Brasil precisa pensar nos trabalhadores e nos famintos

Os especuladores financeiros, que teimam em se autodenominar “mercado”, estão alvoroçados com as declarações do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de que o Brasil precisa garantir recursos para que os brasileiros mais pobres não passem fome e possam viver, pelo menos, com um mínimo de dignidade. As declarações de Lula se expressam, na prática, pela chamada PEC da Transição, que, entre outras coisas, tira os recursos para o pagamento do Bolsa Família do limite de gastos do Governo. “A responsabilidade fiscal tem que caminhar junto com a responsabilidade social, para acabar com a fome dos 40 milhões de brasileiros que vivem na miséria. A prioridade é fazer o Brasil crescer e não fazer reserva para o mercado financeiro”, defende a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira. “A gente vê o mercado financeiro especulando só para enriquecer, fazer o dólar crescer para vender e fazer esse processo de especulação. Este é um tipo de economia que o mundo precisa rever e repensar, para que seja possível planejar o país para os próximos anos. O futuro do Brasil precisa ter um planejamento estratégico”, completou. Teto dos gastos Para Juvandia, o governo precisa e vai manter a responsabilidade fiscal, mas ela defende que existem formas de se conseguir recursos para também ter responsabilidade social sem a necessidade de se endividar. “É óbvio que o Brasil precisa ter responsabilidade fiscal, mas em vários países já se provou que este teto de gastos do jeito que foi pensado aqui no Brasil não funciona. Eles ultrapassam o teto e, aqui no Brasil, nos últimos quatro anos, se estourou o teto”, disse. O economista Gustavo Cavarzan, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) observa que a regra do teto de gastos, como foi formatada em 2016, não tem como funcionar na prática. “Ela limita os gastos do governo apenas à correção pela inflação. Isso significa que, em momentos nos quais o país cresce e a arrecadação fiscal aumenta em patamares superiores aos da inflação, esse excedente de arrecadação não pode ser utilizado para atender às demandas sociais da população brasileira”, explicou. “O excedente acaba indo totalmente para os credores da dívida pública, pois a única despesa que ficou de fora do teto de gastos são as despesas financeiras do governo. É uma regra sem sentido, sem justiça social e, ainda por cima, não contribui para ajustar as contas públicas, pois limita o crescimento do país”, completou. Para Cavarzan, a melhor maneira de ajustar as contas públicas é melhorando a qualidade do gasto público e investindo em áreas que darão retorno em forma de arrecadação. “Quando a economia cresce, os salários e lucros aumentam, o nível de emprego formal aumenta, as vendas no comércio aumentam, a tendência é que cresça a arrecadação do governo, gerando um equilíbrio das contas públicas, com redução da relação dívida/PIB e geração de superávits primários, como ocorreu nos primeiros mandatos do presidente Lula”, disse. Para o economista do Dieese, no momento em que o país vive, a atual regra de teto de gastos faz menos sentido ainda. “Temos uma enorme parcela da população brasileira desempregada, subocupada, ocupada na informalidade, vivendo em condições de fome e miséria. É necessário incluir essas pessoas no orçamento público para que elas voltem a trabalhar em condições dignas e possam consumir, gerando assim uma dinamização da economia que, inclusive, melhorará as contas públicas”, explicou, ao lembrar que tanto a crise internacional de 2008 quanto a pandemia do coronavírus fizeram a teoria econômica dominante se reinventar e mesmo os centros econômicos mais conservadores, como FMI e Banco Mundial, já mudaram sua posição sobre a austeridade e passaram a admitir a necessidade de maior intervenção dos gastos públicos para resgatar a economia e o social, notadamente em momentos de crise. “Nesse sentido, o Brasil está muito atrasado no debate mundial”, afirmou. Propostas Juvandia ainda lembrou que em seus oito anos de governo, Lula mostrou que o investimento no setor produtivo ajuda a aumentar a arrecadação e a gerar superávit primário para pagar as dívidas. “Além disso, defendemos que haja desoneração da população mais pobre, com isenção de imposto de renda para aqueles que ganhem até R$ 5 mil e a criação de novas alíquotas para aqueles que ganham verdadeiras fortunas, para aumentar a arrecadação e compensar a desoneração dos mais pobres”, disse. “Também é preciso pensar na taxação sobre os dividendos. Não é justo que o rendimento sobre o salário seja taxado e o rendimento de sócios e acionistas de empresas seja isento”, completou. Projetos que tramitam no Congresso Nacional, propostos pela Campanha Tributar os Super-Ricos, do qual a Contraf-CUT faz parte, propõem, entre outras coisas, a taxação de grandes fortunas e dos dividendos, como forma de arrecadar recursos para investimentos nas áreas