Caixa atende pedido da Contraf-CUT e prorroga teletrabalho

Nova data prevê modalidade de trabalho em home office até o final de 2021 A Caixa Econômica Federal comunicou a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) que o prazo para a continuidade da modalidade de teletrabalho nas unidades do banco foi prorrogado até o final de 2021. A Contraf-CUT havia enviado ofício ao banco no dia 14 de setembro fazendo esta solicitação e reiterado o pedido na última segunda-feira (27), devido à persistência da pandemia do novo coronavírus, causador da Covid-19. A data prevista para o retorno ao trabalho presencial no acordo específico de teletrabalho em decorrência da pandemia se encarraria nesta quinta-feira (30). “A Caixa atendeu nosso pedido de prorrogação do home office, o que é importante pois a pandemia ainda não acabou. Poderia não ter deixado a prorrogação pra última hora, pois isso afeta milhares de colegas e também suas famílias e interfere diretamente no dia a dia e na programação dos trabalhadores. Mas, os debates continuam pra proteger e dar melhores condições de trabalho para aqueles que estão trabalhando presencialmente, sobrecarregados devido ao excesso de atendimento e metas desumanas”, disse a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária de Cultura da Contraf-CUT. Fonte: Contraf-CUT
Depois de convite atabalhoado, funcionários garantem negociação para retorno ao trabalho presencial no BB

Reunião é uma reivindicação da representação dos funcionários desde que o BB convidou trabalhadores a se voluntariarem A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reúne, na tarde desta quinta-feira (30), com a direção do Banco do Brasil para negociar o retorno ao trabalho presencial. A reunião é uma reivindicação da representação dos funcionários desde que o Banco do Brasil começou a emitir convite para os trabalhadores se voluntariarem a voltarem a trabalhar presencialmente. “Esta negociação e fundamental para criarmos um protocolo com medidas que garantam a saúde e a segurança dos trabalhadores”, afirmou o coordenador da CEBB, João Fukunaga. “Nós acreditamos que ainda não é o momento para a volta de todos os trabalhadores, principalmente os do grupo de risco, mas faremos o possível para preservar a vida dos funcionários do banco do Brasil”, completou. “O convite foi feito pelo Banco sem qualquer negociação com os representantes dos trabalhadores, de forma desorganizada, inclusive com funcionários sendo convocados e depois enviados novamente para o trabalho remoto”, lamentou Kleytton Moraes, presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília e membro da CEBB. “Precisamos estabelecer parâmetros. Não podemos colocar os trabalhadores em risco e contar com o bom senso de cada gestor, muitos que só mudam de postura após pressão dos Sindicatos”, finalizou. Fonte: Contraf-CUT
Negociação sobre retorno ao trabalho presencial será nesta sexta-feira (1º)

Bancos querem que retorno ao trabalho presencial aconteça mesmo com pandemia descontrolada Será retomada nesta sexta-feira (1º de outubro) a Mesa Permanente de Saúde da categoria bancária e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para definir o protocolo de segurança contra a Covid-19. A preocupação de bancárias e bancários é que o retorno ao trabalho presencial aconteça em um momento em que a pandemia não está controlada e que o ritmo de vacinação continua lento. Outra preocupação dos representantes da categoria na mesa de negociação é com a volta ao presencial do grupo de risco. As sequelas dos que contraíram e foram curados da doença é outra questão que preocupa os representantes da categoria. Por isso, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) fez parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) para realizar uma pesquisa sobre as sequelas da Covid-19 na categoria bancária. A pesquisa vai subsidiar as negociações com a Fenaban. Fonte: Contraf-CUT
Santander voltará a abrir agências até às 16h

