Caref do BB distribui segunda edição do seu boletim

Material traz reflexões sobre reestruturação e mudança de comando no banco e convoca funcionários para o debate sobre os riscos de se afastar os trabalhadores da gestão da Previ A Conselheira Representante dos Funcionários (Caref) no Conselho de Administração do Banco do Brasil, Débora Fonseca, distribuiu, nesta terça-feira (15), a edição de junho do seu boletim eletrônico. Nesta segunda edição, ela traz reflexões sobre a reestruturação e a mudança de comando do banco. “O objetivo desta edição é mostrar que a alegada reestruturação do banco é, na verdade, uma desestruturação promovida pelos governos liberais, que prejudica os funcionários e a sociedade”, explicou a Caref. “Portanto, se o atual presidente mantiver essa política, podemos dizer que seu discurso de valorização dos trabalhadores e do banco é uma falácia, ou, no mínimo, uma jogada de marketing”, completou. Além da desestruturação, Débora informa sobre sua participação, como Caref, do Comitê de Tecnologia, Estratégia e Inovação (Cotei), que, entre outras tarefas, assessora o Conselho de Administração em temas relacionados a tendências tecnológicas e novos modelos de negócios, projetos ou iniciativas de inovação. Ela também informa que, na próxima edição, tratará sobre os riscos envolvidos em afastar os funcionários da gestão da Previ. “Peço aos funcionários que acessem minhas redes sociais no Facebook, Instagram e Youtube e para dar suas contribuições ao debate”, convocou. Periodicidade Em princípio, o boletim será distribuído a cada três meses, mas podem haver edições extraordinárias quando necessário. “A intenção é usar as redes sociais para a comunicação mais rápida e interativa e o boletim é apenas um apoio, um chamado à reflexão e participação, que acontecerá pelas redes”, disse. A Caref do BB explicou ainda que o boletim terá sempre três tópicos. No primeiro (Pra começo de conversa), a ideia é apresentar algumas reflexões e respostas a questionamentos dos funcionários. O segundo (E nós com isso?), será sobre coisas que estão acontecendo no banco que podem interferir na vida pessoal e profissional dos trabalhadores e da sociedade como um todo. Por fim, o terceiro (Embrulha pra viagem) é um chamado para a reflexão dos funcionários e possível tema do “Pra começo de conversa” da edição seguinte. Interação Neste primeiro momento, o boletim será apenas eletrônico e a distribuição ocorrerá pelo WhatsApp e outras ferramentas e app de comunicação direta. O chamado para a interação nas redes é completado por meio dos links de acesso direto do boletim para os perfis da Caref. “Espero ter bastante trabalho para responder às interações dos funcionários”, concluiu a Caref do BB. Fonte: Contraf-CUT

Iniciativa de bancária de Vassouras somadas as ações do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense garantem vacina contra a Covid-19 para a categoria no município

