
Empregadas e empregados da Caixa ficaram frustrados, nesta quarta-feira (19), com a sétima rodada de negociações específicas da Campanha Nacional dos Bancários 2026, pois o banco não apresentou uma nova proposta para o Saúde Caixa.
Antes da reunião, a Caixa enviou comunicado aos empregados indicando que a mesa trataria de possíveis soluções para o Saúde Caixa.
Porém, nenhuma proposta foi apresentada e a expectativa agora é que o tema seja tratado na próxima mesa, dia 25 de agosto.
A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) continua cobrando uma solução que aumente a participação da Caixa no financiamento do plano e não transfira para trabalhadores, aposentados e pensionistas os sucessivos aumentos das despesas assistenciais.
O acordo atual limita a participação do banco a 70% das despesas ou a 6,5% da folha de pagamentos e proventos, prevalecendo o menor valor. Desde a primeira rodada da campanha, a CEE cobra que a Caixa aumente sua participação no custeio do Saúde Caixa.
Na reunião desta quarta-feira (19), a Caixa apresentou propostas relacionadas às pessoas com deficiência (PCDs), como a ampliação das possibilidades de ausências justificadas para cuidados com a própria saúde.
Também propôs reforçar em acordo coletivo que o monitoramento de metas e resultados e as cobranças de trabalho não sejam realizados fora da jornada. As iniciativas foram consideradas positivas pela CEE, que cobrou aperfeiçoamentos.
A representação dos trabalhadores voltou a cobrar que o Super Caixa seja negociado com a representação dos trabalhadores.
Atualmente, o programa é feito pela Caixa, sem participação dos empregados. A proposta da representação dos empregados é o “Vendeu, Recebeu” e Bônus Caixa para todos.
A CEE voltou a cobrar respostas para todas as demais reivindicações da minuta específica dos empregados da Caixa, como as relacionadas a PFG, PCS e PSI, fim do atendimento simultâneo presencial e digital, remuneração variável, Super Caixa, PLR Social, contratações, condições de trabalho e valorização da negociação permanente.
Para a representação sindical, o adiamento sucessivo de respostas pela Caixa e pela Fenaban, sem uma garantia de ultratividade, aumenta a pressão do calendário e pode ser usado para tentar empurrar a categoria para a aceitação de qualquer proposta diante da proximidade do fim dos acordos.
Desta forma, a CEE reforça a convocação para que as trabalhadoras e trabalhadores da Caixa participem da paralisação de 24 horas desta quinta-feira (20), aprovada nas assembleias realizadas pelos sindicatos em todo o país.
*Fonte: Contraf-CUT