Mais uma vez, banco toma uma medida sem negociar com a representação dos trabalhadores O banco Santander comunicou clientes que, a partir de segunda-feira (4), suas “lojas” voltarão a atender o público até às 16h. Os gestores foram orientados a, nesta quinta-feira (30), afixar cartazes informando a alteração do horário, que volta a ser o mesmo de antes da pandemia: das 9h às 10h para atendimento exclusivo para o público prioritário e das 10h às 16h para o público em geral. “Lamentamos que, mais uma vez, o banco tome uma medida que tem consequências diretas no dia a dia de trabalho sem negociar com a representação dos trabalhadores, em desrespeito ao que determina o acordo coletivo que o banco tem firmado com o movimento sindical”, criticou o coordenador interino da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander e secretário de Assuntos Socioeconômicos da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Mario Raia. O dirigente da Contraf-CUT se refere ao Comitê de Relações Trabalhistas, previsto na cláusula 35 do Acordo Coletivo de Trabalho firmado entre o banco e seus funcionários, que em seu parágrafo primeiro define que as demandas do Santander e dos empregados, que não tratem de questões econômicas e de interesse local dos sindicatos, deverão ser encaminhadas através do Comitê”. Pioneiro A volta da abertura das agências até às 16h era uma pauta que estava sendo debatida entre os bancos que fazem parte da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), mas não houve consenso e o encaminhamento foi de que a medida seria tomada de forma individual. “O Santander, como sempre, é o pioneiro entre os bancos nestas questões que podem causar algum dano aos trabalhadores. O banco não tem medo de mostrar que não se importa com o que possa acontecer com seus funcionários. A única coisa que importa é o lucro”, lamentou o dirigente da Contraf-CUT. Uma pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) avaliou as condições de teletrabalho da categoria após mais de um ano de duração dessa modalidade neste período de pandemia de Covid-19. Mais de 13 mil bancárias e bancários responderam ao questionário e feitos vários recortes na pesquisa, que aponta maior incidência de diagnóstico positivo de Covid-19 (38%) entre os que permaneceram no trabalho presencial do que entre aqueles que passaram a modalidade em home office (23%). Chamou a atenção o fato de que o banco que menos colocou trabalhadores em teletrabalho foi o que mais teve registros de contaminação. Fonte: Contraf-CUT
Bancários negociam protocolo de prevenção para retorno ao trabalho presencial no Itaú

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú e membros do Grupo de Trabalho (GT) de Saúde do Itaú se reuniram com a direção do banco, na tarde desta terça-feira (28), para negociar o retorno ao trabalho presencial dos trabalhadores que estão em home office, comunicado pelo Itaú no último dia 14 de setembro. Os representantes dos trabalhadores reforçaram que a pandemia do coronavírus (Covid-19) continua em ritmo crescente, com média de mortes acima de 500 casos por dia, e com a variante Delta, de alta transmissibilidade, predominando em vários estados. “O ritmo da vacinação ainda está longe do esperado e não atingiu os 70% de imunização com as duas doses. Portanto, com certeza, vários trabalhadores ainda não tomaram a segunda dose da vacina, ou seja, não estão completamente imunizados”, critica Jair Alves, coordenador da COE Itaú, ao afirmar que nenhum trabalhador deverá retornar sem a comprovação das doses da vacina, com o respeito aos 15 dias após a segunda dose. Durante a reunião, o movimento sindical apontou que o retorno de vários trabalhadores ao trabalho presencial aumenta a concentração de pessoas e o risco de aglomeração nos prédios e agências, além de compartilharem o mesmo ambiente, tais como banheiros e cozinhas. Por isso, o uso de máscaras tem de ser obrigatório, além do fornecimento destes equipamentos de proteção individual (EPI) por parte da empresa e da sanitização dos ambientes de trabalho, de acordo com as determinações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde. No encontro, a COE Itaú e os membro do GT de Saúde entregaram um texto de sugestão do protocolo de prevenção da Covid-19, neste momento de retorno ao trabalho presencial. “Este documento trata uma preocupação nossa com os trabalhadores, os terceirizados, prestadores de serviços e também com os clientes, que estarão cada vez mais presentes nos locais de atendimento”, afirmou Luciana Duarte, coordenadora do GT de Saúde. Entre os principais pontos do documento está a reivindicação da realização de exames médicos de retorno ao trabalho para avaliação dos trabalhadores que voltarem ao trabalho presencial, no qual a indicação do médico assistente deverá ser levada em consideração, assim como foi feito com a implementação da portaria 20. Deverá ser considerada também a avaliação médica, com acompanhamento pela medicina ocupacional do banco, tanto dos casos de retorno, como para os trabalhadores que já estão em regime presencial desde o início da pandemia. Além disso, os trabalhadores com histórico de infecção pela Covid-19 também deverão ser acompanhados pela medicina ocupacional do banco, para a devida readaptação ao trabalho gradativo em função das possíveis sequelas da doença, que podem comprometer a saúde física e mental dos trabalhadores. “Algumas medidas têm que dar segurança para os trabalhadores. É uma responsabilidade do banco. A gente precisa preservar a vida, neste momento”, completou Carlos Damarindo, membro do GT de Saúde do Itaú. Fonte: Contraf-CUT
“Afirmações de Pedro Guimarães não merecem credibilidade”

