Saúde Caixa terá seminário estadual neste sábado (8)

A Federa-RJ realiza, no próximo sábado, 8 de julho, o Seminário Estadual sobre o Saúde Caixa. Todos os funcionários da Caixa Econômica estão convidados a participar do evento pela presidenta da Federa, Adriana Nalesso, e por Rogério Campanate, membro da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa. Como explica Campanate, essa será uma etapa estadual do seminário sobre Saúde Caixa. Dela sairão os delegados para o seminário nacional, que vai ocorrer no dia 22. “Esse é um tema dos mais relevantes para nós hoje porque o nosso acordo aditivo de Saúde Caixa vai vencer no dia 31 de agosto e temos alguns desafios para superar, como por exemplo, o teto que a Caixa Econômica colocou no próprio estatuto de responsabilidade com relação ao Saúde Caixa. Então é importante se você for dos sindicatos de Campos, Niterói, Petrópolis, Rio de Janeiro, Sul Fluminense e Teresópolis, que se inscreva no link que estamos disponibilizando para participar deste seminário. Contamos com vocês”, conclama Campanate. A presidenta da Federa reforçou o convite: “Participe, você faz parte dessa construção. Vamos juntos” Inscreva-se pelo link abaixo: https://us06web.zoom.us/meeting/register/tZUqc-uvrj0iEtHsHyy_h4sefMYx-bgbVHbP#/registration

CMN aprova mudanças e aumenta pressão para reduzir Selic

Em reunião na última quinta-feira (29), o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu uma meta de inflação de 3% em 2026 e a mudança no período de cálculo para alcançá-la. O período do sistema de avaliação passa a ser contínuo, permitindo que o BC persiga a meta determinada para a inflação acumulada em 24 meses. As decisões já eram esperadas. A segunda, que valerá somente a partir de 2025, foi levada ao conselho pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, um dos três membros do colegiado, ao lado da ministra do Planejamento, Simone Tebet, e do presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto. “O que se fazia, antes no Brasil, era abrir mão da meta para cumprir o ano-calendário. Agora o que você faz é o contrário”, disse o ministro Haddad ao anunciar as decisões do encontro. Segundo o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Gustavo Cavarzan, o novo sistema permite ao BC um horizonte maior de tempo para atingir a meta de inflação. A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira, explicou que, com a Selic em 13,75%, descontado o custo da inflação, o Brasil segue com o maior nível de juro real do mundo, em torno de 9,4%, o que afeta negativamente a economia e a geração de emprego. “A Selic num patamar alto aumenta a dívida pública do governo com os juros pagos com os títulos da dívida pública, dinheiro que poderia ser utilizado para expandir infraestrutura e para ser investido em saúde e educação. Os juros altos também prejudicam as famílias, porque o crédito e o financiamento ficam mais caros. Famílias endividadas consomem menos. Pouco consumo reduz a produção, porque as empresas não estão vendendo. Se as empresas não estão vendendo e estão com estoques parados, elas demitem. Consequentemente, a renda circulando cai e a economia não avança”, afirmou Juvandia. Meta inalcançável O próprio argumento do BC de que o Brasil só terá juros menores quando a inflação estiver no centro da meta vem recebendo críticas, por estar deslocado da realidade econômica do país. As atuais metas de inflação brasileira para 2023, 2024, 2025 e, agora, 2026, são de 3,25% para este ano e 3% para os demais – sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto, para mais ou para menos. O índice de referência para definição das metas utilizado oficialmente no país é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo IBGE. O economista do Dieese destaca que o Brasil apresenta há meses condições econômicas que permitem um processo de redução da Selic. “Temos um cenário com mercado de trabalho pouco aquecido, ainda há um grande contingente de desempregados, subutilizados, precarizados, com renda baixa, o que significa que não temos um cenário de excesso de consumo. O cenário na realidade é de uma população muito endividada que, justamente por conta dos juros elevados, gasta uma parcela cada vez maior de sua renda para pagar dívidas não sobrando recursos para consumir”, disse Cavarzan. Segundo o economista, apesar do desempenho acima do esperado no primeiro trimestre do ano em função do agronegócio, a atividade econômica brasileira segue estagnada. “A inflação em si caminha firmemente para um processo de redução brusca com os principais fatores que levaram a elevação dos preços no ano passado (como choque na taxa de câmbio, guerra da Ucrania, política de preços da Petrobras e safras agrícolas ruins) sob controle. Sendo assim não existe razão econômica que justifique a manutenção dos atuais patamares de juros no país”, concluiu. Entenda O Conselho Monetário Nacional (CMN) é órgão superior do Sistema Financeiro Nacional (SFN), responsável pela formulação das políticas monetárias e de crédito. O colegiado é composto pelo ministro da Fazenda Fernando Haddad (presidente), ministra do Planejamento, Simone Tebet, e presidente do BC, Roberto Campos Neto. Cada um com direito a um voto. O CMN se reúne uma vez por mês. Tradicionalmente nas reuniões de junho são definidas as metas de inflação. No encontro desta quinta-feira (29), o colegiado estabeleceu a meta de inflação de 3% para 2026 e manteve as metas atuais para 2023 (3,25%), 2024 (3%) e 2025 (3%). O colegiado aprovou ainda, por unanimidade, um pedido do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que muda o período de cálculo para alcançar as metas de inflação: deixa de ser ano-calendário, ou seja, fixada para o período de janeiro a dezembro de cada ano, e passa a ser contínua, permitindo que o BC persiga a meta determinada para a inflação acumulada em 24 meses. O sistema de avaliação contínua é utilizado em quase todo o mundo, incluindo os bancos centrais dos Estados Unidos (FED), dos países da União Europeia e do Reino Unido, e passará a valer no Brasil somente em 2025. Com a mudança no sistema de avaliação, o BC ganha mais flexibilidade para perseguir o nível determinado para a inflação, aumentando a pressão sobre a entidade para que comece a reduzir a taxa básica de juros (Selic), hoje em 13,75%, que faz com que o país continue ocupando o primeiro lugar no ranking de países com a maior taxa de juros reais. *Fonte: Contraf-CUT

