Itaú: renovação do ACT é tema de rodadas de negociação com a COE

Foram realizadas duas rodadas de negociação para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do Itaú nos dias 27 e 28 passados.

A pauta incluiu reivindicações sobre teletrabalho, ponto eletrônico, banco de horas, quitação do registro de ponto, auxílio-educação e condições de trabalho.

Também foram debatidas questões relacionadas ao monitoramento digital, à saúde dos trabalhadores e à transição das certificações profissionais da Anbima.

“As negociações precisam garantir que os avanços tecnológicos não se transformem em instrumentos de vigilância permanente e pressão sobre os trabalhadores. O banco tem a obrigação de dar transparência às ferramentas que utiliza, respeitar a jornada contratada e assegurar o direito à desconexão”, afirmou a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Valeska Pincovai.

Em relação ao teletrabalho, a COE reivindicou a manutenção da ajuda de custo (R$ 1.381,68 por ano, equivalente a R$ 115,14 mensais), benefício superior ao previsto na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

A proposta do banco é reajustar o valor pela inflação. Mas a representação dos trabalhadores considerou insuficiente e pediu a aplicação do mesmo índice de reajuste da categoria bancária, de 4,6%, correspondente à inflação acrescida de 0,6%.

Os debates incluíram, ainda, a saúde dos trabalhadores e a prevenção de adoecimentos. A COE reivindicou a inclusão, no acordo, de uma pesquisa realizada conjuntamente com os funcionários para identificar riscos psicossociais e subsidiar a elaboração de um programa de gerenciamento de riscos.
A COE Itaú aguarda que o banco marque uma nova data de negociação para apresentar o retorno às reivindicações feitas pelo movimento sindical.

*Fonte: Contraf-CUT

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