Coordenadora da Comissão Executiva de Empregados coloca dúvidas sobre afirmações do presidente da Caixa Segundo nota publicada pelo portal de notícias Metrópoles, a empresa de auditoria independente contratada pela Caixa Econômica Federal, a PricewaterhouseCoopers, solicitou informações ao banco sobre a afirmação feita pelo seu presidente, Pedro Guimarães, de que a Caixa teve prejuízo de R$ 46 bilhões durante as administrações petistas. “Se a auditoria contratada pela própria Caixa teve que pedir explicações sobre o alegado prejuízo, é porque ela não encontrou algo que sustente as afirmações. E, mais uma vez, vemos que o presidente da Caixa usa a instituição para satisfazer seus desejos de ascensão na carreira política. Em clara campanha a favor de Bolsonaro, inventa qualquer coisa para falar mal do Lula e dos governos petistas”, disse a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária de Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). “As afirmações de Pedro Guimarães não merecem credibilidade! Ele está em campanha eleitoral antecipada. Se suas afirmações não merecem credibilidade e está em campanha eleitoral, não pode permanecer na presidência do banco!”, completou. O uso pessoal e político da Caixa por Pedro Guimarães já recebeu destaque da imprensa e está sob investigação do Ministério Público. Viagens e mentiras A coordenadora da CEE observou que, segundo a nota publicada pelo Metrópoles, a auditoria se baseou em uma afirmação feita durante uma transmissão ao vivo realizada pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro, mas que a mesma afirmação foi feita diversas vezes durante eventos da Caixa ocorridos em diversos estados. “O banco criou uma superintendência nacional para cuidar das viagens de Pedro Guimarães. Nos bastidores, inclusive, este departamento é chamado de CaixaTur”, disse. “E, nestas viagens pagas pelo banco público, o ‘inacreditável’ presidente da Caixa tem feito diversas afirmações contra governos anteriores e exaltando o governo Bolsonaro”, ressaltou. A 10ª Vara Cível de Brasília já determinou que Pedro Guimarães se retratasse judicialmente sobre declarações inverídicas referentes aos lucros do banco. A decisão foi proferida atendendo a uma interpelação proposta pela deputada federal Erika Kokay (PT-DF), que contestou afirmação do presidente da Caixa de que a instituição teve o maior lucro líquido de sua história em 2020, recorde de rentabilidade no ano anterior e, durante o governo petista, entre 2002 e 2010, gerou prejuízos. No entanto, com base em estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a deputada demonstrou à Justiça que as declarações são improcedentes e que a Caixa teve lucros maiores sob Lula do que sob Bolsonaro, ao contrário do que diz Pedro Guimarães. Fonte: Contraf-CUT
Sindicato alerta sobre a importância da mobilização para barrar o PL 1043/2019

Projeto prevê a abertura de agências bancárias aos sábados e domingos O presidente do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, Júlio Cunha, alerta a categoria sobre a importância da manutenção da mobilização para barrar o Projeto de Lei 1043/2019, que voltou a tramitar no Congresso Nacional. O PL, de autoria do deputado David Soares (DEM/SP), teve parecer favorável do relator na Comissão de Defesa dos Consumidores (CDC), o deputado Fabio Ramalho (MDB-MG), e agora está aberto para emendas. Essa proposta é uma afronta aos bancários e bancárias e representa uma séria ameaça à jornada da categoria conquistada ao longo dos anos, com muita luta. Estamos mobilizados e vamos fortalecer ainda mais as nossas ações para impedir a retirada desse direito trabalhista – destacou Júlio. Os dirigentes da entidade sindical avaliam que com o avanço tecnológico, existe uma parcela significativa de clientes que já recebe atendimento remoto aos fins de semana. Ademais, o Comando Nacional dos Bancários apresentou proposta de trabalho de dois turnos durante a semana, respeitando a jornada de seis horas da categoria. Se aceito pelos bancos, o atendimento ganharia qualidade. ADOECIMENTO – Dados apontam que a categoria bancária já é uma das que mais adoece no país por conta do trabalho e da gestão abusiva dos bancos, com pressão por metas e assédio moral. Obrigar os bancários a trabalharem aos sábados e domingos agravaria o problema. Essa não é a primeira vez que tentam impor aos bancários o trabalho aos sábados e domingos. Antes do PL 1043, houve o PLs 203/2017, além das medidas provisórias do governo Bolsonaro: a MP 881/2019 e a MP 905/2019. Mas todos sofreram grande pressão da categoria e foram derrubados. “Por isso, manter a mobilização é de fundamental importância”, destacam os diretores. ENQUETE – No site da Câmara Federal há uma enquete sobre o PL 1043. O Sindicato orienta a todos os bancários a responderem o questionamento e demonstrar a sua insatisfação em relação a proposta. Para isso, basta clicar em: https://forms.camara.leg.br/ex/enquetes/2192746 Fonte: Sind. Bancários Sul Fluminense, com informações da Contraf-CUT
Funcionários do BB propõem cautela no retorno ao trabalho presencial

