Sindicato promove Festa dos Bancários dia 26 de agosto

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense vai realizar no dia 26 de agosto sua tradicional Festa dos Bancários. A animação tomará conta do Clube Comercial de Volta Redonda, a partir das 21h30, com a Banda São Paulo Show. Para entrar é preciso apresentar o convite e um documento válido com foto. Não esqueça que só entram maiores de 18 anos.

Balanço da Febraban mostra que Desenrola fez bancos renegociarem R$ 2,5 bi e limparem o nome de 3,5 milhões de devedores em duas semanas

O balanço divulgado, nesta segunda-feira (31), pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), aponta que o programa de renegociação de dívidas Desenrola Brasil, iniciado no último dia 17, fez os bancos renegociarem R$ 2,5 bilhões em 400 mil contratos de dívida e retirarem a negativação de 3,5 milhões de devedores de até R$ 100 em duas semanas. O programa Desenrola Brasil, promessa de campanha do presidente Lula, foi criado para promover um mutirão de renegociação de dívidas de pessoas físicas. A ideia principal é tirar pessoas da lista de negativados e retomar o potencial de consumo da população. O levantamento leva em conta as renegociações da faixa 2 do programa, que objetivam resolver as dívidas de pessoas físicas com dívidas financeiras negativadas até 31 de dezembro de 2022, e renda de até R$ 20 mil. Também foi promovida a desnegativação das dívidas de até R$ 100, que é uma contrapartida à participação dos bancos no programa. Com isso, se o devedor não tinha outros débitos pendentes, ficou com o “nome limpo” nos sistemas de proteção ao crédito. A previsão do Ministério da Fazenda era que 1,5 milhão de pessoas poderiam ser contempladas por essa medida. Entretanto, a meta foi ultrapassada na primeira semana. Vale lembrar que a desnegativação não é um perdão. O débito continua existindo, mas os bancos se comprometem a não incluir os devedores no cadastro negativo. Confira a nota da Febraban: Nas duas primeiras semanas do Programa Desenrola Brasil, a repactuação de dívidas ultrapassou R$ 2,5 bilhões em volume financeiro, exclusivamente pela Faixa 2, o que representa quatro vezes mais do que na primeira semana. Foram renegociados mais de 400 mil contratos de dívidas. A adesão ao programa irá até o dia 31 de dezembro. Nesse mesmo período, apenas as instituições financeiras retiraram as anotações negativas (desnegativaram) de cerca de 3,5 milhões de registros de clientes que tinham dívidas bancárias de até R$ 100,00. Esse balanço não inclui baixas de registros de outros credores não bancários. “Consideramos que o Programa cumpre o papel essencial no momento delicado das finanças das famílias brasileiras, ao procurar reduzir dívidas da maior quantidade possível de pessoas”, avalia o presidente da Febraban, Isaac Sidney, que complementa. “Os bancos estão dando sua contribuição para que o Desenrola reduza o número de consumidores negativados e ajude milhões de cidadãos a diminuírem seu endividamento.” A Febraban esclarece que cada banco tem sua estratégia de negócio, adotando políticas próprias para adesão ao Programa. As condições para renegociação das dívidas, nessa etapa, serão diferenciadas e caberá a cada instituição financeira, que aderir ao programa, defini-la. A Febraban atualiza periodicamente esses números e dados e divulga balanços parciais.  