Sérgio Nobre é reeleito presidente e Juvandia Moreira eleita a vice-presidente da CUT

O próximo mandato na presidência da Central Única dos Trabalhadores (CUT), de 2023 a 2027, terá Sergio Nobre, reeleito para presidente, e Juvandia Moreira, atual presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), como vice-presidente. A eleição ocorreu durante o “14º Congresso Nacional da CUT – Luta, direitos e democracia que transformam vidas”, realizado em São Paulo, no último fim de semana. Em seu discurso de agradecimento, Sergio Nobre disse que chapa é forte e combativa. Ele fez questão de agradecer a todas as lideranças pela eleição. “Muito obrigado a todos e todas que nos ajudaram a construir a unidade. Essa unidade é fundamental para a gente enfrentar essa conjuntura difícil. Quero agradecer muito de coração os companheiros e companheiras que estão deixando mandato neste momento. Podem ter certeza que estão deixando sua missão cumprida, contribuíram muito na nossa trajetória até aqui”, ressaltou o presidente. O evento, que também comemorou os 40 anos da CUT, maior central sindical da América Latina e quinta do mundo, contou com a participação de mais de dois mil delegados e delegadas de todo o Brasil, além de convidados da Europa, África, Ásia e Américas Latina e do Sul.

Dirigentes sindicais de todo Brasil participam até domingo (22) do 14º CONCUT

O 14º Congresso Nacional da CUT (CONCUT), importante evento da Central Única dos Trabalhadores, reúne dirigentes sindicais de todo país, em São Paulo. O encontro começa nesta quinta-feira (19) e será encerrado no domingo (22). O encontro servirá para análise de conjuntura e elaboração de um plano de lutas, que vai orientar o trabalho nos próximos anos. O tema deste ano é “Luta, direitos e democracia que transformam vidas”. A presidenta da Federa-RJ e vice-presidenta da CUT-Rio, Adriana Nalesso, participas do evento, ao lado de uma delegação de lideranças sindicais da base dos sindicatos filiados. De acordo com Adriana, é importante debater o fortalecimento do sindicalismo cutista, valorização da negociação coletiva e atualização da organização sindical. Confira aqui a programação do 14º CONCUT

Contraf-CUT e Dieese produzem estudo sobre transformações do setor financeiro em dez anos

