Fórum vai reunir sindicatos de diversos países a partir de quarta (25)

Terá início nesta quarta-feira (25), o Fórum Sindical Internacional sobre a Digitalização Financeira, na sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), em São Paulo. O encontro, que será encerrado no sábado (28), terá em sua pauta de debates temas como a situação atual da digitalização no setor financeiro, trajetória das fintechs e os desafios do movimento sindical na América Latina, diante da transformação no mercado de trabalho impostas pela automatização do sistema bancário. A organização do evento é uma parceria entre a Contraf-CUT, a UNI Américas finanças, Fundação Friedrich Ebert Stiftung e Sask. O encontro contará com representantes de sindicatos latino-americanos da Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, México, Paraguai, Peru e Brasil.
CUT quer aprofundar diálogo sobre importância social dos sindicatos

O 14º Congresso Nacional da CUT (CONCUT) foi encerrado no último domingo (22), depois de quatro dias de debates de pautas relevantes para todos os trabalhadores. O tema deste ano foi “Luta, Direitos e Democracia que Transformam Vidas”. Entre as medidas e ações debatidas no congresso, foi aprovado o Plano de Lutas, que objetiva aprofundar o diálogo com a sociedade. A proposta é promover campanhas educativas sobre a importância social dos sindicatos para garantir os direitos do trabalhador, a luta por democracia e desenvolvimento sustentável, emprego digno, reforma agrária, segurança alimentar e economia solidária. Juvandia Moreira, atual presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), e eleita vice-presidenta da CUT durante o congresso, observou que o grande desafio da classe trabalhadora, nos próximos anos, será reconstruir o Brasil. “Um grande desafio que a gente tem, da classe trabalhadora, é o de reconstruir o Brasil, de pensar um país com direitos, de pensar um país com sindicatos fortes, um país com a democracia forte, um país com desenvolvimento econômico, sustentável, para o meio ambiente e também que promova a inclusão social. Esse desenvolvimento tem que contemplar as várias regiões do país, contemplar os vários ramos”, explicou Juvandia Moreira.
Sérgio Nobre é reeleito presidente e Juvandia Moreira eleita a vice-presidente da CUT

O próximo mandato na presidência da Central Única dos Trabalhadores (CUT), de 2023 a 2027, terá Sergio Nobre, reeleito para presidente, e Juvandia Moreira, atual presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), como vice-presidente. A eleição ocorreu durante o “14º Congresso Nacional da CUT – Luta, direitos e democracia que transformam vidas”, realizado em São Paulo, no último fim de semana. Em seu discurso de agradecimento, Sergio Nobre disse que chapa é forte e combativa. Ele fez questão de agradecer a todas as lideranças pela eleição. “Muito obrigado a todos e todas que nos ajudaram a construir a unidade. Essa unidade é fundamental para a gente enfrentar essa conjuntura difícil. Quero agradecer muito de coração os companheiros e companheiras que estão deixando mandato neste momento. Podem ter certeza que estão deixando sua missão cumprida, contribuíram muito na nossa trajetória até aqui”, ressaltou o presidente. O evento, que também comemorou os 40 anos da CUT, maior central sindical da América Latina e quinta do mundo, contou com a participação de mais de dois mil delegados e delegadas de todo o Brasil, além de convidados da Europa, África, Ásia e Américas Latina e do Sul.
Dirigentes sindicais de todo Brasil participam até domingo (22) do 14º CONCUT

O 14º Congresso Nacional da CUT (CONCUT), importante evento da Central Única dos Trabalhadores, reúne dirigentes sindicais de todo país, em São Paulo. O encontro começa nesta quinta-feira (19) e será encerrado no domingo (22). O encontro servirá para análise de conjuntura e elaboração de um plano de lutas, que vai orientar o trabalho nos próximos anos. O tema deste ano é “Luta, direitos e democracia que transformam vidas”. A presidenta da Federa-RJ e vice-presidenta da CUT-Rio, Adriana Nalesso, participas do evento, ao lado de uma delegação de lideranças sindicais da base dos sindicatos filiados. De acordo com Adriana, é importante debater o fortalecimento do sindicalismo cutista, valorização da negociação coletiva e atualização da organização sindical. Confira aqui a programação do 14º CONCUT
Contraf-CUT e Dieese produzem estudo sobre transformações do setor financeiro em dez anos

