Enfrentamento do adoecimento mental na categoria bancária pelo Sindicato foi o tema da 3ª “live”

Dando sequência às comemorações do dia 10 de outubro – Dia Mundial em Comemoração da Saúde Mental, o Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense realizou sua 3ª live, com a participação virtual do convidado Plínio Pavão. Plínio é empregado aposentado da Caixa, ex-diretor de Saúde do Trabalhador da ContrafCut, foi assessor da Cut Nacional para esse tema, sendo o coordenador, por muito tempo pelas negociações com os banqueiros e governo federal, que resultaram nas conquistas que atualmente temos na nossa Convenção Coletiva, diversas Normas Regulamentadoras e na legislação em geral, dentre elas a criação do NTEP – Nexo Técnico Epidemiológico, em 2006. Se nos idos dos anos 90 e 2000 o grande problema de saúde dos bancários foram as chamadas Ler/Dorts – doenças osteomusculares, à partir de 2010 as doenças psicossomáticas passaram a dominar as estatísticas, e atualmente a Síndrome de Burnout, caracterizada pelo completo esgotamento emocional e físico, é a maior causa de afastamento do trabalho dos bancários, sendo que a categoria é a segunda, nesse tipo de afastamento junto ao INSS, ficando atrás somente dos servidores públicos. Plínio fez questão de abordar de modo abrangente todas as questões. A começar pelo próprio conceito de saúde definido pela OMS – Organização Mundial da Saúde, que a define como sendo o bem-estar geral, físico, emocional, financeiro e social, e não apenas a ausência de doenças. Da mesma forma a importância de aplicarmos os conceitos mais adequados que dispomos, como por exemplo de Saúde do Trabalhador, em sua definição, que contempla os conhecimentos das diversas áreas e disciplinas como Medicina Social, Saúde Pública, Saúde Coletiva, Clínica Médica, Medicina do Trabalho, Sociologia, Epidemiologia Social, Engenharia, Psicologia, etc., aliada aos saberes e interações dos próprios trabalhadores. Em contraposição aos chamados conceitos hegemônicos, que são aqueles tecnicistas, que buscam individualizar e responsabilizar a conduta individual dos trabalhadores e reduzir sua extensão. Essa contraposição é fundamental, porque reflete os conflitos inerentes as relações ideológicas próprias entre capital e trabalho. Mas todos sabemos e os dados epidemiológicos disponíveis comprovam que esse nível de adoecimento é resultado das relações assimétricas de poder nos ambientes de trabalho, da exploração da força de trabalho na busca de lucros e resultados e dos conflitos que permeiam as relações de trabalho. No caso dos bancários essas questões se traduzem pelo aumento do assédio moral, das cobranças pelo atingimento de metas cada vez mais abusivas, pela falta de condições adequadas para esse trabalho e de seus efeitos, que provocam continuadamente na vida pessoal e profissional dos bancários, cujas preocupações não acabam ao se desligar o computador na agência no fim da jornada. Outra importante abordagem feita foi sobre a vasta legislação que o Brasil possui. Desde a Constituição Federal, que determina a saúde como um direito de todos e dever do Estado, a lei de criação do SUS, com a previsão de uma série de questões importantes para a Saúde do Trabalhador, a lei 8.213 (direitos previdenciários), e outras legislações e normas que preveem ações epidemiológicas preventivas, CIPAS, o papel e a responsabilização das empresas, possibilidades de atuação e intervenções sindical na busca de ambientes de trabalho saudáveis. Ou seja, não é por falta de legislações que garantam ambientes de trabalho mais salubres que isso não ocorre. É em sua maior parte pela negligência do empregador, do Estado e em razão do desconhecimento e exigência do respeito às normas pelos próprios trabalhadores, que as empresas aproveitam para aumentar a exploração e maximizar seus lucros, aos custos da saúde de seus trabalhadores, que depois são descartados como um simples “bagaço de uma laranja”. “A manutenção da saúde dos trabalhadores é o eixo principal para a atuação dos Sindicatos”, avaliou Plínio Pavão. Até porque todos os