Participantes da Fundação Itaú já podem ajustar perfis de investimento

Os participantes da Fundação Itaú podem ajustar seus perfis de investimento a partir desta segunda-feira (19). É possível escolher entre quatro opções disponíveis: conservador, ultraconservador, moderado e arrojado. O alinhamento poderá ser feito até 18 de julho, de acordo com expectativas e tolerância ao risco. Carlos Damarindo, secretário de Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e membro do Conselho da Fundação, falou sobre a alteração de perfil e sua importância; “É importante ressaltar que a alteração de perfil é uma decisão pessoal, que requer uma compreensão clara das informações relacionadas a cada modalidade. Cada perfil possui seu próprio nível de risco, e os participantes devem estar cientes das possibilidades antes de realizar qualquer mudança”, declarou Damarindo. Acessando o site oficial da Fundação Itaú, é possível obter mais informações e esclarecer dúvidas. O site oferece informações detalhadas sobre os perfis de investimento. Além disso, os participantes poderão entrar em contato com os conselheiros de fundos ou os comitês de planos, que estão disponíveis para auxiliar e responder perguntas. Atualmente, a Fundação Itaú Unibanco é uma das maiores instituições do país, com um patrimônio ativo que ultrapassa R$ 30,7 bilhões. Com o objetivo de manter seus participantes informados e atualizados, a Fundação realiza lives regularmente, proporcionando um espaço para a discussão de assuntos relevantes e esclarecimento de dúvidas. “Recomendamos fortemente que os participantes acompanhem essas lives, pois elas fornecem insights valiosos sobre o mercado e ajudam a compreender as decisões de investimento tomadas pela Fundação. Afinal, é fundamental estar bem informado para tomar decisões financeiras sólidas”, concluiu Damarindo. *Fonte: Contraf-CUT
Caixa aceita rever redação do normativo RH 184 durante reunião com GT

Em reunião do Grupo de Trabalho (GT) sobre condições de trabalho na Caixa, na última sexta-feira (16), a representação dos empregados ressaltou a importância das mesas de negociações permanentes com o banco e especificamente do GT para avançar na construção de um ambiente salubre de trabalho. Fabiana Uehara Proscholdt , coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, falou sobre a importância de avançar nas negociações de reivindicações já apresentadas. “É preciso que o banco apresente um calendário de negociações mais amplas, para além das que ocorrem nos GTs mês a mês. Precisamos que haja avanços nas reivindicações que foram passadas para o banco desde o último Conecef (Congresso Nacional dos Empregados da Caixa) e já reapresentadas a esta gestão”, afirmou Fabiana. A coordenadora aproveitou para falar sobre a indignação das entidades sindicais e dos empregados com relação à alteração do normativo RH 184, que trata sobre o exercício de função gratificada/cargo em comissão. “Nosso Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) é bem claro com relação às medidas do banco que afetem as empregadas e empregados: antes de serem efetivadas, elas precisam passar pela mesa de negociações”, afirmou. Fabiana criticou a atitude do banco. “O banco não colocou o tema em discussão. Fez as mudanças e, depois que viu a reação dos trabalhadores, soltou um comunicado dizendo que a intenção da Caixa é não descomissionar quem estiver em tratamento de saúde, mesmo após os 180 dias. Isso não está claro na nova redação do normativo. E essa falta de clareza, somada à falta de comunicação prévia às representações sindicais, gerou instabilidade desnecessária entre os trabalhadores. Tudo isso poderia ter sido evitado”, completou. O banco aceitou rever a redação para dar mais clareza às mudanças realizadas no normativo. Sem respostas Grande parte da reunião foi dedicada ao imbróglio envolvendo as mudanças realizadas no RH 184. O banco apresentou projetos de ações em relação à diversidade e afirmou que os PCDs têm prioridade para as vagas de trabalho em home office, apresentou uma “Carta Compromisso”, assinada por toda a alta direção do banco, pela “Prevenção e combate ao assédio moral, sexual e à discriminação”, mas não trouxe respostas para