EDITAL – ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA ESPECÍFICA
Movimento sindical quer levar debate sobre Reforma Tributária a toda sociedade

Promovido pela Secretaria de Formação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), em parceria com o Instituto Justiça Fiscal (IJF), o Curso de Formação sobre Reforma Tributária tem o objetivo de levar mais conhecimento às lideranças sindicais para que sejam multiplicadoras, em suas bases, do debate sobre a reforma tributária que proporcione justiça fiscal e social. No primeiro módulo, o objetivo foi passar os conceitos gerais do sistema e noções sobre o papel da tributação na conformação do Estado e da sociedade; aspectos históricos, políticos e sociais definidores da estrutura tributária brasileira; e os mecanismos de captura da política tributária e das estruturas de administração dos tributos. Já o segundo módulo, realizado no último dia 6, expandiu o debate sobre o tema para as propostas em tramitação no Congresso Nacional. Os dirigentes sindicais, que participam do curso, foram incentivados a fazer chegar às suas bases e a toda sociedade o conhecimento sobre as propostas alternativas, que visam promover alterações que possibilitem a manutenção dos serviços públicos, com a redução de tributos cobrados dos mais pobres e a transformação da tributação sobre a renda e riqueza em principal fonte de arrecadação. A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), que também é vice-presidenta da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Juvandia Moreira, explicou que “existe uma grande diferença entre a reforma ideal e a proposta que tem possibilidades de ser aprovada, devido à correlação de forças que temos no Congresso”. Segundo Juvandia, o movimento sindical não pode se ater a isso. “Precisamos colocar na rua a proposta que defendemos. E, como o tema é complexo, temos que encontrar formas de deixá-lo mais compreensivo, para que as pessoas possam entender e defender uma reforma com justiça fiscal e que permita a distribuição de renda”, ressaltou. O secretário de Formação da Contraf-CUT, Rafael Zanon, pontuou que o sistema tributário faz parte da rotina de todos. “O sistema tributário está no dia a dia de todo brasileiro. Interfere no preço do combustível do nosso carro, da escola dos nossos filhos, da comida que vai pra nossa mesa e na porcentagem do nosso salário que efetivamente vai para nossas mãos pra que a gente possa pagar nossos boletos”, disse Zanon. *Com informações da Contraf-CUT
Desenrola Brasil terá participação de BB, Bradesco e Itaú

O Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas de pessoas físicas, contará com a participação do Banco do Brasil, do Bradesco e do Itaú. Os três bancos já anunciaram que vão participar. Previsto para começar em julho, o programa vai beneficiar mais de 70 milhões de pessoas, que atualmente se encontram no “vermelho”, renegociando até R$ 100 bilhões em dívidas. O programa terá duas faixas de renegociação. A faixa 1 será restrita a débitos de até R$ 5 mil, para pessoas com cadastros de inadimplentes em dezembro de 2022 e com rendimento de até dois salários mínimos ou inscrita no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal). A faixa 2 é destinada aos cidadãos com dívidas no banco, aptas a proceder a renegociação direta com a empresa. Uma das condições para a inclusão do banco no programa Desenrola é a retirada de dívidas de até R$ 100,00 da lista de inadimplentes, medida que poderá beneficiar cerca de 1,5 milhão de trabalhadores.
Reajuste dos financiários será de 4,04%

O reajuste salarial para os financiários será de 4,04%, retroativo a 1 de junho. O aumento é baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC/IBGE) acumulado nos últimos 12 meses, divulgado na última quarta-feira (7), que apresentou uma variação de 3,74%, mais o 0,3% como aumento real, conquistado na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT 2022-2024), que possui validade de dois anos. Para Jair Alves, coordenador da Comissão de Organização dos Financiários, esta é mais uma vitória do acordo negociado pelos sindicatos. “A CCT de dois anos é um grande acerto. Ela assegurou dois aumentos reais para os trabalhadores de uma vez só, garantindo um ajuste adequado às condições econômicas do país”, apontou Jair. Como explicou o coordenador, “o reajuste salarial e das verbas adicionais é um tema de extrema importância para os trabalhadores, pois busca corrigir os salários de acordo com a inflação e, se possível, garantir um aumento real, que vai além da reposição dos valores perdidos para manter o poder de compra.” Fonte: Contraf-CUT
Nos últimos dez anos, digitalização acabou com 70 mil empregos e ajudou a fechar 5 mil agências bancárias

