Sindicato realiza assembleia extraordinária para deliberar sobre assinatura do ACT do Bradesco S/A referente à CIPA 2021/2022

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense realiza assembleia extraordinária especifica para deliberar acercada negociação e assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho referente ao Programa de Capacitação Cipa 2021/2022. A assembleia ocorrerá das 8 horas, do dia 9 de novembro, às 18 horas, do dia 10 de novembro, de forma remota. Confira o edital:
Contraf-CUT critica portaria que libera exigência de vacinação

Bancários, que já estavam receosos por terem que atender clientes ou trabalhar ao lado de colegas que se recusam a se vacinar, devem ficar apreensivos A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) criticou, nesta quarta-feira (3), a portaria 620, do Ministério do Trabalho e Previdência, publicada na edição de domingo (1) do Diário Oficial da União. No artigo 1º, parágrafo 1º, a portaria proíbe os empregadores de exigirem para contratação ou manutenção do emprego o comprovante de vacinação. No parágrafo 2º, caracteriza como prática discriminatória a exigência do comprovante de vacinação em processos de seleção, ou a demissão do trabalhador. “Isso é um absurdo! Estamos vivendo em meio a uma pandemia e os empregadores são responsáveis pela manutenção de um ambiente seguro e saudável para o trabalho. Ao fazer esta proibição, o governo impede que o empregador cumpra sua obrigação, pois uma pessoa não vacinada é suscetível ao contágio e, consequentemente, à propagação do vírus”, disse a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, que é uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários. “Nas conversas que estamos tendo com os trabalhadores, eles já se mostravam receosos por terem que atender clientes e trabalhar ao lado de um colega que se recusa a se vacinar. Com essa medida do governo Bolsonaro eles ficarão apreensivos com a possibilidade de esta situação perdurar para sempre, mesmo tendo vacina disponíveis para todos”, completou. Para especialistas em direito do Trabalho, a portaria é inconstitucional. A bancada do PT na Câmara dos Deputados e no Senado Federal se mobiliza para derrubar a portaria e pelas redes sociais, o senador Humberto Costa (PT-PE) anunciou que já apresentou uma proposta para derrubar a portaria. Em contraposição ao governo, o Tribunal Superior do Trabalho passou a exigir comprovante de vacinação para todas as pessoas que queiram entrar em suas dependências. A mesma exigência é feita pelo Tribunal de Justiça de São Paulo e pelo Ministério Público. Fonte: Contraf-CUT
Aprovado modelo de gestão e custeio do Saúde Caixa

Maior vitória foi a manutenção da proporcionalidade de custeio (70/30) e os princípios da solidariedade e pacto intergeracional Por ampla maioria, as assembleias realizadas nas bases do Comando Nacional dos Bancários em todo país aprovaram o novo modelo de gestão e custeio do plano de saúde dos empregados da ativa, aposentados e pensionistas da Caixa Econômica Federal, o Saúde Caixa. Às 21h de sexta-feira (29), 87% dos votantes tinham aprovado a proposta no sistema de votação eletrônico disponibilizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro aos sindicatos, restando 400 votos a serem validados, sem possibilidade de alteração do resultado. De todos dos sindicatos que compõem o Comando Nacional dos Bancários, apenas o Sindicato dos Bancários da Bahia (Seeb/BA), o Sindicato dos Bancários do Espírito Santo (Seeb/ES), o Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb/SE) e o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osaco e Região (SPBancários) não utilizaram o sistema de votação da Contraf-CUT (veja abaixo notícias sobre o resultado das eleições nestas bases). “É uma grande vitória dos trabalhadores. Se a proposta não fosse aprovada, o banco poderia implementar reajustes desconsiderando o pacto intergeracional e a solidariedade, prejudicando os aposentados e quem tem os menores salários”, comemorou a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária de Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). O modelo de custeio aprovado não traz alterações nos princípios de solidariedade e no pacto intergeracional estabelecidos desde o início