demais aspectos da vida profissional, pessoal e social dos bancários estão vinculados a esse respeito. Por isso que um dos consensos desses debates é a necessidade de ampliar a divulgação e o conhecimento desses direitos. E outra iniciativa, à partir dessa popularização de conhecimentos, é resgatar a solidariedade dentre os bancários, e a noção da importância da coletividade para enfrentar esses problemas e buscar as soluções. Construindo novas reivindicações a serem levadas à Mesa de Negociação com os banqueiros, aos governos no âmbito de suas competências, mobilizações em torno dessas pautas e principalmente uma atuação de resistência para impedir que o assédio moral prospere nos ambientes de trabalho. Ou seja, toda essa luta e enfoque da problemática tem que ser coletiva. Mas enquanto isso precisamos cuidar e assistir aos já adoecidos. Seja no estabelecimento das chamadas Clínicas do Trabalho, nos Sindicatos que tiverem essa condição, com atendimento psicológico adequado, individual e coletivo, para a escuta e acolhimento, intensificar a emissão das CAT’s – Comunicação de Acidente de Trabalho, para assegurar o tratamento e direitos adequados e/ou responsabilizar aos bancos nos casos de recusas ou omissões nas suas obrigações legais. Em razão das dimensões e repercussões desses tipos de acometimentos, responsáveis por inúmeras tentativas de suicídios, inclusive, levaram o Sindicato dos Bancários a realizar essa série de 3 lives (dias 13 – Dra. Ana Luiza Gimenez – Psicóloga, 14 – Dra. Anne Mejias – Advogada e 19/10 – Plínio Pavão – Dirigente e assessor sindical, que podem ser acessadas nas redes sociais do @Bancariosul) como a intensificação de um trabalho mais intenso e específico nessa área da promoção da saúde do trabalhador, para que os bancários e bancárias tenham a convicção de que não estão sós nessa luta. Acesse a live na íntegra em nosso canal: Youtube
“Suicídios na categoria reforçam necessidade de medidas protetivas”

Para o secretário de Saúde da Contraf-CUT, é preciso registrar a situação trágica para transformá-la e responsabilizar quem despreza a saúde e a vida das pessoas O secretário de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Mauro Salles, acredita que os recentes casos de suicídios de bancários em todo o Brasil reforçam a necessidade de que medidas sejam tomadas para proteger a integridade física e mental dos colegas. “Suicídio tem múltiplas causas, mas o trabalho é um potencial detonador e nos faz refletir sobre o momento de enorme tensão em que os bancários estão trabalhando. Nossa categoria está triste, pressionada, com medo do futuro e com alto índice de adoecimento psíquico”, disse. Salles lembrou o recente estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) que analisou os dados da Previdência Social e apontou os bancos como responsáveis por 15% dos afastamentos por causas mentais entre setores de atividade econômica, nos anos de 2012 a 2017. A proporção aumenta para 16% se considerar os afastamentos por depressão. Enquanto nos demais setores a elevação de benefício por Transtorno Mental foi de 19,4% entre 2009 e 2013, no setor bancário chegou a 70,5%. “Provavelmente a situação atual está mais grave”, lamentou o secretário. De 1996 a 2005 ocorreram um suicídio a cada vinte dias entre os bancários. Em muitas situações nos próprios locais de trabalho. Mauro Salles cita o psiquiatra francês Christophe Dejours, “o facto de as pessoas irem suicidar-se no local de trabalho tem obviamente um significado. Os suicídios nos locais de trabalho são reveladores de profunda degradação da vida e da solidariedade, fato que não pode ser banalizado. É uma mensagem extremamente brutal e aponta ligação com as situações de trabalho.” Em matéria do El País, Llorens Serrano, pesquisadora da Universidade Autônoma de Barcelona e do Instituto Sindical de Trabalho, Ambiente e Saúde (ISTAS), se referindo a uma metarrevisão de 72 estudos mundiais nos últimos dez anos, afirma que, quando se trabalha em condições precárias e com baixo poder decisório sobre as tarefas, a possibilidade de cair em