Em mesa de negociação, Caixa mantém imposição da CGPAR 23

CEE/Caixa propõe simulação de alternativas de custeio além da paridade contributiva, mas Caixa discorda. Representantes dos empregados avaliam que a aplicação da medida é uma decisão de Pedro Guimarães Em mesa de negociação realizada nesta quarta-feira (11), a Comissão Executiva de Empregados (CEE/Caixa) e a direção do banco se reuniram para dar continuidade às etapas previstas no Acordo Coletivo sobre o modelo de custeio e gestão do Saúde Caixa a ser implementado a partir de 2022. Após alguns debates sobre o plano, os representantes dos trabalhadores sugeriram a simulação de outros formatos de custeio que não levassem em conta a aplicação da Resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR), que prevê a paridade nas contribuições assistenciais e administrativas do Saúde Caixa, alterando o modelo atual de 70% dos custos financiados pela empresa e 30% pelos empregados. Imposição de Pedro A Caixa recusou a proposta e se manteve intransigente, argumentando que “a Resolução continua vigente como diretriz do controlador”. A coordenadora da Comissão, Fabiana Uehara Proscholdt, explicou que a negociação não iria avançar, caso a Caixa insistisse na imposição e não levasse em consideração a projeção no modelo atual. “Imposição não é negociação. Nós não vamos considerar a CGPAR 23 sob nenhum aspecto. Além de não ser lei, não estar prevista no Acordo Coletivo e existir a possibilidade de ser anulada no Senado, a decisão de executar a CGPAR está nas mãos do presidente da Caixa. Existe uma portaria do Governo Federal que permite que as empresas peçam exceção da aplicação da medida, mas a Caixa e ele não consideraram; portanto, a CGPAR 23 é uma imposição de Pedro Guimarães”, argumentou. “Se existe essa possibilidade e o presidente da Caixa não executa, o que existe é uma decisão da direção da empresa de usar uma resolução da CGPAR como se fosse lei”, reforçou Rogério Campanate, da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do Rio de Janeiro (Federa/RJ). Edgar Lima, presidente da Federação Nacional das Associações de Aposentados e Pensionistas da Caixa Econômica Federal (Fenacef), insistiu na proposta de formular uma alternativa que não leve em consideração a CGPAR 23. “Estamos acompanhando de perto e temos uma convicção muito forte de que a anulação da CGPAR 23 será aprovada no Senado e não vai demorar”, avaliou. “Portanto, se existe a possibilidade de ser anulada, qual é o problema de se fazer uma simulação desconsiderando os princípios da Resolução que estão colocados na proposta da Caixa?”, questionou Edgar. A direção do banco, mais uma vez, desconsiderou as solicitações e informou que a execução da paridade é “o ponto de partida” para começar as negociações. “Nós tentamos construir uma ponte, mas a Caixa recusou. Então, são dois pontos de partida -o da Caixa, com a paridade, e o nosso, com o modelo 70%/30%. As duas propostas terão que ser apresentadas aos empregados ao mesmo tempo, senão não há negociação”, enfatizou Emanoel de Sousa, representante da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários da Bahia e Sergipe (Feeb/BA-SE) na Comissão de Empregados. A próxima mesa sobre o Saúde Caixa está marcada para a segunda-feira (16), às 16h. Antes de encerrar a reunião desta quarta-feira, Fabiana Uehara reiterou à Caixa sobre a necessidade de marcação de mesa de negociação permanente para tratar de outros assuntos de interesse dos empregados, como Promoção por Mérito e Funcef, pautas que não podem deixar de ser debatidas. Estatuto Caixa Albucacis de Castro, médico e consultor em saúde da Fenae e da Contraf/CUT, destacou que além da CGPAR 23, a imposição do Estatuto, posta pela Caixa como condição para avançar nas negociações do Acordo Coletivo 2020/2022 pode, em longo prazo, representar o fim do Saúde Caixa para a maioria dos empregados. “É um limite de 6,5% da folha de pagamentos e proventos para custear o plano de Saúde. Sabemos que o reajuste salarial é muito inferior à inflação médica, assim, em longo prazo, pode levar a uma contribuição inversa do modelo atual, fazendo os empregados custearem um percentual muito maior do que a empresa”. GT Saúde Caixa e outras negociações No início da mesa de negociação, os representantes dos trabalhadores protestaram, novamente, sobre a forma como a Caixa encerrou o Grupo de Trabalho Saúde Caixa, negando o pedido de prorrogação do GT para aprofundar as discussões a fim de formatar boas propostas para os empregados. A CEE/Caixa solicitou a prorrogação do GT, por meio de ofício, no dia 23 de julho. A Comissão argumentou os diversos empecilhos que aconteceram durante o GT, o que impediu uma discussão ampla sobre os custos do plano para os beneficiários e a melhoria da gestão. A Caixa recusou o pedido na véspera do prazo estipulado para conclusão do GT, embora o grupo não tenha atingido o seu objetivo. “Não foi possível construir uma proposta conjunta; portanto, existe uma proposta da representação dos empregados, sem a aplicação da Resolução, e outra proposta da Caixa, com a limitação da CGPAR 23”, explicou Fabiana Uehara. Ela acrescentou que a mesa também deve discutir a melhoria da gestão do plano, que pode reduzir o custo total do Saúde Caixa. “Com o fim do GT, não foi possível discutir essa questão no grupo, mas ela está prevista no nosso acordo coletivo e vamos discutir na mesa de negociação”. Fonte: Fenae
