Comissão do Trabalho da Câmara solicitará ampliação de contratação na Caixa

Em audiência pública realizada na última sexta-feira (6), Erika Kokay (PT-DF) acertou com o líder do governo, deputado Sanderson (PSL-RS), uma reunião de parlamentares da Comissão com a Sest para discutir a questão A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público (Ctasp) da Câmara aprovará uma moção de apoio à contratação de mais empregados para a Caixa e solicitará uma audiência do Colegiado com a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest) para discutir a necessidade de ampliar o limite previsto de contratação na empresa, limitado a 84.544 pessoas pela referida Secretaria. Estes foram os dois encaminhamentos feitos pela deputada Erika Kokay (PT-DF) na audiência pública realizada pela Comissão na última sexta-feira (6), que discutiu a recomposição do quadro de Pessoal da Caixa Econômica Federal (CEF) e o fortalecimento da instituição como banco genuinamente público. As duas ações foram acertadas com o líder do governo na Comissão, deputado Sanderson (PSL-RS), que se manifestou favorável à recomposição de Pessoal na empresa e alertou que essa é uma dificuldade em vários setores do governo, a falta de efetivo, e se colocou à disposição para articular soluções para a carência de pessoal na Caixa.  “Ampliar o limite não significa a obrigatoriedade de contratar, mas dá uma autonomia para empresa planejar sua expansão, então com o apoio do líder do governo vamos fazer uma reunião para explicar isso à Sest”, salientou a deputada petista. Sergio Takemoto, presidente da Federação das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), participou da audiência e comparou a proporção de empregados da Caixa com outras instituições financeiras para mostrar a urgência de recomposição do quadro de pessoal: “Para se ter uma ideia, enquanto a Caixa tem uma proporção de um empregado para 1.775 clientes, o BB tem 783 clientes por empregado, o  Itaú, 983 e o Bradesco 1.112, ou seja, os números mostram a necessidade de mais empregados”, ressaltou ele, ao lembrar que essa carência precariza o atendimento e submete os empregados a condições desumanas de trabalho. Para Takemoto, apesar de dizer que valoriza e cuida da saúde dos empregados, o presidente da empresa, Pedro Guimarães, quer mudar a forma de custeio do Saúde Caixa, determinando o fim da paridade de 70% da empresa e 30% do empregado. “Como fizeram com os Correios e que levou mais de 100 mil trabalhadores a deixar o plano que tinham, e parece uma estratégia para possível privatização”, acrescentou. A representante dos empregados no Conselho de Administração (CA) da Caixa, Rita Serrano, concorda e lembra que as contratações são urgentes e que o que está em jogo é o país que se quer, o tipo de Estado que precisamos: “Se o Estado e as empresas públicas são para servir a todos, os empregados concursados são a parte mais estável independente de quem esteja no governo, eles é que garantem o atendimento de qualidade”, afirmou ela. O discurso distante da prática também foi criticado pela coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara, que também é secretária da Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT): “Enquanto viaja todo o país, elogiando o trabalho dos empregados, o presidente da Caixa estabelece metas desumanas em pleno atendimento do auxílio emergencial, tivemos até mesmo que entrar com ação de descumprimento do pagamento da PLR como previsto no acordo e agora, vemos o custeio do Saúde Caixa sendo atacado” lamentou. Representando os mais de 20 mil aprovados no último concurso da Caixa (2014), Isabela Freitas Santana, se emocionou ao lembrar que há hoje uma carência de mais de 26 mil empregados na Caixa: “fomos aprovados em concurso de amplo acesso, estamos ansiosos para prestar um serviço ao país e integrar os quadros de uma empresa que é orgulho nacional, que faz parte da vida dos brasileiros”, afirmou. Terceirizados  A presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Asseio e Conservação do Distrito Federal, Maria Isabel Caetano, participou da audiência e denunciou que a atual direção da Caixa está contratando empresas terceirizadas que por sua vez estão contratando trabalhadores da base do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil (Sinduscon), que tem salários e direitos rebaixados. A representante da Caixa, Angélica Djenane Correa, diretora de logística e segurança, disse que a empresa buscou uma entidade que englobasse o maior número de trabalhadores em sua base, ao que a deputada Erika questionou: “estão fazendo economia com quem ganha R$ 1.770 por mês, que prestam serviço há mais de 15 anos na Caixa, reduzindo o tíquete em 439 reais, isso não é ético, para dizer o mínimo”, questionou a parlamentar. Fonte: Fenae

4ª Conferência Nacional dos Financiários acontece nesta quarta-feira (11)

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) realiza, nesta quarta-feira (11), a 4ª Conferência Nacional dos Financiários, das 14h às 18h, em formato eletrônico. A programação do evento abordará em seus painéis temas relativos à remuneração, emprego e condições de trabalho. “Para defender nossos direitos e nossas conquistas, precisamos nos organizar, nos unir. Esse é o caráter da nossa conferência. É hora de lutarmos, de nos defendermos. Vamos começar a organizar a categoria nessa luta, para termos mais empregos, melhores salários, comida na mesa e saúde. Para termos um Brasil melhor”, declarou Jair Alves, coordenador da Comissão de Negociação com as financeiras. Confira a programação completa: 4ª Conferência Nacional dos Financiários11 de agosto de 2021 – quarta-feira 14h – Apresentação da programação14h15 – Apresentação sobre Saúde e Condições de TrabalhoMauro Salles Machado – Secretário de Saúde do Trabalhador da CONTRAF14h45 – Apresentação dos Dados de Emprego e Remuneração do SetorDepartamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicas – DIEESE15h30 – Retrospecto das Negociações (Emprego e Remuneração)16h – Relatos das Federações sobre as Financeiras17h – Encaminhamentos e encerramento FOnte: Contrfa-CUT

Definição de plano de lutas encerra 32º CNFBB

Debates sobre a Caixa de Assistência dos funcionários (Cassi) específicos, sobre saúde e outro sobre previdência foram os destaques do evento Os funcionários do Banco do Brasil aprovaram o plano de atuação em defesa do banco e de seus direitos no encerramento do seu 32º Congresso Nacional, realizado neste domingo (8). Realização de seminários sobre a Caixa de Assistência dos funcionários (Cassi) específicos sobre saúde e outro sobre previdência estão entre os destaques. Mas, também as resoluções sobre a unidade dos empregados na defesa do BB e dos demais bancos e empresas públicas, que estão sob ataque do governo Bolsonaro. “Trata-se de um governo que não tem compromisso com os trabalhadores e quer acabar com o patrimônio do país”, afirmou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, que é uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários. “Por isso, também foi muito importante a aprovação da resolução pela mobilização e participação nas atividades do Dia Nacional de Luta e Paralisações contra a PEC 32, que, com a desculpa de promover uma ‘reorganização’ da administração pública, ataca os funcionários públicos e seus direitos e prejudica o oferecimento de serviços públicos à população brasileira”, completou. O Dia Nacional de Luta será no próximo dia 18. Correios A secretária de Juventude e representante da Contraf-CUT na Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, destacou também a moção em defesa da luta contra a privatização dos Correios. “Não apenas o Banco do Brasil, mas os demais bancos e as empresas públicas estão sob ataque. Um exemplo é a aprovação da privatização dos Correios nesta semana na Câmara dos Deputados”, ressaltou Fernanda. Saúde e previdência O CEBB, João Fukunaga, ressaltou a importância da aprovação sobre a realização de seminários sobre saúde e previdência. “É importante refletirmos sobre a Cassi e os plano de saúde e de previdência dos funcionários, que são muito afetados pelos ataques que estão sendo promovidos pelo governo federal, mas também pelas resoluções 23 e 25 da CGPAR (Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União)”, destacou. “Agora, é mobilizar os funcionários para a luta da categoria”, concluiu. Fonte: Contraf-CUT

