Ameaças da reforma administrativa são aprovadas em comissão

A Comissão Especial da reforma administrativa da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (23) um projeto substitutivo do deputado Arthur Oliveira Maia (DEM-BA) à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32, a chamada reforma administrativa. O substitutivo foi aprovado com 28 votos contra 18 dados pela oposição. A PEC 32 acaba com a estabilidade do servidor público e também dos trabalhadores das empresas públicas, incluídos os bancos. Traz sérios impactos à vida de toda a população e afeta qualquer retomada de desenvolvimento econômico. O substitutivo aprovado privatiza a gestão de órgãos públicos por meio de convênios. Para a oposição, os convênios podem desviar recursos da Saúde e da Educação e prejudicar a qualidade de serviços públicos. Outro retrocesso são as contratações temporárias, por até dez anos. “Essa ‘deforma’ administrativa carrega o DNA desse governo corrupto e incompetente. Só traz prejuízos, tanto ao serviço público como aos seus servidores. É um verdadeiro desmonte do Estado baseado em premissas falsas por parte do governo Bolsonaro, seus seguidores e a bancada empresarial no parlamento que quer substituir empregados concursados por contratos milionários com suas empresas. O povo brasileiro e o funcionalismo público têm que dar a resposta nas urnas”, criticou o secretário de Ralações do Trabalho da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Jeferson Meira, o Jefão, que acompanha os projetos de interesse da categoria bancária no Congresso.. Plenário pode rejeitar “O governo Bolsonaro manobrou, mudou composição da sua base e conseguiu aprovar a PEC 32 na Comissão Especial. Mas sabemos que é uma vitória de Pirro, porque o governo não tem 308 votos no Plenário. A oposição segue unida e forte com servidores e servidoras contra a PEC. A luta continua”, postou em seu Twitter a deputada federal Erika Kokay (PT-DF). “A PEC é ruim para os servidores e péssima para os cidadãos que usam os serviços públicos. Por isso, o governo terá muita dificuldade de aprovar a PEC no Plenário. Já na Comissão Especial, o governo teve que trocar os membros na última hora para conseguir os votos”, destacou o advogado Marcos Rogério de Souza, assessor jurídico na Liderança do PT. A bancada de apoio ao governo jogou peso para aprovar a PEC. Um exemplo da corrida dos governistas à comissão aconteceu com o Partido Novo, que tem oito deputados na Câmara e foi em peso à reunião com sete parlamentares. No plenário, haverá mais resistência à reforma. Fonte: Contraf-CUT
COE e Bradesco retomam mesa de negociação da minuta específica

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco se reuniu com o banco no final da tarde desta quarta-feira (22) para debater alguns pontos da minuta específica de reivindicação, resultado do Encontro Nacional dos Funcionários do Bradesco – realizado no início de agosto. O Bradesco informou a suspensão do rodízio entre os trabalhadores da rede de agências, a partir de 4 de outubro, que acontece desde o início da pandemia do coronavírus (Covid-19). O banco justificou a decisão por conta de o movimento de flexibilizações das restrições sociais dos governos estaduais impactar nas agências, com aumento no volume de atendimento. Na sequência, o Bradesco propôs iniciar as negociações para o plano de retorno também nos prédios administrativos. Os representantes dos trabalhadores reivindicam o estabelecimento de alguns critérios, como o retorno gradual, apenas com trabalhadores totalmente imunizados que se voluntariarem e de forma escalonada para evitar aglomerações na entrada e na saída com número limite. O banco concordou com os termos e ainda garantiu que não haverá convocações para o retorno dos trabalhadores do grupo de risco em nenhuma das áreas, que foi outro pedido da COE. Os representantes dos bancários cobraram ainda a manutenção e o cumprimento dos protocolos de saúde e segurança, negociados desde o início da pandemia, como uso de máscara por clientes e funcionários, manutenção do distanciamento, álcool em gel, e a melhoria na qualidade das máscaras fornecidas aos funcionários. Além da aplicação do protocolo em caso de testagem positiva de Covid-19, com sanitização, isolamento dos funcionários e fechamento da