Rompendo barreiras para representar empregados da Caixa

Texto da conselheira Rita Serrano resgata sua trajetória, desafios e conquistas como representante dos empregados da Caixa Em novembro de 2019 fui reeleita, em primeiro turno, como representante dos empregados para o Conselho de Administração. Recebi 82% dos votos válidos, numa disputa com 203 candidatos. O resultado me emocionou e garantiu a coragem necessária para seguir em frente, defendendo de forma intransigente a Caixa Pública e os direitos dos empregados. A participação recorde dos colegas na votação e o apoio das entidades mostraram a força do coletivo, da união. Eu vinha de uma gestão marcada por constantes reuniões em locais de trabalho, cheguei a visitar 22 estados brasileiros, mas poucos meses depois, com a chegada da pandemia de covid-19, esses encontros passaram a ser remotos, resultando em rápida expansão da nossa comunicação virtual, com lives, publicações, podcasts. A crise sanitária trouxe para os bancários e prestadores de serviço da Caixa um sentido maior da palavra superação, já que a covid-19 acarretou mortes, tristeza e a necessidade de cumprimento do papel social da empresa, exigindo de seus trabalhadores rotinas extensas (e com grande risco de contaminação) para atender dignamente a milhões de brasileiros desamparados pela crise econômica e social. Junto com as entidades, defendi a necessidade do home office, protocolos de segurança nas agências, vacina para todos, contratações, investimentos em tecnologia e humanização das relações de trabalho, sem a cobrança exacerbada por metas. No debate interno do Conselho me posicionei contra a colocação de teto no Saúde Caixa no estatuto, a privatização das operações (Cartões, Loterias, DTVM, Seguros) e todo tipo de fatiamento do banco, como os IPOs; votei contra a devolução dos IHCDs – instrumentos foram usados para que o banco ampliasse sua atuação nas políticas públicas; e a criação do banco digital (outra instituição financeira). Fui a favor de todas as pautas que envolvem a expansão do papel da Caixa, ampliação das operações, abertura de agências, ocupação de cargos de dirigentes por empregados de carreira, respeito a diversidade, aprimoramento das medidas de sustentabilidade, integridade e maior transparência. Obviamente, ser minoria não é fácil: o CA é composto por 8 membros e, destes, 7, incluindo o presidente do banco, são indicados pelo governo. Sou a única empregada – até setembro era a única mulher – e voz destoante da maioria dos conselheiros em assuntos que envolvam a privatização das operações, a retirada de direitos dos empregados e ameaças à sustentabilidade, perenidade, uso da imagem da instituição. Com isso, a pressão é grande e se dá de várias formas. No último período foi aberto procedimento interno no colegiado contra mim, sobre supostos conflitos de interesses. Em um deles questionam meu posicionamento a favor de greve dos empregados ocorrida em abril. Situação parecida acontece também com conselheiros eleitos de outras estatais. Exemplo dos ataques que vivemos no país hoje contra as representações dos trabalhadores e a democracia. Em resposta surgiu uma forte onda de solidariedade e apoio vindo dos empregados e entidades, referendando minha atuação. Primeiro veio dos colegas, com a pesquisa virtual realizada em março passado que apontou que minha atuação como representante dos empregados no Conselho de Administração tem a aprovação de 94% dos trabalhadores da ativa: 79% a consideraram ótima e 15% boa. A pesquisa foi respondida por 1.754 bancários, sendo 1.201 da ativa e 553 aposentados. Mais recentemente, as entidades sindicais e associativas que representam os empregados da Caixa divulgaram documento em que ratificam o apoio ao mandato. Os desafios continuam grandes, mas acredito que nosso futuro é muito maior que nosso presente, e por essa razão sigo nessa jornada de lutas com vocês. Sou uma única voz, mas sei que não estou sozinha. Mais uma vez, convido cada um a participar da gestão, mandando sugestões, críticas, opiniões e fortalecendo, assim, a tão expressiva e bela palavra que nos une desde a origem: Juntos, para o que der e vier. Maria Rita Serrano é conselheira de administração da Caixa eleita pelos empregados. Mestre em Administração, é autora do livro ´Caixa, banco dos brasileiros´ (2018) e coautora de ´Se é Público é para todos´ (2018). Também é coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas e conselheira fiscal na Fenae. Fonte: Contraf-CUT

