Agências da CEF retomam atendimento presencial em horário regular no dia 23

As agências da Caixa Econômica Federal retomam no próximo dia 23, o atendimento presencial, em horário regular, em todo o país. A medida se deve ao avanço da vacinação contra a Covid-19 e a redução no número de internações e casos da doença. A maior parte das agências vai restabelecer o horário entre 11 e 16 horas. Porém, em algumas regiões do Brasil o atendimento será de 10 às 16 horas. Em ambas as situações, os protocolos de segurança sanitária, como o uso de máscara facial e álcool gel, continuam sendo obrigatórios. Desde 24 de março de 2020, as agências da CEF estão funcionando em horário diferenciado, das 10h às 14h, e restrito apenas aos casos que não podem ser tratados pelo atendimento telefônico ou pelos aplicativos do banco para celular e demais serviços digitais. A medida, reforça as ações para melhorar a segurança de todos os clientes, colaboradores e parceiros devido ao coronavírus. Fonte: Sind. Bancários do Sul Fluminense
Bancários voltam a negociar retorno ao trabalho presencial no Itaú

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú e membros do Grupo de Trabalho (GT) de Saúde do Itaú se reuniram com a direção do banco, na tarde desta quarta-feira (10), para discutir o protocolo de retorno ao trabalho presencial dos trabalhadores que estão em home office, o retorno dos trabalhadores do Grupo de Risco e o parcelamento do adiantamento de salário aos trabalhadores afastados.O banco iniciou a reunião garantindo que os protocolos de saúde e segurança, como o uso de máscara, álcool gel, distanciamento e análise dos contactantes quando tem caso suspeito, entre outras medidas, continuam sendo adotados e continuarão enquanto o cenário atual permanecer.Os representantes do Itaú informaram ainda que o banco é contra a realização de exame de retorno, pois as pessoas não estão afastadas, estão trabalhando em home office e não faz sentido fazer exames.Para o retorno dos trabalhadores do grupo de risco, o banco estabeleceu o ciclo vacinal completo, mais o período de 14 dias como exigência mínima. Nas agências, este retorno começou a acontecer a partir do dia 4 de outubro. Na administração, o processo gradativo está acontecendo com pessoas que estão se voluntariando, ainda em número reduzido, por conta dos protocolos dos prédios.O banco deixou claro ainda que todos os bancários que estão com ciclo de vacinação completa e se recusar a retornar ao trabalho presencial por algum impedimento médico devem ser encaminhados ao INSS.Neste momento, os representantes dos trabalhadores apontaram diversos casos das suas bases de trabalhadores que voltaram sem nenhum exame e foram demitidos, apesar de um problema de saúde. O movimento sindical, então, voltou a reivindicar que o banco analise caso a caso o retorno dos trabalhadores do grupo de risco e busque realocar esses mesmo funcionários em Home Office e Teletrabalho.Parcelamento de dívidas. Os trabalhadores reivindicam ainda a retomada da discussão do parcelamento da dívida do INSS. O banco sugeriu que fosse marcada uma nova reunião para debater o tema. Entretanto, adiantou que um acordo só será fechado nacionalmente, com todas entidades representativas dos bancários. Fonte: Sind. Bancários Sul Fluminense
Lucro do Bradesco chega a quase R$ 20 bi

O banco Bradesco obteve lucro líquido recorrente de R$ 19,602 bilhões nos nove primeiros meses de 2021, crescimento de 54,9% em relação ao mesmo período de 2020. No 3º trimestre, o lucro foi de R$ 6,767 bilhões, alta de 7,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior. A rentabilidade (retorno sobre o Patrimônio Líquido médio anualizado do banco –ROE) foi de 18,3%, com alta de 5,4 pontos percentuais (p.p.) em doze meses. O resultado é melhor, inclusive, do que o dos períodos que antecederam a pandemia. Segundo o banco, é reflexo da melhora da atividade econômica, do resultado obtido com as operações de seguros, que evoluíram mais de 100% no trimestre, da alta das