sociais. Revisão da reforma trabalhista Além da garantia de recursos para as áreas sociais, Juvandia também defende a revisão da reforma trabalhista realizada após o golpe contra a ex-presidenta Dilma Rousseff e aprofundada durante o governo Bolsonaro. “A classe trabalhadora perdeu muitos direitos que haviam sido conquistados depois de décadas de luta. Estas perdas precisam ser revistas. Mas, de forma emergencial, é preciso reverter pelo menos três pontos: o regime de trabalho intermitente, que precariza o trabalho e retira diversos direitos do trabalhador; a autorização para a realização de acordos individuais entre patrões e trabalhadores, que gera pressão sobre os empregados e desvaloriza as negociações coletivas; e também é preciso voltar a ultratividade, para impedir que direitos sejam retirados dos trabalhadores em meio ao processo de negociação para a renovação das convenções coletivas de trabalho de cada categoria”, defende a presidenta da Contraf-CUT. “Além disso, é preciso que haja o retorno das homologações de rescisões de contrato nos sindicatos, para evitar erros das empresas nos pagamentos de direitos”, completou.
Inscrições abertas para novos cursos CPA 10 e CPA 20

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense está ofertando mais uma oportunidade para os bancários que querem se qualificar e obter as certificações que são exigidas para crescimento na carreira. Estão abertas as inscrições para cursos CPA 10 e CPA 20. As informações e também as inscrições podem ser feitas com a secretaria do Sindicato. As aulas já estão programadas para começar no dia 26 de novembro. Os demais encontros também já têm data: 10/12 e 17/12. Vale lembrar que a turma somente será confirmada havendo um mínimo de 10 inscrições. Informações: (24) 3328-0718 ou (24) 98139-6194 – Louise
Parceria com a UFF Volta Redonda vai acompanhar saúde mental dos bancários

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense e o campus da Universidade Federal Fluminense em Volta Redonda (UFF-VR) firmaram uma nova parceria para acompanhar a saúde mental dos bancários no ambiente de trabalho. O lançamento da parceria acontece na próxima quarta (23) no auditório da UFF-VR. O projeto, que já está em vigor como Extensão do curso de Psicologia da UFF-VR, é uma iniciativa do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense e tem o objetivo de produzir dados e conhecimento do impacto das relações e condições de trabalho. O departamento de Saúde do coletivo de trabalhadores acredita que as relações e condições acabam fazendo com que os trabalhadores estão adoecendo mais ao desenvolver distúrbios psiquiátricas e/ou psicológicas. Isso acaba gerando sofrimento e a necessidade de afastamentos do trabalho, chegando até aos casos de suicídios. O convênio deverá se desdobrar em inúmeras outras iniciativas, atividades e ações conjuntas. A ideia é fazer com que a parceria produza informações suficientes a fim de ajudar na atuação junto à demais entes, públicos e/ou privados, na busca de soluções para os problemas. O sindicato acredita que as doenças aparecem em função da pressão, exigências descabidas para o cumprimento de metas e o assédio moral presente nos ambientes de trabalho. Dentre as patologias mais constantes estão angústia, ansiedade, depressão e Síndrome de Burnout. Além do reflexo na saúde, acaba-se causando impactos negativos na vida profissional, social e familiar dos trabalhadores. Dados do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) apontam que a maior parte dos afastamentos de bancários por conta dos acometimentos psicossomáticos. Há, ainda, inúmeros relatos de que muitos bancários, para desempenhar suas funções de forma minimamente aceitável, faz uso de medicamentos “tarja preta” ou desenvolvendo outros tipos de dependência química – alcoolismo, por exemplo. Vale lembrar que os bancos não reconhecem essas doenças como originadas nas relações de trabalho, sua organização e divisão. Negam a emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), documento exigido para assegurar direitos previdenciários e trabalhistas desde a suspeita da doença, como previsto em Lei. Importante destacar que a saúde dos trabalhadores bancários já vem sendo pautadas em negociações coletivas e já foram obtidas importantes conquistas (antecipação e complementação salarial, dentre outras). Todavia, para realização de novos avanços, é necessária a apresentação de dados precisos. O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense acredita que é de extrema urgência o tratamento dos adoecidos e o avanço na garantia dos empregos e das funções, mas simultaneamente atuar para evitar que o trabalho bancário continue a ser a causa de mais adoecimentos. Toda a categoria está convidada para comparecer ao evento, que acontecerá na próxima quarta-feira (23), às 19h, no Auditório da UFF Volta Redonda, que fica na R.Des. Ellis Hermydio Figueira, 783 – Sala 307b – Aterrado Volta Redonda.