Nas renegociações da faixa 2, cada instituição financeira renegociará suas próprias dívidas, sem a necessidade de consolidação de diferentes credores como ocorrerá na faixa 1. Neste caso, não é necessário inscrição para atendimento em canais digitais do governo. Os bancos oferecerão as condições de renegociação de dívidas diretamente aos seus clientes. Todos os grandes bancos aderiram ao programa e já têm canais ativos para tratar com os clientes. Ao contrário da faixa 1, para este grupo o governo não oferecerá uma garantia. Em troca, o governo vai oferecer aos bancos um incentivo para que aumente a oferta de crédito. Na faixa 2, o programa não atenderá renegociações de dívidas de crédito rural; débitos com garantia da União ou de entidade pública, dívidas que não tenham o risco de crédito integralmente assumido pelos agentes financeiros; dívidas com qualquer tipo de previsão de aporte de recursos públicos; débitos com qualquer equalização de taxa de juros por parte da União. Segundo o Ministério da Fazenda, cerca de 30 milhões de pessoas devem ser beneficiadas nesta faixa. A faixa 1 do programa Desenrola atenderá a população com renda de até R$ 2.640 (dois salários mínimos) ou está inscrito no Cadastro Único do governo federal (CadÚnico). Poderão ser renegociadas dívidas financeiras e não financeiras de até R$ 5 mil, feitas entre 1º de janeiro de 2019 e 31 de dezembro de 2022. Essa faixa deve começar a operar em setembro. A portaria publicada pelo Ministério da Fazenda diz que as instituições financeiras deverão se habilitar na plataforma digital do programa para iniciar as renegociações. Mas não indica datas. O governo deve fazer um leilão, em agosto, para definir os credores que serão contemplados. Quem oferecer maior desconto terá vantagem. Atualmente, a maior parte das dívidas negativadas do país (66,3%) não é com bancos, e sim com varejistas e companhias de água, gás e telefonia. Por isso, o governo vai realizar grandes leilões que devem ser divididos por setores e negociará milhares de dívidas ao mesmo tempo. Quem der os maiores descontos, fica apto a participar do programa. O programa não abrange dívidas com garantia real; dívidas de crédito rural; dívidas de financiamento imobiliário; operações com funding ou risco de terceiros. A renegociação dos débitos será feita através de uma plataforma digital. Para isso, o devedor entrará no sistema com seu login do portal gov.br. Depois disso, poderá escolher uma instituição financeira inscrita no programa para fazer a renegociação e selecionar se o pagamento será feito à vista ou número de parcelas. Entre as regras de pagamento estão taxa de juros será de 1,99%; parcela mínima será de R$ 50; pagamento poderá ser feito em até 60 vezes; primeira parcela terá vencimento após 30 dias; prazo de carência será de no mínimo 30 dias e de no máximo 59 dias. De acordo com informações do governo, o pagamento das parcelas poderá ser feito por débito em conta, PIX ou boleto bancário. Os devedores também terão direito a um curso de educação financeira. Mas atenção, em caso de inadimplência após a renegociação, o beneficiário poderá voltar a ficar com o nome sujo. *Fonte: G1

