Compensação de horas negativas no Itaú tem prorrogação de prazo negociada

A extensão do limite para a compensação do banco de horas negativas começou a ser negociada entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú e a direção do banco, em reunião realizada na tarde desta segunda-feira (2), por videoconferência. O banco propôs prorrogar o prazo por mais seis meses, com final até 28 de fevereiro de 2023. Os representantes dos trabalhadores acenam com a possibilidade de aceitar a renovação, mas reivindicam a anistia total das horas negativas no final do acordo. O acordo de compensação das horas negativas, assinado em fevereiro de 2021, previa que os bancários teriam um período de 18 meses, a partir do mês de março seguinte, com o limite de duas horas por dia, para compensar as horas negativas. Este acordo seria revisado a cada três meses, podendo ser prorrogado em mais seis meses, caso os trabalhadores não estivessem conseguindo zerar os seus bancos. O acordo de banco de horas negativas foi negociado para garantir os direitos dos trabalhadores que foram afastados ou colocados em regime de rodízio nas agências, por conta da pandemia de coronavírus. GERA A reunião definiu a criação de um Grupo de Trabalho (GT) para debater mudanças no programa de remuneração Gera. O GT atende à reivindicação de uma negociação específica e exclusiva sobre remuneração, feito pelos trabalhadores na reunião realizada no dia 16 de março e reforçada em ofício enviado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), que listou diversos problemas do programa Gera. “As alterações feitas no Gera para 2022 têm causado bastante reclamação entre os trabalhadores, que denunciam que a pressão aumentou, as metas estão muito difíceis de ser alcançadas e, por isso, eles estão recebendo menos. O Gera já teve inúmeras mudanças, mas ainda não conseguimos chegar nem perto do ideal. Precisamos de um espaço específico para encaminhar nossos pontos de vista. Nós queremos poder discutir ponto a ponto”, afirmou o coordenador da COE Itaú, Jair Alves. PDV No final da reunião, o banco informou que irá estender até 13 de maio o prazo de adesão do Programa de Desligamento Voluntário (PDV). Os critérios continuam os mesmo desde a primeira divulgação.
Eleições Funcef: vitória é dos participantes

Com a participação dos bancários, os candidatos à Diretoria de Benefícios e à Diretoria de Administração e Controladoria da Fundação dos Economiários Federais (Funcef), apoiados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e pelo Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense foram eleitos no segundo turno das eleições da entidade, ocorrido entre 29 de abril e 2 maio. Jair Pedro Ferreira foi eleito para a Diretoria de Benefícios com 52,6%, e Rogério Vida foi eleito para Diretoria de Administração e Controladoria com 53,91% dos votos válidos. Além das duas diretorias, o movimento “Juntos – A Funcef é dos Participantes” elegeu Selim Antônio de Salles Oliveira (titular) e Helaine Coutinho Cardoso (suplente) do Conselho Deliberativo. A eleição para a definição do Conselho Fiscal da Fundação dos Economiários Federais (Funcef) foi definida em primeiro turno, com a vitória de Sâmio Cássio (titular) e Tamara Siqueira (suplente), eleitos com 54,29% dos votos, também apoiados pela Contraf-CUT e o Sindicato. “Infelizmente o Antônio Messias não foi eleito para a segunda vaga do Conselho Deliberativo, mas temos que comemorar a eleição de hoje e também a eleição do Conselho Fiscal, eleito em primeiro turno”, avaliou a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt. “Foi uma importante conquista obtida na eleição dos candidatos do movimento ‘Juntos – A Funcef é dos Participantes’, que foram apoiados pelo movimento sindical e associativo. Mostramos que apesar dos ataques e fake news, fizemos uma campanha limpa e de propostas”, avaliou a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt. “Nossa fundação volta cada dia mais a ser dos participantes! Vamos construir juntos uma Funcef forte, com gestão transparente e participativa, e com muitos bons frutos para todos nós”, completou. Veja abaixo o relatório da votação.
