Fechamento de postos de trabalho no setor bancário persiste, mostra estudo do Dieese

Segundo levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base no Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o setor bancário manteve o fechamento de postos de trabalho pelo  12º mês seguido. De acordo com o estudo, foram encerradas 196 vagas em setembro. O resultado do saldo negativo no ano é de 5.602 postos de trabalho, com um acumulado de 12 meses chegando a 6.163. O levantamento do Dieese mostra ainda que, a maioria do fechamento de vagas foi responsabilidade dos bancos múltiplos com carteira comercial (maior parte dos bancos privados). O saldo negativo apontou 406 vagas no mês, 5.903 no ano e 6.235 em 12 meses. A Caixa promoveu abertura de empregos, registrando saldo positivo de 179 vagas no mês, 722 vagas no ano e 1006 em 12 meses. Porém, estes números não foram suficientes para reverter o saldo negativo do setor. Salários O salário mensal médio dos bancários admitidos em agosto foi de R$ 5.701,19 contra R$ 7.507,78 dos bancários desligados no mesmo mês. Dessa forma, o salário médio do bancário admitido ficou em 72,94% do desligado. Já no ramo financeiro, excluindo a categoria bancária, a situação muda. Em setembro, o saldo foi positivo, registrando abertura de 2.151 postos de trabalho. Foram criados 14,9 mil postos de trabalho, sendo em média, 1,3 mil por mês, nos últimos 12 meses. Quanto à população negra, os dados do levantamento mostram que foram abertos 1,1 mil postos de trabalho nos bancos, em 2023, sendo 861 vagas para pessoas pardas e 239 para pessoas negras.   *Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

Negociações do Saúde Caixa: próxima reunião será dia 16 de novembro

As negociações sobre a renovação do acordo coletivo específico do Saúde Caixa avançaram, na reunião da última quinta-feira (9). O foco é a sustentabilidade e a manutenção das premissas do plano de saúde. Os encontros foram retomados após as mobilizações dos trabalhadores de todo o país, em defesa do Saúde Caixa, ocorridas  nos dias 17 e 30 de outubro, e a solicitação feita à Caixa pelo Comando Nacional dos Bancários. Na reunião desta quinta, a Caixa não aceitou assumir todas as despesas administrativas, como havia sido reivindicado, alegando impedimento devido a restrições estatutárias. Entretanto, o banco concordou em incorporar toda a despesa de pessoal desde 2021. A caixa se comprometeu, ainda, em repassar as informações financeiras e atuariais do plano, a cada seis meses, para que os empregados e suas entidades representativas possam acompanhar de forma mais permanente e consistente. Este avanço foi considerado importante pela presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira. “Com isso, as negociações sinalizaram positivamente sobre o futuro do plano para 2024”, ressaltou Juvandia. Os representantes dos empregados disseram que o processo de fechamento do acordo tem que passar por medidas que não comprometam a renda dos beneficiários e que não torne inviável o uso do Saúde Caixa para todos. A coordenadora da CEE/Caixa, Fabiana Proscholdt, afirmou que a solução de equilíbrio para 2024 não pode culminar em comprometer a renda dos titulares. “Nosso debate passa prioritariamente pela viabilidade do plano para todos e também pela melhoria da qualidade e acesso” disse Fabiana. Os representantes do banco apresentaram diversas simulações, com o objetivo de permitir a discussão de possíveis formatos de custeio. A  representação dos empregados solicitou outras, mais de acordo com a mobilização nacional pela existência do Saúde Caixa sustentável e financeiramente viável para todos os trabalhadores do banco. Outra sinalização importante foi que, a partir do próximo ano, seja debatida a revisão do estatuto do banco. A próxima reunião está marcada para 16 de novembro. Vale ressaltar que os trabalhadores devem ficar atentos e mobilizados até que seja renovado o ACT sobre o Saúde Caixa, cuja vigência termina no fim de dezembro deste ano.