O BB que queremos para o futuro do Brasil

Terceiro painel fecha os debates do 32º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB)   O terceiro painel do 32º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB), realizado na tarde deste domingo (8), os palestrantes contribuíram com as reflexões sobre “O BB que queremos para o futuro do Brasil”. Para o ex-funcionário do Banco do Brasil e ex-dirigente sindical do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, Carlos Augusto Vidotto, o que de mais genérico vale para todo mundo, não apenas para o Brasil e nem apenas para o Brasil, é que, para qualquer pais, é importante não haver desindustrialização para que não haja perdas de postos de trabalho e da capacidade de produção. “Em termos mais próximos, uma coisa geral do capitalismo é a questão do open banking, que está sendo levado à estrutura do mercado financeiro. Ele materializa o que seria a grande ameaça aos empregos, em particular ao emprego bancário”, disse. “Mas, ninguém pode morrer de véspera. Não podemos baixar as armas e deixar de lutar para tentar deter os impactos da tecnologia sobre os empregos”, completou. Segundo Vidotto, uma das propostas é trabalhar com uma ampla aliança municipalista. “Temos que defender a existência de uma agência bancária em cada município. Isso atende a demanda de diferentes segmentos da sociedade e de linhas políticas, nos dá a possibilidade de, se não determos o processo, podemos atenuar os efeitos da tecnologia sobre o fechamento de agência e de fechamento de postos de trabalho”. Mas, para ele, há outras mediações importes a serem pensadas na defesa do Banco do Brasil. “Ele tem que ser pensado no conjunto dos bancos públicos federais, como ferramentas do desenvolvimento, sob a orientação de uma dada política econômica”, propôs. Vidotto defendeu ainda a necessidade de considerar o perfil do BB como uma estatal de lógica financeira, por um lado, e de logica pública do outro. E, dentro disto, é preciso considerar os três modelos históricos do banco. “Há três modelos históricos verificados. O do governo FHC, que podemos chamar de neoliberal mitigado, caracterizado pela lógica privada na direção do banco, mantendo as estratégicas da política econômica. O outro é o do Bolsonaro, que podemos chamar de neoliberal hard, que aponta diretamente para a retirado do Estado do mercado financeiro. Por fim, temos o modelo social-desenvolvimentista de Lula e Dilma, que usou o BB como parte da política de desenvolvimento”. Vidotto explicou que no modelo de FHC não se excluía o Estado em uma atuação no mercado financeiro e nem tinha essa estratégia. Um modelo que reconhece a existência das duas faces. O que diferencia o modelo de FHC do desenvolvimentista é que o primeiro coloca a face privada como determinante. Com Lula e Dilma, a face privada é uma condicionante, mas não determinante. De acordo com ele, ao pensarmos o BB do futuro devemos evitar atribuir ao BB a capacidade de extrapolar as políticas econômicas. Por outro lado, além de trabalhar na agricultura e MPE, temos que mostrar a contribuição do BB na retomada econômica e criar as condições para, após 2022, dialogar com o maior número de setores. “A capacidade dos bancos públicos federais e do BB de tomar medidas que possam estimular a retomada econômica não pode ser subestimado”, disse. Mudanças sociais “Não conseguimos fazer as mudanças somente dentro do banco, tem que ser mudanças sociais”, resumiu Debora Fonseca, conselheira de Administração do Banco do Brasil eleita pelos funcionários. Para ela, o comportamento do governo Bolsonaro exclui completamente o lado social e que não leva em conta o papel do estado nas políticas de desenvolvimento. Débora Fonseca descreveu o comportamento de presidentes do banco durante o governo Bolsonaro. “Antes de tudo, foram mudanças que trazem uma bagunça dentro do banco, o que o enfraquece. Passa uma imagem de fragilidade. Isso para que a população tenha uma visão ruim do banco e das outras empresas públicas. A intenção é fazer esse ataque para que a população se sinta desatendida”, analisou a conselheira. Na sua visão, o primeiro presidente do banco, Rubens Novaes, entra com a proposta de privatização, colocando empresa subsidiárias à venda. André Brandão, o segundo presidente, coloca uma restruturação dentro do banco que, para Debora, já estava escrita antes. “As mudanças tecnológicas são irreversíveis. O que temos que discutir é um modelo em que a tecnologia esteja a favor dos funcionários e da sociedade, para atender as pessoas de forma mais humana, para crescer mais o banco. Não se deve colocar a tecnologia como substituto das pessoas”, afirmou a conselheira. Outro ponto destacado por Debora foi que não existe mais a mesma atenção para o financiamento da agricultura familiar, o que geram um impacto na inflação dos alimentos, já que é a agricultura familiar a responsável por 70% dos alimentos fornecidos para o mercado interno. “O governo coloca recursos para o agronegócio”, diz. Para Débora, o futuro do Banco do Brasil passa pela contratação de maior número de funcionários, utilização da tecnologia em prol das pessoas e nas linhas de crédito que reflitam o crescimento e desenvolvimento social. Fora Bolsonaro para termos o Brasil que queremos Juliana Donato, ex-conselheira de Administração do Banco do Brasil eleita pelos funcionários e membro da coordenação da Campanha Nacional Fora Bolsonaro, foi a terceira convidada da mesa “O BB que queremos para o futuro do Brasil.” “Por tudo que a gente viveu nos últimos anos e tudo que ouvimos neste congresso, acho que é evidente que temos um processo em aprofundamento da transformação do banco do Brasil em banco privado. As transformações que a gente sofre no Banco do Brasil são parte de um processo geral, de ataques aos direitos, ao patrimônio público, a vida dos brasileiros e que a luta em defesa do banco do Brasil como banco público de forma alguma pode estar separada da luta contra o Bolsonaro, contra o fascismo, por um outro projeto de país”, afirmou Juliana. “Eu quero apresentar algumas ideias em relação ao projeto de banco público e ao

Congresso mostra “Retrato do Banco do Brasil nos últimos anos”