O setor financeiro mudou sua estrutura com a transformação digital nos últimos dez anos. O resultado é que foram fechadas 5.716 agências bancárias e eliminados cerca de 70 mil postos de trabalho. A informação foi publicada no jornal Estadão, com base nos dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Com a digitalização do setor bancário, os clientes realizam operações como abertura e fechamento de contas, consulta de saldo, transferências através de PIX, TED ou DOC, e até investimentos. Os aplicativos disponibilizados nos celulares assumiram as funções dos bancários, contribuindo para que os bancos reduzam cada vez mais o número de empregados. A pandemia também contribuiu para este novo panorama. Com o isolamento social, as pessoas, inclusive as idosas, foram obrigadas usar os aplicativos, ou seja, tiveram que se render à tecnologia para pagar contas e fazer operações que, antes, eram feitas presencialmente nos bancos. O reflexo na mão de obra do setor foi inevitável. Dados do Novo Caged (cadastro geral de empregados e desempregados, do Ministério do Trabalho), o volume de demissões em março ficou 39% acima da média mensal de 2022, quando o número de demissões chegou a 1.474. Já as contratações ficaram 16,5% abaixo da média mensal registrada no setor no período. Março foi o sexto mês consecutivo de cortes de postos de trabalho no setor bancário, aponta o cadastro. Ainda segundo a reportagem, só no primeiro trimestre deste ano, os bancos cortaram 2.662 vagas. O corte de pessoal nos grandes bancos chegou a 2.394, comparando os dados do primeiro trimestre de 2023 com igual período no ano passado. Apesar desses dados, a Federação Brasileira de bancos (Febraban) considera que o nível de emprego no setor tem se mantido estável. “No primeiro trimestre 2023 houve uma ligeira redução no nível de empregos no setor, de 0,6%, que é equivalente à expansão no nível de emprego que houve de 2021 para 2022, de 0,6%”, divulgou a entidade. Vagas em TI Com a transformação digital dos bancos e instituições financeiras, os novos postos de trabalho foram para profissionais de tecnologia da informação, como programadores, analistas e gerentes de produto.
Comissões do Itaú vão se reunir com direção do banco dia 14 de junho

A Comissão de Organização dos Funcionários (COE) e o Grupo de Trabalho de Saúde (GT Saúde) do Itaú-Unibanco estão se preparando para a reunião do dia 14 de junho com a direção do banco. Nesta terça-feira (6), os membros das duas comissões tiveram um encontro on-line. No dia 14, o GT de saúde vai cobrar, da direção do banco, o cumprimento da cláusula 87 da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), negociada na Campanha Nacional de 2022. Essa cláusula prevê o debate sobre as formas de acompanhamento na primeira reunião de 2023, entre as comissões de trabalhadores e os bancos. Já a COE vai debater questões de emprego, fechamento de agências, horário de abertura das agências, avaliação semestral de desempenho e Programas Próprios de Remuneração. Segundo o coordenador da COE Itaú, Jair Alves, o encontro com a direção do banco será importante para manter o diálogo. “Teremos a oportunidade de nos encontrarmos com a direção do banco, e estamos certos de cobrar o cumprimento da cláusula 87 da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). O GT de saúde buscará garantir condições adequadas de saúde e segurança para todos os funcionários”, afirmou Jair. A reunião desta terça (6) contou com uma apresentação da economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Catia Uehara, sobre o balanço do primeiro trimestre de 2023. “Essa análise nos oferece informações valiosas para embasar nossas discussões e reivindicações. Estamos prontos para dialogar com a direção do banco e trabalhar em prol de melhores condições de trabalho, segurança, emprego e remuneração justa. Unidos, somos mais fortes e faremos a diferença”, completou Jair Alves. *Fonte: Contraf-CUT
Bancários fazem tuitaço, a partir das 11h desta quarta-feira (7), contra demissões do Bradesco

A mobilização contra o fechamento de agências e demissões no Bradesco, continua nesta quarta-feira (7), com um tuitaço a partir das 11h. O Bradesco, apesar da alta lucratividade, continua demitindo e fechando agências, além de exigir o cumprimento de metas consideradas abusivas. O tuitaço desta quarta será com a hashtag #AVergonhaContinuaBradesco, a mesma utilizada na última mobilização. O protesto é também contra a postura do banco de negar o acesso de clientes e usuários aos caixas presenciais para o atendimento.
Pesquisa do sindicato deve ser respondida até 26 de junho

