Lançamento do Programa de Prevenção à violência de gênero marca história de lutas da categoria bancária

A tarde desta segunda-feira (10) marcou o lançamento do Programa Nacional de Prevenção à Violência contra as Mulheres, de conscientização da sociedade, incluindo das bancárias e bancários no ambiente de trabalho, sobre o combate à violência de gênero. O lançamento foi feito pelo Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), falou sobre o avanço da categoria nesta pauta. “Hoje, nós demos mais um passo importante no contexto de uma série de conquistas que a categoria bancária obteve com muita luta e organização, ao longo dos anos, na pauta de Igualdade de Oportunidade, que inclui o combate à violência de gênero dentro e fora do ambiente de trabalho, com o acolhimento das bancárias que sofrem com a violência doméstica”, destacou a presidenta da Contraf-CUT. Juvandia lembrou que a inclusão do tema de Igualdade de Oportunidades nas mesas de negociação com os bancos foi uma conquista da categoria em 2000. “Ao longo desta luta, descobrimos que, além de lutar por igualdade de oportunidade para mulheres e homens no trabalho, que é uma questão da vida pública, também precisávamos falar da vida privada”, afirmou Juvandia explicou que a violência doméstica impacta na produtividade das mulheres no trabalho, seja por motivos psicológicos ou por motivos de saúde. “Em briga de marido e mulher temos, sim, que meter a colher, porque machuca não só a mulher, mas toda a sociedade”, arrematou. “Quando pensamos nesta clausula (de combate à violência doméstica e familiar na sociedade) pensamos no sofrimento da mulher que está do outro lado e que pode ser qualquer uma de nós. E a proposta deste programa é, através da conscientização, alcançar a sociedade que queremos”, completou a também coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidenta do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva. Ela ressaltou que “apesar de estar muito feliz com o lançamento do programa, é triste ainda ter que lutar para enfrentar o problema da violência de gênero em pleno Século 21. A modernidade não pode avançar só no mundo tecnológico, tem que avançar nos direitos.” Retorno das políticas públicas A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, que participou da mesa “Igualdade das mulheres na sociedade” falou sobre a retomada de uma série de políticas públicas direcionadas, especialmente, para combater a desigualdade social entre homens e mulheres e a violência de gênero, com destaque para o projeto de lei, enviado pelo governo Lula ao Congresso, que determina a igualdade salarial entre homens e mulheres. “A diferença desta lei, em relação ao que tínhamos até hoje, pela CLT, é que ela determina quem fiscaliza e a aplicação de multa para as empresas que não cumprirem a legislação”, ressaltou a ministra. Cida Gonçalves também destacou a necessidade de iniciativas como o lançamento do programa de prevenção à violência de gênero, pela categoria bancária, e lembrou que o movimento sindical foi fundamental para resistir aos ataques sobre os direitos das mulheres aprofundados nos últimos seis anos, desde o golpe que levou ao impeachment da ex-presidente Dilma Roussef. Trabalho das ONGs Representantes das três organizações não governamentais (ONGs) Papo de Homem, Me Too Brasil e IMP Instituto Maria da Penha, apresentaram suas propostas de trabalho na mesa “Iniciativas de negociação nacional do movimento sindical para a sociedade, bancárias e bancários”. As entidades foram contratadas pelos bancos para responder às demandas do movimento sindical, inseridas na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Ana Addobbati, do Instituto Maria da Penha, ressaltou que o papel da entidade é atuar com embaixadoras e embaixadores voluntários em escolas e empresas, para conscientizar sobre a violência e como combatê-la, “em uma linguagem que todos entendam”. Marina Ganzarolli, presidenta da Me Too Brasil, destacou que a organização trabalha diretamente com mulheres e homens vítimas de violência sexual, incluindo assistência psicológica. A entidade também atua na linha da prevenção, dando ferramentas para a identificação de relacionamentos abusivos e caminhos para construir interações saudáveis. Marina Moreira, coordenadora de operações, treinamento pesquisa do Instituto Papo de Homem (PDH), explicou que a ONG tem como foco desenvolver materiais para conscientizar os homens. “Nossa estratégia é na comunicação. Estamos preocupados em explicar a questão da violência de gênero, que precisa ser combatida, e isso passa pela transformação social do homem, mas com o cuidado para não desconectar com aqueles precisamos conversar. Por isso, temos muito cuidado com as palavras. Apesar de ser inerente que, neste processo de transformação social, a gente passe por conflitos, não podemos perder a conexão com os homens, caso contrário, não vamos ter o alcance que precisamos”, afirmou. Entre as ações que as ONGs vão entregar no âmbito do Programa Nacional de Prevenção à Violência contra as Mulheres, estão treinamentos, cartilhas, livro e série de palestras em várias regiões do país, voltadas tanto ao público bancário quanto à sociedade civil. “Cada organização tem propostas diferentes que são complementares. E isto é bastante positivo. Esperamos que o programa realmente alcance sociedade e trabalhadores e trabalhadoras bancárias do Brasil inteiro”, ressaltou Juvandia. Histórico de conquistas A secretária da Mulher da Contraf-CUT, Fernanda Lopes falou sobre a luta da categoria e suas conquistas. “A categoria bancária tem um histórico de avanços importantes na luta por igualdade de oportunidade que se torna exemplo para as demais categorias. Então, é fundamental manter o que já conquistamos e avançar para superar as desigualdades que ainda persistem dentro dos bancos e no contexto social do país que, infelizmente, registra uma desigualdade salarial significativa entre homens e mulheres, assim como altos índices violência”, avaliou Fernanda. Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) mostra que, no mercado de trabalho brasileiro, as mulheres ganham, em média, 21% menos que os homens. Na categoria bancária, a remuneração delas é 22,2% menor que a média dos colegas do sexo masculino. Ao analisar o recorte racial, a desigualdade é ainda mais aprofundada: a remuneração da mulher preta é, em média, 40,6% inferior à remuneração do

