Bancária de Volta Redonda é reintegrada à função no Banco Santander S/A

Medida ocorreu face à ação judicial movida pelo Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense Em atendimento à ação movida pelo Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, pormeio do Departamento Jurídico, o Juízo da Vara do Trabalho de Volta Redondadeterminou a reintegração da bancária Danielle Christine Braga ao quadro defuncionários do Banco Santander S/A, agência Volta Redonda. A sentença tambémestabeleceu o pagamento de todas as verbas salariais não creditadas durante operíodo de janeiro até a data da reintegração, que ocorreu no dia 09 deste mês. A bancária foi admitida em 2005 e demitida pela instituição em janeiro deste ano.Neste período, ela exerceu as funções de gerente de negócios e serviços. Opedido de reintegração da autora, conforme explicou o advogado da entidade sindical,Dr. Murilo Cesar Reis Baptista, se deu em razão do banco ter aderido aomovimento #nãodemita de modo a preservar os empregos de seus colaboradoresdurante a pandemia da COVID-19 e a crise econômica, e assim, deveria manter ocompromisso assumido. – O Juiz da 1ª Vara do Trabalho de Volta Redonda levando em consideração oprincípio da função social da empresa, bem como que a situação fática queensejou o compromisso assumido pelo banco ainda se encontra em vigência,deferiu o pedido de tutela antecipada para reintegrar a autora ao quadrofuncional do banco, restabelecendo todos os seus direitos contratuais e normativos– disse o advogado. O presidente do Sindicato, Júlio Cunha, reafirmou que a entidade continuatrabalhando arduamente para garantir os direitos do trabalhador bancário. “OSindicato atua em várias frentes, como o Departamento Jurídico e a Saúde.Especificamente nos casos de demissões, o bancário associado deve informar seudesligamento ao Sindicato acessando o nosso site, na aba “Serviços/DepartamentoJurídico” e preenchendo o formulário. Nem todos os bancos fazem homologação naentidade inviabilizando a ciência do desligamento e consequentemeente, a nossa açãoimediata. Estas precauções permitem que a entidade verifique a regularidade dodesligamento, o correto pagamento dos direitos e subsidie a luta em defesa damanutenção dos empregos na categoria”, disse. O atendimento do Departamento Jurídico do Sindicato é realizado de segunda àsexta-feira, de 10 às 17 horas. Mais informações podem ser obtidas pelotelefone Fale com o Jurídico (24) 98100-0018. Link para acesso ao formulário do departamento jurídico:https://bancariosulfluminense.com/dpto-juridico/ Fonte: Sind. Bancários do Sul Fluminense
6º Congresso da Contraf-CUT acontecerá em abril

Direção Nacional da entidade se reuniu nesta quinta-feira (9) e definiu data e pontos a serem debatidos no Congresso A Direção Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) se reuniu nesta quinta-feira (9) para deliberar sobre a data e os eixos a serem debatidos no 6º Congresso Nacional da entidade, que ficou marcado para ocorrer nos dias 1, 2 e 3 de abril. A reunião foi realizada em formato híbrido, com parte das pessoas presentes na sede da Contraf-CUT e parte, que não pode participar presencialmente, por conexão pela internet. Os presentes na sede da Contraf-CUT cumpriram as medidas de segurança sanitária, como o distanciamento pessoal, a utilização de máscara apropriada e a devida higienização das mãos e dos objetos compartilhados. Além de definir a data e convocar o 6º Congresso da Contraf-CUT, a reunião definiu três eixos para os debates: Defesa e ampliação de direitos; Defesa do Brasil, da democracia, da soberania nacional e das reformas que queremos; e Organização sindical do ramo financeiro. “Estes pontos definidos hoje serão debatidos pelas federações e sindicatos filiados à Contraf-CUT em suas respectivas bases sindicais. No nosso Congresso Nacional compartilharemos as reflexões trazidas das bases e aprofundaremos o debate para definirmos o plano de luta da próxima gestão”, explicou a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira. “Precisamos ter muita atenção, pois trata-se de um plano de luta para os próximos quatro anos e nossa atuação pode