva dos afastamentos por doenças relacionadas ao trabalho, principalmente em relação a transtornos mentais. Com base em registros do INSS, dados da plataforma Smartlab apontam que, somente em 2024, foram registrados 168,7 mil afastamentos acidentários no país. Destes, 2,81% ocorreram na categoria bancária. Já os afastamentos previdenciários somaram quase 2,2 milhões, sendo 1,12% de bancários, o equivalente a 24.079 ocorrências. Os bancos comerciais e a Caixa Econômica figuram na 6ª e 7ª posições, respectivamente, em afastamentos acidentários por transtornos mentais, com 269 e 253 casos. “Não podemos mais ignorar a saúde mental. Os bancos precisam parar de tratar o sofrimento dos trabalhadores como algo invisível e assumir a responsabilidade sobre o impacto que seus modelos de gestão têm causado na vida dos trabalhadores. A saúde mental e física dos bancários deve ser prioridade. Vamos seguir exigindo políticas efetivas de prevenção e cuidado e pressionar por compromissos reais e não apenas promessas”, afirma Mauro Salles, secretário de Saúde da Contraf-CUT. *Fonte: Contraf-CUT