Inscrições abertas para novos cursos CPA 10 e CPA 20

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense está ofertando mais uma oportunidade para os bancários que querem se qualificar e obter as certificações que são exigidas para crescimento na carreira. Estão abertas as inscrições para cursos CPA 10 e CPA 20. As informações e também as inscrições podem ser feitas com a secretaria do Sindicato. As aulas já estão programadas para começar no dia 26 de novembro. Os demais encontros também já têm data: 10/12 e 17/12. Vale lembrar que a turma somente será confirmada havendo um mínimo de 10 inscrições. Informações: (24) 3328-0718  ou (24) 98139-6194 – Louise

Parceria com a UFF Volta Redonda vai acompanhar saúde mental dos bancários

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense e o campus da Universidade Federal Fluminense em Volta Redonda (UFF-VR) firmaram uma nova parceria para acompanhar a saúde mental dos bancários no ambiente de trabalho. O lançamento da parceria acontece na próxima quarta (23) no auditório da UFF-VR. O projeto, que já está em vigor como Extensão do curso de Psicologia da UFF-VR, é uma iniciativa do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense e tem o objetivo de produzir dados e conhecimento do impacto das relações e condições de trabalho. O departamento de Saúde do coletivo de trabalhadores acredita que as relações e condições acabam fazendo com que os trabalhadores estão adoecendo mais ao desenvolver distúrbios psiquiátricas e/ou psicológicas. Isso acaba gerando sofrimento e a necessidade de afastamentos do trabalho, chegando até aos casos de suicídios. O convênio deverá se desdobrar em inúmeras outras iniciativas, atividades e ações conjuntas. A ideia é fazer com que a parceria produza informações suficientes a fim de ajudar na atuação junto à demais entes, públicos e/ou privados, na busca de soluções para os problemas. O sindicato acredita que as doenças aparecem em função da pressão, exigências descabidas para o cumprimento de metas e o assédio moral presente nos ambientes de trabalho. Dentre as patologias mais constantes estão angústia, ansiedade, depressão e Síndrome de Burnout. Além do reflexo na saúde, acaba-se causando impactos negativos na vida profissional, social e familiar dos trabalhadores. Dados do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) apontam que a maior parte dos afastamentos de bancários por conta dos acometimentos psicossomáticos. Há, ainda, inúmeros relatos de que muitos bancários, para desempenhar suas funções de forma minimamente aceitável, faz uso de medicamentos “tarja preta” ou desenvolvendo outros tipos de dependência química – alcoolismo, por exemplo. Vale lembrar que os bancos não reconhecem essas doenças como originadas nas relações de trabalho, sua organização e divisão. Negam a emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), documento exigido para assegurar direitos previdenciários e trabalhistas desde a suspeita da doença, como previsto em Lei. Importante destacar que a saúde dos trabalhadores bancários já vem sendo pautadas em negociações coletivas e já foram obtidas importantes conquistas (antecipação e complementação salarial, dentre outras). Todavia, para realização de novos avanços, é necessária a apresentação de dados precisos. O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense acredita que é de extrema urgência o tratamento dos adoecidos e o avanço na garantia dos empregos e das funções, mas simultaneamente atuar para evitar que o trabalho bancário continue a ser a causa de mais adoecimentos. Toda a categoria está convidada para comparecer ao evento, que acontecerá na próxima quarta-feira (23), às 19h, no Auditório da UFF Volta Redonda, que fica na R.Des. Ellis Hermydio Figueira, 783 – Sala 307b – Aterrado Volta Redonda.