Bradesco busca segurança em computação quântica

De acordo com reportagem publicada, nesta segunda-feira (31), pelo jornal Valor Econômico, o banco Bradesco entrou para o mundo das supermáquinas da computação quântica. A tecnologia ainda experimental tem capacidade de processamento exponencialmente maior que os computadores tradicionais. A nova tecnologia é capaz de resolver enigmas matemáticos e desafios da humanidade nas áreas de saúde pública, mudanças climáticas, logística, entre outras, que lidem com múltiplas variáveis e complexidade de dados. Mas a principal motivação do banco é garantir a segurança de informações críticas, como senhas, dados de clientes, acesso a recursos, que poderão ter a criptografia quebrada se essas supermáquinas caírem nas mãos de “hackers” ou do crime organizado. Para se precaver desse tipo de situação, o banco contratou os serviços de segurança da IBM, que tem a maior frota de computadores quânticos e desenvolveu o aparelho com a maior capacidade hoje no mundo, chamado Osprey, de 433 qubits (unidade de bit quântico) e que chegará a 1.000 qubits ainda este ano. A ideia é fazer uma varredura de dados potencialmente sensíveis e vulneráveis, acumulados durante décadas de operação com clientes, para colocá-los sob a proteção de uma criptografia resistente aos computadores quânticos que surgirão, chamados de algoritmos pós-quânticos. No Bradesco, a primeira leva desse trabalho de “upgrade” de algoritmos para o padrão pós-quântico se dará com as aplicações do “open finance”, que permitem o compartilhamento de dados dos clientes com outras instituições financeiras e que começaram a funcionar não muito tempo atrás. Sistemas e serviços mais antigos – o chamado legado tecnológico, que os bancos se debruçam rotineiramente para atualizar- serão endereçados mais tarde.  A diretora de tecnologia do Bradesco, Cíntia Barcelos, explica que a  computação quântica não vem para substituir a clássica. “As duas vão coexistir. A computação quântica chega para resolver problemas que hoje demorariam anos para se executar. Uma das consequências no futuro pode ser o impacto nos sistemas de proteção de dados. Entendemos que nossa preparação é prioridade neste momento. A segurança é inerente à nossa missão como banco”, disse Cíntia. Cientista de dados e “embaixadora quântica” da IBM no Brasil, Ana Paula Appel, afirma que os especialistas da casa ajudarão o banco a identificar aplicações e algoritmos criptográficos sob risco de ataques. Com base nessa avaliação, o Bradesco planeja criar uma metodologia para determinar outras aplicações que possam se beneficiar de tecnologias pós-quânticas e prepará-las para integrar os algoritmos resistentes aos futuros computadores quânticos. Também deve formar internamente profissionais aptos a trabalhar com essa tecnologia. O banco está particularmente interessado em testar a novidade para resolver dilemas da avaliação de derivativos, gestão de riscos e portfólios, elaboração de cenários macroeconômicos e otimização do uso da infraestrutura de distribuição de dinheiro nos caixas eletrônicos. São todas operações complexas, sendo algumas bastante custosas, que demandam tempo e capacidade de processamento dos computadores tradicionais, mas que em tese poderão ser facilmente assumidas pela tecnologia quântica. “À medida que as capacidades da computação quântica avançam, isso pode nos permitir um dia ver uma maior eficiência operacional e a resolução de problemas que atualmente são considerados difíceis para os computadores clássicos. Esperamos que a tecnologia possa ser amplamente utilizada em um período de cinco a dez anos”, disse Barcelos. Appel, da IBM, lembra que a tecnologia ainda é experimental, não está disponível para uso comercial, e os dados provenientes dos sistemas legados precisam ser adaptados para funcionar em softwares quânticos. “Para ter um modelo rodando em quantum, precisa conectar com os bancos de dados e com as transações dos clientes vindas do computador clássico”, disse a cientista. *Fonte: Valor Econômico

