Bradesco lucra mais de 12 bi no primeiro semestre de 2021

Resultado foi a custas do fechamento de 9.425 postos de trabalho O Bradesco obteve Lucro Líquido Recorrente de R$ 12,834 bilhões, no 1º semestre de 2021, alta de 68,3% em relação ao mesmo período de 2020. O resultado impressiona ao lembrar que o período é o mesmo da segunda fase da pandemia do coronavírus (Covid-19). Chama ainda mais atenção o fato de o banco ter fechado 9.425 postos de trabalho em doze meses, mesmo com o aumento do número de casos e, principalmente, de mortes. “Esses números deixam claro que o que importa para o banco é o lucro. Eles não têm a menor preocupação com a saúde, vida ou família dos trabalhadores. É uma completa falta de responsabilidade social”, lamentou Magaly Fagundes, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco. Outro dado assustador é o de fechamento de agências, foram 999 em doze meses, com a abertura de 601 unidades de negócios, totalizando 3.168 agências e 877 unidades de negócio. “As unidades de negócios só são boas para o banco. Elas têm menos funcionários e nenhuma vigilância. Muitos trabalhadores perderam o emprego por essa mudança e os que ficaram correm sérios riscos de segurança”, completou a coordenadora da COE. O assunto foi um dos principais pontos do Encontro Nacional dos Trabalhadores do Bradesco, realizado nesta terça-feira (3), de forma virtual. Clientes também sofrem Os clientes também são diretamente atingidos com as mudanças realizadas pelo Bradesco. Não bastasse a óbvia piora no atendimento, com a diminuição de funcionários, e a dificuldade de encontrar agências, com o fechamento de tantos pontos, eles também têm de pagar mais por tudo isso. O relatório do próprio banco justifica o crescimento observado no resultado, em relação ao 1º semestre de 2020, em “função de diversos fatores, tais como maiores receitas com prestação de serviços, crescimento da margem financeira com clientes, menores despesas operacionais e menores despesas com PDD”. A receita com prestação de serviços e tarifas bancárias cresceu 3,4% em doze meses, totalizando R$ 13,344 bilhões. As despesas de pessoal considerando a PLR teve leve crescimento de 0,8%, somando R$ 9,632 bilhões. Com isso, a cobertura destas despesas pelas receitas secundárias do banco aumentou para 138,5% no período. Leia aqui os destaques feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em cima do balanço oficial do banco. Fonte: Contraf-CUT

Itaú lucra R$ 12,941 bilhões, no 1º semestre de 2021

O resultado representa alta de 59,4% em relação ao mesmo período do ano passado. No 2º trimestre de 2021 o banco lucrou mais de R$ 6 bi O Itaú obteve Lucro Líquido Recorrente Gerencial, que exclui efeitos extraordinários, de R$ 12,941 bilhões, no 1º semestre de 2021. O resultado representa alta de 59,4% em relação ao mesmo período do ano passado. No 2º trimestre de 2021, o banco obteve um Lucro Líquido Recorrente Gerencial de R$ 6,543 bilhões, alta de 55,6% em relação ao mesmo período de 2020 e de 2,3% no trimestre. Já a rentabilidade (retorno recorrente consolidado sobre o Patrimônio Líquido médio anualizado – ROE) do banco foi de 18,8% no semestre, com alta de 5,7 pontos percentuais em doze meses. “Os números mostram que o banco apresenta grande crescimento mesmo com a economia do país em frangalhos”, afirmou Jair Alves, coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) Itaú. “Está na hora de o Itaú colocar em prática seu lado bonzinho que mostra nas propagandas de TV, parar de demitir trabalhadores das agências e não contratar apenas funcionários de tecnologia. Passar a valorizar todo o seu corpo de funcionários, com garantia de emprego e melhores condições de trabalho”, completou. Precarização do atendimento Ao final de junho de 2021, a holding contava com 85.611 empregados no país, com abertura de 1.268 postos de trabalho em doze meses e 1.196 no trimestre. “Esse saldo positivo, no entanto, se deve a contratações para a área de TI e à incorporação, a partir do segundo trimestre de 2020, dos empregados da ZUP (empresa de tecnologia adquirida em outubro de 2019). Não houve a criação de novos postos de trabalhadores bancários. Infelizmente eles foram fechados e isso precisa acabar”, explicou o coordenador da COE. Além disso, o banco fechou 114 agências físicas no Brasil, em doze meses. Leia aqui os destaques feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em cima do balanço oficial do banco. Fonte: Contraf-CUT