Comissão do Trabalho da Câmara solicitará ampliação de contratação na Caixa

Em audiência pública realizada na última sexta-feira (6), Erika Kokay (PT-DF) acertou com o líder do governo, deputado Sanderson (PSL-RS), uma reunião de parlamentares da Comissão com a Sest para discutir a questão A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público (Ctasp) da Câmara aprovará uma moção de apoio à contratação de mais empregados para a Caixa e solicitará uma audiência do Colegiado com a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest) para discutir a necessidade de ampliar o limite previsto de contratação na empresa, limitado a 84.544 pessoas pela referida Secretaria. Estes foram os dois encaminhamentos feitos pela deputada Erika Kokay (PT-DF) na audiência pública realizada pela Comissão na última sexta-feira (6), que discutiu a recomposição do quadro de Pessoal da Caixa Econômica Federal (CEF) e o fortalecimento da instituição como banco genuinamente público. As duas ações foram acertadas com o líder do governo na Comissão, deputado Sanderson (PSL-RS), que se manifestou favorável à recomposição de Pessoal na empresa e alertou que essa é uma dificuldade em vários setores do governo, a falta de efetivo, e se colocou à disposição para articular soluções para a carência de pessoal na Caixa. “Ampliar o limite não significa a obrigatoriedade de contratar, mas dá uma autonomia para empresa planejar sua expansão, então com o apoio do líder do governo vamos fazer uma reunião para explicar isso à Sest”, salientou a deputada petista. Sergio Takemoto, presidente da Federação das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), participou da audiência e comparou a proporção de empregados da Caixa com outras instituições financeiras para mostrar a urgência de recomposição do quadro de pessoal: “Para se ter uma ideia, enquanto a Caixa tem uma proporção de um empregado para 1.775 clientes, o BB tem 783 clientes por empregado, o Itaú, 983 e o Bradesco 1.112, ou seja, os números mostram a necessidade de mais empregados”, ressaltou ele, ao lembrar que essa carência precariza o atendimento e submete os empregados a condições desumanas de trabalho. Para Takemoto, apesar de dizer que valoriza e cuida da saúde dos empregados, o presidente da empresa, Pedro Guimarães, quer mudar a forma de custeio do Saúde Caixa, determinando o fim da paridade de 70% da empresa e 30% do empregado. “Como fizeram com os Correios e que levou mais de 100 mil trabalhadores a deixar o plano que tinham, e parece uma estratégia para possível privatização”, acrescentou. A representante dos empregados no Conselho de Administração (CA) da Caixa, Rita Serrano, concorda e lembra que as contratações são urgentes e que o que está em jogo é o país que se quer, o tipo de Estado que precisamos: “Se o Estado e as empresas públicas são para servir a todos, os empregados concursados são a parte mais estável independente de quem esteja no governo, eles é que garantem o atendimento de qualidade”, afirmou ela. O discurso distante da prática também foi criticado pela coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara, que também é secretária da Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT): “Enquanto viaja todo o país, elogiando o trabalho dos empregados, o presidente da Caixa estabelece metas desumanas em pleno atendimento do auxílio emergencial, tivemos até mesmo que entrar com ação de descumprimento do pagamento da PLR como previsto no acordo e agora, vemos o custeio do Saúde Caixa sendo atacado” lamentou. Representando os mais de 20 mil aprovados no último concurso da Caixa (2014), Isabela Freitas Santana, se emocionou ao lembrar que há hoje uma carência de mais de 26 mil empregados na Caixa: “fomos aprovados em concurso de amplo acesso, estamos ansiosos para prestar um serviço ao país e integrar os quadros de uma empresa que é orgulho nacional, que faz parte da vida dos brasileiros”, afirmou. Terceirizados A presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Asseio e Conservação do Distrito Federal, Maria Isabel Caetano, participou da audiência e denunciou que a atual direção da Caixa está contratando empresas terceirizadas que por sua vez estão contratando trabalhadores da base do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil (Sinduscon), que tem salários e direitos rebaixados. A representante da Caixa, Angélica Djenane Correa, diretora de logística e segurança, disse que a empresa buscou uma entidade que englobasse o maior número de trabalhadores em sua base, ao que a deputada Erika questionou: “estão fazendo economia com quem ganha R$ 1.770 por mês, que prestam serviço há mais de 15 anos na Caixa, reduzindo o tíquete em 439 reais, isso não é ético, para dizer o mínimo”, questionou a parlamentar. Fonte: Fenae
