Cartilha da Contraf-CUT mostra conquistas das mulheres na categoria bancária

“Avançamos Juntas” é o título da cartilha divulgada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, com informações sobre as principais conquistas obtidas nos últimos 20 anos. A publicação, que está disponível para download na área de acesso restrito do site, explica a importância da luta pela igualdade salarial e orienta sobre o programa “Basta! Não irão nos calar!”, de assessoria jurídica a mulheres em situação de violência. Além de ser uma ação pelas comemorações do Dia Internacional da Mulher, a cartilha foi pensada como parte das discussões para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. “Estamos em ano de renovação da CCT. Então, com esse material, buscamos lembrar nossas colegas e nossos colegas sobre as conquistas que obtivemos, por conta da unidade e organização sindical. Na cartilha, indicamos também que precisamos avançar ainda mais, especialmente na questão de igualdade salarial e de oportunidade entre os gêneros”, informou Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários. Para acessar a cartilha, basta clicar no link: https://contrafcut.com.br/publicacoes/avancamos-juntas/ Fonte: Contraf-CUT

Trabalhadoras pedem fim de violência contra as mulheres

O Dia Internacional da Mulher, celebrado na última sexta-feira (8), foi marcado por comemorações e manifestações em diversos pontos do país. Trabalhadoras do movimento sindical uniram-se a outros movimentos sociais feministas reivindicando o combate à violência de gênero, igualdade salarial, além de garantia de direitos e a defesa da democracia. Para a presidenta da Contraf-CUT e vice-presidenta da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Juvandia Moreira, o tema das manifestações deste ano busca orientar o debate por direitos e contra a violência. “Se a democracia em um país está em risco, estão também em risco todos os direitos já conquistados e os órgãos, entidades e movimentos sociais necessários para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária”, afirmou Juvandia. Os dados são alarmantes. No ano passado, o Brasil teve novo recorde de feminicídios. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, foram 1.463 vítimas em 2023. Já o levantamento Monitor de Feminicídios no Brasil (MFB) aponta que entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2023, ocorreram no Brasil 1.706 casos de feminicídio consumados e 988 tentativas. A secretária da Mulher da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fernanda Lopes, falou sobre este aumento de violência contra a mulher. “Só vamos conseguir mudar essa trajetória expondo a realidade, informando toda a população e exigindo do poder público o combate a esse crime, por meio dos instrumentos legais e fortalecimento dos canais de denúncias e acolhimento às mulheres em situação de violência”, ressaltou Fernanda. *Foto da Galeria da Contraf-CUT

Boletim do Dieese aponta que salário da mulher era 22,3% menor que dos homens em 2023

Apesar de avanços e conquistas das mulheres na sociedade, o preconceito e a desigualdade ainda são marcantes. É o que mostra o boletim especial do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgado esta semana, quando se comemora o Dia Internacional da Mulher. Segundo o documento, o salário médio das mulheres no último trimestre de 2023 foi 22,3% menor que o recebido pelos homens. Além disso, 39,9% das mulheres no país recebiam até um salário-mínimo. Em relação às mulheres negras, praticamente metade (49,4%) ganhavam até um salário-mínimo, enquanto entre os homens, 29,8% ganhavam até um salário-mínimo. O estudo aponta ainda que a diferença salarial entre homens e mulheres é ainda maior com o aumento do grau de escolaridade. Mulheres que terminavam o curso superior ganhavam em média 35,5% (R$ 4.701) do que os homens (R$ 7.283). De acordo com a secretária da Mulher da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fernanda Lopes, o cenário reflete o preconceito estrutural. “Essa questão, somada à dupla jornada (o dever imposto socialmente à mulher de conciliar trabalhos domésticos e do dia a dia remunerado fora de casa) explicam a razão de haver tamanha desigualdade entre homens e mulheres em cargos de liderança”, observou Fernanda. Entretanto, o crescimento da economia brasileira em 2023, segundo o boletim, trouxe melhora nos dados gerais de emprego e renda também para as mulheres. Do 4º trimestre de 2022 ao 4º trimestre de 2023, houve aumento de 358 mil mulheres e de 26 mil homens na força de trabalho. Para conferir o boletim do Dieese na íntegra, clique aqui.