ITAÚ: negociação avança em teletrabalho, PCR e bolsa-educação

A Coordenação de Organização dos Empregados (COE) do Itaú reuniu-se com representantes do banco, na última quarta-feira (9), para tratar dos temas quitação do banco de horas, teletrabalho e ponto eletrônico, parcelamento de dívidas e Programa Remuneração e Bolsa Educação. O Itaú apresentou um balanço sobre o acordo de quitação de horas já assinado com 123 entidades sindicais, que cobrem cerca de 56 mil funcionários. Entre essas entidades estão Fetec-SP, Feeb SP/MS, Feeb BA/SE, Federa-RJ e Fetrafi-RJ (esta, parcial). Às demais federações, ainda sem acordo, o banco apresentou proposta para um piloto de seis meses, para ser assinado juntamente com o acordo de teletrabalho. A proposta será avaliada pelas entidades sindicais até o final de novembro. Teletrabalho A COE apresentou uma proposta que prevê prioridade ao teletrabalho para pais e mães que têm filhos pequenos e funcionários com mobilidade reduzida. A medida, porém, ainda vai ser detalhada, pois deve ser adequada em relação a áreas que não estão atuando com trabalho remoto. O valor dos custos será corrigido em cerca de 25%, passando a R$ 100, e será pago todo mês, e não mais a cada semestre. Esse acordo supera os benefícios da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que prevê custos de R$ 86,40 e a exigência de, no mínimo, 50% de dias úteis trabalhados remotamente para o benefício. O valor será pago inclusive nos seis meses do projeto piloto. Outra reivindicação da COE foi que o desconto do percentual referente ao vale transporte seja calculado apenas sobre os dias trabalhados presencialmente, e não mais sobre o mês completo. Parcelamento de dívidas O parcelamento das dívidas relacionadas à antecipação do auxílio-doença ainda está em debate entre as entidades sindicais, que não alcançaram um consenso. Embora o banco tenha manifestado preferência por um acordo de âmbito nacional, afirmou que aceitará acordos em separado. As entidades que já concordaram com a minuta apresentada, assinarão ainda neste mês acordo que prevê limite de 30% de retenção das verbas para o pagamento da dívida. A COE também reivindicou que o pagamento seja iniciado em 60 dias, e não em 30, como propõe o banco. As entidades que seguem sem assinar têm até o fim de fevereiro de 2023 para debater suas propostas, mas mantêm a chance de aderir ao acordo assinado. PCR e bolsa-educação A proposta dos trabalhadores foi para renovar o acordo da Participação Complementar de Resultados (PCR), apenas com correção do valor. O mesmo foi proposto para as bolsas de estudo, que atualmente são de R$ 499. Ao todo são 5,5 mil bolsas para primeira graduação, segunda graduação e pós-graduação (4,5 mil para bancários e 1 mil para funcionários da holding). No novo acordo, serão acrescentadas 47 novas bolsas. O tema será debatido dia 22, em reunião virtual. Para Jair Alves, coordenador do COE Itaú, “havia muitas pendências para serem discutidas, mas a reunião teve bons avanços, como foi com o teletrabalho”. No entanto, há ainda muitos pontos a serem encaminhados, “em especial no que diz respeito à quitação das horas e ao pagamento das dívidas de auxílio-doença, temas que ainda precisamos debater e mesmo encontrar um consenso entre as várias entidades de representação dos trabalhadores”, completou. Jair, porém, entende que “o debate está bem avançado, e em breve os pontos pendentes estarão maduros para o acordo final com o banco”. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) encaminhará às entidades a minuta do acordo sobre a quitação das horas do teletrabalho (que deverá ser retornada até o fim de novembro) e do parcelamento das dívidas por antecipação do auxílio-doença (retorno até fevereiro de 2023). As entidades que já assinaram o acordo receberão a minuta para votação em assembleia, que ocorrerá em data ainda a ser definida pela Contraf-CUT.