pendências de reuniões anteriores, como a quantidade de unidades da Caixa com PCDs lotadas e quais funções são ocupadas por este grupamento. Fabiana reconheceu a importância dos projetos apresentados pela Caixa, mas observou que “as PCDs querem saber se podem ter a expectativa de ascensão de carreira dentro do banco. O respeito à diversidade não pode ser só no papel, precisa ser efetiva”. Outra cobrança feita foi em relação à prioridade para os empregados com deficiência e empregados com filho, ou criança sob guarda judicial de até seis anos, para o teletrabalho, conforme preconiza o art. 75, F da CLT. Ainda com relação às PCDs, os trabalhadores cobram que a Caixa cumpra a lei e garanta jornada reduzida para mães e pais que têm filhos PCDs. Também ficou sem resposta a pendência quanto à quantidade e localidade de empregados afastados para tratamento de saúde e os respectivos códigos de Classificação Internacional de Doença (CIDs). “Não queremos saber das identidades das pessoas, nem de casos específicos. Queremos saber o que afeta os empregados para tentarmos, juntos com o banco, encontrar soluções para que os empregados parem de adoecer”, disse a coordenadora da CEE. Outros pontos Fabiana Uehara lembrou que o movimento sindical é contrário ao Programa de Qualidade de Vendas (PQV), que continua penalizando os empregados, que são assediados e pressionados a cumprir metas abusivas. “Antes de penalizar os empregados é necessário atuar em cima do que gera essas vendas sem qualidade”, disse a coordenadora. O pedido de exclusão do programa “Fique bem” do Conquiste também foi reforçado. “Do jeito que foi colocado, além do programa ter o seu objetivo desvirtuado, é mais uma meta a ser batida”, afirmou a coordenadora da CEE. Também foi pedido o retorno dos fóruns regionais de condições de trabalho, para que a representação sindical e o banco debatam e encontrem soluções sobre estrutura física, tecnológica, de pessoas, jornada, entre outros pontos que afetam o dia a dia de trabalho nas unidades do banco. “Para além de tudo isso que pontuamos, não dá para falar de condições de trabalho sem termos sistemas estáveis. Os problemas de sistema acabam gerando retrabalho. Precisamos de sistemas que funcionem. Isso precisa ser debatido e resolvido”, completou Fabiana. *Fonte: Contraf-CUT
Aulão virtual contra os juros altos será nesta segunda-feira (19)

O encontro “Comunicadores contra os juros” faz parte da Jornada de Lutas contra a política monetária do Banco Central, que mantém a Selic em 13,75%, penalizando a classe trabalhadora, aumentando o endividamento e gerando desemprego. Promovido pela CUT, o encontro será realizado nesta segunda-feira, a partir das 18h, de forma virtual. A ‘aula’ será ministrada por especialistas no tema que vão detalhar todos os efeitos nocivos dessa política do BC, presidido por Roberto Campos Neto. O encontro é dirigido a profissionais de comunicação, jornalistas, assessores, parceiros do movimento sindical e movimentos populares, blogueiros e influenciadores, cujo objetivo é subsidiar os debates acerca dos impactos negativos da manutenção da alta taxa de juros no Brasil. O evento trará formatos, possibilidades e estratégias de diálogo para conscientização da população. O foco é aumentar a pressão para que os juros baixem. A coordenação e mediação do encontro será de será da presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira, que apresentará a campanha Juros Altos, Poucos Lucram, Todos Perdem! Participam do evento o fundador do Instituto Conhecimento Liberta (ICL) e doutor em economia Eduardo Moreira e a doutora em economia e professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Juliane Furno. As inscrições são dirigidas aos profissionais ligados às entidades sindicais e movimentos populares e podem ser feitas pelo https://bit.ly/aulaocontrajuros O “Aulão Contra os Juros” tem início previsto para as 18h desta segunda-feira (19/6), pela plataforma Zoom. O link para acesso será enviado aos participantes após a inscrição ser aprovada *Fonte: CUT Nacional
Campanha contra juros altos será permanente até a taxa baixar

