Financiários iniciam debates para definir prioridades da Campanha 2026

Os financiários iniciaram, nesta quarta-feira (5), a Conferência Nacional da categoria. O encontro foi realizado na sede da Contraf-CUT, em São Paulo. Os debates servirão de base para definir as prioridades da Campanha Nacional 2026. Neste primeiro encontro foi feita uma análise das condições de saúde dos trabalhadores, do perfil da categoria e dos resultados da Consulta Nacional aos Financiários. Logo na primeira mesa, o secretário de Saúde da Contraf-CUT, Mauro Salles, ressaltou que o modelo de gestão utilizado pelas financeiras aumenta os riscos psicossociais, propiciando o surgimento de transtornos relacionados ao trabalho. A questão da atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passa a incluir a gestão dos riscos psicossociais, também fez parte da pauta do dia. Cátia Uehara, técnica do Dieese, participou da segunda mesa, apresentando um panorama atualizado do setor das financeiras e do perfil dos trabalhadores. Os dados apresentados por Cátia mostram que o número de financiários cresceu nos últimos anos, chegando a 12.077 trabalhadores em 2025, após um período de retração. São Paulo concentra cerca de 85% da categoria. As mulheres representam 53% da força de trabalho, mas recebem remuneração média 26,1% inferior à dos homens. Também permanecem expressivas as desigualdades salariais entre trabalhadores brancos e negros. Já Vivian Machado, também técnica do Dieese que assessora a Contraf-CUT, apresentou os resultados da Consulta Nacional aos Financiários 2026. O levantamento contou com a participação de 601 trabalhadores de todo o país, registrando um crescimento superior a 230% em relação à consulta realizada em 2024, o que demonstra maior engajamento da categoria na construção da campanha. As prioridades econômicas apontadas pela categoria incluem o aumento real dos salários (73,5%), o aumento da Participação nos Lucros e Resultados (64,7%) e o reajuste diferenciado para vale-alimentação e vale-refeição (63,7%). Nas cláusulas sociais, destacam-se estabilidade no emprego (49,4%), manutenção dos direitos (30,1%), igualdade de oportunidades (26%) e previdência complementar (23%). Nesta quinta-feira (6), a conferência terá prosseguimento com a consolidação das propostas e a aprovação da minuta de reivindicações que orientará as negociações da Campanha Nacional 2026 com as financeiras. *Fonte: Contraf-CUT
CEE recusa proposta para custeio do Saúde Caixa

A proposta apresentada para custeio do Saúde Caixa, nesta quarta-feira (5), pela Caixa Econômica Federal foi repudiada pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE). Todas as federações que compõem a mesa de negociações das empregadas e dos empregados exigiram que a Caixa refaça os cálculos e apresente uma nova proposta. A proposta aumenta de 3,5% para 5,5% da remuneração-base a mensalidade dos titulares. O valor cobrado por dependente direto passaria de R$ 480 para R$ 870; o dependente indireto passaria de R$ 480 para R$ 930; e a mensalidade dos filhos com idade entre 24 e 27 anos subiria de R$ 800 para R$ 1.050. O limite de comprometimento da renda familiar seria dobrado, dos atuais 7% para 14%. A cobrança continuaria sendo feita em 13 parcelas anuais. Segundo a coordenadora da CEE/Caixa, Luíza Hansen, a proposta produziria perda efetiva de remuneração, mesmo diante da reivindicação apresentada na mesa geral de negociação com os bancos de reposição da inflação acrescida de 5% de aumento real. A representação sindical ressalta que a proposta é especialmente desrespeitosa porque a Caixa apresentou projeções de lucros crescentes para os próximos anos, mas desconsiderou que esses resultados são produzidos pelo trabalho diário de seu quadro de pessoal. No final da reunião, a Caixa informou que voltaria a avaliar o modelo. A CEE ressaltou que aguarda uma nova reformulação, com aumento da participação do banco e respeito à capacidade de pagamento dos beneficiários. *Fonte: Contraf-CUT