Consulta mostra maior participação dos trabalhadores na construção da pauta da Campanha

Com 54.952 respostas em todo o país, a Consulta Nacional dos Bancários 2026 mostra a disposição da categoria em participar da construção da pauta de reivindicações da Campanha Nacional. O resultado da consulta foi apresentado, neste sábado (20), na 28ª Conferência Nacional dos Bancários, pela técnica do Dieese, a economista Vivian Machado. A mesa de debates contou ainda com a participação da presidenta da Federa-RJ, Adriana Nalesso. Os números apresentados confirmam um crescimento expressivo da participação da categoria. Em comparação com 2025, quando foram registradas 33.482 respostas, o aumento foi de 64%. Em relação a 2024, quando a consulta recebeu 46.824 participações, a alta foi de 17%. Segundo os dados apresentados, 66% dos respondentes trabalham em agências e 32% em departamentos. Por banco, a maior participação veio do Banco do Brasil, com 24,3% das respostas, seguido por Caixa Econômica Federal, com 21,4%; Itaú-Unibanco, com 18,4%; Bradesco, com 16,3%; Santander, com 6,7%; Banrisul, com 2,8%; Banco do Nordeste, com 1,6%; e outros bancos, com 8,6%. O aumento real do salário foi a principal prioridade apontada pelos bancários entre as cláusulas econômicas, sendo indicada por 93% dos respondentes. Em seguida aparecem aumento da PLR, com 63%; aumento maior para o vale-alimentação e o vale-refeição, com 51%; aumento do piso da categoria, com 31%; Plano de Cargos e Salários, com 25%; igualdade salarial, com 10%; aumento da ajuda de custo para home office, com 3%; e aumento do auxílio combustível, com 2%. *Fonte: Contraf-CUT
Encontro Nacional do Santander debate desafios da categoria

Representantes dos trabalhadores do Santander se reuniram em São Paulo, nesta sexta-feira (19), para o Encontro Nacional dos Funcionários do banco. As 75 delegadas e delegados tiveram a missão de discutir os desafios da categoria, preparar a 28ª Conferência Nacional dos Bancários e consolidar as propostas que integrarão a minuta de reivindicações da Campanha Nacional 2026. A conjuntura política, econômica e social e seus reflexos para a categoria bancária foi o tema dos debates da primeira mesa. As técnicas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) Rosângela Vieira e Paula Reisdorf participaram do encontro. Os estudos apresentados por elas mostram que, mesmo em um cenário econômico de crescimento moderado e juros elevados, o banco tem mantido elevados níveis de rentabilidade ao mesmo tempo em que acelera a digitalização, fecha unidades físicas e reduz postos de trabalho. De acordo com Rosângela Vieira, embora o Santander tenha registrado lucro líquido recorrente de R$ 3,8 bilhões no primeiro trimestre de 2026, a estratégia adotada pela instituição está baseada em um modelo mais seletivo e automatizado, voltado aos clientes de alta renda e sustentado por uma forte redução de custos. Rosângela observou que o Santander fechou, somente em 2025, 323 agências e 256 postos de atendimento, além de reduzir em 10% o número de empregados efetivos, enquanto ampliou em 11% o contingente de terceirizados. A mudança estrutural ocorrida no grupo Santander ao longo da última década foi destaque na apresentação de Paula Reisdorf. “Em 2015, cerca de 90% dos trabalhadores do grupo eram bancários. Hoje, essa proporção caiu para aproximadamente 50%. O banco criou ou adquiriu dezenas de empresas e deslocou uma parcela importante das atividades para estruturas com custos menores e direitos reduzidos”, explicou a técnica. Ana Marta Lima, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, afirmou que o encontro reforçou a importância da construção coletiva das reivindicações e do fortalecimento da mobilização para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. “Este encontro mostrou, mais uma vez, a capacidade de organização dos trabalhadores do Santander. Conseguimos construir uma pauta que dialoga com os desafios atuais da categoria, incorporando novas demandas relacionadas à saúde, defesa do emprego e às condições de trabalho. Agora, nosso compromisso é transformar essas reivindicações em avanços concretos na renovação do Acordo Coletivo, fortalecendo direitos e ampliando conquistas para todos os bancários”, concluiu a coordenadora. A minuta específica de reivindicações dos trabalhadores do Santander será entregue ao banco na segunda-feira (22). *Fonte: Contraf-CUT
Itaú: pauta de reivindicações será entregue dia 2 de julho