Covid volta a ameaçar a sociedade

A covid-19 voltou a preocupar o Brasil, após alguns meses de trégua. No inicio de novembro, ocorreu a primeira morte de uma pessoa contaminada pela subvariante BQ.1: uma mulher, na cidade de São Paulo. Desde o início de outubro, a taxa de transmissão do vírus (Rt) e as internações de pessoas com a doença vem subindo. Especialistas começam a alertar para o risco de uma nova onda no período de festas do final do ano. O Ministério da Saúde abandonou a consolidação de dados em âmbito nacional, no processo negacionista do atual governo em fim de mandato. No entanto, informações sistematizadas pela Info Tracker, uma plataforma das universidades estaduais paulistas (USP, Unesp e Unicamp) para monitorar a pandemia, mostram que a Rt ultrapassou o valor 1, quando cada contaminado transmite o vírus para mais de uma pessoa. Esse índice indica que a doença está aumentando. Ainda segundo a Info Tracker, as internações no estado saltaram de 80, em 17 de outubro, para 186 em 6 de novembro. Conforme a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) difundiu pela imprensa, os laboratórios identificaram que os resultados positivos para o coronavírus saltaram de 3,7% em 3 de outubro para 23% na primeira semana deste mês. Essa mesma tendência de alta também já foi identificada pela rede de farmácias do país, e divulgada por meio de sua associação. Há vários motivos que podem estar promovendo o crescimento da doença, como a chegada da nova variante BQ.1, a redução da imunidade de quem já se vacinou, as aglomerações no período da campanha eleitoral e a procura das pessoas pelas doses de reforço abaixo do ideal, em especial pela quarta aplicação do imunizante. Bancárias e bancários Para o secretário de Saúde do Trabalhador da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Mauro Salles, “no caso de bancárias e bancários, os cuidados devem ser redobrados, pois suas atividades são sempre em contato com muitas pessoas”. Mauro orienta, ainda, que “todos sigam os protocolos de saúde, conforme a orientação de especialistas, mesmo sem a obrigação legal que vigorou até alguns meses atrás, pois esse é o único caminho para proteger a si mesmo, a família e a sociedade como um todo”. Cuidados Conheça as orientações básicas da Organização Mundial da Saúde (OMS) para se defender do coronavírus: Mantenha distância de outras pessoas de pelo menos 1 metro. Evite aglomerações. Use máscara, especialmente em locais fechados. Troque o equipamento sempre que ele ficar úmido. Não use máscara com válvulas. Prefira locais abertos e ventilados. Abra uma janela se estiver em local fechado. Limpe as mãos com frequência, com sabão e água ou álcool em gel. Mantenha-se em dia com a vacina. Até o momento, todos adultos devem ter tomado a quarta dose. Cubra o nariz e a boca com o braço dobrado ou um lenço ao tossir ou espirrar. Evite tocar superfícies de locais públicos. Limpe superfícies com frequência. Fique em casa se você sentir indisposição. Os sintomas mais comuns da covid são tosse seca, febre e cansaço. Procure atendimento médico se tiver febre, tosse e dificuldade para respirar. Se possível, ligue para a unidade de saúde e peça orientações antecipadas. Mantenha-se informado sobre a situação em sua localidade. Acesse aqui a orientação completa da OMS para se proteger.