Encontro Nacional dos Trabalhadores do Bradesco formaliza pauta de reivindicações específica

Emprego, saúde e segurança são os principais pontos da minuta Emprego, saúde e segurança são os principais pontos da minuta específica de reivindicações do Encontro Nacional dos Trabalhadores do Bradesco, realizado nesta terça-feira (3), digitalmente. O documento será encaminhado à direção do banco. “Nós queremos retomar a mesa específica de negociações para negociar o fim das demissões, principalmente durante a pandemia, e o retorno dos vigilantes nas unidades de negócios, que tem caixa eletrônico, onde funcionários já começam a sofrer ataques”, afirmou Magaly Fagundes, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco. Os trabalhos do dia começaram pela manhã com uma análise de conjuntura feita pela presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, que é uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários. “Nós temos que discutir o Brasil que a gente quer, para pensar numa solução para este mundo que está tão doente. É importante falar do geral, para depois falarmos do específico. Olhando o geral para saber como vamos atuar por banco”, salientou. Na sequência, o reflexo da pandemia na saúde do trabalhador entrou em debate. “O tema de saúde sempre foi muito importante para o movimento sindical bancário. Com a pandemia, ganhou ainda mais importância”, afirmou o palestrante Mauro Salles, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT. Para encerrar os trabalhos na parte da manhã, o coordenador do Coletivo de Segurança Bancária da Confederação, Elias, Jordão, foi o convidado especial da mesa sobre unidades de negócio e segurança bancária. Para ele, “o ano de 2022 será fundamental para a segurança do bancário dentro das agências”. No retorno do almoço, Gustavo Cavarzan, técnico da subseção do Dieese da Contraf-CUT, mostrou que o fechamento dos postos de trabalho e o de agências são dois dos principais pontos do lucro do Bradesco nos últimos meses. “O Bradesco está trocando agências por unidade de negócios, com menos bancários, menor estrutura de segurança o que aumenta seus lucros. A redução no emprego também chama atenção, principalmente, por ser em sua grande maioria de trabalhadores de agências”, explicou. O teletrabalho também entrou na pauta. Os delegados e as delegadas do encontro nacional debateram a necessidade de negociar com o banco sobre o acordo de teletrabalho, assinado em 2020. “Precisamos rever pontos desde o acordo feito durante a pandemia e ajustar a necessidade do trabalhador que está há mais de um ano em home office”, explicou Magaly. Fonte: Contraf-CUT