Produzido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramos Financeiro (Contraf-CUT), em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o “Perfil da Categoria Bancária e Demais Trabalhadores e Trabalhadoras Formais do Ramo Financeiro na Última Década – 2012-2022” mostra as transformações do setor nos últimos dez anos. No documento, o perfil das trabalhadoras e trabalhadores do setor é examinado em aspectos como região do país onde trabalham, natureza jurídica das empresas, jornada de trabalho, remuneração, escolaridade, faixa etária, sexo, cor/raça e segmento de pessoas com deficiência (PCD). O objetivo é embasar ações do movimento de trabalhadores diante das transformações que o setor vem sofrendo. A presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, na introdução do documento explica que o estudo é importante para que as entidades sindicais compreendam o mundo em transformação e possam atuar de forma eficaz para regular as relações de trabalho, “com base nos preceitos do trabalho decente em todas as suas dimensões”. Juvandia destaca que, segundo os dados apresentados pelo estudo, o desafio dos representantes dos trabalhadores é a “tendência de fragmentação do emprego no setor financeiro brasileiro com a força de trabalho sendo pulverizada em diferentes categorias para além da bancária, como os securitários ou os trabalhadores e trabalhadoras em cooperativas de crédito”. Segundo a dirigente, esse processo acontece junto ao crescimento do emprego não assalariado, com aumento dos trabalhadores autônomos plataformizados. “O conhecimento gerado a partir das informações desta cartilha e das próximas etapas dos estudos que estão por vir servirá de subsídio para a atuação da Contraf-CUT, federações e sindicatos na formulação de estratégias para a construção da organização coletiva do ramo financeiro em todas as suas dimensões e todos os segmentos de trabalhadores e trabalhadoras que estão nas cadeias de valor dos grandes conglomerados financeiros atuantes no Brasil”, afirma Juvandia. A redução de bancários em relação aos demais trabalhadores do ramo é um dos destaques do estudo, segundo o qual, em 2012 os bancários representavam 59% do total. Dez anos depois, passaram a 44%. De acordo com a publicação, “em geral, as demais categorias do ramo têm condições de trabalho relativamente inferiores às dos bancários e bancárias, em termos de remuneração, jornada de trabalho, tempo de permanência no emprego, direitos garantidos em leis, acordos e convenções coletivas de trabalho”. O documento aponta ainda que, no período analisado, sempre em valores atualizados para dezembro de 2021, enquanto a remuneração média de um bancário ou bancária passou de R$ 9.558 para R$ 10.060, a dos demais trabalhadores e trabalhadoras do ramo foi de R$ 6.322 para R$ 6.284. Além disso, o documento mostra que existem muitas diferenças de condições de trabalho entre as categorias não bancárias do ramo financeiro formal. Os trabalhadores e trabalhadoras em cooperativas de crédito, por exemplo, que tiveram crescimento significativo no período, ganham cerca de 50% da média bancária, com permanência no emprego de 49 meses, quase metade em relação aos bancários. O estudo também destaca o crescimento de categorias ligadas às áreas de seguro, previdência complementar, planos de saúde e cartões de crédito, além de outras atividades, favorecendo o surgimento de novos modelos empresariais no ramo financeiro, como as Fintechs e as plataformas de serviços financeiros”. O “Perfil da Categoria Bancária e Demais Trabalhadores e Trabalhadoras Formais do Ramo Financeiro na Última Década – 2012-2022” está disponível para federações e sindicatos filiados à Contraf-CUT na área restrita do site da entidade.
Debate sobre violência doméstica chega a Barra Mansa

O debate sobre o Programa de Combate à Violência contra a mulher, o Basta! será realizado no Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, no próximo dia 24 de outubro, às 19h. As bancárias de Barra Mansa e região não podem perder! O encontro é um desdobramento do Curso de Lideranças Femininas e vem acontecendo em todos os sindicatos da base da Federa-RJ. A presidenta da Federa-RJ, Adriana Nalesso, explica que o objetivo é que as bancárias de cada base conheçam seus direitos e como se proteger da violência doméstica. “Essa é uma oportunidade para a mulher tirar dúvidas e se sentir amparada. Existe uma rede de apoio que protege a bancária. Participe”, convidou Adriana. Além de Adriana Nalesso, participam do encontro a advogada Julia Alexim, responsável pelo Basta, e Paula Rodrigues, diretora da Secretaria de Mulheres da Federação. O endereço é Rua Rio Branco, nº 107, 2° andar, Centro/Barra Mansa.
FGTS: Supremo retoma julgamento de ação nesta quarta (18)