Lucro do Itaú supera R$ 23,1 bilhões nos nove meses do ano

O Itaú Unibanco atingiu um lucro líquido de R$ 23,118 bilhões nos primeiros nove meses de 2022, alta de 17,2% em relação ao mesmo período do ano passado. No terceiro trimestre do ano corrente (julho até setembro), o lucro líquido foi de R$ 8,07 bilhões, alta de 5,2% em relação ao trimestre anterior. Entre os maiores bancos do país, o resultado deixa o Itaú apenas atrás do Banco do Brasil. Apesar dos números positivos, a instituição privada fechou 247 agências físicas no país em detrimento da abertura de 189 agências digitais nos últimos doze meses, ressaltou o coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Jair Alves, completando que, nos últimos anos, a holding acelerou o processo de transformação digital. “Quando olhamos os dados de emprego, vemos que, no terceiro trimestre de 2022, o Itaú conta com 88.279 empregados no país, com abertura de 2.084 postos de trabalho nos últimos doze meses. Entretanto, esse saldo positivo se deve a contratações para a área de TI”. O porta-voz dos funcionários do Itaú frisou ainda que o lucro elevado do banco reflete a difícil situação econômica do país. “A própria instituição confirma isso no relatório recente, quando observa que a elevação do seu lucro é reflexo do aumento da taxa de juros Selic”, pontuou. Outros fatores elencandos pelo Itaú Unibanco que favoreceram para os resultados positivos foi o crescimento da carteira de crédito e a mudança no “mix” da carteira no segmento do varejo, permitindo crescimento de 29,4% da margem financeira com clientes. A Carteira de Crédito do banco cresceu 15,4% em doze meses e 2,5% no trimestre, atingindo R$ 1,111 trilhão. As operações com pessoas físicas no Brasil cresceram 27,0% em doze meses, totalizando R$ 384,7 bilhões, com destaque para crédito pessoal (+36,3%), cartão de crédito (+32,7%) e crédito imobiliário (+27,4%). O crédito à pessoa jurídica apresentou alta de 13,8% no período, totalizando R$ 301,0 bilhões. Enquanto o crescimento de micro e pequenas empresas foi de 15,1% em doze meses, alcançando 159,9 bilhões. Já o retorno recorrente gerencial sobre patrimônio líquido (ROE) do banco privado sofreu aumento de 21,3% no segundo trimestre, com alta de 1,7% em doze meses. Retorno para funcionários “Com esses lucros, o Itaú tem todas condições para melhorar a remuneração dos seus funcionários, através de programas próprios existente, onde COE e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) vêm cobrando do banco o pagamento proporcional do programa GERA para as áreas comercial e varejo”, disse Jair. “Já iniciamos a tratativa de renovação do PCR (Programa Complementar Remuneração e da Bolsa Educação) e esperamos obter um bom valor, com esses resultados do banco”, pontuou. Confira aqui os destaques completos do balanço, apontados pela equipe da Subseção do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) na Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).
Festa de Confraternização dos Bancári@s 2022 já tem data. Saiba como participar

No próximo dia 03 de dezembro, o Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense realiza uma grande festa de confraternização da categoria. O evento acontecerá na sede campestre dos bancários em Barra Mansa. Serão dois shows para os bancários(as) se divertirem além de almoço com churrasco. Às 12h se apresenta a Banda Juremeiros e às 14h30 tem show com a Banda Mistureba. O almoço será servido até às 15h. Link de inscrição. Clique aqui Para participar da Festa de Confraternização dos Bancários 2022, os interessados deverão ficar atentos a algumas regras e garantir a inscrição. Confira abaixo: ➢ Bancári@s associad@s, solicite seu convite e de seus dependentes ou convidado, pelo link enviado pelo WhatsApp e disponível no Site https://bancariosulfluminense.com ➢ Bancári@s associad@s, acesso somente com apresentação de documento com foto. ➢ Bancári@s associad@s, caso não tenha dependente você tem direito a 01 (UM) convidado, solicitar pelo link. ➢ Bancári@s associad@s, troca somente TODOS os dependentes por 01 (UM) convidado solicitar pelo link. ➢ Bancári@s associad@s, não será permitido a entrada ou saída de pessoas com bebidas. ➢ Bancári@s associad@s, nesse dia NÃO funcionarão, piscina, campos de futebol e sauna. ➢ Bancári@s associad@s, a Sede Campestre NÃO funcionará no dia 04/12/2022. ➢ PROIBIDO vender, fornecer, servir, ministrar ou entregar, ainda que gratuitamente, de qualquer forma, a criança ou adolescente, bebida alcoólica ou sem justa causa, outros produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica. – Lei nº 13.106, de 2015
