Santander anuncia pagamento de PLR para 30 de setembro junto com PPE-PPG

O pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) no Santander será no dia 30 de setembro, data limite determinada na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). De acordo com informações do banco, no mesmo dia será creditado o programa de pagamento da variável semestral (PPE-PPG). Confira os programas de remuneração variável: PLR – Participação nos Lucros e Resultados A PLR é Prevista na Lei nº 10.101/2000 e busca integrar capital e trabalho, além de incentivar a produtividade. Seu pagamento só é possível por meio da negociação coletiva, que garante a todos os trabalhadores acesso à parte do lucro do banco. As regras estão descritas na CCT. PPRS – Programa Próprio de Resultados do Santander O PPRS é pago junto com a segunda parcela da PLR (até 30 de março). O programa é negociado com o movimento sindical e previsto no acordo aditivo do banco. O valor é igual para todos os trabalhadores e calculado a partir do índice de rentabilidade ROAE (Return on Average Equity). Diferente dos programas internos, não depende de notas de feedback e garante pagamento integral mesmo em casos de afastamento por licença ou doença. PPE-PPG São programas internos de remuneração variável: o Programa Próprio Específico, destinado a áreas elegíveis, e o Programa Próprio para Cargos de Gestão (“bônus”), voltado a gestores. Ao contrário da PLR e do PPRS, não são negociados com os sindicatos e estão sujeitos a critérios unilaterais definidos pelo banco, como metas de produtividade e avaliações de desempenho, que mudam com frequência e muitas vezes excluem grupos de trabalhadores. Vale lembrar que esses programas não têm caráter salarial. Sobre eles não incidem verbas trabalhistas nem contam para a aposentadoria. *Fonte: Contraf-CUT

Santander: 18 agências serão fechadas nos Estados Unidos

Matéria publicada pelo Correio do Estado, jornal de Mato Grosso do Sul, no último sábado (23), informa que o Santander anunciou o fechamento de 18 agências nos Estados Unidos. A justificativa do banco, segundo o jornal, seria a redução de custos e a preferência de muitos clientes pelas plataformas digitais. O fechamento inclui agências de Massachusetts, Nova Jersey, Pensilvânia, Nova York, New Hampshire e Rhode Island.  Ainda de acordo com a matéria, o banco reduziu 4,5% de sua rede nos Estados Unidos, índice inferior às reduções realizadas pelo processo de reestruturação dos bancos privados no Brasil. Itaú, Bradesco e Santander fecharam mais de 5 mil agências de 2014 para cá, registrando um aumento dos fechamentos a partir de 2023, com a migração dos clientes para os canais digitais e ajustes estruturais do setor bancário. Só em 2024, os bancos privados fecharam 856 agências contra 679 fechadas em 2023. *Fonte: Bancários do Rio

Intensificação das ações de luta e organização é destaque no Encontro Nacional do Santander