Encontro Nacional define plano de lutas contra ataques do Santander

Defesa dos planos fechados de previdência; análise dos dados do balanço do banco e das empresas da holding; e propostas de atuação fizeram parte da pauta O Encontro Nacional dos Funcionários do Santander, realizado nesta terça-feira (3) pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e pela Comissão de Organização dos Empregados (COE) do banco, trouxe aos delegados o debate sobre os planos de previdência fechados, os ataques que os mesmos vêm sofrendo, tanto da parte dos bancos quanto do governo, e a análise dos resultados do balanço do banco e da holding de empresas grupo. “Há um forte ataque aos planos fechados, com os bancos querendo ocupar espaço para vender planos privados de previdência complementar e o governo tentando reduzir suas responsabilidades com a pensão dos trabalhadores”, afirmou o ex-diretor eleito da Previ e ex-vice-presidente da Anapar, José Ricardo Sasseron. Para Sasseron, há uma disputa muito grande entre os bancos e os fundos fechados de previdência. Sasseron disse, ainda, que a Previc, que é quem deveria regular o funcionamento dos planos fechados de previdência, está atualmente mais ao lado das empresas patrocinadoras dos fundos de pensão do que dos participantes, inclusive em relação ao desrespeito aos contratos entre os participantes e as empresas patrocinadoras dos planos, citando as mudanças pretendidas nas leis complementares 108 e 109, para permitir que as empresas possam patrocinar mais do que um plano de previdência e liberar a administração destes por bancos e outras empresas financeiras. O debate sobre os ataques aos planos de previdência continuou com apresentações sobre os planos fechados do Santander (Banesprev, Sanprev, SantanderPrevi e Bandeprev). Para o secretário de Assuntos Socioeconômicos e representante da Contraf-CUT nas negociações com o banco, Mario Raia, o debate sobre os planos de previdência foi muito rico. “É importante unificar a luta dos funcionários do Santander, mas também com os trabalhadores de outras empresas que têm planos de previdência fechados”, disse. “Estes ataques fazem parte de um arranjo dos bancos e empresas que têm interesse em ocupar este mercado com o governo. Para defendermos todos os planos de previdência privada fechada do país é importante nos unificarmos também nesta luta”, completou o dirigente da Contraf-CUT. Dados do balanço No período da tarde, a economista Catia Uehara, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), apresentou dados sobre o balanço do banco e informações importantes sobre empresas que fazem parte da holding do Santander. No segundo trimestre de 2021, o Santander obteve lucro líquido gerencial de R$ 4,171 bilhões, crescimento de 98,4% em relação ao obtido no mesmo período do ano passado. O lucro obtido nos primeiros seis meses no Brasil representou 22,5% do lucro global do conglomerado, que foi de € 4,205 bilhões. “É importante ressaltar que foi o maior lucro trimestral alcançado pelo Santander no Brasil”, observou a economista do Dieese. “O banco continua acelerando a tendência de forte crescimento já vista nos últimos anos”, completou. Mas, Catia também destacou a redução de postos de trabalho bancários e a contratação de trabalhadores não bancários por empresas que fazem parte da holding. “São contratações com representações de outras categorias, que não possuem Convenção Coletiva de Trabalho nacional, como os bancários, então pode haver diferenças de direitos conforme o estado e até a cidade onde as empresas estão estabelecidas”, disse. Plano de lutas Ao final do encontro, os delegados apresentaram propostas de ações para resistir aos ataques contra os direitos dos trabalhadores e avançar na conquista de novos direitos. “O Santander vem adotando uma postura intransigente, com ataques aos direitos e tomada de medidas sem que haja negociações com a representação dos trabalhadores. A COE vai analisar as propostas apresentadas para lutarmos contra isso e sintetizá-las para a mobilização dos trabalhadores na ação contra estes desmandos do banco”, disse a coordenadora da COE, Lucimara Malaquias. Tanto o plano de lutas, quanto os documentos e apresentações feitas durante o encontro serão disponibilizadas aos representantes da COE e das entidades sindicais que fazem parte do Comando Nacional dos Bancários, que se encarregarão de fazer o repasse para suas bases. FonteContraf-CUT

Bancário, participe de estudo da Unicamp sobre sequelas da covid-19

Pesquisa deve ser respondida até o próximo dia 27     Uma série de estudos científicos aponta a existência de uma variada gama de doenças ou sintomas pós-covid, como a alteração do paladar, fraqueza, falta de concentração, de memória, depressão, dores, problemas renais, problemas vasculares e hipertensão. Com o intuito de aprofundar os estudos ainda mais e detalhar as seqüelas sobre a categoria bancária, a Contraf-CUT, com apoio dos Sindicatos dos Bancários de todo o país firmou parceria com o Departamento de Neurologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Campinas. A pesquisa é direcionada às bancárias e aos bancários que foram acometidos pela doença e deve ser respondida até o dia 27 de agosto. Neste estudo, todos os participantes responderão questionários online e alguns (que moram próximo à Unicamp) terão a oportunidade de comparecer ao Hospital das Clínicas da universidade para fazer avaliação presencial que inclui um exame de Ressonância Magnética do cérebro. Todos os detalhes da pesquisa estão descritos no Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), que deve ser assinado para participar do estudo. Será garantido sigilo absoluto aos dados pessoais. Os bancários com interesse em participar devem assinar o Termo de Consentimento e, em seguida, responder ao questionário. Todas as pessoas que tiveram infecção ou que apenas testaram positivo podem participar da pesquisa. Fonte: SP Bancários com edição do Sind. Bancários do Sul Fluminense