Produzido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramos Financeiro (Contraf-CUT), em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o “Perfil da Categoria Bancária e Demais Trabalhadores e Trabalhadoras Formais do Ramo Financeiro na Última Década – 2012-2022” mostra as transformações do setor nos últimos dez anos. No documento, o perfil das trabalhadoras e trabalhadores do setor é examinado em aspectos como região do país onde trabalham, natureza jurídica das empresas, jornada de trabalho, remuneração, escolaridade, faixa etária, sexo, cor/raça e segmento de pessoas com deficiência (PCD).  O objetivo é embasar ações do movimento de trabalhadores diante das transformações que o setor vem sofrendo. A presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, na introdução do documento explica que o estudo é importante para que as entidades sindicais compreendam o mundo em transformação e possam atuar de forma eficaz para regular as relações de trabalho, “com base nos preceitos do trabalho decente em todas as suas dimensões”. Juvandia destaca que, segundo os dados apresentados pelo estudo, o desafio dos representantes dos trabalhadores é a “tendência de fragmentação do emprego no setor financeiro brasileiro com a força de trabalho sendo pulverizada em diferentes categorias para além da bancária, como os securitários ou os trabalhadores e trabalhadoras em cooperativas de crédito”. Segundo a dirigente, esse processo acontece junto ao crescimento do emprego não assalariado, com aumento dos trabalhadores autônomos plataformizados. “O conhecimento gerado a partir das informações desta cartilha e das próximas etapas dos estudos que estão por vir servirá de subsídio para a atuação da Contraf-CUT, federações e sindicatos na formulação de estratégias para a construção da organização coletiva do ramo financeiro em todas as suas dimensões e todos os segmentos de trabalhadores e trabalhadoras que estão nas cadeias de valor dos grandes conglomerados financeiros atuantes no Brasil”, afirma Juvandia. A redução de bancários em relação aos demais trabalhadores do ramo é um dos destaques do estudo, segundo o qual, em 2012 os bancários representavam 59% do total. Dez anos depois, passaram a 44%. De acordo com a publicação, “em geral, as demais categorias do ramo têm condições de trabalho relativamente inferiores às dos bancários e bancárias, em termos de remuneração, jornada de trabalho, tempo de permanência no emprego, direitos garantidos em leis, acordos e convenções coletivas de trabalho”. O documento aponta ainda que, no período analisado, sempre em valores atualizados para dezembro de 2021, enquanto a remuneração média de um bancário ou bancária passou de R$ 9.558 para R$ 10.060, a dos demais trabalhadores e trabalhadoras do ramo foi de R$ 6.322 para R$ 6.284. Além disso, o documento mostra que existem muitas diferenças de condições de trabalho entre as categorias não bancárias do ramo financeiro formal. Os trabalhadores e trabalhadoras em cooperativas de crédito, por exemplo, que tiveram crescimento significativo no período, ganham cerca de 50% da média bancária, com permanência no emprego de 49 meses, quase metade em relação aos bancários. O estudo também destaca o crescimento de categorias ligadas às áreas de seguro, previdência complementar, planos de saúde e cartões de crédito, além de outras atividades, favorecendo o surgimento de novos modelos empresariais no ramo financeiro, como as Fintechs e as plataformas de serviços financeiros”. O “Perfil da Categoria Bancária e Demais Trabalhadores e Trabalhadoras Formais do Ramo Financeiro na Última Década – 2012-2022” está disponível para federações e sindicatos filiados à Contraf-CUT na área restrita do site da entidade.

Debate sobre violência doméstica chega a Barra Mansa

O debate sobre o Programa de Combate à Violência contra a mulher, o Basta! será realizado no Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, no próximo dia 24 de outubro, às 19h. As bancárias de Barra Mansa e região não podem perder! O encontro é um desdobramento do Curso de Lideranças Femininas e vem acontecendo em todos os sindicatos da base da Federa-RJ. A presidenta da Federa-RJ, Adriana Nalesso, explica que o objetivo é que as bancárias de cada base conheçam seus direitos e como se proteger da violência doméstica. “Essa é uma oportunidade para a mulher tirar dúvidas e se sentir amparada. Existe uma rede de apoio que protege a bancária. Participe”, convidou Adriana. Além de Adriana Nalesso, participam do encontro a advogada Julia Alexim, responsável pelo Basta, e Paula Rodrigues, diretora da Secretaria de Mulheres da Federação. O endereço é Rua Rio Branco, nº 107, 2° andar, Centro/Barra Mansa.

Agências da Caixa abrem mais cedo nesta quarta-feira (18)

A Caixa Econômica Federal decidiu antecipar em uma hora, a abertura de suas agências em todo o país, nesta quarta-feira (18). A medida, que faz parte da campanha “Tá na Caixa”, visa atender os programas Desenrola, de renegociação de dívidas , e Minha Casa, Minha Vida. Maria Rita Serrano, presidenta da Caixa, explicou que o objetivo da ação é “aumentar o potencial competitivo do banco, fortalecer a relação com os clientes e promover melhor atendimento aos beneficiários das políticas públicas do governo federal.” A campanha “Tá na Caixa” também visa esclarecer dúvidas sobre as linhas de crédito oferecidas pelo banco. A antecipação será realizada de acordo com o horário estabelecido em cada região. Por exemplo, onde a abertura acontece às 11h, será feita às 10h, e assim por diante.