agência ou departamento. O Bradesco acatou e se comprometeu a reforçar a comunicação para toda organização Bradesco. “O retorno à mesa de negociação foi muito importante. Ainda mais num momento como este, em que precisamos garantir a saúde e a segurança dos trabalhadores que voltarão ao trabalho presencial, seja de forma contínua pelo fim do rodízio nas agências, ou de maneira escalonada, com os voluntários que estão em home office no momento”, afirmou a coordenadora da COE Bradesco, Magaly Fagundes. “Nesta reunião valorizamos a importância do espaço historicamente criado pelo movimento sindical bancário de negociação continua com os bancos para garantir respeito aos trabalhadores”, completou. Ficou definido que o retorno ao trabalho presencial nos prédios administrativos começará em forma de projeto-piloto, a partir de 4 de outubro, apenas em São Paulo. “Fazer o retorno gradual e dialogando com o movimento sindical é uma medida importante. É fundamental que os bancários dos centros administrativos nos avisem, caso ocorra o descumprimento do que acordamos nessa reunião. Ficaremos atentos, como sempre estivemos”, garantiu a representante do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região na COE Bradesco, Erica Oliveira. Testagem Covid-19 A COE Bradesco solicitou a expansão do teste para os familiares dos funcionários. O banco ficou de dar retorno posteriormente. Horário de atendimento Questionado sobre possível mudança no horário de atendimento nas agências, o Bradesco afirmou que mantém o reduzido horário para o público normal, das 10h às 14h. Para os aposentados, em dia de pagamento, das 8h às 14. Em dias normais, das 9h às 14h. Flexibilização dos trajes A COE Bradesco reivindicou a flexibilização da necessidade de trajes sociais para o trabalho devido ao calor que passará a fazer em todo o Brasil com a chegada do verão. Emprego A Comissão de Organização dos Empregados denunciou o aumento das demissões em todo o Brasil, de acordo com o registro dos sindicatos, e reforçou a prioridade da manutenção do emprego. Pauta de reivindicações específicas A COE Bradesco solicitou a retomada de negociação da pauta específica, do acordo de teletrabalho, emprego, valorização dos funcionários e plano de saúde/odontológico. A representação dos trabalhadores e o Bradesco voltam a se reunir na segunda quinzena de outubro para debater as reivindicações dos funcionários do Bradesco. Fonte: Contraf-CUT
Comando Nacional apresenta pesquisa sobre teletrabalho para Fenaban

Categoria sofre com mais custos domésticos, enquanto bancos fizeram grande economia com teletrabalho O Comando Nacional d@s Bancári@s se reúne nesta sexta-feira (24) com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para discutir o teletrabalho. Na ocasião, será apresentada a 2ª Pesquisa de Teletrabalho da Categoria Bancária. A pesquisa avaliou as condições para a categoria realizar o teletrabalho, após mais de um ano de duração dessa modalidade, durante a pandemia da Covid-19. Uma das preocupações do Comando é com a questão do retorno ao trabalho presencial, que começa a ser feita pelos bancos sem negociação ou critérios definidos. “É importante retomarmos esse debate com os bancos porque temos pontos importantes a serem tratados como a questão do retorno ao trabalho presencial. Sabemos que já começam as pressões para que bancárias e bancários retornem ao trabalho presencial, mas é preciso haver critérios claros. A pesquisa mostra também como a categoria avalia as condições do teletrabalho. Há avanços, mas também problemas a serem superados”, declarou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT, Juvandia Moreira, coordenadora do comando Nacional. A 2ª Pesquisa de Teletrabalho da Categoria Bancária revela pontos que devem ser aperfeiçoados nessa modalidade de serviço e coletou respostas de 12.979 bancários e bancárias de todo o país. Na primeira pesquisa, realizada no ano passado, foram ouvidos 10.939 bancários e bancárias. A categoria bancária foi pioneira e boa parte dela foi deslocada para o teletrabalho assim que começou a pandemia. Na ocasião, o teletrabalho foi negociado pelo Comando junto à Fenaban. Carestia A disparada da inflação, que em 12 meses registrou alta de 9,68% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), pesou mais nas