Conselho Diretor do BB vai deliberar sobre a nova tabela PIP ainda em outubro

A pauta da reunião, desta terça-feira (10), entre representantes do Banco do Brasil e a Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB) foi o novo critério da Pontuação Individual do Participante (PIP). Sistema de cálculos usado na Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ), desde que foi criado, 1998, não houve alteração da metodologia de cálculo da PIP, apesar das várias alterações nos planos de cargos e salários. De acordo com os representantes do banco, o Conselho Diretor vai deliberar sobre a tabela PIP ainda em outubro. O passo seguinte será a avaliação no Conselho Administrativo, na Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest) e nas instâncias internas da Previ. Vale lembrar que, antes de ser implementada, a mudança da tabela será submetida à Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), entidade pública responsável por gerenciar as operadoras de previdência privada no país. Antiga reivindicação dos trabalhadores, a revisão da tabela PIP incide sobre a contribuição adicional (2B), que pode variar de 1% a 10% do salário de participação dos associados do Previ Futuro, com o BB contribuindo com o mesmo percentual que o participante. A 2B aumenta à medida que o funcionário evolui em sua carreira. Fernanda Lopes, coordenadora da CEBB, explica que o atraso na entrega da revisão prejudica os trabalhadores. “Passou um ano desde que o banco nos apresentou, em mesa de negociação, a proposta de melhorias no critério de cálculo PIP, que permite aos trabalhadores do BB, associados ao plano Previ Futuro, somarem mais recursos à aposentadoria. Ou seja, a melhoria de cálculo da PIP significa uma melhora substancial no benefício dos aposentados do plano Previ Futuro. Portanto, cada mês sem a entrega da revisão da PIP é um mês em que os associados estão sendo prejudicados”, afirma Fernanda. Uma das exigências do movimento sindical, na reunião ocorrida nesta terça-feira, foi que todo o corpo de funcionários seja contemplado no processo de revisão da tabela PIP. Para os representantes do banco, a expectativa é que ocorra uma ampliação da base de funcionários que serão beneficiados significativamente com a mudança na tabela PIP. Assim, mais associados da Previ terão oportunidade de realizar contribuições adicionais superiores e, desta forma, aumentar suas chances de engordar a aposentadoria no futuro.
PLR é fruto da luta do movimento sindical bancário

Conquista do movimento sindical bancário, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) é a divisão de lucros de uma empresa. Ela surgiu como resultado de uma campanha da categoria pela busca de remuneração do resultado de seu trabalho. Segundo o vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, Vinícius de Assumpção, a PLR foi criada após uma forte mobilização da categoria bancária. “Em 1992, nós conquistamos a Convenção Coletiva de Trabalho, com validade para todo o território nacional, uma exclusividade de nossa categoria no Brasil. Três anos depois, em 1995, com uma forte mobilização e greve, garantimos a PLR para toda a categoria. É com unidade e participação junto aos sindicatos, nas lutas coletivas, que o trabalhador garante direitos e avança em conquistas”, afirmou Vinícius. Para os funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, o benefício só chegou em 2033, quando as negociações passaram a ser feitas em mesa única. Com o reajuste promovido pelo governo, em maio deste ano, na tabela do Imposto de Renda sobre a PLR, o valor líquido aumentou beneficiando os trabalhadores. Desde 2015, a tabela permanecia inalterada. Sindicato forte O sindicato defende os interesses econômicos, profissionais, sociais e políticos de seus associados. Os trabalhadores lutam por salário digno, melhores condições de trabalho, estabilidade e perspectivas de crescimento na carreira etc. Mas é preciso estar organizados para saírem vitoriosos em suas conquistas. Por isso é tão importante a sindicalização.
Sindicato promove conscientização sobre doenças mentais

Representantes do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense participaram de uma ação, nesta terça-feira (10), Dia Mundial da Saúde Mental, promovendo a conscientização dos trabalhadores bancários sobre as doenças mentais. Foram percorridas agências bancárias das cidades de Volta Redonda, Barra Mansa, Valença, Barra do Piraí, Resende e Paracambi, com um rodízio de uma hora por banco em cada cidade. Segundo pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o número de afastamentos entre os bancários do país, relacionados a problemas de saúde mental e comportamentais, corresponde a 57,1% do total em 2022. De acordo com dados levantados pelo sindicato, cerca de 15% dos seus associados estão afastados pelo INSS para tratamento de saúde, sendo quase todos relacionados à Síndrome de Burnout, doença caracterizada pelo esgotamento emocional e físico. Esse trabalho de conscientização vem sendo realizado com frequência pelo Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, inclusive com a realização de uma pesquisa em parceria com a Universidade Federal Fluminense/Volta Redonda, que integra o Projeto de Saúde Mental no Trabalho Bancário. Celebrado em 10 de outubro, o Dia Mundial da Saúde Mental é um alerta sobre a atitude de olharmos para a condição da saúde da nossa mente. A data foi criada em 1992 pela Federação Mundial da Saúde Mental. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil cerca de 12 milhões de pessoas sofrem de depressão, sendo a maior taxa da América Latina. Independente de sua gravidade, as perturbações de natureza mental e os transtornos mentais são uma das doenças mais incapacitantes do século XXI, atualmente. A depressão, por exemplo, é uma das doenças que mais tem relação com fatores de risco de suicídio.