  O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense vem atuando de forma incisiva, oficiando as autoridades nos dezesseis municípios que compõem sua base para garantir a vacina contra a Covid-19 à categoria. – Oficiamos autoridades legislativa e executivas, órgãos governamentais como Vigilância Sanitária e o Ministério Público , assim como temos mantido contato direto com deputados da região, a fim de sensibilizar e incluir a categoria no Plano Nacional de Imunização, esta que foi decretada como essencial desde o início da pandemia, que não parou de trabalhar nem um dia e com seu trabalho contribui para que a economia não pare, seja também incluída como prioridade para vacinação”, disse o presidente do Sindicato Júlio Cunha. Os diretores analisaram que a pressão dos bancários e bancárias de Vassouras foi fundamental para que a vacinação fosse realizada no município. “As ações da entidade juntamente com a participação dos bancários foi o que levou no último dia 09, a vacinação a cerca de 70 bancários da cidade, além dos prestadores de serviços (vigilância e serviços gerais). O fato é simbólico e justifica a luta da categoria, que de forma alguma pretende ser privilegiada. Ao contrário, lutamos por vacina para todos, mas o momento é de escassez do antígeno e com a decretação da essencialidade dos serviços bancários e por se prestar um serviço que atende milhares de pessoas diariamente, em ambientes fechados sem circulação natural de ar, torna-se propício a propagação do vírus. Soma-se a isso a quantidade de casos de Covid-19 que acometeu a categoria, forçando muitas vezes o fechamento de agências por conta de surtos da doença”, disseram. O Sindicato continua a luta pela vacina e convoca todos os bancários que, assim como os de Vassouras, apóiem o movimento através de mobilizações locais, via redes sociais, e-mails, etc contactando aqueles que foram eleitos para representá-lo seja na Câmara de Vereadores, Prefeituras, Assembleia Legislativa. – Quando municipalizamos os pedidos de vacinas para a categoria, fica claro a abrangência da medida sanitária visto que em alguns municípios o número de bancários não chega a 20, porém atendem todos os meses a milhares de pessoas em um ambiente altamente favorável a transmissão do vírus”. Na Cidade do Aço, maior contingente da categoria de nossa base, o presidente da Câmara de Vereadores Nilton Alves de Faria, o Neném, encaminhou Indicação Legislativa sobre o assunto. Na quinta-feira, dia 10, um assessor do prefeito Antônio Francisco Neto entrou em contato com a direção do Sindicato a fim de apurar o quantitativo de bancários no município, que é de aproximadamente 680 profissionais. Em Barra Mansa, a Indicação Legislativa de autoria do presidente da Câmara, Luiz Furlani, está prevista para ser votada nesta quarta-feira, 16. Um Projeto de Lei 76/2021, também do mesmo de autor, está em tramitação no Legislativo municipal. Na última sexta-feira (11/06), foi realizada reunião com o secretário de Governo de Porto Real, com intuito de encaminhar a vacinação dos bancários naquela cidade. Em reunião no dia 7 de abril passado, com o deputado estadual Marcelo Cabeleireiro, que é da região, assegurou o requerimento 3949/2021 de um Projeto de Lei junto ao Legislativo Estadual tratando da prioridade da imunização da categoria. Dia 12 de abril, o Sindicato obteve uma importante vitória na Justiça Federal da 21ª Vara Federal Cível da SJDF – Brasília. O juiz federal substituto concedeu Liminar favorável no Processo 1019521-93 atendendo ao pedido do Sindicato dos Bancários para que a compra de vacinas à categoria, vinculada a apreciação pelo Senado Federal do projeto de lei que trata do tema. Fonte: Sind. Bancários do Sul Fluminense

Comando Nacional dos Bancários vai realizar nova pesquisa de teletrabalho

  O Comando Nacional dos Bancários realizará entre 18 de junho e 2 de agosto a segunda pesquisa sobre home office da categoria. As respostas serão compiladas e analisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e os resultados serão apresentados durante a 23ª Conferência Nacional dos Bancários, que será realizada nos dias 3 e 4 de setembro. “Em julho do ano passado, quando foi realizada a primeira pesquisa, fazia pouco tempo que quase a metade da categoria tinha ido para o home office. Os dados foram fundamentais para entender quais questões deveriam ser levadas para a mesa de negociação e melhorar as condições de trabalho dos bancários em home office”, explicou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), que também é coordenadora do Comando Nacional dos Bancários. “Temos que verificar os efeitos deste período mais longo de trabalho em casa sobre a categoria”, completou. “Nesta segunda pesquisa vamos avaliar a evolução da situação desses trabalhadores, verificar se houve aumento dos problemas de saúde após tanto tempo de trabalho em casa, e analisar novos temas, que foram incluídos na pesquisa”, afirmou a presidenta da Contraf-CUT. “Com os resultados em mãos será possível compará-los para seguirmos subsidiando a ação sindical voltada a este novo segmento que se abriu com a pandemia”, completou. Para responder Para garantir a apuração de acordo com a composição estatística da categoria em cada base sindical, o link da pesquisa não será divulgado ao público em geral. Será enviado pelos sindicatos apenas aos bancários que estão em trabalho home office, ou que já trabalharam neste formato. Caso algum bancário faça parte deste público e não receba o link, deve entrar em contato com seu sindicato para solicitar o envio pelo meio que preferir (Whatsapp, Telegram, SMS, e-mail e/ou outros). A Contraf-CUT enviará às entidades sindicais as orientações sobre a realização da pesquisa até quinta-feira (17) para que os sindicatos comecem a contatar a categoria a partir de sexta-feira (18) para a aplicação do questionário. Fonte: COntraf-CUT