Trabalhadores brasileiros participam de campanha mundial em defesa da saúde e segurança no trabalho

Na quinta-feira (7), Dia Internacional do Trabalho Decente, será organizado um tuitaço mundial para incluir saúde e segurança no trabalho como direitos fundamentais na OIT No Dia Internacional do Trabalho Decente (7 de outubro), entidades sindicais de todo o mundo vão fazer atividades para incluir a saúde e a segurança no trabalho como um direito fundamental na Organização Internacional do Trabalho (OIT). Entre entidades de todo o mundo, participam da campanha a UNI Global Union, federação sindical global para setores e áreas de serviços, e a brasileira Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). As entidades organizam para esta quinta-feira, às 11h, um tuitaço mundial para defender a inclusão dessas questões nas convenções da OIT. Após quase 18 meses de pandemia, sindicatos de todo o mundo deixaram claro o papel fundamental que desempenham na proteção da saúde da classe trabalhadora, seja por meio da negociação de normas de segurança contra a Covid-19 por meio do desenvolvimento de uma série de protocolos específicos para o local de trabalho, incluindo a proteção contra a violência. A Contraf-CUT teve papel pioneiro no Brasil e desde o início da pandemia do país negociou com os bancos a proteção da categoria bancária, inclusive com a transferência de boa parte de bancárias e bancários para o teletrabalho. Direitos humanos e fundamentais “Depois da pandemia da Covid-19, que mostrou ser uma obrigação dos estados e empregadores zelar pela proteção da vida de empregados, ficou claro para todos que segurança e saúde no trabalho têm que ser direitos humanos e fundamentais”, afirmou o secretário de Relações Internacionais da Contraf-CUT, Roberto von der Osten. A OIT tem diversas convenções sobre o trabalho, mas oito delas são consideradas fundamentais: a Convenção 182, que trata das piores formas de trabalho infantil, a Convenção 138, que trata da idade mínima para trabalhar, a Concenção111, contra toda discriminação, a Convenção 105 que defende abolir trabalho forçado (escravidão), a Convenção 100 que defende igualdade de remuneração, a Convenção 98 que defende o direito à negociação e organização dos trabalhadores, a Convenção 87 que defende a liberdade e autonomia dos sindicatos e a Convenção 29 que também trata de trabalho forçado ou obrigatório. Tuitaço global A UNI Global Union e a Contraf-CUT querem que a Convenção 155 que trata de segurança e saúde dos trabalhadores seja a nona convenção fundamental. Para tanto, vão organizar um tuitaço de escala global.  Nesta quinta-feira (7), às 11h (horário de Brasília), no Dia Internacional do Trabalho Decente, as duas entidades e seus sindicatos filiados vão estar impulsionando nas redes sociais as hashtags #HealthSafety4All e #WDDW2021. Fonte: Contraf-CUT

Manual de retorno ao trabalho presencial começa a ser debatido no Banco do Brasil

Grupo técnico da comissão bipartite se reuniu nesta segunda-feira; reunião política definirá o documento O grupo técnico da comissão bipartite para a construção de um manual de conduta dos funcionários do Banco do Brasil no retorno ao trabalho presencial se reuniu no final desta segunda-feira (4). Composto por advogados e médicos do trabalho por parte do banco e assessores de saúde do movimento sindical, o grupo analisou a proposta de manual do BB e fez uma série de apontamento para garantir a tranquilidade e a saúde os trabalhadores que retornarão. O movimento sindical reforçou o uso obrigatório de máscaras PFF2/N95, fornecidas pelo banco, a necessidade de higienização, sanitização e a reformulação do layout das estações de trabalho, a proibição de comemorações e a realização de eventos que gerem aglomerações nos ambientes de trabalho. “Cobramos também a adequação dos aparelhos de ar-condicionado, da ventilação e da purificação, com a correta manutenção. Queremos ainda garantir o acompanhamento dos locais pelas CIPAs e pelos sindicatos”, cobrou a secretária de Juventude e representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) nas negociações com o BB, Fernanda Lopes. O relatório final da reunião foi entregue para o banco. “Aguardamos agora a marcação de uma reunião para fecharmos o manual e garantir que todos os funcionários que retornarem ao trabalho presencial estejam seguros, livre de riscos à sua saúde”, finalizou coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) João Fukunaga. Fonte: Contraf-CUT

Presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, vê ilegalidade e imoralidade na conta que Paulo Guedes tem em paraíso fiscal “O próprio ministro da Economia não confia no país, não vê segurança no Brasil. É uma coisa absurda para quem ocupa esse posto, que está gerindo a política econômica. O ministro Paulo Guedes está ganhando uma grana preta com o dólar em alta e está apostando contra a própria economia do Brasil”, declarou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, sobre a denúncia de que o ministro da Economia mantém empresa em paraíso fiscal. Para a presidenta da Contraf-CUT, o fato de o ministro da Economia depositar seus próprios recursos no exterior demonstra a falência da política do governo. “Paulo Guedes não tem confiança em sua própria política econômica. As pessoas investem foram quando não têm confiança no país. O problema é que Paulo Guedes é o gestor da política econômica que ele próprio desconfia. Também não confia na política monetária do banco Central. Fica claro também que o ministro da Economia está fazendo gestão para uma minoria”, observa Juvandia Moreira A denúncia foi divulgada neste domingo (3) pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), e foi batizada de Pandora Papers. A imprensa mundial repercutiu a denúncia, inclusive a brasileira. A denúncia envolve políticos e grandes empresários. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, é outra autoridade brasileira que aplica dinheiro em paraísos fiscais. Medo, fuga ou lavagem de dinheiro? “Será que eles têm receio sobre o futuro do país ou porque estão fugindo de tributação ou ainda porque possam estar lavando dinheiro? É uma coisa ilegal, no mínimo imoral”, questionou a presidenta da Contraf-CUT. O Código de Conduta da Alta Administração Federal proíbe “investimento em bens cujo valor ou cotação possa ser afetado por decisão ou política governamental a respeito da qual a autoridade pública tenha informações privilegiadas”. Guedes e Campos Neto serão investigados pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que pretende apurar as offshores ligadas ao ministro e ao presidente do Banco Central. Os dois também serão alvo de representação de líderes da oposição, protocolada junto ao Ministério Público Federal. Encouraçado Internacional Em setembro de 2014, com o mercado financeiro agitado diante da iminência da reeleição de Dilma Rousseff (PT), o Banco Central interveio para conter a alta do dólar.  Nesse mesmo mês, Paulo Guedes fundou a Dreadnoughts International, uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal no Caribe. Nos meses seguintes, Guedes aportou na conta da offshore, aberta numa agência do banco Crédit Suisse, em Nova York, a quantia de 9,55 milhões de dólares, o equivalente a 23 milhões de reais na época. A alta do dólar desde 2019 fez com que o patrimônio da Dreadnoughts International valorizasse pelo menos R$ 14 milhões. Hoje, o equivalente em reais dos US$ 9,55 milhões aportados na empresa é de R$ 51 milhões. A tradução de Dreadnoughts International é “Encouraçado Internacional”. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, também recorreu a outro paraíso fiscal. A denúncia é que ele é dono da Cor Assets S.A., uma offshore no Panamá. Fonte: Contraf-CUT