O Encontro Nacional dos Funcionários do Santander reuniu delegadas e delegados de todo o país em São Paulo no dia 22 de agosto. Os debates incluíram análises de conjuntura e destaques dos dados e do balanço do banco. No final, foram relembradas as negociações do ano passado do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico, com validade até 31 de agosto de 2026. “É importante relembrarmos e destacarmos as conquistas nas cláusulas sociais e econômicas obtidas na Campanha Nacional 2024, que constam no ACT específico do Santander e garantem direitos a todos os trabalhadores do banco até o ano que vem”, ressaltou Wanessa de Queiroz, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander. Também foram debatidas as atividades mobilização, organização e enfrentamento que já foram realizadas nas bases das federações e as ações que ainda são necessárias. Wanessa falou sobre a importância dos debates. “Ao debatermos a grande campanha nacional que já está em curso, em defesa do emprego bancário e denunciando as fraudes de contratação praticadas pelo Santander com as terceirizações, atualizamos o andamento das ações jurídicas e sindicais, bem como sobre as audiências públicas realizadas em todo País”, ressaltou a coordenadora. As propostas de plano de lutas debatidas nos Encontros Regionais e Estaduais foram remetidas para a COE/Santander pautar as próximas negociações. Logo no início do encontro, a economista e técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Vivian Machado, fez uma análise econômica e dos dados do Santander. Vivian destacou os resultados do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que cresceu 3,4% em 2024, e os dados do mercado de trabalho, que alcançou a menor taxa de desocupação e o maior rendimento médio mensal na sequência histórica. A economista lembrou que a taxa de juros (Selic) chegou a 15%, mesmo com uma inflação em 5,35% (acumulada em 12 meses, em junho de 2025), deixando o Brasil com o segundo lugar no ranking de juros reais no mundo, com o maior nível desde junho de 2006. Em relação aos números globais do Santander, a economista destacou que o banco obteve, no primeiro semestre de 2025, o melhor resultado trimestral e semestral de sua história, com lucro de 6,8 milhões de euros. “Nesse cenário, a unidade brasileira é a segunda maior contribuinte para os resultados, atrás apenas da matriz na Espanha, com lucro de 996 milhões de euros, ou seja, 14,6% do resultado global”, explicou Vivian. O resultado nacional do Santander também foi positivo no primeiro semestre, com lucro de R$ 7,520 bilhões no Brasil, um aumento de 18,4% em relação ao mesmo período de 2024. A economista falou, ainda, sobre os negócios do banco e apontou a tecnologia como impulsionadora dos resultados, já que Santander aumentou os investimentos nessa área e reduziu os gastos com estrutura. Os impactos da IA no sistema financeiro também mereceu destaque no encontro, com cientista político e professor da Faculdade 28 de Agosto, Moisés Marques, fazendo uma análise de conjuntura com o tema “o mundo de ‘ponta cabeça’ e as consequências para o Sistema Financeiro Nacional (SFN)”. *Fonte: Contraf-CUT

Encontro Nacional dos Funcionários do Santander vai definir estratégias para negociações

O Encontro Nacional dos Funcionários do Banco Santander será realizado nos próximos dias 21 e 22, no Hotel Holiday Inn Parque Anhembi, em São Paulo. Promovido pela Comissão de Organização dos Empregados (COE) do banco, o evento reunirá dirigentes sindicais e representantes da base de diversas regiões do país. Os debates serão sobre a conjuntura econômica, os desafios do sistema financeiro, as negociações da Campanha Nacional e a construção de um plano de luta unificado. “O Encontro Nacional é um momento estratégico para alinharmos as demandas dos trabalhadores, analisarmos o cenário em que estamos inseridos e definirmos ações concretas que fortaleçam nossa mobilização e assegurem avanços nas negociações com o Santander”, afirmou a coordenadora da COE, Wanessa de Queiróz Paixão. Para a secretária de Relações Internacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Rita Berlofa, é importante conectar as lutas no Brasil com o contexto internacional. “O Santander é um banco global e suas políticas têm impacto direto em trabalhadores de diversos países. É fundamental que estejamos articulados internacionalmente, trocando informações e estratégias com colegas de outras regiões para enfrentar práticas nocivas e pressionar por melhores condições de trabalho”, destacou Berlofa. Confira a programação: 21 de agosto de 2025 14h às 20h – Credenciamento15h – Início do check-in no Hotel Holiday Inn Parque Anhembi 22 de agosto de 2025 9h30 – Abertura10h15 às 11h30 – Mesa de Análise Econômica e Dados do Banco Santander12h às 13h – Intervalo para almoço13h às 14h30 – Mesa de Análise de Conjuntura do Sistema Financeiro Nacional e Perspectivas15h – Campanha Nacional Santander e Desdobramentos16h – Plano de luta17h – Encaminhamento e encerramento das propostas *Fonte: Contraf-CUT

