Bancários negociam protocolo de prevenção para retorno ao trabalho presencial no Itaú

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú e membros do Grupo de Trabalho (GT) de Saúde do Itaú se reuniram com a direção do banco, na tarde desta terça-feira (28), para negociar o retorno ao trabalho presencial dos trabalhadores que estão em home office, comunicado pelo Itaú no último dia 14 de setembro. Os representantes dos trabalhadores reforçaram que a pandemia do coronavírus (Covid-19) continua em ritmo crescente, com média de mortes acima de 500 casos por dia, e com a variante Delta, de alta transmissibilidade, predominando em vários estados. “O ritmo da vacinação ainda está longe do esperado e não atingiu os 70% de imunização com as duas doses. Portanto, com certeza, vários trabalhadores ainda não tomaram a segunda dose da vacina, ou seja, não estão completamente imunizados”, critica Jair Alves, coordenador da COE Itaú, ao afirmar que nenhum trabalhador deverá retornar sem a comprovação das doses da vacina, com o respeito aos 15 dias após a segunda dose. Durante a reunião, o movimento sindical apontou que o retorno de vários trabalhadores ao trabalho presencial aumenta a concentração de pessoas e o risco de aglomeração nos prédios e agências, além de compartilharem o mesmo ambiente, tais como banheiros e cozinhas. Por isso, o uso de máscaras tem de ser obrigatório, além do fornecimento destes equipamentos de proteção individual (EPI) por parte da empresa e da sanitização dos ambientes de trabalho, de acordo com as determinações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde. No encontro, a COE Itaú e os membro do GT de Saúde entregaram um texto de sugestão do protocolo de prevenção da Covid-19, neste momento de retorno ao trabalho presencial. “Este documento trata uma preocupação nossa com os trabalhadores, os terceirizados, prestadores de serviços e também com os clientes, que estarão cada vez mais presentes nos locais de atendimento”, afirmou Luciana Duarte, coordenadora do GT de Saúde. Entre os principais pontos do documento está a reivindicação da realização de exames médicos de retorno ao trabalho para avaliação dos trabalhadores que voltarem ao trabalho presencial, no qual a indicação do médico assistente deverá ser levada em consideração, assim como foi feito com a implementação da portaria 20. Deverá ser considerada também a avaliação médica, com acompanhamento pela medicina ocupacional do banco, tanto dos casos de retorno, como para os trabalhadores que já estão em regime presencial desde o início da pandemia. Além disso, os trabalhadores com histórico de infecção pela Covid-19 também deverão ser acompanhados pela medicina ocupacional do banco, para a devida readaptação ao trabalho gradativo em função das possíveis sequelas da doença, que podem comprometer a saúde física e mental dos trabalhadores. “Algumas medidas têm que dar segurança para os trabalhadores. É uma responsabilidade do banco. A gente precisa preservar a vida, neste momento”, completou Carlos Damarindo, membro do GT de Saúde do Itaú. Fonte: Contraf-CUT
Funcionários do Itaú recebem PLR e PCR no dia 23

Os bancários do Itaú receberão, no dia 23, a antecipação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e o pagamento do Programa Complementar de Resultados (PCR). O valor pago será de r$ 3,070,95. Esse valor será corrigido pelo índice da campanha salarial deste ano e o complemento será pago no ano que vem. “Na atual conjuntura, o PCR é muito importante. Foi uma conquista dos funcionários do banco. Com o PCR, todos os anos buscamos melhorar a verba, em cima do lucro do banco, que cresce, graças ao esforço dos trabalhadores”, disse Jair Alves, coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú. O PCR é uma conquista dos bancários do Itaú, em negociação iniciada em 2003, e mantida no acordo bianual específico para a verba. Outra informação é que a 13ª cesta será paga no dia 27 de outubro. Fonte:Contraf-CUT
Itaú comunica retorno ao trabalho presencial