GT Saúde Caixa: consultoria da representação dos empregados recomenda melhorias na gestão do plano

Aumento na eficiência da gestão do plano contribui para reduzir o aumento dos custos; reestruturação e descredenciamentos são criticados pelos usuários O relatório apresentado pela consultoria atuarial que assessora os representantes dos empregados no Grupo de Trabalho (GT) Saúde Caixa apontou inconsistências nos dados fornecidos pela Caixa para a elaboração das projeções de despesas do plano. As despesas projetadas pela consultoria divergem das apresentadas pela Caixa ao Conselho de Usuários e ao GT. A consultoria dos representantes dos empregados ainda apresentou recomendações, que incluem a melhoria da gestão do plano, que contribuiria para suavizar aumentos de custos no plano sem comprometer sua qualidade. Os representantes da consultoria atuarial contratada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) apresentaram uma parte do relatório de avaliação do Saúde Caixa. Entretanto, eles deixaram claro que não tiveram dados suficientes para fazer o trabalho. Por isso, não seria possível comparar os trabalhos da empresa contratada pela Contraf-CUT com a empresa contratada pela Caixa, que teve acesso a muitos mais dados. “O modelo de custeio do Saúde Caixa presente desde 2004, que prevê a divisão de custos em 70% para a empresa e 30% para os empregados, torna o plano financeiramente viável para os empregados. Hoje, infelizmente, além de restrições que a gestão do banco pretende introduzir, limitando sua contribuição para o custeio do plano, os empregados estão sofrendo com o alto número de descredenciamentos, que tem reduzido coberturas e diminuindo a qualidade do plano” explica o membro do GT, Leonardo Quadros. “Há muito tempo o Conselho de Usuários aponta a importância de aperfeiçoamento da governança e gestão do plano, e o relatório da consultoria reafirmou a necessidade. Além disso, apontamos outros problemas, como o grau de insatisfação dos usuários com o App do Saúde Caixa, ponto reconhecido pela empresa, que agora está realizando uma pesquisa junto aos aposentados para avaliar o aplicativo” ressalta a conselheira de usuários do Saúde Caixa e membro do GT, Marilde Zarpellon. As reuniões do GT começaram no dia 14 de janeiro deste ano. Nos meses de abril e maio, o trabalho foi concentrado na análise de dados do plano. Conforme o acordo coletivo 2020/2022, o GT Saúde Caixa foi criado para estudar o custeio e gestão do plano de saúde dos empregados. O grupo paritário, composto por representantes dos empregados e da Caixa, deve apresentar um formato de custeio e gestão do plano até o dia 31 de julho de 2021. Posteriormente, as propostas serão encaminhadas para debate na mesa permanente. A (s) melhor (es) proposta (s) será encaminhada aos empregados para votação até 31 de agosto de 2021. A mais votada será implementada até 2 de janeiro de 2022. Fonte: Contraf-CUT