Lucro do Santander não impede fechamento de agências e demissões

No primeiro semestre deste ano, o Santander obteve R$ 7,520 bilhões de lucro, crescendo 18,4% em comparação ao mesmo período do ano passado. Só no segundo trimestre do ano, o lucro foi de R$ 3,659 bilhões. O retorno sobre o patrimônio (ROE) anualizado ficou em 16,4%, com acréscimo de 0,9 ponto percentual em 12 meses. As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias somaram R$ 10,949 bilhões no semestre, permanecendo estáveis. Já as despesas de pessoal, incluindo PLR, aumentaram 4,0%, alcançando cerca de R$ 6,3 bilhões. O crescimento no semestre foi impulsionado pela expansão da margem financeira, que subiu 4,4% em 12 meses, puxada pela alta de 11,3% na margem com clientes. Mesmo com desempenho positivo, o banco fechou 1.173 postos de trabalho nos últimos 12 meses, sendo 1.385 somente no 2º trimestre deste ano, e fechou 561 pontos de atendimento. Ao final de junho de 2025, o Santander contava com 53.918 empregados, frente aos 55.091 de junho de 2024. Em doze meses, foram 1.173 demissões líquidas. No mesmo período, a base de clientes aumentou em 4,5 milhões, atingindo 71,7 milhões de pessoas. A coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Wanessa Queiroz, ressalta que a política de redução de custos agressiva implementada pelo Santander no Brasil não é observada nos demais países da América, tampouco na casa matriz na Espanha. “É importante destacar que grande parte das demissões realizadas no país afetaram as mulheres, que já representaram 59% do quadro de empregados e hoje, segundo o Relatório de Transparência do Governo Federal, somam apenas 43% da força de trabalho”, observou a coordenadora. *Fonte: Contraf-CUT

Parlamentares denunciam Santander ao Ministério da Justiça

A Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça (Senacom) vai apurar denúncias recebidas contra o banco Santander. As denúncias foram levadas ao órgão pela deputada federal Erika Kokay (PT-DF) e pelo deputado distrital Chico Vigilante (PT-DF). O banco espanhol será chamado para explicar o fechamento de agências, apesar dos lucros bilionários, as demissões e a precarização do atendimento aos clientes. A criação de empresas terceirizadas do próprio grupo Santander, que fazem serviços bancários, mas empregam trabalhadores como não-bancários, tirando-lhes os mesmos direitos que a categoria bancária tem, também faz parte da denúncia apresentada pelos parlamentares. *Fonte: Bancários do Rio

Jornada denuncia Santander por violação de direitos trabalhistas

Bancárias e bancários de todo o país participaram, nesta quinta-feira (26), da Jornada Internacional de Luta contra o Santander. Durante todo o dia houve ações nas agências e nas redes sociais, para denunciar as violações de direitos trabalhistas realizadas pelo banco. As manifestações marcam o lançamento da campanha nacional, promovida pelo Comando Nacional dos Bancários, contra a precarização do trabalho e o desrespeito sistemático à categoria. O foco principal da campanha é a luta contra o fechamento de agências, demissões em massa, terceirização irregular, precarização do atendimento, dos serviços bancários e das condições de trabalho, além das práticas antissindicais adotadas pelo Santander. “A mobilização desta quinta reforça o alerta das entidades sindicais sobre o caminho adotado pelo banco espanhol no Brasil, que visa aumentar seu lucro às custas da exploração, da precarização e do desmonte dos direitos dos trabalhadores”, ressaltou Wanessa de Queiroz, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander. *Fonte: Contraf-CUT