Bancários traçam planejamento de ações para diversidades

A Comissão de Gênero, Raça, Orientação Sexual e Trabalhadores e Trabalhadoras com Deficiência (CGROS) da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) realizou um encontro para traçar o planejamento de atuação neste período. Dirigentes da Confederação e representantes de federações filiadas, integrantes do coletivo nacional participaram do encontro que foi realizado na última quinta-feira (29).. “Este é o primeiro passo, com vistas à criação dos coletivos nas federações, e, em breve, caminharemos para desdobramentos de atuação, com seminários e encontros mais amplos, levantando todas as demandas pertinentes ao debate da CGROS”, afirmou o secretário de Políticas Sociais da Contraf-CUT, Elias Jordão. O secretário ressaltou que os bancários, com protagonismo no movimento sindical brasileiro, têm importante papel a exercer no que diz respeito às políticas sociais. Para ele, a retomada efetiva do CGROS é importante neste momento, pois, após a pandemia, a Campanha Nacional da categoria e a eleição de 2022, alguns temas precisam de atenção mais assertiva do movimento sindical. Bianca Garbelini, secretária da Juventude, também falou sobre a importância do tema. “A Contraf-CUT está sempre na vanguarda desse debate, e no momento vemos a necessidade da organização do coletivo LGBTQIAP+, como está ocorrendo na CUT, onde o coletivo está já bastante estruturado. Assim, as reivindicações para essa comunidade podem ser bem sistematizadas e isso aumenta a força da categoria nas mesas de negociações com os bancos”, afirmou. Rosalina Amorim, diretora da Contraf-CUT, lembrou que “a CGROS tem a tradição de ser muito dinâmica, em especial nas mesas de negociação com a Fenaban, e esta retomada permite fortalecer os debates, com a participação das federações e dos sindicatos, que sentem essa necessidade para desenvolver seus trabalhos e para sua organização. Isso é muito importante especialmente para segmentos como PcDs, mulheres e LGBTQIAP+.” Distorções no emprego Durante o encontro, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apresentou um estudo que mostra as distorções no emprego da categoria, decorrentes de discriminação a vários segmentos, como comunidade LGBTQIAP+, pessoas com deficiência (PcD), mulheres e trabalhadores negros e negras, entre outros. A economista da subseção na Contraf-CUT do Dieese, Vívian Machado, mostrou problemas que afetam, por exemplo, que as mulheres, que recebem menos que os homens, são as maiores vítimas do endividamento familiar e sofrem forte violência. Segundo o estudo, “no 1º semestre de 2022, a cada 6 horas, uma mulher foi vítima de feminicídio no Brasil.” A remuneração média, com dados de 2021, revela também resultados da discriminação no emprego bancário. Enquanto um homem branco recebia R$ 11.831, o salário médio de uma mulher preta ficou em R$ 8.018. O mesmo se observa em cargos de liderança, preenchidos em 40,8% por homens brancos, em 7,4% por mulheres pardas e em apenas 1,1% por mulheres pretas. Com relação a trabalhadores e trabalhadoras com deficiência, os números revelam que a inclusão é outra pauta que deve receber atenção do movimento sindical. Embora o percentual de bancários com deficiência tenha subido de 2,4%, em 2012, para 3,7% em 2021, o índice ainda é considerado baixo. Nesse ano, dos 442,5 mil bancários, apenas 16,3 mil eram PcDs. Para a secretária da Mulher da Contraf-CUT, Fernanda