Vote agora! Eleições da FUNCEF último dia

O segundo turno do processo de votação das eleições da Fundação dos Economiários Federais (Funcef) começou na sexta-feira (29), às 11h, e segue até hoje (segunda-feira, 2/5), às 18h. Os participantes vão escolher dois conselheiros deliberativos e dois diretores – um para a Diretoria de Benefícios e outro para a Diretoria de Administração e Controladoria. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a maioria das entidades de representação e associativas dos empregados apoiam e indicam o voto nas candidatas e candidatos que integram o grupo “Juntos – A Funcef é dos Participantes”. É preciso votar! Conheça nossos candidatos Conselho Deliberativo (2 vagas)Antônio Messias Rios Bastos (titular) e Wagner Ferreira (suplente)Selim Antônio de Salles Oliveira (titular) e Helaine Coutinho Cardoso (suplente) Diretorias de Administração e ControladoriaRogério Vida Diretoria de BenefíciosJair Pedro Ferreira Conheça o histórico e propostas dos candidatos do Movimento: www.afuncefedosparticipantes.com.br Como votar As eleições são realizadas de maneira on-line, por meio do autoatendimento no site ou aplicativo da Funcef, com acesso por CPF e senha pessoal do eleitor.Localize e clique na opção “votar” A votação terá a seguinte ordem – dois candidatos ao Conselho Deliberativo, um candidato para a Diretoria de Administração e Controladoria e outro para a Diretoria de Benefício. Quem utilizar smartphone na hora do voto deve rolar a tela para fazer as escolhas dos candidatos. Depois de selecionar os candidatos para todos os cargos, confira as escolhas antes de confirmar. Caso queira realizar alguma mudança, lembre-se que é preciso voltar à primeira opção e escolher novamente os candidatos para cada cargo.Ao clicar em “confirmar”, o sistema registrará o voto e emitirá um comprovante. Não lembra ou não cadastrou sua senha? É fácil resolver! Entre no site da Funcef e clique em autoatendimento.Depois, clique em “esqueci minha senha” ou em “primeiro acesso”, no canto inferior esquerdo da tela. Insira o seu CPF e data de nascimento. Depois, é só seguir os passos. Se ainda tiver dificuldade, leia o passo a passo de como recuperar a senha aqui. Para cadastrar a senha, confira o passo a passo aqui. Baixe o aplicativo da Funcef! para Apple/iPhone (iOS) ou pelo Android. É mais fácil e rápido para votar. Para demais dúvidas sobre as eleições, entre em contato com a Funcef pelo 0800 706 9000 ou por e-mail pelo Fale Conosco. Fonte: Contraf-CUT, com informações da Fenae
Sindicato dos Bancários realiza Festa do(a) Trabalhador(a) na sede Campestre

Evento contou com torneio de futebol, oficina de maquiagem e apresentação musical O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense realizou neste domingo, 1º de maio, na Sede Campestre da entidade, diversas atividades em comemoração ao Dia do (a) Trabalhador (a). Num clima de muita descontração e alegria, o evento reuniu associados e familiares que desfrutaram do torneio de futebol, oficina de maquiagem, sorteio de brindes, brinquedos infláveis e música ao vivo. A direção do Sindicato ressaltou a satisfação de realizar a festa. “Parabenizamos a categoria e lembramos que, nos últimos anos, vivemos tempos complexos por conta da pandemia. É bom lembrar que a Covid ainda não acabou, mas, o avanço da vacinação, pela qual tanto lutamos, impactou sobre os casos da doença, permitido assim que, aos poucos, a gente retome ao cotidiano”, enfatizaram. Ainda na opinião dos diretores, o Dia do (a) Trabalhador (a) está diretamente relacionada à necessidade de uma profunda reflexão acerca da situação socioeconômica do país. “ O mundo inteiro está celebrando o 1º de maio. Aqui no Brasil, a categoria trabalhadora tem sofrido constantes golpes com a retirada de direitos e a inflação que diminuiu o poder de compra das famílias, provocando aumentos absurdos no preço dos alimentos e dos combustíveis. Especificamente, no que se refere à nossa categoria, existe a necessidade de ressignificar o trabalho dos bancários e bancárias diante da luta que temos que empreender pela manutenção e a qualidade dos empregos. Ainda este ano, temos pela frente a nossa campanha salarial que coloca na pauta da discussão além das melhorias salariais e do emprego, o enfrentamento a Síndrome de Bornout, que tanto tem adoecido a categoria”. Itaú vence o Torneio de Futebol A festa dos (as) trabalhadores (as) bancárias começou logo cedo, com o disputadíssimo Torneio de Futebol. Três equipes se enfrentaram em jogos parciais, tendo na primeira partida Itaú x Bradesco. A partida foi decidida nos pênaltis dando a vitória de 6×5 para o Itaú. O segundo jogo entre as equipes do Santander e Bradesco terminou em 1×0 para o Santander. O único gol da partida foi marcado pelo camisa 8, Paulo Henrique Rosa. Na terceira e última partida as equipes do Itaú e Santander empreenderam um belíssimo jogo pela disputa do titulo de campeão do Torneio. A vitória ficou com mo time do Itaú com três gols marcados logo no primeiro tempo, dois de Lucas de Faria e um de Cristiano. Apesar da segunda colocação, o goleiro Niltinho, do Santander, foi um dos grandes destaques do jogo. Oficina de maquiagem é sucesso entre as bancárias A consultora de uma grande empresa de cosméticos Natália Nery orientou as bancárias presentes no evento com dicas de maquiagem e tratamento da pele do rosto e do corpo. Abrilhantando ainda mais a festa, o Sindicato realizou o sorteio de brindes da Mary Kay. Nos próximos dias, o Sindicato realizará uma pesquisa com as bancárias associadas visando à indicação de sugestões de atividades para serem desenvolvidas na Sede Campestre. DIVERSÃO GARANTIDA – As crianças tiveram a oportunidade de se esbaldar nos brinquedos infláveis instalados na Sede Campestre. Houve a distribuição de picolés, algodão doce e pipoca. Um almoço foi servido no local. A animação musical da festa ficou por conta da apresentação do cantor Marcelo.
1º de Maio – Dia do Trabalhador: homenagens e reflexões

Muitos ainda perguntam se é Dia do Trabalho ou Dia do Trabalhador. Entretanto, a afirmação é correta pelo Dia do Trabalhador que nasceu na luta pela jornada de oito horas, marcada em 1886 por uma greve geral nos Estados Unidos, onde o trabalho chegava a 17 horas por dia. No 1º de Maio, a classe trabalhadora se mobiliza para exigir seus direitos em todo o mundo. No Brasil, o movimento dos trabalhadores ganhou impulso no começo do século passado, com os imigrantes europeus, em especial italianos e espanhóis, que vieram trabalhar nas fábricas. Em 1917, com esse novo perfil da força de trabalho, aconteceu a primeira grande greve no país. Pressionado pelo operariado em franco crescimento, que cobrava garantias trabalhistas, em 1925, o então presidente Arthur Bernardes decretou feriado no Dia do Trabalhador. Getúlio Vargas transformou a data em uma festa que celebrava o Estado Novo como protetor dos trabalhadores. Para suavizar a pressão social que continuava a crescer, Getúlio investiu numa política paternalista, que controlou os sindicatos, mas também trouxe garantias. Ele instituiu o salário mínimo em 1940, mas sua medida mais importante foi a Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT, em 1943. Era a primeira vez que o trabalhador, de fato, conquistava proteção, com a legalização do turno de oito horas, férias, previdência e direitos específicos para a mulher e pessoas com monos de 18 anos, entre outros. As conquistas duraram até 1964, quando a ditadura militar passou a massacrar os movimentos populares. Centenas de sindicatos sofreram intervenção e milhares de seus líderes foram cassados e presos. E você ainda acha que todas as conquistas de salários, vales alimentação, licenças maternidade e paternidade, PLR e jornada de seis horas foram gentilmente dadas pelos bancos? ENGANA-SE quem pensa assim. Todas essas conquistas são frutos de lutas históricas do movimento sindical que transformou a categoria bancária em referência de organização no país. Este 1º de Maio é simbólico, no pós pandemia continuamos a conviver alto desemprego, inflação alta e demissões que não cessam. Mas é também o momento de mobilização, de gritar e exigir a manutenção dos direitos. Somos vencedores e resilientes, mas devemos ter a ciência do nosso papel e lado, o lado da classe trabalhadora que sustenta o país com o seu suor. O projeto do atual governo brasileiro é destruir os sindicatos. Por isso, o desafio deste Primeiro de Maio é mostrar que somos fortes. O mundo produtivo está diferente, cada vez mais mecanizado e digital. O que não muda é que eles continuam a tirar dos trabalhadores para concentrar a riqueza nas mãos dos mais ricos. Por isso, mobilização e unidade tornaram-se palavra de ordem, para a classe trabalhadora reconquistar o protagonismo político e reconduzir o Brasil para o futuro que a gente quer. Não espere perder seus direitos para acordar. Siga as orientações do Sindicato e participe das mobilizações. Feliz Dia do Trabalhador! Homenagens O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense preparou uma série de atividades para homenagear os bancários e bancárias pelo Dia do Trabalhador. As atrações acontecem na Sede Campestre da entidade, em Barra Mansa, com atrações para crianças, oficina de maquiagem para as mulheres e festival de futebol. O evento será de 10h às 17h para bancários sindicalizados. A sede campestre fica Estrada Governador Chagas Freitas – 3.780 – Colônia Santo Antônio – Barra Mansa.