despesas das bancárias e bancários que foram trabalhar em casa com custos maiores de energia elétrica, alimentação, gás, etc). Enquanto isso bancos economizaram R$ 766 milhões, na comparação das despesas administrativas entre 2019 e 2020. “A população brasileira, e aí também está a categoria bancária, sofre com a alta de preços, com a inflação. A carestia agrava uma situação já enfrentada pelas bancárias e bancários com mais custos domésticos no teletrabalho. Já os bancos foram extremamente beneficiados com o teletrabalho. Isso precisa ser discutido e a categoria ter compensações com a alta nas suas despesas domésticas”, ressaltou a presidenta da Contraf-CUT. Fonte Contraf – CUT
Sindicato dos Bancários realiza assembleia extraordinária sobre ACT da Poupex nesta sexta, 24
Coletivo Nacional de Saúde da Contraf-CUT debate situação dos bancários

O Coletivo Nacional de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) se reuniu, na última sexta-feira (17), para debater a situação atual das condições de trabalho e a saúde da categoria. O principal ponto em discussão é o retorno dos trabalhadores do grupo de Risco da Covid-19. Para Mauro Salles, secretário de Saúde da Contraf-CUT, este retorno ainda não é seguro neste momento e deve ser negociado. “Foi consenso a preocupação com as medidas de alguns bancos de chamar para retorno presencial ao trabalho de colegas do grupo de risco neste momento, no qual a pandemia ainda não está controlada. Não consideramos o momento adequado de volta ao trabalho presencial, uma vez que a vacinação está longe do que pregam os especialistas, ou seja, pelo menos 70% da população vacinada com as doses completas. Ainda temos um número alto de óbitos, a vacinação está lenta e desigual e novas variantes surgiram preocupando as instituições sanitárias. Lembramos do compromisso de que eventual volta seja negociada com o movimento sindical e que seja feita no momento em que as condições sejam adequadas”, afirmou. Os dirigentes sindicais acreditam que uma eventual volta do grupo de risco, quando a situação esteja segura, somente deve ocorrer com a vacinação completa, com a realização de exames de retorno para avaliar as reais condições de saúde. Outra preocupação é com as sequelas causadas pela Covid-19, apontou Mauro Salles. “Temos relatos de colegas que voltam ao trabalho com limitações causadas por sequelas, impactando na sua atividade profissional e em sua saúde. Cobramos que os bancos, através de serviço médico, avaliem as reais condições de todos os trabalhadores que tiveram Covid-19, garantindo afastamento, se necessário, e tratamento adequado.” Protocolo de ambiente de trabalho seguro Na reunião, foi discutida também a preocupação com as condições dos ambientes de trabalho para quem está de forma presencial. “É vital que haja protocolos de segurança transparentes que evitem aglomeração, garantam distanciamento, com fornecimento de máscaras, higienização constante, afastamento de casos suspeitos, confirmados e dos contatantes e que haja circulação de ar adequada nos ambientes de trabalho, entre outras medidas. Para isso, é importante que seja finalizada a negociação de um protocolo base para servir de parâmetro das medidas protetivas necessárias”, disse Mauro Salles. Foi debatido também a necessidade de intensificar a campanha de conscientização dos trabalhadores dos riscos trazido pela pandemia que demanda manter os cuidados, uso de máscaras e da importância da vacinação. Mesa Permanente de Negociações O Coletivo Nacional de Saúde da Contraf-CUT destacou a necessidade de retorno da Mesa Permanente de Saúde entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). O tema foi debatido inclusive na última Conferência Nacional dos Bancários. “Mais do que nunca, ganham relevância os temas que estavam sendo tratados antes da Pandemia. É premente que seja garantida uma política adequada de prevenção com um Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional (PCMSO) efetivo. As LER/DORT continuam preocupantes, mas o adoecimento psíquico causado pela pressão por resultados, metas abusivas e assédio moral torna-se preocupação central”, explicou o secretário. “Precisamos retomar o debate sobre as metas abusivas pois a pressão não arrefeceu, com a situação ficando mais grave diante da própria pandemia