A retomada do julgamento da ação, que pede a mudança na correção do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), está prevista para esta quarta-feira (18) no Supremo Tribunal Federal. A ação já esteve no plenário por cinco vezes, sendo a última em abril passado, quando o julgamento foi suspenso devido ao pedido de vistas do ministro Nunes Marques. A questão em pauta é se o índice de correção do FGTS deve ser alterado, como pede a ação impetrada pelo Solidariedade. Atualmente, o saldo do fundo é corrigido pela TR (taxa referencial), que é próxima de zero, mais 3%. Com isso, o rendimento fica inferior ao da poupança, que rende 6,18% ao ano. O ministro Luís Roberto Barroso, que é o relator, votou pela mudança. Segundo ele, o FGTS precisa render, pelo menos, o mesmo que a poupança. O ministro André Mendonça também votou favorável à mudança. Barroso argumentou em seu voto que a decisão do julgamento deve começar a na data de sua publicação. Caso a decisão seja para que os saldos das contas do FGTS sejam corrigidos pela poupança, o Congresso Nacional deverá decidir se haverá algum tipo de depósito referente ao passado ou não. O FGTS foi criado em 1966 para servir de proteção financeira contra o desemprego. Mensalmente, os empregadores precisam depositar 8% do salário do funcionário de carteira assinada. Em caso de demissão, sem justa causa, o empregado tem direito a receber o saldo total mais a multa de 40% sobre aquele valor.
Assembleia virtual do Bradesco ocorre nesta segunda-feira (16)

Trabalhadoras e trabalhadores do Bradesco estão participando, nesta segunda-feira (16), da Assembleia Geral Extraordinária Específica pela aprovação do Acordo Coletivo de Trabalho para disciplinar o Sistema de Registro Eletrônico de Controle de Jornada de Trabalho 2023/2025, com vigência de dois anos, a partir da sua assinatura. A convocação foi feita pelo Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense a todos os bancários e financiários, sócios e não sócios, da sua base territorial, que prestam serviço para o Banco Bradesco S.A., Banco Bradesco BBI S.A, Banco Bradesco Financiamentos S.A., Banco Bradescar S.A. e Next Tecnologia e Serviços Digitais S.A., e, para o Banco Bradesco Financiamentos S.A. A votação ocorre de forma virtual/remota das 8h às 20h pelo bancários.votabem.com.br
Sindicato mantém ações de conscientização sobre saúde mental

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense dá continuidade, nesta sexta-feira (13), ao trabalho de conscientização da categoria sobre a questão das doenças mentais. Com faixas alusivas ao tema, as equipes estão percorrendo as agências bancárias das cidades de sua base, alternando uma hora em cada, para que todos os bancários possam tomar conhecimento do trabalho que está sendo realizado. A ação, desta sexta, começou pela cidade de Paracambi. Recentemente, o Sindicato participou da Audiência Pública de Saúde Mental no Trabalho, em Brasília, onde foi representado pelo seu diretor Miguel Pereira. Durante a audiência, foi retomada a tramitação do Projeto de Lei, que inclui na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) dispositivo para o governo editar norma regulamentadora (NR) com medidas de prevenção e gestão de riscos no ambiente de trabalho, que podem afetar a saúde mental dos trabalhadores (riscos psicossociais). Também faz parte das ações do Sindicato, a realização de uma pesquisa em parceria com a com a Universidade Federal Fluminense/Volta Redonda, que integra o Projeto de Saúde Mental no Trabalho Bancário. De acordo com dados levantados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o número de afastamentos entre os bancários do país, relacionados a problemas de saúde mental e comportamentais, corresponde a 57,1% do total em 2022. Segundo informações do próprio Sindicato, cerca de 15% dos seus associados estão afastados pelo INSS para tratamento de saúde, sendo que a maioria está relacionada à Síndrome de Burnout, doença caracterizada pelo esgotamento emocional e físico.
Acordo entre Bradesco e TST pode reduzir número de processos contra o banco

Primeiro banco no ranking dos processos no país, o Bradesco S.A. assinou acordo de cooperação técnica com o Tribunal Superior do Trabalho, nesta segunda-feira (9). O objetivo é acabar com 2.200 processos do banco que tramitam no TST. Somente neste tribunal, são 7.500 processos tramitando. Mas o número sobe para 58 mil em toda Justiça do Trabalho. De acordo com Aires Coelho Donizete, diretor-gerente do Bradesco, o banco fez uma revisão nas políticas internas e decidiu optar pela conciliação em alguns processos. Para o vice-presidente do TST, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, é importante a adesão de empresas como o Bradesco para realização de acordos, na “busca de um equilíbrio social e cooperação no exercício de vida”. Segundo o ministro, na última Semana Nacional de Conciliação Trabalhista foram homologados 23 mil acordos, com arrecadação de mais de R$ 1 bilhão.