ter enfoques diferentes de acordo com os rumos que podem ser tomados pelo país”, completou. Eixos de debate Os debates sobre estes três eixos se desdobram em diversos pontos, como, por exemplo, no eixo sobre Defesa e ampliação de direitos, onde as discussões devem girar em tordo da Campanha Nacional, regulamentação do teletrabalho, acompanhamento e tratamento das sequelas da Covid-19 e acompanhamento da tramitação no Congresso Nacional de proposições de interesse da classe trabalhadora, especialmente das categorias que formam o ramo financeiro. Para o segundo eixo, alguns dos pontos a serem debatidos devem girar em torno das eleições de 2022 e 2024 e, entre os nomes colocados para a disputa à Presidência da República, da eleição de um presidente que tenha um projeto democrático e popular, de combate às desigualdades. Para os demais cargos, que sejam eleitos candidatos comprometidos com a classe trabalhadora e com o projeto de país defendido pela Contraf-CUT e pelo movimento sindical. Mas, também a defesa das empresas e bancos públicos, do SUS e de uma reforma tributária que permita a distribuição de renda e a redução da desigualdade social. No terceiro eixo, o ponto central gira em torno da representação de todos os trabalhadores do ramo financeiro e da construção do macrossetor de serviços da CUT. A Contraf-CUT enviará um comunicado com as orientações completas para as entidades filiadas. “Encerramos esta reunião com o sentimento de dever cumprido no que diz respeito às definições de debate, mas também com a grande responsabilidade de fazê-lo com muita atenção em nossas bases, para que possamos organizar a categoria para a defesa e ampliação de seus direitos e dos projetos e rumos da política e do país que queremos”, concluiu o secretário-geral da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga. Fonte: Contraf-CUT
Avançam negociações com o BB sobre retorno ao trabalho presencial

Bancários conquistam cumprimento de protocolos de segurança sanitária em mesa de negociação com o Banco do Brasil A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reuniu com o banco na tarde desta terça-feira (7) para debater sobre o retorno ao trabalho presencial do grupo de risco. O principal avanço do encontro foi a manutenção em home office de grávidas, imunossuprimidos (indivíduos que possuem uma condição de saúde que faz com que seus corpos respondam menos a qualquer tipo de vacina), pessoas em tratamento contra o câncer e com deficiência auditiva. Também permanecem em home office as pessoas que não se vacinaram por indicação médica. “Consideramos um avanço esse retorno do banco, fruto de reiterados pedidos nossos, representantes dos trabalhadores, para proteger funcionárias e funcionários em condições que os colocam no grupo de risco”, pontou Fernanda Lopes, secretária de Juventude e representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) nas negociações com o BB. “Cada dia no trabalho presencial é um grande risco de vida para esse grupo de pessoas, mesmo que vacinadas. A pandemia não acabou”, completou. Os bancários que se enquadrarem no grupo que deve permanecer em trabalho remoto deverão encaminhar laudo médico comprovando a condição e indicando afastamento do trabalho presencial aos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (Sesmt), localizados nas Gerências Regionais de Gestão de Pessoas. Demais casos com indicação de afastamento das atividades presenciais também devem ser encaminhados ao Sesmt para avaliação. Mobilização nacional A CEBB cobrou do banco mais contratações, único meio para resolver a sobrecarga e melhorar as condições de trabalho nas agências e unidades administrativas do BB. Os representantes dos funcionários do BB reivindicaram, ainda, a implementação do acordo de teletrabalho. Também nessa terça-feira (7), horas antes da mesa de negociação entre a CEBB e o BB, funcionários e funcionárias do banco realizaram o Dia Nacional de Luta, denunciando a sobrecarga no trabalho por causa da implementação de metas abusivas e da redução do quadro de pessoas. “As mobilizações em todo o país mostraram a indignação com as atitudes do BB, tomadas de forma unilateral. Os sindicatos fizeram o seu papel que foi cobrar respeito e negociar, buscando saídas para todas as questões que envolvem a segurança e manutenção dos postos de trabalho”, destacou Fernanda Lopes. “O banco tem que aprender a respeitar seus funcionários não somente por meio de palavras, mas através de atos também”, concluiu. Fonte: Contraf-CUT
