Sul Fluminense pede respeito à Fenaban

Nesta quinta-feira (29), quando ocorre a 12ª rodada de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), algumas agências do Sul Fluminense estão com cartazes protestando contra a intransigência da Fenaban e falta de respeito com a categoria. Além de não conceder aumento real nos salários e demais verbas, a Fenaban apresenta propostas que cria faixas salariais e dividem a categoria, acarretando prejuízos aos trabalhadores.
Fenaban nega aumento real para a categoria bancária

A intransigência por parte da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) tem marcado as reuniões de negociação com a categoria bancária. Nesta quarta-feira (28) ocorreu a 11ª rodada e a entidade manteve a negativa de conceder os reajustes reivindicados pela categoria bancária. A Fenaban apresentou duas propostas: a primeira dividia a categoria em cinco faixas, todas sem ganho real. Na segunda, a divisão era em quatro faixas, sendo duas com baixíssimo ganho real e outras duas sem ganho real. As duas propostas foram rejeitadas. A entidade também se nega a dar aumento real nas demais verbas, que receberiam reajuste apenas pelo INPC, somente a partir de 1º de novembro, incluindo PLR, vales alimentação e refeição. Confira a tabela da última proposta: Nesta quinta-feira (29), as negociações serão retomadas a partir das 10h30. O Comando orienta que a categoria mantenha as mobilizações nas redes, agências e escritórios. Também haverá negociações com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. *Fonte: Contraf-CUT
Proposta da Fenaban acarretaria prejuízo de R$ 1,2 bi aos bancários

Na 10ª rodada de negociações com o Comando Nacional dos Bancários, realizada nesta terça-feira (27), a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) negou a reivindicação por aumento real, desvalorizando a categoria bancária. As duas propostas da entidade foram rejeitadas pelo Comando. Na primeira, o reajuste seria de 90% do INPC, o que resultaria em perda salarial de 0,38%. Na segunda, o reajuste seria de 100% do INPC nos salários e demais verbas (portanto, de ganho real zero), somente em janeiro de 2025. Com essa proposta, a antecipação da participação nos lucros e resultados (PLR) ocorreria sem reajuste. “Com essa proposta de reajuste zero e deixando de aplicar o reajuste em setembro, mas somente em janeiro, os bancos retirariam do bolso das trabalhadoras e trabalhadores R$ 1,2 bilhão, considerando salários, segunda parcela do 13º, vale alimentação e vale refeição e antecipação da PLR”, explicou Juvandia Moreira, coordenadora do comando e presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Nesta quarta-feira (28), dia do bancário, será realizado mais um Dia Nacional de Luta da categoria. No dia 4 de setembro haverá assembleias, antecedidas de plenárias, a partir das 18h, para que a categoria avalie propostas ou os rumos das mobilizações. O Comando informou que estará em São Paulo para as negociações até sexta, que é o prazo que os bancos têm para apresentar uma proposta decente. As negociações continuam nesta quarta-feira (28), a partir das 10h. *Fonte: Contraf-CUT
Categoria bancária se mobiliza nas redes nesta terça-feira (27)

A campanha para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria bancária está a todo vapor. Nesta terça-feira (27) será realizada mais uma reunião entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Juvandia Moreira, coordenadora do Comando e presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), falou sobre a expectativa da reunião: “Nossa expectativa é que os bancos entreguem uma proposta que respeite às reivindicações das bancárias e bancários. Ao contrário da proposta vergonhosa que foi nos apresentada na última mesa, de perda real de 0,57% no reajuste salarial”. Com o objetivo de pressionar os bancos a apesentarem uma proposta global que atenda à categoria, bancárias e bancários de todo o país, participam de uma mobilização nas redes sociais, das 9h30 às 11h30. A orientação é que todas e todos utilizem nas postagens a hashtag #MerecemosRespeito, sempre marcando a Febraban: @febraban_oficial se as postagens forem no Instagram, e @febraban se forem no X (ex-Twitter). *Fonte: Contraf-CUT
Saúde Caixa: fim do teto de 6,5% volta a ser cobrado pela representação dos trabalhadores