Lopes, “outra questão a ser levada em conta é que as PcDs, além de serem contratadas, devem ser valorizadas pelos bancos e não ficarem jogadas num canto do setor onde trabalham, fazendo um trabalho secundário”. O secretário de Combate ao Racismo da Contraf-CUT, Almir Aguiar, ressaltou que as pesquisas são importantes porque sistematizam os dados que mostram o cenário e suas distorções, e assim permitem a elaboração de políticas públicas e municiam o movimento sindical para suas lutas e negociações. *Fonte: Contraf-CUT

GT se reúne para debater pendências do plano de saúde da Caixa

O Grupo de Trabalho do Saúde Caixa deu início às negociações sobre questões pendentes do plano de saúde das empregadas e empregados do banco. O grupo é formado por representantes da Caixa Econômica Federal e de entidades sindicais e associativas dos trabalhadores. A reunião aconteceu nesta quarta-feira(28). Para Fabiana Uehara Proscholdt, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, uma das principais pendências é a revisão do Estatuto da Caixa, para que se exclua o teto de gastos que a Caixa pode ter com a saúde de seus empregados. Fabiana informou que a antiga resolução 23 da CGPAR, que foi revogada, previa um limite da folha de pagamentos da Caixa para custear o plano, e que a versão vigente do estatuto do banco, aprovada por Pedro Guimarães, limita este financiamento a 6,5% da folha. “Mas existe um ponto urgente, que é a cobrança retroativa de coparticipações que a Caixa está efetuando diretamente na conta corrente dos empregados e causando sérios transtornos para a subsistência dos trabalhadores. Tudo isso sem qualquer negociação com a representação dos trabalhadores”, afirmou a coordenadora. Os valores cobrados pela Caixa referem-se a coparticipações de consultas e exames de 2018 a 2022 que, por erro de sistema da Caixa, não tinham sido cobradas. O representante da Federação dos Bancários do Estado do Rio de Janeiro (Federa/RJ), Sergio Amorim, lembrou que existe um limite definido no Acordo Coletivo de Trabalho. “A Caixa precisa suspender essas cobranças para que a gente discuta a melhor forma e os parâmetros para que estes valores sejam pagos, respeitando o limite definido em nosso ACT (Acordo Coletivo de Trabalho)”, disse Sergio. O ACT limita o desconto da coparticipação do Saúde Caixa em 10% da renda básica. A Caixa está cobrando os valores atrasados com débito em conta, sem considerar esse limitador e ainda descontando as despesas atuais no contracheque, usando o limite de 10%. “Com esta cobrança sendo realizada do jeito que a Caixa quer, algumas pessoas ficam sem salário”, ressaltou o representante da Federa/RJ. Calendário A Caixa apresentou uma proposta calendário de negociações que prevê mais duas reuniões do GT Saúde Caixa, três mesas de negociações com a CEE e a assinatura do acordo específico até o fim de agosto. Seminário nacional O Saúde Caixa é um dos principais problemas que afetam o pessoal da Caixa. O Comando Nacional dos Bancários vai realizar um seminário nacional no dia 22 de julho para debater os principais problemas que afetam o dia a dia do pessoal da Caixa, com prioridade para o debate sobre o Saúde Caixa. Além disso, orientou que, antes do seminário nacional, as entidades sindicais realizem o debate em suas bases e promovam seminários locais e regionais para que as propostas sejam aprofundadas no seminário nacional. Confira o calendário proposto pela Caixa: *Fonte: Contraf-CUT

Movimento sindical lança campanha contra fechamento de agências

Bancários e bancárias realizaram um Dia Nacional de Luta por todo o país, com o lançamento da campanha #BancoParaTodos. O objetivo é unificar ações e mobilizações dos funcionários de todos os bancos contra o fechamento de agências bancárias, que vêm acontecendo em diversas localidades. O secretário-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Gustavo Tabatinga Jr. falou sobre a campanha. “Nós queremos concentrar para potencializar os esforços das entidades sindicais a fim de pressionar as empresas a reverem tais posturas”, afirmou. As comissões nacionais de empresa, de bancos privados e de bancos públicos, têm levado às mesas de negociações a prioridade da luta contra o fechamento de unidades, no varejo e em áreas administrativas, e a consequente preservação de postos de trabalho. Essas têm sido pautas permanentes em todas as instâncias do movimento sindical em contraposição à prática dos bancos, que insistem na redução de custos através dos cortes na folha de pagamento de salários e na redução de estruturas operacionais. “A partir de agora, nós vamos lutar de forma unificada contra esses e outros tantos problemas comuns a toda a categoria”, completou Tabatinga. Adriana Nalesso, presidenta da Federa-RJ, percorreu algumas agências e conversou com os bancários sobre o movimento. “A nossa meta é garantir direitos, garantir empregos, é garantir conquistas. Nesse sentido quero convidar vcs a conhecerem a Convenção Coletiva. Lá, tem um arcabouço de direitos que a categoria bancária conquistou, não é benevolência. Nós temos salário maior que o mercado, tíquete maior que o mercado, PLR. Tudo isso foi conquista do seu sindicato”, ressaltou Adriana. *Fonte: Contraf-CUT e Federa-RJ

Promoção por mérito: Caixa apresenta dados para pagamento deste ano

Em continuidade às negociações para definição dos critérios para pagamento dos deltas do período 2023-2024, o Grupo de Trabalho de Promoção por Mérito da Caixa Econômica Federal voltou a se reunir, na última terça-feira (27). Os critérios são debatidos todos os anos pelo GT formado por representantes do banco e dos trabalhadores. O banco apresentou os dados do pagamento dos deltas referentes a 2022, recebidos pelos trabalhadores no ano corrente. O coordenador da representação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), João Paulo Pierozan, ressaltou que os debates ainda estão no início. Segundo ele, este ano as negociações começaram mais cedo, permitindo que as empregadas e empregados tenham mais tempo para conquistar os objetivos que forem definidos. “Pedimos que o banco nos apresentasse os dados do pagamento efetuado neste ano para que a gente pudesse balizar as reivindicações de mudanças, mas ressaltamos que é importante que a Caixa traga também informações sobre a proporção de utilização do teto limite para que a gente consiga avaliar melhor e veja a possibilidade de ampliação dos valores pagos aos empregados”, explicou Pierozan.. Promoção 2022-2023 Todos os empregados e empregadas que cumpriram os critérios definidos receberam um delta referente à promoção por mérito de 2022. Foram excluídos os que trabalharam menos de 180 dias em 2022 (1.752 empregados); que tinham alguma penalidade de suspensão (79); registro de censura ética (1); teve uma ou mais falta injustificada (718); ou estavam com contrato de trabalho suspenso na data do pagamento (139). Os 3.446 empregados que chegaram ao teto da carreira não recebem o delta distribuído linearmente a todos os demais. Alegando problemas de orçamento, em 2023, a Caixa distribuiu apenas um delta linearmente e não distribuiu o segundo delta da promoção por mérito de 2022. Entre todos que receberam a promoção, 6% eram chefes de unidade, 24% de média gestão, 45% de função técnica e 25% sem função gratificada. Com relação ao local de trabalho, 72% dos que receberam trabalham na rede de agências, 20% em filiais e 8% na matriz. Premissas da Caixa A Caixa realizou algumas pesquisas no mercado para saber como são feitas as promoções por mérito em outras empresas e apontou algumas das premissas utilizadas, como: Reconhecimento aos empregados que mais se destacaram; Incentivo à busca pelo desenvolvimento profissional; Impulso ao crescimento estratégico; Manutenção do equilíbrio financeiro da instituição. O banco apontou algumas inspirações que podem ser utilizadas na promoção por mérito da Caixa, entre elas: Reconhecimento do empregado que busca seu desenvolvimento profissional; Valorização de princípios sustentáveis, com equilíbrio de aspectos sociais, culturais, econômicos e ambientais, para atender necessidades de todas as gerações; Humanização das relações de trabalho, com inclusão e respeito às diversidades; Estímulo à criatividade, à cultura empreendedora e às competências. A próxima reunião está agendada para o dia 13 de julho, às 10h30. *Fonte: Contraf-CUT

Caixa: GT faz nova reunião, mas banco não apresenta respostas

Formado por representantes da Caixa Econômica Federal e dos empregados para tratar de questões específicas dos trabalhadores que exercem as funções de caixas, tesoureiros e avaliadores de penhor, o Grupo de Trabalho voltou a se reunir, nesta terça-feira (27). Mas o banco ainda não deu respostas sobre o fim da designação de função por minuto e retorno das funções efetivas. “O banco está apresentando respostas sobre questões pontuais, que também são importantes, mas não trazem nada de efetivo sobre as principais demandas que apresentamos. Pedimos que o banco reveja as atas de nossas reuniões e se debruce na solução do que é prioridade para os trabalhadores”, disse a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt. Para a coordenadora, a designação da função por minuto para os caixas, tesoureiros e avaliadores de penhor inviabiliza o trabalho, gera tensão, adoecimento e prejuízo aos trabalhadores. “A função minuto é uma aberração! É uma atividade que não conta pra nada na carreira dos empregados, fora a questão dos reflexos de final de semana, PLR, férias e afins. Isso sem contar a sobrecarga de trabalho e a cobrança de vendas. É surreal!”, afirmou. Para minimizar as ações judiciais, a representação dos trabalhadores também solicitou a inclusão da “pausa de 10 minutos” como objeto das Comissões de Conciliação Voluntárias (CCVs). Sem repostas A redução da jornada de tesoureiros, de oito para seis horas, com redução proporcional do salário e orientação para que não sejam autorizadas horas-extras para estes profissionais também ficou sem resposta. Existe decisão judicial para que a Caixa reduza a jornada da função, mas as ações judiciais não mencionam a redução salarial. Na última reunião, banco havia dito não existir orientação neste sentido e que era preciso analisar casos específicos. Os casos continuaram acontecendo em diversas regiões do país. Também não houve resposta sobre a exclusão das funções de caixa, tesoureiro e avaliador de penhor do “time de vendas” e tampouco sobre a revisão do Programa Qualidade de Vendas (PQV), que está sendo usado como ferramenta de punição aos empregados quando existe uma venda “indevida”. “Mas, o problema que são as metas abusivas que é o cerne não está sendo resolvido”, observou a coordenadora da CEE. Também mereceu destaque na reunião a necessidade urgente de troca de equipamentos, bem como a estabilidade dos sistemas. “Na última reunião, a Caixa trouxe a informação de melhorias no SISAG (Sistema de Automação de Produtos e Serviços Bancários de Agência), mas o que pudemos perceber é que o sistema passou a ficar mais instável, afetando inclusive outras aplicações. Isso tem prejudicado o trabalho dos empregados e causado demora no atendimento à população”, afirmou Fabiana. Depois que a representação dos trabalhadores reforçou a cobrança de respostas, a representação do banco tentou argumentar que as atividades realizadas estão dentro do escopo de trabalho das funções. Mas a CEE lembrou que, na reunião passada, já havia discordância desta argumentação e o pedido para que o banco resgatasse as atribuições previstas no RH183 e comparasse com o que os empregados vêm fazendo na prática, para que eles não executem tarefas que não sejam de suas responsabilidades, com a intenção acabar com os desvios de funções. A representação da Caixa, então, disse que levaria as questões para serem analisadas pelos setores específicos. O pedido, feito na reunião passada, para que a Caixa aprimore a ata das reuniões, de modo a facilitar o atendimento das reivindicações e o acompanhamento do que está sendo realizado, também foi reforçado.. O banco relembrou que demandas sobre a melhoria dos mobiliários, contemplando a substituição com participação avaliação pelos usuários, foram atendidas. Disse também que existe um cronograma para a adaptação de agências para pessoas com deficiência (PCDs). Também está sendo realizada a revisão da formação de avaliadores de penhor. *Fonte: Contraf-CUT