Bancários denunciam falta de condições de trabalho no BB e na Caixa

Diversas situações afetam trabalhadores e trabalhadoras e prejudicam atendimento aos clientes e à população Bancárias e bancários, organizados por sindicatos da categoria de todo o país, realizaram, nesta terça-feira (7) um Dia Nacional de Luta em defesa do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e de seus empregados. “Nosso principal objetivo foi o de denunciar as precárias condições de trabalho em ambos os bancos, que reduzem o quadro de pessoal, sobrecarregam os trabalhadores, estabelecem metas desumanas, abusivas, e promovem o assédio institucional, o que acaba levando muitos ao adoecimento”, disse a coordenadora do Grupo de Trabalho de Defesa dos Bancos Públicos e secretária de Juventude da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fernanda Lopes. “Mas, também mostrar que toda esta situação acaba por prejudicar o atendimento à população e exigir mais contratações, para repor o quadro, reduzir a sobrecarga de trabalho e melhorar o atendimento à população”, completou Fernanda, que também é funcionária do BB e representa a Contraf-CUT nas negociações com o banco. Nos últimos anos, tanto a Caixa quanto o Banco do Brasil vêm sofrendo com a redução de pessoal, fechamento de agências e a venda de áreas importantes e altamente lucrativas para a iniciativa privada, o que prejudica o atendimento diário à população, mas sobretudo a atuação dos bancos como um todo. Falta de reconhecimento A coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, ressaltou a falta de reconhecimento do trabalho realizado pelos trabalhadores. “A falta de reconhecimento é um ponto comum em todos os bancos e, mais do que isso, por todos os patrões”, observou. Ela ressaltou, porém, que a Caixa implantou, sem negociação com as representações sindicais, uma ferramenta chamada de “curva forçada” que, independente do resultado obtido, classifica 5% dos empregados como “não atende”. “Eles são punidos com a não evolução no plano de cargos e salários (PCS), por exemplo, o que significa perda de remuneração e de possibilidade de evolução na carreira”, explicou Fabiana, que também é secretária de Cultura da Contraf-CUT. Cartas à população Durante as atividades de rua, foram entregues duas cartas abertas direcionadas à população, para explicar os motivos das manifestações. “A reestruturação, em andamento desde o início do ano, reduziu significativamente o número de funcionários e de unidades, sobrecarregando de trabalho os funcionários. O banco precisa reverter este cenário, em benefício do melhor atendimento, diminuição das filas e da aglomeração que aumenta o risco de contágio por Covid-19”, diz um trecho da carta aberta dos funcionários do BB. “A população sempre teve na Caixa o apoio para o recebimento dos benefícios dos programas sociais do governo. O atendimento à população infelizmente é precário. A verdade é que isso não é culpa dos empregados. Um verdadeiro desmonte do banco está acontecendo e sendo promovido pelo governo Bolsonaro e pelos gestores do banco indicados pelo governo”, afirma um trecho da carta aberta dos empregados da Caixa. Redes sociais Além das atividades de rua, as redes sociais também foram “invadidas” pela hashtag #ProcuramosNoBBeCaixa para denunciar a falta de condições de trabalho nos maiores bancos públicos do país. “A ideia foi a de mostrarmos que o respeito e a valorização dos trabalhadores é cada vez mais um artigo raro nos bancos públicos, assim como está ficando raro encontrar empregados para realizar o atendimento que a população merece”, disse a coordenadora da CEE/Caixa. “O que sobra é mesa vazia, é assédio dos gestores aos seus subordinados, é cobrança de metas abusivas”, completou. A luta continua Fabiana disse ainda que as atividades