A Jornada de mobilização contra a política monetária do Banco Central começou nesta sexta-feira (16) e deverá continuar até que o BC, comandado por Campos Neto, baixe a taxa de juros básica, atualmente em 13,75%, considerada a maior do mundo. A mobilização é organizada pela CUT, centrais sindicais e movimentos populares. O primeiro dia da jornada contou com uma caminhada em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, com a participação das centrais e de diversas entidades sindicais, como a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Também houve manifestação nas redes sociais com as hashtags #JurosBaixosJá e #ForaCamposNeto. A presidenta a Contraf-CUT e vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira, falou sobre a importância do movimento. “Essa manifestação é uma luta por emprego, por direitos, uma luta por qualidade de vida. Porque os juros que o Banco Central está praticando são extorsivos, impedem a geração de emprego, impedem que o trabalhador tenha recursos para comprar sua casa própria, seu carro”, destacou. Juvandia mostrou alguns dos impactos negativos da alta taxa de juros para o país. “Por isso que os pátios [das montadoras] estão cheios de carros. A indústria não está conseguindo vender. Se o trabalhador não compra, o comércio não vende, e, se não vende, o trabalhador começa a perder o seu emprego. Por isso que estamos na rua, para cobrar o Banco Central, que é o responsável por esses juros altos, pelo comércio não estar vendendo”, disse. O presidente da CUT, Sérgio Nobre, que também participou do ato, falou sobre o efeito de tal política aos trabalhadores de baixa renda. “Os juros altos são a forma mais cruel, mais perversa de transferir renda daqueles que são pobres para aqueles que são ricos. É uma vergonha o país perseguir meta de inflação. O país tem que perseguir meta de geração de emprego, de crescimento do trabalho, que é isso que o país precisa. Temos que baixar a taxa de juros”, destacou. Segundo Sérgio Nobre, a pressão continuará nas ruas até o Banco Central baixar os juros. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, terá início no dia 20, quando centrais e movimentos populares farão protestos em frente às sedes do BC em várias cidades do Brasil. “Não vamos sair das ruas enquanto o Campos Neto não baixar a Selic. Se ele não fizer isso, vamos ao Senado pedir a cassação dele. Porque o papel do presidente o BC é promover emprego, desenvolvimento do país e ele está fazendo o contrário”, continuou. Pressão vai continuar Na próxima segunda-feira (19), os movimentos sociais realizarão um grande tuitaço nas redes sociais, aumentando o compartilhamento de materiais gráficos e vídeos para que a população entenda os impactos negativos da política de juros altos implementada pelo BC. As mensagens serão compartilhadas com as hashtags #JurosBaixosJá e #ForaCamposNeto. No dia 20 de junho, os movimentos populares realizarão protestos em todo país: em frente às sedes do BC, nas cidades onde elas existam, e em locais de grande circulação, nas cidades onde não há sedes do BC. *Fonte: Contraf-CUT
Funcef: aniversariantes de junho têm até dia 30/06 para fazer prova de vida

Aposentados que fazem aniversário em junho devem fazer a prova de vida na Fundação dos Economiários Federais (Funcef) até o final deste mês. Caso não seja realizada, o pagamento do benefício poderá ser suspenso até que o procedimento seja concluído. O procedimento é obrigatório para todos os aposentados e pensionistas, inclusive para quem recebe por meio do convênio com o INSS/Caixa/Funcef. A prova de vida é feita pelo aplicativo da Funcef e o ícone só estará disponível para os aniversariantes do mês. É importante lembrar que os pensionistas devem considerar a data de nascimento do titular do plano. Passo a passo: – No aplicativo, é só clicar em prova de vida e seguir as instruções, apresentadas em vídeo explicativo no local. Clique em prova de vida, iniciar e siga os passos. – O procedimento é feito com biometria facial. Faça uma foto nítida. A imagem não pode estar embaçada ou tremida. Ao fazer a foto, não use óculos, máscara, chapéu ou boné. – O passo seguinte é fazer uma foto da frente e do verso do documento de identificação (RG ou CNH) válido. Se usar a carteira de motorista será necessário retirá-la do plástico. Feito isto, é só finalizar o processo. Atenção! Os que recebem pelo INSS e não são da Funcef devem seguir as regras definidas pelo Instituto para seus aposentados e pensionistas. *Fonte: Fenae