e das reestruturações praticadas pelos bancos com demissões e descomissionamento. Isso tudo, somado a termos que lidar com os perigos da pandemia, o que tem causado muito sofrimento, incerteza, insegurança e adoecimento”, completou. De acordo com o coletivo, os serviços médicos dos bancos precisam mudar de postura e serem voltados para atender, acompanhar e garantir tratamento às pessoas e não ser um apêndice dos departamentos de pessoal e jurídico. “Isso é mais necessário neste momento, pois o grau de adoecimento é elevado e tendo um novo risco, o biológico, a Covid-19, com as inúmeras sequelas, o que demanda uma atenção adequada para avaliar os ambientes, acompanhar a saúde dos trabalhadores, garantir um tratamento adequado e que não haja perda salarial nem na carreira caso tenha que tratar-se. Por isso, não podemos aceitar que continue a postura de dificultar o acesso a tratamento e assistência previdenciária através de uma série de empecilhos”, finalizou Salles. Fonte: Contraf-CUT
Caixa desconta PLR de empregados com dívida com o banco

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) enviou nesta sexta-feira (17) um ofício à Caixa Econômica Federal requerendo providências imediatas quanto à captura de valores das contas de empregado que têm dívidas com a Caixa. O banco aproveitou o pagamento dos valores referentes à primeira parcela da Participação dos Lucros e/ou Resultados (PLR) para acessar as contas dos trabalhadores e descontar os valores. “A empresa não pode se valer da condição de ser simultaneamente empregador e instituição financeira para promover descontos ou compensação de créditos/débitos de origem diversa e não compensáveis nas contas dos empregados”, afirmou a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária de Cultura da Contraf-CUT. “A legislação vigente não autoriza a cobrança à força, de um crédito meramente alegado pelo empregador, sem contraditório, sem ampla defesa e sem apreciação judiciária, não podendo a Caixa se valer da sua posição para invadir a conta bancária do empregado”, completou. Em seu ofício, a Contraf-CUT observa que “o Acordo Coletivo de Trabalho relativo à participação dos empregados nos lucros e resultados – PLR, exercícios 2020 e 2021, também não prevê, muito menos autoriza qualquer compensação (cláusula 11, parágrafo sétimo)”. “A Caixa efetuou, de forma arbitrária, a retenção de valores pagos a título de PLR para quitar débitos pessoais de empregados, em total afronta ao direito à intimidade, previstos nos incisos X e XII do artigo 5º da Constituição Federal”, ressaltou a coordenadora da CEE. LGPD Fabiana explicou ainda que o trabalhador, na qualidade de consumidor e empregado, também se enquadra no conceito de titular de dados pessoais conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709 de 14 de agosto de 2018). A Lei resguarda os direitos fundamentais de liberdade, de privacidade e de livre desenvolvimento da personalidade (art. 1º), obrigando a pessoa jurídica que obtenha e realize tratamento de dados de titulares em geral, o fazer em respeito à boa-fé e aos princípios dispostos no artigo 6º. “Sendo o pagamento da PLR obrigação contratual decorrente do vínculo de emprego, prevista nos Acordos Coletivos da categoria, no âmbito da relação empregatícia, os dados dos titulares empregados devem ser tratados dentro da base legal condizente com a relação de trabalho. Qualquer outro dado do titular, não relacionado com o vínculo de emprego – tais como: empréstimos, contratos de financiamento, compra de produtos, dívidas, consórcios, investimentos, valores em poupança – não pode ser tratado, tampouco servir de fundamento para o descumprimento de obrigação contratual trabalhista, porque está inserido na esfera da relação comercial no âmbito do direito do consumidor entre a Caixa e seus clientes (nesse caso, seus empregados)”, diz o ofício da Contraf-CUT. Para Fabiana, a Caixa empregadora não possui legitimidade para utilizar essas informações e dados. “O compartilhamento de dados do empregado pela Caixa fornecedora de serviços bancários com a Caixa empregadora é, portanto, abusivo, em desacordo com os princípios da LGPD e desadequado com relação às bases legais previstas no art. 7º da Lei”, explicou. “A conduta da Caixa viola frontalmente os direitos fundamentais de liberdade, de privacidade e do livre desenvolvimento da personalidade, dentre eles os direitos trabalhistas, protegidos no artigo 7º, incisos VII, X e XI da Constituição Federal”, disse a dirigente. A Contraf-CUT finaliza seu ofício requerendo “a imediata regularização, com o reembolso aos empregados de quaisquer valores descontados a título de antecipação ou adiantamento da PLR em razão de suposto saldo devedor”. Fonte: Contraf-CUT