depressão é de 77%. Se a insegurança trabalhista é elevada, a possibilidade é de 71%, e de 77% no caso da ansiedade. Outra pesquisa do Dieese, desta vez sobre Teletrabalho, mostra o alto índice de pessoas com medo de ser esquecidos/dispensados (56,8%); ansiedade (65,4%), entre outras questões preocupantes. Nos dados preliminares de pesquisa sobre sequelas da Covid-19, realizado em parceria com a Universidade de Campinas (Unicamp), também aparecem questões preocupantes: Não me sinto alegre (45%); cabeça cheia de preocupações (67,1%). “São dados que ilustram a situação de alerta à qual devemos estar atentos. Vivemos um momento de alto risco para que aconteçam ainda mais tragédias contra os trabalhadores. A pressão exercida pelos bancos para garantir resultados, utilizando métodos perversos, está deixando os bancários em um nível de sofrimento extremo. Isto tem levado a um número crescente de adoecimento psíquico. Também, no extremo do desespero, produz nível elevado de suicídios”, afirmou o secretário de Saúde da Contraf-CUT. Contexto atual é de alto risco De acordo com Mauro Salles, no contexto atual há uma conjunção de fatores que potencializa tragédias, como um mal-estar da civilização com desemprego, desigualdade, falta de perspectiva, medo de perder emprego, de não estar à altura, de não poder sustentar sua família. “As mudanças profundas no mundo do trabalho bancário, com reestruturações permanentes, mudanças no modelo de negócio, demissões, descomissionamentos… A concorrência no setor aumenta a pressão sobre os bancários, onde a exigência de resultados com metas abusivas, com a proliferação do assédio moral, tem impactado a saúde”, explicou. Segundo o dirigente da Contraf-CUT, a pandemia agrava a situação. “Mais uma vez o medo. Medo do contágio, de adoecer, necessidade de proteger familiares, em um convívio com a morte que está à nossa volta. Agravando a situação vemos os bancos intensificarem a pressão em um momento de crise sanitária. Somam-se a isso as instituições hostis. Um governo Federal que faz de tudo para prejudicar os trabalhadores, com constantes ataques aos nossos direitos, desmontando a fiscalização do trabalho e dificultando o acesso aos direitos previdenciários. O Congresso votando medidas contra os direitos, com retrocessos poucas vezes vistos. E a balança do judiciário pende a favor do capital.” Medidas urgentes são necessárias Como inúmeras pesquisas indicam, há estreita ligação do adoecimento com as políticas de pessoal. “Como prescreve a legislação, precisamos exigir dos bancos políticas efetivas de prevenção, monitoramento e controle da saúde dos bancários, nas quais o imperativo seja reconhecimentos dos riscos ergonômicos, psicossocial e agora o biológico. Da mesma maneira, é essencial que haja uma atenção aos colegas que adoecem, garantindo condições para tratamento. E, acima de tudo, o fim das metas abusivas, o consequente assédio moral e a pressão pelos resultados. Não podemos deixar de apontar a necessidade de cobrar a responsabilidade dos bancos em relação às sequelas da Covid-19 em colegas infectados, pois elas impactam a vida profissional e a saúde. Ainda mais quando temos notícias de colegas trabalhando sem as condições plenas de saúde. Sem esquecer que vamos conviver com a pandemia por um tempo indeterminado e devem ser mantidas as medidas protetivas dos ambientes de trabalho e dos trabalhadores”, apontou. Para o secretário de Saúde da Contraf-CUT, é necessário registrar essa situação trágica para podermos, ao conhecer e reconhecer a realidade, transformá-la, responsabilizando quem despreza a saúde e a vida das pessoas, em todas as esferas sociais. “Estamos avisando que estes riscos psicossociais levam a inúmeras situações de adoecimento. Precisamos enfrentar a situação onde os empregadores têm responsabilidade. Através da luta comunitária, reatando nossos laços solidários, os homens e as mulheres podem e devem controlar os bancos. Só assim poderemos evitar as tragédias cotidianas que assolam nossa categoria”, finalizou. Fonte: Contraf-CUT