Representantes dos funcionários do Banco do Brasil da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) se reuniram nesta segunda-feira (27) com a Diretoria de Pessoas (Dipes) para discutir o comunicado unilateral divulgado pelo banco sobre o retorno voluntário ao trabalho presencial. Ficou acertada um encontro entre Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e o banco para debater a pauta apresentada. Na reunião, foi discutida a falta de informações sobre os protocolos no local de trabalho, entre outros assuntos que vem preocupando os bancários do BB. Foi debatido o retorno ao trabalho dos funcionários que não são pertencentes ao grupo de risco. Os funcionários criticaram a falta de informações sobre os protocolos de proteção à Covid-19 no local de trabalho. Durante a reunião, foi destacada a importância de o banco abrir negociação com os representantes dos trabalhadores. “Reforçamos a importância do não retorno ao trabalho presencial de bancários de grupo de risco e dos funcionários que ainda não completaram o sistema vacinal”, destacou Fernanda Lopes, secretária de Juventude e representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) nas negociações com o BB. “Os dirigentes registraram os incômodos e inconvenientes que a medida gerou entre os trabalhadores. Ao mesmo tempo, comunicaram as ausências de protocolos de segurança adequados à nova situação que foram verificados pelos dirigentes sindicais nas visitas aos locais de trabalho ao longo da semana passada e nesta segunda-feira.”, afirmou Kleytton Moraes, presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília. Fonte: Contraf-CUT
Guedes volta a atacar empresas públicas, entre elas o BB

O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a atacar as empresas públicas brasileiras na manhã desta segunda-feira (27). Durante discurso em evento virtual da International Chamber of Commerce Brasil, Guedes voltou a defender a aceleração do processo de privatização de estatais, como a Petrobras e o Banco do Brasil, nos próximos 10 anos. Ele afirmou que gostaria de privatizar todas as estatais e quem dá o timing é a política.“Qual é o plano para os próximos 10 anos? Continuar com as privatizações. Petrobras, BB, todo mundo entrando na fila, e isso sendo transformado em dividendos sociais.” Na live, o ministro negou que o governo tenha ‘falhado’ com as privatizações, mas admitiu que a entrega de estatais “não andou no ritmo que gostaríamos”. Ainda assim, celebrou “240 bilhões de reais em dois anos e meio” provenientes da venda de pequenas empresas ou de subsidiárias. “Não foram grandes empresas, as grandes vêm agora: Correios, Eletrobras”, acrescentou. Os diretores do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense contrapõe as projeções do ministro da Economia por entenderem, em específico, que o Banco do Brasil é um dos fomentadores da economia brasileira, através das linhas de crédito rural, que impulsionam a agricultura familiar. Além disso, a instituição incrementa investimentos para a infraestrutura, o desenvolvimento industrial e do setor de serviços, comércio”, analisaram. O BB tem uma grande competitividade, é um dos maiores do país, que dá lucro atrás de lucro todos os anos. Além disso, a história do desenvolvimento de nosso país se confunde com a do Banco do Brasil, a primeira instituição financeira brasileira. Fonte: Sind. Bancários do Sul Fluminense, com informações da Contraf-CUT
Comando Nacional retoma negociação com Fenaban sobre teletrabalho