Ministro da Saúde recebeu pedido de prioridade de vacinação para bancários

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, recebeu, nesta sexta-feira (11), o ofício da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) com a solicitação de inclusão da categoria bancária no Plano Nacional de Imunização (PNI) contra a Covid-19 e as informações e dados complementares que mostram tal necessidade pelas mãos das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira e Ivone Silva, presidentas da Contraf-CUT e do Sindicato dos Bancários de São Paulo Osasco e Região, respectivamente. “Apresentamos os argumentos e trouxemos, inclusive, um parecer médico acerca das características do trabalho bancário na agência, que é um ambiente de trabalho fechado, sem ventilação natural, por não haver possibilidade de as portas permanecerem abertas por conta da segurança. Apresentamos também os dados que mostram o aumento de 176% dos desligamentos por morte na categoria. Além disso, explicamos a situação do contágio dos funcionários e clientes, que as agências se transformaram em um vetor risco para as milhões de pessoas que precisam ser atendidas por este serviço essencial para a população e que, por isso, em nenhum momento pôde permanecer fechado durante a pandemia”, explicou a presidenta da Contraf-CUT. O ministro recebeu o pedido e vai encaminhá-lo para equipe técnica que estuda o PNI. “Ele disse que a decisão não é individual dele, mas desta equipe”, informou a presidenta da Contraf-CUT. “A atividade bancária é considerada essencial nos termos do Decreto n° 10.282 de 20 de março de 2020, alterado pelo Decreto n° 10.329 de 28 de abril de 2020, que regulamenta a Lei n° 13.979 de 6 de fevereiro de 2020”, lembra um trecho do ofício. “Preservar vidas é uma luta de todos dentro de suas esferas de competência e reduzir a transmissão do novo coronavírus com medidas preventivas é essencial”, diz outro trecho. “Foi uma reunião muito boa com o ministro. Pudemos mostrar pra ele que a categoria bancária se notabiliza pela grande exposição aos riscos de contágio nas agências e que já foram registrados inúmeros casos de adoecimento, de afastamento do trabalho, internações hospitalares e de óbitos na categoria e, além disso, os bancários podem, sem saber, transmitir o vírus para os clientes que necessitam do serviço e para seus familiares”, avaliou Ivone. “Por isso, muitos estados e municípios já incluíram os bancários como categoria prioritária para a vacinação”, observou. O documento ressalta que a “concentração de clientes e usuários nos ambientes internos e externos das agências bancárias tem crescido, com ênfase pela busca dos serviços por parte de pensionistas e aposentados da previdência social, que têm necessidade de apoio com atendimento presencial, daqueles que buscam os bancos para renegociações de dívidas ou para inscrição em programas de apoio às empresas e, majoritariamente aos mais de 67 milhões de beneficiados pelo recebimento das parcelas do Auxílio Emergencial.” Aumento de mortes Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), compilados pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), mostram que a categoria bancária registrou um crescente número de encerramento de contratos de trabalho por morte, seguindo uma tendência similar aos casos de óbitos desde o início da pandemia do novo coronavírus. No primeiro trimestre de 2020 o impacto da pandemia do novo coronavírus foi quase nulo, com uma média mensal de óbitos de 18,33 vidas. Já no mesmo período deste ano (2021), com o agravamento da pandemia no país, a média mensal de óbitos se elevou para 52 vidas, com crescimento de 176,4%. A situação é semelhante em relação aos empregados na segurança privada nos bancos, com destaque aos envolvidos no transporte de valores em veículos blindados, também os trabalhadores das redes de farmácias que aplicam os testes rápidos de Covid-19, os servidores de cemitérios, os servidores da limpeza urbana, dentre outras categorias. Leia a íntegra do ofício entregue ao ministro e o relatório médico do Dr. Albucacis de Castro Pereira, explicando que a “característica física do ambiente de trabalho propicia a maior concentração do vírus e o evidente contágio e, devido aos necessários cuidados com a segurança, as agências bancárias são fechadas e não oferecem ventilação e nem circulação natural de ar.” E que “estudos científicos demonstram que um indivíduo adulto, em atividade laboral leve, com jornada de 8 horas, inspira e, portanto, exala, cerca de 4.400 litros de ar (147 inspirações/minuto, 600/700 ml por inspiração x 60 minutos x 8h) com variações de acordo com o esforço físico. Nestas condições, independentemente da fala, tosse ou espirro, a emissão de aerossóis se propaga em suspensão por horas no ambiente, aumentando drasticamente as possibilidades de contágio:. Fonte: Contraf-CUT

Financiários terão reajuste de 8,9% nas verbas econômicas

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do mês de maio ficou em 0,96%, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na tarde desta quarta-feira (9). Com isto, o índice acumulado para a data-base da categoria dos financiários, do período de junho de 2020 a maio 2021, ficou em 8,9%. Portanto, os salários e as demais cláusulas econômicas, além dos valores de PLR, previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2020/2022, serão corrigidos com esse índice. O reajuste de 8,9% será aplicado retroativo a 1º de junho de 2021, sobre os salários e auxílios praticados em 31 de maio de 2021. “O INPC representa a inflação do país e teve, em maio, sua maior alta desde 1996. Esta movimentação reforça a importância da negociação coletiva de dois anos, conquistada frente às financeiras. Não só garantimos a manutenção de todos os direitos, como também a reposição da alta de preços de acordo com o INPC”, comemorou o coordenador da Comissão de Negociação com as financeiras, Jair Alves. Fonte: Contraf-CUT