Bancários lançam campanha #BancoParaTodos nesta quarta-feira(28)

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) lança, nesta quarta-feira (28), a campanha #BancoParaTodos para  denunciar os problemas provocados pelo fechamento de agências bancárias em diversas cidades do país. A partir das 11h, haverá um tuitaço com a hashtag #BancoParaTodos. Gustavo Tabatinga Jr., secretário-geral da Contraf-CUT, afirma que a justificativa dos bancos de que a maioria dos serviços agora é realizada por plataformas digitais não pode ser usada como desculpa para privar a população de um atendimento presencial acessível e eficiente. “Durante a pandemia, testemunhamos longas filas em agências bancárias, o que evidenciou a necessidade de atendimento presencial para grande parte da população. No entanto, os bancos continuam fechando agências, principalmente em cidades afastadas dos grandes centros financeiros e em bairros periféricos das grandes cidades”, informa Tabatinga. Segundo levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), 42% dos municípios brasileiros não possuem nenhuma agência bancária. E, em 7% dessas cidades, não há qualquer tipo de atendimento bancário. “Essa realidade prejudica os clientes, que ficam sem acesso ao atendimento presencial, e sobrecarrega os funcionários das unidades que permanecem abertas”, afirma Tabatinga. O Brasil, atualmente, conta com 7.216 agências em todo o país, o menor número desde 2007, quando o Banco Central começou a registrar esses dados. E a situação está se agravando, pois somente em 2022 foram fechadas 428 unidades. “Os efeitos do fechamento de agências são imediatos: a população enfrenta dificuldades para encontrar agências próximas, muitas vezes precisando se deslocar para outras cidades. Além disso, as filas nas agências restantes se tornam cada vez mais longas, uma vez que elas precisam atender clientes de todas as outras que foram fechadas. Essa realidade é prejudicial tanto para os clientes quanto para os funcionários, que ficam sobrecarregados”, lamenta o secretário. Com o fechamento das agências, muitos funcionários são demitidos. Esses profissionais perdem seus empregos e ficam sem condições de sustentar suas famílias. Além do impacto individual, essa situação afeta negativamente o comércio local, resultando em prejuízos para toda a sociedade. A campanha #BancoParaTodos tem como objetivo chamar a atenção para esses problemas e buscar soluções que garantam o acesso aos serviços bancários para toda a população brasileira, conforme determina a lei. “É fundamental que os bancos cumpram sua obrigação de fornecer atendimento adequado e acessível em todas as localidades necessárias”, conclui o secretário. *Fonte: Contraf-CUT

Dia Nacional de Luta dos bancários será nesta quarta-feira (28)