Definição de plano de lutas encerra 32º CNFBB

Debates sobre a Caixa de Assistência dos funcionários (Cassi) específicos, sobre saúde e outro sobre previdência foram os destaques do evento Os funcionários do Banco do Brasil aprovaram o plano de atuação em defesa do banco e de seus direitos no encerramento do seu 32º Congresso Nacional, realizado neste domingo (8). Realização de seminários sobre a Caixa de Assistência dos funcionários (Cassi) específicos sobre saúde e outro sobre previdência estão entre os destaques. Mas, também as resoluções sobre a unidade dos empregados na defesa do BB e dos demais bancos e empresas públicas, que estão sob ataque do governo Bolsonaro. “Trata-se de um governo que não tem compromisso com os trabalhadores e quer acabar com o patrimônio do país”, afirmou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, que é uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários. “Por isso, também foi muito importante a aprovação da resolução pela mobilização e participação nas atividades do Dia Nacional de Luta e Paralisações contra a PEC 32, que, com a desculpa de promover uma ‘reorganização’ da administração pública, ataca os funcionários públicos e seus direitos e prejudica o oferecimento de serviços públicos à população brasileira”, completou. O Dia Nacional de Luta será no próximo dia 18. Correios A secretária de Juventude e representante da Contraf-CUT na Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, destacou também a moção em defesa da luta contra a privatização dos Correios. “Não apenas o Banco do Brasil, mas os demais bancos e as empresas públicas estão sob ataque. Um exemplo é a aprovação da privatização dos Correios nesta semana na Câmara dos Deputados”, ressaltou Fernanda. Saúde e previdência O CEBB, João Fukunaga, ressaltou a importância da aprovação sobre a realização de seminários sobre saúde e previdência. “É importante refletirmos sobre a Cassi e os plano de saúde e de previdência dos funcionários, que são muito afetados pelos ataques que estão sendo promovidos pelo governo federal, mas também pelas resoluções 23 e 25 da CGPAR (Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União)”, destacou. “Agora, é mobilizar os funcionários para a luta da categoria”, concluiu. Fonte: Contraf-CUT
Saúde Caixa fecha painéis de debate do 37º Conecef

Agora, evento entra na plenária final O último painel do 37º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef), evento online realizado neste sábado (7), debateu o Saúde Caixa. O primeiro convidado foi Leonardo Quadros, presidente da APCEF/SP e membro do GT Saúde Caixa, que fez um resgate histórico do plano de saúde, desde a sua criação, passando pelos ataques que vem sofrendo desde 2016, até os atuais desafios. “Atualmente, todas as estatais estão lutando contra essas mudanças da CGPAR 23. Na Caixa, nós estamos resistindo, conseguimos nos acordos assinados neste período manter a proporção de 70/30, na divisão dos custos do plano, e – no acordo coletivo do ano passado – a gente discutiu com a Caixa um aumento nos valores dos itens de custeio para que a gente pudesse voltar a equilibrar a proporção por 70/30. Os itens de custeio não eram reajustados desde 2009. Além disso, o acordo coletivo de 2020 previa a criação do GT Saúde Caixa para que fossem discutidos formatos de custeio e de gestão do plano, visando proporcionar a sustentabilidade dele”, explicou. Ele explicou que a defesa pelo modelo de 70/30 é por ser um modelo que se mostrou sustentável, enquanto a gestão insiste em transferir custos para nós por meio da aplicação da resolução 23 da CGPAR, apesar dela não ser lei, não estar prevista em acordo coletivo, de existir outras estatais que não aplicam a resolução. “Nosso primeiro desafio é vencer essa limitação, para isso a gente tem de fazer a luta tanto no Congresso Nacional, quanto internamente pressionando a direção da Caixa. Vencida essa etapa, a gente vai precisar lutar contra o teto previsto no estatuto do banco. Esse é o único caminho que a gente enxerga para manter o Saúde Caixa financeiramente viável para os empregados como um todo”, finalizou. Alex Livramento, dirigente sindical do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região e membro do GT Saúde Caixa, lembrou que o GT Saúde Caixa já existia antes do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) assinado no ano passado. “Neste ano, o acordo previa que seria discutido modelo de custeio e de gestão. Nós até discutimos modelo de custeio, mas