Zanin pede vista e julgamento sobre correção do FGTS é adiado de novo

O ministro Cristiano Zanin pediu vista e o julgamento sobre correção do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço foi suspenso outra vez. Zanin alegou que recebeu novas informações, inclusive da Caixa Econômica Federal, por isso precisa de mais tempo. Nesta quinta-feira (9), o Supremo Tribunal Federal (STF) teve mais um voto a favor da caderneta de poupança como referência mínima de correção das contas do FGTS. Agora são três votos. Apresentada em 2014 pelo Partido Solidariedade, a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5.090 questiona leis (8.036/1990 e 8.177/1991) que fixam a correção dos depósitos pela TR mais 3% ao ano. Segundo o partido, os trabalhadores são os titulares dos depósitos e a Caixa Econômica Federal, como gestora do FGTS, afrontou o princípio constitucional da moralidade administrativa ao se apropriar da diferença devida pela real atualização monetária. *Foto de Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Novo presidente assume o comando da Caixa

Carlos Antonio Vieira Fernandes tomou posse nesta quinta-feira (9), na presidência da Caixa Econômica Federal. Indicado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira, o novo presidente é funcionário de carreira aposentado da Caixa, foi presidente do Funcef, fundo de pensão dos funcionários da Caixa e integrou a equipe do Ministério das Cidades, no governo de Dilma Rousseff. Carlos Vieira disse que seu maior desafio será acelerar a modernização da Caixa, sem perder sua essência como banco social. “Revisitaremos, com urgência, três pilares: resultados, processos e gestão de pessoas. Em relação aos resultados, quero ser assertivo. Governança e integridade são compromissos inegociáveis ​​em nossa instituição. Liderança responsável, equidade, ética, sustentabilidade e transparência são valores que nortearão a nossa prática de gestão e que desejamos que sejam perpetuados na Caixa”, disse o presidente. Quanto à composição de sua equipe, Carlos Vieira afirmou que dará prioridade à competência. “Não se pode julgar um executivo porque é ligado a A, B ou C, mas se ele é competente”, ressaltou, durante entrevista ao jornal O Globo. Carlos Vieira disse ainda que novas agências deverão ser abertas, ao contrário do que vem sendo feito pelos bancos privados. Ainda segundo o novo presidente, “não será necessário fazer cortes muito acentuados nos juros do banco porque não é a taxa que traz o cliente para a instituição”. Carlos Vieira ressaltou que o presidente Lula pediu para a Caixa ser indutora de crescimento. Vieira fez questão de ressaltar que a Caixa é o maior banco público da América Latina. Ele lembrou que a missão da empresa é  promover a igualdade e o desenvolvimento econômico do país. Disse que é importante reforçar a parceria entre o banco e o Governo Federal. “Continuaremos apoiando a execução das políticas públicas do Governo Federal e contribuindo para formular modelos sustentáveis, que atendem cada vez mais os cidadãos e os cidadãos do nosso Brasil. Por meio do Novo PAC, do FIES, do Minha Casa Minha Vida, do Desenrola Brasil, no incentivo ao microcrédito e em todas as formas e condições que lhe forem possíveis. A Caixa contribui para melhorar a vida de cada cliente e para abranger todos os municípios como políticas públicas que o nosso povo precisa”, concluiu Carlos Vieira.

Saúde Caixa: negociações prosseguem nesta quinta-feira (9)

Prosseguem nesta quinta-feira (9) as negociações para renovação do acordo específico do Saúde Caixa. A reunião será entre a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa e representantes do banco. No encontro desta quinta, a Caixa ficou de apresentar simulações para permitir a discussão de possíveis formatos de custeio. As negociações foram destravadas no último dia 1º, durante reunião com o banco a pedido do Comando Nacional dos Bancários, depois de manifestações ocorridas em todo o país, no dia 30 de outubro, Dia Nacional de Luta em Defesa do Saúde Caixa. A coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa e do GT Saúde Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, explicou que o objetivo é chegar a uma proposta melhor para 2024, que não inviabilize a permanência de nenhum funcionário no Saúde Caixa. “Temos um cenário que aponta um déficit de mais de R$ 1 bilhão, considerando os custos de 2023 e as projeções atuariais de custos para 2024. Com essa retomada das negociações já temos uma sinalização positiva com relação ao custeio para sanar o déficit de 2023 que, se não for equalizado, nos obrigaria a arcar com o pagamento de 4,5 parcelas extraordinárias no próximo ano”, ressaltou a coordenadora.