receitas com margem financeira com clientes e prestação de serviços, além das menores despesas com PDD. “O resultado do banco foi excelente e seria motivo de a gente ficar feliz por o país estar se recuperando. Mas, a realidade é bem diferente. A fome voltou ao Brasil! E o banco, não tem sequer vergonha de dizer que um dos motivos de seu astronômico crescimento é a cobrança de tarifas por prestação de serviços dos brasileiros. Isso faz com que, ao invés de felizes com o crescimento do lucro do banco, a gente fique triste”, lamentou a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, Magaly Fagundes. “Ficamos ainda mais tristes quando vemos que não apenas o Bradesco, mas os bancos de uma forma em geral, lucram muito mesmo com a imensa crise que vive o país e o mundo. Este não é o sistema financeiro que a gente quer! Este não é o sistema financeiro que o Brasil precisa!”, completou. A receita obtida pelo Bradesco com prestação de serviços e tarifas bancárias cresceu 5,3% em doze meses, totalizando R$ 20,4 bilhões. Esta é uma fonte secundária de receitas do banco. O valor é muito grande, porém muito menor do que os obtidos pelo banco com suas principais transações financeiras. Mas, mesmo com este valor “secundário”, o banco consegue pagar todas as despesas de pessoal e ainda sobra 38,3%. Demissões e fechamento de agências Nos últimos três meses, o banco abriu 374 postos de trabalho. Mas, se olharmos a quantidade de vagas fechadas no decorrer de um ano, veremos que a verdade é que banco vem reduzindo seu quadro de funcionários. Ao final de setembro de 2021, a holding contava com 87.736 empregados no país, com fechamento de 8.198 postos de trabalho em doze meses. E os clientes, como demonstra o relatório do próprio banco, estão pagando cada vez mais tarifas, têm menos trabalhadores para atendê-los e também menos agências para procurar em caso de necessidade. Em doze meses, foram fechadas 765 agências e 120 postos de atendimento (PA). “O lucro do banco foi expressivo em todas as operações. Não se justifica a redução do quadro de funcionários e o fechamento de agências”, disse Magaly. Carteira A carteira de crédito expandida do banco cresceu 16,4% em doze meses, atingindo R$ 773,3 bilhões. As operações com pessoas físicas (PF) cresceram 24,7% no período, totalizando R$ 303,5 bilhões, com destaque para o financiamento imobiliário (+41,3%), cartão de crédito (+26%) e o crédito consignado (+24,2%). As operações com pessoas jurídicas somaram R$ 469,8 bilhões no país, com alta de 11,6% em doze meses. Nesse segmento, destacaram-se o crédito rural (+41%), o CDC/Leasing (+31,7%) e o financiamento imobiliário (+18,4%). O Índice de Inadimplência para atrasos superiores a 90 dias subiu 0,3 p.p., ficando em 2,6% no 3º trimestre. As despesas com provisão para devedores duvidosos (PDD) foram reduzidas em 47% em relação ao mesmo período de 2020, totalizando R$ 11,1 bilhões em setembro de 2021. Veja abaixo a tabela resumo do balanço ou, se preferir, leia a íntegra da análise. Ambas, elaboradas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
COE e Bradesco discutem retomada ao trabalho presencial

Durante reunião com a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, realizada na sexta-feira (5), o banco anunciou a ampliação de 10% para 20% do quadro de trabalhadores no esquema presencial, a partir do dia 16 de novembro. Os funcionários que estão em home-office recebem o convite para o retorno ao trabalho presencial a partir desta segunda-feira (8). O retorno valerá para todas as estruturas administrativas. A cada semana, o banco irá incrementar em mais 20% o quadro presencial. Porém, avaliando o cenário a cada 15 dias para determinar se mantém o fluxo de retorno ou suspende. Apenas aqueles que estiverem totalmente imunizados estarão elegíveis para o trabalho presencial. Funcionários do grupo de risco e gestantes continuarão em home-office. E, conforme solicitado anteriormente pelos sindicatos, o retorno será de forma gradual, respeitando os protocolos de segurança e com escalas nos horários de almoço, de entrada e de saída de funcionários. A coordenadora da COE, Magaly Fagundes, manifestou que os sindicatos continuarão atentos para que o grupo de risco seja protegido. “Chegou para nós a informação de uma pessoa com diabetes que recebeu do gestor a solicitação para voltar ao trabalho presencial. Então, pedimos para que os gestores sejam reorientados a não buscarem ninguém do grupo de risco”, destacou. Em reunião anterior, realizada em setembro, os representantes dos bancários cobraram a manutenção dos protocolos de segurança e saúde, negociados desde o início da pandemia, como uso de máscara por clientes e funcionários, manutenção do distanciamento, álcool em gel e melhoria na qualidade das máscaras fornecidas aos funcionários. No encontro dessa sexta, o banco confirmou a aplicação do protocolo e a compra de um novo modelo de máscara, de proteção tripla, que será fornecida aos funcionários a partir da próxima remessa. Horário de atendimento O Bradesco manterá o horário reduzido para o público normal nas agências, das 10h às 14h. E, para os aposentados, em dia de pagamento, das 8h às 14h e, em dias normais, das 9h às 14h. Fonte: Contraf-CUT
Lucro do Itaú cresce nos primeiros nove meses de 2021

O Itaú Unibanco obteve Lucro Líquido Recorrente Gerencial, que exclui efeitos extraordinários, de R$ 19,720 bilhões, nos nove primeiros meses de 2021. O número represente alta de 50% em relação ao mesmo período do ano passado. No 3º trimestre de 2021, o Lucro Líquido Recorrente Gerencial foi de R$ 6,779 bilhões, com alta de 3,6% em relação ao trimestre anterior. No país, a rentabilidade (retorno recorrente consolidado sobre o Patrimônio Líquido médio anualizado do banco – ROE) foi de 19,6% no período, com alta de 5,2 pontos percentuais em doze meses, como mostra a análise do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Mesmo com esses resultados, foram fechadas 92 agências físicas no Brasil e abertas sete agências digitais, em doze meses, totalizando 3.035 e 202 unidades, respectivamente. “Esse processo também resultou em dezenas de demissões em todo o país”, lamentou Jair Alves, coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú. Ao final de setembro de 2021, a holding contava com 86.195 empregados no país, com abertura de 1.923 postos de trabalho em doze meses, sendo 1.196 no trimestre. “O relatório do banco mostra que este saldo se deve a contratações para a área de TI (Tecnologia da Informação), visando acelerar o processo de transformação digital. Nas agências e departamentos houve uma clara redução do quadro de funcionários”, completou. “É um absurdo um banco que ganhou tanto dinheiro em plena pandemia, ainda seja capaz de demitir pessoas. O Brasil está numa das crises mais severas economicamente, com grande parte da população voltando para a miséria e o Itaú manda algumas famílias para o desemprego”, finalizou Jair Alves. Nesse período, percebe-se que, ainda que as receitas da intermediação financeira tenham caído, as despesas tiveram uma queda maior, gerando um resultado bruto positivo de R$ 41,8 bilhões no período, com expressiva alta de 467,2% em doze meses. A Carteira de Crédito do banco cresceu 13,6% em doze meses, atingindo R$ 962,3 bilhões. As operações com pessoas físicas (PF) no país cresceram 27,8% em relação a setembro de 2020, totalizando R$ 302,8 bilhões, com destaque para crédito imobiliário (+54,2%), veículos (+30,8%) e cartão de crédito (+25,1%). As operações com micro e pequenas empresas (MPE) somaram R$ 139 bilhões no país, com alta de 19,1% em doze meses, e a carteira de grandes empresas caiu 3,1% no período, totalizando R$ 125,6 bilhões. A carteira de crédito para a América Latina caiu 2,9% no período, atingindo R$ 200,2 bilhões. O Índice de Inadimplência superior a 90 dias, no país, cresceu 0,2 p.p. em doze meses, ficando em 2,8% em setembro de 2021. As despesas com provisão para devedores duvidosos (PDD) foram reduzidas em 51,3% em relação ao mesmo período de 2020, totalizando R$ 11,9 bilhões em setembro de 2021. A receita com prestação de serviços e tarifas bancárias cresceu 8,9% em doze meses, totalizando cerca de R$ 31,7 bilhões. As despesas de pessoal, considerando a PLR, por sua vez, cresceram 11,8%, somando R$ 18,2 bilhões. Dessa forma, a cobertura destas despesas pelas receitas com prestação de serviços do banco foi de 174,4% no período. Fonte: Contraf-CUT
Ação do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense garante reintegração de bancária do Bradesco

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense reintegrou na última segunda-feira, 25, mais uma bancária a sua função, através de ação movida pelo Departamento Jurídico da entidade. Lídia Maria Barbosa, do Bradesco S/A, retomou ao quadro de funcionários da instituição após ser desligada de forma arbitrária, já que estava afastava de suas atividades laborais pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), no curso do aviso prévio. O advogado do Sindicato, Dr. Murilo Cesar Reis Baptista, explicou que, inicialmente, a juíza de Volta Redonda negou o pedido de tutela. “O Sindicato recorreu junto ao Tribunal Regional do Trabalho, por meio de Mandado de Segurança, e os desembargadores determinaram a imediata reintegração da bancária”, detalhou. Lídia Maria teve garantido ainda todos os direitos e vantagens a que fazia jus antes da dispensa, inclusive a manutenção do plano de saúde. A reintegração da bancária foi acompanhada sistematicamente pela direção do Sindicato. O bancário deve informar seu desligamento ao Sindicato preenchendo, acessando o nosso site, na aba “Serviços/Departamento Jurídico” e preencher o formulário. Nem todos os bancos fazem homologação na entidade inviabilizando a ciência do desligamento e consequente nossa ação imediata. Seus dados, serão mantidos em sigilo. Estas precauções, permitem que a entidade verifique a regularidade do desligamento, o correto pagamento dos direitos e subsidie a luta em defesa dos empregos na categoria. Somente neste segundo semestre de 2021, o Sindicato garantiu a reintegração de seis bancários do Sul Fluminense às suas funções. O atendimento do Departamento Jurídico do Sindicato é realizado de segunda à sexta-feira, de 10 às 17 horas. Mais informações podem ser obtidas pelos telefone Fale com o Jurídico (24) 98100-0018 Link para acesso ao formulário do departamento jurídico: https://bancariosulfluminense.com/dpto-juridico/ Fonte: Sind. Bancários do Sul Fluminense
Condições de Trabalho na Caixa voltam a ser negociadas nesta quarta (27)

Representação dos empregados se reúne com o banco para dar continuidade às negociações A Comissão Executiva de Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal volta a se reunir com o banco na tarde desta quarta-feira (27) para dar continuidade às negociações sobre condições de trabalho nas agências e departamentos da Caixa. O tema já foi debatido na sexta-feira (22), mas, em razão do tempo, não foi possível tratar de todos os assuntos. “É importante que estes temas sejam tratados continuamente, sem que haja interrupções nas negociações, pois eles afetam o cotidiano de trabalho dos empregados da Caixa e precisam ser resolvidos o mais rápido possível pelo banco”, ressaltou a coordenadora da CEE, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária de Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Na pauta desta quarta-feira serão debatidos temas relacionados ao programa de Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP), Programa de Qualidade de Vendas (PQV), Participação nos Lucros ou Resultados (PLR), promoção por mérito, cross-selling e assédio (inclusive o gerador de “sprints” como mais uma ferramenta que pode resultar em assédio). Cobrança de retorno da Caixa A CEE também cobrará retorno de temas sobre os quais a Caixa ficou de dar resposta aos empregados, como uma posição sobre a eleição do Conselho de Administração; sobre a troca dos equipamentos precários (na reunião passada o banco disse