BB “reestrutura a reestruturação” para manter salários rebaixados e responsabilidades altas

Banco do Brasil anunciou transformação da PAA’s em “Lojas”, alçando gerentes de relacionamento a gerentes gerais Imaginem a seguinte situação: Agenor, responsável por administrar a tradicional Tratoria e Risttorante, decide submeter a empresa a uma reformulação, reduz o número de funcionários em algumas unidades, que passam a se chamar Lancherias. As Lancherias não possuem cozinheiros, por isso, os funcionários responsáveis pelo preparo da comida serão chapistas, com salários reduzidos. Seis meses depois, Agenor resolve re-reestruturar a empresa e torna as Lancherias em Cantinas, elevando os chapeiros a cozinheiros, mas mantém o mesmo salário do cargo anterior. Detalhe: durante todo esse processo o menu sempre foi o mesmo. Essa história, em tom cômico, foi descrita por um funcionário do BB sobre a nova reestruturação anunciada pelo banco, nesta semana. A administração da empresa informou que irá transformar os postos de autoatendimento (PAAs) em “Lojas”, que voltarão a ter o status de agência. Voltando um pouco no tempo, em janeiro deste ano, o BB anunciou um plano de reestruturação que vem resultando no fechamento de unidades e enxugamento do número de funcionárias e funcionários e sobrecarregando os que ficam. Nesse processo, algumas agências foram transformadas em PAAs, com gerentes de relacionamento subordinados a gerentes-gerais de agências maiores. Os funcionários pagam a conta Agora, nesta semana, o banco anunciou que os PAAs serão elevados ao status de “Lojas”, os gerentes de relacionamento serão “promovidos” a gerentes gerais, com mais responsabilidades e riscos inerentes ao cargo, entretanto, sem aumento salarial efetivo. “Com toda essa manobra, que vem ocorrendo desde janeiro, o banco conseguiu fazer uma ampla redução salarial, aumentando a responsabilidade do funcionário, com a possibilidade de ele ser descomissionado por ato de gestão”, alertou o representante da Federação dos Bancários da CUT do Estado de São Paulo (Fetec-CUT/SP) na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB), Getúlio Maciel. “O gerente de relacionamento que hoje fica nesses postos [de autoatendimento], vai ser promovido, entre aspas, para ter muito mais responsabilidade, assinar pelo banco, ter procuração pelo banco e não ter ponto eletrônico e ganhar 170 reais a mais. Sendo que, em alguns casos, os gerentes vão ganhar menos. Com a criação do Performa, de outra reestruturação que o banco rebaixou os salários, todas as comissões tiveram o valor reduzido, mas, em muitos casos, os gerentes mantiveram o mesmo valor através de uma complementação da verba. Agora, no momento em que eles forem, entre aspas, promovidos, vão perder a complementação dessa verba”, explicou a representante da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Minas Gerais (Fetrafi/MG) na CEBB, Luciana Bagno. Em resumo, em alguns casos, gerentes de relacionamento que forem promovidos para gerente geral acabarão com os salários mais baixos. “Vale destacar ainda que, durante todo esse processo de reestruturação, os gerentes de relacionamento das PAAs sempre tiveram as mesmas responsabilidades, mas só poderiam ser descomissionados se tivessem três avaliações negativas, uma a cada semestre, por desempenho. Agora, eles poderão ser descomissionados por ato de gestão”, observou Getúlio Maciel. “A cada nova reestruturação os funcionários do BB se sentem mais desvalorizados. Sempre com aumento da carga de trabalho e das responsabilidades e redução do salário. As reestruturações vão se sobrepondo, somando anomalias e, inevitavelmente, aumentando o passivo trabalhista do banco”, ponderou Luciana Bagno. Banco de mercado “No lançamento do balanço do último semestre, o vice-presidente de Gestão Financeira e de Relações com Investidores, José Ricardo Fagonde Forni, disse que uma das finalidades futuras da reestruturação seria a redução de despesas, principalmente no que tange às despesas administrativas e de pessoal. Então, essas reestruturações visam diminuir salários para apresentar um balanço melhor à custa