Ataques do Santander são denunciados por sindicalistas das Américas e da Espanha

Encontro emergencial da Rede Sindical Internacional do Banco Santander reuniu dirigentes sindicais de vários países da América Latina e da Espanha, nesta terça-feira (10), em Buenos Aires. Durante a reunião foram debatidas ações em defesa do emprego bancário e das condições dignas de trabalho em todo o continente. Foram apresentados problemas enfrentados pelos trabalhadores e suas representações sindicais diante dos ataques sistemáticos da direção global do banco. As denúncias incluem demissões, terceirizações, precarização das condições de trabalho e enfraquecimento da representação sindical. Tais problemas vêm sendo observados na Argentina, Uruguai, Chile, Peru, Brasil e até na Espanha, onde fica a sede da matriz do grupo. A “migração” de trabalhadores bancários — cobertos por convenções coletivas e representados por sindicatos — para outras empresas do conglomerado ficou evidente, de acordo com os relatos. Também mereceu destaque o fato das mulheres serem as principais vítimas das demissões, evidenciando a discriminação nas dispensas, apesar dos lucros do grupo. Em resposta, a Rede Sindical Internacional convocou uma Jornada Internacional de Luta para o dia 26 de junho, com mobilizações nos diversos países onde o Santander atua. *Fonte: Contraf-CUT

COE debate políticas de diversidade com direção do Santander

Dando continuidade aos debates sobre as políticas de diversidade, a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander se reuniu com a direção do banco, nesta quinta-feira (29). Na reunião do último dia 2 de abril, o banco apresentou algumas iniciativas do ano passado para promover a diversidade e a inclusão no ambiente de trabalho. Nesta quinta, o Santander trouxe respostas e apresentou resultados do censo realizado com os trabalhadores. De acordo com o banco, 51% do quadro de funcionários respondeu ao censo, o que representa cerca de 26 mil trabalhadores. Também foi apresentado aos integrantes da COE o programa “Seu Jeito”, relacionado aos cuidados com a saúde e o bem-estar dos funcionários. Os representantes do banco também informaram o compromisso da instituição em disponibilizar aos dirigentes sindicais o acesso ao curso e aos materiais de combate aos assédios moral e sexual e à discriminação, à cartilha de inclusão/acessibilidade e à nova cartilha de tecnologia assistiva. O banco informou, ainda, que está implementando um novo protocolo de prevenção e enfrentamento ao assédio e à discriminação. *Fonte: Contraf-CUT

Jornal britânico publica denúncias contra o Santander

O jornal britânico The Guardian publicou uma reportagem mostrando denúncias contra o Santander. A matéria, publicada em 15 de maio, informa que o banco espanhol é acusado de financiar o desmatamento em larga escala no bioma do Gran Chaco, um dos ecossistemas mais importantes da América do Sul. Baseada em investigação da ONG Global Witness, a reportagem aponta que o banco co-organizou US$ 1,3 bilhão em financiamento para a agroindústria argentina Cresud, que já desmatou mais de 170 mil hectares de floresta nativa. O financiamento, segundo o jornal, está ligado à destruição de uma área crítica que abrange partes da Argentina, Bolívia, Paraguai e Brasil — e que já perdeu quase metade de sua vegetação original. Em 2018, o banco publicou sua política de sustentabilidade que prevê restrições a atividades envolvendo desmatamento. O banco assumiu o compromisso público de zerar suas emissões líquidas até 2050. Porém, de acordo com a investigação, as diretrizes não estão sendo cumpridas na prática, uma vez que o banco continua financiando empresas com atuação questionável do ponto de vista ambiental e social. Segundo a reportagem, o banco não respondeu diretamente às acusações nem comentou sobre sua relação com a Cresud. A empresa argentina também não se manifestou. A secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT e funcionária do banco, Rita Berlofa, ressaltou que bancos que operam no Brasil, como o Santander, têm responsabilidade não só com seus acionistas, mas com toda a sociedade. “Ao mesmo tempo em que fecha agências, demite funcionários e precariza condições de trabalho, o banco ainda aparece em escândalos de financiamento ao desmatamento. É preciso cobrar coerência e ética em todas as frentes da atuação empresarial”, afirmou Berlofa. A Contraf-CUT repudia com veemência qualquer prática que viole direitos humanos, destrua o meio ambiente ou comprometa o futuro do planeta. *Fonte: Contraf-CUT