Presidente do Banco do Brasil se reúne com representação dos funcionários

  A coordenação do Comando Nacional dos Bancários e da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reuniu, nesta quarta-feira (9), com o presidente do banco, Fausto Ribeiro e destacou a importância das mesas de negociações e as principais pautas que estão colocadas, entre elas a inclusão dos bancários como prioridade no Plano Nacional de Imunizações (PNI) para a vacinação contra o novo coronavírus. A reunião havia sido solicitada ao banco em ofício enviado em abril. “O presidente do BB disse quer abrir uma nova fase de diálogo, responsabilidade e transparência com os representantes dos trabalhadores e destacou que teremos pautas divergentes, mas ambas as partes querem fazer o banco crescer”, informou o coordenador da CEBB, João Fukunaga. “Essa é uma postura esperada há tempos. Afinal, temos um histórico de mais de 30 anos de negociações coletivas. Nada mais justo do que termos as portas abertas e tratarmos com responsabilidade e transparência, os pontos divergentes para chegarmos a uma solução negociada”, completou. Prioridade na vacina Durante a pandemia, por conta da sua gravidade, mortalidade e transmissibilidade, foi criada uma lista de prioridades do PNI. A inclusão da categoria nesta lista é a principal reivindicação dos bancários atualmente. “Os bancários são obrigados, por questões de segurança, a trabalhar com as portas fechadas. Isso torna o ambiente propício à contaminação e disseminação do vírus, que pode ser retransmitido aos clientes e seus familiares”, destacou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, que é uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários. “Pedimos ao presidente que ele se empenhe para a inclusão dos bancários nesta lista e ele prontamente se colocou a disposição”, informou. Fausto Ribeiro disse que concorda com a reivindicação da categoria é que a inclusão dos bancários como prioridade no Plano Nacional de Imunização é uma demanda também dos bancos. A presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva, lembrou que durante toda a pandemia, a categoria atendeu milhões de pessoas que precisavam receber suas aposentadorias, o Auxílio Emergencial e buscavam crédito para manter seus empreendimentos. “Estamos entre os setores profissionais com maior aumento de mortes no período da pandemia. O Ministério da Saúde tem que nos colocar como prioridade no Plano Nacional de Imunização”, reforçou Ivone, que, juntamente com a presidenta da Contraf-CUT, coordena o Comando Nacional dos Bancários. Um levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que o número de desligamentos por morte de trabalhadores com carteira assinada cresceu 71,6% na comparação entre os primeiros trimestres de 2020 e 2021. Em números, essa porcentagem representa um aumento de 13,2 mil em 2020 para 22,6 mil em 2021. Se pegarmos os dados só da categoria bancária, esse número é ainda maior. O número de desligamentos por morte saltou de 55 no primeiro trimestre de 2020 para 152 no mesmo período de 2021, crescimento de 176,4%. Também foram destacadas as negociações em andamento, ou necessárias sobre melhorias no Programa de Desempenho Gratificado (PDG), a realização de concurso público para a reposição do quadro de pessoal e demandas dos trabalhadores de bancos incorporados pelo BB. Programa de gratificações A representação dos trabalhadores entregou um ofício ao presidente do BB apontando uma série de questões referentes ao PDG do banco. O documento ressalta que desde a sua criação, a CEBB tenta negociar melhorias no PDG, a exemplo do que já acontece em outros bancos, que negociam seus programas próprios com os representantes dos sindicatos e que o PDG, da como forma como está, ao invés de servir como um incentivo para maior empenho e produtividade, é fator de desmotivação e descontentamento entre os funcionários dos diversos setores. “Citamos, entre os principais problemas identificados no PDG das diversas áreas a utilização de uma mesma métrica para diferentes funções e a comparação da produtividade em pé de igualdade entre trabalhos simples com outros de maior complexidade. Além da questão da subjetividade conferida à ‘reunião de consistência’, que confere a comitê avaliador o poder de definir pontuações extras aos funcionários avaliados, mas sem definição clara dos critérios de avaliação, o que altera o curso do programa e a escolha de quem será contemplado ou não com a gratificação”, explicou Fukunaga. Sobre o PDG da área negocial, destacou-se a constantemente mudança de regras, o que inviabiliza o planejamento por parte do funcionários e as metas descoladas da realidade, em especial no último semestre, com metas estipuladas de maneira desproporcional à capacidade dos diversos segmentos, o que por si só, já desmotiva o corpo funcional. Contratações A representação dos trabalhadores também destacou a falta de funcionários, principalmente após o último Plano de Adequação de Quadros (PAQ) e ao Plano de Desligamento Espontâneo (PDE), tanto nas agências de atendimento quanto nos escritórios de negócios, dificultando a execução dos serviços e cumprimento de metas. Um levantamento do Dieese aponta que de 2012 a 2020, houve uma redução de 28.042 funcionários no quadro de trabalho do BB. “Entendemos ser primordial corrigir algumas arestas com relação ao programa e, neste sentindo, teríamos muito a contribuir em um processo negocial, conferindo mais segurança e transparência para os trabalhadores”, disse o coordenador da CEBB. Bancos incorporados A representação dos trabalhadores também entregou a Fausto Ribeiro um ofício com questões de interesse dos funcionários provenientes de bancos incorporados pelo BB (Nossa Caixa, Besc e BEP), reforçando a importância da via negocial para a solução dos conflitos trabalhistas. O ofício lembra a mesa de negociação sobre questões de bancos Incorporados está prevista na cláusula 58º do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) vigente e que a pauta de reivindicações foi entregue ao Banco do Brasil no dia 30/09/2020, mas, “apesar das diversas promessas do banco em nos dar a devida reposta das reivindicações, isso nunca ocorreu de fato, havendo apenas duas reuniões em 12/2020 que restaram infrutíferas”, diz o ofício. “Existe uma ação judicial do MPT (Ministério Público do Trabalho), da qual a Contraf-CUT é assistente, sobre a inclusão dos funcionários de bancos incorporados no plano de Saúde da Cassi. Acreditamos que a