realizadas nesta terça-feira devem continuar até que o banco reconsidere a posição de querer implementar a “curva forçada” no programa de Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP), que já recebia crítica dos empregados mesmo antes do acréscimo da “curva forçada”. “A GDP, que também foi implementada sem negociação com os empregados, já era ruim pois se utiliza de critérios subjetivos para avaliar o desempenho dos trabalhadores. Mas, com esse novo mecanismo implementado, se torna inaceitável. Trata-se de uma ferramenta anacrônica, que foi aposentada até pelas empresas privadas nos anos 1980, por não ser capaz de levar ao desenvolvimento profissional e de desempenho das pessoas. E, pior do que isso, o banco confessou que decidiu usá-la para fazer com que os gestores avaliem os empregados sem serem tão ‘bonzinhos’”, completou a coordenadora da CEE/Caixa. Fonte: Contraf-CUT
Fim de ano com sorteio de prêmios

Pelo segundo ano consecutivo, o Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense promoverá um sensacional sorteio de prêmios para seus associados em substituição a Festa de Confraternização, que ao longo dos anos se tornou tradição na Sede Campestre, na Colônia Santo Antônio. O evento será no próximo dia 14, às 19 horas, com transmissão ao vivo pelo facebook da entidade sindical. A medida se deve aos efeitos da crise sanitária provocada pela Covid-19. Apesar do avanço da vacinação, a pandemia não acabou. Por conta desta situação, as proibições sanitárias ainda impedem festas e aglomerações. Então, se liga aí e participe dos sorteios. O link será divulgado em breve pelo site do Sindicato. Fonte: Sind. Bancários do Sul Fluminense
Bancários protestam por melhores condições de trabalho

Sindicatos de todo o país realizam, nesta terça-feira (7) um Dia Nacional de Luta Em Defesa da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil e para denunciar a prática de metas abusivas, sucateamento dos bancos e assédio Bancárias e bancários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil convocam para esta terça-feira (7), um Dia Nacional de Luta em defesa dos bancos públicos e de seus empregados. Os trabalhadores exigem melhores condições de trabalho, fim de metas desumanas, abusivas e do assédio institucional e mais contratações para reduzir a sobrecarga de trabalho e melhorar o atendimento à população. Nos últimos anos, tanto a Caixa quanto o Banco do Brasil vêm sofrendo com a redução de pessoal, fechamento de agências e a venda de áreas importantes e altamente lucrativas para a iniciativa privada, o que prejudica o atendimento diário à população, mas sobretudo a atuação dos bancos como um todo. Em janeiro de 2021, a atual gestão do Banco do Brasil deu início a mais um plano de desmonte do Banco do Brasil, chamado de “reestruturação”, que promete o fechamento de mais de 360 unidades, desligamento de 7 mil funcionários e venda de subsidiárias. Em relação à Caixa, o governo articula a privatização das loterias e quer abrir o capital do banco. Paralelo ao desmonte, os trabalhadores que continuam nos bancos são submetidos à sobrecarga de trabalho e a metas abusivas. “O foco central das atividades é a falta de condições de trabalho. Particularmente, na Caixa, nós chamamos a atenção para o assédio institucional, combate às metas abusivas e o sucateamento do banco, mesmo após ele ter mostrado sua grande importância para o país durante a pandemia e em momentos de crises”, destacou a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária da Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). “No Banco do Brasil, também reivindicamos melhores condições de trabalho, o fim das metas abusivas e mais contratações”, completou Fernanda Lopes, secretária de Juventude e representante da Contraf-CUT nas negociações com o BB. Redes sociais Além das atividades de rua, a partir das 11h, também desta terça-feira (7), será realizado um tuitaço denunciando a falta de condições de trabalho nos maiores bancos públicos do país, com a hashtag #ProcuramosNoBBeCaixa. “A ideia é mostrarmos que o respeito e a valorização dos trabalhadores é cada vez mais um artigo raro nos bancos públicos, assim como está ficando raro encontrar empregados para realizar o atendimento que a população merece”, disse a coordenadora da CEE/Caixa. “O que sobra é mesa vazia, é assédio dos gestores aos seus subordinados, é cobrança de metas abusivas”, completou. Cartas à população Os bancários e bancárias da Caixa e do Banco do Brasil prepararam, ainda, cartas abertas direcionadas para a população. “A reestruturação, em andamento desde o início do ano, reduziu significativamente o número de funcionários e de unidades, sobrecarregando de trabalho os funcionários. O banco precisa reverter este cenário, em benefício do melhor atendimento, diminuição das filas e da aglomeração que aumenta o risco de contágio por Covid-19”, diz um trecho da carta aberta dos funcionários do BB. “A população sempre teve na Caixa o apoio para o recebimento dos benefícios dos programas sociais do governo. O atendimento à população infelizmente é precário. A verdade é que isso não é culpa dos empregados. Um verdadeiro desmonte do banco está acontecendo e sendo promovido pelo governo Bolsonaro e pelos gestores do banco indicados pelo governo”, afirma um trecho da carta aberta dos empregados da Caixa. Leia a íntegra das cartas abertas e ajude a denunciar a situação apontadas por elas participando do tuitaço, nesta terça-feira, a partir das 11h, ou nos atos que acontecerão nas agências e unidades administrativas dos dois bancos.] Fonte: Contraf-CUT
BB tem até esta terça (7) para se pronunciar sobre trabalho presencial do grupo de risco

Após suspender audiência de mediação, BB deverá responder até terça sobre retorno ao trabalho presencial, por determinação do MPT O Ministério Público do Trabalho da 10º Região determinou que o Banco do Brasil tem até esta terça-feira (7) para se pronunciar sobre o retorno ao trabalho presencial de empregados e empregadas com comorbidades que as colocam em grupos de risco em caso de contágio pelo novo coronavírus. Após ser acionado pelo Sindicato dos Bancários de Brasília, em 26 de novembro, o MPT convocou o Banco do Brasil e as representações dos trabalhadores, Sindicato e Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) em audiência que ocorreu na tarde da última sexta-feira (3). “Houve [no início da mediação] uma proposta para que fosse suspensa, imediatamente, a exigência do retorno dos empregados em grupo de risco, que já informaram ao banco que não possuem condições médicas e apresentaram um laudo mostrando o risco de retorno ao trabalho presencial”, explicou a assessora jurídica da Contraf-CUT, Renata Cabral, sócia do escritório Crivelli Advogados. “O banco, na oportunidade, disse que esta questão estava sendo alvo de negociação com a Contraf-CUT e sindicatos. Então, considerando que o tema seria tratado durante a semana, o Ministério Público do Trabalho concedeu o prazo de até 7 de dezembro para o banco se pronunciar sobre o tema”, completou. BB cancelou encontro com CEBB Até o momento, entretanto, o Banco do Brasil ainda não se reuniu com os representantes dos trabalhadores. Na quinta-feira (2), um dia antes da audiência com o MPT, era para ter acontecido uma reunião entre a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e o banco, sobre o retorno do grupo de risco ao trabalho presencial e a implementação do acordo de teletrabalho, mas o banco cancelou o encontro. “O banco informou que o assunto está sendo tratado em mesa de negociação, entretanto a nova data ainda não foi agendada. A reunião precisa acontecer o quanto antes, cada dia no trabalho presencial representa um grande risco para essas pessoas”, pontuou Fernanda Lopes, secretária de Juventude e representante da Contraf-CUT nas negociações com o BB. “Os sindicatos e a Contraf-CUT defendem a continuidade do trabalho remoto para as trabalhadoras e trabalhadores do grupo de risco e com comorbidade, mediante laudo médico indicando risco à saúde”, completou. Também na audiência, o MPT se posicionou no sentido de o banco suspender as convocações do grupo de risco e também revogar a situação de trabalho presencial, com base em laudos dos médicos assistentes com recomendação de retorno ao trabalho remoto. O BB informou em comunicado que a meta é de, até o final do dezembro, não ter mais nenhum funcionário em home office, mesmo diante da confirmação da chegada ao Brasil de uma nova variante da Covid-19. Orientação A Contraf-CUT e os sindicatos orientam que as funcionárias e os funcionários com comorbidades procurem seus médicos para a emissão de laudo dizendo se podem ou não retornar às atividades presenciais. Em caso negativo do médico, o laudo deve ser encaminhado ao BB. Fonte: Contraf-CUT