que acionaria as equipes regionais para a troca dos dispositivos); o pedido de manutenção das equipes de apoio (vigilantes, recepcionistas, “posso ajudar?”, contratados em função do pagamento do auxílio emergencial); o andamento dos testes do piloto para registro de ponto; e sobre a transferência de gerentes PJ. “Também vamos voltar a tratar sobre o retorno ao trabalho presencial. Já tratamos do tema na reunião passada e muitos empregados estão nos contatando para cobrar que o retorno seja efetivado somente após 70% da população ser vacinada, principalmente para aqueles que fazem parte dos grupos de risco”, informou Fabiana. Fonte: Contraf-CUT
Pioneirismo do Santander prejudica funcionários

Mais uma vez o Santander saiu na frente na implantação de mudanças que trazem prejuízos aos trabalhadores do sistema financeiro Desde o dia 4 de setembro, o banco Santander voltou a abrir suas agências das 9h às 10h para atendimento prioritário e das 10h às 16h para o público em geral. Nenhum outro banco retomou o horário de atendimento pré-pandemia. A medida foi tomada sem qualquer tipo de negociação com a representação dos trabalhadores. “Na ocasião lamentamos a atitude do banco, mostramos nossa discordância e alertamos que isso prejudicaria os funcionários, que estariam mais expostos ao vírus da Covid-19. Menos de um mês após a medida, já constamos grandes filas nas agências após às 14h, quando os demais bancos já estão fechados ao público. Isso causa aglomerações e aumenta ainda mais os riscos para clientes e funcionários”, alertou o secretário de Assuntos Socioeconômicos e representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) na mesa de negociações com o banco, Mario Raia. O dirigente da Contraf-CUT lembrou, ainda, que o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos funcionários determina que, qualquer medida que tenha consequências diretas no dia a dia de trabalho, deve ser negociada com o movimento sindical, se referindo ao Comitê de Relações Trabalhistas, previsto na cláusula 35 do ACT, que em seu parágrafo primeiro define que as demandas do Santander e dos empregados, que não tratem de questões econômicas e de interesse local dos sindicatos, deverão ser encaminhadas através do Comitê. Pioneiro A volta da abertura das agências até às 16h era uma pauta que estava sendo debatida entre os bancos que fazem parte da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), mas não houve consenso e o encaminhamento foi de que a medida seria tomada de forma individual. “O Santander, como sempre, é o pioneiro entre os bancos nestas questões que podem causar algum dano aos trabalhadores. O banco não tem medo de mostrar que não se importa com o que possa acontecer com seus funcionários. A única coisa que importa é o lucro”, lamentou o dirigente da Contraf-CUT. Uma pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) avaliou as condições de teletrabalho da categoria após mais de um ano de duração dessa modalidade neste período de pandemia de Covid-19. Mais de 13 mil bancárias e bancários responderam ao questionário, que aponta maior incidência de diagnóstico positivo de Covid-19 (38%) entre os que permaneceram no trabalho presencial do que entre aqueles que passaram à modalidade em home office (23%). Chamou a atenção o fato de que o banco que menos colocou trabalhadores em teletrabalho foi o que mais teve registros de contaminação. Fonte: Contraf-CUT
Entenda porque votar sim na proposta do Saúde Caixa

