CEE recusa proposta para custeio do Saúde Caixa

A proposta apresentada para custeio do Saúde Caixa, nesta quarta-feira (5), pela Caixa Econômica Federal foi repudiada pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE).

Todas as federações que compõem a mesa de negociações das empregadas e dos empregados exigiram que a Caixa refaça os cálculos e apresente uma nova proposta.

A proposta aumenta de 3,5% para 5,5% da remuneração-base a mensalidade dos titulares. O valor cobrado por dependente direto passaria de R$ 480 para R$ 870; o dependente indireto passaria de R$ 480 para R$ 930; e a mensalidade dos filhos com idade entre 24 e 27 anos subiria de R$ 800 para R$ 1.050. O limite de comprometimento da renda familiar seria dobrado, dos atuais 7% para 14%. A cobrança continuaria sendo feita em 13 parcelas anuais.

Segundo a coordenadora da CEE/Caixa, Luíza Hansen, a proposta produziria perda efetiva de remuneração, mesmo diante da reivindicação apresentada na mesa geral de negociação com os bancos de reposição da inflação acrescida de 5% de aumento real.

A representação sindical ressalta que a proposta é especialmente desrespeitosa porque a Caixa apresentou projeções de lucros crescentes para os próximos anos, mas desconsiderou que esses resultados são produzidos pelo trabalho diário de seu quadro de pessoal.

No final da reunião, a Caixa informou que voltaria a avaliar o modelo. A CEE ressaltou que aguarda uma nova reformulação, com aumento da participação do banco e respeito à capacidade de pagamento dos beneficiários.

*Fonte: Contraf-CUT

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