Em assembleia virtual, bancários do Itaú avaliarão acordo de teletrabalho
Caixa mantém intransigência sobre promoção por mérito

Banco quer a GDP como único critério para concessão do “delta”; representantes dos empregados apresentaram proposta, mas o banco não aceitou discutir novos parâmetros O Grupo de Trabalho Promoção por Mérito voltou a se reunir nesta quinta-feira (2) para definir a sistemática da distribuição dos deltas para os empregados. Os representantes dos trabalhadores apresentaram uma nova proposta ao banco, considerando pontuações de frequência, cursos da Universidade Caixa e pontos extras para quem tiver o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO). No entanto, a Caixa reafirmou a proposta de utilizar o programa de Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP) como critério absoluto para avaliação da promoção por mérito referente ao ano de 2021, da seguinte maneira: concessão do primeiro delta para os empregados enquadrados no desempenho “superior” ou “excelente” (cerca de 62% dos empregados); e o segundo delta para quem apresentar desempenho “excelente”. O coordenador da representação dos empregados no GT, João Paulo Pierozan, lembrou que a reivindicação era a distribuição de um delta de forma linear para todos os empregados não enquadrados nos impedimentos previstos pelo RH 176, mas os representantes estavam dispostos à negociação, desde que o banco considerasse também objetivos além da GDP. Sem avanço por parte da Caixa, o coordenador considerou a imposição da GDP inaceitável. “Temos um impasse, de fato. Os parâmetros da GDP, como critério absoluto para promoção por mérito, não são aceitáveis porque excluem, automaticamente, quase 40% dos empregados para a concessão do primeiro delta. Propusemos um formato que poderia, inclusive, conciliar a GDP, mas a Caixa não considerou a negociação”, afirmou. “Além de ser excludente, outro problema é a imposição dos critérios da GDP sem a discussão com os empregados. Avançaríamos se a Caixa possibilitasse a nossa participação na definição desses parâmetros”, destacou outro representante dos empregados no GT, Marcelo Lima. André Sardão, também representante dos trabalhadores, reforçou a afirmação. “A GDP não é uma construção com o movimento sindical. É um projeto do banco com o único objetivo de vendas, esquecendo a formação do empregado e o atendimento social da instituição. A Caixa não é só metas”, disse. A próxima reunião do GT deve acontecer na próxima semana. Veja a proposta dos representantes dos empregados: Distribuição de 1,1 delta por empregado: Frequência, valendo 20 pontos; Curso da Universidade Caixa, valendo 20 pontos (podendo ser realizado até 28/02/2021); Pontuação extra: 5 pontos para quem tiver o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) válido em 31/12/2020; Pontuação extra: Ações de autodesenvolvimento, com 2 pontos por curso registrado no currículo; (A pontuação extra teria limite de 10 pontos) O empregado que alcançasse 35 pontos nesta sistemática receberia um delta. O segundo delta seria distribuído às maiores notas da unidade, até se esgotar o limitador de 1,1 delta. Fonte: Fenae
Bancários revertem decisão do Itaú sobre retorno ao trabalho presencial

COE e GT de Saúde do Itaú avançam na luta pelo cumprimento de protocolos de segurança sanitária em mesa de negociação com o banco A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú e o Grupo de Trabalho (GT) de Saúde do Itaú se reuniram com a direção do banco, na tarde dessa quinta-feira (2), para retomar a pauta de reivindicações. O principal avanço do encontro foi a reversão da decisão do Itaú, que havia convocado o grupo de risco para retornar ao trabalho presencial. “Este é o resultado de muita luta nossa em defesa do cumprimento dos protocolos contra a Covid-19 e para a proteção à saúde dos trabalhadores”, destacou a diretora de Saúde do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região, Luciana Duarte. “A pandemia ainda não acabou e o cenário em outros países comprova isto. A nova variante é uma ameaça real. É importante o avanço da vacinação, como também o cumprimento dos protocolos de saúde e o uso correto das máscaras”, completou o secretário de Saúde e Condições de Trabalho do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Carlos Damarindo. Os dois são coordenadores do Grupo de Trabalho (GT) de Saúde do Itaú. Ainda no âmbito da saúde, além de se comprometer a manter em home office os trabalhadores de grupos de risco, o Itaú disse que continuará fazendo campanha para incentivar a vacinação das funcionárias e funcionários, inclusive pedindo a dose de reforço ao grupo de risco. O banco disse ainda que está intensificando a importância do protocolo de segurança sanitária entre os bancários por meio de campanha interna. Demissões Outro ponto de destaque na mesa de negociação foram as demissões em agências e departamentos. Trabalhadores apontam que muitos desligamentos ocorrem pela cobrança de metas abusivas e avaliações de performance. A COE cobrou do Itaú uma posição sobre as demissões que estão ocorrendo nas agências de todo o país. “Precisamos saber quais locais estão passando por reestruturação e se estão ocorrendo contratações. A necessidade da criação de um centro de realocação para os funcionários é urgente”, disse o coordenador da COE do Itaú, Jair Alves dos Santos. O banco declarou que haverá o fechamento de agências deficitárias e que os funcionários serão realocados em outras agências. Os representantes dos trabalhadores também cobraram do banco explicações sobre denúncias de que funcionários estão sendo desligados por não terem as certificações CPA 10 e CPA 20. “O banco nos respondeu que isso [o desligamento por falta das CPAs] não é uma política institucional. O Itaú precisa emitir um comunicado oficial sobre o procedimento para certificação e esclarecimento aos funcionários”, cobrou o coordenador da COE. Parcelamento de dívidas Os trabalhadores também reivindicaram a retomada da discussão do parcelamento da devolução antecipação salarial feita pelo banco aos funcionários que se afastam para tratamento de saúde, conforme previsto na cláusula 65 da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. Uma nova reunião será marcada para que o banco apresente um acordo para que todas a entidades sindicais avaliem em conjunto e passe a ser válido para todo o país. O banco disse que terá problemas operacionais na folha de pagamento, caso tenha que fazer o acordo por sindicato. Banco de horas negativo O acordo de banco de horas negativas, feito entre os representantes dos trabalhadores e o banco, com vigência de dois anos, vence em agosto de 2022. No encontro desta quinta-feira (2), o Itaú se comprometeu a agendar uma nova data, ainda neste mês de dezembro, para discutir o tema. Diversidade O banco concorda com as reivindicações dos movimentos sindicais para promover o respeito à diversidade e disse que irá agendar uma reunião para debater o tema. Entre os pontos defendidos pelos trabalhadores estão a igualdade salarial entre homens, mulheres, brancos e negros e o combate a toda e qualquer forma de discriminação contra as mulheres, identidades raciais, LGBTQIA+, imigrantes, jovens, idosos, pessoas com deficiência e contra intolerância religiosa e política. Segurança bancária O banco também se comprometeu a agendar uma nova data para debater, especificamente, o tema com a participação de um diretor responsável pela segurança bancária. Nesta pauta, os trabalhadores ressaltam a importância de garantir a proteção aos trabalhadores e clientes nas agências de negócios e unidades de varejo; manutenção de vigilantes; porta de segurança com detecção de metais; segurança ao manuseio de numerário e escudos de proteção entre outros equipamentos de segurança nos locais de trabalho. Fonte: Contraf-CUT