Funcionários do BB reivindicam cuidados para o trabalho presencial

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e a direção do banco voltaram a se reunir, na noite desta sexta-feira (1), para continuar a discutir o retorno ao trabalho presencial. Logo no início, os membros da CEBB reforçaram as críticas ao modo como a convocação do retorno foi feita, com ameaças de gestores aos trabalhadores que não querem retornar, e que ainda não é o momento de retornar, pois a pandemia do coronavírus (Covid-19) continua, uma média de mortes alta, e com a variante Delta, de alta transmissibilidade, predominando em vários estados. O movimento sindical aponta ainda que trabalho presencial aumenta a concentração de pessoas e o risco de aglomeração nos prédios e agências, além de compartilharem o mesmo ambiente, tais como banheiros e cozinhas. Por isso, o uso de máscaras PFF2/N95 tem de ser obrigatório e fornecidas pela empresa, de acordo com as determinações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde. Além da necessidade da vacinação completa, com o respeito aos 15 dias após a segunda dose, e da testagem dos trabalhadores que aceitarem voltar. A CEBB reivindica também a proibição da volta dos trabalhadores do grupo de risco e dos que coabitam com pessoas do grupo do risco. “Nós queremos estabelecer uma forma segura, que não haja riscos à saúde dos trabalhadores”, afirmou o coordenador da CEBB, João Fukunaga. *Veja abaixo outras reivindicações dos trabalhadores encaminhadas para o banco:* Trabalho Remoto permanecer como estratégia para a continuidade do serviço, podendo ser adotado sempre que a natureza do trabalho permitir; Respeito às normas municipais, estaduais e federais, acerca de ações para enfrentamento da pandemia de Covid-19, nos ambientes do BB; Rodízio entre os trabalhadores da mesma equipe do trabalho remoto, para evitar a eventual contaminação de todas as pessoas de uma mesma área; Retorno ao trabalho presencial de forma gradual, considerando a situação epidemiológica da Covid-19 no Brasil e na região onde a unidade está localizada; Possibilidade da flexibilização da jornada de trabalho dos funcionários (em até 1 hora para os que possuem jornada de 6 horas e até 2 horas para os de jornada de 8 horas) para que seja possível reduzir a quantidade de funcionários presentes nos ambientes de forma simultânea e estipulando turnos de trabalho, desde que não haja prejuízos às atividades desenvolvidas na dependência; Priorização do atendimento não presencial ao público; Reuniões presenciais devem ser evitadas; Acompanhamento dos gestores da sua equipe, verificando diariamente o estado de saúde de todos e a eventual manifestação de sintomas como tosse, cansaço, congestão nasal, coriza, mialgia (dor no corpo), dor de cabeça, dor de garganta, dificuldade para respirar, febre e perda de olfato; Cuidados no deslocamento para o trabalho para evitar transporte público nos horários de pico. Uma comissão bipartite será criada para a construção de um manual de conduta dos funcionários do Banco do Brasil no retorno ao trabalho presencial a partir de segunda-feira (4). Fonte: Contraf-CUT

Deputada alerta para a gravidade da PEC 32

Para Erika Kokay, proposta de Bolsonaro acaba com o Estado social criado com a Constituição Federal de 1988, legaliza as “rachadinhas”, com a contratação de empregados fantasmas que cedem grande parte dos salários aos políticos que os contrata “A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32 não é uma reforma administrativa, mas uma reforma do Estado brasileiro. Querem destruir o Estado social de 1988, precarizar serviços públicos e abrir caminho para a iniciativa privada”, esta é a opinião da deputada federal Erika Kokay (PT/DF). Em entrevista concedida à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a deputada disse ainda que, para os empregados públicos, especialmente, e também da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, a PEC vai representar a retirada de direitos, o enfraquecimento do Estado e a privatização dos serviços. “A proposta tem o objetivo nefasto de esvaziar os acordos coletivos e facilitar demissões. Estamos falando da Constitucionalização do aparelhamento político das instituições, do compadrio, da legalização da rachadinha. Trabalhadores e trabalhadoras de estatais ficarão totalmente à mercê dos governos de plantão”, observou. Erika alertou para a necessidade de chamarmos a atenção da classe trabalhadora para a gravidade do que está sendo gestado por Bolsonaro e sua base de apoio. “O governo quer retirar qualquer possibilidade de acordo de convenção que assegure estabilidades parciais ou provisórias para as empregadas e empregados públicos. Estamos diante de uma profunda discriminação. Se há uma convenção nacional que atinge empregados públicos e empregados da iniciativa privada, se essa convenção nacional assegurar qualquer tipo de estabilidade provisória, parcial, ela será negada aos empregados e empregadas da iniciativa pública, das empresas públicas. Esse é o governo que dizia que era preciso priorizar o negociado sobre o legislado. São hipócritas!”, afirmou. Destruição do Estado Para o secretário de Relações do Trabalho e responsável da Contraf-CUT pelo acompanhamento no Congresso Nacional das questões que tenham relações com a classe trabalhadora, Jeferson Meira, o Jefão, o governo Bolsonaro e sua base de apoio estão gradativamente destruindo o Estado brasileiro. “Há uma série de projetos tramitando ao mesmo tempo no Congresso Nacional com apoio não apenas de deputados e senadores, mas de segmentos sociais que dizem não apoiar Bolsonaro, e, no entanto, compartilham e defendem sua agenda de privatizações e ataques aos serviços e servidores públicos. A oposição, juntamente com movimento sindical, tenta, com muita garra, barrar a PEC 32 e diversas outras investidas desse governo, de partidos e destes segmentos que lhe dão apoio velado por não terem compromisso nenhum com a Classe Trabalhadora”, observou o dirigente da Contraf-CUT. “É por isso que nós, trabalhadores, temos que estar bem atentos ao nosso voto no ano que vem para elegermos não apenas o presidente e governadores comprometidos conosco, mas também parlamentares em todas as instâncias que defendam nossos direitos e apoiem nossas lutas”, concluiu. Fonte: Contraf-CUT