Os resultados da 2ª Pesquisa de Teletrabalho da Categoria Bancária foram apresentados nesta sexta-feira (24) pelo Comando Nacional para a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Os representantes dos bancos pediram um tempo para avaliar os dados da pesquisa. Desde já serão realizadas negociações com os bancos, por meio das comissões de empregados. O Comando manifestou preocupação com uma volta descoordenada e apressada ao trabalho presencial. Ficou marcada para a semana que vem a retomada de negociação para definir sobre os protocolos de segurança nos locais de trabalho. A pesquisa foi feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e avaliou as condições para a categoria realizar o teletrabalho, após mais de um ano de duração dessa modalidade, durante a pandemia da Covid-19. Foram colhidos questionários respondidos por 13 mil bancárias e bancários e feitos vários recortes na pesquisa, desde faixas etárias, salariais, distribuição geográfica e por bancos. Houve maior índice de diagnóstico positivo de Covid-19 (38%) entre os que permaneceram no trabalho presencial do que os que foram para o teletrabalho (23%). Chamou a atenção o fato de que o banco que menos colocou trabalhadores em teletrabalho foi o que mais teve registros de contaminação. “O fato de termos negociado no ano passado a ida de boa parte da categoria para o teletrabalho e discutirmos medidas protetivas para quem ficou nas agências foi decisivo para salvarmos vidas. Foi importante fazermos essa pesquisa. Nos ajudou muito a enxergar o que temos que negociar. Mostrou que aquilo que o Comando pauta desde o ano passado era realmente necessário para proteger os trabalhadores e traz algumas demandas para negociarmos”, destacou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional. Retorno Uma das principais preocupações do Comando é com o retorno dos que estão em teletrabalho para o trabalho presencial. “Dizemos desde o ano passado que o retorno não pode ser feito antes de ter uma proteção na sociedade, de ter todos os cuidados. O retorno tem que ser cauteloso. Vemos que alguns bancos fazem retorno sem negociar. O que está em jogo é se a pessoa vai viver ou não, se vai ficar com sequelas ou não. Isso tem consequências que não são boas para as pessoas. Por isso, cobramos tanto a negociação antes de qualquer retorno”, afirmou a presidenta da Contraf-CUT. Ficou marcado para a próxima sexta-feira (1º de outubro) a retomada da Mesa Permanente de Saúde entre o Comando e a Fenaban para definir o protocolo de segurança contra a Covid-19. “Nossa preocupação é que a pandemia não está controlada. O número de óbitos continua preocupante, acima de 500, e a vacinação está lenta. Essa ânsia de retorno nos preocupa. Há risco para o grupo de risco. Nos preocupa o debate das sequelas. Tem muitos colegas que estão trabalhando com capacidade de trabalho diminuída por causa das sequelas”, disse o secretário de Saúde do Trabalho, Mauro Salles. “O grupo de risco é o mais preocupante. Estamos vendo os bancos pedindo o retorno a partir de outubro, pedindo o retorno das pessoas com comorbidade. Quem toma a segunda dose, acha que não há mais necessidade de usar máscara e de ter distanciamento. Sabemos que a vida não voltou ao normal”, ressaltou a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva, outra coordenadora do Comando Nacional. Custos do teletrabalho Um dado importante na pesquisa foi que somente 13% dos pesquisados estão recebendo auxílio financeiro dos bancos para os custos do teletrabalho. Apenas um dos cinco maiores bancos está pagando o auxílio de forma regular. Quando foi perguntado o que de mais importante deveria ser fornecido pelos bancos para quem estiver em teletrabalho, 59% dos pesquisados responderam que seria o pagamento do auxílio financeiro para cobrir as despesas com o trabalho remoto (luz, água, internet etc.). No ano passado, 39% dos pesquisados apontaram o pagamento do auxílio como importante. A resposta mais frequente (64%) foi o fornecimento de equipamentos de infraestrutura. (cadeira, notebook etc.) Enquanto as despesas do teletrabalho se avolumam com o aumento da inflação, os bancos cortaram custos com o trabalho remoto. Economizaram R$ 766 milhões, na comparação das despesas administrativas entre 2019 e 2020. Os representantes da Fenaban pediram na reunião um tempo para analisarem os dados da pesquisa, antes de responderem às reivindicações. As negociações também serão feitas banco a banco, por meio das comissões de empregados. Fonte: Contraf-CUT