Nesta quarta-feira (28), bancários e bancárias de todo o país participam do Dia Nacional de Luta, em defesa do emprego e dos seus direitos. O objetivo da mobilização é denunciar à sociedade os problemas que a categoria sofre com o fechamento de postos de trabalho e consequentes demissões. Nas redes sociais, a mobilização incluirá ainda um tuitaço, a partir das 11h, com a hashtag #BancoParaTodos. A maioria das dispensas é consequência do fechamento de centenas de agências físicas no setor privado. Somente o Bradesco, que teve lucro superior a R$ 20 bilhões em 2022, cortou 1.276 postos de trabalho e fechou 93 agências e 174 unidades de negócios. No Itaú foram 240 agências físicas encerradas no ano passado e outras 103 no primeiro trimestre de 2023. Segundo dados apresentados durante o encontro promovido pela Uni Américas Finanças, que reuniu dirigentes de sindicatos de trabalhadores do ramo financeiro da Argentina, Uruguai e Brasil, em maio deste ano, só no Brasil, foram mais de 77 mil postos de trabalho cortados pelos bancos, entre 2013 e 2023. Num período um pouco mais longo, entre 1994 e 2021, o peso da categoria bancária no emprego formal no ramo financeiro do país caiu de 80% para 44%.

Fenae e outras entidades pedem urgência na incorporação do REB

A incorporação do REB ao Novo Plano é uma luta antiga da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) e de outras entidades associativas e sindicais. A medida visa tentar reparar as desvantagens do REB, plano de benefício criado em 1998, quando o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) preparava o banco para a privatização. Com a criação do Novo Plano em 2006 foram feitas várias tentativas de incorporação. Em outubro de 2014, a incorporação foi incluída em cláusula no Acordo Coletivo de Trabalho 2014/2015. Entretanto, em 2017 o governo criou impeditivos em relação aos cálculos retroativos. Sem avanço, o tema emperrou durante a gestão de Pedro Guimarães na Caixa, quando uma série de ações travaram o processo de incorporação. No segundo semestre de 2021, o tema voltou a ser discutido uma série de reuniões solicitadas pela Fenae à Funcef para tratar do tema. O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, cobra a efetivação do processo.  “Os participantes do REB têm acumulado prejuízos desde a sua criação, em 1998, com direitos rebaixados e benefícios reduzidos. Nunca abandonamos essa luta e a reparação dessa injustiça é urgente. Esperamos que a Caixa avance e retome o que foi acordado em 2014”, enfatizou o presidente da Fenae, Sergio Takemoto. O diretor de Benefícios, Jair Ferreira, eleito pelos participantes em 2022, afirma que a incorporação precisa acontecer neste ano. “Por isso buscamos que a patrocinadora acelere os processos internos para aprovar a incorporação e mantenha o compromisso de garantir o direito dos participantes do REB ao retroativo”, observa o diretor.  Condições desiguais Os participantes do REB são submetidos a condições previdenciárias inferiores em comparação ao Novo Plano. O percentual de contribuição é uma delas. No Novo Plano, a contribuição é de 5% a 12%; no REB, é apenas de 2% a 7%, diminuindo a possibilidade de acumular uma reserva maior para a aposentadoria. Além disso, a base de cálculo de remuneração do REB não inclui CTVA (Complemento Temporário Variável de Ajuste de Mercado), ao contrário do Novo Plano. Há outro problema para os participantes do REB – No resgate – embora não seja a melhor opção, na opinião da Fenae, os participantes têm prejuízos, pois não podem resgatar 100% do saldo. O Novo Plano também é superior em relação à taxa de administração dos aposentados e pensionistas, benefício por invalidez e pensão por morte. O REB também não possui Fundo de Revisão de Benefícios (FRB) – mecanismo que garante aumento real em caso de excedente financeiro no plano. Outra desvantagem é a base de dependentes, menos ampla no REB. Enquanto no Novo Plano, são permitidos como dependentes os filhos menores de 24 anos, no REB o direito se aplica somente aos menores de 21. Fonte: Fenae