O banco Itaú convou reunião com a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú na tarde de quinta-feira (9) para negociar o retorno ao trabalho presencial dos trabalhadores que estão em home office. Os representantes dos empregados foram contra e cobram negociação para garantir um retorno programado, baseado em critérios científicos, com percentual de imunização superior a 70%, para não colocar em risco a saúde dos trabalhadores. Desde 1º de setembro, o banco permitiu que trabalhadores voluntários dos prédios administrativos voltem gradativamente aos locais de trabalho. “Os sindicatos de todo o Brasil relataram denúncias de pressão de gestão para o retorno. Eles forçam os trabalhadores a se voluntariarem. Nós não iremos tolerar esse tipo de atitudes da chefia”, afirmou Jair Alves, coordenador da COE Itaú. Membros do movimento sindical também cobraram como o departamento de saúde do trabalhador irá se comportar neste retorno. “As pessoas serão examinadas, analisadas, terá algum tipo de acompanhamento por parte do banco?”, questionou Adriana Nalesso, presidenta da Federação das Trabalhadoras e Trabalhadores do Ramo Financeiro do Estado do Rio de Janeiro (Federa-RJ). O Itaú informou que existe fiscalização para garantir o respeito aos protocolos de saúde e segurança e que todo o sistema de infraestrutura do banco permanecerá híbrido, para evitar aglomerações nos escritórios. “Nós queremos acompanhar este retorno, entender os protocolos e sugerir melhorias, sempre pensando na saúde dos trabalhadores”, disse Valeska Pincovai, diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. Retorno às agências Conforme acertado nos últimos encontros, o banco comunicou aos dirigentes sindicais, antes mesmo de publicar comunicado interno, o retorno, obrigatório a partir de 4 de outubro, das pessoas do grupo de risco de agências e que tem o ciclo vacinal completo. Sendo opcional a partir de 20 de setembro. Caso alguém não tenha tomado as duas doses, o banco vai aguardar a data da segunda dose, mais 14 dias, período de imunização completa, para cobrar o retorno. As gestantes de agência não retornarão ao trabalho presencial em todo o Brasil. COE é contrária ao retorno Depois da reunião com o banco, a COE do Itaú se reuniu internamente e definiu pela posição contrário ao retorno presencial neste momento, devido ao baixo índice de imunizados em todo o Brasil e a incerteza da vacinação em algumas localidades. A COE também cobra do banco um acompanhamento médico individualizado para os trabalhadores do grupo de risco que retornarem. Fonte: Contraf-CUT
Bancários com mais tempo de casa sofrem descaso e discriminação no Itaú

Nos últimos anos, o Itaú tem passado por constantes mudanças, novos projetos, reestruturações, como o programa GERA e o projeto Itaú 2030. Por conta disso tudo, o banco deixa claro que está em busca de um novo perfil de funcionário. O próprio presidente do banco afirmou isso em entrevista ao Jornal Valor Econômico, publicada na última segunda-feira (3). Milton Maluhy Filho chegou à presidência em fevereiro com a missão de aprofundar a transformação digital no Itaú. Sete meses depois, o executivo vê avanços na tecnologia, mas diz que o grande desafio é renovar a cultura da instituição financeira. “Em momento alguma ele fala sobre o funcionário, sobre a valorização dos trabalhadores que levaram o banco a ser o maior da América Latina”, lamenta Jair Alves, coordenador da Comissão de Organização de Empresa (COE) do Itaú. Na reunião entre o Comando Nacional dos Bancários e os representantes dos sindicatos, no dia 25 de agosto, o CEO da Área de Pessoas apresentou a todos um “banco do futuro” no qual, segundo ele, não há espaço para discriminação, há uma busca constante pela diversidade e uma profunda mudança de cultura. “O que vemos são dois bancos diferentes: um que ele nos apresenta e outro vivido pelos trabalhadores no dia a dia”, aponta Jair Alves. “Muitas denúncias de trabalhadores com mais tempo de banco estão chegando aos sindicatos de todo o país. Eles relatam que são caracterizados como mais velhos e que estão sofrendo humilhações feitas