Correção do FGTS deve voltar à pauta do Supremo nesta quarta-feira (8)

A correção das contas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) deve voltar a ser julgada, nesta quarta-feira (8), pelo Supremo Tribunal Federal. A pauta é sobre a legalidade do uso da Taxa Referencial (TR) para corrigir as contas. O julgamento foi suspenso em abril deste ano, quando o ministro Nunes Marques pediu vista. Existem dois votos a favor da inconstitucionalidade do uso da TR, sob o argumento de que a correção não deve ser inferior à poupança, e nenhum contra, por enquanto. A Advocacia-Geral da União (AGU) pede o fim da ação. Segundo a AGU, a mudança poderá provocar aumento de juros nos empréstimos para financiamento da casa própria e aporte da União em cerca de R$ 5 bilhões para o fundo. O partido Solidariedade, que protocolou a ação em 2014, argumenta que a correção pela TR tem rendimento próximo de zero ao ano, o que prejudica os trabalhadores. Atualmente, as contas têm correção de 3% ao ano, o acréscimo de distribuição de lucros do fundo, além da correção da TR. O FGTS foi criado em 1966 como forma de proteção financeira contra o desemprego. Ele funciona como uma poupança compulsória. Caso o trabalhador seja dispensado, sem justa causa, recebe o saldo do FGTS, acrescido de multa de 40%. *Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Fórum pela Visibilidade Negra terá transmissão por Facebook e YouTube em tempo real

Com a presença de especialistas militantes da luta antirracismo, será realizado em Porto Alegre, o VII Fórum Nacional pela Visibilidade Negra, nos dias 10 e 11 de novembro. Quem não conseguiu se inscrever poderá acompanhar todos os debates pelo Facebook e pelo YouTube, em tempo real, através das páginas do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região. Almir Aguiar, secretário de Combate ao Racismo da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), explicou que o número de interessados superou as expectativas, e por isso, houve a decisão de transmitir ao vivo o encontro, já que muitos não conseguiram fazer a inscrição. Durante o encontro, serão debatidos temas como a conjuntura histórica das relações de trabalho e raciais no Brasil, a participação dos negros e negras no mercado de trabalho, o empoderamento da mulher negra no trabalho e na vida e políticas de inclusão de negras e negros no mercado de trabalho. Segundo Almir, “os palestrantes são de notório saber nas políticas antirracistas, cada um dentro de sua área”. O secretário acredita que os debates serão de grande densidade sobre temas fundamentais para a luta contra a discriminação no sistema financeiro e no Brasil.

Banco do Brasil e Caixa vão iniciar renegociação do Fies nesta terça (7)

Estudantes em dívida com Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) podem renegociar seus débitos, a partir desta terça-feira (7), quando começa a renegociação no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal. O desconto poderá ser de até 100% dos juros e multas. O presidente Lula sancionou a lei, que autoriza as negociações na semana passada. Nesta segunda-feira (6), o ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que o presidente quer celeridade nos procedimentos. Após reunião com o presidente, no Palácio do Planalto, Camilo Santana disse que mais de 1 milhão e 240 mil pessoas poderão renegociar suas dívidas, “inclusive, com condições muito favoráveis, podendo chegar até 99% do principal e 100% dos juros e multa, ou seja, a pessoa pode pagar 1% da dívida dependendo da condição que ela esteja”. Santana disse ainda que o governo estuda mudanças no programa, para que deixe de ser um programa econômico para ser um programa social. Veja, abaixo, quem pode renegociar: – Estudantes com débitos vencidos e não pagos há mais de 90 dias em 30 de junho de 2023, com desconto de até 100% sobre encargos (juros e multas pelo atraso no pagamento) e de 12% sobre o valor financiado pendente, para pagamento à vista; ou parcelamento em até 150 parcelas mensais e sucessivas do valor financiado pendente, com desconto de 100% dos encargos (juros e multas pelo atraso no pagamento), mantidas as demais condições do contrato (ou seja, ficam mantidas as condições de garantia e eventuais taxas de juros do contrato). – Estudantes com débitos vencidos e não pagos há mais de 360 dias em 30 de junho de 2023, que estejam inscritos no Cadastro Único ou que tenham sido beneficiários do Auxílio Emergencial 2021, com desconto de até 99% do valor consolidado da dívida, inclusive principal, por meio da liquidação integral do saldo devedor em até 15 prestações mensais e sucessivas. – Estudantes com débitos vencidos e não pagos há mais de 360 dias em 30 de junho de 2023, que não se enquadrem na hipótese prevista no item anterior, com desconto de até 77% do valor consolidado da dívida, inclusive principal, por meio da liquidação integral do saldo devedor em até 15 prestações mensais e sucessivas. *Foto der Marcelo Casal Jr./Agência Brasil    