Novas admissões reduzem média salarial de bancários

O salário mensal médio de um bancário admitido em setembro foi de R$ 5.521,94, ou 81,5% daquele que foi desligado, que era de R$ 6.772,94. Nesse mesmo mês, o salário médio do trabalhador admitido no emprego formal brasileiro atingiu R$ 1.931,13, o que corresponde a 35% do ganho do bancário. O valor equivale a 1,6 salários mínimos e é pouco superior aos auxílios alimentação e refeição da categoria bancária, que somam R$ 1.813,80 ao mês. Para o secretário de Assuntos Socioeconômicos da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Walcir Previtale, “a melhor remuneração e os benefícios recebidos pelo bancário são resultados da luta de uma categoria que historicamente atua de forma coletiva e que há décadas se dedica ao fortalecimento da unidade e da organização sindical”. Idade e gênero Como já se viu nos últimos meses, as contratações favoreceram homens, com 117 postos, enquanto as mulheres perderam dois. Essa característica acentua a distorção de oportunidades por gênero no setor. Houve ampliação de vagas para bancários até 29 anos, com 698 vagas, enquanto aqueles com idade superior a essa perderam 565. Walcir critica que “os bancos mantêm a postura de acentuar disparidades de gênero e de utilizar novas contratações para reduzir a massa salarial”. Movimentação O setor bancário registrou, em setembro, a abertura de 115 postos de trabalho. Neste ano, foram criadas 3.413 vagas e nos últimos 12 meses, 6.041. As movimentações mostram que, desde janeiro, 51,5% desse saldo são devidos a bancos múltiplos, com carteira comercial, e 37,4%, à Caixa, pelas contratações de aprovados no concurso de 2014. Esse saldo positivo está diretamente ligado à tecnologia da informação (TI), pois ao longo dos últimos 12 meses, 10% das admissões e apenas 5% dos desligamentos ocorreram em postos na área. No mesmo intervalo, não ocorreram contratações para primeiro emprego e a reintegração de trabalhadores representou 3,1% dos admitidos em setembro. Nesse mês, 15 estados tiveram saldo positivo, com destaque para São Paulo (368 postos), Paraná (27) e Sergipe (10). O fechamento de vagas se deu em 11 estados, de modo mais acentuado no Rio de Janeiro (153), Minas Gerais (62) e Ceará (60). De janeiro a setembro, a maior concentração do saldo favorável também ocorreu em São Paulo, com 66,3% do total. O fechamento de postos se deu em seis estados – Rio de Janeiro, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – o que não se verificou nas regiões Norte e Centro-Oeste do país. As informações foram sistematizadas na Pesquisa do Emprego Bancário (PEB), do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) – Rede Bancários, com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), de setembro de 2021 a setembro de 2022. Ramo Financeiro No ramo financeiro, excluída a categoria bancária, o saldo foi positivo em todos os 12 últimos meses, com a geração de cerca de 38,3 mil postos. Entre janeiro e setembro deste ano, foram 29,7 mil novos postos, média de 3,3 mil ao mês. Em setembro, foram abertos 3.442 postos, 28% a menos que o mês anterior. As atividades que mais contribuíram foram crédito cooperativo (867 vagas), holdings de instituições não financeiras (707) e corretores e agentes de seguros, de planos de previdência complementar e de saúde (398). Cenário O Novo Caged indica que o emprego celetista no Brasil cresceu em setembro, com 278.085 postos (1.926.572 admissões e 1.648.487 desligamentos). Os cinco grandes grupamentos econômicos tiveram números positivos: serviços (122.562); comércio (57.974); indústria (56.909), concentrado na indústria de transformação (54.123); construção (31.166); e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (9.474). Os resultados gerais, de emprego formal e informal, mostram, no trimestre de julho a setembro de 2022, desocupação de 8,7% (9,5 milhões). A subutilização da força de trabalho ficou em 20,1% (23,4 milhões), e os desalentados somaram 4,3 milhões. O contingente de pessoas ocupadas foi estimado em 99,3 milhões, dos quais 47,2% são trabalhadores com carteira assinada ou estatutários, 48,4% não formais (sem carteira ou que atuam por conta própria) e 4,4% empregadores. Acesse aqui a Pesquisa do Emprego Bancário completa.