pelos gestores, que também não respeitam a questão de gênero. Temos relatos de trabalhadores de departamentos e de agências, que passaram por esses constrangimentos”, relata. O dirigente conta ainda que grande parte das denúncias foram relatadas por trabalhadores desligados que passaram pelo processo de Comissão de Conciliação Voluntária (CCV), que incluíram na justificativa de seus pedidos, o assédio moral e os danos morais que sofreram por conta de constrangimentos, exposições em reuniões e chacotas feitas pelos gestores. Em seus relatos, os bancários denunciam algumas das frases usadas pelos gestores. Veja abaixo: “De espaço aos mais novos, seu tempo de banco já deu o que tinha que dar.” “Precisamos de mentes frescas, novas ideias. O banco está se reinventando.” “Vamos dar prioridade à juventude, seu momento de crescimento já passou.” “Não vou promover você porque está velho demais.” “O que você pretende no banco? É preciso pensar no futuro porque seus dias estão contados.” “O Itaú é um banco de gente jovem.” Contraf-CUT cobra providências Em diversas reuniões, os dirigentes sindicais alertaram a direção do banco sobre a postura inadequada dos gestores. E essas novas denúncias serão levadas ao banco para que medidas sejam tomadas. “Esses desligamentos não são motivados por baixa performance, uma vez que são trabalhadores que entregam resultados. O problema é que o banco está desligando trabalhadores com idade avançada ou com muito tempo de casa, e que são tratados como objetos descartáveis”, denuncia o coordenador da COE do Itaú. Fonte: Contraf-CUT
POR FORA BOA VIOLA… Itaú: funcionários afirmam que realidade no banco é muito diferente da publicidade

Desde que o Itaú lançou o projeto “Itaú 2030” e o novo programa de remuneração Gera, a vida dos trabalhados tornou-se um inferno. O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região não para de receber denúncias e reclamações. Além do programa Gera não possuir regras claras, como falta de transparência nos critérios para remuneração, um dos maiores problemas é o acúmulo de funções e sobrecarga de trabalho dos Agentes de Negócios Caixa. “As metas estão surreais. Tá puxado demais. Eles estão nos fazendo de escravos. Está cada dia mais difícil sobreviver nesse lugar”, denuncia uma trabalhadora. “Estou vivendo sufocada. Tenho uma filha de dois anos. Não durmo, não consigo comer. Meu corpo dói inteiro. E não posso me afastar, isso pioraria minha situação”, desabafa outra colega. “Acúmulo de funções… Um abuso, e recebendo menos”, afirma outro. Em diversas ocasiões o Sindicato cobrou do banco a suspensão das metas durante a pandemia por estarem prejudicando os trabalhadores. “Já sou atendente, vendedor, telemarketing e agora caixa”, desabafa um funcionário. “Depois das mudanças, colocaram a gente para aprender (já tive diferença de caixa), temos apenas um caixa na agência e eu [como] agente de negócios, [sendo] que estou aprendendo agora. Tem uma pessoa pra ensinar e atender, além das metas de vendas. Se eu ficar 100% aprendendo no caixa, impacta no Trilhas e, automaticamente, impacta na remuneração. Temos que trocar o pneu com o carro andando”, relata outro Agente de Negócios. “O Itaú não está dando treinamento suficiente para que os Agentes de Negócios Caixa desenvolvam a função com qualidade. Já cobramos do banco esclarecimentos, tanto com relação ao treinamento bem como a remuneração dos Agentes de Negócios”, afirma o dirigente sindical e bancário do Itaú Sérgio Francisco. Para piorar, Itaú promove demissões As demissões também não param, tanto nas agências, como nos departamentos. A reforma da Previdência aprovada em 2019 aumentou o tempo de contribuição para poder se aposentar. Os bancários que antes poderiam estar na estabilidade pré-aposentadoria, com as novas regras, precisam trabalhar por mais anos. Mas muitos estão sendo demitidos ou “colocados à disposição”. “É muito triste isso, após 32 anos de banco, próximo à aposentadoria, ser colocado à disposição, além de demitir por baixa performance, agora estão descartando os mais velhos”, relata um trabalhador. O Sindicato reforça a necessidade de o banco desenvolver um centro de realocação para que os trabalhadores tenham a oportunidade de continuar no banco. “É desumano trabalhadores que se dedicaram a vida toda para o banco, contribuindo com a lucratividade, sendo descartados como um sapato velho”, protesta Sergio Francisco. Trabalhadores que adoeceram escanteados Outro problema grave no banco envolve trabalhadores com algum tipo problema de saúde. O Sindicato recebeu vários relatos apontando descaso do banco com esses empregados, que, em muitos casos, ficaram doentes por causa da rotina massacrante no banco: o trabalhador se afasta para se tratar e, no retorno ao trabalho, é isolado, fica sem função, sem participação em reuniões, até que são desligados por baixa performance, como é prática do banco na maioria dos desligamentos. “As publicidades do Itaú passam a imagem de que o banco é uma empresa ‘legal’ para se trabalhar, onde se pode ser ‘quem você é’, mas os depoimentos que recebemos diariamente comprovam que a realidade é muito diferente da do comercial. Os trabalhadores estão sendo massacrados e ficando doentes por causa das metas abusivas, e sendo descartados como nada, depois de anos de dedicação à instituição. Tudo em nome de uma lucratividade obscena que atingiu R$ 18,9 bilhões em 2020, em meio a um cenário de crise sanitária e social. Cobramos do banco responsabilidade social e respeito com a saúde e a vida dos trabalhadores.” Fonte: SP Bancários
COE e Itaú debatem emprego, remuneração e banco horas negativas

Emprego, remuneração e banco horas negativas foram os principais pontos da pauta da reunião entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú com a direção do banco, na tarde desta quinta-feira (12). Também foram iniciadas as negociações para o retorno dos trabalhadores presencialmente. A COE cobrou do banco o fim das demissões, mais transparência na implementação do programa GERA e a negociação de pontos específicos dele, como as horas devedoras dos trabalhadores do grupo de risco. Os representantes do Itaú apresentaram o número de trabalhadores que ainda estão devendo horas devido ao afastamento durante a pandemia. Em dezembro de 2020, o total era de 5.962 funcionários. Mas, em junho de 2021, houve uma redução de 34% totalizando, 3.911 trabalhadores. “A redução se deu pelo banco ter cumprido com a palavra de possibilitar que todos os funcionários que estão casa realizasse trabalhos em home office para que não fossem prejudicados”, explicou Jair Alves, coordenador da COE Itaú. Apesar da diminuição, os dirigentes sindicais questionaram o Itaú de como ficarão os bancários que estão em casa sem cumprir horas em home office se não conseguirem compensar as horas. “O prazo para compensação terá que ser revisto. Os bancáerios não podem ser prejudicados, já que não foi por vontade deles não terem equipamentos para realizar o trabalho”, afirmou Jair Alves. O banco também apresentou o número de desligamentos e admissão desde o ano de 2019. Em 2021, por exemplo, são 6.908 admitidos e 3.640 desligados, perfazendo um saldo positivo de 3.268 postos de trabalho. Apesar do saldo positivo desse ano, a COE pediu a suspensão das demissões levando em consideração a pandemia e a crise que o país se encontra e também cobrou a criação de um Centro de Realocação para os trabalhadores. “Não é justo que o banco continue demitindo sem dar uma chance ao trabalhador de realocação, o Itaú tem como fazer isso, pois já foram realizadas realocações eficientes em conjunto com os sindicatos em outros momentos”, ponderou o coordenador. Os representantes dos sindicatos ainda entregarão ao Itaú um documento com todas as reivindicações dos funcionários, definidas no Encontro Nacional dos Bancários do Itaú, realizado na semana passada, quando foram debatidos os temas de emprego, remuneração, saúde e previdência. Outro ponto debatido entre o banco e a COE foi a preocupação com o retorno ao trabalho presencial dos bancários a partir de setembro. O Itaú disse que o retorno ocorrerá de uma maneira voluntária e seguindo todos os protocolos vigentes na lei, ressaltou que para que tudo dê certo, quer debater com os sindicatos como será este retorno. Os sindicatos colocaram as preocupações com os bancários que não quiserem se vacinar, com o retorno das gestantes, do grupo de risco e o seguimento e fiscalização dos protocolos. Fonte: Contraf-CUT
Bancários do Itaú querem emprego, saúde e melhores condições de trabalho

Esses são os principais pontos da pauta de reivindicações específica definida no Encontro Nacional dos Trabalhadores, nesta quinta-feira (5) Os 159 delegados e delegadas participantes do Encontro Nacional dos Trabalhadores do Itaú, realizado virtualmente na tarde desta quinta-feira (5), definiram sua pauta de reivindicações específica. “Nós queremos retomar com o banco a negociações de cada um dos pontos debatidos aqui. Este encontro é fundamental para conhecermos a realidade de todo o Brasil e assim definir estratégias que contemplem todos os trabalhadores do Itaú. Este é o papel do movimento sindical, defender todos que estão dentro da empresa”, afirmou Jair Alves, coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú. Saúde do trabalhador Saúde do trabalhador foi o tema da primeira mesa de trabalho do encontro nacional. “O tema de saúde sempre foi muito importante para o movimento sindical bancário. Com a pandemia, ganhou ainda mais importância. Para mim é uma honra participar deste encontro, em especial, pois a COE Itaú sempre se destacou na luta pela saúde e condições de trabalho”, afirmou Mauro Salles, secretário de Saúde do Trabalhador da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). “Passamos por uma fase de muita luta e ainda temos muita luta. A vacinação começou, mas está longe de ser o ideal. Por isso temos continuar na luta pelo real cumprimento dos protocolos de saúde e segurança que negociamos com a Fenaban no começo da pandemia e na luta pela vacinação de todos os bancários”, afirmou Mauro Salles. “São desafios muito importantes, pois acredito que vamos continuar convivendo com a pandemia, vamos ter que continuar nos cuidando, cuidando dos colegas, além de continuar cuidados de outros problemas que tendem a aumentar. Por isso, mais do que nunca temos que ter a capacidade de entender a situação, para melhor negociar e estabelecer as estratégicas de enfrentamento sindical, para garantir melhores condições de trabalho para a nossa categoria”, completou. O secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT também abordou a possível pressão pela volta dos bancários. “O acordo que tivemos com a Fenaban é que não haverá volta sem negociar os critérios, com um protocolo único mínimo de procedimento. Temos que continuar protegendo os trabalhadores de riscos à sua saúde. Uma eventual volta só pode acontecer com a vacinação completa. Mesmo assim, temos de pensar em outros problemas que podem vir a acontecer. Temos que ter tranquilidade, pois estamos lidando com a vida das pessoas. Os bancos também têm de ter responsabilidade neste processo. Não pode ser só negócio.” Emprego Os trabalhos continuaram com o painel sobre Emprego. Os delegados e delegadas debateram os números apresentados pela economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Cátia Uehara, no início do encontro. “Nós temos que abrir negociações sobre as metas e sobre os programas de remuneração, que muitas vezes são usados como justificativas para as demissões”, disse Valdenia Ferreira, representante da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Mina Gerais (Fetrafi-MG) na Comissão de Organizados dos Empregados (COE) do Itaú. Remuneração O terceiro ponto debatido na pauta foi remuneração. Os delegados e delegadas mostraram que instabilidade e medo de demissões são os resultados da implementação do GERA, programa de remuneração variável criado para substituir o AGIR. “Desde o início da mudança do agir a COE vem tentando negociar essas mudanças. O banco fez uma apresentação para a gente, que seria melhor para todo mundo, mas na verdade não foi isso que aconteceu. Por isso, temos que continuar negociando”, convocou Valeska Pincovai, dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo e integrante da COE Itaú. “Nas pesquisas feitas pelos sindicatos percebemos que o GERA causou acúmulo de funções, aumentos as metas, sobrecarga de trabalho, assédio moral, entre outras pioras na comparação com o Agir, que já tinha diversos problemas”, completou. “Nós precisamos de transparência do banco para podermos negociar melhorias nesses programas. Nós conversamos com os trabalhadores e eles estão infelizes com a mudança, como é que o banco vem falar que só tem coisas boas?”, questionou Maria Izabel, diretora do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro e representante da COE. GT Saúde O Grupo de Trabalho (GT) de Saúde do Itaú foi o tema da quarta mesa de debate do encontro nacional. Luciana Duarte, coordenadora do GT, fez um resgate das negociações feitas no último período. “É muito importante ressaltar a importância de o movimento sindical ter conquistado o GT de Saúde no Itaú. Desde que o grupo foi crido estamos constantemente negociando temas tão sensíveis ao dia a dia do banco, que é saúde do trabalhador. Durante a pandemia, este trabalho ganhou ainda mais importância. Falta muito a se avança, mas estamos no caminho certo, aos poucos avançando para termos uma condição de trabalho digna”, declarou Simoni Nascimento de Abreu, membro do GT de Saúde do Itaú. Fundação Itaú O Último tema debatido pelos delegados e delegadas do encontro foi Fundação Itaú. Foi feito um breve relato sobre todos os planos e um resgate das últimas eleições, realizadas em maio. “Os ataques que os fundos de pensão em sofrendo já é um debate bastante disseminado. Eles querem que os fundos fiquem nas mãos dos bancos, sem representatividade dos trabalhadores. Esse é o sonho deles. Não temos nenhum técnico, mas somos participantes e temos interesses para que tudo dê certo. Nós temos que estar agindo para ver onde há espaços para beneficiar os trabalhadores”, afirmou Erica Godoy, conselheira da Fundação. Fonte: Contraf-CUT
Funcionários debatem balanço do Itaú na abertura do Encontro Nacional

Até o final do dia, os trabalhadores debaterão emprego, remuneração, saúde, condições de trabalho e previdência complementar O futuro só será possível com emprego, saúde e melhores condições de trabalho. Com este mote, começou na tarde nesta quinta-feira (5) o Encontro Nacional dos Funcionários do Banco Itaú-Unibanco, realizado por webinário na plataforma Zoom. Até o final do dia, os trabalhadores debaterão emprego, remuneração, saúde, condições de trabalho e previdência complementar. “Espero que a gente tire deste encontro ações específicas para os funcionários do Itaú, além de estratégias para lutar contra esse governo genocida, que vem dia a dia atacando o direito dos trabalhadores e claramente governa para poucos, aumentando a fome e o desemprego do país, pensando apenas nos privilegiados”, afirmou Vinicius Assumpção, vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Ivone Silva, uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, lembrou que o Itaú está promovendo mudanças radicais que estão afetando diretamente as agências e os trabalhadores. “O princípio de não ter um cargo definido, você ganha o salário, mas pode praticar tudo, passa muita insegurança aos trabalhadores. Isso sem falar dos levantamentos de qual agência funciona e qual não funciona. As que não dão lucro podem ser fechadas. E o trabalhador fica no meio de tudo isso, sem saber o que fazer”, lamentou. Ivone fez um regate das negociações feitas com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) logo no início da pandemia do coronavírus (Covid-19) que salvou a vida de inúmeros bancários. “Agora chegou a hora de começar a negociar o retorno ao trabalho presencial daqueles que estão em home office. Nós vamos ter que nos mobilizar e lutar muito para colocar as sequelas da Covid como doença do trabalho”, completou Ivone. Balanço Itaú A apresentação dos dados do balanço do banco Itaú-Unibanco foi a primeira mesa do trabalho do encontro. “Se