Bingo da Morte no Banco do Brasil: Tesouraria escolhe por sorteio quem retornará ao presencial

Numa atitude de profundo desrespeito pela vida, a Tesouraria do Banco do Brasil no Rio de Janeiro está decidindo por sorteio que funcionários vão voltar ao trabalho presencial. A atitude beira à insanidade e além de colocar em xeque o anúncio feito pelo BB de que o retorno seria voluntário mostra um inaceitável e desumano desrespeito pelas pessoas cuja exposição ao risco de contaminação pela covid-19 está sendo decidida com escárnio, como se fosse uma brincadeira, um verdadeiro bingo da morte. A diretora do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro e integrante da Comissão de Empresa do BB (CEBB), Rita Mota, adiantou que este caso gravíssimo será levado imediatamente ao banco. “Vamos exigir a suspensão desta roleta russa. Trata-se de um comportamento cruel e irresponsável que surge como reflexo das atitudes negacionistas do governo, de desprezo pela vida da população e de boicote às medidas de prevenção”, criticou. Retorno é descabido Classificou a atitude como absurda, ainda mais considerando que coloca em risco a saúde e a vida dos funcionários, diante de uma pandemia ainda fora de controle, com uma cobertura vacinal de cerca de 40%, bem abaixo dos 80% exigidos pelos cientistas para considerar a doença controlada. Disse que mesmo a decisão do banco de ‘convidar’ os funcionários, ou seja, de oficialmente não impor o retorno, é precipitada. “Vamos solicitar o adiamento do retorno que, mesmo com o rótulo de voluntário, está sendo feito de forma obrigatória, como mostra o exemplo da Tesouraria, com o sorteio dos que serão escolhidos”, afirmou. “Não é o momento para a volta ao presencial e muito menos desta forma. Além de estarmos muito longe do percentual de imunizados exigido pelos infectologistas, ainda vivemos uma situação agravada pelo crescimento dos casos de infecção e morte pela variante Delta em vários estados. O Rio de Janeiro é um deles. O quadro aqui é assustador, com esta nova cepa, mais transmissível e fatal, se tornando a dominante: 90% dos casos de internação no estado são de pacientes atingidos pela variante Delta”, alertou. Mais contaminações Frisou que o retorno é extremante perigoso também para quem já está trabalhando presencialmente porque gera uma maior aglomeração. “Nada disto faz sentido. É uma irresponsabilidade, ainda mais se levarmos em conta que as pessoas estão em teletrabalho, e que, com isto, além de executarem suas tarefas com mais segurança, ainda geram economia para o banco, não se justificando a decisão de voltarem ao presencial”, argumentou. Passaporte de vacinação Acrescentou que outro fato torna a situação ainda mais grave: nem todos os funcionários tomaram a segunda dose, muitos outros sequer se vacinaram. E o banco quer que voltem sem fazer o PCR. “Não entendemos essa pressa toda, essa falta de cuidado. Tudo isso está sendo imposto, quando o que foi estabelecido em acordo é que, quando houvesse condições adequadas, o que não é o caso, a volta seria negociada, sendo estabelecidos protocolos com regras claras e seguras”, lembrou. Frisou ainda que existe uma mesa permanente sobre covid-19 por onde o assunto teria que passar, e isto não aconteceu. Lembrou que o certificado de vacinação está sendo exigido no Rio de Janeiro, para que as pessoas tenham acesso aos estabelecimentos, decisão confirmada nesta quinta-feira (30/9), pelo ministro Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). “Mas o BB está também ignorando este fato e exigindo a volta, sem os cuidados necessários. Vamos reivindicar a suspensão do retorno. Este, definitivamente, não é o momento”, afirmou a dirigente. Fonte: Bancários Rio