‘Menos Metas, Mais Saúde’ é a campanha da  Contraf-CUT para evidenciar problemas de saúde dos bancários

“Menos Metas, Mais Saúde” é o tema da campanha que está sendo lançada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), com o objetivo de evidenciar o cenário de adoecimento físico e mental dos trabalhadores do ramo financeiro. Há anos a categoria é submetida a cobranças e metas excessivas, convivendo com transtornos psicológicos e as LER/Dort, entre outros  problemas. Segundo Mauro Salles, secretário de Saúde da Contraf-CUT, a responsabilidade por essa situação é inteiramente da gestão dos bancos. “Profissionais de agência, do crédito, do call center, de TI: não há quem saia ileso. Dentro dos bancos, o individualismo é reforçado a todo tempo, em detrimento da coletividade”, afirmou Salles. Para chamar a atenção da população, os trabalhadores preparam um Dia Nacional de Luta, marcado pelo lançamento oficial da campanha, prevista para durar seis meses. A campanha “Menos Metas, Mais Saúde” foi criada para fortalecer o necessário enfrentamento às políticas praticadas pelos bancos que tem feito nossa categoria adoecer. “O Coletivo Nacional de Saúde da Contraf-CUT quer dar visibilidade ao alto número de adoecimento pelas metas abusivas, pressão por resultados e assédio moral para exterminar essas práticas”, explicou Mauro Salles. Os sindicatos e federações podem baixar o material da Campanha Menos Metas, Mais Saúde no acesso restrito do nosso site. Fonte: Contraf-CUT

Agências bancárias permanecem fechadas nos feriados de Sexta-Feira da Paixão (7) e Tiradentes (21)

As agências bancárias não abrirão nos feriados de Sexta-feira da Paixão, neste dia 07 de abril, e Tiradentes, no próximo dia 21. Segundo informações da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as áreas de autoatendimento ficarão disponíveis para os clientes, assim como os canais digitais e remotos de atendimento (internet e mobile banking), tanto nos feriados quanto nos fins de semana. Contas de consumo (água, energia, telefone, etc.) e carnês com vencimento nos dias 07 e 21 de abril poderão ser pagos, sem acréscimo, no próximo dia útil aos feriados, ou seja, nos dias 10 e 24 de abril, segunda-feira. Normalmente, os tributos já vêm com datas ajustadas ao calendário de feriados nacionais, estaduais e municipais. Caso isso não tenha ocorrido no documento de arrecadação, a sugestão é antecipar o pagamento ou, no caso dos títulos que têm código de barras, agendar o pagamento nos caixas eletrônicos, internet banking e pelo atendimento telefônico dos bancos. Já os boletos bancários de clientes cadastrados como sacados eletrônicos poderão ser pagos via DDA (Débito Direto Autorizado). *Fonte: Febraban