Em visita à Universidade Caixa, empregados pedem reestruturação das Gipes

A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa voltou a cobrar da direção do banco a reinstituição das estruturas regionais de gestão de pessoas (Gipes), que foram extintas em 2021. A cobrança foi feita durante visita à Universidade Caixa, na terça-feira (13). Segundo as entidades sindicais e associativas dos empregados, o encerramento destas estruturas prejudicou o atendimento às demandas dos trabalhadores. “Queremos uma gestão de fato humanizada e a área de pessoas é a que lida com as questões relacionadas ao dia a dia de trabalho dos colegas. É urgente a revisão dos processos para diminuir o adoecimento, especialmente os decorrentes de assédio em razão das metas”, disse a coordenadora da CEE, Fabiana Uehara Proscholdt. Os representantes da Caixa alegaram que o assunto está em análise, mas que, para este ano, não há previsão orçamentária. Os membros da CEE/Caixa cobraram ainda a contratação de mais empregados. Segundo eles, as 800 contratações realizadas recentemente não são suficientes para reduzir a sobrecarga de trabalho. Também foi reforçada a reivindicação permanente para o fim do teto de 6,5% no Saúde Caixa, e a inclusão dos trabalhadores contratados após 2018 no Saúde Caixa. A ampliação da oferta de programas de formação da Universidade Caixa também foi solicitada. A Comissão reivindicou ainda que os cursos sejam realizados durante o horário de expediente comercial, conforme está previsto no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Os representantes do banco apresentaram a estrutura da Vice-Presidência de Pessoas (Vipes) e da Universidade Caixa. Os membros da CEE consideraram a nova estrutura Vipes um avanço, com resgate de um atendimento mais próximo, como havia antes. Segundo a diretora executiva da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Eliana Brasil, “é importante essa oportunidade de estreitar o relacionamento das entidades com a Caixa, para reforçarmos as demandas que chegam até nós. Reivindicamos uma nova negociação da mesa permanente e esperamos em breve ter resposta dessa agenda.” A Caixa anunciou a retomada dos cursos de integração, atendendo a uma reivindicação das entidades sindicais e associativas. Assim que o banco anunciou a contratação de 800 novos empregados, a Contraf/CUT e a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) cobraram a participação das entidades associativas e sindicais no processo de integração dos novos contratados. Entidades como a Fenae, Contraf/CUT, Associações do Pessoal da Caixa (Apcefs), sindicatos de bancários e a Fundação dos Economiários Federais (Funcef) sempre participaram desses encontros, que deixaram de ser realizados no governo anterior. *Fontes: Contraf-CUT e Fenae
Comissão debate situação de PCDs e neurodivergentes na Caixa e BB

A gestão de pessoas com deficiência e neurodivergentes da Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil foi tema de audiência pública, realizada pela Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados, na terça-feira (13). Durante a reunão foram discutidas as condições de trabalho desses profissionais nas instituições financeiras. A discussão foi aberta pelo secretário de saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), Mauro Salles. Ele pontuou que os bancos tratam os trabalhadores neurodivergentes ou com deficiência somente como adequação à lei e não como uma política de gestão inclusiva. “Os bancos precisam cumprir a lei e adotar política de gestão que acolha os PCDs e neurodivergentes. E lembrar que isto não é uma concessão. É obrigação garantir condições de trabalho dignas a essas pessoas, que são sujeitos sociais e de direito”, ressaltou Salles. A representante da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro Norte (Fetec-CUT/CN), Rafaela Freitas Oliveira, afirmou que o ambiente de trabalho na Caixa apresenta diversos desafios para promoção de um ambiente profissional acessível de igualdade de oportunidades, garantindo