Federa-RJ promove live sobre o cenário do comportamento suicida no Brasil

Presidente do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, Júlio Cunha, mediou o evento A Federa-RJ (Federação das Trabalhadoras e Trabalhadores do Ramo Financeiro do Estado do Rio de Janeiro) realizou na noite desta quinta-feira, 30 de setembro, live com o tema ‘O cenário do comportamento suicida no Brasil’. O evento foi uma atividade alusiva a campanha Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção do suicídio. Mediada pelo vice-presidente da Federa-RJ e também presidente do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, Júlio Cunha, a transmissão ao vivo contou com a participação da Mestre e Doutora em Saúde Coletiva pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e USP (Universidade de São Paulo, professora Letícia Legay, além do coordenador da Secretaria de Saúde da Federa-RJ, Edilson Cerqueira, o coordenador da Secretaria de Saúde do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, Miguel Pereira e diretores sindicais de várias localidades do Estado. Logo na abertura do evento, Júlio Cunha ponderou sobre como o cumprimento de metas exigidas pelas instituições bancárias tem afetado a saúde psicológica da categoria. “As metas impossíveis de serem alcançadas associadas às cobranças abusivas praticadas pelos bancos e a imposição aos bancários de aparentar sucesso a todo momento e até de vender produtos dos quais ele mesmo não acredita tem provocado uma crise moral nos bancários e bancárias. Alguns, na tentativa de cumprirem as metas chegam a situação constrangedora de ter que vender esses produtos a seus familiares e amigos. Tudo isso, somado a tamanha insegurança de perder tudo de um momento para o outro tem impactado sobre o crescimento dos índices de depressão, ansiedade e de esgotamento profundo entre os trabalhadores”. Júlio Cunha disse ainda que a Síndrome de Burnout é quase uma epidemia entre a categoria bancária. “Todos esses fatores se não observados e tratados a tempo podem levar ao suicídio. Essa é a nossa grande preocupação com a categoria, até porque o suicídio no Brasil ainda é tratado com muito tabu”, enfatizou o presidente, destacando que o Sindicato está à disposição para conversar sobre a questão e prestar apoio ao bancário e bancária que precisar. Edilson Cerqueira, disse que à frente da direção do Sindicato dos Bancários de Niterói, revelou que muitos profissionais chegam até ele  e expressam a possibilidade de tirar a própria vida em função dos problemas acarretados pelos assédio moral e o cumprimento de metas. SUICÍDIO – Durante a live, a mestre Letícia Legay analisou que quando a pessoa pensa no suicídio, ela busca uma solução para os seus problemas. “O sofrimento psíquico é tão forte que ela não consegue enxergar alternativas a não ser tirar a própria vida diante da dor insuportável da qual está acometida. Por isso, o papel de apoio dos Sindicatos e outras instituições são tão importantes na sociedade, funciona como um botão de alerta para que novas oportunidades possam surgir no dia a dia dos cidadãos. É preciso ouvir as pessoas, de forma especial, sem culpabilizá-las e sem buscar as causas do problema”. Letícia também abordou o suicídio ao longo da história da humanidade e relatou sobre dados atuais do fenômeno no Brasil e no mundo. “Cerca de 800 mil pessoas/ano cometem o suicídio, sendo que 79% desse total estão concentrados nos países de baixa e média renda. No Brasil, aproximadamente 11 mil pessoas/ano tiram a própria vida. Em números gerais, o suicídio já é a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos de idade; em nosso país a quarta causa de óbito entre essa mesma faixa etária”. As taxas de suicídio, segundo a mestre da USP, estão associadas a diversos fatores, como: depressão, comportamento impulsivo, uso de álcool e outras drogas, abuso emocional, físico e sexual. Na sequência, foram considerados os controles dos meios da população considerada vulneráveis e suscetíveis ao suicídio e os atendimentos realizados nos consultórios médicos. “Há, com freqüência, profissionais para prescreverem medicamentos em detrimento do acompanhamento e apoio necessários nesses casos”. Durante a transmissão, os participantes tiveram a oportunidade de interagir com a professora Letícia Legay. O dirigente Miguel Pereira foi um deles e analisou a pesquisa feita pela UnB (Universidade de Brasília), a qual revela que 181 bancários suicidaram-se no Brasil, entre 1996 e 2005 e que até a concretização do ato, são praticadas pelos menos duas tentativas. “A partir desses dados, o Sindicato de Brasília acabou criando uma clinica de atendimento na própria entidade com a finalidade de barrar esses números. Precisamos avaliar a possibilidade e viabilidade de desenvolver esse tipo de trabalho, já que o bancário hoje interage apenas com planilhas eletrônicas para cumprimento de metas”. A pandemia da Covid-19 e suas consequências, como o teletrabalho, estiveram presentes durante as abordagens debatidas na live, assim como a pressão psicológica sofrida pelos atletas durante as competições, como as olimpíadas. Por fim, os encaminhamentos apontam que apesar de ainda ser um tabu, e tratado com preconceito, é preciso falar sobre o suicídio, jogado luz sobre suas causas e enfrentá-las. Assim como os bancários nos anos 90/2000 se organizaram para buscar soluções para os casos de LER/DORT, com as mudanças no trabalho bancário, agora novamente precisamos combater o sofrimento psicológico nesses mesmos ambientes, além do uso indiscriminado de medicamentos ‘tarja preta’. É urgente a busca por locais mais saudáveis, respeitosos dos limites humanos, sem assédios, com mais solidariedade entre todos e efetiva valorização profissional. Os Sindicatos estão atentos a essas questões. Além do atendimento diário aos já acometidos, principalmente, pela Síndrome de Bornout, às dificuldades de atendimento junto ao INSS e às empresas de saúde ocupacional-medicina do trabalho. Também estão sendo discutidas internamente algumas medidas e uma política efetiva de promoção da saúde dos bancários e das bancárias. Fonte: Sind. Bancários do Sul Fluminense