do Saúde Caixa. Também foi mantida a proporcionalidade do custeio entre os empregados (30%) e a Caixa (70%), limitado a 6,5% da folha de pagamentos e proventos, devido a uma alteração realizada pelo banco em seu estatuto. A alteração mais significativa é a autorização de cobrança de um valor extra na parcela de novembro de 2022 (quando é pago o 13º salário), para fazer frente à necessidade de aumento de arrecadação para cobrir os 30% dos custos do plano que são de responsabilidade dos empregados. “A consultoria atuarial que contratamos para analisar os documentos da Caixa apontou a necessidade de aumento da arrecadação. Estabelecer a cobrança no mês do 13º, quando os empregados estão mais capitalizados, foi a forma que encontramos para evitar os aumentos mês a mês, o que poderia aumentar os custos sem ter como sustentá-lo. Mas, a maior vitória mesmo foi a manutenção da proporcionalidade de custeio (70/30) e todos os princípios do plano”, concluiu a coordenadora da CEE. Fonte: Contraf-CUT
Cassi e BB terceirizam atendimento à saúde mental

Contrato com plataforma de atendimento psicológico on-line não teve consulta do movimento sindical e abre discussão sobre sigilo de dados A parceria entre o Banco do Brasil, Cassi e a Vittude, desenvolvedora de ferramentas de inteligência artificial e atendimento psicológico on-line, preocupa as entidades sindicais e de defesa das trabalhadoras e trabalhadores do BB. “Sempre defendemos a ampliação da oferta de atendimento psicológico na Cassi, mas essa decisão de terceirizar o atendimento, de modo on-line e, ainda, sem dialogar com o movimento sindical, nos deixou em alerta”, pontuou João Fukunaga, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB). “A parceria sequer foi apresentada ou discutida com as equipes técnicas da Cassi, o que representa risco para a evolução do modelo baseado na Atenção Integral. Foi uma iniciativa do Banco do Brasil que, depois, envolveu a Cassi. Os dirigentes da Cassi acabaram se submetendo, mais uma vez, às decisões do BB, aceitando a contratação sem uma discussão ampla com os próprios associados”, observou Fernanda Carisio, ex-presidenta do conselho deliberativo da Cassi. “Mais uma vez a Cassi está vendendo os associados, principalmente, os da ativa, ao permitir acesso aos dados de pacientes adoecidos. É muito triste ver a diretoria eleita da Cassi fazendo esse papel escuso”, lamentou ainda João Fukunaga. Na divulgação da parceria, o BB e a Cassi afirmaram que o acordo com a Vittude faz parte do pilar Apoio Psicológico do Programa Saúde Mental, “que está sendo bem recebido por todos os funcionários”. Entretanto, Fukunaga contestou essa informação, uma vez que a contratação da Vittude foi realizada por debaixo dos panos, colocando em risco a proposta original do Programa Saúde Mental: “Essa decisão de terceirizar um serviço que já existe na Cassi não foi dialogada com os associados. Sempre cobramos a ampliação do atendimento psicológico nas mesas de negociação, mas com a interveniência da Cassi neste processo. Agora, quais são os riscos de arquivamento e compartilhamento de informações pessoais das trabalhadoras e dos trabalhadores, em se tratando de uma empresa terceirizada e que tem um contrato 100% pago pelo banco?”, questionou o coordenador da CEBB. “A questão dos dados é séria, ainda mais se considerarmos que não houve discussão com as equipes técnicas da própria Cassi. É provável que exista um termo de confidencialidade assinado pelas partes, isso é, pelo BB e a terceirizada, mas isso, por si só, não garante a preservação das informações de saúde dos associados”, analisou Fernanda. Programa Saúde Mental O Programa Saúde Mental (PSM) da Cassi tem mais de 20 anos. “Começou com a criação de portas de entrada para a saúde mental, a partir de estruturas locais montadas nas unidades Cassi. Esse modelo está evoluindo para trabalhar com Linhas de Cuidado, organizadas para atender aos problemas mais prevalentes entre os funcionários do Banco”, conta Fernanda Carisio, questionando em seguida: Por que não investir num programa maduro e consistente, operado pelos profissionais da própria CASSI?.” O PSM não nasceu por acaso, mas de uma necessidade cada vez maior de atender a demanda de trabalhadores e trabalhadoras do BB. Um estudo