Saúde Caixa terá nova rodada de negociações na quinta-feira (9)

Na próxima quinta-feira (9) será realizada nova reunião de negociações para renovação do acordo específico referente ao Saúde Caixa, plano de saúde das trabalhadoras e trabalhadores da Caixa Econômica Federal. Para o encontro, a Caixa se comprometeu a apresentar simulações para permitir a discussão de possíveis formatos de custeio. As negociações foram destravadas durante reunião com o Comando Nacional dos Bancários, na última quarta (01), após manifestações em defesa do plano realizadas por todo o país. Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, falou sobre a negociação na última quarta-feira. “Avançamos para resolver o déficit de 2023 usando as reservas técnicas e de contingência e a Caixa se comprometeu a incorporar toda a despesa de pessoal deste ano. Resolvendo essa situação, vamos fazer o debate sobre o futuro do plano para 2024”, explicou Juvandia. Fabiana Uehara Proscholdt, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa e do GT Saúde Caixa, disse que o cenário aponta um déficit de mais de R$ 1 bilhão, considerando os custos de 2023 e as projeções atuariais de custos para 2024. Segundo ela, a retomada das negociações já apresentou uma sinalização positiva com relação ao custeio para sanar o déficit de 2023 que, se não for equalizado, resultará no pagamento de 4,5 parcelas extraordinárias no próximo ano. “Nossa intenção é conquistar uma proposta melhor para o ano de 2024 que não onere os colegas a ponto de inviabilizar sua permanência no Saúde Caixa”, ressaltou. Para Leonardo Quadros, diretor de Saúde e Previdência da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), a situação ainda é delicada, pois faltam apenas oito semanas para o fim do ano e as tratativas precisam se encerrar antes deste prazo. “Temos cobrado que a Caixa assuma diversos custos, que entendemos ser próprios da empresa e não do plano, e assim possamos buscar um custeio melhor”, disse. Mesmo com os avanços, Fabiana afirmou que os trabalhadores devem acompanhar atentos as negociações. “Precisamos nos manter mobilizados, pois ainda não houve a renovação do acordo. E, o custeio é uma parte do problema, pois precisamos avançar na melhoria da qualidade do plano”, disse. Fabiana afirmou que em algumas cidades e regiões os usuários não conseguem atendimento básico. “Para tentar resolver este problema, uma das nossas solicitações é o retorno das antigas Gipes (Gerencias Regionais de Pessoas). Essas estruturas locais são fundamentais não só para atendimento aos usuários, mas também aos credenciados. E, por serem locais, possuem maior conhecimento das necessidades e particularidades de cada região”, acrescentou a coordenadora. Os trabalhadores acreditam que os debates sobre sustentabilidade do plano devem ser mantidos no ano que vem, com a defesa da manutenção dos mesmos princípios e características, além da melhoria da qualidade de atendimento e ampliação da rede credenciada. A coordenadora explicou que a Caixa vem pedindo que sejam feitos reajustes e cobranças de todos os usuários, não tendo mais a trava de dois dependentes. “Entretanto, entendemos que tem que ter um teto para não onerar a renda dos titulares e acabar inviabilizando sua permanência no plano de saúde”, disse Fabiana. Sobre as mensalidades, Fabiana explicou que a cobrança é proporcional aos rendimentos de cada empregado. “Então, as mensalidades já são reajustadas na medida em que há aumento nos salários. E a entrada de mais recursos pode ser resolvida pela própria Caixa, com a reversão da política de redução de pessoal que, além de permitir o aumento de usuários contribuintes, reduz a sobrecarga de trabalho e, consequentemente, o adoecimento e os custos médicos do Saúde Caixa. Temos que avançar também nesse debate”, concluiu a coordenadora. Foto de Marcelo Camargo/Agência Brasil