Banco do Brasil afasta gestor após mensagem de cunho nazista

Um gestor do Banco do Brasil foi afastado do contato com funcionários após ser denunciado por divulgar piada de cunha nazista em um grupo de WhatsApp do trabalho. Kauam Sarabi Moreira é gerente de operações estruturadas ESG do BB e, de acordo sua página no LinkedIn, é funcionário da instituição há 19 anos. Segundo relatos feitos à reportagem, na quarta-feira (9) os funcionários do banco estavam conversando sobre assuntos não relacionados ao serviço. Foi quando Kauam respondeu um comentário com uma montagem de Adolf Hitler ao telefone. O texto da figurinha fazia um pedido: “Hans, liga o gás”. A referência remonta às câmaras de gás em que judeus foram mortos por nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Após o ocorrido, ninguém repreendeu Kauam, chefe apontado como abusivo e com histórico de assédio moral dentro do Banco do Brasil. O caso, no entanto, foi denunciado à ouvidoria interna e passa por apuração. Procurado, Kauam não comentou o caso. Ele negou o afastamento, disse que está de férias e que retorna ao trabalho em um mês. As férias, segundo apurou a reportagem, não foram liberadas pelo banco e estão em processo de análise -ele foi separado do contato com funcionários, não do serviço. “O funcionário envolvido no caso está afastado das atividades junto à equipe. O Banco do Brasil repudia qualquer manifestação de discriminação e não compactua com apologia contra grupos raciais, culturais, religiosos ou sociais, como prevê seu Código de Ética. O BB reafirma sua defesa pela diversidade junto a seus clientes, funcionários e à sociedade”, disse o banco em nota. Fonte: Jornal O Tempo

Covid volta a ameaçar a sociedade

A covid-19 voltou a preocupar o Brasil, após alguns meses de trégua. No inicio de novembro, ocorreu a primeira morte de uma pessoa contaminada pela subvariante BQ.1: uma mulher, na cidade de São Paulo. Desde o início de outubro, a taxa de transmissão do vírus (Rt) e as internações de pessoas com a doença vem subindo. Especialistas começam a alertar para o risco de uma nova onda no período de festas do final do ano. O Ministério da Saúde abandonou a consolidação de dados em âmbito nacional, no processo negacionista do atual governo em fim de mandato. No entanto, informações sistematizadas pela Info Tracker, uma plataforma das universidades estaduais paulistas (USP, Unesp e Unicamp) para monitorar a pandemia, mostram que a Rt ultrapassou o valor 1, quando cada contaminado transmite o vírus para mais de uma pessoa. Esse índice indica que a doença está aumentando. Ainda segundo a Info Tracker, as internações no estado saltaram de 80, em 17 de outubro, para 186 em 6 de novembro. Conforme a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) difundiu pela imprensa, os laboratórios identificaram que os resultados positivos para o coronavírus saltaram de 3,7% em 3 de outubro para 23% na primeira semana deste mês. Essa mesma tendência de alta também já foi identificada pela rede de farmácias do país, e divulgada por meio de sua associação. Há vários motivos que podem estar promovendo o crescimento da doença, como a chegada da nova variante BQ.1, a redução da imunidade de quem já se vacinou, as aglomerações no período da campanha eleitoral e a procura das pessoas pelas doses de reforço abaixo do ideal, em especial pela quarta aplicação do imunizante. Bancárias e bancários Para o secretário de Saúde do Trabalhador da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Mauro Salles, “no caso de bancárias e bancários, os cuidados devem ser redobrados, pois suas atividades são sempre em contato com muitas pessoas”. Mauro orienta, ainda, que “todos sigam os protocolos de saúde, conforme a orientação de especialistas, mesmo sem a obrigação legal que vigorou até alguns meses atrás, pois esse é o único caminho para proteger a si mesmo, a família e a sociedade como um todo”. Cuidados Conheça as orientações básicas da Organização Mundial da Saúde (OMS) para se defender do coronavírus: Mantenha distância de outras pessoas de pelo menos 1 metro. Evite aglomerações. Use máscara, especialmente em locais fechados. Troque o equipamento sempre que ele ficar úmido. Não use máscara com válvulas. Prefira locais abertos e ventilados. Abra uma janela se estiver em local fechado. Limpe as mãos com frequência, com sabão e água ou álcool em gel. Mantenha-se em dia com a vacina. Até o momento, todos adultos devem ter tomado a quarta dose. Cubra o nariz e a boca com o braço dobrado ou um lenço ao tossir ou espirrar. Evite tocar superfícies de locais públicos. Limpe superfícies com frequência. Fique em casa se você sentir indisposição. Os sintomas mais comuns da covid são tosse seca, febre e cansaço. Procure atendimento médico se tiver febre, tosse e dificuldade para respirar. Se possível, ligue para a unidade de saúde e peça orientações antecipadas. Mantenha-se informado sobre a situação em sua localidade. Acesse aqui a orientação completa da OMS para se proteger.

Cassi: diretoria convoca reunião com entidades para admitir rombo de R$ 366 milhões

De forma intempestiva e desrespeitando a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e as entidades representam os associados (Anabb, Aafbb e Faabb), diretores e representantes de conselhos da Cassi, convocaram para a tarde desta segunda-feira (14) uma reunião onde admitiram déficit de R$ 366 milhões no Plano Associados. “Elencamos uma série de problemas. Primeiro, parece que a Cassi quer assumir o papel da Comissão de Empresa, que representa os associados na entidade de assistência dos funcionários do BB. Segundo, finalmente admitiu a situação de déficit do Plano Associados, que denunciamos diversas vezes, bem antes de os novos eleitos da Cassi tomarem posse, em junho deste ano. E, além de tudo isso, apresentaram uma proposta vergonhosa, que onera apenas os associados, com aumento de coparticipação que pode chegar a 50%. Isso impactaria apenas aos associados, pois o banco não colocaria um tostão na coparticipação”, denuncia o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB), João Fukunaga. Ele observa ainda que a decisão de aumentar a coparticipação, foi levada para uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo na manhã desta segunda, antes da reunião com as entidades. “Então, ao que tudo indica, eles chamaram essa reunião, no período da tarde, já com uma proposta, na tentativa de que as entidades que representam os trabalhadores homologassem”, completa. “Todos nós, de forma unânime, não aceitamos as propostas colocada na mesa pela Cassi. Porque a única oferta foi reajustes naquilo que fere diretamente os associados, como se o adoecimento fosse culpa única e exclusivamente deles, o que não é. Muito dos associados carregam doenças provocadas no trabalho, pelas metas abusivas. Então, o banco tem que ser responsabilizado”, pondera Fukunaga. Trabalhadores vinham alertando “A postura das diretorias da Cassi, formada por indicados do BB e eleitos do chamado Grupo Mais, não é transparente com os associados, que até hoje só sabem da real situação deficitária por denúncias das entidades representativas dos trabalhadores”, pontua Fukunaga ao destacar que sucessivas matérias foram publicadas somente ao longo deste ano sobre o déficit que vinha se acumulando no Plano Associados. “Quando o material de campanha da chapa que a Contraf-CUT apoiava falou do déficit, a Comissão Eleitoral da Cassi veio para censurar, para que fosse retirado de circulação. Entretanto, essa proibição não estava no regulamento das eleições e, agora, passado algum tempo, estávamos certos. Ou seja, admitiram que já vinha ocorrendo déficit, porque o déficit operacional da Cassi começa durante o ano e não agora nesses últimos meses”, completa Fukunaga, observando que a administração teve tempo suficiente para promover mudanças estruturais que proporcionassem sustentabilidade no longo prazo. “Esconderam esse déficit porque tinham uma chapa concorrendo, apoiada pelo banco e por diretores já presentes na entidade, entre eles o [Carlos Emílio] Flesch, [diretor de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes], pertencente ao Grupo Mais. Então perguntamos: o banco admite que apoiava o Grupo Mais nas eleições da Cassi, o que explica a razão de ter escondido o déficit operacional? Por isso que não deixou a outra chapa publicar sobre o déficit e tirou o relatório Visão Cassi do ar por cerca de seis meses?”, questiona Fukunaga. Entidades têm propostas O coordenador da CEBB destaca que os representantes dos trabalhadores não aceitaram o programa de contingenciamento colocado na mesa pela direção da Cassi, por onerar única e exclusivamente os associados. Ele ainda destacou que já existem propostas das entidades, dentre elas estão o retorno da taxa administrativa, já acordada na Reforma Estatutária; recursos de decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) sobre ressarcimento de ações trabalhistas, onde parte que é devida pelo banco seria direcionada à Cassi; e por fim, que o BB, como patrocinador, assuma das despesas que a Cassi teve no combate à covid-19. “Parte dessas propostas já foram aceitas e reconhecidas pelo banco o que falta da Cassi é cobrar. Então, porque onerar os associados antes de cobrar que o banco responda a esses pedidos? E como são capazes de propor essa discussão que onerar os associados, na véspera de mudança do governo? Ou seja, essa atual administração, indicada pelo banco, quer mostrar somente agora serviço, onerando o associado com o lucro astronômico que o BB teve, sendo que pode ser que eles saiam da Cassi, com as mudanças no Planalto?”, pontua Fukunaga. Estratégia Saúde da Família “Com a Reforma Estatutária de 2018/2019, a Cassi assumiu o compromisso de ampliar a Estratégia Saúde da Família (ESF). E eles nunca apresentaram o relatório a respeito desse compromisso. Hoje foi dito que temos 240 mil famílias na ESF e que a meta colocada pelo presidente da Cassi é crescer 600 mil em apenas seis meses. Ou seja, o que eles não fizeram em cinco anos, querem fazer em seis meses?”, conclui o coordenador da CEBB, arrematando que, em 2018, a Accenture, empresa de consultoria contratada pela própria Cassi, já recomendava a ampliação do modelo que melhora resultados de saúde, otimizando custos.