Sindicato festeja Dia Internacional da Mulher neste sábado (9)

Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 8 de março, o Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense organizou uma programação especial e está convidando todas as suas associadas. A comemoração será neste sábado (9) na sede campestre, com recreadores para cuidar dos seus filhos enquanto você participa dos bate-papos, com temas importantes e atuais. O esposo também será bem-vindo. O almoço está garantido, com churrasco e bebidas a preço de custo na churrasqueira principal. Além disso, haverá música ao vivo com a cantora Lorena Costa. Confira a programação completa: 10h – Brinquedos com monitores 10h30 – Recreação com Tio Leandro 12h30 – Churrasco e bebidas a preço de custo na churrasqueira principal 10h – Bate-papo com Juliana Ribeiro Tema: Esgotamento mental na mulher multitarefas. Quais metas devo cumprir? 11h30 – Bate-papo com Jane Lameira Tema: Autoconhecimento, poder do auto Amor 12h30 – Música ao vivo com Lorena Costa A sede campestre fica na Estrada Governador Chagas Freitas, 3.780, Colônia Santo Antônio, em Barra Mansa.

Banco do Brasil tem lucro recorde de R$ 35,56 bi em 2023

O lucro líquido ajustado do Banco do Brasil bateu um novo recorde em 2023, chegando aos R$ 35,56 bilhões. Comparado com 2022, o crescimento foi de 11,4%. Só no quarto trimestre do ano passado, o lucro alcançou os R$ 9,4 bilhões, com um crescimento de 7,5% em relação ao trimestre anterior. Quanto ao retorno sobre patrimônio líquido (RSPL), o índice bateu 21,6%, um crescimento de 0,5 ponto percentual (p.p.) em relação a 2022 e um pouco superior aos 21,3% do RSPL registrados nos primeiros nove meses do ano. Segundo o BB, este índice é semelhante ao dos bancos privados. A coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, ressaltou que é importante analisar o novo recorde no lucro do BB como “resultado da atuação intensa das funcionárias e funcionários da empresa pública”. O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) produziu um relatório sobre os recentes resultados do BB. O documento mostra que, no final de 2023, o banco contava com 86.220 funcionários – aumento de 267 postos de trabalho em 12 meses e 1.508 postos em três meses. Entretanto, o número de clientes cresceu 1,07 milhão, alcançando 82,98 milhões de consumidores de serviços bancários do BB, também no período de um ano. O relatório aponta ainda que, no mesmo período, o número de agências tradicionais permaneceu igual (total de 3.172), mas houve abertura de nove agências digitais e especializadas, totalizando 820 estruturas nesses perfis, em comparação a dezembro de 2022. Fernanda explicou que “esses dados mostram que houve um aumento expressivo de clientes que não foi acompanhado, com a mesma intensidade pela entrada de novos funcionários e funcionárias no BB”. Segundo Fernanda, o movimento sindical vai continuar atuando nas mesas de negociação pela ampliação do quadro “porque a sobrecarga abre portas para uma gestão por assédio que nós precisamos combater”. Sobre a carteira de crédito ampliada, o balanço do banco aponta um crescimento de 10,3% em 12 meses, totalizando R$ 1,109 trilhão em dezembro de 2023. Apresentaram crescimento, ainda, nos últimos 12 meses as seguintes carteiras: Agronegócio, +14,7% (R$ 355,30 bilhões), seguida pela carteira Pessoa Jurídica, +9,0% (R$ 390,79 bilhões) e carteira Pessoa Física, +8,1% (R$ 313,12 bilhões). A carteira destinada ao exterior aumentou 4,2%. Quanto à inadimplência (atrasos superiores a 90 dias), o BB afirmou que ficou em 2,92%, aumento de 0,41 p.p. em relação a dezembro de 2022. Mesmo assim, este índice está abaixo da inadimplência média do Sistema Financeiro Nacional (3,30%). Em relação às despesas com provisão para créditos de liquidação duvidosa (PCLD) – provisões para devedores duvidosos (PDD) -, o índice aumentou em 37,5%, somando R$ 32,65 bilhões em 2023. De acordo com o BB, o principal fator para o provisionamento adicional foi o segmento large corporate (grande empresa).