recente do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), abordado no texto “Suicídios na categoria reforçam necessidade de medidas protetivas”, revelou que, entre 2012 e 2017, os bancos foram responsáveis por 15% dos afastamentos por causas mentais entre todos os setores de atividade econômica. Quando se trata de depressão, a proporção no período aumentou para 16%. O levantamento apontou ainda que, de 2009 a 2013, houve uma elevação de 70,5% dos casos de Transtorno Mental entre os bancários, contra 19,4% nas demais categorias. Fernanda explicou que as CliniCassi estão equipadas com profissionais preparados para a condução das ações em Saúde, incluindo psicólogos, enfermeiros e assistentes sociais, além de psiquiatras nas CliniCassi de maior porte. “As ações de Saúde das CliniCassi são baseadas na Atenção Primária e contam com o suporte de parceiros especializados na rede de prestadores de serviços que atuam dando prosseguimento aos tratamentos do paciente”, completou. Atualmente, no Plano Associados da Cassi existe a cobrança de coparticipação equivalente a 40% no valor das consultas. “Nas mesas de negociação temos pedido, reiteradamente, que o banco arque integralmente com os custos dos atendimentos psicológicos em caso de adoecimento mental decorrente do trabalho”, destacou Fukunaga. “É curioso que o banco que oferece, agora, atendimento psicológico gratuito, on-line, por uma terceirizada, é o mesmo que prejudica a saúde dos trabalhadores impondo metas diárias, mesmo diante da pandemia, em uma situação na qual várias agências estão desfalcadas”, observou. Outro dado abordado no artigo “Suicídios na categoria reforçam necessidade de medidas protetivas”, publicado aqui no site da Contraf-CUT, e que reforça a crítica de Fukunaga contra o BB, é que as condições precárias de trabalho, somadas ao baixo poder de decisão sobre as tarefas, aumentam em 77% a possibilidade de o trabalhador cair em depressão. A conclusão é da pesquisadora Llorens Serrano, da Universidade Autônoma de Barcelona e do Instituto Sindical de Trabalho, Ambiente e Saúde (ISTAS), após metarrevisão de 72 estudos mundiais, produzidos nos últimos dez anos.
Ação do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense garante reintegração de bancária do Bradesco

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense reintegrou na última segunda-feira, 25, mais uma bancária a sua função, através de ação movida pelo Departamento Jurídico da entidade. Lídia Maria Barbosa, do Bradesco S/A, retomou ao quadro de funcionários da instituição após ser desligada de forma arbitrária, já que estava afastava de suas atividades laborais pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), no curso do aviso prévio. O advogado do Sindicato, Dr. Murilo Cesar Reis Baptista, explicou que, inicialmente, a juíza de Volta Redonda negou o pedido de tutela. “O Sindicato recorreu junto ao Tribunal Regional do Trabalho, por meio de Mandado de Segurança, e os desembargadores determinaram a imediata reintegração da bancária”, detalhou. Lídia Maria teve garantido ainda todos os direitos e vantagens a que fazia jus antes da dispensa, inclusive a manutenção do plano de saúde. A reintegração da bancária foi acompanhada sistematicamente pela direção do Sindicato. O bancário deve informar seu desligamento ao Sindicato preenchendo, acessando o nosso site, na aba “Serviços/Departamento Jurídico” e preencher o formulário. Nem todos os bancos fazem homologação na entidade inviabilizando a ciência do desligamento e consequente nossa ação imediata. Seus dados, serão mantidos em sigilo. Estas precauções, permitem que a entidade verifique a regularidade do desligamento, o correto pagamento dos direitos e subsidie a luta em defesa dos empregos na categoria. Somente neste segundo semestre de 2021, o Sindicato garantiu a reintegração de seis bancários do Sul Fluminense às suas funções. O atendimento do Departamento Jurídico do Sindicato é realizado de segunda à sexta-feira, de 10 às 17 horas. Mais informações podem ser obtidas pelos telefone Fale com o Jurídico (24) 98100-0018 Link para acesso ao formulário do departamento jurídico: https://bancariosulfluminense.com/dpto-juridico/ Fonte: Sind. Bancários do Sul Fluminense
Condições de Trabalho na Caixa voltam a ser negociadas nesta quarta (27)

Representação dos empregados se reúne com o banco para dar continuidade às negociações A Comissão Executiva de Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal volta a se reunir com o banco na tarde desta quarta-feira (27) para dar continuidade às negociações sobre condições de trabalho nas agências e departamentos da Caixa. O tema já foi debatido na sexta-feira (22), mas, em razão do tempo, não foi possível tratar de todos os assuntos. “É importante que estes temas sejam tratados continuamente, sem que haja interrupções nas negociações, pois eles afetam o cotidiano de trabalho dos empregados da Caixa e precisam ser resolvidos o mais rápido possível pelo banco”, ressaltou a coordenadora da CEE, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária de Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Na pauta desta quarta-feira serão debatidos temas relacionados ao programa de Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP), Programa de Qualidade de Vendas (PQV), Participação nos Lucros ou Resultados (PLR), promoção por mérito, cross-selling e assédio (inclusive o gerador de “sprints” como mais uma ferramenta que pode resultar em assédio). Cobrança de retorno da Caixa A CEE também cobrará retorno de temas sobre os quais a Caixa ficou de dar resposta aos empregados, como uma posição sobre a eleição do Conselho de Administração; sobre a troca dos equipamentos precários (na reunião passada o banco disse que acionaria as equipes regionais para a troca dos dispositivos); o pedido de manutenção das equipes de apoio (vigilantes, recepcionistas, “posso ajudar?”, contratados em função do pagamento do auxílio emergencial); o andamento dos testes do piloto para registro de ponto; e sobre a transferência de gerentes PJ. “Também vamos voltar a tratar sobre o retorno ao trabalho presencial. Já tratamos do tema na reunião passada e muitos empregados estão nos contatando para cobrar que o retorno seja efetivado somente após 70% da população ser vacinada, principalmente para aqueles que fazem parte dos grupos de risco”, informou Fabiana. Fonte: Contraf-CUT
Pioneirismo do Santander prejudica funcionários

Mais uma vez o Santander saiu na frente na implantação de mudanças que trazem prejuízos aos trabalhadores do sistema financeiro Desde o dia 4 de setembro, o banco Santander voltou a abrir suas agências das 9h às 10h para atendimento prioritário e das 10h às 16h para o público em geral. Nenhum outro banco retomou o horário de atendimento pré-pandemia. A medida foi tomada sem qualquer tipo de negociação com a representação dos trabalhadores. “Na ocasião lamentamos a atitude do banco, mostramos nossa discordância e alertamos que isso prejudicaria os funcionários, que estariam mais expostos ao vírus da Covid-19. Menos de um mês após a medida, já constamos grandes filas nas agências após às 14h, quando os demais bancos já estão fechados ao público. Isso causa aglomerações e aumenta ainda mais os riscos para clientes e funcionários”, alertou o secretário de Assuntos Socioeconômicos e representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) na mesa de negociações com o banco, Mario Raia. O dirigente da Contraf-CUT lembrou, ainda, que o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos funcionários determina que, qualquer medida que tenha consequências diretas no dia a dia de trabalho, deve ser negociada com o movimento sindical, se referindo ao Comitê de Relações Trabalhistas, previsto na cláusula 35 do ACT, que em seu parágrafo primeiro define que as demandas do Santander e dos empregados, que não tratem de questões econômicas e de interesse local dos sindicatos, deverão ser encaminhadas através do Comitê. Pioneiro A volta da abertura das agências até às 16h era uma pauta que estava sendo debatida entre os bancos que fazem parte da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), mas não houve consenso e o encaminhamento foi de que a medida seria tomada de forma individual. “O Santander, como sempre, é o pioneiro entre os bancos nestas questões que podem causar algum dano aos trabalhadores. O banco não tem medo de mostrar que não se importa com o que possa acontecer com seus funcionários. A única coisa que importa é o lucro”, lamentou o dirigente da Contraf-CUT. Uma pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) avaliou as condições de teletrabalho da categoria após mais de um ano de duração dessa modalidade neste período de pandemia de Covid-19. Mais de 13 mil bancárias e bancários responderam ao questionário, que aponta maior incidência de diagnóstico positivo de Covid-19 (38%) entre os que permaneceram no trabalho presencial do que entre aqueles que passaram à modalidade em home office (23%). Chamou a atenção o fato de que o banco que menos colocou trabalhadores em teletrabalho foi o que mais teve registros de contaminação. Fonte: Contraf-CUT