BB: apesar de lucro recorde, banco não cumpre função pública

O Banco do Brasil divulgou mais um lucro recorde semestral. A instituição apresentou lucro líquido de R$ 8,4 bilhões entre julho e setembro, aumento de 62,7% em relação ao mesmo período de 2021. Quando observado janeiro a setembro deste ano, o crescimento é de 50,9%, com lucro líquido ajustado de R$ 22,72 bilhões. Apesar do lucro, algo considerado importante pelo coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB), João Fukunaga, a instituição está perdendo o caráter público. “Em governos anteriores, o banco já apresentou lucros consideráveis, garantindo o pagamento dos acionistas e não perdendo sua função pública, pelo contrário, aumentou o número de agências e o nível de bancarização no país”, acredita. “O papel dos bancos públicos é auxiliar o Estado no crescimento de setor produtivo, infraestrutura e redução das desigualdades, a partir da oferta de crédito a juros mais baixos para as famílias, microempreendedor, pequenos empresários e agricultores”, completou Fukunaga. O banco também informou que foi aprovada a distribuição de mais de R$ 486,6 milhões a título de remuneração aos acionistas sob a forma de dividendos e mais de R$ 1,8 bilhão sob a forma de Juros sobre Capital Próprio (JCP), ambos relativos ao terceiro trimestre de 2022. “O BB está mais preocupado em apresentar recordes de lucro para atender apenas interesses de acionistas”, avalia o sindicalista. “Há uma aceleração da apresentação de resultados e pagamento de dividendos de empresas estatais nos últimos meses deste ano. O lucro em empresas públicas é bem-vindo. Mas a que custo ele ocorre, sobretudo neste momento, de final de mandato?”, questionou. Fukunaga frisou que existem “várias maneiras de aproveitar o BB para combater a crise econômica, sendo uma delas a redução dos spreads bancários [a diferença entre o custo de captação dos bancos e o que eles cobram nos empréstimos a seus clientes]”, lembrando que o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, já declarou propostas para que os bancos públicos voltem a ajudar famílias e microempresários endividados. Emprego e agências – As demonstrações financeiras do BB no trimestre registram também o aumento de 117 postos de trabalho no terceiro trimestre do ano e 1.361 em 12 meses, além da redução de oito agências no período. “O volume de contratação é muito pequeno e longe de recompor os mais de 10 mil postos de trabalho que foram cortados desde 2016. Já o número de agências continua defasado. Nos últimos seis anos, o BB fechou mais de 1.500 unidades, a maioria agências de periferia e de pequeno porte, como fazem os bancos privados, que mantêm agências nos grandes centros, em detrimento da população no geral”, mostrou Fukunaga. Ele ressaltou que, durante a gestão Fausto Ribeiro, atual presidente do BB, e de Carlos Motta, vice-presidente de Negócios de Varejo (área do banco responsável por definir as metas), o movimento sindical registrou um aumento de casos de adoecimento de bancários, seja por conta de assédio moral para alcançar metas “em níveis abusivos”, seja pela redução de postos de trabalho, ocasionando sobrecarga e acúmulo de funções aos bancários mantidos. “Nossa expectativa, a partir de 2023, é que, junto à valorização do BB como banco público, ocorra o aumento de funcionários, impactando inclusive na realidade dos funcionária do banco, submetidos a sobrecarga de trabalho por causa do enxugamento de postos”, completou. Clique aqui e confira os destaques completos do balanço, apontados pela equipe da Subseção do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) na Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

“Banco do Brasil precisa cumprir papel de banco público”

O resultado da eleição que reconduz Luiz Inácio Lula da Silva ao Planalto, após 12 anos, mostra que a população brasileira escolheu um projeto de governo que valoriza o papel do Estado como redutor das desigualdades sociais e regionais. E, neste processo, o Banco do Brasil, assim como os demais bancos públicos, tem papel fundamental. A avaliação é do coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB), João Fukunaga. “Nós próximos quatro anos, o Estado deve retomar sua missão no combate à fome e a pobreza, como investidor em serviços públicos de qualidade para recuperar entidades públicas que perderam sua força devido às crises econômica e de governo, como o Sistema Único de Saúde (SUS), previdência social, saneamento e meio ambiente”, destacou Fukunaga, completando que, neste cenário, “os bancos públicos precisam, mais do que nunca, atuar decisivamente para reduzir o spread bancário e baixar as taxas de juros extorsivas que sugam recursos da atividade produtiva para garantir o pagamento de dividendos aos acionistas”. O coordenador da CEBB lembrou que no período dos governos Temer e Bolsonaro, portanto desde 2016, os bancos públicos foram enfraquecidos. O BB, em especial, fechou mais de 1.500 agências e cortou cerca de 10 mil empregos. “O banco reduziu suas operações de crédito e, nos últimos anos, vem cobrando tarifas e juros tão ou mais altos que os dos bancos privados. Além disso, reduziu sua participação no mercado, de maneira deliberada, abrindo espaço para a concorrência”, continuou. Fukunaga observou que, na gestão do atual presidente do BB, Fausto Ribeiro, foi acelerado o processo que levou a empresa a atuar, cada vez mais, como qualquer banco privado, com impactos não apenas na maneira como oferta serviços à população, mas também como trata os funcionários, “submetidos a metas abusivas e ao assédio moral”. O coordenador a CEBB frisou que o Estado é o controlador do BB, portanto é um banco da população. Questão que precisa ser relembrada para que a empresa recupere, inclusive, seu papel histórico de banco da agricultura e resgate sua capilaridade e presença em todas as regiões e municípios. “A atual gestão abandona qualquer resquício de função pública e social do Banco do Brasil, resumindo sua missão a ‘cuidar do que é valioso para a pessoa’, frase sem significado que reduz a nada o papel de uma empresa bicentenária, cujo crédito foi fundamental para levar o Brasil a ser um dos maiores produtores de alimentos do mundo”, ressaltou o porta-voz dos funcionários do banco, arrematando que “a atual gestão”, portanto, “não está à altura do desafio que o BB terá no novo governo, que deve voltar a ser um grande banco a serviço da população brasileira e que valoriza parcerias com quem acredita no papel relevante que o país deve exercer na economia mundial”.

Festa de Confraternização dos Bancári@s 2022 já tem data. Saiba como participar

No próximo dia 03 de dezembro, o Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense realiza uma grande festa de confraternização da categoria. O evento acontecerá na sede campestre dos bancários em Barra Mansa. Serão dois shows para os bancários(as) se divertirem além de almoço com churrasco. Às 12h se apresenta a Banda Juremeiros e às 14h30 tem show com a Banda Mistureba. O almoço será servido até às 15h. Link de inscrição. Clique aqui Para participar da Festa de Confraternização dos Bancários 2022, os interessados deverão ficar atentos a algumas regras e garantir a inscrição. Confira abaixo: ➢ Bancári@s associad@s, solicite seu convite e de seus dependentes ou convidado, pelo link enviado pelo WhatsApp e disponível no Site https://bancariosulfluminense.com ➢ Bancári@s associad@s, acesso somente com apresentação de documento com foto. ➢ Bancári@s associad@s, caso não tenha dependente você tem direito a 01 (UM) convidado, solicitar pelo link. ➢ Bancári@s associad@s, troca somente TODOS os dependentes por 01 (UM) convidado solicitar pelo link. ➢ Bancári@s associad@s, não será permitido a entrada ou saída de pessoas com bebidas. ➢ Bancári@s associad@s, nesse dia NÃO funcionarão, piscina, campos de futebol e sauna. ➢ Bancári@s associad@s, a Sede Campestre NÃO funcionará no dia 04/12/2022. ➢ PROIBIDO vender, fornecer, servir, ministrar ou entregar, ainda que gratuitamente, de qualquer forma, a criança ou adolescente, bebida alcoólica ou sem justa causa, outros produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica. – Lei nº 13.106, de 2015

MUDOU! BB: Justiça suspende temporariamente decisão que garante Cassi aos oriundos da Nossa Caixa