O Encontro Nacional dos Funcionários do Itaú Unibanco foi realizado, na última sexta-feira (19), com representantes dos trabalhadores do banco de todas as regiões do Brasil. Foram 88 delegadas e delegados, além de 20 convidados que debateram a conjuntura política e econômica, os impactos da Inteligência Artificial (IA) sobre o emprego, o andamento das negociações com o banco e as propostas específicas para a Campanha Nacional dos Bancários de 2026. Segundo a coordenadora nacional da COE/Itaú, Valeska Pincovai, o encontro aprovou uma pauta completa de reivindicações com propostas para enfrentar os principais problemas enfrentados pelos trabalhadores. Valeska apontou a saúde como principal preocupação dos trabalhadores, devido ao aumento de casos de adoecimento da categoria. “A cobrança pelo cumprimento das metas, o assédio moral e o medo de perder o emprego diante do fechamento de tantas agências têm adoecido os funcionários. E o banco demonstra um descaso total em relação a isso, ao dificultar o afastamento dos trabalhadores que necessitam de tratamento de saúde”, ressaltou a coordenadora. Além disso, a coordenadora destacou a situação dos aposentados e as dificuldades de permanência no plano de saúde após o encerramento da vida laboral. A economista do Dieese e assessora da COE/Itaú nas negociações com o banco, Cátia Uehara, analisou os resultados de 2025 e do primeiro trimestre de 2026. De acordo com Cátia, os cinco maiores bancos em operação no Brasil registraram, juntos, lucro próximo de R$ 124 bilhões em 2025. Nesse cenário, o Itaú se destacou ao alcançar lucro recorde de R$ 46,8 bilhões, crescimento de 13,1% em relação ao ano anterior. Nos três primeiros meses de 2026, o banco já acumula lucro de R$ 12,2 bilhões. Cátia ressaltou que o sistema financeiro vem reduzindo sua estrutura sem comprometer a lucratividade. “Os bancos estão conseguindo apresentar resultados bastante significativos com menos pessoas. Em apenas 12 meses, Banco do Brasil e bancos privados fecharam quase 13 mil postos de trabalho no país”, observou. A economista disse, ainda, que somente a holding Itaú extinguiu 3.535 postos de trabalho entre 2024 e 2025, encerrando dezembro de 2025 com um quadro de 82.693 trabalhadores. A pauta de reivindicações será entregue ao Itaú no dia 2 de julho, marcando o início das negociações específicas da Campanha Nacional dos Bancários de 2026. *Fonte: Contraf-CUT
Trabalhadores do Bradesco aprovam a pauta de reivindicações

O Encontro Nacional dos Funcionários do Bradesco reuniu, nesta sexta-feira (19), cerca de 100 delegados e delegadas, que aprovaram a pauta de reivindicações específicas e o plano de lutas e ação da categoria. O tema do encontro, que antecedeu a 28ª Conferência Nacional dos Bancários, foi “Mais valorização, direitos e futuro”. Na abertura dos debates, a presidenta da Contraf-CUT e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, apresentou uma análise de conjuntura destacando a importância histórica do movimento sindical na construção da democracia brasileira e na defesa dos direitos da classe trabalhadora. O economista e técnico do Dieese, Gustavo Cavarzan, assessor do Comando Nacional dos Bancários nas negociações com o Bradesco, apresentou os números do banco e analisou os resultados obtidos pela instituição, fornecendo subsídios para os debates sobre as reivindicações dos trabalhadores. A coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, Erica de Oliveira, falou sobre a importância do encontro. “Revisamos a pauta de reivindicações e aprofundamos o debate sobre temas que preocupam a categoria, como as demissões, o fechamento de agências e a renovação do acordo de remuneração variável. Saímos deste encontro mais fortalecidos e preparados para levar nossas propostas e defender os interesses dos trabalhadores na Conferência Nacional”, afirmou a coordenadora. *Fonte: Contraf-CUT
28ª Conferência Nacional dos Bancários é aberta em São Paulo

A 28ª Conferência Nacional dos Bancários foi aberta, na noite desta sexta-feira (19), com representantes de bancárias e bancários de todo o país, dando início |á Campanha Nacional 2026. A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, lembrou dos desafios da classe trabalhadora em 2026. “Temos uma luta corporativa, que é renovar nossa Convenção Coletiva de Trabalho e os acordos específicos. Os bancários querem aumento real, querem uma PLR maior. Esse é o nosso papel e vamos travar essa luta. Mas podemos fazer o melhor acordo coletivo do país, com 85% das cláusulas acima da lei. Se não discutirmos o Brasil e não reelegermos o presidente Lula, se elegermos um presidente fascista, nossas conquistas estarão em risco”, ressaltou a dirigente sindical. Sob o lema “Pelos bancários e pelo Brasil”, os representantes da categoria bancária vão debater até domingo (21) temas relacionados ao dia a dia dos bancários e a realidade atual da categoria. Em sua saudação, o presidente da CUT, Sergio Nobre, chamou atenção para a necessidade de ampliar o combate ao feminicídio e fortalecer as mobilizações em defesa dos direitos da classe trabalhadora. “O movimento sindical está chamando uma grande mobilização para o dia 30. E queremos todos e todas nessa luta. Mais da metade dos afastamentos do trabalho estão relacionados a doenças psíquicas e é por isso que os empresários estão tão ferozes contra a NR-1”, afirmou Nobre. Ronaldo Luiz Rodrigues Leite, secretário-geral da CTB, observou que o segundo semestre será marcado pelas campanhas salariais de diversas categorias e defendeu que a luta pelo fim da escala 6×1 seja incorporada em todas elas. Nilza Pereira, secretária-geral da Intersindical Central da Classe Trabalhadora, falou sobre a necessidade de resistência diante do aumento do adoecimento provocado pelo assédio e destacou a importância das eleições para garantir avanços. O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, alertou para os impactos da digitalização e da inteligência artificial no setor financeiro e ressaltou a importância do movimento sindical. “Os sindicatos não são apenas instrumentos de defesa dos direitos conquistados. São organizações fundamentais para construir respostas coletivas aos problemas que afetam os trabalhadores”, afirmou Takemoto. Para enfrentar os desafios da categoria, as intervenções propostas na abertura da Conferência convergiram para a defesa da unidade e da mobilização em torno da renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). O secretário regional da UNI Américas, Márcio Monzane, ressaltou a importância da negociação coletiva em um cenário marcado por mudanças profundas no sistema financeiro e pela ofensiva de setores contrários aos direitos dos trabalhadores. “Diante da retirada de direitos, do fechamento de postos de trabalho e das agências bancárias, a negociação coletiva é a nossa última barreira. Por isso, precisamos de sindicatos, federações e confederações fortes, como a Contraf-CUT”, destacou Monzane. *Fonte: Contraf-CUT