No Dia Mundial da Imunização, bancários (as) do Sul Fluminense reivindicam inclusão na lista de prioritários

  Nesta quarta-feira, 9 de junho,  é celebrado o Dia Mundial de Imunização. Pelo segundo ano consecutivo, a data ocorre em plena crise sanitária provocada pela Covid-19. O fato reforça as ações de conscientização da população sobre a importância das vacinas e a pressão sobre os Representantes do Executivo e Legislativo Municipal, Estadual e Federal para que os bancários e bancárias, profissionais que prestam serviços essenciais à população, sejam incluídos nos grupos prioritários para receber a dose do antígeno. A direção do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense analisa que o Brasil tem um dos mais completos programas de imunização do mundo, com grande cobertura de população vacinada e de quantidades de vacinas oferecidas. Porém, no caso do combate ao Coronavírus, as ações negacionistas do Governo Federal e a incitação as aglomerações e à falta de medidas de proteção, levaram o país a amargar o triste número de 476.792 mortes em 17.037.129 casos confirmados até esta terça-feira, dia 08. Vale destacar que, durante a pandemia, por conta da sua gravidade, mortalidade e transmissibilidade, foi criada uma lista de prioridades do Plano Nacional de Imunização. A inclusão nesta lista é a principal reivindicação atual dos bancários e bancárias, já que trabalham em locais fechados, por questões de segurança e podem se contaminar e disseminar o vírus em casa e para os clientes. Neste período de pandemia, os profissionais continuam atendendo milhões de pessoas, com pagamento de aposentadoria, auxílio emergencial e negociando créditos, o que tem ocasionado um expressivo aumento nos casos de óbitos entre a categoria. Por isto, a solicitação dos Sindicatos em todo o país para que o Ministério da Saúde coloque o setor como essencial no Plano Nacional de Imunização. Diante destes fatos, o Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense orienta aos bancários a entrarem nessa campanha, pressionarem os deputados, vereadores e prefeitos da locais, para a inclusão da categoria entre as prioridades da vacinação. Enviem agora mesmo esse pedido por meio das redes sociais. Os Sindicatos já estão nessa campanha há tempos. Mas nada melhor que os eleitores façam diretamente essa reivindicação para a garantia da vida de todos.   Fonte: Sind. Bancários do Sul Fluminense, com informações da Contraf-CUT e Agência Brasil  

Empregados denunciam uso da Caixa em campanhas eleitorais antecipadas de Bolsonaro e Guimarães

Presidente do banco viaja pelo país fazendo propaganda ilícita do atual presidente da República A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa denuncia o uso indiscriminado do banco e de seus recursos para as campanhas eleitorais antecipada do presidente da República, Jair Bolsonaro, e do presidente do banco, Pedro Guimarães, o que é ilícito. A desconfiança começou com o excesso de viagens de Guimarães pelo país. O assunto chegou a ser tema de diversas matérias na grande imprensa. Em quase trinta meses no cargo, o executivo já fez cerca de 100 viagens pelo país. “As agendas desses encontros são claras, aproximar-se dos empresários e políticos locais. Por ele ser tão próximo do presidente, em quase todos os casos, faz chamada de vídeo e promessas de investimentos nas regiões. Isso é uma nítida campanha eleitoral bancada com os recursos da Caixa. Não podemos permitir este absurdo. É capaz até do Pedro estar na chapa do atual presidente”, afirmou a coordenadora da CEE/Caixa e secretária da Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fabiana Uehara Proscholdt, ao se referir a recente declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, que levantou a possibilidade de o presidente da Caixa ser candidato a vice-presidente da República na chapa de Bolsonaro. “Sob o pretexto de conhecer a Caixa ou de inaugurações de unidades, Pedro Guimarães tem viajado praticamente todo final de semana para algum canto do país. Nessas viagens tem se aproveitado para propagandear o governo e, especialmente, os atos do presidente da República em evidente propaganda eleitoral antecipada. E o mais grave, custeada com recursos da Caixa, o que é irregular pois também são recursos públicos”, completou Edson Heemann, integrante da CEE/Caixa. Cachê sigiloso A desconfiança ganhou ainda mais força com a decisão do governo brasileiro de manter sob sigilo o cachê pago a Andraus Araújo de Lima, o Cuiabano Lima, locutor de rodeios e amigo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), contratado para protagonizar a campanha nacional da Caixa Econômica Federal sobre o Auxílio Emergencial, que está no ar desde o dia 15 de maio deste ano. O jornal Brasil de Fato solicitou à Caixa, via Lei de Acesso à Informação (LAI), o valor pago ao locutor de rodeios pela campanha e foi comunicado pela estatal que “o contrato de direito de uso de imagem prevê o caráter sigiloso do valor do cachê”. Na resposta, o banco diz que a decisão é respaldada “juridicamente em virtude do interesse estratégico relacionado à campanha publicitária realizada.” Ainda de acordo com a resposta, o valor do cachê deixará de ser sigiloso 90 dias após a contratação de Cuiabano Lima, mas a Caixa não informa a data exata do acordo. O documento é assinado por Rodrigo Ferreira Vicente, Superintende Nacional de Publicidade e Propaganda da estatal. Cuiabano Lima havia publicado em seu perfil no Instagram, alguns vídeos mostrando os bastidores da gravação da campanha. Porém, após a repercussão, o locutor apagou as imagens. Apuração do Congresso em Foco mostra que, em 2020, Cuiabano Lima recebeu R$ 36 mil para estrelar outra campanha da Caixa, dessa vez sobre a Mega Sena da Virada. Em seu perfil nas redes sociais, Cuiabano ostenta diversas fotos com Jair Bolsonaro, inclusive na posse do presidente, quando foi convidado para a celebração íntima no Palácio do Planalto, ao lado da família do mandatário. No Instagram, a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, comenta fotos de Valéria Cristina Rodrigues Dacal, companheira do locutor de rodeios.   Fonte: Contraf-CUT