Reunião para retomada de negociações do Saúde Caixa mostra avanços

As negociações para renovação do Saúde Caixa tiveram avanço na reunião realizada na última quarta-feira (01) com as representações dos empregados da Caixa. “Avançamos para resolver o déficit de 2023 usando as reservas técnicas e de contingência e a Caixa se comprometeu a incorporar toda a despesa de pessoal deste ano. Resolvendo essa situação, vamos fazer o debate sobre o futuro do plano para 2024”, ressaltou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira. A retomada das negociações com o banco aconteceu após solicitação do Comando e mobilizações dos empregados. Durante a reunião, os representantes dos empregados destacaram a necessidade de o banco incorporar as despesas de pessoal de 2023 e dos dois últimos anos – 2022 e 2021. Segundo eles, os dois últimos anos foram indevidamente incluídos nas despesas administrativas com o plano de saúde. Com os três anos juntos, o valor referente à despesa de pessoal chega a cerca de R$ 192 milhões, o que cobriria todo o déficit projetado para o ano. Juvandia disse que esse tema preocupa ativos e aposentados. “Nós avançamos em um tema que está causando grande preocupação entre os empregados da Caixa ativos e aposentados. Esperamos, na reunião agendada para a próxima semana, avançar mais em uma proposta para ser avaliada em assembleias”, afirmou a presidenta da Contraf-CUT. Coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, disse que os avanços conquistados na negociação foram importantes. “Iniciamos a reunião com um cenário desfavorável aos usuários do plano de saúde. O efeito do déficit deste ano poderia impor aos empregados o pagamento de 4,5 contribuições extraordinárias para sua recomposição. Com as alternativas discutidas evitamos estas contribuições, e seguimos com as premissas originárias do Saúde Caixa de mutualismo, da solidariedade e do pacto intergeracional”, ressaltou. A Caixa apresentou como base para futura proposta para ajustar a situação financeira do plano a cobrança de mensalidades de todos os dependentes dos titulares. Os representantes dos empregados pediram mais informações sobre o impacto dessa medida para o custeio. Na próxima negociação, marcada para quinta-feira (09), os dados devem ser apresentados. “Pontuamos que o processo de fechamento de acordo passa por medidas que não comprometam a renda das pessoas e nem torne inviável o uso do Saúde Caixa por todos”, afirmou Fabiana. Os representantes da empresa ficaram de apresentar simulações. A negociação foi um grande avanço, na avaliação dos representantes dos trabalhadores. No início, a cobrança era de uma resolução para o déficit e que a Caixa assumisse as despesas administrativas. O banco propôs o uso das reservas e também assumir as despesas de pessoal. Como contraproposta, foi solicitado que a Caixa incorporasse as despesas de pessoal desde 2021. Sergio Takemoto, presidente da Fenae, considerou que as tratativas com a Caixa avançaram por conta da mobilização feita pela categoria na última segunda (30) em todo o país. “É fundamental que os empregados e aposentados continuem mobilizados em defesa dessa que é, sem dúvida, uma das nossas principais conquistas. A sustentabilidade e viabilização do plano de saúde para todos representa a valorização e reconhecimento dos empregados para a Caixa e o Brasil”, afirmou o dirigente. A Caixa se comprometeu a repassar com periodicidade as informações financeiras e atuariais do plano, para que os empregados possam realizar de forma contínua seu acompanhamento. O vice-presidente de Pessoas da Caixa, Sergio Mendonça, afirmou que recebeu o aval do novo presidente do banco, Carlos Vieira, para dar continuidade com as negociações. Ele garantiu que, apesar do momento ser de transição, está empenhado para o fechamento de um acordo até o fim do mês. O acordo específico do Saúde Caixa vence em dezembro deste ano.