não abordamos modelo de gestão. Isso porque a Caixa não quer abrir mão de implementar as resoluções da CGPAR. Para os associados, isso representaria um aumento de mais de 67%. Por isso, deixamos claro que não discutiríamos essa possibilidade. A gente tem conosco que as resoluções da CGPAR são um entulho golpista, que prevê uma série de mudanças prejudiciais para os trabalhadores, não só a mudança no custeio.” Albucacis Castro Pereira, gestor na área de saúde e consultor da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), lembrou que o Saúde Caixa é um plano nacional, de autogestão RH. “Ele é a melhor das possibilidades de um plano para os empregados e para a empresa. O seu custo se torna bastante melhor, de forma que esse custeio é baseado em três coisas fundamentais para um plano como esse: mutualismo – todos pagam e poucos usam –, solidariedade – que é fundamental num plano de autogestão, é quando você participa com um percentual de salário para o seu grupo familiar – , e por último pacto intergeracional, quando nós temos uma base com mais jovens e no pico um menor número de pessoas, aqueles que da base pagam um pouquinho a mais do que poderiam pagar no mercado, mas aqueles idosos que pagariam infimamente a mais no mercado e estariam impossibilitado de estar no plano, pagam menos e tem sua vida na aposentadoria segura. O Saúde Caixa foi construído para que todos os seus funcionários e dependentes tenham acesso a promoção, a prevenção e a assistência quando ficarem doentes.” Fonte: Contraf-CUT
Ataques aos planos de previdência complementar são debatidos no 37º Conecef

Claudia Ricaldini, diretora da Anapar afirma que os trabalhadores precisam entender a situação e trabalhar de forma coletiva O quinto painel do 37º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef), evento online realizado neste sábado (7), abordou os ataques aos planos de previdência complementar. “É preciso ter claro que resoluções, leis, normas são sempre decorrentes de uma determinada conjuntura. Desde 2013, acelerando ao longo do tempo, a gente vê uma tendência no Brasil de se desconstruir o sistema de proteção social, seja da previdência pública, seja da previdência complementar”, lamentou Claudia Ricaldoni, diretora da Associação Nacional dos Participantes de Previdência Complementar e de Autogestão (Anapar) e membro do Conselho Deliberativo da Forluz. “Nós temos uma conjuntura nacional e internacional de redução da cultura dos fundos de investimento, de maneira geral, e um aumento da longevidade. Esses dois fatores podem causar déficits, a depender do perfil de investimento que é feito nessas entidades. Esses déficits são suportados pela patrocinadora. Então, no final das contas, a desconstrução do conceito vitalício está ligada na transferência dos riscos inerentes aos planos de benefícios do patrocinador, para os participantes de maneira geral”, completou. Claudia Ricaldoni diz que a CGPAR 25 é um exemplo. “Ali dentro tem algumas pérolas, como a proibição ampla, geral e irrestrita da criação de planos com benefícios vitalícios. Os novos planos criados por estatais com controle direto do governo serão obrigatoriamente de contribuição definida. A CGPAR também fala da possibilidade de transferência de gestão. Você tem um fundo de pensão sem fins lucrativos e eles dizem que as patrocinadoras estatais podem avaliar a questão da economicidade, se é mais barato elas terem a fundação ou transferir a gestão desses planos de previdência para outros agentes gestores de previdência.” A diretora da Anapar explicou que a consequência dessa transferência está na liquidação de toda a estrutura de governança que os participantes conquistaram ao longo do tempo. “Porque nessas entidades com viés comercial não existe essa questão de paridade, de dois terços para mudar estatuto, não existe diretor eleito. Então, é para descontruir aquilo que os participantes vieram construindo ao longo do tempo.“ Claudia também chama atenção para a Emenda Constitucional 103, que permite a gestão dos planos de previdência de autarquia e entes públicos ser feita também por entidades abertas de previdência complementar. “Se a gente ler direitinho o texto constitucional, ele abre a possibilidade, inclusive, para a gestão das entidades abertas dos planos que existem hoje. Isso para nós deixa muito claro de onde está o poder, de fato, do Brasil hoje. Ele está dentro do mercado financeiro.” Para ela, os trabalhadores precisam entender a situação e trabalhar de forma coletiva. “Não estou prevendo o caos, mas a gente precisa ficar atento para isso. A destruição de um plano de benefício definido que ocorre em Manaus, por exemplo, não está desassociada da alteração do estatuto que a Funcef fez à revelia do que está na lei e a Previ aprovou. As coisas estão ligadas.” Claudia Ricaldoni reforça que não tem saída individual. “O Conecef é fundamental, porque vocês estão pensando em saídas para o grupo Caixa de forma coletiva, mas nós precisamos ampliar isso, porque o ataque é o mesmo, acontece em matizes diferentes, mas o conteúdo é o mesmo. Entendam, façam o diagnóstico correto, para que todos nós trabalhadores e trabalhadoras do fundo de pensão possamos resistir a todos os ataques que vem por aí”, finalizou. Fonte: Contraf-CUT