Previ do BB inicia encontros para apresentar resultados

A Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) deu início a uma série de encontros presenciais sobre os resultados dos planos de benefícios da entidade, no ano de 2022. A programação começou nesta quinta-feira (30), no Rio de Janeiro, Wagner Nascimento, diretor eleito de Seguridade da Previ, falou sobre a iniciativa: “Estamos retomando as apresentações presenciais a pedido dos associados. A presença dos diretores nos estados faz parte do nosso compromisso de estar cada vez mais próximos dos participantes, ampliar o diálogo com os verdadeiros donos da Previ e fortalecer a transparência da gestão. João Fukunaga, novo presidente da Previ, também confirmou presença nos encontros. No dia da sua posse, Fukunaga destacou que um dos objetivos de sua gestão será a “continuidade do processo de proximidade com os associados”, que inclui educação financeira, principalmente com o pessoal da ativa. “Hoje, a gente tem o Previ Futuro que é um plano de acumulação, que está sendo constituído, e as pessoas precisam entender muito sobre previdência e inclusive para optar entre os diversos perfis. Então, a nossa marca vai ser a proximidade com o associado, mas jamais esquecendo aqueles que já estão aposentados, porque eles são o motivo da nossa existência”, afirmou Fukunaga. Para Fernanda Lopes, representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB), Fernanda Lopes, é importante que os associados e associadas participem dos encontros e acompanhem de perto a gestão da Previ. “Este olhar dos donos, que são os funcionários do BB associados à Previ, é o que garantirá a aposentadoria segura para todos nós. Por isso, esses encontros são importantes para criar e fortalecer esta proximidade”, disse Fernanda. Segundo Fernanda, o quadro de associados à Previ deve aumentar com os funcionários que ingressaram há poucos meses, por conta do concurso realizado ano passado, e para os que virão a partir do concurso que ocorrerá em abril. “Os novos funcionários e associados à Previ precisam conhecer e entender a importância e a responsabilidade que todos nós temos sobre a gestão desta entidade de previdência que é nossa”, concluiu. Locais No Rio, o encontro desta quinta está acontecendo no Salão Margarida da AABB Rio, localizada na Avenida Borges de Medeiros, 829. Os outros locais já confirmados são Brasília, no dia 11 de abril, São Paulo, no dia 13, e Belo Horizonte no dia 19 do mesmo mês. Em breve, a Previ divulgará uma nova agenda para outras cidades. Previ Itinerante Com a retomada das apresentações, também está de volta o Previ Itinerante, uma estrutura que acompanha as apresentações de resultado para prestar atendimento presencial, entre 8h30 até 13h, aos associados. *Com informações da Contraf-CUT

Bancos cortam postos de trabalho

Dados do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), com base na PNAD Contínua, mostram que o setor bancário extinguiu postos de trabalho pelo quarto mês consecutivo. O saldo negativo de 319 vagas em janeiro foi resultado de 3.145 admissões e 3.464 desligamentos no mês. De outubro de 2022 a janeiro deste ano, o setor já acumula o fechamento de 889 postos de trabalho. O saldo negativo de empregos no setor bancário caminha na contramão do ramo financeiro como um todo que, excluindo os bancos, teve saldo positivo de 1.604 postos de trabalho em janeiro. Apesar dos resultados negativos para contratações nos bancos entre outubro de 2022 e janeiro deste ano, no acumulado dos últimos 12 meses (Jan/22 a Jan/23) o saldo de empregos no setor bancário está positivo, com a criação de 1.399 vagas, devido às contratações pela Caixa no ano passado, graças à  atuação sindical e jurídica do Sindicato, Contraf-CUT e Fenae pela convocação dos aprovados em concurso de 2014. Das 27 unidades da federação, apenas cinco registraram saldo positivo de postos de trabalho: São Paulo (+77 postos), Sergipe (+12 postos), Pará (+5 postos), Amapá (+ 1 posto) e Tocantins (+ 1 posto). Rotatividade O salário mensal médio de um bancário admitido em janeiro alcançou o valor de R$ 6.395,43, enquanto o do desligado foi de R$ 7.214,62. Ou seja, o salário médio do admitido correspondeu a 88,6% do desligado. Impacto negativo A terceirização também tem impacto negativo sobre o emprego no setor bancário, já que os bancos utilizam esta modalidade de trabalho para cortar custos, retirar funcionários da categoria bancária e desmobilizar a organização dos trabalhadores.  Faixa etária e sexo Quanto ao recorte de gênero, o saldo negativo de postos de trabalho nos bancos se deu, predominantemente, entre mulheres. Nas admissões, as mulheres representaram 46% das contratações, enquanto nos desligamentos correspondem a 51%. O resultado é um saldo negativo de 5 postos de trabalho entre homens, número que salta para 314 entre as mulheres. Em relação ao recorte por faixa etária, observa-se saldo positivo de postos de trabalho entre as faixas de 18 até 29 anos, com ampliação de 811 vagas. Já para as faixas etárias superiores, o constatado movimento é contrário, com o fechamento de 1.111 vagas.