Funcionários do Itaú recebem PLR e PCR no dia 23

Os bancários do Itaú receberão, no dia 23, a antecipação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e o pagamento do Programa Complementar de Resultados (PCR). O valor pago será de r$ 3,070,95. Esse valor será corrigido pelo índice da campanha salarial deste ano e o complemento será pago no ano que vem. “Na atual conjuntura, o PCR é muito importante. Foi uma conquista dos funcionários do banco. Com o PCR, todos os anos buscamos melhorar a verba, em cima do lucro do banco, que cresce, graças ao esforço dos trabalhadores”, disse Jair Alves, coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú. O PCR é uma conquista dos bancários do Itaú, em negociação iniciada em 2003, e mantida no acordo bianual específico para a verba. Outra informação é que a 13ª cesta será paga no dia 27 de outubro. Fonte:Contraf-CUT
Trabalhadores se mobilizam contra a Reforma Administrativa

Lideranças de trabalhadores se reúnem nesta quarta-feira (15) para organizar a pressão contra os parlamentares que vão votar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 32, a chamada Reforma Administrativa. Na quinta-feira (16), serão feitas visitas aos gabinetes dos deputados federais que vão votar a proposta, para pressioná-los a rejeitar mais esse ataque aos trabalhadores. A PEC 32 extingue a estabilidade de futuros servidores, amplia a contratação de comissionados, reduz concursos públicos e acaba com garantias como adicionais por tempo de serviço e promoções de carreira. Também acentua as propostas de enxugamento do Estado e acaba com a estabilidade de futuros servidores. Permitirá que a cada eleição os poderes possam demitir e contratar pessoal sem concurso público e sem exigência de qualificação, por tempo determinado, privilegiando maus políticos, que certamente contratarão seus apadrinhados. A reforma administrativa facilita ainda mais a privatização das empresas e bancos públicos e afeta a categoria bancária. “Assim como o governo agora tenta a privatização dos Correios, com a Reforma Administrativa terá um cenário ainda mais favorável para vender os bancos públicos, que são ferramentas de indução de políticas econômicas. Como o governo Bolsonaro não está interessado em reativar o desenvolvimento do país, não se interessa pelos bancos públicos”, afirmou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira. Com a PEC 32, o servidor perde direitos e a população, o serviço público, tão essencial em momentos de crise, como mostrou este período da pandemia da Covid-19. “Foi com o começo da pandemia que os bancários da Caixa Econômica realizaram um serviço essencial de atendimento à população com o pagamento do Auxílio Emergencial. Serviço público como o SUS é fundamental para socorrer a população, principalmente em momentos como este que vivemos. Desestruturar o serviço público, como é a proposta da PEC 32, é um desastre para o país”, ressaltou Juvandia Moreira. Na terça-feira (14) pela manhã, houve manifestação contra a PEC 32 em Brasília. Centenas de trabalhadores se reuniram no aeroporto da cidade, para recepcionar os parlamentares que chegavam para a semana de votação no Congresso. Na parte da tarde foi realizada uma caminhada até o Anexo 2 da Câmara dos Deputados. Em 18 de agosto, foi realizado o Dia Nacional de Mobilização e Paralisação contra a Reforma Administrativa, com manifestações de categorias profissionais em todo o Brasil. A Contraf-CUT se integrou à mobilização, que também contou com uma greve geral dos servidores públicos das três esferas de governo: federal, estadual e municipal. Fonte: Contraf-CUT
Banco do Brasil como instrumento para o Brasil voltar a crescer