Bancários protestam em defesa do Saúde Caixa

Empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal realizaram, nesta terça-feira (17), o Dia Nacional de Luta em Defesa do Saúde Caixa. As manifestações aconteceram nas agências de todo o país em protesto pelo não avanço das negociações para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico do plano de saúde das empregadas e empregados do banco, o Saúde Caixa. O atual acordo é válido somente até dezembro. Além disso, nas redes sociais houve tuitaço, de 11h às 12h, com a hashtag #QueremosSaúdeCaixa. A coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) e do Grupo de Trabalho que discute soluções para o plano de saúde, Fabiana Uehara Proscholdt, lamentou que a Caixa não apresente propostas e se negue a negociar outras pautas enquanto não há acerto para o acordo do plano de saúde. “A Caixa vem endurecendo as negociações e não se posiciona quanto à exclusão do teto de custeio do plano pelo banco, definido no estatuto da Caixa em 6,5% da folha de pagamentos”, afirmou. Fabiana também criticou o fato de a Caixa apresentar números que sugerem cobrança por faixa etária. Segundo ela, o Saúde Caixa foi criado para que todos tenham acesso ao plano até a aposentadoria. As manifestações vão continuar e, no próximo dia 30 de outubro haverá mais um Dia Nacional de Luta em Defesa do Saúde Caixa.

Violência e assédio são temas de pesquisa na Caixa

  A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) e as Associações do Pessoal da Caixa (Apcefs) estão realizando a “Pesquisa de opinião sobre violência e assédios no ambiente de trabalho”. O trabalho faz parte da campanha “Vamos falar sobre assédio?”, lançada em 29 de setembro pelas mesmas instituições, com o objetivo de conscientizar os empregados sobre prevenção e combate a todas as formas de assédio. Empregadas e empregados da Caixa estão sendo informados sobre os objetivos da pesquisa através de e-mail. Nele, existe um link de acesso ao questionário da pesquisa. Importante ressaltar que as respostas não serão divulgadas em qualquer tipo de relatório. Apenas servirão de base para realização de ações para melhorar relações e condições de trabalho na Caixa. Sérgio Takemoto, presidente da Fenae, disse que em 2021, uma pesquisa sobre saúde do empregado da Caixa, já apontava a influência do assédio no adoecimento dos trabalhadores, principalmente em relação à saúde mental. “As entidades representativas têm cobrado a punição dos responsáveis e medidas de prevenção e enfrentamento ao assédio moral e sexual no banco”, diz o presidente da Fenae. Para Leonardo Quadros, diretor de Saúde e Previdência da Fenae e presidente da Apcef/SP, as práticas de assédios geram consequências de longo prazo, como constatamos nos crescentes números de afastamentos de nossos colegas, e são resultado de uma cultura que se instalou na empresa. “Por isso, é fundamental que todos respondam à pesquisa, já que ela servirá como importante subsídio para as propostas que encaminharemos à empresa, que terão como objetivo propiciar um ambiente de trabalho seguro e saudável para os empregados “, explicou. Os empregados da Caixa podem acessar o formulário da pesquisa: www.fenae.org.br/pesquisaassedio  

FGTS: Supremo retoma julgamento de ação nesta quarta (18)

A retomada do julgamento da ação, que pede a mudança na correção do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), está prevista para esta quarta-feira (18) no Supremo Tribunal Federal. A ação já esteve no plenário por cinco vezes, sendo a última em abril passado, quando o julgamento foi suspenso devido ao pedido de vistas do ministro Nunes Marques. A questão em pauta é se o índice de correção do FGTS deve ser alterado, como pede a ação impetrada pelo Solidariedade. Atualmente, o saldo do fundo é corrigido pela TR (taxa referencial), que é próxima de zero, mais 3%. Com isso, o rendimento fica inferior ao da poupança, que rende 6,18% ao ano. O ministro Luís Roberto Barroso, que é o relator, votou pela mudança. Segundo ele, o FGTS precisa render, pelo menos, o mesmo que a poupança. O ministro André Mendonça também votou favorável à mudança. Barroso argumentou em seu voto que a decisão do julgamento deve começar a na data de sua publicação. Caso a decisão seja para que os saldos das contas do FGTS sejam corrigidos pela poupança, o Congresso Nacional deverá decidir se haverá algum tipo de depósito referente ao passado ou não. O FGTS foi criado em 1966 para servir de proteção financeira contra o desemprego. Mensalmente, os empregadores precisam depositar 8% do salário do funcionário de carteira assinada. Em caso de demissão, sem justa causa, o empregado tem direito a receber o saldo total mais a multa de 40% sobre aquele valor.