Com informações do balanço e histórico de atuação do banco, reflexões ajudam pensarmos o Banco do Brasil que queremos A segunda mesa de debates do 27º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil tratou do “Retrato do Banco do Brasil nos últimos anos”, com a participação do ex-gerente de Soluções do Banco do Brasil, de Jean Moreira Rodrigues, e da economista Nádia Vieira de Souza, do Departamento Intersindical e Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Jean Rodrigues abordou a discussão falando sobre as transformações na economia e nos modelos de negócio e como o Banco do Brasil se comportou no decorrer dessas mudanças. Inicialmente ele destacou que as transformações na economia mundial se caracterizam pela volatilidade, incerteza, complexidade, e ambiguidade dos cenários. “Ninguém imaginava a pandemia, por exemplo. Você não consegue fazer mais previsão. Antes, se faziam previsões para cinco ou dez anos. Isso não acontece mais. As novas tecnologias transformaram e pautaram os modelos de negócios. Isso impacta as economias e a própria indústria financeira”, pontuou. Jean Rodrigues ressaltou que a criação do Banco do Brasil aconteceu a partir de modelos de séculos atrás. Empresas e pessoas cada vez mais ficam menos equipados para compreender esse crescimento exponencial em que vivemos. Por outro lado, Jean destacou que o sistema bancário brasileiro é altamente concentrado, detém 77% dos ativos totais e 79% dos depósitos totais. “Isso faz com que o Banco Central regule essa concorrência baixa adotando uma série de medidas para promover maior competição no sistema bancário. São fintechs, é o PIX, o open banking, pagamentos e transferência de fundos em real-time”, exemplificou. Para acompanhar as mudanças, Jean afirmou que os bancos investem muito em tecnologia e um dos efeitos é a redução do número de agências. “Isso tem produzido impactos nas economias locais, mas também afeta o emprego bancário”, observou. Entre as décadas de 1930 e 1980, lembrou Jean, o Estado brasileiro promoveu o processo de industrialização com os bancos públicos. “A inciativa privada não teve interesse no passado e no presente esse interesse também é muito pouco”, observou. Jean Rodrigues destacou que a mudança no Banco do Brasil ocorreu a partir de 2016. “O banco nunca deixou de buscar a rentabilidade. Mas, até 2015, além do foco na rentabilidade, também tinha um foco muito grande no desenvolvimento do país. A partir de 2016, o governo Temer começou a fazer a mudança. O foco passou a ser mais a rentabilidade em si com uma insistência para buscar rentabilidade compatível com bancos privados. O Banco do Brasil deixa de ter papel de fomento da economia brasileira, que justifique a sua manutenção como uma empresa pública”, conclui. Balanço A economista do Departamento Intersindical e Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apresentou dados do balanço do Banco do Brasil no 1º semestre de 2021. O banco obteve lucro líquido ajustado de quase R$ 10 bilhões no 1º semestre de 2021, crescimento de 48,4% em relação ao mesmo período de 2020. No 2º trimestre, o lucro foi de R$ 5 bilhões, aumento de 52,2% em relação ao mesmo trimestre de 2020. Em um ano, o banco fechou 6.956 postos de trabalho e, do primeiro para o segundo semestre de 2021, essa redução de pessoal se acentuou ainda mais. Somente neste segundo trimestre, no escopo do Programa de Adequação de Quadros (PAQ) e do Programa de Desligamento Extraordinário (PDE), o banco reduziu seu quadro de pessoal em 2.358 funcionários. Além disso, em 12 meses, foram fechadas 390 agências e 33 postos de atendimento bancário e o número de clientes aumentou em 2,9 milhões. As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias alcançaram R$ 14,1 bilhões no ano, enquanto as despesas com pessoal, incluindo o pagamento da PLR, somou R$ 12 bilhões no período. Ou seja, somente com a receita de tarifas e serviços bancários, que representa uma parte ínfima de toda a arrecadação do banco, é possível cobrir todas as despesas com funcionários e ainda sobram 17,4% do valor. Fonte: Contraf-CUT

Saúde Caixa fecha painéis de debate do 37º Conecef

Agora, evento entra na plenária final O último painel do 37º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef), evento online realizado neste sábado (7), debateu o Saúde Caixa. O primeiro convidado foi Leonardo Quadros, presidente da APCEF/SP e membro do GT Saúde Caixa, que fez um resgate histórico do plano de saúde, desde a sua criação, passando pelos ataques que vem sofrendo desde 2016, até os atuais desafios. “Atualmente, todas as estatais estão lutando contra essas mudanças da CGPAR 23. Na Caixa, nós estamos resistindo, conseguimos nos acordos assinados neste período manter a proporção de 70/30, na divisão dos custos do plano, e – no acordo coletivo do ano passado – a gente discutiu com a Caixa um aumento nos valores dos itens de custeio para que a gente pudesse voltar a equilibrar a proporção por 70/30. Os itens de custeio não eram reajustados desde 2009. Além disso, o acordo coletivo de 2020 previa a criação do GT Saúde Caixa para que fossem discutidos formatos de custeio e de gestão do plano, visando proporcionar a sustentabilidade dele”, explicou. Ele explicou que a defesa pelo modelo de 70/30 é por ser um modelo que se mostrou sustentável, enquanto a gestão insiste em transferir custos para nós por meio da aplicação da resolução 23 da CGPAR, apesar dela não ser lei, não estar prevista em acordo coletivo, de existir outras estatais que não aplicam a resolução. “Nosso primeiro desafio é vencer essa limitação, para isso a gente tem de fazer a luta tanto no Congresso Nacional, quanto internamente pressionando a direção da Caixa. Vencida essa etapa, a gente vai precisar lutar contra o teto previsto no estatuto do banco. Esse é o único caminho que a gente enxerga para manter o Saúde Caixa financeiramente viável para os empregados como um todo”, finalizou. Alex Livramento, dirigente sindical do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região e membro do GT Saúde Caixa, lembrou que o GT Saúde Caixa já existia antes do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) assinado no ano passado. “Neste ano, o acordo previa que seria discutido modelo de custeio e de gestão. Nós até discutimos modelo de custeio, mas não abordamos modelo de gestão. Isso porque a Caixa não quer abrir mão de implementar as resoluções da CGPAR. Para os associados, isso representaria um aumento de mais de 67%. Por isso, deixamos claro que não discutiríamos essa possibilidade.  A gente tem conosco que as resoluções da CGPAR são um entulho golpista, que prevê uma série de mudanças prejudiciais para os trabalhadores, não só a mudança no custeio.” Albucacis Castro Pereira, gestor na área de saúde e consultor da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), lembrou que o Saúde Caixa é um plano nacional, de autogestão RH. “Ele é a melhor das possibilidades de um plano para os empregados e para a empresa. O seu custo se torna bastante melhor, de forma que esse custeio é baseado em três coisas fundamentais para um plano como esse: mutualismo – todos pagam e poucos usam –, solidariedade – que é fundamental num plano de autogestão, é quando você participa com um percentual de salário para o seu grupo familiar – , e por último pacto intergeracional, quando nós temos uma base com mais jovens e no pico um menor número de pessoas, aqueles que da base pagam um pouquinho a mais do que poderiam pagar no mercado, mas aqueles idosos que pagariam infimamente a mais no mercado e estariam impossibilitado de estar no plano, pagam menos e tem sua vida na aposentadoria segura. O Saúde Caixa foi construído para que todos os seus funcionários e dependentes tenham acesso a promoção, a prevenção e a assistência quando ficarem doentes.” Fonte: Contraf-CUT