A defesa da Caixa precisa ser ampliada para o Congresso Nacional e para toda a sociedade

37º Conecef quer mostrar para todo o Brasil a importância do banco O painel a Caixa e seus empregados e a defesa no Congresso Nacional e na Sociedade abriu os trabalhos da tarde do 37º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef), evento online realizado neste sábado (7). A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) fez uma análise de conjuntura sobre a triste realidade política do país. “O governo constrói uma narrativa falsa que substitui a própria realidade. É a negação dos fatos. Nesta narrativa só cabem aqueles que estão de acordo com ela. Ou seja, o governo só reconhece o outro que são espelhos da sua forma de agir e pensar. Nós estamos vivendo uma ruptura da democracia. O governo está testando o poder das instituições e gerando rasgos na democracia. É um governo cheio de clandestinidades. É uma proposta que visa enfrentar diariamente a democracia.” Para Erika, Bolsonaro é uma fraude. “Sua eleição foi construída em cima da prisão de Luiz Inácio de Lula da Silva e em cima de um golpe. Nós temos um governo que está à mercê do capitalismo improdutivo, nas mãos do sistema financeiro, não há qualquer projeto de desenvolvimento nacional no Brasil.” Até por isso, segundo a deputada, a Caixa também está sendo vítima de uma profunda fraude. “O discurso que é feito pelo presidente da caixa e pelo presidente da república diz que eles são contra a privatização, mas a Caixa está sendo privatizada pelas suas subsidiárias e pela criação de um banco digital. A caixa está sendo privatizada com um discurso dos parlamentares e do governo de que a caixa não será privatizada. A caixa está sendo privatizada com o discurso muito covarde. Aliás, o discurso do ódio é muito covarde.” Erika Kokay classifica a venda de ativos nacionais em um momento de pandemia como crime. “Neste exato momento, você tem um governo que vai elaborando as suas ações para se desfazer das suas empresas. Cheio de interesses escusos. É um escândalo o que está acontecendo neste país. É uma destruição da soberania e a destruição da soberania nacional destrói um país. Portanto, estamos vivenciando a destruição de um país a passos largos. Estamos vivenciando um dos mais profundos ataques de uma concepção de Estado.” Ela lamentou o fato de sermos governados por um governo que é refém do mercado, refém do Centrão e refém dos fundamentalistas, que vai trabalhar para entregar partes do país para esses segmentos para poder se manter. “É um governo que prepara nitidamente um golpe, porque sabe que perderá nitidamente as eleições. Nos cabe, dentre outras coisas, defender as nossas empresas, denunciar a privatização da Caixa que está em curso, que eles negam porque são covardes. É preciso construir a defesa da Caixa, a defesa dos bancos públicos e construir a luta pela democracia, pela liberdade e pela existência das eleições em todos os cantos desse país.” Importância dos empregados para a luta Na sequência, Rita Serrano, representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa Econômica Federal, garantiu que os empregados da Caixa podem ser peça fundamental nesta luta. “Nós, empregados da Caixa, viemos fazendo história ao longo dos anos. Se o banco hoje ainda se mantém público é porque nós, as entidades sindicais, as entidades associativas, empunhamos a bandeira da defesa da instituição. Este compromisso se mostrou presente, mais do que nunca, agora na pandemia quando os empregados da Caixa, mesmo sob risco de contágio, sob pressão da direção do banco, pressão da impressa, pressão social, foram para a linha de frente atender milhões de brasileiros desamparados pela crise social e econômica que vem abatendo o país. Esse momento difícil consolidou o fato de que é necessário para o Estado ter instituições públicas de porte”, afirmou. Rita afirmou que, hoje no Brasil, infelizmente, há um processo de destruição do patrimônio público, destruição das políticas públicas, de desrespeito à vida. “Cabe a nós neste nosso congresso não só avaliarmos como nós enquanto empregados da Caixa iremos nos organizar para defender nossos direitos, como o Saúde Caixa, Funcef, melhorar as condições de trabalho, mas cabe a nós fazermos uma reflexão como cidadãos e cidadãs: afinal, que Brasil queremos para o futuro? Que Caixa queremos para o futuro? Nós queremos um Brasil onde a miséria e o desemprego tome conta, ou nós queremos um país onde as pessoas têm o direito a serem felizes, terem o que comer. Nós queremos um