Projetos de interesse dos bancários devem entrar em pauta no Congresso Nacional

Nesta terça-feira (1), o Congresso Nacional retoma suas atividades legislativas e diversas matérias que afetam a categoria bancária devem entrar em pauta. Segundo o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, as matérias serão acompanhadas com bastante atenção. “Vamos acompanhar com muita atenção as pautas que impactam a categoria e o caráter público e social da Caixa. Nossa mobilização será, mais uma vez, fundamental para defender os direitos trabalhistas, o Saúde Caixa e a Funcef”, alertou Takemoto. Entre os projetos que serão debatidos, está o PL 4188/2021 (autoria do Poder Executivo), conhecido como marco legal das garantias. Aprovado no Senado no dia 5 de julho, ele preserva a exclusividade da Caixa no penhor. Como houve esta e outras modificações, a matéria voltará a ser analisada pela Câmara. Takemoto enfatizou a importância de aprovar o projeto em sua forma atual. “O Senado fez alterações importantes. Além de manter o penhor na Caixa, retirou o trecho que permitia penhorar o único imóvel de uma família, o que era uma crueldade”, afirmou. Também é do interesse dos bancários é o Projeto de Lei 1043/2019, de autoria do deputado David Soares (DEM/SP), que permite a abertura de agências bancárias nos finais de semana. A proposta é de funcionamento das 9h às 14h, aos sábados, e das 9h às 13h aos domingos. A Fenae e outras entidades em defesa dos bancários estão mobilizadas desde o ano passado para impedir sua aprovação. Já o PL 817/2022, do deputado Kim Kataguiri (União SP) é visto como uma ameaça ao direito de greve. Ele altera a Lei 7.783/1989 (Lei da Greve) ao definir como serviços essenciais os meios eletrônicos de pagamentos e transferências bancárias. O projeto chegou a ser incluído na pauta de votação da Câmara em 2022, mas foi retirado após pressão dos sindicatos da categoria. Também precisam de atenção dos bancários os projetos de lei 2699/2019, de autoria do ex-deputado Valtenir Pereira (MDB/MT),  com objetivo de manter a ultratividade das negociações coletivas até que outro Acordo seja assinado, e o PL 581/2019, do ex-senador Álvaro Dias (Podemos/PR), que isenta os trabalhadores de pagar Imposto de Renda sobre a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) –  mesmo tratamento fiscal dado aos sócios e acionistas. Este último já foi aprovado no Senado, mas precisa de avaliação da Câmara. Funcef Na Câmara deve ser votado o Projeto de Lei 8821/2017, do deputado Sérgio Souza (MDB/PR) que retira o limite de dedução de 12% do imposto devido na declaração de rendimentos das contribuições extraordinárias em casos de equacionamentos. Também afetam os participantes o PLP 268/2016, do ex-deputado Valdir Raupp (PMDB/RO), que estabelece novas regras de governança nos fundos de pensão, e o PDL 348/2022, de autoria da deputada Fernanda Melchionna (Psol/RS), que susta os efeitos da CGPAR 37/2022, resolução que prevê o limite de 8,5% de contribuição das estatais aos fundos de pensão. Também desvincula o benefício dos participantes de reajustes concedidos aos empregados ativos. Saúde Caixa Os desafios para manter o plano de saúde sustentável e financeiramente viável para os empregados também estão na Câmara. O PDL 313/2022, do deputado Pompeo de Mattos (PDT/RS) busca sustar a CGPAR 42. Esta resolução, entre outras diretrizes, reduz os aportes financeiros das estatais aos planos de saúde dos seus trabalhadores. O texto tem as mesmas caraterísticas da CGPAR 23, suspensa com a aprovação do PDL 956/2018, da deputada Erika Kokay (PT/DF). O PL 164/2023, do deputado Lebrão (União/RO), propõe que os reajustes anuais dos planos de saúde individuais, familiares ou coletivos tenham como parâmetro a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços (IPCA). Agenda Legislativa Fenae Os projetos de lei mencionados no texto e outros que tramitam na Câmara e Congresso e são de interesse dos bancários e da Caixa Econômica Federal estão reunidos em material produzido pela Fenae e Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT). Clique aqui para acessar. *Fonte: Fenae