Conselho fixa em 1,97% juro máximo para consignado do INSS após pressão dos bancos

O Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) decidiu aprovar, nesta terça-feira (28), a proposta do governo para o teto máximo de 1,97% ao mês nas taxas de juros do crédito consignado a aposentados e pensionistas do INSS. A decisão ocorreu após forte pressão dos bancos. Para o cartão consignado, a taxa máxima ficou em 2,89% ao mês. “Recuamos no que queríamos para o teto de juros do consignado pela pressão que bancos fizeram. Considero que os juros continuam altos”, declarou o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, em entrevista coletiva. Lupi ainda  prometeu para os próximos dias “novos caminhos” para baratear o crédito aos aposentados. Segundo o ministro, a manutenção da taxa básica de juros (Selic) em 13,75%, pelo Banco Central, contribuiu para um “cenário adverso na economia do Brasil”, afetando a decisão. O CNPS, no último dia 13, reduziu a taxa de juros do consignado do INSS de 2,14% para 1,7% ao mês. Na ocasião, a taxa máxima do cartão consignado também caiu, de 3,06% para 2,62% mensais. Os bancos privados – Itaú Unibanco, Banco Pan, Daycoval, Mercantil do Brasil e PagBank/PagSeguro – reagiram e decidiram suspender as linhas de crédito para aposentados e pensionistas. Em seguida, os bancos públicos Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil foram pelo mesmo caminho, e anunciaram a suspensão do empréstimo consignado. Com isso, várias centrais do país – CUT, CTB, Força Sindical, UGT, Nova Central, CSB, Intersindical e Pública – divulgaram nota condenando a suspensão do crédito. Para elas, a decisão mostrava que mostrava que a sede dos bancos por lucros “não tem limites”. *Com informações da Rede Brasil Atual

Claudio Said toma posse na presidência da Cassi

A Caixa de Assistência do Banco do Brasil (Cassi) empossou seu novo  presidente, Claudio Said, na última terça-feira (14), em Brasília. Said já exerceu o cargo de gerente executivo da caixa de assistência. O novo presidente destacou em seu discurso que a Cassi é uma empresa de vanguarda, de construção coletiva, com foco na prevenção da saúde, além do modelo de gestão compartilhada e elogios ao SUS, valores compartilhados pelo sindicato e demais entidades representativas dos bancários. Tarciana Medeiros, presidenta do BB prestigiou a cerimônia de posse, que contou ainda com a presença de lideranças executivas do Banco do Brasil, da Cassi, e demais entidades coligadas. Em seu discurso, Tarciana reforçou que este é um novo momento para todos, um período de mudanças.