A 3ª Vara do Trabalho de Brasília acolheu pedido do Banco do Brasil para suspender, em caráter temporário, decisão que dava à empresa o prazo de 20 dias para conceder aos trabalhadores oriundos do Banco Nossa Caixa (BNC) a possibilidade de ingresso à Caixa de Assistência dos Funcionários do BB (Cassi), nas mesmas condições dos bancários originários do BB. “A decisão é desta segunda-feira (7) e ainda será publicada”, destacou a advogada do escritório Crivelli Associados, Renata Cabral, representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT) que, na ação, participa como amicus curie (amigo da corte, em latim), termo que designa um agente que auxilia com subsídios técnicos. “Essa ação civil pública pertence ao Ministério Público do Trabalho (MPT) que, após a decisão anterior, beneficiando os bancários oriundos do BNC, pediu a extensão da sentença aos empregados egressos do Banco do Estado de Santa Catarina (BESC) e do Banco do Estado do Piauí (BEP), além de seus dependentes”, explicou Renata. O argumento apresentado pelo BB para conseguir a suspensão temporária da decisão foi que ainda não houve o trânsito em julgado de recurso feito pelo banco. A empresa também ingressou com embargos de declaração que estão em análise no Tribunal Superior do Trabalho (TST), na ação de conhecimento. No despacho proferido nessa segunda, a juíza responsável destacou também que “o pedido do MPT sobre a extensão da decisão [para os oriundos dos outros bancos incorporados] será oportunamente decidido quando do julgamento dos embargos de declaração, opostos na decisão que determinou a execução”, pontuou a advogada Renata Cabral. Mesa de negociação O coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, afirmou que o movimento sindical continuará observando o andamento desta ação na Justiça. “A nossa prioridade, por outro lado, continua sendo o debate do tema na mesa de negociação com o banco. Temos a expectativa de que, com a mudança de governo, vamos avançar nas pautas de interesses de todos os funcionários de bancos incorporados, tanto nos direitos de acesso à Cassi quanto à Previ”, completou.

Justiça determina que BB garanta Cassi aos oriundos da Nossa Caixa

Já está correndo o prazo de 20 dias para que o Banco do Brasil estenda aos trabalhadores oriundos do Banco Nossa Caixa (BNC) a possibilidade de ingresso à Caixa de Assistência dos Funcionários do BB (Cassi), nas mesmas condições dos bancários originários do BB. A decisão foi tomada no último dia 26 de outubro, pelo juiz Francisco Luciano de Azevedo Frota, do Tribunal Regional do Trabalho da 10º Região. O magistrado pontuou que, em caso de descumprimento, o BB terá que pagar multa de R$ 300 por dia, por empregado prejudicado. “O movimento sindical sempre priorizou a negociação, e temos mesa com o banco, cobrando os interesses de todos os funcionários de bancos incorporados, incluindo os aposentados e seus dependentes”, explicou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga.  “No atual governo, de Bolsonaro, o banco não se propôs a negociar a questão dos incorporados. Continuaremos batalhando por essa via, porque nós acreditamos no poder da negociação”, continuou. Sobre a decisão na Justiça do Trabalho, que atende a um pleito do Ministério Público do Trabalho, a advogada do escritório Crivelli Associados, que representa a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT) na ação, Renata Cabral, pontua que “trata-se de uma decisão proferida em pedido de cumprimento de sentença, que tem origem em ação civil pública que tramita no Tribunal Superior do Trabalho”. Existem outros pedidos de extensão do acesso à Cassi aos trabalhadores oriundos do Banco do Estado do Piauí e Banco do Estado de Santa Catarina, que ainda estão sob análise do juiz. Há mais de uma década os trabalhadores do banco, que foi incorporado pelo BB em novembro de 2009, reivindicam, com o apoio do movimento sindical, acesso ao mesmo plano de saúde dos demais colegas. “O acesso à Cassi para todos já foi, inclusive, campanha nossa e motivo de várias lutas. Avançamos em vários pleitos no que tange o Acordo Coletivo, mas, essa discussão, especificamente, sempre foi adiada pelo banco”, pontuou Fukunaga, completando que a Contraf-CUT apoia a ação na condição de amicus curie (amigo da corte, em latim), termo que designa um agente que auxilia a Corte com subsídios técnicos.