banco que execute políticas idênticas aos bancos privados ou nós queremos um banco que vá além e mantenha seu foco na organização também da melhoria de vida da população através de investimentos em habitação, em saneamento e amplie suas possibilidades de continuar cumprindo um papel fundamental para o país?”, questionou. Para a representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa, o futuro é maior que nosso presente. “Não podemos baixar a cabeça, não podemos perder nossa autoestima. A história provou e vou repetir que se hoje a Caixa se mantém púbica, se hoje temos uma Convenção Coletiva de Trabalho Nacional, um Acordo Nacional que garante direitos, é porque, ao longo dos anos, nós trabalhadores, as entidades sindicais e associativas estiveram na linha de frente, batalhando para que chegássemos a esse momento com conquistas que não podem ser perdidas. Então, vamos aqui fazer a nossa parte, refletir, definir ações para que a Caixa se mantenha íntegra, focada no desenvolvimento do país, com garantia aos direitos dos seus empregados e prestadores de serviços, mas também pensar, como já disse aqui, que país queremos? Nós temos o poder de mudar as coisas e precisamos acreditar nisso”, finalizou. Fonte: Contraf-CUT
Conecef começa a discutir defesa da Caixa e dos empregados

O 37º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal terá transmissão ao vivo pelas páginas da Contraf-CUT no Facebook e Youtube Começou na manhã deste sábado (7) o 37º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef). O evento, realizado online, tem como tema “Em defesa da Caixa e de seus empregados. Por um Brasil melhor”. Os painéis: “Democracia, direitos e vida”; “Ataques aos planos de previdência complementar”; “A meta é ter condições de trabalho e saúde”; “Caixa e seus empregados e a defesa no Congresso e na sociedade”, “A Caixa que queremos para o futuro do Brasil” e “Saúde Caixa” terão transmissão ao vivo pelas páginas da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) no Facebook e Youtube. “O 37º Conecef é um importante espaço qualificado de debates e orientação de luta para o movimento organizado dos empregados da Caixa. Mais do que nunca temos que ter unidade para mantermos a Caixa 100% Pública e defender também os nossos direitos. E a partir do Conecef aumentar a mobilização”, afirmou a coordenadora do GT e da CEE/Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária da Cultura da Contraf-CUT. Participarão do Conecef como convidados Helder Maldonado, repórter especializado em música e cultura pop, e Marcos Bezzi, jornalista coautor do livro “Como o Rock Pode Ajudar Você a Empreender”. Os dois participarão da mesa “Democracia, Direitos e Vida”. Também participarão a médica Maria Maeno, pesquisadora da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho; Cláudia Muinhos Ricaldoni, diretora da Associação Nacional dos Participantes de Previdência Complementar (Anapar). Também participam Erika Kokay, deputada federal (PT-DF); Rita Serrano, representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa; Fausto Augusto Junior, diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos; Leonardo Quadros, presidente da APCEF/SP e membro do GT Saúde Caixa; Alex Livramento, dirigente sindical do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região; Albucacis Castro Pereira, gestor na área de saúde e consultor da Fenae. Os delegados inscritos antecipadamente receberam links individuais para completarem sua inscrição e terem acesso à plataforma de participação e votação. Confira a programação completa: 10h05 – Painel 1 – Democracia, diretos e vida Coordenação da mesma: Fabiana Uehara e Jorge Furlan Convidados(a): Galãs Feios Helder Maldonado – É repórter especializado em música e cultura pop, com passagens pelo IG, Revista Sucesso!, Editora Escala, Terra e Record TV. Maior lenhador de bonsai que você respeita, é o criador da página Galãs Feios. Marco Bezzi – É jornalista com passagem pela Ed. Abril, Estadão e Record TV. Participou de especiais na MTV e no Multishow e é coautor do livro Como o Rock Pode Ajudar Você a Empreender, lançado em 2016 pela Saraiva/Benvirá. Mostruário de kits, chegou para instalar outras redes sociais na Galãs. 10h30 – Painel 2 – A meta é ter condições de trabalho e saúde Coordenação da mesa: Eliana Brasil Campos; Edson Luiz Heemann e Odaly Bezerra Medeiros Convidado(a): Maria Maeno – Médica e pesquisadora da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho, atualmente do Ministério da Economia. 