Índice de desemprego cai para 8%

Segundo pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Ministério do Emprego e Trabalho (MTE) e do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) já existem sinais de melhora na economia brasileira. Entre os dados positivos estão a queda no índice de desemprego de 8,3% para 8%, o aumento de mais de 1 milhão de vagas formais de trabalho abertas, a  estabilidade da renda do trabalhador e reajustes salarias acima da inflação. Mesmo assim, o país ainda convive com o arrocho econômico provocado pelo Banco Central (BC), que mantém a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75%, que proporciona a maior taxa de juro real do mundo, na casa dos 10%. Para o presidente da CUT, Sérgio Nobre, Campos Neto já deveria ter sido afastado da presidência da entidade pelo Senado Federal. “O país já não aguenta mais a taxa elevada de juros. Todos perdem, o governo que tem de pagar R$ 38 bilhões a cada 1% que o BC cobra de juros, dinheiro que poderia ir para a saúde, a educação; perdem os empresários por não ter crédito para investir e gerar empregos, e perdem especialmente as famílias brasileiras por estarem cada vez mais endividadas com cartão de crédito, juros de cheque especial e prestações”, diz Nobre. Sérgio Nobre ressalta que a queda no índice do desemprego e os reajustes salariais acima da inflação são vitórias do movimento sindical. Na avaliação do presidente da CUT, a previsão de baixar os juros em 0,25%, segundo analistas econômicos, ainda é pouco para o país se reerguer economicamente com mais rapidez. O Comitê de Política Econômica (Copom), do BC, responsável por definir os juros, se reúne nos dias 1º e 2 de agosto, para apresentar nova proposta ou manter a atual taxa. Desemprego, vagas e reajustes O nível de desemprego no país está em 8%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada na última sexta-feira (28) pelo IBGE. É o menor índice para o segundo trimestre, encerrado em junho, desde 2014. Houve um recuo de 0,3 ponto percentual (p.p.) em relação ao 1º trimestre do ano, quando estava em 8,3%. Na série histórica trimestral, foi o melhor resultado desde o 4º trimestre do ano passado (7,9%). A queda no desemprego em relação ao mesmo período do ano passado foi de 1,3 p.p. Em 2022 estava em 9,3%. Em 12 meses a queda do desemprego é ainda maior, de 14,2%. A renda do trabalhador ficou estável em comparação ao trimestre passado, mas com ligeira queda, de R$ 2.923 para R$ 2.921. Aumento no emprego De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo TEM, o número de vagas formais, com carteira assinada, chegou a 1.023.540, nos seis primeiros meses deste ano. Embora o saldo tenha sido positivo, o número é 26% menor que o registrado no 1º semestre do ano passado, que chegou a 1.388.010. Somente em junho deste ano o saldo positivo foi de 157.198 empregos. Reajustes acima da inflação Das categorias profissionais com data-base em junho, analisadas pelo Dieese até 9 de julho, 85,9% conquistaram aumentos reais nos salários, na comparação com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do IBGE. Outras 12,3% alcançaram reajustes iguais a esse índice, e apenas 1,8% não conseguiram recompor as perdas para a inflação. O Dieese destaca que 21% das negociações de 2023 obtiveram ganhos reais superiores a 2% sobre o índice da inflação. A variação real média dos salários fica 1,07% acima do INPC. Para o Dieese, é possível que o mais recente reajuste do salário-mínimo, concedido em maio pelo governo Lula, tenha influenciado positivamente o resultado das negociações nas últimas duas datas-bases, acentuando tendência positiva que vem desde o final do ano passado. Os dados são do boletim De olho nas negociações nº 34. *Fonte: Contraf-CUT

Em mesa de negociação, CEE reivindica valorização dos empregados e debate sobre metas