Bate-papo ao vivo acontece nesta terça-feira, 26, quando será apresentada a proposta que estará em pauta nas assembleias de quinta e sexta-feira; Contraf-CUT, Fenae, Comando Nacional dos Bancários, sindicatos e federações de suas bases indicam voto sim na proposta construída pelo GT formado pela Caixa com as entidades da base do Comando A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) farão, nesta terça-feira (26), a partir das 19h, um bate-papo ao vivo, pela TV Contraf (Youtube), e pelas página no Facebook da Contraf-CUT, da Fenae e de diversos sindicatos e federações com os empregados da Caixa Econômica Federal, principalmente com aqueles que são participantes do Saúde Caixa, sobre a proposta que irá à votação nas assembleias que serão realizadas pelos sindicatos da categoria na quinta (28) e sexta-feira (29), dependendo do sindicato. Além de explicar a proposta, a live explicará como cada deve fazer para participar da assembleias. Por exemplo, que os empregados, participantes do Saúde Caixa da ativa deverão votar nas assembleias de seus respectivos sindicatos. Os aposentados devem votar no sindicato que era de sua base quando ocorreu a aposentadoria. Os participantes da Funcef devem votar no sindicato da base da agência onde recebe os proventos. Assembleias As assembleias de deliberação sobre a proposta de modelo de gestão e custeio do Saúde Caixa acontecerão nos dias 28 e 29 de outubro. A Contraf-CUT disponibilizará um sistema de votação eletrônico, pela internet aos sindicatos, mas os sindicatos do Espírito Santo, Bahia, Sergipe e São Paulo, Osasco e Região votam em sistema próprio. Assim, quando se aproximar o dia da assembleia, cada empregado deverá acessar o link acima, ou os sites destes sindicatos e procurar o link de votação. Todo empregado, da ativa, ou aposentado, participante do Saúde Caixa tem direito ao voto. Basta acessar o link, inserir seu número de matrícula (sem o zero à esquerda e sem o dígito) e o sistema apresentará três nomes. Clique sobre o próprio nome. Depois é só votar. “O voto será sim, não, ou abstenção. Defendemos o voto SIM nas bases dos sindicatos filiados à Contraf-CUT, pois a proposta mantém todos os princípios do plano, sem cobranças individuais de valor mínimo de acordo com faixa, pois isso prejudica quem ganha menos, os aposentados e os mais idosos”, defendeu a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária de Cultura da Contraf-CUT. “Se a proposta não for aprovada, a Caixa poderá aplicar os reajustes como quiser e isso inviabilizará a continuidade no plano dos aposentados e de quem ganha menos”, completou. Resumo da proposta Mantem o modelo atual, onde: a participação da CAIXA no custeio das despesas assistenciais e administrativas limitada a 70% do montante ou ao teto de 6,50%, o que for menor; mensalidade do titular no valor de 3,5% da remuneração base e uma mensalidade adicional de 0,4% para cada dependente direto cadastrado no plano, limitado ao teto de 4,3% por titular; mensalidade de 0,4% para cada dependente indireto; tratamentos oncológicos e internações são isentos de coparticipação; coparticipação para consulta em pronto socorro / atendimento corresponderá ao valor fixo de R $ 75 (setenta e cinco reais); teto anual de R $ 3.600,00 (três mil e seiscentos reais) por grupo familiar; sem aumento nas mensalidades mês a mês, mas com a instituição de uma mensalidade extraordinária também sobre o 13º salário para atender a necessidade de aumento da arrecadação; utilização da reserva técnica para evitar contribuições extraordinárias em caso de déficit; manutenção do GT Saúde CAIXA com maior acesso a relatórios, dados, acompanhamento de credenciamento e descredenciamento com vistas a dar suporte para a mesa permanente. Fonte: Contraf-CUT
BB “reestrutura a reestruturação” para manter salários rebaixados e responsabilidades altas

Banco do Brasil anunciou transformação da PAA’s em “Lojas”, alçando gerentes de relacionamento a gerentes gerais Imaginem a seguinte situação: Agenor, responsável por administrar a tradicional Tratoria e Risttorante, decide submeter a empresa a uma reformulação, reduz o número de funcionários em algumas unidades, que passam a se chamar Lancherias. As Lancherias não possuem cozinheiros, por isso, os funcionários responsáveis pelo preparo da comida serão chapistas, com salários reduzidos. Seis meses depois, Agenor resolve re-reestruturar a empresa e torna as Lancherias em Cantinas, elevando os chapeiros a cozinheiros, mas mantém o mesmo salário do cargo anterior. Detalhe: durante todo