Chapa 3 vence eleições da Previ

A Chapa 3, Previ para os Associados, venceu as Eleições Previ. O grupo reúne associados da entidade que já fazem parte ou já tiveram experiência na gestão da Previ, com novos candidatos. O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense agradece a participação dos bancários e bancárias da base nesta importante eleição. Durante toda a campanha os membros da chapa 3 reafirmaram o posicionamento de defender os interesses dos associados e proteger a entidade de interferências externas, seja de governos ou do mercado. “Os associados da Previ, trabalhadores e trabalhadoras do BB, da ativa e aposentados, votaram pela continuidade da gestão que vem sendo feita nos últimos anos. Esse é um sinal importante, de que devemos nos manter no mesmo caminho, de administração transparente e com canal sempre aberto com os associados”, afirmou o coordenador do comitê de campanha da chapa 3 e ex-diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, José Ricardo Sasseron. Pleito competitivo A Previ gere hoje cerca de R$ 230 bilhões dos seus mais de 200 mil associados. “O mercado financeiro não esconde o interesse em quebrar a exclusividade dos fundos de pensão fechados, para gerir esse montante. Recentemente denunciamos uma proposta de lei, formulada no gabinete do ministro da Economia Paulo Guedes, para entregar aos bancos privados esses recursos”, destaca o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga. Duas chapas foram apontadas como ameaçadoras à gestão da Previ, durante toda a corrida eleitoral. Uma delas contava com um candidato que atualmente ocupa cargo de confiança na Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da União, órgão que é vinculado à Secretaria Especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados, do Ministério da Economia. Já outra recebeu recursos da Blackrock Brasil, maior administradora de recursos de terceiros e fundos de pensão do mundo. Veja abaixo os dados da votação Chapa 1 – 17.728Chapa 2 – 6.664Chapa 3 – 54.423 – 55,29% dos votos válidosChapa 4 – 20.344 Obs.: Esses são os dados prévios, assim que sair a totalização oficial, alteramos aqui com a votação exata!
Último dia de votação na PREVI. Já votou?

Mais de 82 mil funcionários e funcionárias do Banco do Brasil, da ativa e aposentados, associados da Previ e pensionistas da entidade já votaram nas Eleições Previ. Falta pouco mais de 15 mil votos para alcançar o quórum de 97.656 votações até o final do pleito, que termina nesta sexta-feira (29). O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense reforça a importância dos funcionários da ativa e aposentados participarem da eleição. É o futuro do fundo que está em jogo. “O ritmo de votação é o esperado e está até um pouco superior aos níveis que chegamos no sexto dia de votação nas duas eleições anteriores”, explica o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga. “Mas, estamos na reta final e continuamos pedindo o apoio das entidades sindicais e associativas para ajudar a Chapa 3 a divulgar o pedido e voto e as propostas de manutenção da boa gestão, que vem sendo feita nos últimos anos”, completa. O diretor de Administração da Previ, Márcio de Souza, em uma mensagem nas redes sociais, pediu: “Vote e entre em contato, ainda nesta noite, com os colegas aposentados, da ativa e pensionistas”. O candidato à reeleição pela Chapa 3 ainda completou: “Aproveito para agradecer também a todas as associadas e a todos os associados que já nos honraram com o voto na Chapa 3 – Previ para os Associados. Muito obrigado!”. Veja como votar Há quatro maneiras de votar na Chapa 3 – Previ para os Associados: Pelo site da Previ – Entre no site e na tela de abertura já aparece “Clique e vote aqui”. Pelo App da Previ – Faça o login com matrícula e senha. Clique nos 3 traços do canto superior esquerdo. Role a tela até achar a opção “Eleições Previ”, clique e depois vá em “Vote aqui”. Marque Chapa 3 e confirme. Em qualquer TAA nas salas de atendimento do BB – Insira seu cartão e siga os passos indicados na tela. Pelo Sisbb – Disponível para os associados da ativa.