Defesa do Saúde Caixa mobiliza trabalhadores nesta terça-feira (17)

Trabalhadoras e trabalhadores da Caixa realizam nesta terça-feira (17) uma série de ações nas ruas e redes sociais em defesa do Saúde Caixa. O protesto é contra a intransigência do banco, que mantém seu posicionamento, limitando suas contribuições para o custeio do plano no percentual fixado pelo estatuto da empresa de 6,5% da folha de pagamentos. O movimento é organizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e entidades sindicais. Fabiana Uehara Proscholdt, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, explicou que os trabalhadores e trabalhadoras, da ativa e aposentados, estão sendo orientados a usarem roupas brancas e postarem fotos das ações, compartilhando-as em suas redes sociais, sempre com a #QueremosSaúdeCaixa, que também será utilizada no tuitaço, de 11h às 12h. Todas as postagens devem marcar o banco (@Caixa). “Se esse quadro proposto pelo banco for mantido, resultará na expulsão de milhares de trabalhadoras e trabalhadores, em sua maioria aposentados, do plano de saúde, como ocorreu em outras estatais que passaram por situações semelhantes de desmonte”, alerta Fabiana Proscholdt. Também está marcado para o dia 30 de outubro mais um Dia Nacional de Luta em Defesa do Saúde Caixa. “Lutamos para que o plano de saúde seja viável para todos os usuários, sejam eles da ativa ou aposentados. Para nós, é extremamente importante a manutenção das premissas que sustentaram até hoje o Saúde Caixa, como solidariedade e pacto intergeracional. Por isso, a participação nestes dois dias de luta é fundamental para demonstrarmos à direção do banco nosso poder de mobilização”, convoca Fabiana Proscholdt.

Sindicato mantém ações de conscientização sobre saúde mental

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense dá continuidade, nesta sexta-feira (13), ao trabalho de conscientização da categoria sobre a questão das doenças mentais. Com faixas alusivas ao tema, as equipes estão percorrendo as agências bancárias das cidades de sua base, alternando uma hora em cada, para que todos os bancários possam tomar conhecimento do trabalho que está sendo realizado. A ação, desta sexta, começou pela cidade de Paracambi. Recentemente, o Sindicato participou da Audiência Pública de Saúde Mental no Trabalho, em Brasília, onde foi representado pelo seu diretor Miguel Pereira. Durante a audiência, foi retomada a tramitação do Projeto de Lei, que inclui na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) dispositivo para o governo editar norma regulamentadora (NR) com medidas de prevenção e gestão de riscos no ambiente de trabalho, que podem afetar a saúde mental dos trabalhadores (riscos psicossociais). Também faz parte das ações do Sindicato, a realização de uma pesquisa em parceria com a com a Universidade Federal Fluminense/Volta Redonda, que integra o Projeto de Saúde Mental no Trabalho Bancário. De acordo com dados levantados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o número de afastamentos entre os bancários do país, relacionados a problemas de saúde mental e comportamentais, corresponde a 57,1% do total em 2022. Segundo informações do próprio Sindicato, cerca de 15% dos seus associados estão afastados pelo INSS para tratamento de saúde, sendo que a maioria está relacionada à Síndrome de Burnout, doença caracterizada pelo esgotamento emocional e físico.