esse processo o menu sempre foi o mesmo. Essa história, em tom cômico, foi descrita por um funcionário do BB sobre a nova reestruturação anunciada pelo banco, nesta semana. A administração da empresa informou que irá transformar os postos de autoatendimento (PAAs) em “Lojas”, que voltarão a ter o status de agência. Voltando um pouco no tempo, em janeiro deste ano, o BB anunciou um plano de reestruturação que vem resultando no fechamento de unidades e enxugamento do número de funcionárias e funcionários e sobrecarregando os que ficam. Nesse processo, algumas agências foram transformadas em PAAs, com gerentes de relacionamento subordinados a gerentes-gerais de agências maiores. Os funcionários pagam a conta Agora, nesta semana, o banco anunciou que os PAAs serão elevados ao status de “Lojas”, os gerentes de relacionamento serão “promovidos” a gerentes gerais, com mais responsabilidades e riscos inerentes ao cargo, entretanto, sem aumento salarial efetivo. “Com toda essa manobra, que vem ocorrendo desde janeiro, o banco conseguiu fazer uma ampla redução salarial, aumentando a responsabilidade do funcionário, com a possibilidade de ele ser descomissionado por ato de gestão”, alertou o representante da Federação dos Bancários da CUT do Estado de São Paulo (Fetec-CUT/SP) na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB), Getúlio Maciel. “O gerente de relacionamento que hoje fica nesses postos [de autoatendimento], vai ser promovido, entre aspas, para ter muito mais responsabilidade, assinar pelo banco, ter procuração pelo banco e não ter ponto eletrônico e ganhar 170 reais a mais. Sendo que, em alguns casos, os gerentes vão ganhar menos. Com a criação do Performa, de outra reestruturação que o banco rebaixou os salários, todas as comissões tiveram o valor reduzido, mas, em muitos casos, os gerentes mantiveram o mesmo valor através de uma complementação da verba. Agora, no momento em que eles forem, entre aspas, promovidos, vão perder a complementação dessa verba”, explicou a representante da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Minas Gerais (Fetrafi/MG) na CEBB, Luciana Bagno. Em resumo, em alguns casos, gerentes de relacionamento que forem promovidos para gerente geral acabarão com os salários mais baixos. “Vale destacar ainda que, durante todo esse processo de reestruturação, os gerentes de relacionamento das PAAs sempre tiveram as mesmas responsabilidades, mas só poderiam ser descomissionados se tivessem três avaliações negativas, uma a cada semestre, por desempenho. Agora, eles poderão ser descomissionados por ato de gestão”, observou Getúlio Maciel. “A cada nova reestruturação os funcionários do BB se sentem mais desvalorizados. Sempre com aumento da carga de trabalho e das responsabilidades e redução do salário. As reestruturações vão se sobrepondo, somando anomalias e, inevitavelmente, aumentando o passivo trabalhista do banco”, ponderou Luciana Bagno. Banco de mercado “No lançamento do balanço do último semestre, o vice-presidente de Gestão Financeira e de Relações com Investidores, José Ricardo Fagonde Forni, disse que uma das finalidades futuras da reestruturação seria a redução de despesas, principalmente no que tange às despesas administrativas e de pessoal. Então, essas reestruturações visam diminuir salários para apresentar um balanço melhor à custa dos funcionários, numa ótica que privilegia os acionistas em detrimento da qualidade de atendimento e responsabilidade social”, destacou o coordenador da CEBB, João Fukunaga. A CEBB procurou o banco para mais esclarecimentos sobre a nova reestruturação. “Estamos preocupados com o impacto dessas alterações, em tão pouco tempo e da forma como estão acontecendo, na vida dos funcionários. Se o banco quer fazer mudanças que correspondam às necessidades do mercado, precisa considerar que tanto o mercado como a empresa são formados por pessoas reais que não podem ser simplesmente movimentadas, como se fossem peças de um tabuleiro”, concluiu Fukunaga. Fonte: Contraf-CUT