Demissões e fechamento de agências explicam lucro do Bradesco

Balanço do banco foi esmiuçado na volta dos trabalhos do encontro nacional dos trabalhadores O fechamento dos postos de trabalho e o de agências são dois dos principais pontos do lucro do Bradesco nos últimos meses. Essa foi uma das conclusões do debate sobre o balanço do banco, que deu início aos trabalhos da tarde desta terça-feira (3), no Encontro Nacional dos Trabalhadores do Bradesco, que está sendo realizado virtualmente. Nos primeiros três meses de 2021, o Bradesco teve Lucro Líquido Recorrente de R$ 6,5 bilhões, alta de 73,6% em relação ao mesmo período de 2020. “O Bradesco está trocando agências por unidade de negócios, com menos bancários, menor estrutura de segurança o que aumenta seus lucros. A redução no emprego também chama atenção, principalmente, por ser em sua grande maioria de trabalhadores de agências”, explicou Gustavo Cavarzan, técnico da subseção do Dieese da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). O Bradesco fechou 8.547 postos de trabalho e 1.088 agências em doze meses. “Mais de 10% de emprego da empresa eliminada em um ano”, lamentou o técnico do Dieese. O espanto é maior se voltarmos alguns anos. Em 2016, antes de comprar o HSBC, o Bradesco tinha 89, 424 trabalhadores. No ano seguinte, depois da fusão, chegou a 109, 922. Atualmente são 88.687 funcionários. “Chegou a um patamar menor do que antes de comprar o HSBC. A mesma coisa aconteceu com as agências bancárias. Eram mais de 4.400, chegou a mais de 5.300 e atualmente são apenas 3.312. Podemos dizer que o Bradesco é um banco menor em estrutura, mesmo depois de comprar o sexto maior banco do país, na época. Em estrutura, pois os resultados são muito maiores”, salientou Gustavo Cavarzan. Novas plataformas O técnico da subseção do Dieese da Contraf-CUT ainda apresentou novas plataformas que o banco utiliza para disponibilizar seus serviços e produtos, como Ágora, Next e Bitz. “O Bradesco pode ser um estudo de caso de como o movimento sindical deve atuar para abarcar os trabalhadores que não são considerados bancários, mas atuam diretamente para ajudar a construir o resultado do banco”, finalizou. Fonte: Contraf-CUT

Segurança bancária é tema da terceira mesa do Encontro do Bradesco

Trabalhadores debatem como a retirada das portas giratórias é arriscada “O ano de 2022 será fundamental para a segurança do bancário dentro das agências”. Essa é a opinião Elias Jordão, coordenador do Coletivo de Segurança Bancária da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), que participou da mesa de segurança bancária do Encontro Nacional dos Trabalhadores do Bradesco, realizado de forma digital na manhã desta terça-feira (3). Isso porque, segundo Jordão, os bancos estão investindo massivamente em novos modelos de agências, as chamadas agências de negócios, sem portas de segurança. “Eles argumentam com as quedas nas estatísticas de crimes, pela digitalização e virtualização do dinheiro. A Polícia Federal, mesmo com a nossa pressão, tem autorizado o plano de segurança em agências que não circulam o numerário”, lamentou. O coordenador do Coletivo de Segurança Bancária lembrou que este é um debate de mais de 20 anos. “Os bancos resistiram muito para aceitar esse debate. Nossa conquista veio com a prova de que as portas de segurança são um item inibitório de ataques às agências. A retirada abrange todos os bancos, que estão aproveitando esse momento e a conjuntura, com rodízio nas agências e dirigentes sindicais em home office. Não podemos aceitar. Temos que nos mobilizar e evitar que isso aconteça.” O Encontro Nacional dos Trabalhadores do Bradesco voltará após o almoço. Programação 13h30 – Balanço do banco 14h20 – Teletrabalho – Magaly Fagundes, coordenadora da COE Bradesco 15h – Apresentação proposta dos encontros estaduais/regional 17h – Encerramento Fonte: Contraf-CUT