A mesa de negociação entre a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal e o banco sobre o Plano de Funções Gratificadas (PFG) foi marcada pela cobrança por uma política efetiva de valorização dos empregados, respeito à diversidade e uma gestão verdadeiramente humanizada. A reunião aconteceu nesta quinta-feira (27) e as discussões foram em torno da cobrança por uma política efetiva de valorização dos empregados, respeito à diversidade e uma gestão verdadeiramente humanizada. A coordenadora da CEE, Fabiana Uehara Proscholdt, iniciou a reunião com críticas à postura do banco em divulgar mudanças que impactam o trabalho dos empregados sem discussão com a comissão. “Mesa de negociação não é informe. O propósito é debater e construir coletivamente os assuntos que afetam os empregados”, ressaltou. O banco ouviu as recomendações dos representantes dos empregados durante a discussão sobre o Plano de Funções Gratificadas (PFG). Fabiana Proscholdt pontuou que a Caixa precisa debater o PFG integralmente e tornar a rede mais atrativa para os empregados, com funções que valorizem as características individuais de cada um. Uma das possibilidades, segundo a coordenadora, é a carreira em Y, cujo objetivo é permitir que o empregado cresça na empresa também em papéis técnicos e não apenas de gestão. “O PFG, hoje, é excludente. Nossa empresa tem diversidades e tudo gira em torno de perfil padrão. Temos pessoas com deficiência, neuro divergentes e outras com habilidades específicas que deveriam ser valorizadas. Mas infelizmente ficam na dependência de um gestor mais humano que enxergue o potencial dos empregados em toda sua diversidade para que tenham oportunidade de ascensão”, afirmou a coordenadora. Rogério Campanate, representante da Federação das Trabalhadoras e Trabalhadores no Ramo Financeiro do Estado do Rio de Janeiro (Federa-RJ), confirmou o que foi dito por Fabiana. “Nossos gestores precisam aprender a lidar com a diversidade. E para isso, são necessários cursos presenciais para que desenvolvam essas habilidades”, acrescentou. Na avaliação dos representantes dos trabalhadores, o encarreiramento do banco não oferece oportunidades de reconhecimento para profissionais técnicos bancários, por exemplo. “Queremos que nossos colegas sejam valorizados. Por exemplo, hoje não há nenhuma atratividade para permanecer nas agências. E os colegas que estão na rede precisam ser valorizados porque são a cara da Caixa por desempenharem a função mais social do banco no atendimento à população, logo é importante ter possibilidades de encarreiramento dentro do seu perfil e que nem sempre é gerencial”, frisou Fabiana Proscholdt. A comissão também informou que é necessário corrigir algumas distorções do PFG que existem hoje, a exemplo do Gerente de Varejo, onde o empregado tem muitas atribuições, inclusive carteira, e não recebe como um gerente de carteira. Os gerentes corporativos (GCN2) não recebem pelo porte de unidade, enquanto os superintendentes da mesma área fazem jus à verba. Eles fazem o relacionamento com cliente da mesma forma que os empregados da rede física e percebem discriminação de tratamento. Fim da dependência das funções Os integrantes da comissão criticaram a estrutura de função, que mantém o empregado dependente, uma vez que o salário está vinculado a ela e a sua perda resulta em uma remuneração significativamente menor. A Comissão também criticou a prerrogativa dada aos gestores de retirar funções sem critérios claros. “As situações a que os empregados acabam se submetendo para manter suas funções são adoecedoras”, disse o diretor da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Rafael de Castro. Outras demandas Em relação ao Saúde Caixa, os integrantes da Comissão ressaltaram o fim do teto de 6,5% dos gastos do banco com o plano de saúde e a manutenção dos princípios de solidariedade, mutualismo e pacto intergeracional, além do modelo de custeio 70/30. Fabiana Proscholdt defendeu um Processo de Seleção Interna (PSI) mais inclusivo, universal e transparente, que permita a participação de todos os empregados em pé de igualdade. A Comissão reivindicou, mais uma vez, o retorno da das gerências regionais de Pessoas (Gipes), de Logística (Gilog), de Segurança (Giseg) e outras estruturas que permitem a resolução de problemas específicos e pontuais dos empregados de forma mais rápida. Também foi cobrado o debate sobre teletrabalho visto que existem assuntos a serem melhor definidos. Alguns itens continuam sem resolução como home-office com cumprimento efetivo da legislação, sendo prioridade aos empregados com deficiência e aos empregados com filhos ou criança sob sua guarda judicial até 6 anos (art. 75-F CLT); jornada reduzida para os pais de filhos PCDs (analogia a Lei nº 8.112/90); fim das funções por minuto, com efetivação dos empregados que executam hoje essas atividades; fim do banco de horas negativo e dotação orçamentária necessária para as horas extras; e atualização do RH184, com a garantia que o empregado permaneça com a função enquanto estiver de licença médica. A CEE pediu uma mesa específica para discutir metas, assédio e o Conquiste. Para os representantes, o Conquiste continua sendo uma ferramenta de assédio. “É um programa que incentiva a competição entre os colegas. Temos que competir com o mercado financeiro e não estimular uma competição interna”, afirmou Rafael de Castro. A diretora executiva da Contraf-CUT, Eliana Brasil, também questionou o programa. “As metas devem fazer sentido pra quem vai executar, muitas vezes vemos metas inatingíveis e que, inclusive, comprometem a sustentabilidade do próprio banco. Qual é a lógica?”, questionou a diretora. A mesa específica será marcada em breve. Fonte: Contraf-CUT