dos funcionários, numa ótica que privilegia os acionistas em detrimento da qualidade de atendimento e responsabilidade social”, destacou o coordenador da CEBB, João Fukunaga. A CEBB procurou o banco para mais esclarecimentos sobre a nova reestruturação. “Estamos preocupados com o impacto dessas alterações, em tão pouco tempo e da forma como estão acontecendo, na vida dos funcionários. Se o banco quer fazer mudanças que correspondam às necessidades do mercado, precisa considerar que tanto o mercado como a empresa são formados por pessoas reais que não podem ser simplesmente movimentadas, como se fossem peças de um tabuleiro”, concluiu Fukunaga. Fonte: Contraf-CUT
Saúde Caixa: votação para modelo de custeio e gestão acontece nos dias 28 e 29 de outubro

Aprovação da proposta é fundamental para manter os princípios de solidariedade, mutualismo e pacto intergeracional, garantindo um plano justo para empregados da ativa e aposentados Em janeiro de 2022, o Saúde Caixa vai iniciar um novo modelo de custeio e gestão, como prevê o Acordo Coletivo de 2020/2022. Para isso, nos dias 28 e 29 de outubro, os empregados deverão votar pela aprovação ou rejeição da proposta negociada entre o Comando Nacional dos Bancários e a Caixa. Uma das principais mudanças é a instituição de uma mensalidade sobre o 13º salário. Desde 2016 o plano apresenta consecutivos déficits, o que justifica a necessidade de maior arrecadação mensal para garantir a sustentabilidade do plano. Algumas razões justificam o aumento das despesas assistenciais, tornando a cobrança adicional inevitável. Entre 2004 e 2020, os custos assistenciais cresceram 632%, enquanto as contribuições dos beneficiários aumentaram 522%. Isso acontece porque há um descompasso entre o reajuste salarial dos empregados e a inflação médica, que é o resultado do aumento dos custos de saúde e da frequência de utilização do plano. E as despesas assistenciais do Saúde Caixa continuam crescendo. Com a redução de cerca de 20 mil postos de trabalho entre 2014 e 2020, com previsão de contratação de três mil empregados e concursos específico para pessoas com deficiências – o que não supre o déficit -, a população de empregados da Caixa está envelhecendo. Como consequência natural, a tendência é que se utilize o plano com mais frequência. Manutenção dos princípios Diante deste cenário, a intenção da Caixa era aplicar a paridade contributiva no custeio, a cobrança individual da mensalidade, por faixa etária e renda. Com muita dificuldade nas negociações, os representantes dos empregados conseguiram reverter a proposta da Caixa e mantiveram a proporção de contribuição dos trabalhadores em 30%. A participação da Caixa será limitada em 70% ou 6,5% da folha de pagamentos e proventos – o que for menor. Uma grande conquista foi assegurar a preservação dos princípios da solidariedade, mutualismo e o pacto intergeracional e a manutenção da cobrança por grupo familiar. O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto, destacou a importância da aprovação da proposta. “Um grande avanço nas negociações foi impedir a aplicação das medidas de interesse do banco. A cobrança individual e por faixa etária deixaria o plano inviável para os aposentados. Conseguimos preservar o que existe de mais importante no Saúde Caixa, que são nossas premissas históricas. Sem elas, o Saúde Caixa seria um plano excludente, principalmente para os aposentados, e a viabilidade do plano estaria comprometida”, enfatizou Takemoto. A coordenadora da Comissão Executiva de Empregados (CEE/Caixa), Fabiana Uehara Proscholdt, explicou o que pode acontecer caso a proposta seja rejeitada. “Se a proposta for rejeitada, o que negociamos com a Caixa não valerá mais. Isto significa abrir espaço para que a Caixa implemente um modelo diferente, com o reajuste que ela entende ser necessário, com cobrança por faixa etária e renda, por exemplo, deixando o plano inviável para grande parte dos empregados, principalmente os aposentados”, alertou Fabiana. Veja abaixo o resumo da proposta, ou, se preferir, leia o boletim especial sobre assunto.