28 de Abril: Dia Mundial Em Memória das Vítimas dos Acidentes e Doenças do Trabalho e também da Segurança e Saúde no Trabalho

Desde 1969 que essa data serve não apenas para reverenciar todas as vítimas de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, mas também para gerar mobilização social e cobrar um basta nessas ocorrências, que são de interesse e repercussões em toda sociedade. No Brasil a Lei n°11.121/2005 oficialmente instituiu essa data. E particularmente a categoria bancária devido a organização e divisão do trabalho, baseada no atingimento de resultados e metas, com a individualização das relações de trabalho e o assédio moral estrutural institucionalizado, vem passando por um novo grande surto de adoecimento profissional. Se num passado recente as Ler/Dorts eram as causas principais, nos últimos anos vimos o acometimento de doenças emocionais/psicossomáticas se transformarem numa verdadeira pandemia, atingindo bancários de bancos públicos e privados, indistintamente, a maioria jovens, comprovando que a forma de gestão e a organização do trabalho são de fato as suas grandes causas. Já superando e muito todas as demais causas de afastamento do trabalho, sendo os bancários a 2a categoria profissional que mais se afasta por problemas psiquiátricos, perdendo apenas para os servidores públicos. Tal a gravidade da situação levou a OMS a incluir no rol das doenças ocupacionais o CID para a Síndrome de Burnout à partir de janeiro/22. A Síndrome de Burnout é o completo esgotamento emocional dos trabalhadores, incapacitando-os não apenas para o trabalho, mas para todas as demais esferas da vida social. Outro aspecto importante é que apesar de estarmos num momento de diminuição dos casos e da letalidade da Covid19 existem milhares de trabalhadores sofrendo com sequelas e complicações do pós Covid. Por isso no Brasil outro elemento fundamental que precisa estar sempre na linha de frente de nossas iniciativas é a defesa e o fortalecimento do SUS. E apesar de inúmeros avanços conquistados e incorporados nas legislações e Acordos Coletivos, nossa luta tem que ser permanente para que os seus termos sejam efetivados. Desde o combate as subnotificações, a recusa das empresas em reconhecer os acidentes e as doenças como ocupacionais, e a devida emissão das Cats, bem como sejam estabelecidas efetivas formas prevenção, tratamento e reabilitação. É preciso também jogar luz nesse debate e combater o desconhecimento, a ignorância, os pré conceitos e os estigmas criados em torno dos adoecidos e acidentados. Até porque uma das tristes consequências desse desarranjo social é o suicídio, cujas causas estão longe de ser patológicas ou individuais apenas. E ainda por cima são os trabalhadores responsabilizados ou culpabilizados de diversas formas por esses acontecimentos, ou apontados como “os fracos”, “desajustados” ou “não comprometidos com os valores da corporação”, quando que diante de uma realidade dessas o natural é realmente adoecer. Uma vez estigmatizado, o trabalhador sofre inclusive a discriminação nos locais de trabalho. No caso bancário a resposta dos bancos ao invés de buscar rever suas políticas e gestão de pessoas, são as demissões e os descomissionamentos apresentados como medidas de praxe. Precisamos provocar fortemente essa mudança de paradigmas, com muita pressão e mobilização como resposta. Porque a grande maioria dos casos tem relação direta com as condições objetivas e planejadas pelos bancos. Que à partir dos registros de datas como o dia 28 de Abril e sua importância para a vida em sociedade de todos, possamos refletir e buscar ressignificar o sentido do trabalho bancário. Para que tenhamos pessoas saudáveis em ambientes de trabalho saudáveis, e as relações de trabalho sejam pautadas pela empatia e solidariedade, em substituição a toda competição e individualismo. Que o discurso da meritocracia apresentado pelo neoliberalismo seja compreendido como uma falácia. E que a vida, a busca da satisfação e realizações pessoais possam estar acima dos lucros e trabalhadores deixem de ser vistos apenas como números, estatísticas ou custos. Visibilidade a essa difícil realidade enfrentada pela categoria bancária e um salve aos propósitos do Dia 28 de Abril – Dia Mundial em Memória das Vítimas dos Acidentes e Doenças do Trabalho. Escrito por Miguel Pereira – Diretor de Saúde Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense
Eleições da Funcef: Não caia em fake news

O processo eleitoral da Fundação dos Economiários Federais (Funcef) entra na fase final. A votação do segundo turno para a escolha das diretorias de Benefícios e de Administração e Controladoria, assim como do Conselho Deliberativo, começa na sexta-feira (29/4) e segue até segunda-feira (2/5). Neste momento, os participantes dos fundos com direito a voto precisam ficar atentos. “A Funcef é o terceiro maior plano de previdência privada fechado do país. Tem gente que quer controlar os recursos do fundo com interesses escusos, diferentes dos empregados da Caixa que participam do fundo. Este tipo de pessoa está disposta a tudo, até mesmo ser processada por inventar mentiras sobre os concorrentes, para tentar sair vencedora do pleito”, afirmou em tom de alerta a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal, Fabiana Uehara Proscholdt. Fake news Para a diretora executiva da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e funcionária da Caixa, Eliana Brasil, “em um tempo em que discutimos tanto o papel maléfico das notícias falsas (fake news) sobre o cotidiano das pessoas, principalmente em processos eleitorais, temos que ficar atentos às acusações espalhadas por meio das redes sociais e até por panfletos, muitas vezes apócrifos”, disse. “Precisamos ficar atentos e analisar o histórico dos candidatos para ver quem sempre esteve do lado dos empregados. O que está em jogo é a solidez, a rentabilidade e o futuro do nosso plano de previdência. Não podemos basear nossa decisão em acusações infundadas que possam surgir neste processo final de eleição da Funcef”, completou. A Contraf-CUT e a maioria das entidades de representação e associativas dos empregados apoiam as candidatas e candidatos que integram o grupo “Juntos – A Funcef é dos Participantes”. Conheça nossos candidatos DiretoriasRogério Vida – diretor de Administração e ControladoriaJair Pedro Ferreira – diretor de Benefícios Conselho Deliberativo (2 vagas)Antônio Messias Rios Bastos – titularWagner Ferreira – suplenteSelim Antônio de Salles Oliveira – titularHelaine Coutinho Cardoso – suplente
Sindicato quer saber as prioridades da categoria para a Campanha Nacional

O Sindicato quer quais são as principais demandas da categoria para a Campanha Nacional. Todas as bancárias e bancários, mesmo que não sejam filiados, podem participar da consulta e apontar quais devem ser, em sua opinião, as prioridades da campanha nos aspectos de remuneração, sociais, de saúde e condições de trabalho. Para facilitar a participação, foi disponibilizado um sistema de votação eletrônica pela internet, que estará disponível até o dia 3 de junho. Para responder, basta acessar o link https://consultacn2022-bancarios.votabem.com.br/. “Quanto maior o número de respostas obtivermos, mais próximo chegaremos do real desejo da categoria. Por isso, é importante que os sindicatos se empenhem na divulgação e coleta de respostas”, disse a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira. Minuta de reivindicações As respostas da consulta serão compiladas e se somarão às resoluções das conferências estaduais e regionais, além daquelas definidas nos encontros nacionais específicos dos trabalhadores de bancos públicos e de bancos privados, para serem debatidas na Conferência Nacional dos Bancários, que será realizada nos dias 10 a 12 de junho e terá como principal tarefa a definição da pauta de reivindicações da categoria. Logo após ser aprovada em assembleias a serem realizadas por sindicatos de bancários de todo o país, a minuta será entregue à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para dar início à Campanha Nacional. O objetivo é negociar a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria e os Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs) específicos dos bancos públicos, uma vez que a vigência dos mesmos se encerra no dia 31 de agosto. A data-base da categoria é 1º de setembro.