Entenda porque votar sim na proposta do Saúde Caixa

Bate-papo ao vivo acontece nesta terça-feira, 26, quando será apresentada a proposta que estará em pauta nas assembleias de quinta e sexta-feira; Contraf-CUT, Fenae, Comando Nacional dos Bancários, sindicatos e federações de suas bases indicam voto sim na proposta construída pelo GT formado pela Caixa com as entidades da base do Comando A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) farão, nesta terça-feira (26), a partir das 19h, um bate-papo ao vivo, pela TV Contraf (Youtube), e pelas página no Facebook da Contraf-CUT, da Fenae e de diversos sindicatos e federações com os empregados da Caixa Econômica Federal, principalmente com aqueles que são participantes do Saúde Caixa, sobre a proposta que irá à votação nas assembleias que serão realizadas pelos sindicatos da categoria na quinta (28) e sexta-feira (29), dependendo do sindicato. Além de explicar a proposta, a live explicará como cada deve fazer para participar da assembleias. Por exemplo, que os empregados, participantes do Saúde Caixa da ativa deverão votar nas assembleias de seus respectivos sindicatos. Os aposentados devem votar no sindicato que era de sua base quando ocorreu a aposentadoria. Os participantes da Funcef devem votar no sindicato da base da agência onde recebe os proventos. Assembleias As assembleias de deliberação sobre a proposta de modelo de gestão e custeio do Saúde Caixa acontecerão nos dias 28 e 29 de outubro. A Contraf-CUT disponibilizará um sistema de votação eletrônico, pela internet aos sindicatos, mas os sindicatos do Espírito Santo, Bahia, Sergipe e São Paulo, Osasco e Região votam em sistema próprio. Assim, quando se aproximar o dia da assembleia, cada empregado deverá acessar o link acima, ou os sites destes sindicatos e procurar o link de votação. Todo empregado, da ativa, ou aposentado, participante do Saúde Caixa tem direito ao voto. Basta acessar o link, inserir seu número de matrícula (sem o zero à esquerda e sem o dígito) e o sistema apresentará três nomes. Clique sobre o próprio nome. Depois é só votar. “O voto será sim, não, ou abstenção. Defendemos o voto SIM nas bases dos sindicatos filiados à Contraf-CUT, pois a proposta mantém todos os princípios do plano, sem cobranças individuais de valor mínimo de acordo com faixa, pois isso prejudica quem ganha menos, os aposentados e os mais idosos”, defendeu a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária de Cultura da Contraf-CUT. “Se a proposta não for aprovada, a Caixa poderá aplicar os reajustes como quiser e isso inviabilizará a continuidade no plano dos aposentados e de quem ganha menos”, completou. Resumo da proposta Mantem o modelo atual, onde: a participação da CAIXA no custeio das despesas assistenciais e administrativas limitada a 70% do montante ou ao teto de 6,50%, o que for menor; mensalidade do titular no valor de 3,5% da remuneração base e uma mensalidade adicional de 0,4% para cada dependente direto cadastrado no plano, limitado ao teto de 4,3% por titular; mensalidade de 0,4% para cada dependente indireto; tratamentos oncológicos e internações são isentos de coparticipação; coparticipação para consulta em pronto socorro / atendimento corresponderá ao valor fixo de R $ 75 (setenta e cinco reais); teto anual de R $ 3.600,00 (três mil e seiscentos reais) por grupo familiar; sem aumento nas mensalidades mês a mês, mas com a instituição de uma mensalidade extraordinária também sobre o 13º salário para atender a necessidade de aumento da arrecadação; utilização da reserva técnica para evitar contribuições extraordinárias em caso de déficit; manutenção do GT Saúde CAIXA com maior acesso a relatórios, dados, acompanhamento de credenciamento e descredenciamento com vistas a dar suporte para a mesa permanente. Fonte: Contraf-CUT

O Coletivo Nacional de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) se reuniu, nesta segunda-feira (25), com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para a Mesa temática de Saúde. Um dos principais pontos da pauta foi iniciar a retomada dos debates sobre temas que eram discutidos antes da pandemia do coronavírus (Covid-19), como o fim das metas abusivas, do assédio moral e do adoecimento na categoria, além da garantia do tratamento para os trabalhadores que ficaram doentes por conta das ações dos bancos. “A nossa tese é que a pressão que os bancários sofrem nos locais de trabalho aumentou muito o adoecimento psíquico na categoria. Por isso, nós temos que discutir a forma como essa cobrança é feita”, afirmou Mauro Salles, secretário de Saúde da Contraf-CUT. Outro tema debatido foi o retorno ao trabalho presencial, que, apesar de estar sendo negociado banco a banco, o movimento sindical pediu uma orientação geral por parte das empresas. “A gente precisa ter clareza nestas questões, com um protocolo-base de medidas preventivas, para garantir a segurança dos trabalhadores que possa exercer suas atividades de forma tranquila”, explicou o secretário ao reforçar a importância da proteção dos grupos de riscos e da adequação dos ambientes de trabalho para a nova realidade. Ele alertou também para a necessidade de se preocupar com as sequelas da Covid-19, garantindo o tratamento adequado. Outra preocupação apontada foi a situação de colegas do grupo de risco ao voltar ao trabalho: “Defendemos que tenham prioridade para continuar em home office, minimizando assim os riscos de reinfecção”, alertou Mauro Salles. As partes se comprometeram ainda a fazer pressão em todas as esferas de governo para continuar obrigando o uso de máscaras, como importante medida de prevenção da contaminação da Covid-19. Fonte: Contraf-CUT
CEE critica as condições de trabalho e pressão submetida aos empregados da Caixa

Condições de trabalho foi o tema da reunião de negociação entre a Comissão Executiva de Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal e o banco, ocorrida nesta sexta-feira (22). A pauta sugerida pelos representantes dos trabalhadores aborda o dia a dia dos empregados. O retorno ao trabalho presencial e o protocolo contra a Covid-19 também foram assuntos do debate. A reunião foi aberta com uma crítica feita pela coordenadora da CEE, Fabiana Uehara Proscholdt. “Assuntos tão importantes não podem ser postergados como a Caixa tem feito. Isso gera insatisfação e reforça o sentimento de muitos colegas que estão largados à própria sorte, tendo que cumprir o que é determinado sem ter todos os recursos à disposição para realizar o trabalho e estão, ainda por cima, adoecendo”, destacou. A CEE também cobrou uma posição sobre a eleição do Conselho de Administração. Até o momento não houve a divulgação da comissão eleitoral nem calendário de atividades. Fabiana Uehara alertou sobre o prazo da realização do pleito, que deve ocorrer em até 150 dias do vencimento do atual mandato. O Interaxa A ferramenta de interação com o cliente por meio do whatsapp, também foi amplamente debatido na reunião. Os empregados têm relatado dificuldades no atendimento devido à necessidade de domínio de diferentes assuntos para prestar esclarecimentos ao cliente. Muitas vezes necessitam de suporte dos gerentes, que também estão em atendimento. Há queixas sobre a simultaneidade no atendimento pela ferramenta e presencial e sobre o horário de funcionamento, que ultrapassa a carga horária de trabalho. O banco sugeriu algumas possibilidades para solucionar o problema, como a realização do atendimento presencial intercalado com o do Interaxa, mas recebeu críticas dos integrantes da Comissão. “Tenho a impressão que o banco não entendeu os motivos que justificam nossa insistência em cobrar mesa de negociação para tratar esse assunto. Se pautamos é porque os empregados não estão conseguindo resolver o problema. O planejamento e as soluções apontadas pelo banco não refletem a realidade diária dos empregados, que devem fazer várias coisas ao mesmo tempo. Isso