11h20 – Painel 3 – Ataques aos planos de previdência complementar Coordenação da mesa: Carlos Augusto Silva (Pipoca); Tatiana Oliveira e Zelário Bremm Convidado(a): Claudia Ricaldini – Diretora da Anapar e membro do Conselho Deliberativo da Forluz 12h – Almoço 13h – Painel 4 – A Caixa e seus empregados e a defesa no Congresso Nacional e na Sociedade Coordenação da mesa: Emanoel Souza de Jesus; Michele Maria Venzo e Antônio Abdan Convidados(as): Rita Serrano – Representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa Econômica Federal Erika Kokay – Deputada Federal PT-DF 14h – Painel 5 – A Caixa que queremos para o futuro do Brasil Coordenação: Rachel Weber; Edgard Antônio Bastos Lima (FENACEF) e Márcio Wanderley Lopes Fausto Augusto Junior – Diretor técnico do Dieese – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos 15h – Painel 6 – Saúde Caixa Coordenação: Rogério Campanate; Clarice Weisheimer e Helaine Freire Evangelista Convidados: Leonardo Quadros – Presidente da APCEF/SP e membro do GT Saúde Caixa Alex Livramento – Dirigente sindical do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região e membro do GT Saúde Caixa Dr. Albucacis Castro Pereira – Gestor na área de saúde e consultor da Fenae 16h – Plenária final Coordenação: Fabiana Uehara e Jorge Furlan Fonte: Contraf-CUT
CEE/Caixa reivindica mesa permanente de negociações sobre Saúde Caixa nesta sexta-feira (6)

A reunião foi pedida por representantes dos empregados depois do banco ter encerrado unilateralmente as negociações do GT A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal reivindica o agendamento para a manhã desta sexta-feira (6) da mesa permanente de negociações com a direção do banco para tratar das propostas do Grupo de Trabalho (GT) Saúde-Caixa. A reunião foi pedida pelos representantes dos empregados após a Caixa encerrar unilateralmente as negociações do GT, na última sexta-feira (30). No encontro, os representantes do banco recusaram a solicitação dos empregados para prorrogar as discussões sobre a construção conjunta de um modelo de custeio viável e sustentável para os usuários. Além disso, o banco apresentou uma proposta que aplica integralmente a resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR), que estabelece contribuição paritária do banco e cobrança de mensalidade por beneficiário, de acordo com faixa etária e/ou renda, e o teto de 6,5% da folha de pagamentos e proventos de custeio do plano pela Caixa. “Nós não aceitamos a implementação da CGPAR 23, sob qualquer aspecto. Além de não ser uma legislação, esta proposta não está prevista no Acordo Coletivo de Trabalho e a anulação de seus efeitos está sendo discutida no Congresso Nacional. Nós enfatizamos a necessidade de ampliar a discussão para levarmos propostas decentes aos colegas, mas a Caixa decidiu, unilateralmente, encerrar o grupo”, destacou a coordenadora do GT e da CEE/Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária da Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Fabiana espera que a mesa permanente de negociações seja marcada o quanto antes. “Nós queremos o retorno dos trabalhos do GT. Nosso único objetivo é construir um modelo que mantenha os princípios de solidariedade, mutualismo e pacto intergeracional, com gestão por RH e dos percentuais de mensalidade por grupo familiar”, afirmou. A CEE/Caixa aguarda o retorno da direção do banco para confirmar a reunião. Fonte: Contraf-CUT
Sob protesto da representação dos empregados, Caixa encerra GT Saúde Caixa unilateralmente

Caixa propõe modelo de custeio que aplica integralmente a CGPAR 23; propostas, da direção da Caixa e dos empregados, serão levadas à mesa de negociação Na reunião do Grupo de Trabalho Saúde Caixa desta sexta-feira (30), a Caixa recusou a solicitação dos representantes dos empregados para prorrogar as discussões sobre a construção conjunta de um modelo de custeio viável e sustentável para os usuários. Além disso, o banco apresentou uma proposta que aplica integralmente a resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR)- que estabelece contribuição paritária do banco e cobrança de mensalidade por beneficiário, de acordo com faixa etária e/ou renda -, e o teto de 6,5% da folha de pagamentos e proventos para a Caixa custear o plano. “Nós não aceitamos a implementação da CGPAR 23, sob qualquer aspecto . Além de não ser uma legislação, esta proposta não está prevista no Acordo Coletivo e a anulação de seus efeitos está sendo discutida no Congresso. Nós enfatizamos a necessidade de ampliar a discussão para levarmos propostas decentes aos colegas, mas a Caixa decidiu, unilateralmente, encerrar o grupo”, destacou a coordenadora do GT e da Comissão Executiva de Empregados (CEE/Caixa), Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária da Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). “A proposta foi a pior possível e aplicou todos os limitadores que comprometem a viabilidade de pagamento para os empregados”, declarou Sérgio Amorim, integrante do GT. “O tempo todo a Caixa declarava que a construção do modelo seria em conjunto, já que é paritário, mas desde o começo o que se viu foi a imposição das diretrizes do presidente do banco, Pedro Guimarães”, disse. Ao contrário do desejo dos representantes dos empregados, o GT não