Conheça a proposta para o Saúde Caixa
Sindicato realiza assembleia extraordinária na sexta-feira, 28, com titulares do Plano Saúde Caixa

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense realiza assembleia extraordinária, no período de 8 horas do dia 28 de outubro até às 18 horas do dia 29 de outubro visando à deliberação acercada negociação e do Acordo Coletivo de Trabalho Aditivo sobre o Plano Saúde Caixa. O evento é direcionado aos titulares do plano. Segundo informações do edital, a proposta sobre o Plano Saúde Caixa, se aprovada, entrará em vigor na data da sua assinatura, em 1º de novembro deste ano pelo prazo de dois anos e seus efeitos aplicáveis aos exercícios de 2022 e 2023, a ser celebrado com a Caixa Econômica Federal. Confira o edital:
Câncer de mama: a importância da prevenção

Autoexame pode salvar a sua vida! O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense alerta a todas as mulheres e a sociedade sobre a importância da realização do exame preventivo ao câncer de mama e de colo de útero. A medida visa chamar a atenção sobre a incidência da doença, suas causas e principalmente, à prevenção e o diagnóstico precoce. Segundo dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer) o câncer de mama é a doença que mais mata mulheres. Por isto, a prevenção e o autoexame são de extrema importância. O câncer de mama é um tumor maligno que ataca o tecido mamário e é um dos tipos mais comuns. Diagnosticado precocemente, as chances de cura aumentam em 95%, de acordo com o Instituto Oncoguia. O diagnóstico da doença é realizado por meio do autoexame e exames de imagem, como o ultrassom, a mamografia e a biópsia. É importante que as mulheres observem suas mamas sempre que se sentirem confortáveis para tal. Pode ser no banho, durante a troca de roupa ou em outro momento da rotina. Para fazer o autoexame, a mulher precisa colocar uma das mãos atrás da cabeça. Usar os dedos da outra mão para tocar a mama. Também precisa fazer movimentos circulares iniciando no mamilo e estendendo-se até a axila. O autoexame permite que a mulher identifique prematuramente alterações presentes nas mamas, seja de tamanho ou a aparição de pequenos nódulos. É importante destacar que o autoexame não substitui a visita ao médico. A realização de exames médicos para prevenir o câncer de mama ainda está abaixo do adequado no país. Em 2020, deveriam ter sido realizadas 11,5 milhões de mamografias no Brasil, mas apenas 2,7 milhões foram feitas, de acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia. Fonte: Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, com informações da Contraf-CUT
Segunda-feira, 25, tem assembleia extraordinária do Itaú/Unibanco

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense realiza na próxima segunda-feira, 25, de 8 às 18 horas, assembleia extraordinária especifica a fim de deliberar sobre a negociação e o Acordo Coletivo de Trabalho para a regulamentação de jornada extraordinária (sábado, domingo e feriado) do segmento de veículos. A medida, se aprovada, terá vigência de dois anos a contar de 1º de julho de 2021. A assembleia será online e poderá ser acessada através do site do Sindicato. Confira o edital
Sexta-feira (22) tem negociações com a Caixa

Temas relacionados às condições de trabalho estarão em pauta; negociação que estava marcada segunda-feira (18), sobre teletrabalho e banco de horas, foi desmarcada A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal se reúne com o banco na próxima sexta-feira (22) para tratar sobre diversos temas relacionados às condições de trabalho nas agências e departamentos da Caixa. “Queremos debater os assuntos que fazem parte do dia a dia dos empregados e que muitas vezes os levam à sobrecarga de trabalho, ao estresse e ao adoecimento, como as metas desumanas e o assédio que são impostos junto com elas. Mas, também a promoção por mérito, a movimentação de caixas e tesoureiros, o GDP e até como está sendo pensado o retorno dos colegas que estão em home office para o trabalho presencial. São todas questões que envolvem e precisam ser debatidas com os empregados”, informou a coordenadora da CEE, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária de Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). A CEE também quer debater sobre os valores referentes à Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) pagos a menor e questões relacionadas à Fundação dos Economiários Federais (Funcef), como a resolução 30 do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC 30) e a incorporação do Plano de Benefícios (REB) no Novo Plano de previdência da Funcef (veja a sugestão de pauta enviada à Caixa ao final deste texto). Teletrabalho e banco de horas A reunião