Saúde do Trabalhador é debatida no Encontro dos Trabalhadores do Bradesco

Reflexos da pandemia na categoria foram discutidos durante encontro Saúde do trabalhador foi o tema da segunda mesa do Encontro Nacional dos Trabalhadores do Bradesco, na manhã desta terça-feira (3), realizado em formato virtual. “O tema de saúde sempre foi muito importante para o movimento sindical bancário. Com a pandemia, ganhou ainda mais importância”, afirmou o palestrante Mauro Salles, secretário de Saúde do Trabalhador da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contrraf-CUT). Ele lembrou que assim que a pandemia do coronavírus (Covid-19) foi decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e o vírus tomou conta do Brasil, o Comando Nacional dos Bancários correu para negociar com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para proteger a categoria. “Conquistamos rodízio, metade da categoria em home office, garantia de emprego e alguns protocolos que foram extremamente importantes para garantir que a tragédia não fosse tão grande na categoria. Esses cuidados se mantêm, pois, a pandemia não acabou. Outro movimento que a gente fez, foi vacina para todos e prioridade para os bancários.” O secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT revela que a pressão pela volta dos bancários vacinados já começou por parte dos bancos. “O acordo que tivemos com a Fenaban é que não haverá volta sem negociar os critérios, com um protocolo único mínimo de procedimento. Temos que continuar protegendo os trabalhadores de riscos à sua saúde.” Outra preocupação apontada por Mauro Salles foi com os trabalhadores que ficaram com sequelas da Covid. “Sabemos que a maioria dos trabalhadores que tiveram Covid-19 tem sequela. Isso nos preocupa muito, tem que ser monitorado e os bancos têm responsabilidade. Imagine você trabalhar com excesso de sono, cansado, falta de memória, dificuldades de cognição. Isso vai atrapalhar seu desempenho, vai impedir de bater as metas”, afirmou ele antes de informar da parceria da Contraf-CUT com o Departamento de Neurologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Campinas (Unicamp) para construir um corte especial e exclusivo para os bancários da pesquisa de possíveis sequelas e impactos causados pelo Coronavírus. Neste estudo, todos os bancários podem responder questionários online. Os detalhes da pesquisa estão descritos no Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), que deve ser assinado para participar do estudo. Será garantido sigilo aos dados pessoais. “Nós temos que negociar com os bancos os direitos de tratamentos, cuidados especiais para esse tipo de trabalhador. Para subsidiar esse processo de negociação, estamos com essa pesquisa, que será muito importante para dar força às nossas reivindicações.” O secretário lembrou que a pandemia acelerou e aprofundou alguns problemas antigos da categoria. “As metas, por exemplo, continuam gerando uma pressão muito forte durante a pandemia, mesmo nos trabalhadores em teletrabalho. Isso causa um impacto muito forte na saúde do trabalhador. O nível de afastamento de doenças psíquicas dos bancários já era muito acima das outras categorias, antes mesmo da pandemia. Isso piorou. Agora temos que retomar esse debate, para acabar com o assédio moral para o atingimento de meta. Outra coisa foi a Ler/ Dort que piorou também. O home office gerou muitas vezes o trabalho excessivo sem condições longe das ideais. Esses debates terão de voltar a pauta”, completou. “São desafios muito importantes, eu acho que vamos continuar convivendo com a pandemia, vamos ter que continuar nos cuidando, cuidando dos colegas, além de continuar cuidados de outros problemas que tendem a aumentar. Por isso, mais do que nunca temos que ter a capacidade de entender a situação, para melhor negociar e estabelecer as estratégicas de enfrentamento sindical, para garantir melhores condições de trabalho para a nossa categoria”, finalizou Mauro Salles. Programação 11h – Segurança Bancária/ unidade de Negócio Elias Jordão, coordenador do Coletivo de Segurança Bancária da Contraf-CUT 12h – almoço 13h30 – Balanço do banco 14h20 – Teletrabalho – Magaly Fagundes, coordenadora da COE Bradesco 15h – Apresentação proposta dos encontros estaduais/regional 17h – Encerramento Fonte: Contraf-CUT