Estudo do Dieese mostra saldo negativo em emprego bancário

Dados divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), mostram que houve saldo negativo de empregos bancários em 11 dos 12 meses do ano passado. O único mês com saldo positivo foi outubro com 271 postos de trabalho. Segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, os bancos admitiram 36.142 bancários, mas demitiram 42.457. Foram fechados 6.315 postos de trabalho durante o ano de 2023. Para o secretário de Assuntos Socioeconômicos da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Walcir Previtale, os dados são preocupantes.   “Isso traz prejuízo para a economia, que gira mais devagar, aos clientes, que têm menos bancários para atendê-los, e principalmente aos trabalhadores, que veem o número de contas e de clientes aumentar juntamente com a sobrecarga de trabalho e o consequente adoecimento”, afirmou. Entre as ocupações mais afetadas estão as de nível gerencial: das dez principais ocupações com maiores saldos negativos, cinco são do nível gerencial, com destaque para Gerente de Contas – Pessoa Física e Jurídica, que perdeu 2.954 postos de trabalho. O levantamento fez uma análise segmentada por regiões geográficas e mostra que, em 2023, houve abertura de vagas nas regiões Norte (+140 vagas) e Nordeste (+307vagas) e fechamento nas regiões Centro-Oeste (-100 vagas), Sul (-363 vagas) e Sudeste (-6.299 vagas). São Paulo (-4.220 vagas) e Rio de Janeiro (-1.156 vagas) lideram o ranking de postos eliminados. Houve maior abertura de vagas no Rio Grande do Sul (+289 vagas), Bahia (+84 vagas) e Sergipe (+78 vagas). Quanto a sexo, faixa etária, raça/cor (nomenclatura utilizada nas bases de dados do Ministério do Trabalho, cujo registro parte de autodeclaração do trabalhador) e remuneração, os dados mostram que a categoria é composta por 48% de mulheres. Em 2023, do total de contratados, 54,3% são homens. Esse percentual sobe quando se trata de tecnologia da informação, onde 75,7% dos contratados são homens. Em relação à faixa etária, o saldo positivo fica nas faixas etárias até 29 anos (+7.628 vagas) e negativo para faixas a partir de 30 anos (-13.943 vagas). Quanto à raça/cor, os dados apontam que, em 2023, o saldo para pessoas pretas e pardas foi positivo em 1.317 vagas, sendo 24% do saldo atribuído às mulheres. O estudo mostra ainda que o salário mensal médio de um bancário admitido em dezembro de 2023 foi de R$ 6.174,35, enquanto o do desligado foi de R$ 7.845,89. Isto significa que o salário médio do admitido correspondeu a 78,7% do desligado.

Bancos fecham 6 mil postos de trabalho mesmo com lucro bilionário

Segundo dados da pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (novo Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego, houve crescimento do emprego formal e da renda no ano passado, como um todo. Entretanto, segundo Neiva Ribeiro, uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, o emprego bancário ficou na contramão. A informação é de que foram eliminadas mais de 20 mil vagas do setor nos últimos cinco anos. Só em 2023, foram fechados mais de seis mil postos de trabalho. No ano passado, os três maiores bancos privados do país, Bradesco, Itaú e Santander, conquistaram lucros bilionários. O Itaú registrou lucro de R$ 35,6 bilhões. O Bradesco teve lucro líquido de R$16,3 bilhões e Santander alcançou os R$9,3 bilhões. A sindicalista explica que os bancos investem em tecnologia e acabam eliminando empregos e fechando agências físicas. “Os acionistas recebem cada vez mais, os trabalhadores adoecem e a população sofre com um atendimento cada vez mais precarizado”, afirmou Neiva. Vale lembrar ainda que, além de reduzir o número de agências, os bancos também demitem para contratar pagando salários menores. Dados do Caged apontam que o salário médio do trabalhador admitido corresponde a 78,7% do trabalhador demitido.  *Foto de Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Banco do Brasil deposita PLR dia 1º de março