Funcionários do BB reivindicam negociação antes de retorno ao trabalho presencial

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) reforçou para a direção do banco, no início da noite desta quinta-feira (30), que ainda é cedo para o retorno ao trabalho presencial, já que a pandemia do coronavírus (Covid-19) continua com média de mortes acima de 500 casos por dia. Pontuaram também que a maneira como foi feita a convocação pode parte do BB não foi correta. “O banco divulgou que foi feito um convite para os trabalhadores se voluntariarem. Porém, no dia a dia, descobrimos que há uma pressão dos gestores, inclusive com ameaças, para os trabalhadores voltarem, independente da sua vontade. Não vamos aceitar este tipo de atitude. Por isso, queremos abrir esta negociação. Estamos pré-dispostos à negociação, mas o banco também precisa querer negociar e não pensar tomar essas atitudes arbitrárias”, afirmou o coordenador da CEBB, João Fukunaga. O coordenador reivindica o fim da pressão para o retorno imediato, pois este processo precisa ser programado e gradual. “Os próprios locais de trabalho precisam ser preparados, pois atualmente não têm condições de receber todos os funcionários com os cuidados necessários para evitar riscos à saúde de todos. Isso leva tempo e tem de ser baseado em critérios técnicos”, completou. A CEBB cobra a realização de exames médicos de retorno nos trabalhadores que voltarem ao trabalho presencial e a exclusão do processo de retorno dos trabalhadores de grupos de risco e dos que coabitam com pessoas deste grupo. “Quando mais se tenta antecipar o retorno ou o fim da pandemia, sem ela acabar, mais se demora para voltarmos a vida normal. A pressa e a falta de diálogo só geram desacordos e a demora em todo esse processo”, disse Fernanda Lopes, secretária de Juventude e representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) nas negociações com o BB. “Aqui em Brasília temos grandes concentração nos prédios administrativos. O retorno de forma atabalhoada nesses grandes centros pode gerar um problema mais grave. Precisamos levar isso em consideração e tomar as medidas necessárias para evitar”, argumentou Kleytton Moraes, presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília e membro da CEBB. Devido ao adiantar do horário, a reunião foi paralisada e reinicia na tarde desta sexta-feira (1), às 17h. Fonte: Contraf-CUT