Análise de conjuntura abre o Encontro Nacional dos Trabalhadores do Bradesco

Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT, palestrou sobre “O Brasil que queremos” “O Brasil que queremos”. Este foi o título da análise de conjuntura, feita por Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, que abriu o Encontro Nacional dos Trabalhadores do Bradesco, na manhã desta terça-feira (3), realizado em formato virtual. “Nós temos que discutir o Brasil que a gente quer, para pensar numa solução para este mundo que está tão doente. É importante falar do geral, para depois falarmos do específico. Olhando o geral para saber como vamos atuar por banco”, salientou Juvandia, que também é funcionária do Bradesco. “Nós vivemos num momento muito difícil. É importante chamar atenção para essa financeirização da economia, a culpa do capital financeiro de tudo isso. Ela é a razão de todas as mazelas que estamos vivendo, de todas as mudanças que estamos vivendo dentro do banco. Isso impacta nossa vida o tempo todo”, afirmou a presidenta da Contraf-CUT. “No Brasil, nós passamos um golpe determinado por esses interesses, que queria nossas estatais, nossas riquezas, queriam criar o tal ambiente de negócios. E a presidenta Dilma não se focava nesses interesses, pois isso era necessário tirar o PT do poder, para cumprir a agenda ultraliberal e entreguista. Depois disso, com o discurso de anticorrupção, foi eleito um governo desumano, genocida.” Ela explicou ainda que o capitalismo financeiro interfere diretamente também nos empregos bancários. “O que aconteceu no ano passado ficou claro isso. O Bradesco e o Itaú olharam para o Santander que estava com o índice de eficiência melhor de todos os bancos brasileiros. Este índice só importa o quanto se gasta para lucrar. Ou seja, é uma eficiente às custas de famílias inteiras, que perdem seus empregos. Ai o Bradesco foi lá e começou a demitir, em meio a uma pandemia”, lembrou. “Quando um banco respeita seus funcionários, suas famílias, as ações caem. Então esse capitalismo financeiro é um câncer para a sociedade. Aqui no Brasil é ainda pior. Aqui acionistas recebem dividendos e não pagam nada de impostos. Só existem dois países do mundo que fazem isso. O capitalismo financeiro dita regras cruéis”, lamentou. Juvandia reiterou a importância da análise geral, para falar do específico. “Não dá para a gente reagir essas mudanças só pensando na mesa de negociação, seja com o Bradesco ou com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). Essas mudanças são muito mais profundas, é uma mudança de sociedade. A gente precisa debater isso, nós somos 99% da população, nós temos muita força. E vou além, o papel do movimento sindical passa por discutir a população”, finalizou. Magaly Fagundes, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, concordou com a presidenta da Contraf-CUT. “É o desafio que está colocado para nós, no nosso próprio slogan a gente fala isso: “o que queremos do futuro é emprego, saúde e um Brasil melhor”. Por isso este evento é tão importante. Temos que sair deste dia consciente dos nossos desafios.” O Encontro Nacional continua com a mesa sobre Saúde do Trabalhador, ministrada por Mauro Salles, secretário da Saúde do Trabalhador. Programação 9h50 – Saúde do Trabalhador – Mauro Salles, secretário de Saúde da Contraf-CUT 10h40 – intervalo 11h – Segurança Bancária/ unidade de Negócio Elias Jordão, coordenador do Coletivo de Segurança Bancária da Contraf-CUT 12h – almoço 13h30 – Balanço do banco 14h20 – Teletrabalho – Magaly Fagundes, coordenadora da COE Bradesco 15h – Apresentação proposta dos encontros estaduais/regional 17h – Encerramento Fonte: Contraf-CUT