Como forma de divulgar as resoluções finais do 32º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, realizado no dia 8 de agosto, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) disponibilizou na área restrita de seu site uma edição especial do boletim O Espelho. O conteúdo, escrito de maneira simples e didática, apresenta para as funcionárias e funcionários do BB as razões pelas quais são necessárias a defesa dos bancos públicos e do papel dessas instituições para o desenvolvimento do Brasil e redução das desigualdades regionais. O material foi disponibilizado para todos os sindicatos e federações que fazem parte do Comando Nacional dos Bancários. Fonte: Contraf-CUT
Santander pagará PLR no dia 30

O banco Santander pagará a parcela da Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) aos funcionários no dia 30 de setembro, último dia para o pagamento definido na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. Na mesma data serão pagos os valores referentes ao Programa Próprio Específico (PPE). “Infelizmente, mais uma vez, o Santander deixará o pagamento para o último dia estabelecido em nosso acordo coletivo. Dentre os cinco maiores bancos do país, será o último a pagar”, observou o secretário de Assuntos Socioeconômicos e representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) nas negociações com o banco, Mario Raia. “É a prova de que o banco ‘valoriza’ os trabalhadores”, completou. Aos empregados dispensados sem justa causa, o pagamento será efetuado na proporção de 1/12 (um doze avos) do valor, por mês trabalhado ou fração igual ou superior a 15 quinze dias, conforme prevê a CCT de PLR. PPE O Programa Próprio Específico (PPE) é pago apenas para áreas elegíveis e suas regras não são discutidas com os sindicatos. Obedece critérios de produtividade e de notas de feedback que nem sempre seguem critérios claros e justos, sendo, na maior parte das vezes, submetidas à avaliação do gestor. Acordo de dois anos O dirigente da Contraf-CUT ressaltou ainda que a PLR não é um benefício dado pelo banco, mas sim um direito conquistado pela categoria e que é negociado a cada campanha. “Receber PLR é um direito que conquistamos faz algum tempo, mas foi o acordo de dois anos, que realizamos no ano passado, que vamos receber a PLR neste valor e neste formato de distribuição”, observou. Mario destacou ainda importância de os trabalhadores perceberem que a PLR, o reajuste e tantos outros direitos não são benefícios, mas conquistas. “Quando se tem esta percepção, começamos a nos unir para lutar por aquilo que queremos. Por isso, o banco tenta dizer que é benefício e não direito conquistado. Mas, sabemos que são conquistas obtidas com muita luta”, completou Mario Raia. Regra conquistada A PLR total da categoria bancária (a antecipação paga agora em setembro, mais a segunda parcela, que será paga até o final de março de 2022) corresponde a 90% do salário-base acrescido das verbas fixas de natureza salarial, mais o valor fixo, neste ano, de R$ 2.807,03. Se a soma do valor total da “Regra Básica” da PLR de todos os funcionários for inferior a 5% (cinco por cento) do lucro líquido do banco, o valor individual deverá ser majorado até alcançar 2,2 salários do empregado, limitado ao valor de R$ 33.128,21, ou até que o valor total da “Regra Básica” da PLR atinja 5% (cinco por cento) do lucro líquido, o que ocorrer primeiro. Além disso, tem uma parcela adicional, cujo valor é determinado pela divisão linear da importância equivalente a 2,2% do lucro líquido do banco pelo número total de empregados elegíveis, de acordo com as regras estabelecidas, até o limite individual de R$ 5.614,06. Outra conquista sobre a PLR é a antecipação, a ser paga até, no máximo, 30 de setembro, do valor correspondente a 54% do salário-base mais verbas fixas de natureza salarial, acrescido do valor fixo de R$ 1.684,21, além da parcela adicional, com valor equivalente a 2,2% do lucro líquido apurado no 1º semestre de 2021, até o limite individual de R$ 2.807,03. “No ano passado, em decorrência da pandemia que assola o mundo e deixou o país em frangalhos devido à precária gestão sanitária do governo Bolsonaro, o banco antecipou para setembro o pagamento do valor total da PLR, não apenas os 54% estabelecidos no acordo. Ainda estamos vivendo sob o Estado de Calamidade determinado em função da pandemia, mas neste ano, lamentavelmente, o banco não teve a mesma atitude”, lamentou o dirigente da Contraf-CUT. Fonte: Contraf-CUT