Banco do Brasil vai incentivar o empreendedorismo feminino

Tarciana Medeiros, primeira mulher a ocupar a presidência do Banco do Brasil em toda a sua história, deu entrevista à Febraban, no mês que se comemora o Dia Internacional da Mulher,  e afirmou: “Depois que uma mulher tem acesso ao crédito, o céu é o limite”. Tarciana fez a afirmação ao falar sobre o objetivo de incentivar ainda mais o empreendedorismo, principalmente o feminino. ”Para as mulheres, nós vamos trabalhar muito forte a inclusão financeira em todas as suas formas, principalmente ensinando como gastar o dinheiro, como investir o dinheiro de uma maneira muito simples”, afirmou a presidenta. Segundo Tarciana, o banco vai seguir a mesma linha do curso da Febraban, “com uma linguagem simples, direta e objetiva”. “Nós pretendemos implementar ações voltadas ao empreendedorismo feminino,  ensinando como se utilizar, como gastar o dinheiro, como investir.  Aí nós habilitamos ao crédito e depois que uma mulher tem acesso ao crédito ela é livre. Aí o céu é o limite”, ressaltou Tarciana. A presidenta do Banco do Brasil fez questão de falar sobre como foi recebida nesse início de gestão. “Eu fui abraçada pelos colegas. O fato de ser de carreira, de ter construído no banco essa trajetória fez toda essa aceitação. Sou uma de 85 mil. Tem sido uma experiência espetacular, eu nunca imaginei viver esse momento na vida. Tenho muito orgulho de estar representando esses 85 mil colegas”, afirmou. Ainda falando sobre empreendedorismo, Tarciana explicou a linha de trabalho à frente do banco. “O brasileiro é um povo empreendedor. O Banco do Brasil acredita nos brasileiros e dar crédito é acreditar nas pessoas. Nós vamos intensificar as ações de crédito. Vamos trabalhar forte no empreendedorismo. Vamos intensificar a Liga PJ, que é uma plataforma implementada há mais ou menos um ano e algumas ações direcionadas ao de empreendedorismo para que todas as etapas de fomento ao negócio aconteçam. Se alguém precisar abrir um novo negócio, expandir um negócio ou implementar alguma alteração naquele empreendimento, nós estaremos preparados para apoiar, especialmente para as mulheres”, garantiu. Outra questão levantada durante a entrevista foi a inadimplência. Tarciana afirmou que a equipe tem trabalhado bastante o embarque de inteligência analítica na concessão de crédito. “Eu venho da diretoria de clientes e eu trabalhava com ciclos de relacionamento com clientes. Vamos trabalhar forte nessa área, desenvolver modelo de conhecimento do cliente, onde seja possível entregar um banco para cada cliente, isto é, entregar um Banco do Brasil adequado à necessidade de cada cliente”, disse. Ela explicou que um dos modelos analíticos que vem desenvolvendo é o modelo de pressupor cliente, ou seja, entregar ao cliente a linha de crédito adequada à sua necessidade. “Hoje, nós já temos tecnologia que no momento que o cliente vai buscar o crédito eu já conheço ele. Eu já entrego a linha de crédito com o melhor preço. Se é um cliente que está buscando para uma necessidade imediata, ele acessou o app do BB, simulou a operação de crédito, ele já recebe a melhor linha de crédito disponível. Nós pretendemos evoluir para ter não só uma melhor linha de crédito em preço, mas a melhor linha de crédito, a mais adequada a esse cliente. Nós entendemos que, dessa forma, a gente educa, protege e garante os menores índices de inadimplência”, concluiu Tarciana. *Com informações da entrevista concedida à Febraban

Banco do Brasil amplia teletrabalho a pedido do movimento sindical

Conforme solicitação do movimento sindical, o Banco do Brasil ampliou os avanços no teletrabalho remoto institucional (TRI). O anúncio veio três dias após a realização da mesa de negociações com a Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB), na última segunda-feira (13). A representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) na CEBB, Fernanda Lopes, ressaltou a conquista da antiga reivindicação. “A implementação do TRI é uma luta antiga das trabalhadoras e dos trabalhadores, vem bem antes da pandemia, quando passamos a reforçar a necessidade de implantar o home office. Então, esses avanços são uma conquista da categoria, do movimento sindical.” O Banco aprovou a ampliação de 30% para 50% o total da equipe que pode exercer simultaneamente suas atividades de modo remoto, nos prefixos habilitados, com possibilidade de reavaliação dentro do prazo dos próximos seis meses. Além disso, esse percentual está separado do teto de ausências físicas programadas, como férias e abonos. “O banco nos informou nesta quinta (16) que a implementação dessa medida será a partir do dia 21 de março”, destacou Fernanda Lopes. A inclusão dos funcionários em nível gerencial, inicialmente, para um dia em trabalho remoto por semana e, para os demais habilitados, a ampliação da frequência do home office de dois para três dias na semana ou seu equivalente mensal também estão entre as novidades. Também foi aprovada a ampliação de áreas habilitadas, incluindo escritórios, Centrais de Relacionamento do Banco do Brasil (CRBB) e Serviço de Atendimento ao Cliente (Sac) e outras áreas, após resultado de estudos. De acordo com o banco, a implementação acontecerá no decorrer do semestre, considerando as características de trabalho de cada setor. O banco também avalia a implementação de plataformas digitais remotas, além de espaços colaborativos internos (coworkings) para o semestre. “Esta proposta ajudaria pessoas a terem mais opções para trabalhar mais próximo de casa, principalmente nas grandes cidades e regiões metropolitanas, devido dificuldades de se locomover”, ressaltou Fernanda, destacando que “mães, pais e tutores com crianças de até 4 anos e empregadas e empregados com deficiência, têm prioridade no acesso ao teletrabalho, conforme legislação”. Mudanças começam em 21 de março: Para as Unidades já habilitadas: Limites de funcionários e funcionárias em TRI • As ausências programadas, como abonos e licença saúde, deixam de impactar o percentual de funcionários que podem atuar em TRI no prefixo; e • A quantidade de bancários e bancárias que pode atuar em TRI simultaneamente aumenta de 30% para 50% do total da equipe. Mudanças que iniciam ao longo do semestre: TRI para unidades que ainda não foram habilitadas. O BB iniciará pilotos em outras unidades, considerando as características do trabalho e a viabilidade dele ser realizado remotamente. Ainda para esse semestre, o banco segue com a avaliação para futura implementação de plataformas digitais remotas, além de espaços colaborativos internos (coworkings). Mudanças previstas até o mês de maio: • Inclusão de funcionárias e funcionários em nível gerencial, inicialmente, 1 dia em trabalho remoto por semana; e • Ampliação da frequência do trabalho remoto híbrido de dois para três dias na semana ou seu equivalente mensal. *Com informações da Contraf-CUT

