Bradesco continua fechando agências mesmo com lucro de R$ 8,8 bi

Apesar do Lucro Líquido Recorrente, que exclui efeitos extraordinários no resultado, de R$ 8,8 bilhões, no 1º semestre de 2023, o Bradesco não muda de atitude em relação aos seus empregados. A holding Bradesco fechou o 1º semestre com 85.284 empregados, com fechamento de 2.845 postos de trabalho em doze meses, 928 no trimestre. Em relação à estrutura física, em doze meses foram fechadas 139 agências, 316 PABs e 245 unidades de negócios. Somente no segundo trimestre, foram fechadas 68 agências; 110 PAB’s e 68 unidades de negócios. Para Magaly Fagundes, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, o que o banco pratica é um desrespeito aos trabalhadores e clientes. “Como diz nossa campanha: a vergonha continua no Bradesco. Mesmo lucrando bilhões, o banco fecha postos de trabalho e agências físicas. É uma total falta de responsabilidade social, com tremendo desrespeito aos trabalhadores e clientes. Isso precisa acabar”, afirmou Magaly. Confira os dados do balanço do banco Além do Lucro Líquido Recorrente de R$ 8,8 bilhões no primeiro semestre, o balanço do Bradesco aponta que, na comparação trimestral, houve crescimento de 5,6%, já que o lucro líquido recorrente no 2º trimestre foi de R$ 4,52 bilhões, frente a R$ 4,28 bilhões do trimestre anterior. O retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) do banco ficou em 11,1%, decréscimo de 7,1 pontos percentuais (p.p.) em doze meses. De acordo com o relatório do banco, o aumento no resultado com Seguros, Previdência e Capitalização e a melhora gradual da margem com mercado, contribuíram com a absorção do impacto das maiores despesas com PDD (R$ 9,3 bilhões), que continuam pressionadas pelo cenário de endividamento, em especial das micro e pequenas empresas e, nesse caso impactaram negativamente no resultado do semestre em relação ao 1º semestre de 2022. *Fonte: Contraf-CUT
Câmara pode votar projeto que mantém exclusividade do penhor na Caixa ainda nesta semana

O projeto (PL 4188/2021), que altera regras para o uso de bens como garantias para obtenção de crédito, poderá ser votado ainda nesta semana pela Câmara dos Deputados. O texto volta à casa após mudanças feitas pelo Senado, entre elas, a manutenção da exclusividade da Caixa em penhores civis. Para o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Sergio Takemoto, é preciso dialogar com os parlamentares para que o texto da Câmara seja aprovado sem alteração. “Os senadores compreenderam que manter a exclusividade da Caixa é um passo coerente, considerando o papel social desempenhado pelo banco ao disponibilizar crédito mais acessível à população. Retirar da Caixa esse serviço é submeter as pessoas que precisam do empréstimo nas mãos dos bancos privados com altas taxas de juros”, explicou Takemoto. O penhor da Caixa é uma das linhas de crédito mais seguras, baratas e antigas – existe desde 1861. Os empregados têm experiência e habilidade para essa função, tornando o serviço menos burocrático. Para a assinatura do contrato, o banco recebe joias e objetos produzidos em ouro, prata, platina e pérola, relógios, moedas e canetas de alto valor. Outra mudança positiva no texto do Senado é a retirada da permissão para penhora do único imóvel da família. *Fonte: Fenae
Segundo anúncio do BC, Drex será a primeira moeda digital oficial do Brasil