é desumano, assédio moral e as pessoas estão adoecendo por causa disso”, ressaltou Rogério Campanate, representante da Federação das Trabalhadoras e Trabalhadores do Ramo Financeiro do Rio de Janeiro (Federa-RJ). Na opinião de Carlos Augusto Silva (Pipoca), representante da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb/SP-MT), “a raiz do problema é a falta de empregados nas agências”, e sugeriu que os empregados que atendem pela ferramenta fiquem em local separado do atendimento presencial. O banco respondeu que vai avaliar a sugestão. Equipamentos precários Os representantes dos empregados cobraram a substituição dos materiais de trabalho como computadores, mouses, teclados e outros equipamentos periféricos danificados ou com péssimas condições de uso. Segundo o banco, haverá o acionamento das equipes regionais para a troca dos dispositivos. Certificado digital para recém-admitidos Empregados admitidos recentemente reclamaram da dificuldade em cumprir determinadas rotinas por não conseguirem obter o certificado digital. A Caixa avisou que o problema foi resolvido no dia 20. Manutenção das equipes de apoio Fabiana Uehara solicitou a continuidade dos serviços de vigilantes, recepcionistas, “posso ajudar?”, contratados em função do pagamento do auxílio emergencial. “Este quadro de pessoal ajuda muito no dia a dia das unidades e dá segurança aos empregados. Sem ele também há um prejuízo na triagem e organização do atendimento nas agências. A Caixa respondeu que os ajustes estão sendo realizados e que este pessoal foi contratado temporariamente. A Comissão cobrou que a empresa reveja estes ajustes. Registro de ponto Sobre os problemas no registro de início da jornada e volta do intervalo, a Caixa admitiu as falhas e informou que já há um projeto piloto para testar uma aplicação simplificada para facilitar o acesso aos sistemas de RH. O teste deve começar em novembro. Retorno ao horário normal bancário A Caixa informou que esse ponto já era item cobrado em reuniões anteriores e que o retorno será no dia 23 de novembro. A Comissão reforçou que o assunto deveria ser tratado na reunião e valorizado em rodada de negociação, já que era uma pauta recorrente. Acesso ao Rede Caixa nas estações financeiras A Caixa informou que vai atualizar a versão do sistema para regularizar o acesso. A Comissão sugeriu que nestas estações também seja possível acessar os manuais normativos. Transferência de gerentes PJ A CEE questionou a movimentação dos gerentes de conta PJ e a Caixa disse que responderá isso na próxima reunião. Retorno presencial Um dos assuntos de muito debate foi o retorno presencial dos trabalhadores em home office às agências, anunciado pela Caixa em uma live aos empregados na quinta-feira (21). A coordenadora da Comissão criticou a tomada de decisão sem qualquer debate com a representação dos empregados. “O retorno presencial e o novo protocolo contra Covid-19 deveriam ter sido discutidos em mesa de negociação, como foi feito com o home office no início da pandemia. Inclusive isso foi reforçado em reuniões com a Fenaban. O debate aqui envolve proteger vidas”, destacou. “Qualquer protocolo de retorno deveria ser feito somente quando 70% da população estivesse com o quadro vacinal completo. Não basta os empregados estarem vacinados. Isso é, inclusive, a recomendação dos cientistas”, acrescentou Fabiana Proscholdt. Os membros da CEE apontaram algumas falhas no protocolo. O representante da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe (Feeb/BA-SE), Emanoel Souza, sugeriu o retorno dos empregados do grupo de risco somente após a dose de reforço. “Não estamos defendendo o home office eternamente, mas precisamos de mecanismos que garantam o retorno seguro e a saúde dos empregados”. O representante da Federação dos Bancários da CUT do Estado de São Paulo (Fetec-CUT/SP), Jorge Luiz Furlan, relatou a vulnerabilidade dos empregados com deficiência auditiva, já que precisariam pedir ao cliente para retirar a máscara para fazer a leitura labial durante o atendimento. O dirigente solicitou a garantia de que estes trabalhadores não vão fazer atendimento ao público e foi atendido pelos representantes do banco. Outro questionamento de Furlan diz respeito à assinatura obrigatória do Termo de