Ataques aos planos de previdência complementar são debatidos no 37º Conecef

Claudia Ricaldini, diretora da Anapar afirma que os trabalhadores precisam entender a situação e trabalhar de forma coletiva O quinto painel do 37º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef), evento online realizado neste sábado (7), abordou os ataques aos planos de previdência complementar. “É preciso ter claro que resoluções, leis, normas são sempre decorrentes de uma determinada conjuntura. Desde 2013, acelerando ao longo do tempo, a gente vê uma tendência no Brasil de se desconstruir o sistema de proteção social, seja da previdência pública, seja da previdência complementar”, lamentou Claudia Ricaldoni, diretora da Associação Nacional dos Participantes de Previdência Complementar e de Autogestão (Anapar) e membro do Conselho Deliberativo da Forluz. “Nós temos uma conjuntura nacional e internacional de redução da cultura dos fundos de investimento, de maneira geral, e um aumento da longevidade. Esses dois fatores podem causar déficits, a depender do perfil de investimento que é feito nessas entidades. Esses déficits são suportados pela patrocinadora. Então, no final das contas, a desconstrução do conceito vitalício está ligada na transferência dos riscos inerentes aos planos de benefícios do patrocinador, para os participantes de maneira geral”, completou. Claudia Ricaldoni diz que a CGPAR 25 é um exemplo. “Ali dentro tem algumas pérolas, como a proibição ampla, geral e irrestrita da criação de planos com benefícios vitalícios. Os novos planos criados por estatais com controle direto do governo serão obrigatoriamente de contribuição definida. A CGPAR também fala da possibilidade de transferência de gestão. Você tem um fundo de pensão sem fins lucrativos e eles dizem que as patrocinadoras estatais podem avaliar a questão da economicidade, se é mais barato elas terem a fundação ou transferir a gestão desses planos de previdência para outros agentes gestores de previdência.” A diretora da Anapar explicou que a consequência dessa transferência está na liquidação de toda a estrutura de governança que os participantes conquistaram ao longo do tempo. “Porque nessas entidades com viés comercial não existe essa questão de paridade, de dois terços para mudar estatuto, não existe diretor eleito. Então, é para descontruir aquilo que os participantes vieram construindo ao longo do tempo.“ Claudia também chama atenção para a Emenda Constitucional 103, que permite a gestão dos planos de previdência de autarquia e entes públicos ser feita também por entidades abertas de previdência complementar. “Se a gente ler direitinho o texto constitucional, ele abre a possibilidade, inclusive, para a gestão das entidades abertas dos planos que existem hoje. Isso para nós deixa muito claro de onde está o poder, de fato, do Brasil hoje. Ele está dentro do mercado financeiro.” Para ela, os trabalhadores precisam entender a situação e trabalhar de forma coletiva. “Não estou prevendo o caos, mas a gente precisa ficar atento para isso. A destruição de um plano de benefício definido que ocorre em Manaus, por exemplo, não está desassociada da alteração do estatuto que a Funcef fez à revelia do que está na lei e a Previ aprovou. As coisas estão ligadas.” Claudia Ricaldoni reforça que não tem saída individual. “O Conecef é fundamental, porque vocês estão pensando em saídas para o grupo Caixa de forma coletiva, mas nós precisamos ampliar isso, porque o ataque é o mesmo, acontece em matizes diferentes, mas o conteúdo é o mesmo. Entendam, façam o diagnóstico correto, para que todos nós trabalhadores e trabalhadoras do fundo de pensão possamos resistir a todos os ataques que vem por aí”, finalizou. Fonte: Contraf-CUT

A defesa da Caixa precisa ser ampliada para o Congresso Nacional e para toda a sociedade