O Banco Central anunciou, nesta segunda-feira (7), o Drex, a primeira moeda digital oficial do Brasil. A palavra é uma abreviação da expressão digital real x. A expectativa é que o Drex esteja liberado ao público até o fim de 2024. Por enquanto, a plataforma está em fase de testes. Segundo informações do BC, o acesso à moeda digital será feito através de carteiras virtuais em bancos e outras instituições financeiras. Ela poderá ser trocada por papel-moeda e vice-versa. A expectativa do BC é que o Drex ajude a baratear custos de operações bancárias e aumente a inclusão dos consumidores no novo mercado financeiro. “O real digital é uma expressão da moeda soberana brasileira, que está sendo desenvolvida para dar suporte a um ambiente seguro onde empreendedores possam inovar e onde os consumidores possam ter acesso às vantagens tecnológicas trazidas por essas novas ferramentas, sem que para isso precisem se expor a um ambiente financeiro não regulado”, informa a nota do Banco Central. Drex e Criptomoedas Segundo o BC, o real digital funcionará em blockchain, sistema usado pelas criptomoedas. Entretanto, não será uma criptomoeda porque será garantido pelo governo. As criptomoedas funcionam como ações na Bolsa de Valores, onde os investidores colocam dinheiro em busca de rentabilidade. O Drex não terá variação de preço, já que será uma representação virtual da moeda física brasileira. Em resumo, a nova moeda (Drex) será emitida pelo próprio BC, como uma extensão da moeda física, com a distribuição ao público intermediada pelos bancos e instituições de pagamento; sua custódia ficará no Banco Central; poderá ser trocada pelo real tradicional (em notas), e vice-versa, mas o foco serão as transações financeiras; a cotação frente a outras moedas também será a mesma; não será permitido que os bancos emprestem esses recursos a terceiros — como acontece atualmente com o real físico — e depois os devolva aos clientes; não haverá remuneração, ou seja, os recursos não terão uma correção automática; haverá uma garantia da segurança jurídica, cibernética e de privacidade nas operações. *Fonte: G1
Lucro do Itaú no segundo trimestre chegou a R$ 8,7 bilhões

O banco Itaú apresentou um balanço, nesta segunda-feira (7), que mostra um lucro de R$ 8,74 bilhões no segundo trimestre deste ano, com alta de 13,9% na comparação anual. O resultado supera o dos concorrentes Bradesco e Santander somados. O Bradesco teve um lucro de R$ 4,518 bilhões no segundo trimestre, com uma queda de 35,8% na comparação anual. Para o Santander, o resultado foi de R$ 2,3 bilhões, com queda anual de 43,5%. O Itaú informou que o resultado reflete o aumento da margem financeira com clientes, que acompanhou o crescimento da carteira de crédito. O banco destacou também a mudança de composição da carteira que abriu espaço para opções com taxas maiores. Ainda segundo o Itaú, a receita da frente de seguros também contribuiu para o resultado final. Em nota, o presidente do banco, Milton Maluhy Filho, informou que vê perspectivas otimistas para a segunda metade do ano. “Nossos resultados no segundo trimestre refletem nossa capacidade de entregar resultados sólidos e sustentáveis ao longo do tempo. Iniciamos a segunda metade do ano otimistas com as perspectivas para o futuro, decorrentes da consolidação da agenda monetária e fiscal que deverá promover uma retomada mais robusta da atividade econômica no País”, ressaltou. Margem O banco registrou ainda uma margem financeira gerencial, no período, de R$ 25,997 bilhões, 14,8% que a registrada um ano antes. Em comparação trimestral, o avanço foi de 5,3%. Do total, a margem financeira com clientes foi de R$ 24,927 bilhões, avanço de 3,7% comparado a um ano antes. A margem com o mercado chegou a R$ 1,070 bilhão, registrando crescimento de 65,9% na base anual. Carteira de crédito A carteira de crédito expandida chegou aos R$ 1,15 trilhão, aumento de 6,2% em 12 meses e leve queda de 0,1% na comparação trimestral. O índice de inadimplência longo da carteira, acima de 90 dias, subiu para 3,0% – alta de 0,3 p.p. em comparação ao mesmo período do ano anterior. Na comparação com o primeiro trimestre, o índice subiu 0,1 p.p. Segundo o balanço, o custo do crédito totalizou R$ 9,4 bilhões no segundo trimestre de 2023, alta de 25,3% quando comparado ao mesmo trimestre do ano passado. “Esse aumento ocorreu principalmente em razão da maior despesa de provisão para créditos de liquidação duvidosa nos negócios de atacado no Brasil, devido à normalização do fluxo de provisionamento neste segmento”, informou o banco. *Fonte: Exame