GT de Promoção por Mérito da Caixa se reúne e apresenta pontos para avaliação

Dando continuidade às negociações para definição dos critérios para pagamento dos deltas do período 2023-2024 às empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal, o Grupo de Trabalho de Promoção por Mérito se reuniu na última quarta-feira (26). Todos os anos os critérios são debatidos pelo GT, que é formado por representantes do banco e dos trabalhadores. Os representantes dos trabalhadores apresentaram os princípios que defendem que sejam considerados na avaliação por mérito realizada pelo banco anualmente. Entre os pontos a serem considerados, os trabalhadores disseram que a avaliação não pode levar em conta somente a nota dada pelo gestor. A avaliação precisa ser cruzada e balanceada.  “Pudemos fazer diversas observações e avançamos nas linhas gerais do que esperamos da avaliação por mérito na Caixa”, disse o coordenador do GT, João Paulo Pierozan. Os trabalhadores também apontaram a necessidade de critérios objetivos, como a assiduidade, cursos oferecidos pela Universidade Caixa na Trilha de Desenvolvimento e participação nas atividades do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), desconsiderando avaliações subjetivas, ou que sejam atreladas apenas aos resultados comerciais. Também foi ressaltada a necessidade de equalizar  a avaliação entre o atendimento social e comercial, pois como há atividades diferentes dentro do banco é necessário comparar pessoas com atividades parecidas para efeito da distribuição dos deltas. Outra reivindicação é que seja distribuído 1,1 delta por empregado elegível, para que seja viabilizada a distribuição do segundo delta para um grupo maior de empregadas e empregados.  “Também avaliamos que seja necessário dilatar o prazo para execução dos critérios, até próximo do pagamento, que ocorre somente em março. Isso dará mais tempo para que os empregados possam cumprir as exigências estabelecidas para o recebimento do segundo delta”, disse Pierozan. A próxima reunião do GT de Promoção por Mérito ficou agendada para o dia 17 de agosto. *Fonte: Contraf-CUT

Entidades sindicais bancárias exigem respeito aos aposentados com tuitaço contra desmandos do Santander

O movimento sindical bancário e associadas e associados do Fundo Banespa de Seguridade Social (Banesprev) protestaram com um tuitaço, na manhã desta sexta-feira (28). O objetivo foi denunciar a decisão do Santander de retirar o patrocínio da entidade. Rita Berlofa, secretária de Relações Internacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e funcionária do Santander, falou sobre a reivindicação dos trabalhadores. “Nós exigimos que o Santander não retire o patrocínio dos planos I e II, Sanprev I, Caciban, DCA e DAB, e que não faça a transferência de gestão dos planos X e Pré-75 para o Santanderprevi. O que nós queremos é a garantia da segurança e tranquilidade na aposentadoria dos banespianos”, ressaltou Rita Berlofa. Os protestos nas redes sociais começaram às 9h e a hashtag #SantanderAtacaAposentados chegou a ficar na 15ª colocação dos assuntos mais comentados do momento, no Twitter. A coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Wanessa de Queiroz, disse que é preciso sensibilizar a opinião público sobre os direitos dos aposentados. “Com essa ação, nosso objetivo também foi sensibilizar a opinião pública sobre a importância de preservar direitos conquistados ao longo de toda uma vida de trabalho, que é a aposentadoria digna, mostrando que o Santander está indo na contramão dos direitos humanos quando decide retirar patrocínio dos fundos de pensão”, destacou Wanessa de Queiroz. Rita Berlofa explicou o que significa a retirada de patrocínio:  “A retirada de patrocínio, na prática, nada mais é do que o encerramento da relação contratual que existe com o Santander, como patrocinador, que deixa de contribuir para os planos de benefícios. Com isso, ocorre a quebra do mutualismo e o encerramento dos benefícios vitalícios, trazendo perdas irreparáveis para os aposentados.” Segundo justificativa do Santander, os planos na modalidade de Benefício Definido “geram riscos atuariais elevados”. “O que não é verdade, a realidade desses planos, que existem em vários fundos de pensão, é que eles são sustentáveis, com base em uma boa gestão. O que o banco quer, na realidade, é se livrar de aportes de déficits futuros e deixar todo o risco para os participantes”, ressaltou a secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT. *Fonte: Contraf-CUT