João Fukunaga, novo presidente da Previ, fala sobre governança da entidade

O jornal Valor Econômico publicou, nesta segunda-feira (13), reportagem em que o novo presidente do fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (BB), a Previ, João Fukunaga, fala sobre a governança da entidade e como deverá ser sua gestão. Fukunaga  estava em um encontro fechado com entidades vinculadas ao BB. O administrador aproveitou o evento para falar sobre a sua experiência para gerir o fundo, o maior plano previdenciário do BB, que tem mais de R$ 240 bilhões em ativos e é grande investidor no país. Ele lembrou sua trajetória de luta no movimento sindical dos bancários. “Nesse período, desenvolvi e exerci minhas habilidades com gestão de pessoas e de projetos, em que usei a minha capacidade de negociação na interlocução com diretores e altos executivos do setor financeiro, tanto no Brasil quanto no exterior. Isso me deu uma ampla experiência em liderança de equipes, além de ter de desenvolver uma sólida capacidade para defender os anseios dos associados”, explicou. Fukunaga afirmou que para “garantir o pagamento de benefícios a todos nós, associados, de forma eficiente, segura e sustentável”, a Previ tem uma “robusta e reconhecida” governança, que, segundo o Valor, é uma “referência no segmento de fundos de pensão”. Durante o encontro, Fukunaga disse que a fundação tem “119 anos de experiência e de solidez, desenvolvidos em um sistema que respeita a tradição, mas com um olhar constante na inovação e no futuro. É uma construção fortalecida diariamente, com regras claras, processos e ‘compliance’(…)”. O gestor garantiu que trabalhará para que “a governança da Previ seja cada vez mais aprimorada, para garantir que o futuro de todos os associados seja preservado”. A Previ apresentou, em 2022, superávit de R$ 5,6 bilhões no Plano 1 (benefício definido da instituição, com rentabilidade de 13,5% no ano), R$ 241 bilhões em ativos totais e um recorde no pagamento de benefícios de R$ 15,6 bilhões. No Previ Futuro (de contribuição variável e R$ 26 bilhões em ativos), todos os perfis de investimentos tiveram rentabilidade positiva, com destaque para o conservador, com 8,4%. Segundo a publicação, Fukunaga também comentou o fato do banco ter , pela primeira vez, uma mulher na presidência. “Tarciana é uma prova de que as mulheres podem e devem ocupar o espaço que desejarem. Que o topo é aonde elas quiserem chegar. E, para isso, está implementando uma política de diversidade e equidade efetiva, que terá eco na Previ. Aqui, assim como no Banco do Brasil, não teremos tolerância com assédio e preconceito de qualquer tipo”, garantiu. Movimento sindical presente A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil marcaram presença no evento. “É muito salutar a nossa presença aqui, neste momento tão especial, no qual não só os eleitos da Previ estão defendendo o patrimônio dos funcionários do Banco do Brasil, mas também o novo presidente da caixa de assistência, que é egresso do movimento sindical. Uma pessoa que está acostumada a defender os interesses dos associados do plano. Por isso, tenho certeza de que este resultado positivo da previ, será a marca registrada da gestão do Fukunaga”, garantiu Gustavo Tabatinga Jr., secretário-geral da Contraf-CUT. Fonte: Contraf-CUT