cumpriu o papel em sua totalidade. As propostas, a da direção da Caixa e a dos empregados, serão levadas à mesa de negociação. Os representantes dos trabalhadores fizeram questão de demonstrar indignação pelo fim das discussões. Lílian Minchin, integrante do GT, argumentou que a dificuldade no acesso aos dados atrapalhou o trabalho da empresa atuarial que assessora os empregados. “Agora, com as duas propostas prontas, o grupo deveria avançar no debate, mas a Caixa recusou”, ressaltou. Na reunião que aconteceu nesta quinta-feira (29), a representação dos trabalhadores apresentou uma proposta que mantém o modelo atual de contribuição de 70% da Caixa e 30% dos empregados, sem necessidade de reajuste. A proposta defendida pela representação dos empregados mantém os princípios de solidariedade, mutualismo e pacto intergeracional, com gestão por RH e dos percentuais de mensalidade por grupo familiar. Fonte: Fenae
MPF cobra da Caixa melhorias no atendimento à população e entidades reforçam a necessidade de mais contratações

Os empregados do banco estão trabalhando sobrecarregados e com a pressão para atingir metas desumanas Não é de hoje que as entidades representativas dos empregados da Caixa Econômica Federal denunciam a precariedade das condições de trabalho e a falta de pessoal no banco público, que causam sobrecarga dos trabalhadores e comprometem o atendimento à população. O problema chamou atenção do Ministério Público Federal (MPF) que no dia 5 de julho ajuizou a Ação Civil Pública (ACP) com objetivo de obter decisão judicial que obrigue a Caixa a realizar melhorias no seu Sistema de Atendimento ao Consumidor (SAC) em todo o país. “Temos na Caixa um déficit de quase 20 mil postos de trabalho. Isso somado às condições precárias de trabalho e às metas desumanas, faz com que os empregados estejam em sua maioria esgotados e adoecidos. A contratação de mais empregados para o banco é uma pauta que as entidades sindicais e associativas têm reiterado nas negociações com a empresa e por meio de mobilizações em todo o país”, relata Sergio Takemoto, presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae). Para a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) e secretária da Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fabiana Uehara Proscholdt, a ação do MPF é extremamente importante, porque se junta aos esforços das representações dos trabalhadores para melhorar as condições de trabalho no banco e, consequentemente, o atendimento à população. “Os empregados não medem esforços para o fazer o melhor, mas devido às péssimas condições de trabalho e sobrecarga de atividades eles não conseguem atender da melhor forma a população e os clientes do banco. Cada vez mais a direção da Caixa deixa de priorizar o bom atendimento para focar na questão da cobrança de metas que não são atingíveis e acabam gerando o afastamento dos colegas por adoecimento e agravando a carência de pessoal”, destaca a coordenadora da CEE. Menos empregados e sobrecarga de trabalho A Caixa encerrou o 1º trimestre de 2021 com 81.876 empregados, com fechamento de 2.943 postos de trabalho em doze meses, influenciado pelo Programa de Desligamento Voluntário (PDV). Por outro lado, o banco registrou incremento de aproximadamente 42,4 milhões de novos clientes. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o número de clientes por empregado, em 2007, tinha a média de 575,7 correntistas por empregado. Já no primeiro trimestre deste ano, a média subiu assustadoramente para 1.780 clientes por empregado, um aumento de mais de 209%. Caixa lidera reclamações Segundo o MPF, a Ação Civil Pública tem por base informações da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), que apontam a Caixa como a instituição financeira que mais recebeu reclamações relacionadas ao SAC na plataforma “consumidor.gov.br” de 2016 a 2018. Ainda, segundo o Ministério Público Federal, foram registradas 13.413 reclamações contra o seu SAC no Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec) em 2019 e 2020. O MPF concluiu que o serviço, que já era prestado com deficiência, piorou em 2019 e 2020. A conclusão do órgão é de que a Caixa vem prestando um péssimo serviço de atendimento ao consumidor desde 2016. Na ação, o MPF pede a condenação do banco para cumprir os termos do Código de Defesa do Consumidor e do Decreto nº 6.523/2008, sob pena de pagamento de multa no valor mínimo de R$ 1 milhão por ano de descumprimento. Do total das 21.694 reclamações de consumidores nos sistemas da Senacon e do Sindec nos anos de 2019 e 2020, os problemas mais recorrentes foram a ausência de resolução de demandas, com 11.796 reclamações, o que representa 54,37% do total; a dificuldade de acesso ao serviço, que possui 5.639 queixas, o que representa 25,99% do total; e a dificuldade para cancelar serviços, que soma 2.290 reclamações, o que corresponde a 10,55% do total. Fonte: Fenae