37º Conecef quer mostrar para todo o Brasil a importância do banco O painel a Caixa e seus empregados e a defesa no Congresso Nacional e na Sociedade abriu os trabalhos da tarde do 37º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef), evento online realizado neste sábado (7). A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) fez uma análise de conjuntura sobre a triste realidade política do país. “O governo constrói uma narrativa falsa que substitui a própria realidade. É a negação dos fatos. Nesta narrativa só cabem aqueles que estão de acordo com ela. Ou seja, o governo só reconhece o outro que são espelhos da sua forma de agir e pensar. Nós estamos vivendo uma ruptura da democracia. O governo está testando o poder das instituições e gerando rasgos na democracia. É um governo cheio de clandestinidades. É uma proposta que visa enfrentar diariamente a democracia.” Para Erika, Bolsonaro é uma fraude. “Sua eleição foi construída em cima da prisão de Luiz Inácio de Lula da Silva e em cima de um golpe. Nós temos um governo que está à mercê do capitalismo improdutivo, nas mãos do sistema financeiro, não há qualquer projeto de desenvolvimento nacional no Brasil.” Até por isso, segundo a deputada, a Caixa também está sendo vítima de uma profunda fraude. “O discurso que é feito pelo presidente da caixa e pelo presidente da república diz que eles são contra a privatização, mas a Caixa está sendo privatizada pelas suas subsidiárias e pela criação de um banco digital. A caixa está sendo privatizada com um discurso dos parlamentares e do governo de que a caixa não será privatizada. A caixa está sendo privatizada com o discurso muito covarde. Aliás, o discurso do ódio é muito covarde.” Erika Kokay classifica a venda de ativos nacionais em um momento de pandemia como crime. “Neste exato momento, você tem um governo que vai elaborando as suas ações para se desfazer das suas empresas. Cheio de interesses escusos. É um escândalo o que está acontecendo neste país. É uma destruição da soberania e a destruição da soberania nacional destrói um país. Portanto, estamos vivenciando a destruição de um país a passos largos. Estamos vivenciando um dos mais profundos ataques de uma concepção de Estado.” Ela lamentou o fato de sermos governados por um governo que é refém do mercado, refém do Centrão e refém dos fundamentalistas, que vai trabalhar para entregar partes do país para esses segmentos para poder se manter. “É um governo que prepara nitidamente um golpe, porque sabe que perderá nitidamente as eleições. Nos cabe, dentre outras coisas, defender as nossas empresas, denunciar a privatização da Caixa que está em curso, que eles negam porque são covardes. É preciso construir a defesa da Caixa, a defesa dos bancos públicos e construir a luta pela democracia, pela liberdade e pela existência das eleições em todos os cantos desse país.” Importância dos empregados para a luta Na sequência, Rita Serrano, representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa Econômica Federal, garantiu que os empregados da Caixa podem ser peça fundamental nesta luta. “Nós, empregados da Caixa, viemos fazendo história ao longo dos anos. Se o banco hoje ainda se mantém público é porque nós, as entidades sindicais, as entidades associativas, empunhamos a bandeira da defesa da instituição. Este compromisso se mostrou presente, mais do que nunca, agora na pandemia quando os empregados da Caixa, mesmo sob risco de contágio, sob pressão da direção do banco, pressão da impressa, pressão social, foram para a linha de frente atender milhões de brasileiros desamparados pela crise social e econômica que vem abatendo o país. Esse momento difícil consolidou o fato de que é necessário para o Estado ter instituições públicas de porte”, afirmou. Rita afirmou que, hoje no Brasil, infelizmente, há um processo de destruição do patrimônio público, destruição das políticas públicas, de desrespeito à vida. “Cabe a nós neste nosso congresso não só avaliarmos como nós enquanto empregados da Caixa iremos nos organizar para defender nossos direitos, como o Saúde Caixa, Funcef, melhorar as condições de trabalho, mas cabe a nós fazermos uma reflexão como cidadãos e cidadãs: afinal, que Brasil queremos para o futuro? Que Caixa queremos para o futuro? Nós queremos um Brasil onde a miséria e o desemprego tome conta, ou nós queremos um país onde as pessoas têm o direito a serem felizes, terem o que comer. Nós queremos um banco que execute políticas idênticas aos bancos privados ou nós queremos um banco que vá além e mantenha seu foco na organização também da melhoria de vida da população através de investimentos em habitação, em saneamento e amplie suas possibilidades de continuar cumprindo um papel fundamental para o país?”, questionou. Para a representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa, o futuro é maior que nosso presente. “Não podemos baixar a cabeça, não podemos perder nossa autoestima. A história provou e vou repetir que se hoje a Caixa se mantém púbica, se hoje temos uma Convenção Coletiva de Trabalho Nacional, um Acordo Nacional que garante direitos, é porque, ao longo dos anos, nós trabalhadores, as entidades sindicais e associativas estiveram na linha de frente, batalhando para que chegássemos a esse momento com conquistas que não podem ser perdidas. Então, vamos aqui fazer a nossa parte, refletir, definir ações para que a Caixa se mantenha íntegra, focada no desenvolvimento do país, com garantia aos direitos dos seus empregados e prestadores de serviços, mas também pensar, como já disse aqui, que país queremos? Nós temos o poder de mudar as coisas e precisamos acreditar nisso”, finalizou. Fonte: Contraf-CUT