Experiências brasileiras podem contribuir com a luta mundial dos trabalhadores

A delegação com mais de 30 representantes da UNI Global Union, da Progressive International e da Confederação Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras das Américas (CSA), que ficou no Brasil de quinta-feira (27) a domingo (30) para acompanhar as eleições para a Presidência da República, levarão para seus países experiências luta e resistência dos trabalhadores contra cortes de seus direitos trabalhistas e sociais decorrentes de políticas neoliberais executadas por um governo de inspiração fascista, mas também de organização e solidariedade com a população mais empobrecida. Esta é opinião da secretária de Relações Internacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Rita Berlofa, que também é presidenta da UNI Finanças Mundial. “Foi uma experiência extremamente rica porque eles puderam ver qual é o resultado da falta de prioridade às políticas públicas, com congelamento e corte de recursos para as áreas da saúde, educação e habitação, por exemplo, tudo em nome de uma ideologia que prega o estado mínimo e não há qualquer compromisso com a classe trabalhadora e a população mais pobre”, avaliou a dirigente da Contraf-CUT. “Muitos deles já tinham vindo ao Brasil, mas agora eles puderam ver que aumentou muito a quantidade de pessoas morando nas ruas, sem emprego e nem o que comer”, completou. Exemplos de luta, resistência e solidariedade Mas, para Rita, além de ver de perto os estragos causados na sociedade brasileira pelo governo Bolsonaro, as reuniões com movimentos populares, visitas às comunidades, acampamentos e escolas de formação possibilitaram que eles pudessem, também ver que é possível se contrapor a estas políticas quando existe organização, resistência e solidariedade entre os trabalhadores. “Propiciamos a eles o contato com a organização e o trabalho realizado por grandes entidades do movimento sindical e social no Brasil que podem ajudar na reflexão e ampliação da organização para a luta internacional dos trabalhadores contra a expansão do pensamento fascista no mundo”, disse Rita. “Precisamos denunciar para o mundo os estragos causados pela política neoliberal e fascista e também as experiências de luta e organização contra este tipo de política. Mostrar que, como aconteceu no Brasil, é preciso vencê-la, mesmo diante das notícias falsas que eles espalham até que muita gente acredite nas mentiras espalhadas”, completou. Leia também:>>>>> Lula é eleito presidente pela terceira vez>>>>> Delegação internacional de sindicalistas visita a CUT>>>>> Sindicalistas internacionais debatem sobre a realidade da periferia>>>>> Assédio eleitoral preocupa movimento sindical Para a secretária de Políticas Sociais da CSA, Jordania Ureña, as eleições no Brasil são extremamente importantes porque é preciso barrar o crescimento acelerado do fascismo em todo o mundo. “Muitas coisas dependem das eleições brasileiras, como a solidariedade internacional entre os movimentos sociais e sindicais”, disse. “Além disso, percebemos que o povo brasileiro está sedento por democracia, que é o que povo precisa. Vimos constantes violações das estruturas e golpes à própria democracia, que demorou tanto para que muitos de nossos povos a construíssem e, em um piscar de olhos, podemos perdê-la”, disse. Ela defende que toda a classe trabalhadora se una em prol desse processo histórico que o Brasil vive. “Esta vitória do Lula representa um elo importante no andamento dessa luta contra o ódio, contra o fascismo, contra a misoginia, contra a violência, que são promovidos pelos governos fascistas. Viemos ao Brasil porque acreditamos na unidade dos povos”, concluiu.
Trabalhadores do Itaú conquistam anistia total das horas negativas

Os trabalhadores que não conseguiram compensar as horas negativas até esta segunda-feira (31), terão o banco de horas anistiado completamente. A conquista foi negociada entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú e a direção do banco, em reunião realizada na última sexta-feira (28). O acordo de banco de horas negativas foi negociado para garantir os direitos dos trabalhadores que foram afastados ou colocados em regime de rodízio nas agências, por conta da pandemia de coronavírus. O acordo de compensação das horas negativas, assinado em fevereiro de 2021, previa que os bancários teriam um período de 18 meses, a partir do mês de março seguinte, com o limite de duas horas por dia, para compensar as horas que faltavam. Este acordo seria revisado a cada três meses, podendo ser prorrogado em mais seis meses, caso os trabalhadores não conseguissem zerar a dívida de horas. Para Jair Alves, coordenador da COE, foi um ótimo caminho para solucionar um problema tão grande e inesperado. “Este encerramento mostra como este acordo decisivo foi acertado, ao ser negociado num momento muito difícil para a classe trabalhadora e para todo o mundo.” Todos os membros do COE salientaram como a boa relação que construíram com o departamento do banco foi positiva para os trabalhadores. “Ainda temos muitos pontos pela frente para negociar, como o parcelamento de dívidas, PCR e teletrabalho”, concluiu Jair.