CEBB debate reivindicações em mesa de negociação com o banco

Nesta sexta-feira (31), a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reuniu com a direção do banco, em mais uma rodada de negociação da Campanha Nacional dos Bancários 2026. Os debates foram sobre remuneração, Plano de Carreira e Remuneração (PCR), Plano de Funções e condições de trabalho dos funcionários da instituição. As negociações específicas do Banco do Brasil ocorrem paralelamente às mesas entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que discutem a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. A coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, ressaltou que a negociação trata de temas fundamentais para a valorização dos trabalhadores e para o fortalecimento do banco público. “A valorização das funcionárias e dos funcionários do Banco do Brasil passa necessariamente por um plano de carreira que reconheça a experiência, ofereça perspectivas de crescimento e assegure remuneração compatível com a responsabilidade exercida. Também é fundamental avançar em medidas que melhorem as condições de trabalho, combatam o acúmulo de funções e garantam mais transparência e justiça nos processos internos. Esperamos que o banco esteja disposto a construir soluções que atendam às expectativas dos trabalhadores”, afirmou a coordenadora. Durante o encontro, a CEBB defendeu o aperfeiçoamento do Plano de Carreira e Remuneração, a revisão dos critérios de progressão funcional, a valorização da carreira por mérito e a atualização dos vencimentos, de forma a ampliar o reconhecimento profissional e oferecer perspectivas concretas de crescimento. Também fez parte da pauta a incorporação integral no Valor de Referência (VR) das comissões/gratificações após dez anos de exercício, conforme previsto na minuta de reivindicações da categoria. Além disso, o teletrabalho e a situação da rede de atendimento também foram temas de debates. *Fonte: Contraf-CUT

Movimento sindical mostra lucratividade dos bancos e cobra aumento real

O Comando Nacional das Bancárias e dos Bancários apresentou, nesta quinta-feira (30), as reivindicações relacionadas às cláusulas econômicas, na mesa de negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Aumento real nos salários, Participação nos Lucros e Resultados (PLR), vales refeição e alimentação, entre outros itens relativos à remuneração marcaram os debates. Na apresentação das cláusulas econômicas, o Comando Nacional mostrou dados do Dieese, que comprovam a capacidade dos bancos de atendas às reivindicações dos bancários. Os dados do Dieese mostram que os vales alimentação e refeiçãovem acumulando perdas nos últimos anos, sendo -13% no VA, entre 2019 e 2025, e -3,7% no VR, entre 2023 e 2025. Segundo a coordenadora do Comando Nacional e presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, para que o vale alimentação retome o mesmo poder de compra que tinha em setembro de 2019, em relação à cesta básica, seria necessário um reajuste de cerca de 40% no valor atual, o que elevaria o valor mensal de R$ 924,47 para R$ 1.293,73. Sobre a distribuição da PLR, os dados mostram que apesar de a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria determinar que os bancos distribuam até 15% de seus lucros, em 2025, somente a Caixa alcançou esse percentual, e o Banco do Brasil se aproximou, com 11%. O Comando reivindicou a adoção de um piso para os trabalhadores em TI e, para as funções de entrada na categoria em geral, o “Salário Mínimo Necessário do Dieese” (R$ 7.999,44). Depois da apresentação dos trabalhadores, a Fenaban disse que as propostas serão analisadas e que, na próxima reunião, vai apresentar um retorno. Sobre a mesa de saúde e condições de trabalho, a Fenaban sinalizou disposição para debater, periodicamente, o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) nas COEs e na mesa única.  Entretanto, apresentou argumentos de que o alto índice de afastamento de bancários estaria ligado a multifatores, principalmente à facilidade de se obter atestados médicos. Os bancos também atacaram diretamente a Cláusula 29, da CCT, que trata da complementação salarial para os afastados, com duração de até dois anos, com possibilidade de renovação. A proposta da Fenaban é pela redução desse período para apenas 45 dias. E, após esse período, os médicos do trabalho do banco é que iriam decidir se o trabalhador continuaria ou não afastado. O Comando Nacional reafirmou que não aceita a retirada dos direitos e reforçou que, para melhorar as condições de trabalho e qualidade de vida da categoria, são necessárias medidas mitigação dos riscos que reduzam a sobrecarga, incluindo mudanças no modelo de gestão, discussão de metas e a implantação da jornada semanal de quatro dias de trabalho e três de descanso (4×3), sem redução de salários e de direitos. No final do encontro o Comando Nacional defendeu a manutenção da mesa única de negociações. Para a próxima terça-feira, 4 de agosto, está prevista mais uma rodada de negociações sobre remuneração e cláusulas econômicas. *Fonte: Contraf-CUT