recursos tecnológicos adequados para estes profissionais. Já a secretária de Saúde e Condições de Trabalho do Sindicato dos Bancários de Brasília, Vanessa Sobreira, falou sobre uma cultura organizacional mais inclusiva. Ela lembrou que a Caixa foi obrigada a contratar pessoas com deficiência para atingir os 5% previsto pela Lei das Cotas. E acrescentou que estes trabalhadores criaram pautas de reivindicações, mas a Caixa se recusou a negociar. Do preconceito ao descomissionamento Quem descreveu a situação de despreparo e preconceito da Caixa foi Larissa Argenta de Melo. Empregada da instituição há 17 anos, ela se descreveu como autista, com altas habilidades além das comorbidades de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e Transtorno do Processamento Sensorial (TPS). Larissa contou sua história desde quando entrou no banco, aos 21 anos, com diagnóstico de Transtorno Bipolar. “Desde aquele momento eu já me enquadrava como uma neurodivergente e não foi fácil sobreviver no sistema financeiro”, disse. Larissa informou que progrediu na carreira por meio de Processos Seletivos Internos (PSI) sem nenhum tipo de avaliação ou adaptação específica para neurodivergentes. Conquistou ascensões funcionais, mas não conseguia a manutenção dos cargos. Sofreu inúmeros episódios de assédio moral durante a gestão Pedro Guimarães, sendo criticada em relação à sua dispersão, entre outras características. A situação foi tão desgastante que ficou seis meses afastada da empresa. Neste período recebeu o diagnóstico de autismo. “Quando retornei e coloquei a minha condição de autista fui imediatamente descomissionada e ‘encostada’. E essa é minha realidade na Caixa até hoje”, afirmou. O salário de Larissa caiu de R$ 16 mil para R$ 2.800. Autora do requerimento para a realização da audiência, a deputada Erika Kokay (PT/DF), informou que vai conversar com as empresas. Segundo ela, entre as propostas apresentadas, está a inclusão de terapias e reembolso de medicamentos para os planos de saúde de autogestão dos bancos. Fonte: Contraf-CUT e Fenae
Caixa realiza alterações em normas internas sobre gratificações de função sem negociar com empregados

A Caixa Econômica Federal fez alterações no normativo RH 184, que trata sobre o exercício de função gratificada/cargo em comissão, sem negociar ou fazer uma comunicação prévia aos empregados. A divulgação foi feita nesta quarta-feira (14). A coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt criticou a ação do banco. “Ainda estamos analisando as alterações realizadas. Vamos esperar a posição do departamento jurídico para nos posicionar mas, independente do que vier, já podemos criticar a forma como as mudanças foram feitas, sem que a representação dos trabalhadores que podem ser afetados pelas medidas fosse ouvida. Temos uma nova gestão no banco, mais próxima aos empregados. Mas, da forma como são feitas algumas coisas, por mais que a gente queira, fica difícil defender esta nova gestão de críticas que recebemos em nossas bases”, observou. Fabiana Uehara Proscholdt explicou que entende que, devido à necessidade de se manter uma governabilidade mínima, é preciso fazer algumas concessões e manter quadros na diretoria do banco. “O que não podemos aceitar é que estes quadros tenham poder para tomar medidas que prejudiquem os trabalhadores e sigam no caminho contrário ao que a nova gestão deseja, que é realizar uma administração que valorize os empregados e mantenha uma relação transparente com suas entidades de representação sindical e associativas”, afirmou. A representação das empregadas e empregados da Caixa vai esperar a análise do seu departamento jurídico. Assim que for concluída, vai se posicionar com relações às mudanças realizadas no RH 184. Mas já solicitou reunião com a Caixa para que o banco explique as mudanças e para solicitar que as medidas que possam afetar o quadro de pessoal do banco sejam negociadas com a representação dos trabalhadores, ou, pelo menos, comunicada com antecipação, antes de serem efetivadas. *Fonte: Contraf-CUT
Jornada contra juros altos começa nesta sexta-feira (16) com tuitaço e manifestações