o banco repetir o mesmo resultado do primeiro semestre de 2021 no segundo semestre estará muito próximo de ultrapassar o seu maior recorde de lucro, em 2019, de mais de R$ 26 bilhões. Isso num ano todo vivendo numa pandemia”, destacou Cátia Uehara, economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Ela explicou que um dos motivos que levaram o banco a estar no mesmo patamar de antes de crise, é a diminuição de custos, com o home office e a queda de visitas e viagens. Outro fator claro para estes resultados são o fechamento de agências e de postos de trabalho. Em 12 meses, 114 agências físicas foram fechadas. No mesmo período, se desconsiderar os trabalhadores de tecnologia e da empresa ZUP, houve uma queda de 1.900 postos de trabalho. “Todos são prejudicados nessa movimentação. Uns ficam desempregados, outros sobrecarregados e os clientes, que são usados como justificativa para essas mudanças, sofrem com a piora no atendimento”, disse Cátia, ao apontar que a relação clientes por empregados era de 642 em 2014, atualmente é de 1001,2. Fonte: Contraf-CUT
Bancários do Itaú realizam encontro nacional nesta quinta-feira (5)

Emprego, remuneração, saúde, condições de trabalho e previdência complementar serão os temas dos debates O Encontro Nacional dos Funcionários do Banco Itaú-Unibanco acontece nesta quinta-feira (5), por webinário na plataforma Zoom. A partir das 14h, os trabalhadores debaterão emprego, remuneração, saúde, condições de trabalho e previdência complementar. “Nosso objetivo é tirar uma estratégia para negociar com o banco nossa pauta de reivindicações específicas, fruto desse encontro”, afirmou Jair Alves, coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú. Confira abaixo a programação: 14h – Abertura e apresentação da programação 14h10 – Apresentação dos dados do balanço do banco Itaú-Unibanco 14h40 – Painel 1: Emprego 15h40 – Painel 2: Remuneração 16h40 – Painel 3: Saúde e Condições de Trabalho 17h40 – Painel 4: Previdência Complementar 18h – Encaminhamentos e encerramento Fonte: Contraf-CUT
Itaú lucra R$ 12,941 bilhões, no 1º semestre de 2021

O resultado representa alta de 59,4% em relação ao mesmo período do ano passado. No 2º trimestre de 2021 o banco lucrou mais de R$ 6 bi O Itaú obteve Lucro Líquido Recorrente Gerencial, que exclui efeitos extraordinários, de R$ 12,941 bilhões, no 1º semestre de 2021. O resultado representa alta de 59,4% em relação ao mesmo período do ano passado. No 2º trimestre de 2021, o banco obteve um Lucro Líquido Recorrente Gerencial de R$ 6,543 bilhões, alta de 55,6% em relação ao mesmo período de 2020 e de 2,3% no trimestre. Já a rentabilidade (retorno recorrente consolidado sobre o Patrimônio Líquido médio anualizado – ROE) do banco foi de 18,8% no semestre, com alta de 5,7 pontos percentuais em doze meses. “Os números mostram que o banco apresenta grande crescimento mesmo com a economia do país em frangalhos”, afirmou Jair Alves, coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) Itaú. “Está na hora de o Itaú colocar em prática seu lado bonzinho que mostra nas propagandas de TV, parar de demitir trabalhadores das agências e não contratar apenas funcionários de tecnologia. Passar a valorizar todo o seu corpo de funcionários, com garantia de emprego e melhores condições de trabalho”, completou. Precarização do atendimento Ao final de junho de 2021, a holding contava com 85.611 empregados no país, com abertura de 1.268 postos de trabalho em doze meses e 1.196 no trimestre. “Esse saldo positivo, no entanto, se deve a contratações para a área de TI e à incorporação, a partir do segundo trimestre de 2020, dos empregados da ZUP (empresa de tecnologia adquirida em outubro de 2019). Não houve a criação de novos postos de trabalhadores bancários. Infelizmente eles foram fechados e isso precisa acabar”, explicou o coordenador da COE. Além disso, o banco fechou 114 agências físicas no Brasil, em doze meses. Leia aqui os destaques feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em cima do balanço oficial do banco. Fonte: Contraf-CUT