O Banco do Brasil anunciou que pagará a segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) no dia 1º de março. Os valores por cargo serão divulgados no dia 29 de fevereiro. No Banco do Brasil, a PLR é composta pelo módulo Fenaban e pelo módulo BB. No primeiro, o trabalhador recebe 45% do salário paradigma definido no acordo, mais a parcela fixa. Já no segundo, existe a distribuição linear de 4% do lucro do banco entre os funcionários, além da parcela variável. O pagamento da PLR do BB pode ser feito até 10 dias após o pagamento de dividendos. Entretanto, por solicitação do movimento sindical, o banco tem depositado o valor para seus funcionários no mesmo dia da distribuição aos acionistas.

Bancos começam a anunciar data de pagamento da PLR

Seguindo solicitação do movimento sindical, a maioria dos bancos antecipa o pagamento da segunda parcela da Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) de 2023. Dessa forma, alguns bancos vão começar a pagar na próxima semana. De acordo com a Convenção Coletiva de Trabalho (CLT) da categoria, o prazo final é 1º de março. Mas os bancos públicos têm regras definidas em acordos específicos. A Caixa tem até 31 de março e o Banco do Brasil até dez dias após a distribuição de dividendos aos acionistas. Porém, este ano, o BB já anunciou que pagará a PLR no dia 1º de março. A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, afirmou que “a PLR é uma das maiores conquistas da categoria, que foi a primeira a conquistar este direito.” “O valor recebido como PLR ajuda muito, porque, diferentemente de outras categorias, que recebem um valor fixo, a PLR dos bancários é definida a partir do lucro obtido pelos bancos. Contribuímos para os resultados e temos direito a uma fatia do lucro obtido, além de uma parcela adicional”, ressaltou Juvandia. Entre os bancos que já anunciaram a data do pagamento estão o Bradesco (19/02), o Banco do Brasil (1º de março), o Santander (29/02), o Ouribank (15/02), o City (21/02), Safra e JP Morgan (ambos no dia 23/02). Os bancos devem pagar até 15% do lucro líquido obtido no ano dividido em Regra Básica e na Parcela Adicional. Regra Básica – o bancário recebe 90% do salário-base, com verbas fixas de natureza salarial e mais o valor fixo de R$ 3.194,80. O teto individual é de R$ 17.138,56. O valor total da regra básica tem o teto máximo de 12,8% e mínimo de 5% do lucro líquido. Se o valor total da “Regra Básica” da PLR for inferior a 5% do lucro líquido do banco, o valor individual deverá ser majorado até alcançar 2,2 salários do empregado, limitado a R$ 37.704,79. Parcela Adicional – neste caso o valor é definido pela divisão linear e em partes iguais da importância equivalente a 2,2% do lucro líquido do exercício de 2023, pelo número total de empregados elegíveis, até o limite individual de R$ 6.634,44.

STF bate o martelo e veta demissão de empregados públicos sem motivo

A demissão de empregados públicos concursados só pode ocorrer com motivação. A decisão foi proferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (8), e começará a valer a partir da publicação da ata do julgamento. A medida alcança trabalhadoras e trabalhadores concursados de empresas públicas e sociedades de economia mista, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, Petrobras e Eletrobras. Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramos Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidenta da CUT, falou sobre a importância da decisão. “É uma decisão muito importante, afinal, para garantirmos que não haja abusos e nem uso político das estatais, demissão sem motivação não pode ocorrer. Exatamente por isso, nós da Contraf e da CUT, participamos de todo o processo com apoio jurídico possível. É uma vitória muito grande do movimento dos trabalhadores e também das empresas públicas”. A decisão está relacionada ao Recurso Extraordinário 6878267, interposto por empregados demitidos do Banco do Brasil em contestação de acórdão do Tribunal Superior do Trabalho (TST). O acórdão definia que a “despedida de empregados de empresa pública e de sociedade de economia mista, mesmo admitidos por concurso público, independe de ato motivado para sua validade”. A CUT e a Contraf-CUT participam da ação como amicus curiae, ou parceira na ação. *Foto de Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil