Trabalhadores do Bradesco aprovam a pauta de reivindicações

O Encontro Nacional dos Funcionários do Bradesco reuniu, nesta sexta-feira (19), cerca de 100 delegados e delegadas, que aprovaram a pauta de reivindicações específicas e o plano de lutas e ação da categoria. O tema do encontro, que antecedeu a 28ª Conferência Nacional dos Bancários, foi “Mais valorização, direitos e futuro”. Na abertura dos debates, a presidenta da Contraf-CUT e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, apresentou uma análise de conjuntura destacando a importância histórica do movimento sindical na construção da democracia brasileira e na defesa dos direitos da classe trabalhadora. O economista e técnico do Dieese, Gustavo Cavarzan, assessor do Comando Nacional dos Bancários nas negociações com o Bradesco, apresentou os números do banco e analisou os resultados obtidos pela instituição, fornecendo subsídios para os debates sobre as reivindicações dos trabalhadores. A coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, Erica de Oliveira, falou sobre a importância do encontro. “Revisamos a pauta de reivindicações e aprofundamos o debate sobre temas que preocupam a categoria, como as demissões, o fechamento de agências e a renovação do acordo de remuneração variável. Saímos deste encontro mais fortalecidos e preparados para levar nossas propostas e defender os interesses dos trabalhadores na Conferência Nacional”, afirmou a coordenadora. *Fonte: Contraf-CUT
28ª Conferência Nacional dos Bancários é aberta em São Paulo

A 28ª Conferência Nacional dos Bancários foi aberta, na noite desta sexta-feira (19), com representantes de bancárias e bancários de todo o país, dando início |á Campanha Nacional 2026. A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, lembrou dos desafios da classe trabalhadora em 2026. “Temos uma luta corporativa, que é renovar nossa Convenção Coletiva de Trabalho e os acordos específicos. Os bancários querem aumento real, querem uma PLR maior. Esse é o nosso papel e vamos travar essa luta. Mas podemos fazer o melhor acordo coletivo do país, com 85% das cláusulas acima da lei. Se não discutirmos o Brasil e não reelegermos o presidente Lula, se elegermos um presidente fascista, nossas conquistas estarão em risco”, ressaltou a dirigente sindical. Sob o lema “Pelos bancários e pelo Brasil”, os representantes da categoria bancária vão debater até domingo (21) temas relacionados ao dia a dia dos bancários e a realidade atual da categoria. Em sua saudação, o presidente da CUT, Sergio Nobre, chamou atenção para a necessidade de ampliar o combate ao feminicídio e fortalecer as mobilizações em defesa dos direitos da classe trabalhadora. “O movimento sindical está chamando uma grande mobilização para o dia 30. E queremos todos e todas nessa luta. Mais da metade dos afastamentos do trabalho estão relacionados a doenças psíquicas e é por isso que os empresários estão tão ferozes contra a NR-1”, afirmou Nobre. Ronaldo Luiz Rodrigues Leite, secretário-geral da CTB, observou que o segundo semestre será marcado pelas campanhas salariais de diversas categorias e defendeu que a luta pelo fim da escala 6×1 seja incorporada em todas elas. Nilza Pereira, secretária-geral da Intersindical Central da Classe Trabalhadora, falou sobre a necessidade de resistência diante do aumento do adoecimento provocado pelo assédio e destacou a importância das eleições para garantir avanços. O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, alertou para os impactos da digitalização e da inteligência artificial no setor financeiro e ressaltou a importância do movimento sindical. “Os sindicatos não são apenas instrumentos de defesa dos direitos conquistados. São organizações fundamentais para construir respostas coletivas aos problemas que afetam os trabalhadores”, afirmou Takemoto. Para enfrentar os desafios da categoria, as intervenções propostas na abertura da Conferência convergiram para a defesa da unidade e da mobilização em torno da renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). O secretário regional da UNI Américas, Márcio Monzane, ressaltou a importância da negociação coletiva em um cenário marcado por mudanças profundas no sistema financeiro e pela ofensiva de setores contrários aos direitos dos trabalhadores. “Diante da retirada de direitos, do fechamento de postos de trabalho e das agências bancárias, a negociação coletiva é a nossa última barreira. Por isso, precisamos de sindicatos, federações e confederações fortes, como a Contraf-CUT”, destacou Monzane. *Fonte: Contraf-CUT