Atendendo reivindicação sindical, Caixa relança programa de diversidade

Em mais uma vitória do movimento sindical, a Caixa Econômica Federal relançou o seu Programa de Diversidade e Inclusão, nesta quinta-feira (27). O programa tem o objetivo é fortalecer o diálogo com as empregadas e empregados, além de promover ações de inclusão tendo como princípio os eixos temáticos da equidade de gênero – mulheres na liderança, raça/cor, geracional, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+. A presidenta da Caixa, Maria Rita Serrano, lembrou que o programa havia sido extinto nas últimas gestões. “O programa de diversidade na Caixa já existiu durante a gestão da Maria Fernanda e foi extinto nas últimas gestões. Estamos retomando este programa e, até 2026, queremos ter em cargos de chefia a mesma proporcionalidade de mulheres, negros, PCDs, indígenas e LGBTQIA+ que temos no nosso quadro de pessoal. E também vamos debater a questão geracional”, disse. Maria Rita Serrano destacou ainda a importância da parceria com os sindicatos.. “O respeito à diversidade e a criação das comissões específicas sobre o tema é uma reivindicação antiga do movimento sindical. Para nós essa parceria com os sindicatos é fundamental para caminharmos rumo a um banco plural, que respeita as diferenças existentes na sociedade”, ressaltou a presidenta da Caixa. Marcio Macêdo, ministro chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, lembrou que o Brasil é um país construído estruturalmente com preconceito. “A sociedade brasileira foi construída em bases escravocratas, paternalistas, machistas, preconceituosas. Nós lutamos por um país diferente de tudo isso, que seja economicamente viável, socialmente justo, politicamente democrático e ambientalmente sustentável”, afirmou Macêdo. Para a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, o Programa de Diversidade e Inclusão da Caixa é um marco de luta antiga contra a discriminação e o preconceito no mercado de trabalho. “Nós, mulheres, tivemos que lutar até pelo direito de trabalhar. Por isso, estou muito feliz de estar aqui hoje, representando o movimento sindical, pois este é um momento especial que marca mais uma etapa desta luta árdua que é a busca por igualdade”, afirmou. Juvandia fez questão de enfatizar que o programa “é também uma vitória contra o retrocesso civilizatório que vivemos nos últimos quatro anos, com a reclusão das políticas de diversidade. Agora estamos retomando a reconstrução de um país feliz para todos e todas, com igualdade, sem discriminação, com respeito e sem violência”. A presidenta da Contraf-CUT destacou, ainda, os avanços obtidos na categoria graças à conquista da Campanha Nacional dos Bancários de 2000, que foi a criação da mesa de negociações com os bancos sobre igualdade de oportunidades.  “De lá pra cá já obtivemos muitos avanços, mas ainda temos muito o que avançar, pois as bancárias ainda têm salários 22% menor do que os homens da categoria, e estão na base da pirâmide da carreira. Por isso, dou parabéns à Rita, aos ministérios envolvidos e ao presidente Lula por colocar essa pauta na ordem do dia das políticas no Brasil. Porque só vamos construir um país justo socialmente se combatermos as desigualdades em todos os aspectos”, concluiu a presidenta da Contraf-CUT. Durante a cerimônia, a Caixa assinou protocolo de intenções com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) com o intuito de promover ações de diversidade e formalizou parcerias com a Secretaria-Geral da Presidência da República e com os ministérios da Mulher (MM), da Igualdade Racial (MIR) e dos Povos Indígenas (MPI), além de dar posse às Comissões de Diversidade Caixa formadas com a participação de entidades sindicais. *Fonte: Contraf-CUT

Tuitaço contra desmandos do Santander começa às 9h nesta sexta (28)

Nesta sexta-feira (28), a partir das 9h, bancárias e bancários vão protestar contra os desmandos do Santander nas redes sociais com um tuitaço, usando a #SantanderAtacaAposentados. Os trabalhadores denunciam que o Santander quer atacar os direitos dos aposentados com a retirada de patrocínio do Banesprev (previdência complementar) e transferência de gestão. Vale ressaltar que o Santander Brasil divulgou balanço, esta semana, apontando que as unidades brasileiras produzem 15,7% o lucro global do banco.