A “Jornada de mobilização contra a política monetária do Banco Central”, que tem início nesta sexta-feira (16), contará com um tuitaço com as hashtags #JurosBaixosJá e #ForaCamposNeto, a partir das 8h . A iniciativa é da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), demais centrais sindicais e movimentos populares. Atualmente, o Banco Central mantém a taxa básica de juros (Selic) em 13,75%, deixando o Brasil com o título de país com a maior taxa real do mundo, acarretando prejuízos à economia, aumento do endividamento da população e empresas investindo menos na expansão e criação de empregos. Na segunda-feira, dia 19, um novo tuitaço será realizado, com as mesmas hashtags, para mobilizar e informar ainda mais a sociedade civil sobre o tema. Para o dia 20, quando o Comitê de Política Monetário do Banco Central (Copom) voltará a se reunir para definir a taxa de juros referencial praticada no Brasil, estão previstas manifestações a partir das 10h em todo o país em frente aos prédios do BC, onde há sedes da entidade, ou em locais de grande circulação. Efeitos adversos Campos Neto assumiu a presidência do Banco Central em fevereiro de 2019. De janeiro de 2021 até abril de 2023, período em que a Selic passou de 2% para 13,75%, a taxa média de juros para pessoa física no país foi de 39,4% para 59,7% ao ano, enquanto a taxa de juros média para pessoa jurídica sofreu elevação de 15,2% para 23,9% ao ano, considerando o crédito livre. Ou seja, com a Selic mais alta, as contas pagas por famílias e empresas também ficam mais altas. “Não se sustenta esse argumento que parte do princípio de que a maior parte da inflação no país é composta porque a população está gastando muito, ou seja, pela demanda. O consumo vem caindo entre a população e empresas. Na verdade, o que tem aumentado para esses grupos são os gastos com contratos de empréstimos e com cartões de crédito, que têm os juros cada vez maiores por causa da elevada Selic”, explica a economista da subseção do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) na Contraf-CUT, Vivian Machado.Pesquisa divulgada, na última semana, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que 71%das empresas no Brasil apontam a alta Selic como o principal impeditivo para terem acesso a crédito tanto de curto, como médio e longo prazo. Com crédito mais caro na praça, as empresas deixam de expandir seus negócios, prejudicando a geração de emprego no país. “Os juros reais em patamares altos favorecem apenas a especulação no mercado financeiro, que beneficia parcela muito pequena da população. Vivemos em um país muito desigual, onde a maior parte é pobre e não tem nem poupança, que dirá títulos da dívida pública e investimentos no mercado financeiro. E é essa grande parcela que está submetida aos piores efeitos dos juros altos”, ressalta a presidente da Contraf-CUT, Juvandia Moreira. *Fonte: Contraf-CUT
Caixa: GT sobre Condições de Trabalho tem reunião nesta sexta-feira (16)

O Grupo de Trabalho sobre Condições de Trabalho na Caixa Econômica Federal tem reunião marcada para esta sexta-feira (16). Composto por representantes dos empregados e do banco, o grupo dará continuidade às negociações sobre os problemas que afetam a rotina dos trabalhadores nas unidades do banco. No dia 4 de abril, quando ocorreu a última reunião, foram debatidos principalmente problemas que afetam as empregadas e empregados PCDs (Pessoas com Deficiência) e sobre as formas de estabelecimento e cobrança de metas. Segundo a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, as reivindicações foram apresentadas, agora é necessário que o banco responda para que as negociações avancem.. Entre as questões apresentadas em abril, os trabalhadores perguntaram em quantas unidades da Caixa existem PCDs lotadas e quais funções são ocupadas por este grupamento. Também foi solicitado um relatório com a quantidade e localidade de empregados afastados para tratamento de saúde e os respetivos códigos de Classificação Internacional de Doenças (CIDs). Também foi cobrada a volta das pesquisas de satisfação dos empregados com o banco e que as palestras e eventos sejam realizados em horário que facilitem a participação de todos. Os empregados esperam que as respostas sejam dadas nesta sexta-feira. *Fonte: Contraf-CUT