Conecef começa a discutir defesa da Caixa e dos empregados

O 37º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal terá transmissão ao vivo pelas páginas da Contraf-CUT no Facebook e Youtube Começou na manhã deste sábado (7) o 37º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef). O evento, realizado online, tem como tema “Em defesa da Caixa e de seus empregados. Por um Brasil melhor”. Os painéis: “Democracia, direitos e vida”; “Ataques aos planos de previdência complementar”; “A meta é ter condições de trabalho e saúde”; “Caixa e seus empregados e a defesa no Congresso e na sociedade”, “A Caixa que queremos para o futuro do Brasil” e “Saúde Caixa” terão transmissão ao vivo pelas páginas da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) no Facebook e Youtube. “O 37º Conecef é um importante espaço qualificado de debates e orientação de luta para o movimento organizado dos empregados da Caixa. Mais do que nunca temos que ter unidade para mantermos a Caixa 100% Pública e defender também os nossos direitos. E a partir do Conecef aumentar a mobilização”, afirmou a coordenadora do GT e da CEE/Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária da Cultura da Contraf-CUT. Participarão do Conecef como convidados Helder Maldonado, repórter especializado em música e cultura pop, e Marcos Bezzi, jornalista coautor do livro “Como o Rock Pode Ajudar Você a Empreender”. Os dois participarão da mesa “Democracia, Direitos e Vida”. Também participarão a médica Maria Maeno, pesquisadora da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho; Cláudia Muinhos Ricaldoni, diretora da Associação Nacional dos Participantes de Previdência Complementar (Anapar). Também participam Erika Kokay, deputada federal (PT-DF); Rita Serrano, representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa; Fausto Augusto Junior, diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos; Leonardo Quadros, presidente da APCEF/SP e membro do GT Saúde Caixa; Alex Livramento, dirigente sindical do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região; Albucacis Castro Pereira, gestor na área de saúde e consultor da Fenae. Os delegados inscritos antecipadamente receberam links individuais para completarem sua inscrição e terem acesso à plataforma de participação e votação. Confira a programação completa: 10h05 – Painel 1 – Democracia, diretos e vida Coordenação da mesma: Fabiana Uehara e Jorge Furlan Convidados(a): Galãs Feios Helder Maldonado – É repórter especializado em música e cultura pop, com passagens pelo IG, Revista Sucesso!, Editora Escala, Terra e Record TV. Maior lenhador de bonsai que você respeita, é o criador da página Galãs Feios. Marco Bezzi – É jornalista com passagem pela Ed. Abril, Estadão e Record TV. Participou de especiais na MTV e no Multishow e é coautor do livro Como o Rock Pode Ajudar Você a Empreender, lançado em 2016 pela Saraiva/Benvirá. Mostruário de kits, chegou para instalar outras redes sociais na Galãs. 10h30 – Painel 2 – A meta é ter condições de trabalho e saúde Coordenação da mesa: Eliana Brasil Campos; Edson Luiz Heemann e Odaly Bezerra Medeiros Convidado(a): Maria Maeno – Médica e pesquisadora da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho, atualmente do Ministério da Economia. 11h20 – Painel 3 – Ataques aos planos de previdência complementar Coordenação da mesa: Carlos Augusto Silva (Pipoca); Tatiana Oliveira e Zelário Bremm Convidado(a): Claudia Ricaldini – Diretora da Anapar e membro do Conselho Deliberativo da Forluz 12h – Almoço 13h – Painel 4 – A Caixa e seus empregados e a defesa no Congresso Nacional e na Sociedade Coordenação da mesa: Emanoel Souza de Jesus; Michele Maria Venzo e Antônio Abdan Convidados(as): Rita Serrano – Representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa Econômica Federal Erika Kokay – Deputada Federal PT-DF 14h – Painel 5 – A Caixa que queremos para o futuro do Brasil Coordenação: Rachel Weber; Edgard Antônio Bastos Lima (FENACEF) e Márcio Wanderley Lopes Fausto Augusto Junior – Diretor técnico do Dieese – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos 15h – Painel 6 – Saúde Caixa Coordenação: Rogério Campanate; Clarice Weisheimer e Helaine Freire Evangelista Convidados: Leonardo Quadros – Presidente da APCEF/SP e membro do GT Saúde Caixa Alex Livramento – Dirigente sindical do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região e membro do GT Saúde Caixa Dr. Albucacis Castro Pereira – Gestor na área de saúde e consultor da Fenae 16h – Plenária final Coordenação: Fabiana Uehara e Jorge Furlan Fonte: Contraf-CUT