de negociação sobre teletrabalho e banco de horas, que estava prevista para acontecer nesta segunda-feira (18), foi desmarcada devido a Caixa não ter encontrado até o momento a solução para a marcação de ponto de todos os empregados, tanto os que estão em presencial quanto os que estão em home office. “Deixamos claro para a Caixa que as negociações somente avançam se houver a possibilidade de controle da jornada de todos os funcionários, pois sabemos que se não houver controle de jornada os trabalhadores acabam sendo forçados a trabalhar além da hora e acabam não sendo remunerados por isso”, disse Fabiana. Ainda não existe previsão de data para a reunião. Pauta sugerida para a reunião de sexta-feira (22) PLR FUNCEF (CNPC 30 e Incorporação do REB no Novo Plano) Programa de Gestão de Desempenho (GDP) –curva forçada, colegas sem avaliação, metas impostas, obrigação de estar no TDV, e tem GGR cobrando no mínimo bronze. Programa Qualidade de Vend (PQV) Time de Vendas (TDV) Metas (assédio sistemático, desafios diários cada vez mais insanos e “sprint” de produtos) Promoção por mérito Movimentação de caixas e tesoureiros Problemas no registro do início da jornada e retorno do intervalo, por vezes o sistema chega a demorar quase 20 minutos para permitir o registro do ponto. Acúmulo de funções (ex: crescente situação do tesoureiro se tornar caixa, não como um ajudante, mas em período integral. Agências menores que estão perdendo o caixa, estão jogando tudo para cima do tesoureiro. E perdendo o tesoureiro, jogando para cima de gerente de varejo, assistente etc. Aumento absurdo de trabalho e retrabalho e no geral sem compensação financeiro) Material precário disponibilizados aos empregados nas unidades (computadores lentos, teclados, mouses e leitores de certificados com problemas/defeituosos o que tem prejudicado sobremaneira o trabalho dos colegas) Necessidade de acesso ao “Rede Caixa” nas estações financeiras (como trabalhar sem riscos se não é possível acessar o Sidec) Recém-admitidos que não estão conseguindo obter o certificado digital, e por conta disso não conseguem executar uma série de rotinas (e depois na avaliação serão cobrados do que não fizeram, mas não tinham condições ideais de trabalho) Interaxa (os colegas têm que saber de tudo para atender os clientes, os gerentes não conseguem dar suporte porque também estão atendendo, quem está em home office não bate ponto e acaba ficando mais tempo que a carga horária) (tempo de inatividade para encerrar o atendimento no Interaxa, o normativo fala em 20 min. Isso é muito tempo para ficar com o cliente na tela sem que ele responda. Em qualquer atendimento via WhatsApp esse tempo é bem menor, geralmente 5min) Retorno do horário de atendimento das agências ao horário normal bancário Manutenção das equipes de apoio como vigilantes, recepcionistas, posso ajudar (temos recebido diversas denúncias da retirada e isso prejudica a organização, triagem e afins) Protocolos contra o Covid-19. Fonte: Contraf-CUT
Denúncia contra presidente da Caixa chega ao MPE e ao TSE

A denúncia, feita pelo movimento sindical bancário contra o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, de uso de recursos do banco para promoção pessoal e finalidade política, foi encaminhada ao Ministério Público Eleitoral e ao Tribunal Superior Eleitoral pelos ministros do Tribunal de Contas da União (TCU). Ao analisarem o processo, no dia 6 de outubro (Acórdão 2391/2021-PL), os ministros do TCU decidiram não aceitar (não conhecer) a denúncia, sob o fundamento de que não houve comprovação dos indícios de utilização de recursos da Caixa na realização de eventos, que configurariam campanha eleitoral antecipada do presidente da Caixa e do próprio presidente da República. Mas, declararam haver evidencias de possível realização de campanha eleitoral antecipada, fora do período permitido pela legislação vigente. Por esse motivo, decidiram encaminhar cópia da deliberação para conhecimento do Tribunal Superior Eleitoral e do Ministério Público Eleitoral. “Os ministros reconheceram que há evidências de uso pessoal da Caixa para campanha eleitoral antecipada. Agora cabe ao Ministério Público Eleitoral e ao Tribunal Superior Eleitoral darem prosseguimento ao processo”, observou a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária de Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). “Vamos continuar acompanhando o caso com atenção, pois há evidências de que houve o uso de recursos públicos para finalidades pessoais e eleitorais. Neste caso, é preciso que haja punição dos culpados para evitarmos que a Caixa tenha sua imagem maculada. Isso atinge a instituição, seus empregados e toda a sociedade”, completou Fabiana. Fonte: Contraf-CUT