Tributação e desigualdade no Brasil em debate nesta terça-feira (3)

Atividade faz parte do ciclo de formação sobre “Desenvolvimento, novas desigualdades e Justiça Fiscal no Brasil”, promovido pelo Instituto Lula e a Campanha Tributar os Super-Ricos O quarto encontro do ciclo de debates formativos sobre “Desenvolvimento, novas desigualdades e Justiça Fiscal no Brasil”, organizado pelo Instituto Lula, em parceria com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e as demais entidades coordenadoras da campanha “Tributar os Super-Ricos”, será realizado nesta terça-feira (3/8), a partir das 19h30. “A tributação no Brasil atinge, proporcionalmente, muito mais os mais pobres do que os mais ricos. Isso é um dos motivos que fazem com que a desigualdade socioeconômica não apenas persista, mas se aprofunde e crie obstáculos para o desenvolvimento econômico sustentável e distributivo. Queremos mostrar esta realidade de forma clara e direta para ajudar os participantes entendê-la e, desta forma, conseguir retransmitir tais informações aos seus grupos de influência”, explicou Maria Raia, secretário de Assuntos Socioeconômicos da Contraf-CUT, uma das entidades coordenadoras da Campanha Tributar os Super-Ricos, que, em parceria com o Instituto Lula, promoverá o ciclo de debates. Os diretores do Instituto Justiça Fiscal (IJF), Paulo Gil Holck Introíni e Rosa Chieza, foram convidados para contribuir com as reflexões sobre Tributação e desigualdade no Brasil. Inscrições As inscrições são gratuitas. Os interessados em obter o certificado devem preencher os formulários de presença e realizar as atividades que devem ser entregues até 18 de outubro. O formulário está disponível no link bit.ly/ciclojusticafiscal. As aulas remotas acontecem sempre às terças-feiras, às 19h, até 28 de setembro de 2021 e as transmissões, além do Facebook da Contraf-CUT, serão pelas redes do Instituto Lula, e pelo Facebook da campanha Tributar os Super-Ricos e demais entidades que fazem parte da campanha. Além de acompanhar os debates, os inscritos podem acessar o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), realizar leituras, atividades e, ao final, ter direito a certificação. O curso soma 50 horas de atividades híbridas, sendo 22 horas síncronas e 28 horas assíncronas. CRONOGRAMA 13/07 – Encontro de abertura: Dilma Rousseff (já realizado) Fundamentos da desigualdade 20/07 – Desigualdade e Distribuição de Renda no Brasil: Jorge Abrahão e Juliane Furno (já realizado) 27/07 – Estado e Desenvolvimento no Brasil – Dênis Maracci Gimenez e Eduardo Costa Pinto (já realizado) 03/08 – Tributação e desigualdade no Brasil – Paulo Gil Holck Introíni e Rosa Chieza Transformações da Sociedade Contemporânea 10/08 – Novos negócios e sociedade de serviços: Cássio da Silva Calvete 17/08 – Mudanças na sociedade do trabalho e na estrutura de classes: Marilane Teixeira e Adalberto Cardoso 24/08 – O aprofundamento das desigualdades: Pedro Abramovay 31/08 – Geopolítica internacional: o que muda com a emergência de novos atores globais?: Elias Jabour e Neusa Bojikian Desafios Imediatos e Estratégicos 14/09 – O desenvolvimento econômico e social sob novos paradigmas: Cristina Reis e Gabriel Rossini 21/09 – Como superar as desigualdades no Brasil? Roberto Amaral e Regina Camargos 28/09 – Os caminhos e desafios para a justiça tributária: Dão Real Pereira dos Santos e Marina Marinho Fonte: Contraf-CUT