Congressos dos bancos públicos refletem sobre o Brasil que quereremos

Ataques aos bancos, empresas públicas e a toda a classe trabalhadora é destaque da abertura dos eventos Na abertura dos congressos dos bancos públicos federais, na noite desta sexta-feira (6), a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, destacou a importância das entidades sindicais da categoria bancária na defesa dos bancos públicos, das demais empresas públicas e da classe trabalhadora. “Nossa organização é nacional, com militantes em todas as regiões do país. Por isso, temos a obrigação de defender os bancários e as bancárias desses bancos, mas também temos obrigação de defender esses bancos como ferramenta de desenvolvimento econômico com distribuição de renda. Esses bancos têm um papel social, eles foram criados para isso”, disse Juvandia “Temos que ter um o projeto de nação, de soberania nacional e é isso que está sendo atacado. A democracia está sendo atacada. Nós somos representantes dos trabalhadores, estamos do lado dos trabalhadores e vamos estar sempre, sempre que tiver um ataque nós vãos lutar contra. Taí a importância de estar realizando os congressos dos bancos públicos neste momento. Nós não podemos achar normal que mais de meio milhão de brasileiros perderam a vida, porque não tinha vacina, porque o governo não quis comprar vacina. É uma política genocida e essa política genocida, é uma política entreguista também, que ao mesmo tempo entrega as empresas públicas, que é isso que está acontecendo. O Estado tem que ser o indutor de desenvolvimento, o Estado tem que fazer o papel de distribuir renda. A gente tem que debater nesses congressos que Brasil que a gente quer e como é que esses bancos, como ferramentas, podem contribuir para um Brasil inclusivo, com justiça social, um Brasil feliz e não um Brasil como o que a gente está vendo, que é triste, é dolorido e deprimentes. A gente abre aqui esse congresso com essa obrigação, de debater os problemas que os bancários e as bancários dessas instituições estão vivendo, mas também de debater o papel dessas instituições para que a gente tenha de verdade um projeto nacional, um país soberano, democrático. Nós temos que defender a democracia.” Ivone Silva, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e coordenadora do Comando Nacional, lembrou que em uma noite de sexta-feira tem muita gente participando do Congresso dos Bancos Públicos, lutando por um país melhor, para defender as empresas públicas. “Temos que lutar para manter nossos direitos, nossa convenção coletiva, nossos acordos de bancos públicos e privados. Foi muita luta e resistência da categoria, de gente que veio antes de nós. Estamos garantindo direitos para as futuras gerações”, disse Ivone Silva. Ela lembrou que temos atualmente um “governo fascista, de retirada de direitos”, assim como temos um Congresso tem retirado direitos. A presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região alertou que todos os dias são aprovadas Medidas Provisórias e leis que retiram direitos da população. “Um exemplo é a MP1045, e lembro que lutamos para retirar a MP 936 e agora temos de volta a discussão da jornada de oito horas para os bancários. Nossa luta é muito maior do que nossa categoria. Hoje é contra a retirada de direitos que esse governo promove. Todos os sindicatos têm lutado bastante, conversando com bancárias e bancários, para cobrar seus deputados, para não cometer essas atrocidades”. Ivone citou o grande número de desempregados, os milhões de pessoas que não têm o que comer, ou os milhões que moram ruas. “Isso é uma política de estado, do capital especulativo. É desgaste do estado promovido pela imprensa, pelo Ministério Público e pela Justiça, um desgaste contra a população”, afirmou Ivone Silva. A presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região citou outros ataques aos direitos trabalhistas como os promovidos pelas empresas de aplicativos que exploram os motoristas. “São os mesmos ataques promovidos pelas fintechs, elas exploram pessoas que fazem serviços bancários mas não são bancários. Temos os desafios no ano que vem, de renovação da das convenções coletivas. Mas também temos que manter forte a luta contra a privatização dos bancos públicos”, completou. Fabiana Uehara, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) e secretaria da Cultura da Contraf-CUT. “A gente precisa reforçar a nossa luta em defesa dos bancos públicos, em defesa das empresas públicas, porque o papel dos bancos públicos é, principalmente, diminuir a desigualdade social tão gritante no nosso país. Se não fosse os bancos públicos, não teríamos política de investimento em cultura, saneamento, saúde e educação. São os bancos públicos, a exemplo do que aconteceu em 2008, que fazem a política anticíclica para a retomada do desenvolvimento, principalmente, em momento de crise econômica. O congresso dos bancos públicos vem reforçar essa luta pelas nossas instituições, que acima de tudo é patrimônio do povo brasileiro. No caso da Caixa, no 37º Conecef que acontece amanhã, a gente vem reforçar não só a defesa da Caixa 100% Pública, é para defender os empregados, seus direitos conquistados ao longo do tempo. É para defender, inclusive, a população. Enquanto empregada da Caixa, que eu tenho o maior dessa empresa, parabenizar todos os empregados e todos os colaboradores, porque quem faz a Caixa não é a direção da Caixa, somo nós que lutamos todos os dias atendendo a população, fazendo nosso melhor. Se a gente não faz mais, é porque não temos infraestrutura. Por isso a gente também luta por mais contratações, porque isso também fortalece não só a questão das melhorias das condições de trabalho, mas também fortalece nosso banco, fortalece a Caixa. Quanto mais empregados para a Caixa, mais Caixa para o Brasil.” A gente vive um momento importante no debate sobre as privatizações. Um governo que diz que os funcionários são importantes para o Banco do Brasil, mas que demite funcionários e desmonta o banco. Assim como acontece com os Correios, com a Caixa e com todas as empresas públicas e programas sociais. Um governo que