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense está realizando uma pesquisa sobre “Doença Mental no Trabalho Bancário”. Um questionário está sendo entregue nas agências para ser respondido pelos bancários. O Sindicato pede que até o dia 26 de junho próximo todos sejam respondidos. A ação do sindicato, que conta também com a distribuição de folhetos explicativos, visa à conscientização dos profissionais para os riscos do adoecimento. Colocado em envelope lacrado, o questionário serve para coleta de informações básicas sobre a rotina de trabalho. É muito importante que os bancários respondam ao questionário. Não é necessário se identificar. Basta preencher e colocar no envelope lacrado. Todo o material será encaminhado ao Projeto de Saúde Mental no Trabalho Bancário, que é uma parceria entre o Sindicato e Universidade Federal Fluminense/Volta Redonda, onde os dados serão devidamente tabulados. O sindicato não tem acesso às respostas dos bancários. As informações serão tratadas com metodologia científica. Ao final desse trabalho será feita uma fotografia de todo o grupo para traçar um plano de trabalho efetivo. Estão previstas as etapas de extensão, estudo e pesquisa acadêmica, cujo objetivo é o trabalho bancário e suas repercussões na saúde dos trabalhadores. A pesquisa já foi entregue nos municípios de Barra Mansa, Volta Redonda, Itatiaia, Porto Real, Quatis e Pinheiral, Resende, Rio Claro, Piraí, Paracambi, Paulo de Frontin, Mendes, Vassouras, Barra do Piraí, Valença e Rio das Flores. Atualmente, cerca de 15% dos associados do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense estão afastados pelo INSS para tratamento de saúde. Quase toda a sua totalidade está associada à Síndrome de Burnout, que é caracterizada pelo esgotamento emocional e, consequentemente, físico. Na sequência do trabalho será formado um procedimento chamado clínicas de trabalho, que serão espaços coletivos de escuta para que os bancários possam expor e exprimir seus sentimentos. O objetivo é diminuir a culpabilização das vítimas que ainda se martirizam por terem adoecido sem perceber que era o trabalho o agente causador.
Bancários do Santander protestam com tuitaço

Bancários do Santander realizaram um tuitaço, nesta terça-feira (6), em protesto contra a política da direção do Santander de extinguir agências físicas e demitir trabalhadores em massa. Eles usaram a hashtag #SeLigaSantander. Em 2022, o banco espanhol fechou 394 unidades no Brasil. O movimento sindical protestou ainda contra o adoecimento de trabalhadores, devido ao aumento da pressão e do assédio moral para cumprimento das metas e a falta de segurança nas agências, principalmente nas unidades de negócio. A campanha nas redes sociais visa denunciar à sociedade o desrespeito do banco espanhol com seus funcionários e com os clientes e usuários no Brasil.
Caixa: funções por minuto geram problemas

Desde que foram instauradas as funções por minuto, em 2016, consequência da extinção das designações efetivas para caixas e tesoureiros, os problemas só aumentam nas agências da Caixa Econômica Federal, segundo denúncias dos empregados. A mudança teve reflexos negativos na vida e nos direitos dos empregados que exercem essas funções, de forma efetiva ou não. Segundo as denúncias, desvios e acúmulos de função, insegurança, desvalorização, dificuldades para transferências, são alguns dos exemplos observados diariamente em quase todas as unidades do banco. De acordo com o RH184, para receber o vencimento com a função que exerce por prazo, é preciso que seja feita uma solicitação de asseguramento via serviços.caixa. Também é exigida a substituição sem nenhuma interrupção por pelo menos 180 dias no período imediatamente anterior às férias. Vale lembrar, no entanto, que a própria CLT prevê que o valor das férias deve ser calculado a partir da média recebida pelo trabalhador nos 12 meses que precederam a concessão. Segundo entidades representativas, a função minuto precariza o trabalho economizando a custa dos direitos dos empregados. Para o movimento sindical, a Caixa não pode abrir mão do trabalho realizado pelos trabalhadores que exercem as funções de caixa e de tesoureiro, já que esses são cargos imprescindíveis para a empresa.