Em reunião na última quinta-feira (22), a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) voltou a cobrar da direção do banco, a extinção da limitação de 6,5% da folha de pagamentos e proventos para o custeio do Saúde Caixa. A regra entrou em vigor em 2017 e vem comprometendo a sustentabilidade financeira do plano de saúde e a manutenção do modelo de custeio 70/30. De acordo com a CEE, o teto compromete as premissas que nortearam a criação do plano de saúde em 2003: mutualismo, solidariedade e pacto intergeracional, que garantem que cada empregado pague de acordo com sua capacidade contributiva, que nenhum deles seja excluído devido sua idade. Além disso, foi criado um subsídio cruzado entre as faixas etárias, para que todos contribuam para o mútuo, garantindo o acesso aos serviços de saúde a todos que necessitarem. Rafael de Castro, coordenador da CEE, explicou que ‘esse modelo de custeio do Saúde Caixa é uma conquista histórica dos trabalhadores do banco. Entretanto, por causa do teto de 6,5%, nos últimos anos a Caixa não tem arcado com os 70% dos custos conforme prevê o acordo específico do Saúde Caixa em vigência até 2025.” “O teto precisa cair já, e reforçamos mais uma vez nossa reivindicação na mesa de negociação”, enfatizou Rafael. *Fonte: Contraf-CUT *Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Bancários promovem Dia Nacional de Luta nesta segunda-feira (26)

A categoria bancária realiza um Dia Nacional de Luta, nesta segunda-feira (26), por uma proposta global digna para suas reivindicações. A orientação é para que os bancários e bancárias utilizem, em todas as postagens, a hashtag #MerecemosRespeito, sempre marcando a Febraban (@febraban_oficial no Instagram e @Febraban na Rede X. Nesta terça-feira (27) haverá nova rodada de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Os bancários reivindicam a defesa dos direitos, PLR justa e aumento real na renovação da Convenção Coletiva de Trabalho. *Fonte: Bancários Rio
Protesto marca início de reunião com o Santander, nesta sexta (23)

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander e a direção do banco se reuniram, nesta sexta-feira (23), para a quinta rodada de negociações para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico. Logo no início do encontro, na sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), em São Paulo, houve um protesto contra o banco pelo uso da Polícia Militar para reprimir trabalhadores e trabalhadoras. Os trabalhadores estão reivindicando o fim da implementação de projetos de terceirização. Por isso, a COE quer que o banco acabe com essa prática e disponibilize uma relação com nomes, matrículas, datas de admissão, condição sindical, base sindical e local de trabalho de todos os empregados. Segundo a coordenadora da COE, Wanessa Queiroz, muitos trabalhadores do banco estão completamente desamparados, excluídos da categoria bancária, com rendimentos e direitos cortados pela metade, sem saber a quem recorrer. Outra reivindicação apresentada pela COE é de que, durante a vigência do ACT, quaisquer modificações substanciais nas condições coletivas de trabalho ou reestruturações de mão de obra de caráter coletivo sejam precedidas de negociações com os representantes sindicais. A Comissão apresentou ainda reivindicações econômicas. Entre elas, o Programa de Participação nos Resultados para 2024, cujo valor para 2024 seja de R$ 8.212,63, considerando o lucro do banco. Além disso, os trabalhadores querem bolsa de férias e isonomia de tratamento com os trabalhadores da matriz. Também está sendo reivindicada a concessão de empréstimos especiais sem juros para empregados que necessitem cobrir situações urgentes e justificadas, com valores equivalentes a até nove salários mensais. Os representantes do banco se comprometeram a apresentar um retorno global das reivindicações no início de setembro, em data a ser confirmada. *Fonte: Contraf-CUT
Campanha: BB e trabalhadores avançam na mesa de negociações

Nesta quinta-feira (22), foi realizada a oitava rodada de negociação específica da Campanha Nacional 2024, entre a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e os representantes do banco. Houve sinais de avanço, embora não tenha apresentado propostas concretas que atendam as expectativas do funcionalismo. O BB explicou que é preciso esperar a mesa única da Fenaban. Um dos compromissos assumidos pelo banco foi a volta dos vigilantes em todas as unidades de varejo, já em setembro, que é uma antiga reivindicação do movimento sindical. Quanto ao banco de horas negativas adquiridas durante a Covid, a proposta do banco é de abono para quem ainda tem horas a compensar. Além dos funcionários com 60 anos ou mais e os pais que tenham filhos com alguma deficiência, foram incluídos os funcionários que eram do grupo risco da Covid e que tiverem feito mais de 70% até maio (quando encerra o acordo de covid). Os funcionários afastados por licença à saúde também terão as horas anistiadas. “Continuamos pedindo anistia de horas Covid para todos os funcionários. Também destacamos principalmente a questão das mães solo e de pais com crianças ainda em idade escolar, que não têm com quem deixá-las, e ficar fazendo mais horas”, disse Fernanda Lopes, coordenadora do CEBB. Sobre a questão do endividamento do funcionalismo, antiga preocupação do movimento sindical, o banco informou o lançamento do programa Equilibbra. Em relação à PLR, foi pedido o fim do teto, mas os representantes do banco alegaram que a PLR do BB já é muito diferenciada das outras instituições financeiras, com patamares superiores inclusive das estatais. O banco disse ainda que apresentou proposta para aumentar a PLR dos contínuos, que deverão passar a receber a mesma dos escriturários. *Fonte: Contraf-CUT
CEE e Caixa avançam nas negociações

Na reunião desta quinta-feira (22) entre a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal e o banco, os representantes da Caixa apresentaram propostas sobre a substituição em cascata, horas de estudo, direito a desconexão e política de diversidade. Além disso, o banco informou que vai encaminhar sugestões de texto sobre estes temas e agendar uma reunião com o departamento jurídico das entidades sindicais já na próxima semana para fechar a redação final das cláusulas. Segundo Rafael de Castro, diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, as negociações estão andando, mas os trabalhadores precisam continuar mobilizados. “Uma parte importante das negociações, como o índice de reajuste e demais pautas econômicas, é definida na mesa única da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos)”, disse o diretor da Contraf-CUT. Em relação ao PDV e concurso, a Comissão questionou o aumento de desligamentos. O banco disse que está em discussão, mas que não há nada aprovado com relação a isso. Os trabalhadores reivindicam mais contratações para reduzir a sobrecarga atual e solicitam que a Caixa demande a Sest sobre um novo concurso. Durante a reunião, os empregados apresentaram relatos sobre transferências de local de lotação que levam à mudança de município, perda de função e que há cerceamento do direito de indicação do local de lotação, sem interferência do gestor. A Caixa pediu que os empregados atingidos por esses problemas façam contato com a diretoria de pessoas. Em relação ao Saúde Caixa, os empregados cobraram, mais uma vez, a mudança do estatuto da Caixa para a retirada do teto de custeio pelo banco com a saúde de seus empregados e empregadas. Também cobraram informações sobre os empregados afastados por doenças/acidentes de trabalho (B91). Já quanto à PLR, os empregados querem garantia que o pagamento do adiantamento da parcela da PLR seja de, pelo menos, 50% da PLR; retirada do limite de três Remunerações Básicas do valor global da PLR; separação do pagamento da PLR Social da regra básica, para efeitos de quaisquer limitadores;solução para o pagamento a menor da PLR Social de 2020. A Caixa informou que o tema será tratado nas negociações da próxima semana. *Fonte: Contraf-CUT
Após 14 anos, Cassi volta a receber contribuições sobre demandas trabalhistas

Antiga reivindicação do movimento sindical, o Banco do Brasil voltou a repassar para a Cassi, caixa de assistência dos seus funcionários, as contribuições patronais incidentes sobre valores pagos a funcionários e ex-funcionários, devido a processos trabalhistas e acordos judiciais e extrajudiciais (CCV e CCP), conhecidas como “reclamatórias trabalhistas”. O primeiro repasse ocorreu nesta quinta-feira (22) e a Cassi recebeu do banco R$ 345,269 milhões, valores retroativos a 2010, quando os repasses foram suspensos. Foram 14 anos de suspensão, mas a partir de agora o pagamento será regularizado. Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), comemorou a conquista. “O movimento sindical sempre lutou pela retomada dos repasses. Foram anos de negociação junto ao banco para regularizar essa situação, que agora finalmente teve uma solução definitiva”, ressaltou Fernanda. *Fonte: Contraf-CUT *Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil